sexta-feira, 27 de maio de 2016

A doutrinação marxista nas escolas brasileiras


Estamos vendo a destruição desta geração.
Nos últimos tempos várias leis advindas de políticas governamentais que asseveram (falsamente) levar em alta conta a diversidade, as diferenças e a tão defendida "tolerância", surgiram e foram implantadas na Educação de nosso país. Várias, antes apenas tendências e ideologias de alguns grupos, tornaram-se hoje, leis, fundamentos e obrigações nas escolas, colégios, faculdades e universidades, obrigando gestores e educadores a se adaptarem e aceitarem tais questões ou serem postos para fora do sistrema (advertidos, exonerados). 

Estas leis são equivocadas e podem, sem dúvida, destruir e corromper crianças, adolescentes e jovens em fase escolar e acadêmica.
Como inicia este projeto e processo de destruição e corrupção?



Simples, inicia à partir de uma imposição e lei que obriga todos os pais a enviarem seus filhos a escola ainda na tenra idade (com menos de 06 anos), com clara intenção de iniciar um doutrinamento e "lavagem cerebral" ainda em mentes puras e inocentes Para tanto, os últimos governos tem trabalhado incansavelmente neste projeto de destruição de valores fundamentais essencialmente caros a todos os brasileiros.
A que estou me referindo? 
Me refiro ao ambiente escolar e acadêmico, aos educadores e aos conteúdos atuais.







Hoje em quase todas as escolas e colégios públicos. desde os de ensino infantil (creches, crianças de 0 a 5 anos), encontraremos "educadores" homossexuais (trans, travestis, bissexuais, lésbicas, etc) e alguns destes são militantes destas causas e, lamentavelmente, estão educando vários filhos de cristãos segundo suas concepções de vida, de Deus, de família, etc..., fazendo com que a mente destes alunos se tornem uma confusão total devido ao impacto de duas formas e conteúdos (os de casa e os da escola).


Além disso, nas últimas décadas foi implantado progressivamente em todos os conteúdos (principalmente nas escolas e colégios, em História (ensinada parcial e tendenciosamente), Sociologia e Filosofia e nas faculdades e universidades em todos os cursos) uma forte ideologia marxista e leninista disfarçada de uma "pedagogia da inclusão" ou ainda de uma "pedagogia da diversidade", onde os pressupostos, idéias e ideais socialistas comunistas se transformam em algo comum e natural para os indefesos alunos, Este verdadeiro bombardeio vermelho nas mentes dos alunos produziram e produzem militantes destas causas e futuros educadores com o mesmo "modus operandi" dos seus antigos mestres. 
A verdade por detrás da máscara de "gestores" da Educação e de muitos ditos, "educadores" ou a verdadeira intenção destas políticas, ideologias e filosofias é destruir todos os princípios e valores judaicos cristãos na Educação, substituindo-os por novos princípios e valores totalmente desvinculados, diferentes e contrários aos das Escrituras.
Cabe aos pais cristãos cuidarem e acompanharem seus filhos em idade escolar e acadêmica, observando o que lhes é ensinado, quem os está ensinando e qual está sendo o impacto disso em suas mentes, comportamento e ações de forma geral.
As Escrituras nos alertaram que os dias seriam difíceis, precisamos cuidar do corpo, do espírito e da mente de nossos filhos. Precisamos educá-los, alertá-los, para se protegerem das astúcias e ardis de satanás. Não podemos ignorar estes fatos e as advertências bíblicas.
Cabe a nós, pais, esta missão.
Deus nos abençoe.
PrMagdiel Anselmo

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O pastor precisa "falar em línguas"?


Esta questão de falar em línguas ou do dom de línguas, como uma obrigatoriedade para se exercer o pastorado é muito usada e ensinada em certos grupos e igrejas cristãs, e está vinculada a outras questões (como batismo com Espírito Santo e contemporaneidade dos dons espirituais), mas estas demais questões não serão trabalhadas neste artigo e procurarei me restringir especificamente a questão ora posta no título do artigo e se ela encontra respaldo e apoio nas Escrituras Sagradas.
Analisemos então biblicamente esta questão e normas utilizadas por muitos.
Para iniciar nossa análise verificamos que o apóstolo ensina categoricamente em 1 Coríntios que o dom de "línguas" é somente um entre muitos dons, que não é concedido a todos os cristãos. Parece que não há bases sólidas para a distinção que algumas pessoas tentaram fazer entre as referências a "línguas" em Atos e em 1 Coríntios 12 e 14, no sentido de que a primeira se refira ao "sinal" de línguas, que todos devem apresentar, e as outras o "dom" de línguas, que somente alguns recebem. Na verdade, alguns líderes de igrejas pentecostais e do movimento carismático estão aceitando agora que "línguas" não são um sinal indispensável do dom do Espírito e concordo com eles, pois a conversão de uma pessoa não é confirmada pelo dom de línguas mas, segundo a Palavra, pelos frutos que ela revela durante sua vida cristã, portanto, dom de línguas como evidência de conversão é facilmente descartado quando submetemos este conceito ao crivo bíblico.
Mas, a questão que desejo trabalhar aqui é se o dom de línguas é critério bíblico para se exercer o pastorado. Vamos lá então.

