quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Movimento G12 (visão celular) e sua vida longa no Brasil


Este tema e movimento não são novos em nosso país, mas mesmo com as advertências, continua crescendo tendo como marca principal, uma metodologia “recheada” de heresias e práticas sem fundamento bíblico. Podemos dizer que o movimento G12 é o pai do M12, MDA e coisas semelhantes propagadas em nosso país. Por isso, resolvi escrever novamente acerca deste movimento que se tornou uma verdadeira epidemia na Igreja Evangélica Brasileira e que, diferentemente do que pensam alguns, se perpetua e invade cada dia mais igrejas e mentes trazendo uma falsa e suposta “nova visão ministerial”.

UM POUCO DA HISTÓRIA DO MOVIMENTO
Uma das características de grande parte da Igreja Evangélica Brasileira é a sua avidez por novidades. Vários segmentos evangélicos não se contentam mais com a antiga doutrina pregada pelos apóstolos e Pais da Igreja — mais tarde defendida pelos Reformadores — e vivem numa busca constante de novidades e modismos doutrinários.
Nas últimas décadas (à partir dos idos dos anos 90), vimos vários ensinos e práticas controvertidos invadirem os púlpitos e infestarem a mídia evangélica, tais como: quebra de “maldições hereditárias”, “cura interior”, “confissão positiva”, “espíritos territoriais”, “mapeamento espiritual”, cultos de “libertação”, "cobertura espiritual", dentre muitos outros.
Uma destas novidades no final do século passado, a invadir o arraial evangélico brasileiro chegou da Colômbia. Denominado G 12 (Grupo 12), esse é um movimento que propõe o crescimento das igrejas através de células, com reuniões nas casas. O principal protagonista do G 12 é César Castellanos Domínguez, líder da Missão Carismática Internacional, com sede em Bogotá.
Entre 1989 e 1990, sua esposa Cláudia (com quem se casou em 1976) envolveu-se com a política, sendo candidata à presidência daquele país, ficando em quinto lugar no número de votos. Mais tarde, ela conseguiu eleger-se senadora. O casal tem quatro filhas: Joana, Lorena, Manuela e Sara Ximena.
Castellanos conta que depois de sua experiência com Cristo e de trabalhar como evangelista nas ruas de Bogotá, teve a oportunidade de pastorear pequenas igrejas, durante nove anos de ministério. A última delas só tinha 30 membros quando ali chegou, alcançando dentro de um ano, o número de 120 membros. Insatisfeito com os resultados conseguidos nessa igreja, ele renunciou ao pastorado.
Em fevereiro de 1983, enquanto passava férias numa praia colombiana, diz ter tido uma experiência com Deus, que o chamava para pastorear. No mês seguinte, iniciou na sala de sua casa a Missão Carismática Internacional, com apenas oito pessoas.
Traçou depois um alvo para atingir o número de 200 membros. O líder colombiano confessa que foi grandemente influenciado por David (Paul) Yonggi Cho, da Coréia, que já vinha adotando por várias décadas o sistema de crescimento de igreja em células (também chamado de grupos familiares).
Muitos milhares formaram a família da igreja na Colômbia. O alvo era no final de 1997, a meta de Castellanos era ter 30 mil células e 100 mil grupos. No ano 2000, seu alvo era ter um milhão de membros.
No Brasil várias pessoas e ministérios abraçaram a visão de César Castellanos. Os que mais se destacam são Valnice Milhomens, muito conhecida pelos seus programas de TV nos anos 90 e 2000, e Renê Terra Nova, líder da Primeira Igreja Batista da Restauração, em Manaus. A exemplo de Valnice, Renê já pertenceu também à Convenção Batista Brasileira. Valnice explica sua ligação com a Colômbia:
Tendo a convicção de que o modelo de Bogotá era a base para o modelo que Deus tem para nós, temos retornado às convenções para beber da fonte. Cremos que Deus deu ao Pr. César Castellanos o modelo dos doze que há de revolucionar a igreja do próximo milênio, pelo que o abraçamos inteiramente, colocando-nos sob sua cobertura espiritual dentro dessa visão revolucionária, fundada na Palavra de Deus. Tendo sido ungida como um de seus doze internacionais, estamos, como igreja, comprometidos em viver essa visão.


POR QUE G 12?
César Castellanos explica porquê:
Pedi a direção do Senhor, e Ele prometeu dar-me a capacidade de preparar a liderança em menos tempo. Pouco depois abriu um véu em minha mente, dando-me entendimento em algumas áreas das Escrituras, e perguntou-me: ‘Quantas pessoas Jesus treinou?’ Começou desta maneira a mostrar-me o revolucionário modelo da multiplicação através dos doze. Jesus não escolheu onze nem treze, mas sim doze.

