domingo, 23 de abril de 2017

Pregação que provoca risos e gargalhadas??? Como assim?

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Se a pregação (alguns "pastores" chamam de palestras pra justificar sua performance humorística) que ouviu lhe provocou risos e gargalhadas, e não confronto, choro, quebrantamento e arrependimento, algo está, do ponto de vista bíblico, muito errado com o pregador e diria, contigo também.
Cuidado, não deixe sua igreja se tornar um circo ou uma casa de shows.

Pastor não é artista, muito menos humorista ou comediante.

Pastor ou pregador são pessoas espiritualmente dotadas por Deus para lhe servir o bom alimento (a Palavra de Deus, Bíblia) e não para lhe proporcionar semanalmente momentos de entretenimento. Questione estes conceitos, reavalie sua conduta à luz da Palavra. Passe tudo isso pelo crivo bíblico.
Não permita que o diabo cegue seu entendimento. Seja fiel a Bíblia.
Não ceda aos desejos da carne e ao "evangelho fácil" e a "igreja agradável" (letras minúsculas de propósito).
Por amor a Cristo, retorne ao bom, simples e puro Cristianismo Bíblico.
Ah... como Spurgeon tinha razão.
O que tem hoje de pregadores que amam fazer "palhaçadas" (e amam aparecer na mídia também) ao invés de pregar a Palavra que, se propagada corretamente conforme ensinou e exemplificou Cristo e os apóstolos, incomoda, fere, impacta e requer mudanças objetivas e arrependimento. é uma grandeza.

Chega de palhaços nos púlpitos ! Chega de contador de estorinhas !
Usar uma ilustração aqui e ali tudo bem, mas transformar a explanação e exposição bíblica em show de humor e espetáculo circense é uma aberração e vai contra tudo que as Escrituras nos ensinam sobre a seriedade e responsabilidade deste momento.
Precisamos de homens tementes a Deus que preguem e vivam o Evangelho de Cristo que nunca produziu gargalhadas mas choro, quebrantamento, arrependimento, confissão, perdão e salvação.
Chega de palhaços na Igreja !
A hora e o momento é de chorar, não de rir.
A festa será nos céus, aqui é lugar de trabalho e obediência a Palavra.
Ser chato ou ser omisso?
Mil vezes chato.
Prefiro mil vezes ser considerado fariseu, legalista, radical, fundamentalista, chato ou antiquado, do que ser considerado omisso, covarde e infiel.
Quando se propaga a Palavra de Deus como Ela é e não como muitos desejariam que ela fosse, paga-se um alto preço. A zombaria, a falta de educação, falta de respeito e até mesmo, as ofensas e xingamentos são inevitáveis, principalmente através da internet onde são super corajosos.
Por que isso?
Porque muitos que se dizem cristãos e até frequentam igrejas, na verdade não são cristão autênticos, são simplesmente cristãos nominais, são simpatizantes, que estão em nosso meio mas não são dos nossos. São o joio revelado nas Escrituras. Outros, são crianças "birrentas" que foram mal educadas no que diz respeito ao ensino bíblico.
E assim combatem tudo que vier para tirá-los do "sossego e do conforto" de seus pecados e rebeldias contra Deus e Sua Palavra e aceitam, apoiam e defendem tudo que vier contrariando aquilo que a Palavra ensina e revela. Amam "gracinhas" e piadinhas, detestam a seriedade e urgência das Escrituras. 
Oremos por estes meninos e meninas (bebês espirituais) que caminham (sem perceber) a passos largos para a perdição. Cuidemos desta "creche" que aumenta a cada dia para que encontrem o bom alimento e cresçam e deixem de infantilidades e "meninices".
Deus nos ajude nestas tarefas.

A especulação teológica - perguntas que não levam a nada...


A) — Você sabe qual é o sexo dos anjos?

B) — Depende.

A) — Como assim? Depende de quê? Do anjo?

B) — Bem... depende de algumas coisas. Esta é uma, entre outras, mas, para responder melhor a sua pergunta, precisamos primeiro considerar... 


Que os meus queridos leitores me perdoem por interromper, subitamente, o diálogo. Não dá para supor que, em um curto artigo como este, eu tivesse a pretensão de “desvendar” o sexo dos anjos. Se o leitor não sabe, lamento mas continuará sem saber. Todavia, gostaria de consolá-lo da seguinte forma: esse conhecimento não é realmente significativo. Não fará crescer um par de asas em suas costas. Não aumentará sua espiritualidade. 
Enfim, não o aproximará mais de Deus. 

