quarta-feira, 18 de março de 2015

Pode o pastor ter um salário? Pode ser remunerado?




"(...) O trabalhador (obreiro) é digno de seu salário" 

1 Timóteo 5:18

"Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o Evangelho que vivam do Evangelho (...)"  

1 Coríntios 9: 14





Esse ponto e questão, penso eu, são polêmicos, não por que não seja esclarecido biblicamente, mas porque muitas pessoas, inclusive irmãos, tem total desconhecimento dessa questão do ponto de vista exclusivamente bíblico.

Pode o pastor ter um salário? Pode ser remunerado?

Essas indagações e questionamentos advém do conceito que pastorear não é um trabalho. É isso mesmo, muitos pensam que pastorear deve ser algum tipo de lazer ou de hobbie que não exige esforço, dedicação e sem dúvida, trabalho.
Muitos confundem ainda mais isso afirmando que por ser o pastorado uma questão de vocação (e concordo), não uma profissão, não deve ter salário ou remuneração alguma pois se isso ocorrer o pastor passa a ser um empregado e a igreja uma empresa.
Alguns ainda, usam o mau exemplo de uma igreja negligente com seu obreiro (no caso o apóstolo Paulo) que obrigou o apóstolo a novamente exercer sua profissão de antes de sua conversão (fazedor de tendas) para que pudesse ter seu sustento como sendo o exemplo e princípio correto para um pastorado bíblico. Uma rápida examinada no texto mostraria que estão equivocados, mas pra que fazer isso não é mesmo. já que suas concepções prévias acerca do tema já direcionam suas opiniões e argumentações. Pois é...
Mas costumo responder a todas estas pessoas e conceitos, asseverando que entendo que pastorear não é realmente um trabalho profissional, mas não deixa por isso de ser um trabalho. O vocacionado não foi chamado para ser um desocupado. 

Ao contrário, foi chamado para trabalhar, e muito. O pastor não é um profissional, o pastorado não é uma profissão. Mas, é um trabalho! E esse trabalho exige total disposição e dedicação, ou seja, não há pastorado de qualidade se não houver a disposição para um pastorado integral, pois somente este tipo de pastorado é o bíblico e portanto, responderá as necessidades do rebanho de Cristo aos seus cuidados. 

Deixa eu explicar melhor este ponto aqui do tempo integral para o pastorado.

Veja que quando alguém é chamado e vocacionado por Deus para exercer o ministério pastoral recebe uma responsabilidade, um desafio e um trabalho muito maior que toda sua capacidade física, emocional ou intelectual poderiam conseguir realizar. É chamado para cumprir uma missão muito além de suas forças, intelecto ou influência. Terá que tratar com pessoas de todos os tipos (temperamentos, formação, história), e acima de tudo, terá que cuidar e liderar de forma que essas pessoas rumem ao crescimento e maturidade espiritual. 
É um trabalho árduo, diário, constante e muitas vezes solitário. 
Além de pregar, ensinar, treinar, discipular, visitar, administrar, liderar, aconselhar e estar presente em atividades e circunstâncias diversas, terá que se preparar sempre em oração, consagração, meditação e estudo da Palavra de Deus. 
O rebanho do Senhor deve ser tratado com o máximo de cuidado, responsabilidade e amor. Por isso, o pastor terá muitas vezes que renunciar seus próprios interesses e planos em prol da edificação da congregação da qual Deus permitiu que apascentasse.
Além dessas tarefas que mencionei e de outras próprias do ofício pastoral (Batismo, Ceia, Casamentos, etc...), do pastor é exigido disponibilidade. É um trabalho de 24 horas diárias. É um trabalho de tempo integral. Essa exigência do rebanho e penso da própria missão de pastorear, vê-se implícito no ministério do Senhor Jesus, de Paulo, Pedro, Timóteo, Tito e dos demais apóstolos e em todo o NT. 
Faço aqui uma respeitosa observação aos meus colegas pastores de tempo parcial. Sei que existem pastores de tempo parcial. Sei também e entendo, que em algumas circunstâncias o pastor se vê obrigado a ter um trabalho secular para poder sustentar a si e sua família dignamente tal qual fez Paulo em certa ocasião. Sei que existem, lamentavelmente, igrejas que não se importam em suprir as necessidades de seu pastor. Sei também que alguns fazem a opção por não depender totalmente do ministério pastoral que exercem. Não estou aqui para julgá-los ou a seus motivos. Mas, mesmo esses entendem e sabem que o ministério pastoral exige tempo integral e que hoje uma realidade circunstancial os impede, mas que desejam no futuro poder cumprir esse ideal bíblico. Eles sabem que o ideal bíblico é bem diferente do real que hoje vivem no ministério.
Por isso, registro aqui o meu respeito a todos eles.