Outros exemplos bíblicos são mencionados, como as 12 pedras no peitoral do sacerdote (Êx 28.29); também com 12 pessoas Jesus alimentou as multidões. Para reforçar o argumento de Castellanos, Valnice acrescenta:
Podemos notar que o número doze, nas Escrituras, é o número de autoridade e governo… O dia tem 24 horas, que são dois tempos de doze. Cada ano tem doze meses. O relógio não pode ser de 11 ou de 13 horas. Deve ser de doze horas, para que possamos administrar o tempo. Não foi um capricho de Jesus escolher doze homens. Ele sabia que estava ali a plenitude do ministério. Os fundamentos requeriam doze apóstolos.

Penso que não há necessidade de se criar uma aura mística ao redor do número doze, pois há outros números na Bíblia que também despertam a atenção (um bom estudo dos hebraísmos encontrados nas Escrituras é relevante neste ponto). Pense, por exemplo, no número três. Três é o número da Trindade. Três foram os presentes que os magos do Oriente ofertaram a Jesus. Três foram os principais patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó. Três foi o número dos discípulos mais íntimos de Jesus: Pedro, Tiago e João.
O número sete também é bastante sugestivo. Em sete dias Deus fez o mundo. Durante sete dias, o povo de Israel marchou em volta da cidade de Jericó, até conquistá-la. Instruído por Eliseu, Naamã mergulhou sete vezes no rio Jordão para ser curado de lepra. Sete foi o número dos diáconos escolhidos pelos apóstolos (Atos 6.5). Sete foram também as igrejas do Apocalipse. Agora, pense no número 40. Por 40 o povo de Israel peregrinou no deserto. Moisés esteve no monte durante 40 dias, jejuando e orando na presença de Deus. Jesus jejuou 40 dias no deserto, por ocasião de sua tentação. 
Portanto, se utilizar de um número somente porque ele é mencionado ou possivelmente escolhido nas Escrituras sem que se analise devidamente o porquê deste uso, seu contexto e aplicação, é no mínimo irresponsável e tendencioso e demonstra uma manipulação do texto bíblico para fins outros que não são a correta interpretação e aplicação das Escrituras Sagradas.

COMO FUNCIONA O G 12
A igreja se divide em pequenos grupos denominados células. As pessoas são evangelizadas através das células, das reuniões na igreja ou de eventos evangelísticos. Depois de evangelizadas, começa o processo de consolidação. O novo adepto responderá um questionário chamado mapeamento espiritual, com uma grande variedade de perguntas sobre o passado da pessoa e de seus familiares. Algumas perguntas são bastante constrangedoras. Tal questionário vai dar ao líder da célula ou ao discipulador uma visão da jornada espiritual do novo discípulo. Em seguida, ele será levado a participar da célula, passando a construir novos relacionamentos.

Após esse processo inicial, a pessoa é estimulada (e muito) a passar pelos seguintes estágios:
1. Pré Encontro: Constituído de quatro palestras preparatórias para o encontro de três dias. Nessa fase, o discípulo recebe orientações sobre a Igreja, o senhorio de Cristo, mordomia e batismo.
2. Encontro: Um retiro espiritual de três dias, onde a pessoa receberá ministração nas áreas de arrependimento, perdão, quebra de maldições, libertação, cura interior, batismo no Espírito Santo e a visão da igreja. Cerca de 100 pessoas (jovens, mulheres, homens e crianças) são separadas um ou dois meses após a sua entrega na igreja e são levadas a um lugar distante do contexto familiar para serem ministradas. Para César Castellanos, o encontro equivale a todo um ano de assistência fiel à igreja.4
3. Pós Encontro: Quatro palestras para consolidação das vitórias alcançadas no Encontro.
4. Escola de Líderes: Formação em três estágios de três meses cada, para se tornar líder de célula e de grupo de doze.
5. Envio: Quando alguém começa uma célula de evangelismo a partir de três pessoas, tornando-se líder de célula. Depois de sua célula consolidada, ele começa a formação do seu grupo de doze para discipulado, tornando-se líder de doze. Consolidado seu grupo de 12, ele estimula a cada um a formar seu grupo de doze. Surge então o líder de 144, e assim por diante.

