sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

NOTÍCIAS QUE ENVERGONHAM A NOIVA



Cada dia que passa ficamos mais estupefatos com novas notícias acerca de ministros cristãos que negam com suas ações o que pregaram e ensinaram em todos seus anos de atuação ministerial e como resultado muitos cristãos se encontram em total confusão no que diz respeito ao que acreditar e em quem confiar realmente. Eles se perguntam se estes mentiram antes ou mentem agora (seja qual for a resposta, são mentirosos).
Esse problema da falta de confiança e credibilidade na liderança cristã, que deveria ser exemplo e padrão para os fiéis, é o causador de inúmeros transtornos eclesiásticos e de conflitos, frustrações e decepções de toda ordem no rebanho, levando muitos (mas muitos mesmo), a não acreditar mais na igreja local (instituição) e no ato de congregar.
Estou consciente de que poucas pessoas precisam recapitular os detalhes dos problemas acontecidos no âmbito do ministério pastoral que levaram a essa confusão, desconfiança e incredulidade na qual estamos vivendo. Mas talvez alguns vislumbres realistas nos ajudem a ver porque o público agora zomba em vez de aplaudir.
Para poupar tempo e espaço, enumerarei alguns dos exemplos mais notórios e que considero mais graves:

1. O divórcio e o adultério invadiram a igreja, enquanto ovelhas e pastores igualmente demonstraram pouco ou nenhum interesse. Mais e mais ministros entraram para o sistema, criando uma atmosfera de epidemia na igreja. A racionalização reinou suprema em detrimento da Palavra de Deus.
2. A promiscuidade e o homossexualismo se infiltraram na igreja e, pasmem, são muitas vezes, tratados como algo natural ou ainda, um problema a não ser tratado com o devido rigor bíblico em prol de um pseudo e pretenso amor e unidade cristã.

Abster-me-ei de incluir uma lista crescente de nomes de pastores e ministros evangélicos, autores, missionários, líderes cristãos, músicos, cantores, educadores, conselheiros, pessoas que trabalham com jovens, leigos e leigas de alta visibilidade na igreja que comprometeram seu testemunho e quebraram a confiança do povo através do adultério, divórcio, homossexualismo, vida promíscua, etc... Muitos destes se diziam “defensores da família” e  pomposamente se arrogavam como expoentes de uma igreja que valorizava os princípios e valores desta família, entretanto, hoje trocam de esposa como quem troca de camisa e ainda defendem essa atitude como a correta (correta pra quem é a pergunta que não quer calar. Certamente não é pra Deus.)
E lembremos que esses tinham sido pessoas profundamente envolvidas no ministério cristão.
Eu lhe pergunto caro leitor: Se não fosse um cristão, você não teria menos respeito pela Igreja e pelos ditos cristãos hoje?
As seqüelas tem sido devastadoras.
Mesmo igrejas e ministérios antes íntegros, estão agora sendo vistos com desconfiança. Atacar o irmão ou esmagar a irmã é a moda agora. Todo mundo é um alvo legítimo.
Talvez a dimensão mais triste seja a de todas as vidas inocentes que cercavam aqueles que caíram e fracassaram tão escandalosamente. Estou pensando em congregações inteiras que precisam continuar, após descobrirem que seu ministro vivia enganosamente em imoralidade.
Pense também nos membros do corpo docente e nos alunos deixados para trás por um professor ou líder de algum seminário ou faculdade teológica  que trouxe descrédito ao nome de Cristo.
E o que dizer do cônjuge e filhos que tem de apanhar os cacos por causa do descuido egoísta de seu marido e pai? E não se esqueça dos companheiros de equipe na igreja, cujo futuro é incerto, porque seu líder vivia uma mentira.
Sem contar os colegas de ministério que prosseguem fiéis ao que Deus revela em Sua Palavra, que tem constantemente que responder a irmãos e irmãs confusos com relação às últimas notícias lamentáveis ocorridas na vida destes ministros caídos e reprovados para o ministério pastoral. Notícias estas que envergonham e constrangem a todos (menos aos tais que fraquejaram e caíram).
O que me entristece também é o número de ministros caídos que abraçados com seu pecado, teimam em prosseguir liderando crentes, criando e formando uma multidão de discípulos nada cristãos, que por sua vez, defendem ardorosamente as atitudes e ensinos do adúltero, promíscuo e devasso como se isso fosse algo inevitável e não pecados que todos os cristãos deveriam evitar e não se dobrar. É triste constatar que Cristo se tornou algo do passado para estes e o seu ego e desejos carnais tornaram-se seus deuses.
O que a Igreja deve fazer diante dessas notícias e deste contexto em que vivemos atualmente?
Alguns dirão não devemos fazer nada, que é assim mesmo e que vivemos os últimos dias. Ora, claro que estamos! Mas isso significa que não faremos nada além de cruzar os braços e aguentar de “cara feia” os golpes? De forma alguma!


