Estudos Bíblicos

Caro amigo e leitor do blog A Verdade Bíblica,
Estou reservando este espaço para a postagem de esboços de Estudos Bíblicos ministrados por mim na Igreja Presbiteriana Nova Aliança em Cristo.
Fiquem a vontade para utilizá-los para vossa edificação e na obra de Deus.
Forte abraço,
Em Cristo,
Pr. Magdiel G Anselmo.

Estudo Bíblico:
A NATUREZA E MISSÃO DA IGREJA

Textos Bíblicos pesquisados:
Natureza da Igreja: Atos 2: 41-47; Atos 4: 32-35 e 1 Cor. 12: 12-31.
Missão da Igreja: Atos 1:8; Rom. 12: 1-8 e 1 João 4: 7-21.


• Natureza da Igreja

Texto: Atos 2: 41-47
Conforme o texto a Igreja do Senhor Jesus Cristo tem em sua natureza a característica marcante da união ou de comunidade. Isso aponta para a comunhão com Deus e com os irmãos. A adoção da qual a Igreja foi alvo por parte de Deus se mostra claramente neste profundo sentimento de família, comunidade, união e comunhão. Tudo em comum, como diz o texto enfatiza esta característica.

A Igreja foi criada para ser comunidade, para ter comunhão. Isto é natural para ela, é comunhão nata. Esta é sua natureza.
O exemplo da narrativa de como a Igreja Primitiva se comportava e agia nos ensina sobre esta questão.

As palavras-chave são: “(...) estavam juntos” e “tinham tudo em comum”.

Texto: Atos 4: 32-35
A Igreja também têm em sua natureza, como mostra o texto, a característica marcante da solidariedade e do “compartilhar”. Como faziam os primeiros cristãos deve pautar nosso proceder em nossos dias. A natureza compartilhadora e solidária da Igreja são virtudes a seguir em todos os tempos.

Esta caracterísitica virtuosa esta implícita em sua existência. É próprio de sua natureza.

Texto: 1 Coríntios 12: 12-31
Além de ser comunidade, compartilhadora e solidária a Igreja do Senhor Jesus Cristo tem em sua natureza a característica da unidade. Muitos membros que formam somente um corpo e uma única cabeça que é Cristo.

Esta característica demonstra e reforça o que já abordamos nos outros textos bíblicos.
E não fica somente nisso. A unidade da Igreja não exclui a diversidade de serviços e funções dos membros. A unidade e a diversidade trabalham juntas em prol do crescimento, expansão do Evangelho e da edificação de si mesma.


Missão da Igreja

Texto: Atos 1: 8
A Igreja tem como missão, como mostra o texto, ser testemunha de Cristo neste mundo. Esta missão confirma as ordens e a grande comissão relatada nos Evangelhos. Isso significa que onde estivermos devemos resplandecer a glória de Deus em atos, palavras e acima de tudo em exemplos. A testemunha confirma o que alguém disse ou fez. A testemunha avaliza um ato ou palavras de alguém.

Quando o texto diz que devemos ser “testemunhas”, significa que o Evangelho é confirmado aos descrentes pela forma que falamos, agimos e nos comportamos diante deles. É uma grande responsabilidade e uma grande missão.
Somente com o alento da afirmação do início do versículo podemos ter certeza que podemos assim proceder: “recebereis a virtude do Espírito Santo...”. Só com a ajuda Dele seremos testemunhas fiéis.

Texto: Romanos 12: 1-8
Neste texto vemos que a Igreja tem a missão dada por Deus de administrar com responsabilidade e diligência os dons que Deus nos deu. A fidelidade e a humildade com que usamos estas ferramentas serão julgadas por Deus. É nossa missão sermos mordomos fiéis, servos fiéis.


Texto: 1 João 4: 7-21
Este texto ensina que a Igreja têm uma missão clara de amar. Amar a Deus, aos irmãos e ao próximo. Se Deus é amor, esta característica tem que pautar os nossos relacionamentos e nossas ações de todo tipo. Fomos chamados para amar e amar sem medida, sem restrições e sem preconceitos.

É uma virtude do cristão em particular e da Igreja como um todo.

Pr. Magdiel G Anselmo.


ESTUDO BÍBLICO
A MARIA DA BÍBLIA E A MARIA DA IGREJA ROMANA

Vez por outra ainda encontro pessoas ou leio textos que afirmam que os não católicos (principalmente os evangélicos e protestantes), desprezam Maria e a “colocam de lado”, menosprezando o que realizou.
É óbvio que afirmam isso sem conhecimento, pois se tivessem um mínimo de vontade de averiguar se esta afirmação é verdadeira rapidamente mudariam de idéia e concepção. Mas, não é isso que vemos na grande maioria das vezes. Por isso resolvi postar este artigo sobre Maria para auxiliar aqueles que desconhecem, o que realmente  pensamos e cremos.
Como teólogo cristão tenho na Palavra de Deus a regra de fé e prática é a ela que recorro para expor esse tema:


1. O que a Bíblia revela acerca de Maria.

a) Desposada com José  (Mateus 1: 18; Lc. 1: 27)
b) Recebe o anúncio do nascimento de Jesus (Lucas 1: 26-28)
c) Visita Isabel, sua prima. (Luc. 1: 39-45)
d) “O Magnificat”. (Lucas 1: 46-54)
e) Vai a Belém. (Lucas 2: 4,5)
f) Dá a luz a seu primogênito (Mat. 1:25; Luc. 2:7)
g) Encontra Jesus no Templo (Luc. 2: 41-51)
h) Presente na casamento em Cana. (João 2: 1-5)
i) Preocupa-se com o ministério de Jesus (João 3: 31-35)
j) Junto à cruz (João 19: 25-27)
k) Na companhia dos discípulos (Atos 1:14)


Esses dados foram extraídos da Bíblia Sagrada e isto é tudo que a Bíblia revela sobre Maria, a mãe de Jesus. Qualquer pessoa ou cristão leitor regular da Bíblia, ou que tenha um conhecimento básico das Escrituras , jamais aceitará o ensino sobre Maria, da Igreja Romana, pois se trata de um ensino particular dessa religião. Ao observarmos ainda os três primeiros “Credos” da Igreja, notamos que todos possuem fundamentação na Bíblia, exemplo:

1) Doutrina da Santíssima Trindade (Mat. 28: 19; 1 Cor. 12:4-6; 2 Cor. 13:13; Ef. 4:4-6)
2) Doutrina da Divindade do Senhor Jesus Cristo ( Mat. 1:23 comp. Is. 7:14; Is. 9:6; Jr. 23:5,6; Zc. 14:5; Jo. 1:1-3, 5:18, 8:58, 10:30-33; 20:28; Rom. 9:5; 2 Cor. 5:19; Fp. 2:6; Col. 2:2,9; 2 Tess. 2; 1 Jo. 5:20; Apoc. 1:7,8)
 

Dessa forma, verifica-se que o ensino sobre Maria propagado pela Igreja Protestante e Evangélica baseia-se no que a Palavra de Deus nos revela, já isso não ocorre no ensino católico romano sobre o mesmo tema.

2. O ensino da Igreja Romana:
a) Maria, concebida sem pecado (dogma da imaculada concepção).
b) Maria, assunta aos céus (dogma da ascenção de Maria)

Qual a base bíblica para tais crenças e dogmas? Não existe.

3. Respondendo aos dogmas católicos:

-Com relação ao dogma da imaculada concepção de Maria, os católicos procuram justificar com dois argumentos principais:
Primeiramente, ensinam que Maria é aclamada pelo anjo Gabriel como uma mulher “cheia de graça”. Entendem, então, que Maria nunca esteve sujeita ao pecado e, por conseguinte, não conheceu a corrupção na sepultura, sendo glorificada não só na alma, mas também no corpo.
Todavia, a tradução “cheia de graça”, na saudação do anjo Gabriel, não está correta. Maria foi saudada pelo anjo com a expressão: “salve, agraciada” (Lc. 1:28), portanto, ela não foi “cheia de graça”, mas altamente agraciada, favorecida por Deus por ter sido escolhida para ser mãe de Jesus.
O cântico de Maria, entoado pelos seus próprios lábios, dá margem para se admitir que ela reconheceu sua condição de igualdade com todos os demais seres humanos pecadores (Lc. 1: 46-48).

E, quem precisa de Salvador é um pecador, e foi justamente esse o caso de Maria, que se incluiu na condição de todos os seres humanos (Rom. 3:23). Não disse que era senhora, mas, antes, que era uma serva de Deus.
Os catedráticos católicos ainda ensinam que a carne da mãe e a carne do filho são uma só carne. Conseqüentemente, deve ter tocado em Maria a mesma sorte gloriosa para que fosse assunta aos céus.
Temos de concordar que a natureza humana de Jesus foi em tudo idêntica à de Maria, porém, a forma da geração de seus corpos ocorrer de forma completamente diferente.
Se Maria realmente foi imaculada na sua concepção, isso obrigatoriamente implicaria em que o mesmo tivesse ocorrido com seus pais, avós, bisavós, ou seja, com toda a linhagem genealógica passada, o que nenhum teólogo católico se aventura a defender. Por outro lado, como a Bíblia indica, Jesus não precisou desta prerrogativa, pois foi concebido miraculosamente no ventre de Maria pelo Espírito Santo (Lc. 30-35).