PRÁTICAS QUE PREOCUPAM
Não há nada de errado em dividir a igreja em células ou grupos familiares para reuniões nos lares ou outros locais. Muitas igrejas ao redor do mundo têm feito isso e até com bons resultados.
Dependendo da região ou da cultura onde se aplica o processo, pode ser uma boa idéia ou não. Creio que um dos fatores que muito contribuiu para o crescimento da Igreja no Brasil foi o culto doméstico e os grupos pequenos de estudos bíblicos. As reuniões nos lares eram usadas por todas as denominações para a evangelização dos perdidos e para a edificação dos crentes. Não haviam aberrações doutrinárias.
Um dos problemas em relação ao G 12 é a inserção de práticas, conceitos e ensinos nada bíblicos, tais como quebra de maldições hereditárias, cura interior, mapeamento espiritual, escrever os pecados em pedaços de papel e queimá-los na fogueira, revelações extra bíblicas e outros.
Outra coisa intrigante é a proibição taxativa de se relatar o que se passa nos encontros. Conversei com várias pessoas que participaram e elas me falaram que a única coisa que poderiam dizer do encontro é: “o encontro é tremendo”. Observe uma das normas do Encontro: “Não se pode mencionar muitas coisas sobre o Encontro, porque o mesmo tem muitas surpresas e todos os seus participantes comprometem-se a não revelar absolutamente nada do que receberam lá”.
Acho isso realmente muito estranho. Ora, quando alguém recebe bênçãos de Deus, quando Deus faz uma grande obra numa pessoa ou no meio de um povo, o mais natural e bíblico é dar testemunho, é contar o que Deus fez. Tal proibição não tem base bíblica. Ao contrário. Observe a declaração de Jesus diante do sumo sacerdote: “Respondeu-lhe Jesus: Eu falei abertamente ao mundo; sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada disse em segredo” (João 18.20).
Paulo escreveu a Timóteo: “E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros” (2 Timóteo 2.2). Portanto, não há por que ficar escondendo informações dos demais. Isso mais parece “maçonaria evangélica”.
O G 12 assume também uma postura exclusivista. Ele é apresentado como a única tábua de salvação para a igreja, o último movimento de Deus na terra, a única solução para a salvação das almas. É apresentado ainda como a restauração da Igreja segundo o seu modelo original no livro de Atos dos Apóstolos. David Kornfield, da Sepal, declarou:
Notamos que Deus está produzindo um novo mover do Seu Espírito no seio da Igreja brasileira, à medida que nos aproximamos de um novo milênio. Esse mover do Espírito é tão grande que algumas pessoas o entendem como uma Segunda Reforma. A primeira reforma, deflagrada por Martinho Lutero, tinha a ver com a justificação pela fé e com a salvação individual. A Segunda Reforma celebra e desenvolve a alegria de sermos salvos a nível coletivo; salvos para, reciprocamente, vivenciarmos a alegria da vida em Cristo.

César Castellanos confirma tal exclusivismo ao declarar:
A frutificação neste milênio será tão incalculável, que a colheita só poderá ser alcançada por aquelas igrejas que tenham entrado na visão celular. Não há alternativa: a igreja celular é a igreja do século XXI.

Nem certos movimentos e líderes de Deus no passado escapam dos ataques do G 12. Valnice Milhomens denomina a Igreja da época do imperador romano, Constantino, de “igreja política”, dizendo que Constantino relegou oficialmente o vinho novo aos odres velhos das catedrais. Sobre a Igreja Reformada, ela diz que Lutero reformou o vinho (teologia), mas o derramou novamente nos odres velhos.
Para ela, o movimento de avivamento procurou reavivar o vinho dentro dos odres velhos. Os pentecostais e os carismáticos derramaram o vinho do Espírito Santo dentro dos odres velhos. Quanto a Igreja em Células, sua opinião é de que Deus está recriando modelos de comunidade de odres novos que preservem o vinho novo em odres novos.
Estas opiniões e “visões” foram recebidas em sua íntegra por muitas outras igrejas já no século XXI, principalmente pelas igrejas denominadas de “comunidades” que enfatizavam e enfatizam uma vida sem tantas restrições ou normas como das antigas denominações. A pretensa liberdade e a libertação da opressão antiga deu lugar a novos ensinos e práticas desvinculadas das Escrituras e foi neste contexto que as idéias (visão) do movimento G12 encontraram um solo rico para crescer e multiplicar. E como não era pra ser surpresa pois onde a heresia é multiplicada, nascem outras, cresceram as igrejas neopentecostais que potencializaram os falsos ensinos do G12 e os usaram adicionando as suas técnicas de persuasão e manipulação visando o lucro, poder e controle sobre as pessoas que ali congregavam ou frequentavam suas reuniões.
Estava instalado o caos na Igreja Brasileira.
E ainda hoje crescem estas aberrações.
Entretanto, não é a primeira vez que surge um grupo ou movimento religioso dizendo ser a única e última solução de Deus para o mundo. Não vou mencionar aqui as diversas seitas que já fizeram isso desde os tempos da Igreja Primitiva. Mesmo dentro do mundo evangélico mais recente, já surgiram vários grupos agindo da mesma forma.