O fato é que, desde os concílios medievais, ou até antes, já se discutia o assunto com entusiasmo, mas o consenso nunca foi a conclusão dos debates. A discussão acerca da sexualidade angelical está sendo tomada aqui para aludir à banalização da Teologia vulgar que tem sido cultivada pela mídia evangélica brasileira com a aceitação e participação das redes sociais por muitos cristãos que discutem e debatem temas e questões irrelevantes e inúteis para a vida cristã, evangelização ou edificação. 

Certamente, seria tão imaturo quanto injusto generalizá-la, assim como seria impróprio alistar aquelas que julgo aprovadas neste crivo. Sinceramente, a despeito da ousadia de abordar o assunto, não me posiciono como juiz absoluto da causa, porém posso constatar os fatos como bom observador e participante nestas esferas de comunicação e interação cada dia mais poderosas e ativas na vida das pessoas. Entretanto, sendo honesto, devo ressaltar que sempre há ressalvas que não podem, jamais, ser esquecidas e rendemos graças a Deus por isso, ainda que sejam somente mencionadas brevemente.

Examinando os diversos veículos da mídia que os evangélicos têm empregado para compartilhar sua fé, percebemos o quanto temos sido abençoados e como a Igreja está engajada em sua missão (Mc 16.15). Todavia, o bom emprego dessas oportunidades está condicionado a um elemento não muito refletido em alguns casos: a responsabilidade, sem contar a necessidade de se conhecer o que e do que se propaga. Conhecimento bíblico, mesmo que básico, é fundamental. 
Televisão, rádio, jornais, revistas e sites — todos são instrumentos formadores de opinião, embora seus administradores nem sempre estejam plenamente conscientes disso. São mídias que influenciam na construção da “intelectualidade espiritual” dos fiéis. Funcionam como grandes púlpitos ao ar-livre, cujos pregadores podem fazer ressoar suas vozes em muitas e distantes direções, e infelizmente estas direções tem levado as pessoas para muito longe do caminho correto e bíblico. 

Ora, onde há mídia quase sempre há ibope, audiência, daí o nosso compromisso com aqueles que se alimentam com o que o Senhor tem-nos concedido. E, como servos responsáveis, precisamos, constantemente, questionar e avaliar o grau nutricional da comida que oferecemos, pois, de outra forma, incorreremos no grave risco de reunirmos ao nosso redor crentes anêmicos, fracos e igualmente, irresponsáveis. 

Sabemos que o que dá ibope nem sempre é bom e edificante (1Co 6.12), e essa é a imensa passarela em que desfila a especulação fútil e as discussões inúteis, que geralmente são aplaudidas pela polêmica e não incomum, contenda. E as três, especulação, polêmica e contenda quando unidas, tornam-se imbatíveis na sustentação da “audiência” e das "curtidas" e "likes" nas redes sociais.

Veja o leitor que não censuro qualquer tipo de especulação ou discussão. Falo daquela que qualificamos “fútil” e "inútil". Há assuntos e circunstâncias a serem considerados. Especular nada mais é do que averiguar minuciosamente e não negamos que a Bíblia seja digna de tamanha e zelosa atenção. Contudo, inquieta-me quando essa especulação se atém somente, ou primeiramente, em detalhes que não conduzem os fiéis a lugares sólidos (Mt 7.24-27). A circunstância é pior quando isso se dá de forma desvelada, pública e irresponsável, sem ajuizar os diversos graus de espiritualidade e conhecimento das pessoas que, descuidadamente, acompanham essas mídias, redes, sites, etc. Ficamos pensando o que se passa na cabeça de um novo convertido que se insere nesse mundo de especulações, polêmicas e confusões. 

Atualmente, séculos depois dos concílios medievais, o sexo dos anjos está ultrapassado. Hoje há crentes ocupados em descobrir se as sandálias que o anjo Gabriel usou em suas aparições estavam em harmonia com a moda do costume judaico vigente. Francamente, parece piada, mas uma pesquisa superficial em alguns sites evangélicos confirma tudo isso. Chega a ser hilário o que se discute nestes fóruns, grupos e chats. Como os atenienses, são pessoas que não fazem outra coisa senão ouvir e dizer novidades e sem dúvida, bobagens. É o afamado “disse-que-disse gospel” (At 17.21). 