O argumento usado pelos que defendem o dom de línguas obrigatório para um pastor é de que este cristão precisa estar “cheio do Espírito” ou usando outro termo, estar na “plenitude do Espírito” para exercer seu ministério com poder dos Céus e então, a evidência de ser cheio do Espírito ou desta plenitude do Espírito é o falar noutras línguas.
Será?
Analisemos isso.

1. Analisando biblicamente, a questão da plenitude do Espírito ou do enchimento do Espírito? 
Como é possível conseguir esta plenitude e este enchimento? Para podermos responder à estas perguntas, vamos primeiro analisar o "mandamento para sermos cheios" do Novo Testamento. 

         O  Mandamento  para  Sermos  Cheios
O mandamento "Enchei-vos do Espírito".
Preste atenção a quatro aspectos deste verbo.

Em primeiro lugar, ele está no modo imperativo
"Enchei-vos" não é uma sugestão que pode ser tentada, uma recomendação branda, uma advertência educada. É uma ordem que Cristo nos dá, com toda a autoridade de um dos apóstolos que Ele escolheu. Não temos nem um pouco mais de liberdade para escapar desta obrigação do que temos das obrigações éticas que formam o contexto, isto é, falar a verdade, trabalhar honestamente, ser gentil e perdoar uns aos outros, ou viver em pureza e amor. A plenitude do Espírito Santo não é opcional, mas obrigatória para o cristão.

Em segundo lugar, ele está na forma plural. 
O mesmo ocorre com o verbo anterior, "não vos embriagueis com vinho". Os dois imperativos de Efésios 5:18, tanto a proibição como a ordem, são escritos para toda a comunidade cristã. Eles têm aplicação universal. Nenhum de nós deve embriagar-se; todos devemos ser cheios do Espírito. Enfaticamente, a plenitude do Espírito Santo não é um privilégio reservado para alguns, mas uma obrigação de todos. Assim como a exigência de sobriedade e domínio próprio, a ordem de buscar a plenitude do Espírito é dirigida a todo o povo de Deus, sem exceção.

Em terceiro lugar, o verbo está na voz passiva: "Sede enchidos". 
Uma outra tradução seria: "Deixai-vos encher pelo Espírito". Uma condição importante para gozar da sua plenitude é entregar-se a Ele sem receios. Mesmo assim, não devemos pensar que somos apenas agentes passivos ao recebermos a plenitude do Espírito, assim como quando alguém fica bêbado. Torna-se bêbado bebendo; ficamos cheios do Espírito também bebendo, como no ensino do nosso Senhor em João 7:37.

Em quarto lugar, o verbo está no tempo presente
É bem sabido que, na língua grega, se o imperativo está no aoristo, ele se refere a uma ação única; se está no presente, a uma ação contínua. Assim, quando em Caná, Jesus disse: "Enchei d'água as talhas" (João 2:7), o imperativo aoristo mostra que ele queria que o fizessem somente uma vez. O imperativo presente "sede enchidos com o Espírito", por sua vez, não indica alguma experiência dramática ou determinante, que resolve o problema para o bem, porém uma apropriação continua.
Isto é reforçado na Carta aos Efésios pelo contraste entre o "selo" e a "plenitude" do Espírito. Duas vezes o apóstolo escreve que seus leitores foram "selados" com o Espírito Santo (Efés. 1:13; 4:30). Os aoristos são idênticos e aplicam-se a todo crente arrependido. Deus o aceitou e colocou nele o selo do Espírito, autenticando-o, marcando-o e garantindo-o como Seu. Todos os crentes são "selados", mas nem todos permanecem "cheios", porque o selo foi colocado uma vez, no passado, enquanto a plenitude é (ou deveria ser) presente e contínua.
Talvez aqui uma ilustração ajude a mostrar que a plenitude de Espírito não deve ser uma experiência estática, mas progressiva. Comparemos duas pessoas. Uma é um bebê, recém-nascido e pesando três quilos, que começou a respirar há pouco. A outra é um homem feito, com 1,80m de altura e 75 quilos de peso. Ambos são aptos e saudáveis; ambos estão respirando normalmente; pode-se dizer dos dois que estão "cheios de ar". Então, qual é a diferença entre eles? A diferença está na capacidade dos seus pulmões. Ambos estão "cheios", porém uns estão mais cheios que os outros porque sua capacidade é muito maior.
O mesmo vale para vida e crescimento espirituais. Quem pode negar que um bebê recém-nascido em Cristo está cheio do Espírito? O corpo de qualquer crente é o templo do Espírito Santo (1 Cor. 6:19); podemos dizer que o Espírito, ao entrar em seu templo, não o preenche? Um cristão maduro e piedoso, perseverando há muitos anos, também está cheio do Espírito. A diferença entre os dois está no que pode ser chamado de seus pulmões espirituais, ou seja, a medida da sua compreensão com fé do propósito que Deus tem para eles.
Isto se torna evidente na primeira oração do apóstolo pelos cristãos de Éfeso. Ele diz:
"Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito [ou, talvez, "Espírito"] de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos, e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos ... "(Efés. 1:17-19).
Este texto bíblico desenvolve os estágios do crescimento espiritual. Os que "crêem" experimentam a plenitude do poder de Deus. Porém primeiro precisamos "conhecer" sua grandeza, e para isso, carecemos que o Espírito Santo ilumine os olhos dos nossos corações.
Portanto, a seqüência é esta: iluminação, conhecimento, fé, experiência. Conhecemos com a iluminação, e pela fé passamos a gozar o que conhecemos. Nossa experiência de fé, portanto, está amplamente condicionada pelo nosso conhecimento de coração. 
Além disto, quanto mais sabemos, maior se torna nossa capacidade espiritual, bem como nossa responsabilidade de exigir pela fé a nossa herança. Por isso, quando alguém acaba de nascer do Espírito, sua compreensão do plano de Deus para si geralmente é muito limitada, e sua experiência é proporcionalmente limitada. Todavia, à medida que o Espírito Santo ilumina os olhos do seu coração, diante dele abrem-se horizontes com os quais antes ele dificilmente sonhara. Ele começa a ver e compreender a esperança do chamamento de Deus, as riquezas da herança de Deus e a grandiosidade do poder de Deus. Ele é desafiado a abraçar pela fé a plenitude do propósito que Deus tem para ele.
A tragédia é que, muitas vezes, nossa fé não acompanha o ritmo do nosso conhecimento. Nossos olhos são abertos para verem cada vez mais os aspectos maravilhosos do propósito que Deus tem conosco em Cristo, porém nos abstemos de tomar posse dele pela fé. Este é um dos meios de perdermos a plenitude do Espírito, não necessariamente por desobediência, mas por fala de fé. Nossos pulmões se desenvolvem, mas não os usamos. Precisamos estar sempre nos arrependendo da nossa descrença e clamar a Deus para que ele aumente a nossa fé, de maneira que, à medida que nosso conhecimento cresce, nossa fé possa crescer com ele e possamos estar sempre tomando posse de maiores partes da grandeza do propósito e do poder de Deus.