VENTOS DE DOUTRINA
O G 12 bem como seus seguidores, tem sido grandemente influenciado por vários líderes da Confissão Positiva (Teologia da Prosperidade) – entre eles, Kenneth Hagin. Um dos exemplos é o emprego do termo rhema. Na língua grega, há dois termos para o vocábulo “palavra”: logos e rhema. Como os pregadores da Confissão Positiva, vários líderes do G 12 (entre os quais César Castellanos e Valnice Milhomens) fazem um alarde sobre uma suposta diferença entre esses dois termos. Rhema, dizem eles, é a palavra que os crentes usam para decretar ou declarar. É o “abracadabra”. Já logos, é a palavra de revelação, mística, direta, que Deus fala aos iniciados. O termo pode referir-se também à Bíblia.
Quando analisamos exegeticamente vemos que o apóstolo Pedro não fez distinção entre esses dois termos quando escreveu 1 Pedro 1.23-25. Por favor, veja a seguir:
v. 23: pois fostes regenerados. Não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra (logos) de Deus, a qual vive e é permanente.
v. 24: Pois toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva: seca-se a erva, e cai a sua flor;
v. 25: a palavra (rhema) do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra (rhema) que vos foi evangelizada.
O G 12 deixa muito a desejar no que se refere ao discernimento doutrinário, pois tem sido grandemente influenciado pelos ensinos anômalos de Peter Wagner e de outros na área de batalha espiritual. Peter Wagner é professor da Escola de Missões do Seminário Fuller na Califórnia, Estados Unidos. Entretanto, seus escritos sobre guerra espiritual, como também os de Rebeca Brown, são inaceitáveis à luz da Bíblia.
Por fim, o G 12 não foi o último vento de doutrina a invadir o arraial evangélico mas, sem dúvida, foi e é um dos que mais prejudicam e atrapalham o verdadeiro serviço e obra de Deus. Seus líderes antigos e atuais já abraçaram outros modismos no passado, e certamente abraçarão outros que virão. Por esta razão, deixo aqui um alerta ao povo de Deus: Todo líder, Igreja ou ministério que se abre para um vento de doutrina, um modismo doutrinário, ou uma aberração teológica, estará sempre aberto para a próxima onda, quando aquela já arrefeceu. Fuja destes homens e destas denominações.

CONCLUSÃO
A questão não é se devemos ou não usarmos a estratégia e metodologia de "grupos pequenos" na Igreja pois, na verdade, eles já são usados desde o surgimento da Igreja Cristã. Uma igreja pode ter em suas atividades grupos pequenos nos lares de estudos bíblicos ou de evangelização, ou mesmo de comunhão. A Igreja com células é uma igreja bíblica. A questão central e fundamental é o que se está ensinando nestes grupos nascidos e surgidos à partir do movimento G12 e da tal visão celular que muitos adotaram e que desconstroem a visão de Igreja desprezando sua história e ação, bem como suas demais atividades tão relevantes quanto os grupos pequenos nos lares. A Igreja em células não é uma igreja bíblica pois traz como "exclusiva" esta metodologia, negando a direção do Espírito Santo durante toda a história da Igreja Cristã. 
Uma igreja com células, sim. Uma igreja somente em células, não. 
A importante constatação é que a análise e pesquisa nos mostraram e revelaram que heresias (falsos ensinos) estão sendo propagadas como se fossem a Palavra de Deus nas denominações que abraçaram esta "visão" e não podemos nos omitir quanto a isso. Devemos combater os falsos ensinos que se "mascaram e se disfarçam" de novas metodologias e "visões". Esta é a orientação bíblica para todos os cristãos que amam as Escrituras e o Deus das Escrituras.
Que Deus nos ajude a permanecermos constantes, firmes na Rocha!

Bibliografia pesquisada
Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, Palavra da Fé Produções, São Paulo 1999, p. 12. 
Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, Palavra da Fé Produções, São Paulo, 1999, p. 78.
Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, p. 107.
Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, p. 91.
Apostila de Igrejas em Células, p. 55.
Apostila de Igrejas em Células, p. 123.
Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, p. 143
Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, p. 60.

Magdiel G Anselmo. 
Com menções do artigo de Paulo Romeiro. http://www.cacp.org.br/o-movimento-g12/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça seus comentários. Sua opinião é importante. Participe.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...