-Com relação à ascenção de Maria, não aceitamos porque:

a) Ausência de evidência no Evangelho de João (João 3:13)
b) Ausência de evidência em Paulo (Gl. 4:4; 1 Cor. 15:23)
c) Ausência de evidência na carta aos Hebreus (Hb. 4:14-16)
d) Ausência de evidência nos primórdios da Igreja Cristã

Enfim, excetuando-se os casos excepcionais de Enoque (Gen. 5:24) e Elias (2 Reis 2:11), a única ascenção aos céus que encontramos na Bíblia é a de Cristo (Atos 1: 9-11).

Veja mais claramente as diferenças entre a crença católica e o registro bíblico:

MARIA, MÃE DE DEUS                                                    MARIA, MÃE DE JESUS
Concílio de Éfeso (431)                                                    Mateus 1: 18-25


MARIA SEMPRE VIRGEM                                             MARIA TEVE OUTROS FILHOS
Dogma aceito no século 4.                            Mat. 12: 46-50; Mc. 3: 31-35; 6:3,4; Lc. 6:3,4


MARIA IMACULADA                                                   MARIA NASCEU SOB O PECADO
Foi concebida e nasceu livre do pecado.                   Luc. 1:47; ROM. 3: 23; 5: 12.
Dogma declarado pelo papa Pio IX em 1854.


MARIA, ASSUNTA AOS CÉUS                                       MARIA AGUARDA A RESSURREIÇÃO
O corpo de Maria subiu ao céu.                                           1 Tess. 4: 13-18.
Dogma declarado pelo papa Pio XII em 1950.


Aqui vemos a diferença da Maria da Bíblia Sagrada, inspirada pelo Espírito Santo e da Maria criada pela Igreja Romana. Assim, a Igreja Romana na ansiedade de defender e “provar” seus ensinos sobre Maria, tornou-se Mariocêntrica.

Veja outros exemplos que confirmam essa minha afirmação:


a) O terço romano: são 50 décimas, e para cada 10 ave-marias um Pai-nosso, assim dá: 50 ave-marias e dez Pai-nossos. Ora-se mais a Maria do que a Deus.
b) Existem mais igrejas romanas em honra, louvor, adoração e homenagem a Maria, que a Jesus Cristo. No Brasil e no mundo, existem igrejas romanas dedicadas a Maria primeiramente e depois em honra aos santos e finalmente a Jesus.
c) Até na idolatria, ou na confecção de imagens de esculturas, fazem-se mais imagens de Maria que de Jesus. d) Há mais aparições, sonhos, revelações dos adeptos da igreja romana de Maria, que de Jesus.


Ao contrário da Mariolatria da igreja romana que tenta mas não consegue (por que isso nunca ocorrerá) com seus dogmas e ensinos colocar Maria no mesmo patamar de Cristo e às vezes até acima dele, pois como vimos se ora ou reza mais a Maria do que ao próprio Jesus Cristo, os que levam em alta consideração o registro e revelação bíblica têm por Maria o mesmo amor e respeito que tem por todos os outros irmãos em Cristo.
Não a desprezamos nem a colocamos de lado, ao contrário a respeitamos e a consideramos instrumento usado por Deus, assim como fazemos com Paulo, Pedro, João e todos os demais homens e mulheres mencionados na Bíblia, assim como todos nossos irmãos em Cristo em todas as eras e tempos. A diferença é que a colocamos no lugar que ela deve sempre estar, ou seja, como serva, escrava de Deus como todos os demais que seguem e servem a Cristo.
E como já afirmei algumas vezes, Maria para muitos é como se fosse a quarta pessoa da Trindade (e não estou sendo grosseiro aqui, mas apenas constatando um fato já confirmado pelo que expus), pois com o conceito de mãe de Deus, defendido pela igreja romana, tende-se a pensar em sua igualdade ou superioridade com relação à pessoa de Cristo, diferentemente dos que entendem que somente Deus é digno de veneração, adoração, louvor, honra, glória e alvo de súplicas e orações e somente Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens e o único que tem poder para perdoar pecados e salvar pecadores do inferno, como a Bíblia nos ensina.
Dito isso, consideramos Maria uma mulher abençoada, agraciada e nossa irmã. E nada além disso.
Para os que não concordam com isso, aconselho a ler a Bíblia e crescer em conhecimento e se Deus assim permitir também em Graça, pois a salvação em Cristo e o perdão dos seus pecados estão em conhecer a Cristo e se render aos seus pés. Ainda dá tempo (João 3:16). Arrependa-se e receba Jesus como seu único e suficiente Salvador!

Deus nos abençoe,
Pr. Magdiel G Anselmo.


IGREJA PRESBITERIANA NOVA ALIANÇA EM CRISTO
Estudo Bíblico
As Festas Juninas e o Cristão

Neste estudo aprenderemos quais as origens e significados das famosas "festas juninas" e as orientações e consequências para a vida de um cristão verdadeiramente evangélico/protestante.

O Inciso VI, do artigo 5º da Constituição Federal reza o seguinte: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”.


O ensino brasileiro tem explorado em nossas escolas (públicas e/ou particulares) as muitas manifestações folclóricas do nosso povo, inserindo-as em seus calendários de atividades com o respeitável propósito de auxiliar a definição da verdadeira identidade brasileira. Nosso país, em virtude de seu passado histórico, absorveu diversas culturas e costumes, fato que nos tornou conhecidos como “um país de muitas caras”. Desde que conquistamos a independência de Portugal estamos lutando para nos descobrirmos. E um dos meios eficazes para atingir esse objetivo é justamente a avaliação acurada das vastas e peculiares manifestações populares.
Naturalmente, as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil, e todas as considerações sobre essas comemorações exigem uma análise equilibrada, pois há um limite entre o folclore e a religião, visto que esta quase sempre acaba mesclando-se com as tradições. E é justamente o que propomos neste estudo e análise: uma avaliação equilibrada.
Afinal, será que temos maturidade espiritual para delinear as fronteiras entre o que é folclore e o que é religião?
Então, vamos a análise que responde a essa pergunta.

1. Uma herança portuguesa

A palavra folclore é formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição) e significa “o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes”.
Como é do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de crença reconhecidamente católica. Suas tradições religiosas foram por nós herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico. Sob essa base é que as instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, expressão que carrega consigo muito mais do que uma simples relação entre a festa e o mês de sua realização.
Entretanto, convém ressaltar a coerente distância existente entre as finalidades educacionais e as religiosas. Além disso, não podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de região para região do país, especialmente no Norte e no Nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado.
As origens dessa comemoração remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí o atual nome “festas juninas”.
As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.

2. A origem das festividades

Para as crianças católicas, a explicação para tais festividades é tirada da Bíblia com acréscimos mitológicos. Os católicos descrevem o seguinte:
“Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com freqüência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Internet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”
Como podemos ver, a forma como é descrita a origem das festas juninas é extremamente pueril, justamente para que alcance as crianças.
As comemorações do dia de São João Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como festas juninas. Cada dia do ano é dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Católica. Como o número de santos é maior do que o número de dias do ano, criou-se então o dia de “Todos os Santos”, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos são mais reverenciados do que outros. Assim, no mês de junho são celebrados, ao lado de São João Batista, dois outros santos: Santo Antônio, cujas festividades acontecem no dia 13, e São Pedro, no dia 24.

"Santo" Antônio

Pouca gente sabe que o nome verdadeiro desse santo não era Antônio, mas Fernando de Bulhões, segundo consta. Ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231. Aos 24 anos, já na Escola Monástica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote. Ao tomar conhecimento de que quatro missionários foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retornar para Portugal, a embarcação que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na Itália. Lá, foi nomeado pregador da Ordem Geral. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as moças solteiras.
Sua devoção foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças casadouras recorram a Santo Antônio, na véspera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrimônio.
Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no “Dia dos Namorados”. No dia 13, multidões se dirigirem às igrejas pelo pão de Santo Antônio. Dizem que é bom carregar o santo na algibeira para receber proteção.
É bastante comum entre as devotas de Santo Antônio colocá-lo de cabeça para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou então jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:

“Meu Santo Antônio querido,
Meu santo de carne e osso,
Se tu não me deres marido,
Não te tiro do poço”.

As festas antoninas são urbanas, caseiras, domésticas, porque Santo Antônio é o santo dos nichos e das barraquinhas.
Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, página A8, lemos: “O dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi lembrado... com diversas missas e a distribuição de 10 mil pãezinhos. Milhares de fiéis compareceram às igrejas para fazer pedidos, agradecer as graças realizadas e levar os pães, que, segundo dizem os fiéis, simbolizam a fé e garantem fartura à mesa”.
Ainda para Santo Antônio, cantam seus admiradores:

“São João a vinte e quatro
São Pedro a vinte e nove
Santo Antônio a treze
Por ser o santo mais nobre”4.

São João

A Igreja Católica o consagrou santo. Segundo essa igreja, João Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé (Mt 14.1-12). A Bíblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de João Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasião, já eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos.
Em sua festa, São João é comemorado com fogos de artifício, tiros, balões coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos também usam bandeirolas coloridas e dançam. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo.
As festas juninas são comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em pátios e/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasião.
João Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua atenção para o fato de que os discípulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso não lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contrário, João Batista se alegrou com a notícia e declarou que não era digno de desatar a correia das sandálias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16).
Se em vida João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração, será que agora está aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adoração à sua pessoa? Certamente que não!