È bastante estranho que um crente se preocupe tanto com estas coisas e mal consiga gaguejar quando alguém lhe pede explicações sobre os pilares doutrinários de sua fé ou quando alguém lhe pede que defenda sua fé, princípio orientado na epístola de Judas. Há, nisso tudo, uma escancarada inversão de valores. 

É nesse âmbito que surgem os celeiros mais produtivos no desenvolvimento de idéias e conceitos extrabíblicos que chegam, por vezes, a ocultar aquilo que realmente é bíblico e está para sempre registrado (Mt 24.35). Isso sem falar que, quando o extrabíblico é alimentado, usurpa a posição de “doutrina declarada”, evolui e transforma-se em blasfematória heresia. Surge o terreno fértil para a plantação liberal, ecumênica, sincrética e antibíblica.

Portanto, é fundamental a orientação pastoral. Este é o meu apelo: que os pastores orientem as ovelhas de Cristo diante dessa mesa tão farta, mas que já começa a oferecer alimentos com prazos de validade vencidos. Que haja a orientação de que estudar as Escrituras de forma aprofundada, detalhada e responsável, enfatizando que este conhecimento deve ser utilizado para melhor servir a Deus servindo a Igreja e não para ser base para discussões sem sentido em questões que não valem o tempo investido e mesmo em questões em que a própria Escritura não intencionou explicar e revelar. 

De minha parte, suplico ao Senhor para que não nos deixe simpatizar com esse tipo de garçom de "alimento inútil" e que não nos prive de Sua graça. Somente assim compartilharemos aquilo que de fato edifica e nunca perece! Somente assim nos alimentaremos do "Bom Alimento" que nos faz crescer, amadurecer e viver conforme ensinou nosso Mestre e Salvador Jesus.




Artigo adaptado por Professor Magdiel Anselmo. Fonte: ICP 

sexta-feira, 17 de março de 2017

A Mistura do Santo com o Profano... Uma péssima Idéia.


"A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo."

Ezequiel 44:23.

Esse capítulo do livro do profeta Ezequiel traz algumas orientações direcionadas aos sacerdotes daquele época. Orientações estas dentro de um contexto de reforma no ministério do santuário. A organização, o cuidado e o zelo que Deus tinha fica muito claro no texto e faz com que reflitamos sobre como nos portamos sendo a Igreja de Cristo  e embaixadores de Cristo nesse mundo. Sabemos que a Bíblia não é um livro de exemplos, mas sim de princípios de Deus necessários para a vida do Homem e da Igreja.
Portanto, estes princípios bíblicos devem ser entendidos e praticados para que encontremos de Deus a aprovação e a benção em nossas atitudes e motivações.
Penso ser essa a preocupação de boa parte dos líderes cristãos que identificam uma tendência cada vez maior de misturar o santo com o profano em todas as áreas da vida cristã, principalmente no que diz respeito ao culto cristão nas igrejas evangélicas de nosso país.
Temos visto abertamente pessoas sem nenhum critério, formação ou escrúpulos se arrogando no direito de ensinar ao povo de Deus conceitos e princípios ditos bíblicos mas que na verdade são totalmente contrários ao que nos revela a Palavra de Deus e com isso destroem as marcas e estacas fincadas muitas vezes com o preço da própria vida pelos nossos irmãos do passado.
O tradicionalismo corrói e mata, mas a tradição ensina e direciona para o crescimento sadio e estruturado.
Vemos os bons costumes e as boas tradições serem deturpadas e mescladas com eventos e situações profanas como se isso fosse natural e normal à vida de um cristão verdadeiramente regenerado.
A orientação feita por Deus através de seu profeta é hoje tão atual como o era naquele tempo.
Entre tantas, menciono algumas misturas do santo com o profano utilizadas largamente por muitos grupos e denominações evangélicas em nosso país:

a) A Mistura do Culto Cristão com "Culto a Pessoas".

Com a justificativa de comemorar ou homenagear alguém, muitas vezes faz-se uma pausa no culto para direcionar toda a atenção e honrarias a uma pessoa específica, na maioria das vezes o próprio pastor da igreja. Nada contra honrar o ministro que ali se encontra. Nada contra homenagear e demonstrar amor por um líder. Nada contra celebrar o aniversário do pastor ou o dia do pastor. Mas, o que vemos muitas vezes é uma verdadeira entronização e endeusamento que somente produz vaidade em muitos líderes, inveja de muitos que ali desejavam estar e um ensinamento equivocado do que é servir a Deus no ministério pastoral.
Culto cristão é culto a Cristo. Não podemos perder o foco. Não podemos esquecer de quem devemos direcionar nossa adoração e louvor. A estrela é Cristo.
A sequência de entrega de presentes, de homenagens, de declarações de amor ou de outras formas usuais podem muito bem serem realizadas em outro momento que não seja no culto.
Porque não ir a casa do pastor e assim honrá-lo. Por que tem que ser na igreja e no culto?
Misturar culto cristão com entrega de presentes e homenagens a pessoas é um atitude perigosa que pode produzir mais malefícios do que benefícios.