         2. Quais são, então, as evidências  da  Plenitude  ou Enchimento do  Espírito?

Uma segunda passagem do Novo Testamento dá ênfase à evidência da plenitude do Espírito, apesar de também incluir uma ordem de ser cheio, que precisamos estudar com cuidado. 
Quais são as características de uma pessoa cheia do Espírito de Deus hoje?

Não pode haver dúvidas de que a principal evidência é moral, não miraculosa, e reside no Fruto do Espírito, não nos dons do Espírito. Já tivemos oportunidade de constatar que os coríntios, que tinham sido batizados com o Espírito e ricamente dotados dos dons do Espírito, mesmo assim provaram ser cristãos "não espirituais", porque lhes faltava a qualidade moral do amor (1 Cor. 3:1-4).
Eles se vangloriavam de uma certa plenitude, o que fez Paulo escrever-lhes com um toque de sarcasmo: "Já estais fartos" (cheios, 4:8)! Mas não era a plenitude do Espírito Santo. Se eles estivessem cheios do Espírito, obviamente teriam estado cheios de amor, o primeiro fruto do Espírito. O amor é o poderoso elo de união entre o fruto e os dons do Espírito. Isto não ocorre somente porque sem amor os dons são sem valor (1 Cor. 13), mas também porque o amor requer os dons como equipamento necessário para poder servir outros.
No único trecho em suas cartas onde o apóstolo Paulo descreve as conseqüências da plenitude do Espírito, elas são todas qualidades morais. Esta passagem é Efésios 5:18-21:
"E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo."
No texto grego este trecho tem dois verbos na forma imperativa ("não vos embriagueis com vinho"; "enchei-vos do Espírito"), dos quais dependem quatro verbos que são particípios presentes (literalmente: "falando", "cantando e fazendo melodias", "agradecendo" e "submetendo"). Em outras palavras, a ordem única de ser cheio do Espírito é seguida de quatro conseqüências descritivas da plenitude do Espírito Santo.
A ordem de ser cheio é contrastada diretamente com a outra ordem de não se embriagar. A partir daí, algumas pessoas deduziram rapidamente que embriaguez e a plenitude do Espírito podem ser comparadas. Elas dizem que a plenitude do Espírito é um tipo de ebriedade espiritual; o apóstolo está contrapondo dois estados de embriaguez: física, através do vinho; e espiritual, pela plenitude do Espírito. Não é este o caso. 
É verdade que um bêbado está "sob a influência do álcool" e que, de maneira semelhante, pode-se dizer que um crente cheio do Espírito esteja sob o controle do Espírito. Também é verdade que no dia de Pentecostes, quando o Espírito concedeu aos 120 que falassem publicamente em outras línguas, alguns da multidão comentaram: "Estão embriagados" (Atos 2:13). 
Porém os que disseram isto evidentemente eram uma minoria; eles acharam que os discípulos estivessem bêbados porque não conseguiam entender nenhuma das línguas faladas; a maioria reagiu com surpresa, ao ouvir os galileus falarem de maneira inteligível idiomas nativos da Ásia e da África que a multidão podia entender.
Portanto, é um erro crasso supor que estes primeiros crentes cheios do Espírito estavam em um tipo de transe alcoólico, ou que este estado devesse ser um padrão das experiências da plenitude do Espírito. Paulo tem exatamente o oposto em mente. Há uma implicação clara em Efésios 5:18 de que a embriaguez e a plenitude do Espírito não podem ser comparadas assim, porque a embriaguez é vista como "dissolução" ou "perdição" (BLH). A palavra grega asotia, que em suas duas outras menções no Novo Testamento é traduzida também por "devassidão" (Tito 1:6, 1 Ped. 4:4), literalmente descreve uma situação em que a pessoa não consegue mais "salvar-se" ou controlar-se. Paulo escreve que a embriaguez envolve uma perda de controle, e por isso deve ser evitada. No outro extremo, é dito claramente em Gál. 5:23 que parte do fruto do Espírito é domínio próprio (enkrateia)! As conseqüências da plenitude do Espírito, que o apóstolo passa a descrever, devem se manifestar em um relacionamento inteligente, controlado e saudável com Deus e com as outras pessoas.