São Pedro

É atribuída a São Pedro a fundação da Igreja Católica, que o considera o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa. Por esse motivo, os fiéis católicos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, São Pedro é o chaveiro do céu. E para que alguém possa entrar lá é necessário que São Pedro abra as portas.
Uma das crendices populares sobre São Pedro (e olha que são muitas!) diz que quando chove e troveja é porque ele está arrastando móveis no céu. São Pedro é cultuado em 29 de junho como patrono dos pescadores. Na ocasião, ocorrem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pescadores, o dia de São Pedro é sagrado. Tanto é que eles não saem ao mar para pescaria.
A brincadeira de subir no pau-de-sebo é a que mais se destaca nas festividades comemorativas a São Pedro. O objetivo para quem participa é alcançar os presentes colocados no topo.
Os sentimentos do apóstolo Pedro eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29.
De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na Bíblia, temos razões para crer que ele jamais aceitaria os tributos que hoje são dedicados à sua pessoa.
Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia à porta Formosa do templo de Jerusalém e teve a atenção do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre não titubeou, mas declarou com muita segurança: “Por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? ...o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus ... Pela fé no nome de Jesus, este homem a quem vedes e conheceis foi fortalecido. Foi a fé que vem pelo nome de Jesus que deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (At 3.12-16).
O Pedro da Bíblia demonstrou humildade ao entrar na casa de Cornélio, que saiu apressado para recepcioná-lo. O texto sagrado declara: “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem” (At 10.25-26).

Os balões

A sociedade “Amigos do Balão” nasceu em 1998 para defender a presença do ‘balão junino’ nessas festividades. O padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto Santos são figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem balões por ocasião das festas juninas de suas épocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa prática.
Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar balões pelos incêndios que podem provocar ao caírem em uma floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Não obstante, essa prática vem resistindo às proibições das autoridades. Geralmente, os balões trazem inscrições de louvores aos santos de devoção dos fiéis, como, por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!!!”, ou a outro santo qualquer comemorado nessas épocas.
Todos os cultos das festas juninas estão relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltarem um balão e ele subir sem nenhum problema seus desejos serão atendidos, caso contrário (se o balão não alcançar as alturas) é um sinal de azar. Mas tudo isso não passa de crendices populares.

3. Sincretismo religioso

Religiões de várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse período de festas juninas para manifestar sua fé junto com as comemorações católicas.
O candomblé, por exemplo, ao homenagear os orixás da sua linha, mistura suas práticas com o ritual católico. Assim, durante o mês de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente, as bandas de axé music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos. Lá, devido ao candomblé, Santo Antônio é confundido com Ogum, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.

4. Os evangélicos e as festas juninas

Diante de tudo isso, perguntamos: “Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas juninas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter (de caipirinha), dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos nessas ocasiões: cachorro-quente, pipoca, milho verde etc?”.
É óbvio que nenhum crente participa dessas festas com o objetivo de praticar a idolatria, pois tal procedimento, por si só, é condenado por Deus!
Quanto à essa questão, tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas igrejas evangélicas, com a alegação de estarem propagando o evangelho durante o Carnaval, dedicam-se a um tipo duvidoso de evangelização nessa época do ano. Fazem de tudo, inclusive usam blocos carnavalescos com nomes bíblicos.
Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo, e não apenas em determinadas ocasiões. O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas. Ultimamente, surgiram determinadas igrejas evangélicas que, a fim de levantar fundo para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os produtos que vendem, diga-se de passagem, são característicos das festividades juninas. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente.

E o que dizer das igrejas que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus. Então, como separar o folclore da religião se ambas estão intrinsecamente ligadas?

Como podemos analisar essa questão biblicamente?
Bem, vêmos na Bíblia que o povo de Israel abraçou os costumes das nações pagãs e foi criticado pelos profetas de Deus. A vida de Elias é um exemplo específico do que estamos falando. Ele desafiou o povo de Israel a escolher entre Jeová Deus e Baal. O profeta pôs o povo à prova: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (1Rs 18.21).
É claro que o contexto histórico do texto bíblico em pauta é outro, mas, como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar muito cuidado para não nos envolvermos com práticas herdadas do paganismo. Pois é muito arriscada a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos. É preciso que os líderes e pastores aprofundem a questão, analisem a realidade cultural do local em que desenvolvem certas atividades evangelísticas e ministério e orientem os membros de suas respectivas comunidades para que criem e ensinem os filhos nos preceitos recomendados pela Palavra de Deus.
O simples fato de proibirem as crianças a participar dessas comemorações na escola em que estudam não resolve o problema, antes, acaba agravando a situação. Simplesmente proibir sem explicar corretamente o porque dessa proibição, ou simplemente dizer que "a festa é do diabo", traz outros tipos de confusão e transtornos às crianças. Por isso a recomendação bíblica de ensinar a criança no caminho que deve andar...

5. O que diz a Bíblia?

Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito.
O apóstolo Paulo, no entanto, declara em 1 Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.
O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai, Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material. O texto bíblico diz o seguinte: “Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5).
Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor?
Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tornou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel. Então ele lhes disse: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa. Passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho” (Êx 32.19-20,27).
O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro. Paulo declara o seguinte: “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” (1Co 10.19-20).
“E serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço. Demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios. E derramaram sangue de seus filhos e de suas filhas que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue”(Sl 106.36-37).

Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.

É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim:

“Onde está o Batista?
Ele não está na igreja
Anda de mastro em mastro
A ver quem o festeja”

Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).

Os santos não podem ajudar

Normalmente, as pessoas que participam das festas juninas querem tributar louvores a seus patronos como gratidão pelos benefícios recebidos. Admitem que foram atendidas por Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Crêem também que esses santos podem interceder por elas junto a Deus. Entretanto, os santos não podem fazer nada pelos vivos. Pedro e João, como servos de Deus obedientes que foram, estão no céu, conscientes da felicidade que lá os cerca (Lc 23.43; 2Co 5.6-8; Fp 1.21-23). Não estão ouvindo, de forma nenhuma, os pedidos das pessoas que os cultuam aqui na terra. O único intercessor eficaz junto a Deus é Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1Tm 2.5).
E mais:

“É Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1Jo 2.1-2).

Foi o próprio Senhor Jesus quem nos disse que deveríamos orar ao Pai em seu nome para que pudéssemos alcançar respostas aos nossos pedidos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei” (Jo 14.13-14).
Quanto ao teor religioso das festas juninas, podemos declarar as palavras de Deus ditas por meio do profeta: “Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro” (Am 5.21).

6. ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE AS FESTAS JUNINAS

FOGUEIRAS
A fogueira é um elemento essencial nas festas juninas. Algumas regiões ainda conservam a bizarra tradição de caminhar sobre as brasas. Você sabia que convencionalmente cada uma das três festas, Santo Antônio, São Pedro e São João, exige um arranjo diferente de fogueira?

Santo Antônio
As lenhas são atreladas em formato quadrangular.

São Pedro
As lenhas são atreladas em formato triangular.

São João
As lenhas são atreladas observando o modelo habitual; possui formato arredondado semelhante à pirâmide.

COMIDAS TÍPICAS
As festas juninas são comemoradas com comidas típicas: curau, batata-doce, mandioca, pipoca, canjica, pé-de-moleque, pinhão, gengibre, quentão, entre outros.

A QUADRILHA (Dança Típica)
Que a quadrilha é uma dança de origem francesa? Foi trazida ao Brasil no início do século XIX passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia brasileira. Com o passar do tempo, deixou a nata da sociedade e incorporou-se às festas populares gerando, assim, suas variantes no interior do país.

PIROLÁTRICOS (As famosas bombinhas e rojões)
Você sabia que os cultos pirolátricos são de origem portuguesa? Antigamente, em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha como finalidade espantar o diabo e seus demônios na noite de São João. Atualmente, no mês de junho intensifica-se o uso desses artifícios, porém, desassociado dessa antiga crendice.

CONCLUSÃO

Como seguidores de Cristo, suplico, diante deste estudo e análise, que Deus nos conceda sabedoria para que consigamos proceder de uma maneira que O agrade em todas as circunstâncias, e que não participemos dessas festas de adoração a outros deuses, pois: “toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade” (E. H. Chapin).

Deus os abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.

Bibliografia:
CARVALHO, Hernani de – No Mundo Maravilhoso do Folclore
LIRA, Mariza – Migalhas Folclóricas
RUIZ, Corina – Livro e Folclore (citado no site
http:venus.rdc.puc.rio.br/kids
ICP - Instituto Cristão de Pesquisas.




Estudo Bíblico
Tema: Relacionamentos: Namoro, Noivado e Casamento.


