quinta-feira, 30 de julho de 2015

Exemplos de omissão da mensagem evangélica

Ouso agora mencionar alguns exemplos da realidade da existência da questão no cotidiano de muitas (não de todas, ressalvo) de nossas igrejas evangélicas atuais.

Faço isto porque estou preocupado e ao mesmo tempo indignado com o fato da omissão da verdadeira mensagem bíblica evangélica estar se multiplicando a cada dia e contaminando práticas litúrgicas e marcos antigos aprendidos na Bíblia e seguidos pela Igreja desde o tempo neotestamentário, deturpando a essência do que é na realidade a Igreja de Cristo em sua missão, função, objetivo e abrangência. Direciono minha preocupação e indignação para a realidade do ensino e exposição da Bíblia na igreja evangélica atual.

Quando abordo este ponto sei que serei incompreendido por muitos mas também tenho ciência que muitos outros entenderão minha urgência em comentar sobre a relevância do assunto.

Também não me limito a abordar o assunto no contexto do ensino apenas das aulas de EBD, ou de reuniões de estudo bíblico ou grupos pequenos. Estendo esse alcance também ao sermão, as pregações e aos momentos de louvor e adoração em nossos cultos.

Pelo menos três aspectos principais estão sendo atacados violentamente por esta omissão nas áreas mencionadas. Vejamos mais detalhadamente esta omissão:


1. A Omissão da mensagem evangélica no ensino da Palavra de Deus:

É comum muitas pessoas que são crentes sinceros e até com “boas intenções” serem encaminhadas para ensinar na Igreja. São motivados a realizar tal ministério por líderes sem vocação e visão do Reino de Deus e apenas porque são bons comunicadores, carismáticos muitas vezes e dispostos a solucionar o problema de falta de pessoas ou de "mão-de-obra" para tal tarefa. E desta forma, são postos em posição de ensinar irmãos sobre os princípios e valores de Deus revelados na Bíblia sem pelo menos conhece-los com alguma profundidade. Ainda são eleitos ou nomeados para tais cargos porque possuem a característica importante para muitos líderes cristãos, que é a de não trazer problemas para a liderança no que diz respeito a desagradar aos membros e frequentadores.

Cumpridos estes critérios (nada bíblicos) de seleção são postos a ensinar e abordar todo tipo de assunto com a autoridade de quem sabe do que está falando. Porém, não possuem um conhecimento bíblico razoável, não se prepararam adequadamente e muito menos foram ensinados que isso é necessário.

O Espírito Santo falará por eles, afirmam.

E assim, ensinam o que não é pra ensinar e não ensinam o que é pra ensinar. Causam graves problemas eclesiásticos e desvios doutrinários e criam crentes superficiais sem direção bíblica para enfrentar os problemas e os dilemas da vida.

Alguns que possuem conhecimento secular em áreas que são interessantes e úteis não entendem que assim o são na Igreja se usadas adequadamente e sempre confrontando-as e alinhando-as com a autoridade bíblica que é inerrante e sempre atual. Sem levar isso em consideração, usam e abusam frequentemente e sem critérios ou ressalvas os conceitos e princípios da psicologia, da filosofia, do marketing e da administração empresarial como se tivessem a mesma autoridade da Bíblia e como se a Igreja fosse um grupo social, empresa ou instituição como as demais existentes na sociedade. 

Aí chega o momento dos líderes, aqueles que conhecem a Palavra de Deus advertir para o erro e confrontar o pecado para que a restauração venha a Igreja.

Mas, a tendência pela omissão da verdade e da mensagem evangélica são maiores que o desejo de restauração. E para que o irmão não fique contrariado e não afete a “unidade e comunhão da Igreja” não se fala a verdade e se esconde atrás da cortina da covardia, insegurança e da superficialidade espiritual.

E mais e mais crentes são ensinados a seguir princípios não bíblicos, a viver segundo valores mundanos e como que levados pelo vento vivem a perambular pela vida sem a orientação e direção de Deus. Sofrem mais do que deveriam sofrer e dão a falsa impressão ao mundo que o Cristianismo é só mais uma religião dentre tantas e que o Evangelho não traz paz e muito menos tranquilidade permanentes.