b) A Mistura da Pregação Bíblica com a Filosofia Humana
 (Atos 20:26-28; 1 Coríntios 2: 1-5)

Muitos pensam que pregar a Palavra de Deus é simplesmente filosofar. Imaginam que levar o povo ao mundo das idéias, argumentações e opiniões diversas sobre várias coisas é o ideal da pregação. Alguns ainda dizem: - Vou trazer-lhes uma reflexão.
E divagam sobre várias formas de pensar com relação aos problemas da humanidade como se as divagações, reflexões superficiais e argumentações humanas produzissem fé e arrependimento nas pessoas pelo simples fato de comunica-las.
Fazem uma preleção sem contudo aplicar à vida de seus ouvintes a verdade da Palavra de Deus, para que Ela mediante o poder do Espírito produzisse mudança e transformação.
Ficam apenas no mundo da idéias e que podem produzir até simpatia, porém não arrependimento e salvação eterna. 
Estes amam mencionar nomes de filósofos, teólogos, escritores, obras de todo tipo... Mas, esquecem o principal: A pregação da cruz.

c) A Mistura da Alegria Verdadeira com a Falta de Reverência (1 Coríntios 6:12; 10:23)

Em muitos cultos confunde-se a alegria com a falta de respeito e temor a Deus.
Podemos nos alegrar, celebrar e louvar a Deus, sem contudo criarmos um ambiente de bagunça e confusão no culto.
O culto festivo nada tem a ver com um culto desorganizado ou relaxado.
O culto racional se opõe a atitudes bizarras e inconvenientes tais como: andar como um animal, imitar o jeito e o som de animais ou pular sapateando como alguém descontrolado e desequilibrado.
Estas atitudes não encontram respaldo no texto bíblico. Não há nenhuma orientação para que os cristãos cultuem a Deus desta forma. O histerismo, a possessão e a falta de equilíbrio emocional não são características do mover do Espírito Santo revelados na Bíblia.
Estas atitudes que entendo ser inadequadas para o contexto cristão são largamente encontradas em outras religiões e cultos não cristãos e isso deveria nos alertar ou pelo menos chamar a atenção de muitos que imitam estas atitudes.
Atitudes físicas como levantar as mãos, aplaudir, ajoelhar, prostrar, cantar, tocar instrumentos, dar brados de júbilo e outras como salmodear, louvar com hinos e cânticos espirituais são encontradas na Bíblia e devem pautar nossa postura no culto cristão.

d) A Mistura do Marketing com os Dons Espiriuais para Pregar, Administrar e Governar (2 Tim. 3: 16,17; 1 Coríntios 1: 18-25).
 
Uma das principais filosofias do marketing e da propaganda é agradar o cliente, suprindo suas necessidades básicas, para que ele adquira e consuma o produto que este lhe apresenta ou comercializa.
Esta filosofia segue na contra-mão do Cristianismo bíblico. 
A pregação bíblica não serve e não veio para agradar o Homem.
Jesus não é produto. Ele não está aí pra ser vendido ou para saciar as necessidades e desejos de alguém.
A Igreja não é uma instituição de caridade ou uma organização que tem o objetivo de trazer entretenimento ou diversão as pessoas tristes e carentes. 
A Palavra de Deus trata com questões que as pessoas não desejam que sejam sequer "tocadas". Não é agradável. Tira as pessoas de sua área de conforto. "Mexe" com assuntos que incomodam a muitos e exige mudança de atitude e renúncia de velhos "vícios" e desejos carnais.
Não tem nada a ver com marketing, tem a ver com poder de Deus. Tem a ver com o plano de Deus para a salvação da humanidade. Tem a ver com o pecado que abunda e com a graça de Deus que é superabundante sobre aquele que ouve a Palavra e a pratica.
A verdadeira mensagem da Cruz unida ao dom espiritual de administrar (governar ou presidir) não enche igrejas (templos) muitas vezes, mas enche pessoas com o Espírito Santo.
Não precisamos de marketeiros pra isso.