I. PERÍODO DE NAMORO E NOIVADO CRISTÃOS
1. O QUE É E POR QUE NAMORAR?
O que você pensa sobre o namoro?
Você já fez essa pergunta a si mesmo? Ela pode ajudar muito a definir com que idade deve-se começar a namorar. Tudo depende da maneira como você vai encará-lo. Se for com seriedade e compromisso, pode-se dizer que o seu equilíbrio emocional está começando.
Iniciar um namoro com 12 ou 13 anos, geralmente causa privações de estar com outros amigos, jogar o esporte que gosta, porque o(a) namorado(a) pode ficar com ciúmes. Por que queimar etapas da sua vida antes da hora? Assumir a seriedade do namoro tão cedo? Adolescência é para se curtir os amigos, viver muitas aventuras. Será que você está preparado(a) para dedicar-se tanto a uma pessoa?
O namoro não é apenas um momento de emoção a dois. Ele é um período muito importante e deve ser levado a sério em nossas vidas. A sua base deve ser firmada num amor de verdade e não em uma paixão desenfreada. E isso leva tempo para se adquirir.
O namoro é o tempo das descobertas. Descobrir o máximo como é o outro: sua personalidade, temperamento, caráter, afinidades e hábitos. Além de oferecer também uma oportunidade para se desenvolver amizade e companheirismo.
Você entrou num namoro só por causa das carícias? Cuidado! Elas são muito atraentes e envolventes, mas costumam cegar nosso entendimento para outras áreas importantes. Numa dessas, você pensa que o(a) garoto(a) é um príncipe (ou princesa), de repente você está com o maior "sapo" nas mãos.

2. COM QUEM VOU NAMORAR?
O primeiro princípio a ser respeitado para iniciar um namoro é o senso da vontade de Deus.
É vontade de Deus que você O busque com respeito ao namorado ou a namorada, pois não o diz Amós: "Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?". Isso vale para o namoro também. É por essa razão que é preciso começar do modo certo.
E voltando à Palavra de Deus: "Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso".
É vontade de Deus que Jesus Cristo esteja incluído no namoro, bem no meio de vocês dois: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus". "...Para a glória de Deus" inclusive o namoro. É vontade de Deus que você encare o namoro com muita seriedade.
Outro princípio a ser respeitado no namoro é o senso da afinidade mútua de valores.
Você precisa ter os mesmos valores que ela(e), e vice-versa, o que você aprendeu na Escritura precisa ser o valor também dele ou dela, os espirituais, mentais e físicos
O namoro deve ter, então, um alicerce espiritual. Pecar contra o corpo é pecar contra o Espírito; mas Deus se preocupa com esse assunto, e, assim, você não está só. Naquele momento mais quente do namoro, lembre-se que você não está só, pois tem o recurso da oração, e de dizer "basta!" Aliás, quem estabelece limites é a moça, não esqueça! É ela quem vai dando limites, e o primeiro limite da moça cristã (e, de resto, de qualquer moça) é "Pára aí! Não, senhor; não é hora, não; não é agora, não; e não é assim, não!" Por outro lado, no namoro tudo deve ter o aval do Senhor.
Quando Cristo é o Senhor, problemas de abrasamento e precipitação são controlados e dominados. Sem Jesus Cristo, porém, vai ficar muito difícil, terrível e desesperançosamente difícil o namoro ter dignidade e propósito.

3. OS DEZ MANDAMENTOS DO NAMORO CRISTÃO
I. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.
II. Não se prenda em um jugo desigual, (2 Co 6: 14-18): iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que freqüentam igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros convertidos ou não levarem o relacionamento com Deus a sério.
III. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado e nele intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais, mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento.
IV. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza.
V. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor.
VI. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.
VII. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.
VIII. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial, estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto.
IX. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento.
X. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: O Casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.

No entanto, quando estamos apaixonados, muitas vezes, nossos ouvidos ficam fechados aos inúmeros sinais de alerta que a própria relação nos oferece. Vejamos alguns sinais de alerta que afirmam que a relação precisa ser repensada.

1. O rapaz grita com a mãe. Ele vai gritar com a esposa.
2. Existe um descontrole financeiro no namoro, vai haver no casamento.
3. O namoro os afasta da vida com Deus.
4. Ele é violento.
5. Ela não permite que ele converse com outras meninas.
6. A paixão causa sofrimento, é doentia.
7. Alguém não se dá com a própria família ou com a do outro.
8. Um dos dois não é cristão.
9. Um dos dois não se envolve com a igreja.
10. A intimidade está indo longe demais.
11. Culpa
12. Discussões constantes

Pesquisando entre adolescentes e em vários sites pela internet, encontrei pelo menos 6 conclusões sobre o que significa para eles o FICAR e fiz um breve comentário sobre cada uma à luz da Palavra de Deus:

1) FICAR É NAMORAR DE BRINCADEIRA
Brincar com os sentimentos dos outros, ou mesmo arriscar os seus, também é errado. A Bíblia diz: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jr 17.9). Sentimentos são preciosidades. Não se gosta ou se deixa de gostar de brincadeira. Ademais, sempre se sai ferido de uma relação fingida.
Tudo quanto o cristão faz, pensa ou intenciona é para a glória do Senhor, devendo ser feito com responsabilidade e dedicação. Diz a Bíblia: "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios"(Ef 5.15). "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens."(Cl 3.23).

2) FICAR É PRATICAR PARA VER SE VAI DAR CERTO
Deus não criou a família pelo sistema empírico (experimental). Pelo contrário, o Seu desejo sempre foi agir em prol do homem, dando-lhe uma pessoa adequada para sua felicidade. Veja o exemplo de Adão (Gn 2.22) ou de Isaque (Gn 24.51). Deus tem um plano para a união de dois corações, e pode conceder bênçãos maravilhosas!
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á" (Mt 7.7,8). Cabe ao adolescente e ao jovem estar atento às pessoas ao seu redor, consultando o seu coração e a Palavra de Deus.
"Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim."(Sl. 40.1a). O jovem cristão deve escolher alguém debaixo da orientação de Deus e que seja também uma pessoa cristã. Do contrário, está pecando: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? (2 Co 6.14-16).

••Namorar é conhecer alguém no sentido básico da palavra: gostos, temperamento, procedimentos, personalidade, reações, etc. O restante está reservado para o casamento.

••Rapazes: como escolher uma namorada? Procure com sabedoria, lembrando que o que a garota é hoje com os pais dela ou em relação a Deus, ela o será amanhã com você também. Leia Provérbios 31.10-31 e repare nos sábios conselhos de uma mãe ao seu filho solteiro, para que se casasse com alguém digna. Procure uma moça cujos princípios sejam semelhantes a estes.

••Garotas: Como escolher um rapaz: O Salmo 1.1-3 aponta o comportamento do homem bem-aventurado. As bem-aventuranças trazem um perfil ideal para o esposo preparado por Deus: humilde de Espírito, manso, parecido com Jesus, limpo de coração, pacificador (Mt 5.3-9). Peça ao Senhor, abra seus olhos e esteja atenta. Deus lhe mostrará e dará uma rica oportunidade de encontro.

"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória" (Ef 3.20,21a)

3) FICAR É SUPRIR PROVISORIAMENTE A CARÊNCIA AFETIVA E SEXUAL
Este argumento é falho. O ser humano sempre foi carente de afeto, seja pela falta sentida na infância, seja pela solidão circunstancial, e nunca houve necessidade de existir um relacionamento do tipo FICAR. Há um amor maior que nos conforta e supre a carência: O AMOR DE DEUS. Diz a Bíblia: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro"(1 Jo 4.19).
Nosso amor por Deus deve ser maior que qualquer outro amor humano, mesmo por alguém que é objeto de nossos sentimentos: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim."(Mt 10.37). Martinho Lutero, o mais importante líder da Reforma Protestante, declarou, em seu hino CASTELO FORTE: "Se temos de perder os filhos, bens, mulher, embora a vida vá, por nós Jesus está, e dar-nos-á Seu reino!".
Para gozarmos constantemente deste abundante amor, devemos estar em comunhão constante com Ele, por meio da leitura bíblica, da oração e do testemunho diante de todos. Tenha certeza de que Ele é provedor: "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades". (Fp 4.19).
Muito cuidado! Abraços e beijos podem se tornar uma armadilha do inimigo. Cumprimentar outrem com um ósculo santo, um beijo na face, é uma coisa. Exceder-se na saudação, dando lugar à licenciosidade e sensualidade, é outra. Cuidado! Fuja do pecado e da aparência do mal: "Abstende-vos de toda a forma do mal"(I Ts 5.22)

4) FICAR É CURTIR TODO MUNDO NUMA BOA, SEM COMPROMISSO
Este pensamento é anti-cristão. É uma afirmação, no mínimo, irresponsável. É fruto da carência de normas no ambiente familiar. A palavra CURTIR tem diversos significados, mas aqui é utilizada no sentido de namorar, "transar".
Sinceramente, você se casaria com alguém que já FICOU com todo mundo e que, na realidade, nunca "ficou" comprometida com ninguém? Você aceitaria que sua irmã ou sua mãe se comportasse deste jeito? Ora, se isto é escabroso quando imaginado em alguém que nos é preciosa, que nos é querida, por que faz e acha interessante com as pessoas de outras famílias?
Lembre-se do sábio Salomão, que, em sua velhice, exclamou com veemência: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer.” (Ec 12.1). Igualmente o apóstolo Paulo lembra algo muito importante a Timóteo, o seu filho na fé: "Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” (1 Tm 4.12).
O cristão é um ser comprometido com Deus e com o ser humano. É alguém que "veste a camisa", que "lança mão do arado e não olha para trás.". Não ter compromisso efetivo com a pessoa querida é pecado, falto de caráter, fruto de uma educação equivocada e de um coração sem sentimentos. O que deve unir alguém à outro é o amor, e este é poderoso e permanente: "O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta; o amor jamais acaba"(1 Co 13.8,9a).