Retornando ao meu argumento da disponibilidade, o pastor muitas vezes é chamado pelo rebanho para estar presente em momentos de profunda alegria e também de profunda tristeza. Faz-se um casamento a noite e um culto fúnebre na manhã seguinte. Ora-se por uma criança e a dedica a Deus e logo depois visita-se um enfermo em um leito de hospital. São situações que as pessoas desejam a presença de seu pastor, e dele exigem disposição e prontidão em assisti-los. São momentos e situações marcantes para as pessoas e o bom pastor deve estar lá, participando da alegria ou da tristeza, sempre levando a Palavra de Deus que trará ou o conforto para quem está em angústia ou a orientação para aquele que celebra.
É um trabalho que requer saúde mental, física, emocional e espiritual. É um serviço que requer esforço, dedicação, responsabilidade e renúncia.
Além disso, a missão de pastorear exige a atualização contínua, o aperfeiçoamento das metodologias e das práticas, bem como o constante mergulho na infinitude do conhecimento bíblico. O pastor deve sempre buscar aprender teoricamente (cursos, atualizações, etc...) como também na sua experiência do dia-a-dia pastoral. Aprender a ouvir a Deus cada vez mais e também as pessoas. Reconhecer que é servo e depende de Deus para fazer o trabalho e que o rebanho não é dele, mas do Senhor, e que foi chamado para levar esse rebanho ao bom alimento, boa água, descanso e a proteção do Bom Pastor, Cristo.
E, finalmente, precisa crer que todo esse trabalho, mesmo com lágrimas e suor muitas vezes, mesmo com ingratidões e decepções em outras, não é vão no Senhor.
Enfim, não consigo entender como um pastor conseguirá exercer todo o seu trabalho tendo que exercer juntamente com seu pastorado, um trabalho secular regular com regras, horários, local de trabalho, problemas e situações do trabalho secular, etc. Penso ser impossível realizar as duas tarefas com eficiência e bom desempenho.

Retorno agora a questão do sustento pastoral e deixa eu aprofundar mais um pouco esta questão...

Engana-se quem pensa que o salário que um pastor possa receber de uma igreja é a paga ou a remuneração por esse trabalho que exerce, cumprindo sua missão determinada pelo seu patrão, Deus. Engana-se quem pensa que o trabalho de um pastor possa ser remunerado.
O trabalho de pastorear não pode ser pago por dinheiro algum. O valor desse trabalho não é material, visível ou palpável. É em essência um trabalho espiritual e por isso não há dinheiro ou contribuição que possa pagá-lo dignamente ou corretamente.

A verdade bíblica é:
O pastor não recebe salário pelo que ele faz.
Recebe salário para poder fazer o que deve ser feito.