e) A Mistura de ritmos que fascinam com letras que decepcionam

De uns tempos pra cá, a qualidade de nossos hinos ou como gostam de dizer, louvores, tem diminuído substâncialmente.
Os ritmos, as melodias, assim como a qualidade de nossos músicos tem melhorado bastante. Porém, nossos compositores tem sido, em grande parte uma decepção.
Letras sem sentido, sem fundamento bíblico e não poucas vezes repletas de erros gramaticais e teológicos.
Seguem uma receita mundana de frases que parecem legítimas, mas que trazem apenas promessas falsas, banalidades e superficialidade que certamente não se alinham com a revelação bíblica, muito parecidas com a estratégia de cantores populares que se utilizam desse expediente no contexto mercadológico para fazer sucesso e consequentemente vender seus cds. 
Algumas possuem um nível de "intimidade" com Deus que ultrapassam os limites do temor e tremor ao Senhor. Misturam intimidade, liberdade com libertinagem e falta de respeito. Produzem um falso louvor e criam um ambiente em desarmonia e incoerente para um culto cristão , muito semelhante ao que Moisés discerniu quando desceu do monte.
Existem exceções, mas são pouco divulgados. Deve ser porque escolheram servir a Deus em suas congregações locais do que partir para uma busca desenfreada e a qualquer preço pela fama (escolha muito acertada em minha opinião). São os verdadeiros "levitas" integrantes de ministérios de louvor em várias igrejas espalhadas por nosso país. Não possuem cd's ou dvd's muitas vezes, mas tem um lugar garantido junto ao coro celestial e no coração de muitos adoradores do Senhor.

f) A Mistura da Política com o Ministério Pastoral (1 Pedro 5: 1-4; Hebreus 13: 7-17)

Sei que fazer política faz parte da vida humana. Mas a política ruim e egoísta é uma opção.
Precisamos separar a administração segundo os princípios e valores bíblicos da política humana que na maioria das vezes busca seus próprios interesses.
Quantas denominações evangélicas estão corrompidas pela política "suja" de seus líderes. Quantas pessoas foram ordenadas ou consagradas ao ministério pastoral apenas por serem "homens de confiança" de alguém ou para obter votos em eleições ou convenções eclesiásticas e não por possuírem vocação e chamado de Deus para tal missão e posição.
Quantos púlpitos são maculados por pastores que se abstem de pregar o Evangelho para fazer política denominacional e até para se elegerem em cargos públicos.
É lamentável vermos denominações históricas e que marcaram a vida brasileira sendo destruídas por pessoas que não são chamados para liderar o povo de Deus mas para serem políticos, na pior concepção da palavra.

Conclusão:

Há muitos outros exemplos que eu poderia mencionar aqui, quem sabe em outra postagem ou artigo liste mais alguns.
Por fim, lembro que nosso adversário procura nos enganar (1 Pe. 1: 13-16; 5:8).
Ele pretende nos iludir, fazendo com que não nos importemos com essas misturas.
Ele deseja que misturemos o santo com o profano. Que não distinguamos a benção da maldição.
Tenhamos como líderes e servos de Deus, discernimento para avaliar, examinar e separar o santo do profano.
A Palavra de Deus sempre será uma peneira, um filtro ideal para cumprirmos essa tarefa.
Não deixemos o adversário confundir nossos irmãos.
Ensinemos o que é correto, o que é bíblico, mesmo que para isso, precisemos pagar o preço.
Afinal de contas, é isso que se espera de nós.

Pr. Magdiel G. Anselmo.

sábado, 4 de março de 2017

A pregação bíblica não precisa de ajuda!