5) FICAR É NAMORO AVANÇADO, ONDE VALE TUDO
Sendo um relacionamento mundano, fruto de uma sociedade sem Deus, FICAR não serve para nós. Simular um comportamento afetivo com quem não se ama? Ter comportamento de pessoas casadas estando solteiro? Fazê-lo com pessoas estranhas? Isto é perversão, hipocrisia e mentira. Tolo é aquele que crê nas mentiras, crê no carinho do estranho, no amor de quem não está nem aí com os sentimentos alheios.
Tal pessoa está caindo na armadilha de Dalila, que trocou afetos, carinhos e atos conjugais pela destruição do infeliz Sansão (veja Juízes, capítulo 16). Quem age assim não merece você. Deus tem alguém especial, alguém que não lhe tenha como "estepe", como "quebra-galho", mas sim como alguém de fundamental importância. Se você já se comportou mal assim, Deus tem um remédio para seu erro: arrependimento! "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça"(1 Jo 1.9)

6) FICAR É A MODA ENTRE JOVENS E ADOLESCENTES
Pode estar na moda, mas está errado. Aliás, este mundo está debaixo da orientação do diabo, e nada tem de Jesus. Nós, os cristãos, não somos mais deste mundo, por isso devemos sempre pedir ao Senhor para nos livrar do mal. Resta saber de que lado você está. Se você é um cristão nominal, que não se converteu, então a moda é sua.
Mas, se você tem ao Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Mestre, então o pecado não pode exercer domínio sobre você, e a moda não o obrigará a agir como todos agem. Sabe o que muita moda é? Um disfarce do inimigo, de sua influência sobre o povo do mundo. Já percebeu que as modas geralmente trazem um ideal errado? Primeiro de abril trás a mentira. Verão forte trás top less e naturalismo (nudismo).
Carnaval trás rebelião contra autoridades, homossexualismo, drogas, adultério, etc. Já ouviu falar de uma moda que trouxesse arrependimento, paz entre os povos, alimento aos famintos, distribuição de renda, perdão aos magoados? Claro que não. Portanto, fuja da moda! Seja esperto, seja jovem, seja atual, mas somente no que concerne à linguagem e socialização gerais; nunca às práticas nocivas.
"...Não sabeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.. (Tiago 4.4); "Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele."(1 Jo 2.15). Deus tem outra moda. A moda dele é melhor. Se ligue em Seus caminhos.

II. O NOIVADO CRISTÃO
O noivado é um compromisso social.
Quem assume o noivado compromete-se com muitas pessoas, e não somente com o futuro cônjuge.
O noivado é um compromisso moral. Ele envolve responsabilidade, por isso não é coisa de criança, e deve ser medido pela consciência de que Deus vê todos os atos.
O noivado é um compromisso material.
Então, não existe isso de dizer "nós nos amamos, e com ele eu moro até debaixo do viaduto..." Tem que se preparar. Pra isso existe o namoro e principalmente o noivado.
O noivado é um compromisso espiritual.
Se não há um ideal marcado pelas coisas da espiritualidade, vai ficar muito difícil, porque casamento não é apenas uma linha horizontal, é vertical também. E aí se observa que quando se traça a linha horizontal do relacionamento do casal e a vertical da relação com Deus, forma-se uma cruz. O casamento do cristão precisa também ser colocado na cruz de Jesus Cristo.
Diante disso, algumas conclusões são inevitáveis:

a) Um rapaz crente que namora uma moça a mais de três anos e não se decidiu, na verdade está enrolando, ou é infantil e irresponsável para assumir um compromisso.
b) Moça crente que aceita um namoro de mais de três anos está pedindo para ser enganada!
c) Casal de jovens que termina o noivado deve ser disciplinado por um tempo para aprenderem a ser responsáveis (logicamente cada caso será analisado à parte)!
d) O período de noivado não deverá ser muito extenso para evitar que os noivos permitam carícias e caiam em fornicação por causa do sentimento da certeza de que irão casar.
e) Quem está noivo, ainda não está casado!

CASAMENTO, DIVÓRCIO E SEGUNDO CASAMENTO
1. O CASAMENTO
O Senhor Jesus define casamento do seguinte modo em Mateus 19.5-6: "portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”, confirmando o que o AT já revelava em Gênesis 2:24: "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une á sua mulher, tornando-se os dois uma só carne". Gênesis 2.24
Ao instituir o casamento, no princípio da história humana, o plano de Deus estabelece a monogamia, não a poligamia - quer seja ela legalizada, ou clandestina. O homem deve ter uma só mulher, a mulher, um só marido.
“O apóstolo Paulo declara:”. . . cada um tenha a sua própria esposa e cada esposa o seu próprio marido." 1 Coríntios 7:2
No plano de Deus a união do casamento é indissolúvel.
Jesus ensinou: ". . .o que Deus ajuntou não o separe o homem". Mateus 19:6. Lemos também: "A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor." 1 Coríntios 7:39.
Então, o que é o casamento? O que faz de um casal marido e esposa? É a cerimônia na igreja? É aquele pequeno pedaço de papel requerido pelo município com a assinatura do pastor? São estas coisas que tornam um homem e uma mulher um aos olhos de Deus? O que é o casamento?
O que faz de um casal marido e mulher aos olhos de Deus, o que reúne um casal como uma única carne, é a separação física, geográfica, emocional e financeira dos pais. Após essa separação dá-se a união física entre ambos os noivos já casados, respeitando as leis humanas e divinas existentes para tal união, com objetivos de formar uma família e estar juntos enquanto viver, partilhando de tudo com amor, respeito e harmonia.
Essa é a convivência e objetivos para o casamento segundo a Bíblia.

2. A CRIAÇÃO E EDUCAÇÃO DOS FILHOS
Educação quer dizer o processo pelo qual a criança é instruída, desde o berço à infância, da infância à juventude, e da juventude à maturidade.
A Palavra de Deus recomenda: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele." Provérbios 22:6
Salmos 127:3 – “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.”
Portanto, os pais devem educar os seus filhos até que estes alcancem a maturidade e se casem.
E nesse contexto do educar, existe a necessidade da disciplina imposta pelos pais aos filhos.
O que a Bíblia nos ensina sobre a disciplina de filhos?

a) Disciplina significa treinamento para agir de acordo com regras estabelecidas, Pv. 22: 15. Os filhos precisam aprender que em todos os segmentos existem regras, normas, horários que devem ser cumpridos;
b) Disciplina significa correção. O texto de Ap. 3: 19 mostra o relacionamento de Jesus com uma igreja rebelde. Mas, apesar de ser rebelde, Ele a amava e, por isso, a corrigia;
c) Disciplina significa imposição de limites, Pv. 25: 28. Qualquer liberdade sem limite é prejudicial. É preciso que se estabeleçam limites, e que estes sejam reconhecidos por todos.
d) Disciplina tem resultados positivos. A correta e firme disciplina trará sabedoria aos filhos, descanso aos pais, Pv. 29: 15-17, e livrará do inferno, Pv. 23: 13-14.

2.1. O mau uso da disciplina.
Não se pode usar a disciplina incorretamente porque os prejuízos serão terríveis. Quando os pais dão ordens aos filhos e não esclarecem suas razões, quando são incoerentes, exagerados; quando agridem, espancam os filhos, estão sempre em discórdia e disciplinam os filhos sem motivo, esse mau uso da disciplina poderá vir a formar filhos desrespeitosos e revoltados.
A boa educação e instrução do lar resultarão no aperfeiçoamento do caráter dos filhos, no relacionamento sadio da família, num grande benefício para a sociedade como um todo. Mas o grande objetivo é levar a família a Deus, Js. 24: 15. Por isso, os alvos dos pais devem ser coerentes com os alvos de Deus.
Os pais que sentem essa responsabilidade agem da seguinte maneira:

a) Levam seus filhos à casa de Deus e os apresentam ao Senhor. Ana, preocupada com a crise ministerial de seus dias, e pelo fato de não ter condições de gerar filhos, orou insistentemente ao Senhor, 1Sm. 1: 11. Quando seu filho, Samuel, nasceu, foi rapidamente apresentado a Deus em cumprimento do voto feito por sua mãe, e tornou-se um dos maiores vultos da Bíblia Sagrada, 1Sm. 1: 26-28. Assim também, José e Maria fizeram com Jesus, Lc. 2: 21-24, conforme a prescrição da Lei, Lv. 12: 6-8 e Êx. 13: 2.
b) Ensinam aos filhos a Palavra de Deus, Dt. 6: 6-7 e 32: 46. Para que o ensino seja eficaz é necessário que esta Palavra esteja, primeiro, no coração dos pais, v. 6. Esse ensino deve ser contínuo, v. 7. A Palavra deve ser ensinada dentro de casa, nas caminhadas, nas viagens, na hora de deitar-se e de levantar-se.
c) Testemunham dos feitos de Deus, Sl. 78: 4. Falar daquilo que Deus tem feito é uma maneira de estimular os filhos a crer no grande poder de Deus.

3. DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO
Definição de Termos Importantes para o Estudo:
Adultério: Infidelidade conjugal. Relação sexual de pessoa casada com outra que não seja seu cônjuge.
. Adúltero: Que pratica adultério.
. Fornicação: Relação sexual de pessoa não casada, com pessoa casada ou não. O adultério é o pecado de pessoas casadas com outras que não são seus próprios cônjuges.
. Prostituição: Entregar à devassidão por dinheiro, comércio habitual ou profissional do amor sexual; corromper, desmoralizar; deixar-se corromper por suborno de favores. Degradar, aviltar, desonrar. Entregar-se sexualmente por dinheiro ou por vantagens materiais.
. Devassidão: Qualidade de quem ou do que é devasso. Depravação dos costumes. Libertinagem, desregramento da conduta. Liberdade excessiva contrária a decência, ao pudor. Dissoluto. Vulgarizar.
. Degradar: Destituir de grau, dignidade ou cargo, de maneira infamante.
. Envilecer: Tornar vil, desprezível, aviltar, desonrar; vender por importância vil; baratear; Perder valor.
. Corromper: Perverter física e moralmente; alterar, adulterar; subornar, peitar; apodrecer, deteriorar, perverter, depravar.
. Adulterar: Alterar, falsificar, corromper.
. Profanar: Desrespeitar o caráter sagrado; tornar impuro, ofender, macular, transgredir, violar.

O ensinamento da Bíblia a respeito do casamento, divórcio e novo casamento podem ser resumidos em sete afirmações:

O CASAMENTO É PERMANENTE:
Quanto Tempo Deveria Durar Um Casamento?
"Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive" (Romanos 7:2). "A mulher está ligada enquanto vive o marido" (1 Coríntios 7:39). A intenção de Deus é que um marido e uma mulher permaneçam casados até que a morte os separe. Deus une marido e mulher num só ser, e esta união é para ser permanente. Deus, certamente, não liga pessoas em casamentos que ele chama de adultério, e estes casamentos não são levados em consideração em nossos comentários.

O DIVÓRCIO É PECAMINOSO:
Posso Divorciar-me?
Há razões básicas porque o divórcio é pecaminoso: Primeiro, Deus disse: Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem. (Marcos 10:9). Segundo, é pecaminoso por causa do que a pessoa faz à sua (seu) companheira(o), quando ele(a) se divorcia dela(e). Jesus disse que ele(a) a(o) expõe cometer adultério (Mateus 5:32). Fazer com que outro tropece e se perca é um pecado tremendamente horrível (Mateus 18:6). Terceiro, o divórcio é pecaminoso, porque eu prometi ficar com meu cônjuge até que a morte nos separe. Deus detesta a mentira e a quebra da promessa (Apocalipse 21:8; Romanos 1:31).

CASAMENTO DE DIVORCIADO É ADULTÉRIO:
Posso Casar-me Novamente?
A pessoa divorciada não tem a opção de se casar novamente. Em 1 Coríntios 7:10-11, Paulo deu duas escolhas àqueles que haviam se divorciado: permanecer descasado ou então se reconciliar com o seu par. Novo casamento de divorciados é adultério. É adultério para aquele que se divorcia de seu par (Marcos 10:11-12), para aquele que está divorciado (Mateus 5:32) e para aqueles que se casam com pessoas divorciadas (Lucas 16:18). De acordo com Romanos 7:2-3 o adultério continua enquanto se está casado com um segundo par e o primeiro ainda vive.

O ARREPENDIMENTO SIGNIFICA SEPARAÇÃO:
E Se Eu Estou Novamente Casado?
Desde que nenhum adúltero pode ir para o céu (1 Coríntios 6:9-11) e desde que Deus julgará os adúlteros (Hebreus 13:4), aqueles divorciados que estão cometendo adultério por haverem se casado novamente necessitam urgentemente de serem perdoados. Mas o que têm eles que fazer para receber perdão? Têm que se arrepender (Atos 2:38). O arrependimento envolve o abandono das práticas pecaminosas; neste caso, a desistência do adultério. Os Coríntios foram limpos depois que eles deixaram suas práticas pecaminosas ("Tais fostes alguns de vós" ¬ 1 Coríntios 6:9-11). O Evangelho sempre exige a separação do pecado. O beberrão deve separar-se de sua garrafa, o idólatra de seus ídolos, o homossexual de seu amante, o adúltero de seu par ilegal.

EXCETO POR TRAIÇÃO:
Há Exceções?
Há uma só base para dissolução do casamento, que Deus reconhece: a infidelidade conjugal. Nas palavras de Jesus: "Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de adultério, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério." Mateus 5:32
Toda a pessoa divorciada de um companheiro vivo comete adultério quando se casa novamente, exceto aquele que se divorciou de seu par por traição conjugal (Mateus 19:9). Nenhuma exceção é dada àquelas pessoas cujos divórcios não envolveram traição. Nenhuma exceção é dada àqueles que receberam o divórcio. A exceção é dada somente àqueles que se divorciaram por motivo de traição do outro cônjuge.
Tem sido sempre o homem simples, com fé, estudante das Escrituras, interessado e devotado que tem entendido passagens como Mateus 5:32, 19:9; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3; 1 Coríntios 7:10-11, pois essa é a vontade de Deus.
Possa Deus abençoar-nos para ouvirmos sua Palavra e obedecê-la.

POR QUE OS PASTORES NORMALMENTE SE RECUSAM A REALIZAR CERIMÔNIAS DE MATRIMÔNIO DE PESSOAS DIVORCIADAS QUE NÃO CONHEÇA?
Por duas razões simples: primeiro, porque para fazer isso seria necessário que o pastor se tornasse juiz para determinar a culpa ou inocência das partes envolvidos e não é justo que ele carregue esse fardo. E segundo, porque, nos casos em que está envolvido um divórcio não bíblico, o pastor responsável pela cerimônia por não conhecer a razão pelo qual houve o divórcio, poderia estar ajudando o casal a cometer o que a palavra de Deus considera pecado.

O QUE DEVERIA SER FEITO COM RELAÇÃO AOS QUE SE DIVORCIARAM DE MANEIRA NÃO-BÍBLICA E SE CASARAM NOVAMENTE?
Algumas pessoas carregam a culpa de tais pecados durante anos e nunca realmente conseguem ter alívio de maneira completa. Infelizmente, os cristãos, às vezes, usam os divórcios de seus companheiros cristãos contra eles como se esse pecado de alguma maneira os tornasse cristãos de segunda classe. O que um indivíduo deveria fazer a respeito desse pecado?
Primeiro, deveria encarar este assunto de modo honesto e franco e, acima de tudo, ele deveria encarar isso levando em conta o que a Bíblia tem a dizer sobre esse assunto. Precisa parar de evitar o assunto e confrontá-lo abertamente.
Segundo, quando descobre, a partir da Bíblia, onde pecou, tem que trazer seus pecados à presença de Deus. Tem que confessar seus pecados e tem que implorar pela purificação e perdão de Deus. 1 João 1.9 diz "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça."
Após isso tal qual a orientação do Senhor Jesus a mulher adúltera: “vá e não peques mais”, ou seja, uma vez arrependido de seu pecado, deve deixar de cometê-lo.
Em terceiro lugar, uma pessoa tem que viver para o Senhor em total obediência e proximidade com Ele, começando por hoje, e desse dia em diante. Ele precisa agradecer ao Senhor pela Sua purificação e perdão. Agora é necessário que se esqueça das coisas que atrás ficam e avançar para o alvo.

Considerações Finais
O estudo visou esclarecer algumas questões envolvendo relacionamentos. As referências bíblicas clareiam e nos direcionam para termos atitudes e condutas abençoadas. Se mesmo depois do estudo, ainda tiver alguma dúvida ou questionamento procure seu pastor e busque saná-las.

Deus o(a) abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.
11/2010.

IGREJA NOVA ALIANÇA EM CRISTO

ESTUDO BÍBLICO
Tema: ORAÇÃO 
Por Pastor Magdiel G Anselmo
Guarulhos/2010

“Não andeis ansiosos de coisa alguma. Em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições pela oração e pela súplica com ações de graças.”
Filipenses 4:6

"e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,"
Apocalipse 8:3-4

"Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.”
Apocalipse 5:8

1. O que é Oração

A oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens. A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os sentimentos do coração.
A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que, devemos estar atentos a resposta de Deus, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores. É através da oração que nós colocamos nossas ansiedades nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para nos dar paz interior, e resolver nossos problemas da melhor maneira possível para nosso crescimento espiritual.
A oração é segundo as Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente , com se clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro, com as respostas (Jr 33:3 " Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes."). A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-Poderoso, onde não há espaço para o monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir.
É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo. "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos." (Rm 8:26-27) .
Quando somos iluminados por Deus, em nossa consciência, de nossos pecados, nós devemos imediatamente pedir perdão a Deus, através da oração, pedindo para sermos lavados pelo seu sangue, e nossos pecados serem perdoados.
Devemos estar sempre orando, para sermos guardados das tentativas de satanás de nos levar ao pecado. Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual, quando nós não conseguimos orar, indica que não estamos bem espiritualmente. Devemos aprender a observar o falar divino, em nosso espírito, enquanto estamos orando, pois Deus se comunica conosco através de nossa intuição, que é uma das partes do nosso espírito, mas cabe a nós, utilizando o nosso conhecimento bíblico, discernirmos se é ou não de Deus este falar, pois o inimigo pode também tentar nos enganar, lançando pensamentos em nossa mente que sutilmente nos induziram ao pecado.