O que fazer então?

a) Primeiro nos conscientizar que somos pecadores e sujeitos a queda, ou seja, mesmo advertindo contra o pecado, precisamos entender que nós não somos perfeitos e infalíveis e que devemos estar em todo o tempo vigiando e orando para que não ocorra conosco o que ocorreu com nossos irmãos que caíram.
b) Devemos orar incessantemente pelos que caíram rogando ao Senhor que os transforme e os faça entender a sua situação e quais os resultados advindos dessa atitude que tomaram.
c) Devemos orar e interceder ao Senhor pelas inúmeras vidas que por causa do pecado dos ministros caídos, se encontram em confusão e decepção. Clamar a Deus que os direcione a um líder e igreja que os acolha e os console, prosseguindo o que aqueles abandonaram com relação a cada um destes desamparados pastoralmente falando.
d) Os Pastores e ministros da Palavra, que permanecem fiéis devem pregar, ensinar e viver o que a Bíblia revela com relação a família, casamento e criação de filhos, combatendo o divórcio, adultério, homossexualismo, novo casamento, promiscuidade, devassidão, de tal forma que o rebanho aos seus cuidados veja e aprenda quais os princípios e valores de Deus, replicando assim estes ensinamentos e exemplos em sua vida, família, igreja e sociedade de uma forma geral.
e) Todos os cristãos devem combater firmemente as distorções, falsos ensinos, maus exemplos e testemunhos de irmãos que caíram e teimam em permanecer “abraçados ao pecado”, enganando a muitos com seu proceder e vida. Não esquecendo que amar não significa aceitar pecados, do contrário, quem ama, adverte e ensina, quem não ama, deixa o pecador “tranquilamente” em seu pecado.

Por fim, a Noiva deve ser respeitada e amada.
E tudo que vier a tentar manchar sua pureza e inocência deve devem ser combatidos e rechaçados tendo como base e fundamento a Palavra de Deus.
Não nos deixemos influenciar pelas más notícias, mas que elas nos motivem a prosseguir pregando, ensinando e vivendo aquilo que Deus através das Escrituras já nos revelaram como sendo a Sua vontade.
Não nos contaminemos com as notícias dos maus exemplos.

Pr. Magdiel G Anselmo.

  





2 comentários:

  1. E quanto roubar o povo em nome de DEUS está aprovado caro pastor?
    Pincipalmente usar textos fora de contexto como o Livro de Malaquias?

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    Respostas
    1. Também é um grave erro e pecado o que menciona, e certamente, também é motivo de vergonha, mas no artigo trato com outras questões nele descritas. Ainda ressalto que existem pastores que não fazem isso e que sabem interpretar a Bíblia corretamente ensinando o correto. Mas, sem dúvida, sua observação e relevante. Obrigado pelos comentários e visita ao meu blog ??? (não se identificou), Deus o(a) abençoe.

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