Mas, infelizmente, a omissão da verdade não se restringe somente ao ensino da Palavra...

2. A Omissão da mensagem evangélica na pregação da Palavra de Deus:

Antes de continuar, ressalto que entendo que há raras e preciosas exceções ao que escrevo a seguir. Não sou pessimista em relação a Igreja Evangélica atual, sou realista. Ainda existem grupos e líderes fiéis ao seu chamado e vocação sagrados. O que escrevo não é para atacar os demais, mas adverti-los para o erro que cometem. Os que se identificam com práticas e atitudes que condeno baseado nos princípios e valores bíblicos devem refletir e mudar. Voltar para o que é bom e agradável aos olhos de Deus. Essa é a minha intenção.
Dito isso...
Há muito o púlpito vem perdendo o seu valor. A genuína pregação da Palavra de Deus que revela com fidelidade a vontade e os desígnios de nosso Senhor tem sido posta de lado e negligenciada por muitos grupos e líderes evangélicos. Alguns dizem que devemos consolar e confortar o povo, pois já sofrem muito e não desejam ouvir advertências e serem confrontados nas pregações. O sermão tem de ser “light” atrevem-se em acrescentar.

Crentes sem conhecimento são direcionados para usar os púlpitos para pregar simplesmente porque líderes desejam “segura-los” e torná-los membros de suas congregações ou porque é politicamente correto para suas pretensões e afirmação diante dos demais membros. Não há nenhum critério bíblico de preparação exigido ou um processo de observação para identificar se existe vocação e dons para exercer o ministério da Palavra. Ainda alguns simplesmente são chamados para “dar uma palavra” ou uma “saudação” como se o culto fosse um palanque político ou desfile de talentos.

E a congregação é obrigada a ouvir erros históricos, geográficos, culturais e pior do que isso, erros doutrinários e teológicos. E muitos que não percebem (e são muitos mesmo) tais equívocos são ensinados a obedecer ensinamentos e atitudes totalmente contrárias a orientação bíblica.

Ensinamentos como: confissão positiva, salvação por méritos próprios, a busca de Deus somente para satisfazer seus interesses, igreja como lugar "confortável" e não como casa de oração, busca sem medida por prosperidade material, a Bíblia como uma caixinha de promessas e um Deus que é obrigado a cumprir o que queremos, etc...

E novamente aqueles que percebem e identificam o erro se omitem em falar a verdade ao “pregador” por receio de que este se chateie e até deixe a denominação, ou ainda para não contrariar a vontade do povo que deseja mensagens que afaguem o ego, de motivação, de auto-ajuda, etc...

E desta forma, o pregador continua a pregar. E a congregação continua sem direção bíblica para viver neste mundo.

E cada dia mais as mensagens se tornam antropocêntricas, com o “eu” como centro das atenções e menos Cristocêntricas.

Deus nos ajude...