De uns tempos pra cá, parece que o senso comum é que a pregação da Palavra de Deus não é suficientemente poderosa e adequada para salvar o pecador ou para edificar o salvo. Na verdade, ela é quase que negligenciada por completo em muitas igrejas e na vida de muito líderes cristãos.
A tendência e o enfoque são em outras metodologias e práticas. A justificativa sempre é porque a forma do sermão é antigo ou antiquado e as novas gerações não suportam ficar ouvindo por muito tempo uma pregação e portanto, precisamos ajudar o Espírito Santo criando outros métodos de comunicação da Palavra. O ensino bíblico sobre essa questão não é importante, mas sim as pesquisas sobre como esta geração reage aos métodos bíblicos "antigos". 
Desta forma, a "antiquada" pregação vai ficando esquecida e em alguns casos até atacada como sendo algo prejudicial para a obra de Deus.
A pergunta que me ocorre é a seguinte?
Ora, se a pregação tornou-se antiquada e sem utilidade para nossos dias, o que dizer da Bíblia então? Se seguirmos esse pressuposto, a Bíblia será também tão antiquada como sua pregação. Deveríamos então refazê-la para torná-la atual e útil?
Óbviamente que a resposta é NÃO.
A Bíblia é atual e tão útil como sempre foi. Não há a necessidade de mudar ou contextualiza-la. Ela já é em si mesmo contextualizada para a raça humana, em todas as épocas e locais. Basta a comunicarmos na força e no poder do Espírito.
Da mesma forma, a sua pregação como é revelada e demonstrada deve prosseguir como foi desde seus primórdios, ou seja, através da comunicação dessa Revelação como fizeram os profetas, o Senhor Jesus e os apóstolos.
Essa verdadeira pregação talvez não seja aquela que encherá os templos e o ego de líderes religiosos, mas certamente encherá os corações dos salvos em Cristo Jesus.
Não sou contra a princípio, de no culto cristão termos outras atividades além da pregação, mas sou contra sim, negarmos que a pregação da Palavra seja a principal atividade de um culto cristão.


A Igreja de Cristo precisa pregar a Palavra do Senhor.

Um outro importante fator também preciso lembrar aqui.

Não é toda pregação que se constitui em 
uma pregação da Palavra de Deus.

Precisamos banir de nossos púlpitos pregações que visam simplesmente satisfazer aos ouvintes, pregações que produzam sentimentos agradáveis, para fazer o ouvinte se sentir bem.
Precisamos nos voltar para o que a Bíblia diz e cessar de pregar o que achamos ou sentimos.
Em II Timóteo 2:3 fica bem claro o que muito acontece nos dias atuais. Querendo satisfazer a coceira nos ouvidos se utilizam de recursos impróprios como muitas anedotas, psicologia barata, palestras motivacionais, pensamento positivo e sermões que fortalecem o ego e são infiéis ao texto bíblico.
A correção, instrução e exortação acabam se tornando inaceitáveis.
O estudo e análise do texto são irrelevantes.
Se a aplicação está correta? Isso não importa, o que importa é se a audiência está "gostando".

O resultado são crentes imaturos e despreparados para a vida.
Se é que são realmente crentes.
      
Há uma grande coleção de livros atualmente que “ensinam” como transmitir a mensagem do Evangelho. Alguns destes "especialistas" dizem que pastores e líderes que desejam ser mais bem-sucedidos precisam concentrar suas energias fornecendo aos não-cristãos um ambiente inofensivo e agradável.
Conceder-lhes liberdade, tolerância e anonimato. Ser sempre positivo e benevolente. Se for necessário pregar um sermão, deve-se torná-lo breve e recreativo. Não pregar longa e nem enfaticamente.
E, acima de tudo, todos devem ser entretidos. As igrejas que seguirem estas regras, dizem eles, experimentarão um crescimento numérico e as que ignorarem estarão fadadas a estagnação.
Tenho que concordar que seguindo estas orientações a probabilidade de crescer numericamente é imensa e ouso dizer quase que há a certeza disto acontecer, porém crescer numericamente não significa crescer corretamente do ponto de vista bíblico.
Discordo frontalmente quando dizem que não seguindo estas orientações, as igrejas estão fadadas a estagnação.
Esquecem-se talvez, quem na verdade é o dono da Igreja e que Ele mesmo já nos deixou revelado em Sua Palavra a forma como devemos transmitir a mensagem do Evangelho.

Retirando as antigas colunas, com certeza, toda a casa ruirá.

Creio firmemente que seguindo a orientação bíblica cresceremos, quem sabe não da forma e no número que muitos líderes desejam mas, da forma e no número que Deus já determinou que crescêssemos.
O homem sempre esta desejando criar metodologias próprias e inovadoras, causando conseqüências desastrosas para a Igreja de Cristo e fazendo com que muitos escolhidos tenham vidas cristãs medíocres e abaixo do que poderiam estar.

O crescimento espiritual é pessoal e depende do que a pessoa ouve, vê e aprende na, com e pela Palavra de Deus(Bíblia).

Sendo bem alimentada, ela estará motivada e direcionada para conhecer mais dos mistérios de Deus e de ter uma comunhão e intimidade com o Senhor sempre crescente e constante. Sendo mal alimentada, ela se tornará anêmica, infantil e estacionada no conhecimento básico e inicial de Cristo sem crescer e amadurecer.

