terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A Comunhão Verdadeira

As festas de final de ano por mais que muitas sejam desvirtuadas por motivações equivocadas e precipitadas de toda ordem, trazem, sem dúvida, um sentimento de solidariedade, fraternidade e acima de tudo de reconciliação (mesmo que inconscientemente) que alguns entendem, equivocadamente, como sendo "comunhão".
Os relacionamentos de amizade, irmandade e laços familiares são muitas vezes postos em um nível de "tudo está bem" ou ainda "deixemos os problemas pra trás". De certa forma, essas atitudes são positivas, mesmo que muitas delas sejam realizadas por pressão da data, das festividades e das reuniões quase que "obrigatórias", e mesmo não representando a verdadeira opinião e intenção de todos que ali estão. Mas, no todo, podem ser considerados bons momentos porque ainda existem e acontecem verdadeiras reconciliações e perdão nestas ocasiões (mesmo que isso a cada dia se torne mais raro).
Porém, há uma confusão no que diz respeito a considerar estes momentos como "comunhão", pelo menos na forma que a Bíblia nos revela.
Comunhão é muito mais que datas e festas. Comunhão é mais que estar juntos por algumas horas ou ainda ter atitudes positivas com relação aos relacionamentos interpessoais existentes para "não estragar a festa".
Um aspecto maravilhoso da comunhão, infelizmente pouco observável nos homens, é a beleza que este relacionamento produz. O compartilhar, auxiliar, socorrer e o companheirismo produzem uma beleza cintilante nos seus movimentos, beleza que irradia sempre, sempre, revelando a manifestação constante da operação de Deus na vida da obra criada, num movimento recíproco.
Mencionando alguns exemplos bíblicos, o relato das Escrituras nos mostram que no princípio, no momento da Criação, era real (e é e sempre será), a comunhão entre Deus Pai, Deus Filho e o Espírito Santo que se movia sobre a face das águas (Gn. 1:1,2). A Comunhão, a comunicação, o compartilhar da realeza Divina, é maravilhosa, é cordial, ela promove o outro, ela reconhece o outro. Esta idéia é encontrada em Gen. 1:26: "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança..." e mais, em Gen. 2:18: "(...)não é bom que o homem esteja só: Façamos-lhe um adjuntório (uma ajudadora, companheira...) semelhante a ele"Perceba que o nome e o pronome nos mostram o reconhecimento do outro.
Ainda Mateus e Lucas nos mostram a beleza da comunhão, da comunicação e do compartilhar da Trindade Santa nos textos de Mateus 3:16,17 e Lucas 3:21,22 onde há o registro do batismo de Jesus. Já João registrou essa beleza no respeito e carinho demonstrados em João 14: 16,17 e 26 no registro das três pessoas da Trindade trabalhando em total harmonia.
Observe que a comunhão da Trindade é produtiva. É uma bela produção de justiça, de proteção, de consolo, de ânimo, de respeito, de reconhecimento de capacidade, de valorização da outra pessoa. E nesse movimento de produção, posto que a comunhão não pode ser estática, percebemos a geração de uma beleza, que nos ensina a cordialidade que procura envolver no suprimento da necessidade do outro, mais do que querer apenas o suprimento de sua própria necessidade.
É inconcebível um Deus estático, uma administração estática, uma comunicação estática, um compartilhar estático.
O movimento produzido pela verdadeira comunhão produz uma beleza cintilante, e nesse movimento é possível ver o relacionamento Deus/homem, o movimento de Deus em direção ao homem, o movimento ordenado, comunicador, auxiliador, gerando em cada ato, o vislumbre de um colorido sem igual. De uma beleza que é rica em detalhes.
No diálogo de Deus com Adão após sua queda: "Adão, onde estás?" e ainda com Caim depois de ter matado seu irmão Abel, observamos que o Deus eterno está sempre disposto a comunicar-se livremente com o homem, auxiliando-o no sentido de este poder viver da melhor maneira possível, da maneira correta. Isto é beleza!!!
Veja a comunicação de Deus com Abraão. Veja a riqueza dos movimentos, o colorido, o brilho vivo desta comunicação. A comunicação redentora, resgatadora!