O salário pastoral é para o sustento do pastor e de sua família, para que ele possa ter tranquilidade para exercer seu ministério sem a preocupação com suas necessidades básicas e dos seus. Sem esse devido sustento, terá que buscar outras atividades, além das que já exerce.
Analisando biblicamente isso, nota-se que além disso que já expus, Paulo ao escrever aos coríntios (1 Coríntios 9), afirma que ele tinha o direito de ser apoiado pelas igrejas locais entre as quais trabalhava. Tinha o direito de comer e beber (v.4), o direito de levar uma esposa (v.5), o direito de não trabalhar secularmente (v.6). E quando analisamos mais profundamente o texto, vêmos que não eram direitos meramente fundamentados em conveniências ou desejos pessoais, mas na prática de outros apóstolos (v.5), com base na analogia da experiência humana, ou seja, nas ilustrações do soldado, do agricultor e do pastor (vs.7,10), com base na ordens claras da lei mosaica (vs. 8,9), com base nos direitos reconhecidos dos levitas no templo (v. 13), e, finalmente, com base no decreto explícito do próprio Cristo (v.14). Os que eram chamados para o serviço, o trabalho de tempo integral, fossem quem fossem, estivessem onde estivessem, eram, portanto, da direta responsabilidade das igrejas de Deus, ou seja, o cuidado pelos servos de Deus chamados para pastorear, era responsabilidade do povo de Deus, e ainda o são.
Por isso, penso que cada congregação deve refletir sobre isso e decidir que tipo de pastor deseja. Se preferir um de tempo integral, deve obrigatoriamente, sustentá-lo, bem como sua família de forma digna e fiel às Escrituras.
Um amigo certa vez me disse com verdade:
- Cada igreja tem o pastor que merece.
E é um fato. Se o pastor precisar diminuir de seu tempo para o pastorado por causa de outras atividades extra-pastorais para poder sustentar seu lar, não pode ser cobrado se seu pastorado não estiver dando os frutos desejados, se sua pregação não estiver bem preparada, se não faz visitas regularmente, se não é encontrado quando se precisa de um aconselhamento ou em um momento marcante ou ainda porque sua presença não é constante nos trabalhos e programações da igreja. Simplesmente, ele não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. É uma lei da física.
Portanto, a discussão sobre salário é totalmente equivocada, porque muitos não entendem esse conceito. O salário não é o pagamento pelos serviços prestados. O salário pastoral é para poder prestar o serviço.

E o valor? Pode o pastor ter carteira assinada?

Ora, o valor varia de pastor para pastor. depende do tamanho de sua família. Depende do tamanho do rebanho que pastoreia. Mas, principalmente, depende do entendimento sobre essa questão e enfaticamente, depende do amor que o rebanho tem pelo seu pastor. Com relação a carteira assinada e possuir vínculos empregatícios, penso que são formas usadas em algumas denominações que trazem muito mais obscurantismo sobre a questão do que esclarecimentos. Produzem ou incentivam o conceito que já mencionei, do pagamento pelo trabalho realizado, ou pior do pastor como um empregado da igreja e um funcionário tendo a igreja como seu patrão. Outras formas e métodos para sustentar seu pastor devem ser buscadas, não criando ainda mais problemas onde já existem tantos.


Considerações Finais

Penso que o artigo trouxe algumas questões à tona e buscou respondê-las e entendê-las à luz das Escrituras, entretanto todo cristão responsável e temente a Deus buscará se aprofundar ainda mais neste tema com o intuito de abençoar vidas em Cristo e ajudar na expansão da Igreja.
Meu desejo e oração é que toda a irmandade cristã esteja unida neste objetivo seguindo o nosso manual e regra de fé e pratica, a Bíblia Sagrada.

Deus abençoe a todos.

Pr. Magdiel G Anselmo. 




12 comentários:

  1. Prezado Pr. Magdiel Anselmo,

    Parabéns!
    Seu artigo é pertinente e necessário. Muitos teem melindres com essa matéria, mas seu artigo é muito claro, bíblico e esclarecedor.
    Deus continue te abençoando e prosperando em todas as coisas