3. A Omissão da mensagem evangélica nos momentos de Adoração e Louvor do culto cristão:

Durante a minha juventude, um dos primeiros ministros de louvor, Ademar de Campos (hoje pastor) declarava que uma revolução de louvor estava por acontecer. E realmente isso ocorreu.
Impulsionados e motivados por novas denominações como: Comunidade da Graça, Renascer em Cristo, Sara nossa Terra e outras semelhantes foram introduzidas no universo evangélico brasileiro uma nova metodologia e visão para o louvor e a adoração congregacional. Já não se chamavam mais as canções de “corinhos” ou hinos, mas sim música gospel e surgiram os pioneiros e primeiros grupos ou equipes de louvor e com eles um novo ministério dirigido pelos então denominados ministros de louvor.
O período de louvor e a música nas igrejas evangélicas sofreram grandes mudanças e transformações.
Certamente estas mudanças aperfeiçoaram o que já existia e melhoraram sensivelmente a qualidade técnica da música e dos músicos evangélicos. Os cultos também se tornaram mais dinâmicos e participativos.
O momento de adoração e louvor tornou-se mais acessível a todos e a liberdade de expressão física foi uma das marcas dessa revolução de louvor.
Não posso negar que houve um grande mover de Deus nisso tudo. E também não há como questionar que estas mudanças proporcionaram grandes bênçãos a Igreja de Cristo nas últimas décadas.
Mas, o que começou bem, com o tempo e a ambição humana foi sendo deturpado e direcionado para satisfazer as pessoas, “os artistas” e aos “shows evangélicos”. Deus já não era mais o alvo. As letras que moviam o povo para adoração a Deus foram desviadas para satisfazer os desejos do povo e dos "artistas gospels". 
E o diabo sorriu...
Infelizmente muito do que se ouve em nossos templos e em nossos dias nada tem a ver com a revolução de louvor que foi prevista por verdadeiros adoradores no passado. O importante é agradar a “galera”. Deus prometeu e vai cumprir. Deus vai restituir. Sou vencedor. Deus vai me dar. E por aí vai...
É alarmante como uma enxurrada de canções com letras totalmente contrárias a Bíblia são compostas atualmente. Não há a preocupação de analisar à luz da Palavra de Deus se as composições estão alinhadas com o que Deus nos revela na Bíblia.
Letras equivocadas, erradas teologicamente e por muitas vezes completamente sem sentido são entoadas como se tivessem a autoridade da Bíblia para ensinar e confortar o povo de Deus. Muitas chegam ao abuso de se dirigir a Deus sem o devido respeito e temor arrogando uma intimidade não encontrada em ninguém no texto bíblico, (e olha que encontramos na Bíblia algumas pessoas que foram chamadas por Deus de amigos e nunca ousaram se dirigir a Deus como muitos compositores, cantores e irmãos desavisados o fazem atualmente em diversas canções ditas evangélicas).
O que importa é se vai animar e entreter o povo. O que importa é que fiquem satisfeitos, semana após semana, e bem “felizes”.
E tem mais, outro dia estava em um culto e o ministro de louvor incitava o povo a ter expressões físicas equivocadas e inconvenientes de “louvor e adoração” constantemente. Quase que impunha isso. Era constrangedor. E quando as pessoas não o obedeciam, ele usava o artifício que é comumente usado por aqueles que não entendem que ministro de louvor não é animador de auditório:
- Somos livres, irmãos. Temos liberdade para adorar a Deus.
Como se a liberdade cristã não estivesse impregnada de espontaneidade e voluntariedade.
E aqueles que deveriam ensinar a verdade se omitem para não desagradar e, ainda asseveram que devemos fazer concessões por amor aos que erram. Outros afirmam com uma espiritualidade duvidosa que quem fala a verdade tem um zelo excessivo, é tradicionalista, fariseu e se firma em um formalismo antigo. Respondo a estes que não há maior sinal e atitude de amor que alertar um irmão do erro e a falta desta atitude proporcionam uma falsa sensação de “unidade, comunhão e bem-estar” em todos.
Ainda ressalto que tradicionalismo é sempre ruim e danoso, porém a tradição é boa e útil. Não devemos retirar os marcos antigos. E mais, não devemos desprezar os princípios de fidelidade e responsabilidade às Escrituras. Tudo deve passar pelo crivo da Palavra.
Mas, lamentavelmente, a intenção de muitos grupos e líderes evangélicos não é edificar vidas pela Palavra de Deus, mas lotar de pessoas seus templos ou salões.
Por isso encontramos tantos templos cheios de pessoas vazias.

Ah, meu Deus... O que acontece com Sua Igreja???

Felizmente, há um grupo que não se cala. Que não se submete a superficialidade e a uma posição confortável de omissão. Há um grupo que ama a Palavra de Deus.
Ainda existem vozes que clamam no deserto de nossa geração.
Clamam pelo ensino e pregação da Verdade! Clamam pela fiel interpretação e exposição da Palavra de Deus!
Clamam pelo louvor e adoração vindos de um coração quebrantado e contrito.
Clamam pela adoração fruto da vida de um verdadeiro adorador!

Clamam para trazermos a memória o que Paulo ensinou a Igreja de Éfeso:

“Por isso deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros...”

Efésios 4: 25

Clamam para lembramos do que disse o sábio:

“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leias são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos...”

Provérbios 27: 5,6.