É verdade que podemos concordar que tanto na embriaguez como na plenitude do Espírito há duas grandes forças nos influenciando interiormente, o álcool em nossa corrente sanguínea e o Espírito Santo em nosso coração. Todavia, o álcool em excesso conduz a um comportamento incontrolado e irracional, que transforma o bêbado num animal; a plenitude do Espírito, por sua vez, leva a um comportamento moral controlado e racional, que transforma o cristão na imagem de Cristo. Portanto, os resultados de estar sob a influência de emanações alcoólicas, por um lado, e do Espírito Santo de Deus, por outro, são total e completamente diferentes. Um nos transforma em animais, o outro em Cristo.
Agora temos condições para analisar os quatro resultados benéficos, e, com isso, evidências objetivas sólidas, da plenitude do Espírito. Estes resultados tornam-se visíveis no relacionamento. A plenitude do Espírito não é tanto uma experiência mística particular, quanto um relacionamento moral com Deus e as pessoas ao nosso redor.

O primeiro resultado é "falando". 
A tradução "entre vós" não deve ser entendida como se as pessoas cheias do Espírito começassem a falar consigo mesmas, como se sua mente estivesse anuviada! A tradução "uns aos outros" (BLH, BJ) transmite melhor o sentido. Na passagem paralela em Colossenses (3:16) o apóstolo incentiva seus leitores a deixarem a Palavra de Cristo habitar ricamente neles, para que possam "instruir e aconselhar-se mutuamente em toda a sabedoria".
É bastante interessante o fato de que a primeira evidência de ser cheio do Espírito é falarmos uns aos outros. Mas isto não deve nos surpreender, já que o primeiro aspecto do Fruto do Espírito é o amor. Por mais profunda e íntima que nossa comunhão com Deus possa parecer, não podemos dizer que estamos cheios do Espírito se, porventura, não conseguimos falar com algum irmão.

O primeiro sinal da plenitude é a comunhão. 
Mais anda, é comunhão espiritual, porque falamos uns aos outros não com "tagarelice mundana", mas "com salmos, ... hinos e cânticos espirituais".
É óbvio que isto não pode significar que o meio de comunicação normal entre crentes cheios do Espírito seja a música! Antes, significa que a verdadeira comunhão se expressa no culto conjunto. Um bom exemplo é o Ven te (Sal. 95), que os anglicanos cantam muitas vezes no culto público aos domingos pela manhã. Falando especificamente, o Salmo não é de adoração, porque não é dirigido a Deus, mas à congregação: "Vinde, cantemos ao Senhor." Esta é uma ocasião em que pessoas pertencentes a Deus falam umas às outras com um Salmo, incentivando-se mutuamente a adorarem seu Senhor.

Isto nos conduz ao segundo resultado da plenitude do Espírito, que é "cantando e fazendo melodias" para o Senhor. 

O Espírito Santo adora glorificar o Senhor Jesus, manifestando-o ao seu povo de uma maneira em que eles se regozijem em cantar louvores a Ele. Pessoas sem aptidão musical, às vezes, recebem conforto pela versão Revista e Corrigida desta exortação, que é cantar ao Senhor "no vosso coração". Esta terminologia dá a impressão de que seu júbilo pode ser integralmente interior, dirigido somente "aos ouvidos do Senhor". Porém a tradução "de (todo o) coração" provavelmente é mais correta. O coração não é o lugar, mas a maneira como estamos cantando. O apóstolo nos exorta a não ficarmos em silêncio, mas a adorarmos sem preconceitos.

Em terceiro lugar, devemos dar "sempre graças por tudo". 