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  2. Os pastores
    Existe um sectarismo muito grande por parte das Igrejas, uma diz: Igreja tal e mercenária, cobra dízimos, nós Não, apenas recebemos as coletas, só muda os nomes mas coletas dízimos ofertas donativos tudo são valores que sai do bolso dos fieis, se forem me pagarem, não faço questão se é dinheiro de ofertas, dízimos ou coletas, tudo é dinheiro mas existe a hipocrisia de ministérios que cobra os donativos com nomes diferentes mas pode olhar na cifra que o dinheiro é o mesmo,
    Eu prego o Evangelho como voluntário, mas não trabalho continuo, eu não tenho pagamento de nenhuma igreja,mas confirmo a posição Bíblica que o obreiro que está de continuo no ministério deva receber o pagamento pelo o seu trabalho, como entender o caso do salário do pastor?
    Vamos o meu ponto de esclarecimento.O que agente se Ler nos debates que são feitos sobre os pastores é se é certo ou errado o pastor receber salário para cuidar das Igrejas, Acredito que quando entramos em um assunto bíblico como é o assunto pastores, como tantos outros assuntos, devemos ater puramente o que dizem o Livro sagrado,
    Muitos pastores usam todo o seu conhecimento teológico citando muitos textos para alicerçar tudo, as suas respostas e os seus Ganhos que o assunto está embasado na Bíblia, assim como a Bíblia é usada para pedir dinheiro, é usada também para garantir que os pastores estão certos em receberem os seus salários.
    Sim, concordo que A Bíblia é a suprema verdade sobre o assunto, concordo que qualquer trabalhador deva ser remunerado pelo o seu trabalho e porque não os pastores? Mas está havendo um grande equívoco entre os defensores do salário pastoral,eles citam muitos textos do Apostolo Paulo mostrando que Paulo mandou pagar e aprovou que digno é o operário do seu salário,
    só que ninguém destes pastores querem o outro exemplo de Paulo de Apascentar o rebanho mas trabalhando em uma outra função profissional para se manterem, HÁ isto ninguém quer, para isto ninguém usa os Livros de Paulo.
    Um outro ponto é que a Bíblia é usada para defenderem os Ganhos, mas esquecem que tudo se gira dentro de um processo administrativo, vamos analisar as empresas as estatais, os funcionários Bancários trabalham de Graça? Não, quem paga eles? As empresas, E quem Manda Neles?as empresas, colocam, tiram
    E assim são com todas elas, as metalúrgicas, os correios, os postos e todas as milhares de indústrias que você deve conhecer muitas e sabe que todas elas tem como obrigações pagarem os merecidos salários dos seus funcionários, quem manda,são elas quem troca e até demite os seus funcionários?eu pergunto:quem?
    e porque que só o pastor é que tem este direito de chegar para receber um salário pago pela a Igreja: e é ele quem manda na Igreja? Eu não sou contra o pastoreado, acredito que é necessário ter pastores, baseando no que disse Jesus que entre os seus fieis precisa alguém apascentar, mas não tem um superior, E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Mateus 20:27. Está claro que o poder da Igreja primitiva era o voto como eles na assembléia da maioria reunida decidia as questões doutrinárias em voto, Vejam: Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens distintos entre os irmãos.

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  3. E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde. Atos 15:22,23. As igrejas não tinham os superiores, La estava Tiago, Pedro e os demais, mas as conclusões e decisões eram tomadas pelo os votos de toda a Igreja, tanto nas questões doutrinárias como também nas escolha de uma pessoa para qualquer função, tinha que ter o voto E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos.Atos 1:26. Os pastores eram nomeados pela a igreja reunida, a igreja era quem pagava o salário dele mas não para apascentar ela, o pastor era enviado aos campos distantes e quando a Igreja queria ela reunia e o demitia ou não renovava o contrato,
    a Bíblia não menciona nenhum pastor assalariado pedindo dinheiro a igreja, pastor não tem o direito de pedir dinheiro, o único que pedia para as Igrejas apoiar financeiramente os pastores era Paulo, porque Paulo não era um assalariado, portanto o pastor é um funcionário da obra de Deus, mas o patrão dele é a igreja que o Sustenta,
    ele não coloca as mãos em dinheiro de Dízimos ou ofertas ou Donativos extras, se um grupo de cristãos no campo que ele está, caso deseja contribuírem com o salário dele, deva recolherem os valores e procurar a igreja que mantém o pastor e repassar os valores, o pastor nem precisa saber das Ajudas, estes são pastores que o espírito santo deu o dom,Paulo solicitava a quem? As Igrejas para contribuírem para que o pastor continuasse no ministério
    Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados. Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no Senhor. E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os meus outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida. Filipenses 4:1-3
    nesta carta para a Igreja de Filipos Paulo mostra preocupação pelo os pastores e pastoras, mas ele pediu que a igreja cuidasse disto, mantendo dando assistência financeira aos colaboradores para eles poderem continuarem trabalhando, ninguém trabalham sem comer,
    mas em nenhum Lugar da Bíblia você vê estes assalariados fazendo campanhas de arrecadações não, portanto estes pastores de Hoje que criaram a idéia de abrir uma Igreja e eles mesmos ser o superior ir para o púlpito pedir ofertas, usando a Bíblia para tais práticas,eles nunca conheceram nem de Longe o caráter da Igreja primitiva, o caráter da Igreja de Cristo Jesus, e vão pagarem por Isto.Deus chama estes pastores Gananciosos de Cães, vejam: E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte.Isaías 56:11 Jrp.mensageiro@hotmail.com

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    1. Caro José, penso que deva refletir mais acerca deste tema. pesquisar e analisar biblicamente a questão pois sua argumentação está muito contaminada pela sua opinião. Sugiro menos paixão e mais reflexão bíblica. Abs.Paz.