2. Por que Orar

Exemplos Bíblicos:
Abraão subiu ao monte Moriá, para o sacrifício de Isaque, porque seu nível de comunhão com Deus através da oração era tal que ele sabia tratar-se de uma prova de fé (Gn 22:5-8).
Enoque vivenciou a oração de maneira tão intensa que a Bíblia o denomina como aquele que andava com Deus (Gn 5:24) "Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.". É o exemplo da oração em todo o tempo.
Moisés trocou a honra e a opulência dos palácios egípcios porque teve o privilégio de falar com o Senhor face a face e com ele manter íntima comunhão por toda a vida, ver Êx 3:1-22 e Ex 4:1-17, ele é o exemplo da oração que muda as circunstâncias.
Entre os profetas destaca-se, Elias, cujo exemplo Tiago aproveita para ensinar que o crente sujeito às mesmas fraquezas, pode diante de Deus "Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos." (Tg 5:17-18). É o exemplo da oração que supera as deficiências humanas.
O maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre. Sendo ele o Filho de Deus, cujos atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como prática regular de sua vida. No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu em plenitude a natureza humana (Fp 2:5-8).
Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se proponha a servir integralmente a Deus. Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno.
Os evangelhos registram a vida de oração do Mestre. Ele orava pela manhã (Mc 1:35) "Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.", à tarde (Mt 14:23) "E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só." e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6:12) "Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.". Se Ele viveu esse tipo de experiência 24 horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada crente. Não apenas uns poucos minutos, com palavras rebuscadas de falsa espiritualidade, para receber as honras dos homens, mas em todo o tempo, como oferta de um coração que se dispõe a permanecer humildemente no altar de oração.

3. Como Orar

Mateus 6: 5-13

5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.
9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Comentário Explicativo:

• Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
• Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o teu nome;);
• Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu reino;);
• Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
• Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais (o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;);
• Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;);
• Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal);
• Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!).

ORIENTAÇÕES GERAIS

Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira. (Mc 11:24) "Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco."; Mc 9:23 "Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê."; Hb 10:22 "aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.", Tg 1:17 " Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança."; Tg 5:15 "E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados."

Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja, devem estar em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14) "E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei."

Precisamos ser perseverantes. (Mt 7:7-8) "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á."; Cl 4:2 "Perseverai na oração, vigiando com ações de graças."; 1 Ts 5:17 "Orai sem cessar."; Sl 40:1 "Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro."

A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que muitas vezes nos é revelada pela Sua Palavra, que por sua vez deve ser lida com oração. (1 Jo 5:14) " E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.", Mt 6:10 "venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;"; Lc 11:2 "Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;"; Mt 26:42 "Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade."

A nossa oração deve ser respeitosa. Devemos reconhecer nossa posição diante de Deus e sermos gratos. Salmo 95:6 “Vinde, adoremos e prostemo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.” Romanos 14:11 "...todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus". Atos 21:5 “... e ali na praia nos ajoelhamos e oramos.“ Salmo 134:2 “Erguei as mãos para o santuário e bendizei ao Senhor”.

4. Quando Orar

Em princípio, o crente deve orar em todo o tempo (1Ts 5:17) "Orai sem cessar."; Ef 6:18 "com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos". É um estado permanente de comunhão com Deus, onde o seu pensar está ligado as coisas que são do alto (Cl 3:2) "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra". É uma condição que não dá lugar para ser atingido pelos dardos inflamados do inimigo, pois seu espírito está sempre alerta, através da oração. Ele deve, no entanto, ter momentos específicos de oração pela manhã, à tarde ou à noite, como fez o nosso Senhor Jesus. Orações públicas, como as que se fazem nos cultos, são também uma prática bíblica, desde que não repitam o formalismo, a exterioridade e a hipocrisia dos fariseus. O Senhor Jesus mesmo, por diversas vezes, orou publicamente (Jo 11:41-42) "Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste."

5. TIPOS DE ORAÇÃO

A Oração Particular
A maioria de nós tem coisas que hesitamos em compartilhar até mesmo com nossos amigos mais íntimos. Por essa razão, Deus nos convida a aliviarmos nossas cargas em oração particular: conversa de um para um com Ele. Não é que Ele precisa de qualquer informação. O Todo-Poderoso conhece nossos medos mais secretos, nossos motivos mais escondidos, e ressentimentos enterrados no profundo de nosso ser, ainda melhor do que nós mesmos. Mas precisamos abrir nosso coração Àquele que nos conhece intimamente e nos ama infinitamente. A cura pode começar quando Jesus tem acesso às nossas feridas. Quando oramos, Jesus, nosso Sumo Sacerdote, está próximo a nós para nos ajudar: "… Temos… Alguém que, como nós, PASSOU POR TODO TIPO DE TENTAÇÃO, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade". Hebreus 4:15, 16.
Você se sente ansioso, estressado ou culpado? Coloque tudo diante do Senhor. Só assim, então, Ele pode suprir todas as nossas necessidades. Deveríamos ter algum lugar especial para termos nossa oração particular? "Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que... o recompensará". Mateus 6:6
É ali, sozinho, com as portas fechadas para as coisas que o cercam e abertas para o Senhor, que ele de fato revela se a oração é para si mera formalidade ou meio que o conduz à presença de Deus para um diálogo íntimo, pessoal e restaurador com Aquele que deseja estar lado a lado com seus filhos. "A menos que exista tal lugar, a oração pessoal não se manterá por muito tempo nem de maneira persistente". A oração do crente não tem como propósito atrair a atenção dos homens, mas é o meio por excelência de seu encontro pessoal com Deus, para que cresçamos em fé e vivamos uma vida cheia do Espírito Santo, guardando-nos do maligno. Jesus é o Senhor.
Em acréscimo à oração que podemos fazer enquanto andando pela rua, trabalhando, ou usufruindo uma reunião social, cada cristão deveria estabelecer um momento especial para a oração pessoal e estudo da Bíblia. Faça seu encontro diário com Deus num momento no qual você se sinta mais atento e possa se concentrar melhor.

A Oração Pública ou Congregacional
Orar com outras pessoas cria uma união especial e convida o poder de Deus a atuar de uma maneira especial.
"Pois onde se reunirem dois ou três em Meu nome, ali Eu estou no meio deles".
Mateus 18:20.

As orações feitas publicamente podem ser divididas em:

• Oração Congregacional Unânime
• Oração de Clamor e Súplica
• Oração Silenciosa ou em voz baixa
• Oração de Intercessão
• Oração em grupos ou pares.

Pr. Magdiel G Anselmo.
09/2010.


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ESTUDO BÍBLICO
TEMA: CONSCIÊNCIA LIMPA

Referências Gerais:

Gen. 3:8; 4:10; João 8:9; Atos 23:1; Rom. 13:5; 1 Cor. 4:4; 8:7, 10; 8:12; 10:25, 29; Tito 1: 15; Hebr. 9: 9, 14; 1 Ped. 2: 19; 3:21.

Definições:

* Voz secreta da alma que aprova ou reprova nossos atos...

* Sentimento ou percepção do que se passa em nós...

* Voz secreta da alma que aprova ou reprova nossas ações...

* Faculdade mediante a qual a pessoa distingue entre o moralmente certo e errado, e que a impulsiona a praticar aquilo que reconhece ser certo, e refreando-a de fazer aquilo que reconhece ser errado, e que pronuncia julgamento sobre seus atos, executando-o dentro de sua alma...

* Senso ou percepção daquilo que é certo ou errado...

* Um tribunal no íntimo do Homem...

* ...ÓRGÃO DA SENSIBILIDADE ÉTICA DO HOMEM...”


1. CONSCIÊNCIA CULPADA

Referências:

Gen. 42: 21; Êxodo 9: 27; Esdras 9: 6; Salmos 40: 12; Dan. 5: 6; João 8: 9; Mat. 27: 3-5.
Definição de Remorso: Sensação de angústia e desconforto interior...

“... é o SOAR DO ALARME...”.


2. CONSCIÊNCIA CAUTERIZADA

Referências: Prov. 30:20; Rom. 1: 18-32; Ef. 4:17; 1 Tim. 4:2.

Definição: Perda do senso ético...

“ ... o ALARME FOI DANIFICADO... “


Ilustração do TRIÂNGULO girando dentro de um círculo – as pontas do triângulo, de tanto tocarem nas bordas do círculo vão se desgastando e deixam de tocar nessas bordas e não mais emitem som...

Pensemos em pecados, com os quais vamos nos acostumando – pecados que se tornam habituais...


3. A BOA CONSCIÊNCIA (CONSCIÊNCIA LIMPA)

Referências:

Prov. 20:27; Mat. 6: 22,23; Atos: 24:16; Rom. 9:1; 1 Cor. 1:12; 1 Tim. 1:5, 19; 3: 9; Hebr. 13:18; 1 Pe. 3:16.


IMPORTÂNCIA DA BOA CONSCIÊNCIA – Mat. 5: 23-26.

Definição: Plenas condições de sensibilidade e percepção ética, tendo como referência os PADRÕES DE DEUS... – Rom. 2:15.