Muitos cristãos dão graças às vezes, por algumas coisas; crentes cheios do Espírito agradecem sempre, por todas as coisas. Não existe hora nem circunstância pelas quais eles não agradecem. Eles o fazem "em nome de nosso Senhor Jesus Cristo", isto é, porque são um com Cristo, e "a nosso Deus e Pai", porque o Espírito Santo testemunha a seu espírito que eles são filhos de Deus e que seu Pai é integralmente bom e sábio. A murmuração, um dos pecados costumeiros de Israel, é um pecado grave cerque é um sintoma de descrença. Sempre que começarmos a reclamar e a nos queixar, isto é um sinal claro de que não estamos cheios do Espírito. Sempre que o Espírito Santo domina os crentes, eles agradecem ao seu Pai celestial a toda hora, por tudo.
Vimos que os segundo e terceiro sinais da plenitude do Espírito são relacionados a Deus, ou seja, cantando ao Senhor e dando graças ao Pai. O Espírito Santo nos coloca em um relacionamento correto de louvor com o Pai e o Filho. O crente cheio do Espírito não tem dificuldades práticas com a doutrina da Trindade. 

Os terceiro e quarto sinais, entretanto, têm a ver com nosso relacionamento com as outras pessoas: falando uns aos outros, e agora sujeitando-se uns aos outros.

O apóstolo continua mostrando que a submissão é a obrigação específica de uma esposa diante de seu marido, de filhos diante de seus pais e de empregados diante de seus empregadores, mas ele começa dizendo que ela é a obrigação geral de todos os cristãos uns diante dos outros (o que inclui maridos, pais e empregadores). A submissão humilde é uma parte tão importante do comportamento cristão que o verbo aparece trinta e duas vezes no Novo Testamento. A marca registrada no cristão cheio do Espírito não é a auto-afirmação, mas a auto-submissão.
É verdade que às vezes, quando um princípio teológico ou moral fundamental está em jogo, não podemos ceder. Paulo deu um exemplo destacado desta necessidade de firmeza quando se opôs a Pedro, numa confrontação direta e pública, em Antioquia (Gál. 2:11-14). Porém precisamos sempre tomar cuidado para que nossa firmeza aparente em um principio não seja uma exibição desagradável de orgulho. É sábio desconfiar de nossa indignação justa; geralmente há nela mais que alguns traços de vaidade injusta. O teste está nas últimas palavras da frase: "No temor de Cristo". Nossa obrigação primordial é submissão reverente e humilde ao Senhor Jesus. Devemos nos submeter aos outros somente até ao ponto exato em que nossa submissão a eles implicar em deslealdade a Cristo.
Assim, expus quais são os resultados venturosos da plenitude do Espírito.

As duas principais áreas em que esta plenitude se manifesta são culto e comunhão. Se estamos cheios do Espírito, estaremos louvando a Cristo e agradecendo a nosso Pai, e estaremos falando e submetendo-nos uns aos outros. 

       O Espírito Santo nos coloca em um relacionamento correto com Deus e as pessoas. Devemos procurar a principal evidência da plenitude e enchimento do Espírito Santo nestas qualidades e atividades espirituais, e não em fenômenos sobrenaturais como o falar noutras línguas. Esta é a ênfase do apóstolo quando ele trata deste assunto em suas cartas aos efésios e coríntios, bem como quando ele especifica o "Fruto do Espírito" em sua carta aos gálatas. 
E quando tratamos com o pastorado, existe biblicamente ainda outros critérios a se levar em alta consideração, que estão largamente descritas e reveladas nas cartas pastorais (I e II Timóteo e Tito).

Sendo assim e respondendo a questão origem deste artigo, não é necessário, muito menos obrigatório que um pastor, presbítero, diácono ou obreiro de uma forma geral possua o dom de línguas, mas sim que ele evidencie o Fruto do Espírito e aquelas virtudes e características que mencionei e a que as Escrituras exigem para este ministério. 
Esta é a verdade bíblica, o que passar disso é criação e norma humana que deve ser respeitada como tal, mas jamais posta ao mesmo nível das Escrituras.
Por fim, espero ter ajudado na sua compreensão e entendimento, caro leitor, desta questão.