E nesta comunicação, neste movimento, neste auxílio que Deus se fez homem para, vivendo como homem, salvar este mesmo homem conforme o relato de João 1:1-14.
Entretanto, essa comunicação não pode ser um monólogo. Ela tem de ser um diálogo. Já disse que a comunicação não pode ser estática, o homem tem de estar ativo também nesta situação.
E quando então ocorre essa comunicação de forma eficaz e este homem passa de simples coisa criada para um filho, isso indica e deduz-se um auxílio, compartilhamento, socorro, companheirismo, sociedade, cooperação, enfim, comunhão constante e bem íntima. Este é o relacionamento Deus/homem e também homem/Deus.
É esta beleza de movimentos que atrai, fascina, que vislumbra, e mostra e prova para o homem que ele não pode ficar parado, que não há lugar para estar isolado e solitário, pois a geração da comunicação e compartilhamento são características inerentes e implícitas a esse relacionamento. É próprio do relacionamento Deus/homem e vice-versa.
Já quando observamos o relacionamento homem/homem salvo na visão bíblica, temos obrigatoriamente que levar em consideração os mesmos parâmetros do relacionamento ensinado por Deus e que Ele próprio se aplica e pratica.
Se, como expus, a comunhão da Trindade é produtiva, assim também deve ser a dos filhos de Deus. Conforme o padrão de Deus, a comunhão entre irmãos espiritualmente vinculados pelos Espírito, deve diluir a maldição para que a bênção seja completa. A comunicação, o compartilhar, o socorro, o auxílio e o companheirismo são necessários.
Faça uma análise de sua vida segundo o capítulo 4 de 1 João e entenda a partir daí a relevância da questão. É bem mais séria do que alguns imaginam.
O fundamental é que existe sim a possibilidade de haver este relacionamento, desta comunicação, deste compartilhar, deste socorro, deste auxílio, deste companheirismo, enfim, desta comunhão.
A Bíblia nos mostra vários exemplos dessa magnífica, maravilhosa comunhão homem/homem. Permita-me lembra-lo de alguns: Moisés e Josué, Josué e Calebe, Abraão e Eliezer, Davi e Jonatas, Elias e Elizeu, Paulo e Timóteo. Exemplos que revelam homens companheiros, que se socorriam e se auxiliavam. E o livro de Cantares ainda nos mostra a profunda comunhão entre o marido e a esposa ou noivo e noiva no contexto bíblico.
Um texto quase que oficial sobre o assunto e no contexto da Igreja é o de Atos 2: 42-47, confirmando o que já foi dito.
Poderia escrever mais ainda destes relacionamentos maravilhosos que a Bíblia nos mostra, seguindo esse colorido, belo, rico, de movimentos recíprocos, de movimentos que precisamos cultivar em nossos lares e em nossas igrejas.
A comunhão é produtiva e diria, produtora. Procura suprir a necessidade que o outro tem. A comunhão produz respeito, reconhecimento, cordialidade, ela valoriza o outro. Ela denuncia o erro, ela denuncia a injustiça, ela denuncia o orgulho, ela denuncia a opressão, o despotismo, a violência, ela desmascara o erro e coloca-o ao vivo. É a beleza de um movimento iniciado, mediado por Deus e continuado pelo homem sob o domínio do Espírito Santo, para que todos sejam um. É nesse sentido que o Senhor Jesus Cristo orou ao Pai, a favor dos seus discípulos em João 17.
Todo esse movimento maravilhoso da comunhão nos dirige para a beleza explosiva de uma apoteose final, que não demorará, e nós, os remidos pelo Senhor Jesus vamos ver, e não somente ver, mas também estaremos lá.
A comunhão plena, completa, eterna e gloriosa.
Isso é o que nos aguarda. Essa é a consequência da comunhão Deus/homem, homem/Deus e homem/homem salvo conforme a revelação das Escrituras.
É bem mais profunda que simplesmente participarmos de um momento festivo ou de datas comemorativas juntos.
Bom seria se o bom sentimento, pensamento e atitudes advindas de motivações honestas e santas pautassem e regrassem todos nossos dias e não somente nessas ocasiões.
Somos livres para termos essa postura.
Sejamos um em Cristo. Sigamos e busquemos essa verdadeira comunhão. Produzamos suas doces e santas consequências. 
Glórias a Deus. Aleluia!  Amém!

Pr. Magdiel G Anselmo.

sábado, 3 de dezembro de 2016

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