Não haverá condições de serviço cristão nem de usar seus dons espirituais e talentos em prol da edificação da igreja, muito menos das responsabilidades de ser cristão, já que nem conhecimento destas coisas ela tem. A igreja nestes casos é uma grande creche com um grande estoque de leite e fraldas, e somente disto.
Com relação às inovações que estão sendo tentadas, algumas são extraordinárias, e até mesmo, radicais.
Algumas igrejas, por exemplo, realizam seus maiores cultos na sexta-feira ou nos sábados à noite, em vez de no domingo. Tais cultos são repletos de música e entretenimento, oferecendo às pessoas, verdadeiros substitutos ao teatro e às atividades sociais. Os membros da igreja agora podem “cumprir sua obrigação de ir à igreja”, ficando livres para usarem o fim-de-semana como quiserem.
Um destes freqüentadores de cultos aos sábados explicou por que esses cultos alternativos são tão importantes: “Se você vai à EBD às 9:00 horas acaba saindo da igreja perto das 12:00 horas, isso praticamente liquida o dia”.A julgar pela freqüência aos cultos, muitos dos membros de igreja sentem que passar o Dia do Senhor na igreja equivale a desperdiçar o domingo por completo. Os cultos não dominicais em algumas igrejas, estão sendo mais freqüentados do que aqueles que haviam aos domingos.

E isso não é tudo.

Muitos destes cultos alternativos não oferecem qualquer tipo de pregação.
Em lugar disso, dependem da música, dramatização, multimídia e outros meios de comunicação para transmitir a mensagem. Todas as músicas e apresentações são cuidadosamente escolhidas e preparadas para que os incrédulos sintam-se bem. Nada, praticamente é dispensado como impróprio para o culto a Deus: rock nostálgico, heavy metal, rap, dança, comédia, palhaços, magia teatral, lutas tipo vale-tudo, festas juninas disfarçadas com outros nomes, tudo se tornou parte do repertório evangélico.
Ah, sim ! Estava me esquecendo a pregação clara e poderosa da Palavra de Deus, esta sim, se tornou inadequada e antiquada, como mencionei anteriormente.
Para que eu possa não ser mal interpretado, não quero afirmar que não há lugar no culto para apresentações e outras atividades (claro que deve se ter critérios claramente estabelecidos e bíblicos para isso), porém, nunca podemos esquecer de que o culto é realizado para Deus e não para as pessoas.
Agradar a Ele deve ser nosso objetivo além de adorá-lo com o que fizermos. Não podemos relegar ao esquecimento ou ao desprezo a pregação da Palavra de Deus como é ensinada na Bíblia através da vida e dos ensinos do próprio Cristo.

Dentre todas as atividades que possam acontecer em um culto evangélico, a mais importante é certamente o momento da proclamação da Palavra, pois é através dela que a fé é comunicada e despertada no ouvinte.


Todos os exemplos bíblicos de conversões foram ou através de um pregação a grupos de ouvintes ou através de evangelismo pessoal. Desafio alguém a mostrar biblicamente exemplos ou algum tipo de ensino sobre conversões através de músicas, representações teatrais, danças, coreografias, palestras psicológicas motivacionais ou coisas semelhantes a estas. 
Podem ser até bonitas, bem elaboradas, emocionar a muitos, mas não vamos confundir as coisas. Enganam-se tragicamente quem pensa que o convencimento vem primeiramente quando se alcança as emoções.
A conversão (salvação) é um ato pessoal que é consumado através do ouvir a pregação do Evangelho, do convencimento do Espírito Santo através desta pregação e da atitude decorrente do homem se prostrando quebrantado aos pés de Cristo alegremente em uma entrega total  ( Romanos 10:17; João 14: 26; 16:8).

Esta é a regeneração, adoção e a justificação que são instantâneas e eternas.

Do contrário, teríamos somente conversões emocionais e superficiais pois as emoções descontroladas impedem o homem de raciocinar sobre o que está fazendo e ouvindo, isso a Bíblia nos ensina em Jeremias 17: 9,10.
Talvez por isso, tenhamos tantos “crentes” que no primeiro problema abandonam a fé, talvez nunca tivessem realmente sido convertidos, apenas se emocionaram com algo ou acharam agradável uma igreja ou uma programação e talvez também por isso tenhamos tantas igrejas lotadas de pessoas vazias de Deus.
Talvez por isso exista tanta gente ferida, machucada e tantas outras decepcionadas com as igrejas. Quando sua confiança não está em Deus, a probabilidade disso ocorrer é imensa. Quando estamos focados nas demais coisas e não no reino de Deus o caos logo se instalará em nossa vida.