Em Cristo,

Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

MATURIDADE CRISTÃ

Crianças são uma bênção de Deus. Todos já fomos ou somos crianças. Mas, o problema é, devemos continuar como crianças ou temos que crescer?
Por isso quando mencionamos maturidade logo pensamos em crescimento.
Crescer é algo normal para um ser vivo. O crescimento físico, mental e emocional de um ser humano também podemos considerar características comuns e esperadas para todos. Quando não ocorre esse crescimento em alguma das áreas mencionadas, logo identifica-se um problema, uma enfermidade que assola aquela pessoa que a impede de crescer normalmente como todas as demais.
O processo natural, ou seja, nascimento-criança-adolescente-jovem-adulto, transcorre naturalmente quando se tem boa saúde. Porém, essa boa saúde é consequência de uma vida regrada, de boa alimentação, bons costumes e sabedoria. Esse "pacote", esse "kit vital", produz uma vida saudável e naturalmente o crescimento, a maturidade.
É também fácil identificar em que fase do processo natural uma pessoa se encontra. Se ela é criança terá características físicas, mentais e emocionais de criança, e assim também com as demais fases (adolescente, jovem e adulto). Quando não se passa de fase, algo muito grave está acontecendo e necessário é um acompanhamento mais próximo e até um tratamento mais individualizado. Ali existe uma enfermidade, uma doença que deve ser tratada de acordo com cada caso.
Mas, e do ponto de vista espiritual?
A Palavra de Deus nos afirma que devemos também crescer espiritualmente (2 Pedro 3:18). É importante que cresçamos.
Aqui também dá-se a importância de uma vida regrada, agora sob o prisma espiritual (oração (1 Tess. 5:17), contato diário com a Palavra de Deus (2 Tim. 3: 16,17; Jer. 15:16), frequência regular em igreja local (Hebreus 10:25)...), uma boa alimentação espiritual (leitura, meditação e estudo da Palavra de Deus, atenção as mensagens de Deus comunicadas em pregações, estudos bíblicos, Ebd's, (se possível, cursos teológicos), etc) e obediência a essa Palavra (sabedoria, aplicação à vida de tudo que aprende de e com Deus (exercícios) Tiago 1:22).
Da mesma forma, quando não há crescimento espiritual, algo muito grave está ocorrendo. Há ali uma enfermidade espiritual. Há ali uma debilidade espiritual que foi provocada pela ausência de uma vida regrada espiritualmente. O tratamento deve ser emergencial e realizado com amor e responsabilidade.
Mas, como identificar um crente que tem muitos anos de vida cristã, porém não cresceu, não cresce, continua uma criança espiritual, um crente que sofre de enfermidades que impossibilitam seu crescimento?
Há uma forma que aprendi. Há muitas semelhanças nas atitudes e postura de uma criança física, mental e emocional com uma criança espiritual. Observe:
  • Uma criança em geral fala muito e sobre o que não entende;
  • Uma criança em geral é muito egoísta (tudo é "meu", tudo é "eu");
  • Uma criança em geral brinca muito e muitas vezes em momentos inadequados;
  • Uma criança em geral briga à toa e por coisas que não são importantes para os adultos;
  • Uma criança em geral dorme muito e em qualquer lugar;
  • Uma criança em geral gosta muito de doce, guloseimas (o doce em excesso engorda, mas engordar não é crescer.);
  • Uma criança em geral é muito sentimental, passional (vive pelo que sente, é muito sensível, chora por qualquer coisa, faz birra, "fica de bico");
  • a criança em geral é muito melindrosa, se magoa muito fácil ("fica de mal");
  • Uma criança em geral é muito crédula (acredita em tudo e não questiona as coisas quando confia na pessoa);
  • Uma criança em geral não gosta de ser disciplinada, corrigida e muito menos repreendida (não entende que fez algo errado);
  • Uma criança em geral gosta muito de barulho, de "bagunça" (e geralmente em momentos impróprios);
  • Uma criança em geral é fantasiosa (exagera as coisas, fantasia tudo);
  • Uma criança em geral não tem equilíbrio (não tem firmeza, é inconstante);
  • Uma criança em geral é fraca (não tem força, precisa sempre de ajuda);
  • Uma criança em geral não entende coisas difíceis, complexas (ela ainda é criança...)
São apenas algumas semelhanças. Mas, já nos auxiliam na identificação e no diagnóstico.
Como elas podem crescer? O que fazer ? Ora, se submeter a vida regrada que já mencionei. Os adultos espirituais devem ajudá-los nisso. Servir a estas crianças o bom alimento, acompanhá-las e entender que são crianças e muitas com agravante, são crianças-doentes e devem ser tratadas como tal, somente assim crescerão de forma sadia.
E como saber se iniciaram o processo de crescimento?
Veja, observe os sinais. Quais?
Menciono alguns:
  • Amam a Deus e as pessoas indistintamente? (Principais mandamentos)
  • Perdoam as pessoas por mais que as prejudiquem? (Sermão da Montanha)
  • Compreendem as limitações das outras pessoas, dos irmãos?
  • Renunciam seus interesses em prol do Reino de Deus? (Mat. 6:33)
  • Buscam propagar e cultivar a paz entre as pessoas? (As Bem Aventuranças)
  • Discernem as situações e pessoas espiritualmente?
  • Pedem sabedoria a Deus em momentos difíceis da vida? (Tiago 1:5)
  • Aplicam a mansidão no falar e agir? (Tiago 1:20)
  • Se consideram felizes, mesmo com problemas? (Carta aos Filipenses)
  • Tem paciência com as pessoas e consigo mesmo? (Fruto do Espírito)
  • São equilibradas emocionalmente? (Gál. 5 - O Fruto do Espírito)
Se emitem esses sinais, ou a maioria desses, estão crescendo, rumando a maturidade desejada e esperada por Deus. Louve a Deus por isso!