CONCLUSÃO:

Lembremo-nos de quantas tragédias tem ocorrido em consequência de mau funcionamento de dispositivos que não emitem os sinais que são esperados, ou que emitem sinais errados! ... 1 Cor. 14: 7,8...
Cuidemos com todo empenho em manter bem saudável nossa consciência, tendo-a sempre em plenas condições de funcionamento...
Prestemos muita atenção a todo e qualquer “RUÍDO” e vamos atrás de tudo quanto sejam pendências e as resolvamos cabalmente!

Como vimos, a consciência é como um dispositivo que Deus instalou dentro de nós, cujo bom funcionamento é de suma importância para nossa segurança e nosso bem...

Pr. Magdiel G Anselmo
2010.
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Estudo Bíblico
MALDIÇÃO HEREDITÁRIA – QUEBRA DE MALDIÇÕES – LIBERAR PERDÃO – CURA INTERIOR - REGRESSÃO

“De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão. Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito” (Gálatas 3.10s,13s).

Quem está debaixo de maldição?

Aqueles que são das obras da Lei, que apoiam-se na prática da Lei (NVI), que confiam na obediência à Lei (NTLH). Assim, entendemos claramente que as pessoas que são da fé, e que não se baseiam na prática da Lei não estão sob maldição.

Quem são aqueles que vivem pela fé?

Em Gálatas 2.20, o Apóstolo deixa claro que são aqueles que morreram para as obras da Lei e agora estão crucificadas com Cristo. Desta forma, Cristo vive nelas por meio do Seu Espírito, e elas, mediante a fé, consideram-se vivas para Cristo Jesus. Resumidamente, são aqueles que estão em Cristo, um termo bastante comum nas epístolas paulinas.

Romanos 8.1 e 33s
“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica; Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”.

Quem, então, é amaldiçoado?

Todo aquele que é separado de (não está unido a) Cristo (Rm 9.3), que está sob a Lei e sua Maldição (Rm 6.14ss, 8.1ss, Gl 3.10ss), porque não confia no sacrifício e na morte de Cristo Jesus em nosso lugar.

Uma conclusão assustadora:

Voltando ao texto inicial, num resumo, vemos que estão sob maldição:

(a) aqueles que vivem pela prática da Lei;

(b) aqueles que não estão em Cristo e unidos a Cristo, mas permanecem em Adão;

(c) aqueles que não têm nenhuma condenação sobre si, pois ela (inclusive as maldições) foram levadas por Cristo Jesus, nosso Senhor.

NOVAS REVELAÇÕES OU ENSINOS

1. Somos proibidos de adicionar novos ensinos que vão além do que a Palavra de Deus ensina:

1 Cor 4:6 - "Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito...

2 João 1:9 - "Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus"

Deut 4:2 - "Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando."

Prov 30:5-6 - "Toda palavra de Deus é pura; ele é um escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que ele não te repreenda e tu sejas achado mentiroso."

Apoc. 22:18 - "Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro"

2. A Palavra de Deus é superior às profecias novas; é completamente confiável e satisfaz toda necessidade:

2 Tim 3:13-17 - "Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.

Pr. Magdiel G Anselmo
2010.

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Estudo Bíblico
ESTUDO SOBRE CONTRIBUIÇÃO BÍBLICA


1. O DÍZIMO

Mateus 23:23: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas."

Lucas 18:12: "Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo."

Hebreus 7:1-10: "1 Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; 2 A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; 3 Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. 4 Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. 5 E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. 6 Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. 7 Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. 8 E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. 9 E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. 10 Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro."

2. CONTRIBUIÇÕES: OFERTAS E DOAÇÕES

"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." (2Cor 9:7).

"Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente." (2Co 8:3).

1 Coríntios 16:1-2: "1 Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. 2 No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar."

Em nosso texto, o apóstolo Paulo dá direções à igreja de Corinto: é em proporção ao quanto [cada um] tem prosperado que eles devem dar na coleta para os santos em Jerusalém, [os quais estão] em grande pobreza [e passando por enormes aflições]. Embora não exista nenhuma menção dos santos em Corinto darem um dízimo [ou qualquer outra percentagem imposta], eles são instruídos a darem proporcionalmente à sua prosperidade. O ponto em foco é simples -- aqueles com mais dinheiro dêem mais, aqueles com menos dinheiro, podem dar menos.
Atos 11:27-30: "... 29 E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia. ..."

Note, na narrativa, que foi proporcionalmente aos seus meios que os irmãos em Antioquia dadivaram para os irmãos que sofriam na Judéia. Em outras palavras, deram de acordo com suas capacidades. Aqueles com mais dinheiro deram mais, aqueles com menos dinheiro deram menos. Nada mais claro nem mais simples.

2 Coríntios 9:7: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria."

Aqui, Paulo dá direções à igreja, para que dêem aquilo que têm proposto em seus corações. Note que o apóstolo não lhes diz quanto dar, nem lhes impõe uma percentagem fixa como padrão. Ele simplesmente lhes diz que, o que quer que tenham decidido dadivar, devem ir em frente e [efetivarem o] dadivar. Muitas vezes, no instante em que vemos uma necessidade, determinamo-nos a dar uma certa quantia, mas depois, quando o tempo de dar nos alcança, somos tentados a voltar atrás [ou ficar aquém]. Paulo ensina que devemos ser fiéis em fazer o bem segundo o que já tínhamos proposto em nosso coração. Mas note igualmente que o apóstolo Paulo deixa o valor a critério dos Coríntios. Não devemos permitir que outras pessoas [indevidamente] nos manipulem ou nos intimidem [psicologicamente ou de qualquer outra forma, levando-nos] a dar por um sentimento de culpa ou de pressão. Tem que não haver nenhuma compulsão [externa] em nosso dar; o valor tem que ser nossa própria decisão.

3. O PROPÓSITO DAS CONTRIBUIÇÕES

a. Satisfazer as necessidades dos santos:

Atos 2:44-45 "44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 45 E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister." O espírito de amor e generosidade era tão grande, na igreja primitiva, que os crentes, de própria vontade e alegremente, abriram mão de suas próprias propriedades e possessões, para ministrarem às necessidades dos outros santos. Eles chegaram mesmo a ponto de vender suas terras e casas para tomarem conta um do outro (Atos 4:34).

1 João 3:17"Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?"

Gálatas 6:9-10 "9 E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. 10 Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé." Embora o "façamos bem" não seja claramente definido, seguramente incluiria o dadivar para satisfazer as necessidades dos domésticos da fé.

b. Satisfazer as necessidades dos obreiros cristãos:

1 Timóteo 5:17-18: "17 Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; 18 Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário."

1 Coríntios 9:6-14 "6 Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? 7 Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? 8 Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? 9 Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? 10 Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. 11 Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? 12 Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. 13 Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? 14 Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho."

Filipenses 4:15-18 "15 E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; 16 Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. 17 Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. 18 Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus."

c. Satisfazer as necessidades dos pobres:

Lucas 12:33-34 "33 Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. 34 Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração."

Efésios 4:28 "Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade."

Aqui a pessoa que sofre a necessidade não é identificada como crente, mas presumivelmente pode ser qualquer um padecendo privação.

Tiago 1:27 "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo."

4. O MODO DE CONTRIBUIR

a. Devemos dadivar anonimamente:

Em Mateus 6:1-4 Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. 2 Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 3 Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; 4 Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.

b. Devemos dadivar voluntariamente (por nossa vontade, com amor):

2 Coríntios 8:3-4 diz "3 Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. 4 Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos."

Somos aqui ensinados que as igrejas da Macedônia deram de suas próprias vontades. Ninguém os estava manipulando [emocional e psicologicamente], nem lhes torcendo o braço [obrigando-os]. Em 2Cor 9:7 Paulo diz "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." Se não devemos dadivar com tristeza ou sob compulsão [externa], então devemos dadivar voluntariamente [de ânimo pronto, com prazer e alegria]. Deus quer que nosso dadivar provenha do nosso coração. Ele quer que dadivemos porque temos todo o desejo de fazê-lo.

c. Devemos dadivar expectativamente:

Quando ofertamos, devemos esperar que Deus nos abençoe nesta presente vida. Consideremos os ensinos do apóstolo Paulo.

2 Coríntios 9:6 "E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará."

Provérbios 19:17 "Ao SENHOR empresta o que se compadece do pobre, Ele lhe pagará o seu benefício."

Provérbios 11:24-25 "24 Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. 25 A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido."

Mateus 6:19-21 "19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."

Lucas 12:33 "Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói."

1 Timóteo 6:18-19 "18 Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; 19 Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna."

d. Devemos dadivar animadamente (com ânimo, alegria):

Em 2Coríntios 9:7 nós aprendemos qual espírito devemos ter ao dadivarmos "Cada um contribua segundo propós no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria."

e. Devemos dadivar sacrificialmente:

Nas Escrituras temos vários exemplos onde Deus olha com aprovação para o nosso dadivar sacrificial:

2 Coríntios 8:1-5 "1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedónia; 2 Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. 3 Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. 4 Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. 5 E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus."

Marcos 12:41-44 "41 E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito. 42 Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo. 43 E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; 44 Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento."


Pr. Magdiel G Anselmo
2010.
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Um comentário:

  1. parabéns pelos estudos!
    Estou seguindo seu blog. Depois dá uma passadinha no meu...

    Abç

    http://corroborado.blogspot.com

    ResponderExcluir

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