Certamente muitas das causas de existirem tantos crentes que sofrem além do necessário seja a existência dessas igrejas e desses líderes que nada fazem para consertar seus erros e teimam em usar métodos e estratégias sem o aval bíblico. Multidões de gente sofrida, desanimada e desiludida. Gente boa que vaga sem rumo pela vida.
Quero me entrincheirar nas Escrituras para explicar minha opinião sobre este assunto.
As Escrituras dizem que os primeiros cristãos viraram o mundo de cabeça para baixo (Atos 17:6). Em nossa geração, o mundo está virando a Igreja de cabeça para baixo.


Biblicamente argumentando, Deus é soberano, não o incrédulo que não freqüenta a Igreja.
A Bíblia, e não o plano de marketing deve ser o único guia e autoridade final para todo o ministério eclesiástico.
Em vez de acalentar o egoísmo das pessoas, o ministério da Igreja deveria atender às verdadeiras necessidades delas.
O Senhor da igreja é Cristo e não um “zé da poltrona” com um controle remoto nas mãos ou sentado confortavelmente em um banco ou cadeira na igreja.


Não consigo ouvir a expressão “temos que ter uma igreja agradável para todos” sem que isso me traga a mente a passagem de Atos 5 e a história de Ananias e Safira.

O que se passou naquela ocasião desafia abertamente quase toda a teoria contemporânea dos especialistas de  crescimento de igreja. A Igreja de Jerusalém não devia ser nem um pouco “agradável” nessa época do ocorrido.
Aliás, era exatamente o oposto: “grande temor a toda a igreja e a todos os que ouviram a notícia destes acontecimentos” (Atos 5:11).
O culto daquele dia foi tão perturbador, que nenhum dos que não freqüentavam a igreja ousou juntar-se a eles. O só pensar em freqüentar aquela igreja aterrorizava o coração daquelas pessoas, apesar de os ter em alto conceito (Atos 5:13).
Lembre-se que esta igreja é a mesma de Atos 4, uma igreja nova e cheia de vitalidade.
O povo estudava intensamente a doutrina dos apóstolos, existia comunhão, oração, muita fé , amor e a igreja crescia.
Porém, o inimigo tentou e seduziu Ananias e Safira a ponto de mentirem ao Espírito Santo. O pecado entrou naquela igreja, e as Escrituras jamais deixam a verdade de lado, ainda quando esta é dolorosa e desagradável. A igreja não é perfeita, nunca o foi. Começando com este incidente discorre-se por todo o Novo Testamento as orientações de Paulo que travava uma guerra implacável contra o pecado na igreja, chegando algumas vezes a ser duro e incisivo em suas epístolas aos Coríntios e aos Gálatas.



Deus sempre foi implacável com o pecado e a pregação evangélica e apostólica deve ter também este  padrão nos dias atuais.
A pregação deve ser ousada e poderosa.

Não se envergonhar do Evangelho, embora haja perseguição. Devemos chamar o pecado de pecado, e não aceitarmos sua permanência dentro da igreja. Os crentes devem ser levados a entender que o Evangelho é algo sério para os que o receberam e vital para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ouví-lo.
O ministério da pregação dos apóstolos  incluía doutrina assim como evangelismo. Atos 2:42 declara que os crentes “se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Esse rebanho era bem nutrido, mas ao mesmo tempo dinâmico.
Finalizando eesse artigo, afirmo sem medo de errar que a Igreja de Jerusalém deve ter sido um excelente lugar de comunhão. Eles não seguiram qualquer das técnicas de marketing da atualidade, não buscaram inovações, mas sim, uma comunhão calorosa e verdadeira.
Continuaram seguindo a forma do ministério de Cristo quando aqui na terra. De forma amorosa, supriam as verdadeiras necessidades uns dos outros. Eles contavam com o ensino rico e amplo.
Havia a pregação apostólica, o partir do pão e as orações diárias. E interessante, que nada disso foi feito ou planejado com o intuito de atrair os incrédulos.
Mas, mais interessante ainda, é que novas pessoas continuavam a se converter, e o Senhor continuava acrescentando à igreja, dia após dia, os que iam sendo salvos (Atos 2:47).



Aprendamos com as Escrituras!

Pr. Magdiel G. Anselmo.
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