Por fim, observe, identifique a faixa-etária com a qual convive, congrega, lidera ou pastoreia. Não trate crianças como adultos e vice-versa. Entenda, discirna, abençoe.

Cresçamos então,  e ajudemos nossos irmãos a crescer, para a Glória de Deus.

 Pr. Magdiel G Anselmo.

Homossexualismo (ou homossexualidade) não é uma doença, é PECADO.




Muitos receiam falar sobre esse tema, pois temem magoar ou ir contra a mentalidade dessa sociedade atual que aceita e até incentiva a homossexualidade. Eu não tenho compromisso com o erro, meu compromisso é com meu Deus e Sua Palavra (e mais, não vejo desamor em falar a verdade) e é nessa Palavra que me fundamento para declarar abertamente a verdade bíblica:
"Homossexualismo é uma prática pecaminosa, considerada abominável do ponto de vista bíblico. Homossexuais que não se arrependerem e deixarem essa prática estão fadados ao inferno".
Essa é a realidade. Não existem meias palavras.
Se quer chamar isso de preconceito ou discriminação, fique à vontade, é um direito seu (assim como tenho o meu de declarar o que penso e creio), eu chamo de Verdade Bíblica, ou você aceita e crê nisso ou não.
Porém, o final não mudará por que não acredita. O final do homossexual que não se arrepender sempre será a condenação eterna, não importa quantos movimentos em defesa dessa prática existam e se levantem contra essa verdade.
Por isso, não se omita em falar a verdade a uma pessoa que pratica esse pecado.
A palavra de ordem é: Arrependa-se enquanto ainda pode! Jesus está voltando !

"Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro"
Romanos 1:26-27.

"Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas (homossexuais passivos ou ativos), nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.
1 Coríntios 6:9-10

"Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.
Levítico 18:22

"Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte. Levítico 20:13

Entretanto, se tem tendências nessa área ou comete esse pecado:

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados.
Atos 3:19
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
Provérbios 28:13

Deus está pronto a perdoar todo aquele que, honestamente, se arrepender de seus pecados, confessando-os a Ele. Há esperança e salvação para você em Deus. Vá a Ele e seja liberto. (João 3:16; 1 João 1:8-10; 2:1)

Pr. Magdiel G Anselmo.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Teologia Reformada e Vida Esfarrapada... algo está muito errado aqui.