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  4. Caro Anselmo, porque vocês acreditam que devem receber salário?è só usar a inteligência:Na época dos apóstolos, os gentios convertidos, não podiam adentrarem no "templo"(templo esse de Jerusalém, derribado 70dc)pois os Judeus não permitiam, reuniam se em casas, então pra que salário?"pastor" é o dom, presbítero, ancião, bispo, etc... é o encargo, então qual a finalidade do salário?

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    1. Caro Roberto, sua pergunta é respondida na postagem. Leu a postagem?
      E só ressaltando que os apóstolos recebiam "salário", basta ver o que é dito acerca de Pedro e os demais pelo próprio apóstolo Paulo que também defende o direito de ser sustentado pela Igreja. O pastorado, meu caro, segundo a Bíblia é de tempo integral (24 horas) e portanto, quem o exerce deve ser sustentado pela Igreja para poder pastorear, ou então, teremos que entender que o pastor e sua família viva de "vento". A verdade é que as Escrituras orientam que quem trabalha no Evangelho, deve viver do Evangelho. Mas agradeço seu comentário. Abçs e Deus o abençoe. Pastor Anselmo.

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  5. Boa noite,
    Gostaria de parabenizar pelo artigo e deixar uma pergunta.
    O Pr pode receber como bem explicado pelo artigo e os presbíteros e lideres de jovens que por muitas vezes também pastoream muitas pessoas?

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  6. Boa noite,
    Gostaria de parabenizar pelo artigo e deixar uma pergunta.
    O Pr pode receber como bem explicado pelo artigo e os presbíteros e lideres de jovens que por muitas vezes também pastoream muitas pessoas?

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  7. Boa noite,
    Gostaria de parabenizar pelo artigo e deixar uma pergunta.
    O Pr pode receber como bem explicado pelo artigo e os presbíteros e lideres de jovens que por muitas vezes também pastoream muitas pessoas?

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    1. Se estes presbíteros ou líderes que menciona sirvam em tempo integral (24 horas) como os pastores de tempo integral, não vejo problemas, biblicamente falando, de serem sustentados pela Igreja que congregam e servem, desde que esta tenha condições de assim fazê-lo.

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  8. Me chamo Marcos.
    A paz de Cristo!
    Gostaria de entender melhor a questão do salário ser proporcional a sua família e igreja. Não seria o mais justo a base ser a família, pois a medida que esta é suprida o tamanho do rebanho não importaria. Por isso vemos salários altíssimos que não justificam tamanha ostentação, e quando esses pastores enviam missionários para lugares que eles mesmos não iriam, querem pagar valores irrisórios enquanto usufruem do luxo. A verdade,eu acho, que perderam a noção de sustento ( o pão nosso de cada dia nos dai hoje)e isso só serve para o rebanho.
    Creio que Deus não é contra a riqueza, mas creio em um Deus justo. Hoje vemos muitos pastores assalariados determinando para outros não assalariados as suas obrigações; se o rebanho cresceu os auxiliares devem ter seus salários também.
    Bom, quero deixar claro que reconheço o que a palavra ensina, mas sou contra a injustiça.

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    Respostas
    1. Paz Marcos, como vai?
      Quando me referi a família e igreja estava me referindo a um sustento digno para a família (proporcional ao número de filhos) e de acordo com o tamanho da igreja, ou seja, se a igreja possui condições financeiras para proporcionar um salário melhor a seu pastor, ela deve fazê-lo. Mas sem dúvida, o salário não deve ser "altíssimo" como mencionou e muito menos, fazer com que o pastor enriqueça materialmente falando. Com relação aos auxiliares, algumas igrejas trabalham com um ministério colegiado onde várias pessoas são sustentadas pela igreja, mas aqui também depende das condições financeiras de uma igreja local. Enfim, o que busquei pontuar e talvez não consegui ser tão claro, é prevenir casos onde a igreja é rica e seu pastor tem um salário muito pequeno e consequentemente, injusto, já que quanto maior a igreja, mais trabalho pastoral é exigido de seu pastor. Penso que aqui também a proporcionalidade é válida com as ressalvas que fez em seu comentário, obviamente.
      Mas seu comentário foi propicio e contribui para o tema em questão, além de concordar com seus argumentos. Agradeço sua participação em meu blog. Abçs e Deus o abençoe.

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