Gosto de estar com meus amigos e irmãos, aprecio muito conversar sobre as coisas de Deus com pessoas amigas e conhecidas, e mesmo em algumas ocasiões com pessoas que não tenho maior intimidade. Sou adepto de uma boa conversa sobre teologia, Igreja, Bíblia, etc... e com isso vamos aprendendo, ensinando e partilhando muitas coisas. Mas, também vamos percebendo algumas contradições entre a teoria, a crença, a exposição e a prática, a aplicação do que as pessoas crêem ou professam.
Percebe-se que há um grande problema na maioria das pessoas que são severas e zelosas no extremo, os chamados radicais em termos de linhas teológicas ou mesmo costumes e metodologias advindos, segundo eles, dessas pressuposições.  Sempre digo a eles: "seja fundamentalista no que é fundamental, não no que é opcional, secundário ou em questões que a Bíblia não 'bateu o martelo' ". 
Entretanto, na maioria das vezes (não em todas) essas atitudes  de extrema severidade com as pessoas que não seguem o mesmo raciocínio ou linha desses radicais, não são aplicadas a elas mesmas em sua vida e postura pessoal.
Resume-se assim: Severidade e excesso de zelo na teologia, suavidade e concessões pecaminosas na vida pessoal.
Vejo e penso que a teologia reformada não atingiu a vida dessas pessoas integralmente, atingiu apenas a mente e quem sabe o coração mas, não as ações objetivamente.
Muitos discutem e asseveram com veemência crer em doutrinas reformadas (e ressalto que sou reformado) e as defendem com "unhas e dentes" mas quando se trata de ter uma vida piedosa, tal qual a maioria dos pré-reformadores ou dos próprios reformadores, já não se vê a mesma disposição e fidelidade às Escrituras tão defendida e meticulosamente conhecida e exposta por eles.
Há um abismo entre a teologia crida e a vida vivida.
Certamente isso de nada ajuda na confirmação das crenças e linhas teológicas professadas por essas pessoas, do contrário, vão na contramão, trazendo dúvidas e questionamentos aos que os ouvem e grande tristeza e decepção aos que os conhecem pessoalmente e os têm como amigos mais íntimos.
Essa realidade traz à tona uma questão intrigante e por isso, sempre me chamou a atenção desde os tempos em que ouvia atentamente meus professores em sala de aula nos primeiros cursos teológicos que fiz: 
O que é mais relevante para um cristão?
a) a piedade (vida piedosa, ou seja, de acordo com às Escrituras), b) a erudição (ser um bom teólogo) ou c) a oratória (ser um bom pregador).
Se analisarmos com honestidade segundo o viés espiritual correto, biblicamente falando, veremos que encontramos no universo cristão evangélico ou como rotulamos também, protestante, muitos que se enquadram nas alternativas b e c mas poucos na alternativa a.
Encontramos muitos teólogos, destes um bom número de bons teólogos, homens que se preocupam com a sã doutrina e com a defesa da fé cristã, além de propiciar muito material para os ministros e educadores cristãos na sua lida diária e ministerial. São uma benção de Deus para a vida da Igreja.
Também encontramos muitos pregadores da Palavra, alguns muito bons e fiéis a essa Palavra (infelizmente estão escasseando...). Os que reconhecem a importância e responsabilidade desse ministério trazem a vida da Igreja muitas contribuições de Deus para sua atuação e impacto nesse mundo. Quando expõem a Palavra previamente estudada, analisada, corretamente interpretada e fielmente aplicada, produzem nos seus ouvintes e irmãos a orientação precisa de Deus que necessitam para ter uma vida abundante, edificada, fortalecida, até a volta de Cristo.
Mas, quanto aos piedosos, raramente os encontramos. Onde estão eles então? Por que não os encontramos tão facilmente quanto os demais? 
Primeiro, porque não estão em evidência, não estão na "vitrine" eclesiástica.
Segundo, porque a sua importância é negligenciada em prol de uma falsa espiritualidade, unidade e comunhão que, acreditam muitos, venham de programações e mecanismos, e não de vidas piedosas, santas. Segundo esses, o movimento humano de crescimento de igrejas, tendência que iniciou-se devido a "falência" (será que tem a ver com conceito equivocado de "igreja-empresa"?), de diversas igrejas norte-americanas (um paradoxo não? quem faliu, "quebrou", quer ensinar outros a crescer e prosperar...) com suas fórmulas e receitas prontas, é muito mais fundamental do que o movimento de Santificação ordenado, realizado e movido pelo Espírito Santo na vida dos salvos em Cristo.
Pensam esses, que Deus usa muito mais (e quem sabe exclusivamente) coisas e pessoas "especiais" que impactam multidões com suas pregações ou "louvores" e menos, muito menos (ou quem sabe, nunca) crentes simples, fiéis e obedientes a Palavra que sem alarde, barulho ou "oba-oba" ensinam e fazem discípulos apenas (se é que posso usar esse termo aqui) com o doutrinamento bíblico puro das Escrituras e com a confirmação do exemplo de suas vidas.
O interessante e que deveria chamar a atenção de todos, é que em via de regra, os poucos que se preocupam em ter uma vida piedosa, "odeiam" a fama e "amam" o anonimato. Não desejam ser homenageados ou evidenciados como sendo "super-crentes" (como bem explicitou Romeiro em seu best-seller com esse título), mas simplesmente como "crentes" que não fazem mais que sua obrigação, apenas e sempre servos.
No mínimo curiosa é a diferença para os outros dois grupos, onde (com exceções) procuram ser conhecidos e reconhecidos por todos estampando seus títulos e realizações com empolgação não disfarçada.
O que pode-se concluir dessa pequena análise aqui realizada é que aqueles crentes que buscam uma vida piedosa não precisam estar "discutindo" ou "convencendo" os demais irmãos da linha teológica que acreditam e seguem ou da metodologia eclesiástica ou ministerial que adotam como melhor ou mais objetiva. Eles não tem essa necessidade. Sabe por que?
Por que não precisam (a redundância aqui é justificada). Eles são seguidos naturalmente e ouvidos constantemente devido ao respeito e a admiração que adquiriram com suas vidas aos pés do Senhor.
E mais, a forma como vivem, o jeito como procedem em sua vida particular, pessoal (familiar, profissional, social, ministerial, etc...) refletem o que as Escrituras ensinam e orientam e mesmo não sendo perfeitos (e ninguém o é) e sendo pecadores (como todos nós) tentam com imenso esforço levar uma vida santa diante de Deus e isso é o que os diferencia dos demais. Essa preocupação e busca constante os faz mais próximos de Deus, sem dúvida alguma, e mais ouvidos e observados por todos..
Portanto, se você deseja que seus demais irmãos ouçam-no quando, calorosamente, defende e argumenta em prol de suas crenças e linha teológica, antes disso, muito antes disso, tenha uma vida piedosa que falará muito mais alto que seus brados teológicos sem vida que somente produzem (em muitos casos) inimizades e impressões negativas a seu respeito.
Veja que é também significativo para entender essa questão, observar que quando a Bíblia nos orienta sobre crescimento, ela situa a Graça antes do Conhecimento (2 Pedro 3:18), algo a se pensar não é mesmo?
Busquemos todos muito mais uma vida piedosa, e muito menos discussões teológicas.
A teologia só faz sentido no contexto de uma vida piedosa, lembre-se sempre disso. 
O conhecimento só trará frutos espirituais se for acompanhado da sabedoria construída em uma vida coerente com o que se ensina e prega.
Teologia reformada, sim, mas antes, uma vida regrada, fundamentada e vivida conforme os princípios e valores bíblicos, jamais esfarrapada e desordenada.

Deus nos abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.
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