Clamam para cumprirmos o que afirmou o salmista:

“...o que vive com integridade e pratica a justiça, e de coração fala a verdade: o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo nem lança injúria contra o seu vizinho: o que aos seus olhos tem por desprezível ao réprobo, mas honra quem teme ao Senhor, o que jura com dano próprio mas não se retrata...”

Clamam para lembrarmo-nos do que profetizou o profeta Ezequiel:

Ver: 17-""Filho do homem", disse ele, "eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência."
Ver: 18-"Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer, e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniqüidade; mas para mim você será responsável pela morte dele."
Ver: 19-Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniqüidade, mas você estará livre dessa culpa.
Ver: 20-""Da mesma forma, quando um justo se desviar de sua justiça e fizer o mal, e eu puser uma pedra de tropeço diante dele, ele morrerá. Uma vez que você não o advertiu, ele morrerá pelo pecado que cometeu. As práticas justas dele não serão lembradas; para mim, porém, você será responsável pela morte dele."
Ver: 21-Se, porém, você advertir o justo e ele não pecar, certamente ele viverá porque aceitou a advertência, e você estará livre dessa culpa".

Ezequiel 3: 17-21.

Ver: 1-(Ezequiel, a Sentinela) Esta palavra do SENHOR veio a mim:
Ver: 2-"Filho do homem, fale com os seus compatriotas e diga-lhes: Quando eu trouxer a espada contra uma terra e o povo dessa terra escolher um homem para ser sentinela,
Ver: 3-e ele vir a espada vindo contra a terra e tocar a trombeta para advertir o povo,
Ver: 4-então, se alguém ouvir a trombeta mas não der atenção à advertência e a espada vier e tirar a sua vida, este será responsável por sua própria morte.
Ver: 5-Uma vez que ele ouviu o som da trombeta mas não deu atenção à advertência, será responsável por sua morte. Se ele desse atenção à advertência, se livraria.
Ver: 6-Mas, se a sentinela vir chegar a espada e não tocar a trombeta para advertir o povo e a espada vier e tirar a vida de um deles, aquele homem morrerá por causa de sua iniqüidade, mas considerarei a sentinela responsável pela morte daquele homem.
Ver: 7-""Filho do homem, eu fiz de você uma sentinela para a nação de Israel; por isso, ouça a minha palavra e advirta-os em meu nome."
Ver: 8-Quando eu disser ao ímpio que é certo que ele morrerá, e você não falar para dissuadi-lo de seus caminhos, aquele ímpio morrerá por [62] sua iniqüidade, mas eu considerarei você responsável pela morte dele.
Ver: 9-Entretanto, se você de fato advertir o ímpio para que se desvie dos seus caminhos e ele não se desviar, ele morrerá por sua iniqüidade, e você estará livre da sua responsabilidade.

Ezequiel 33: 1-9

Clamam para termos a postura de Moisés quando confrontado com o erro:

Ver: 9-Jetro alegrou-se ao ouvir todas as coisas boas que o SENHOR tinha feito a Israel, libertando-o das mãos dos egípcios.
Ver: 10-"Disse ele: "Bendito seja o SENHOR que libertou vocês das mãos dos egípcios e do faraó; que livrou o povo das mãos dos egípcios!"
Ver: 11-Agora sei que o SENHOR é maior do que todos os outros deuses, pois ele os superou exatamente naquilo de que se vangloriavam".
Ver: 12-Então Jetro, sogro de Moisés, ofereceu um holocausto e sacrifícios a Deus, e Arão veio com todas as autoridades de Israel para comerem com o sogro de Moisés na presença de Deus.
Ver: 13-(O Conselho de Jetro) No dia seguinte Moisés assentou-se para julgar as questões do povo, e este permaneceu em pé diante dele, desde a manhã até o cair da tarde.
Ver: 14-Quando o seu sogro viu tudo o que ele estava fazendo pelo povo, disse: "Que é que você está fazendo? Por que só você se assenta para julgar, e todo este povo o espera em pé, desde a manhã até o cair da tarde?"
Ver: 15-Moisés lhe respondeu: "O povo me procura para que eu consulte a Deus.
Ver: 16-Toda vez que alguém tem uma questão, esta me é trazida, e eu decido entre as partes, e ensino-lhes os decretos e leis de Deus".
Ver: 17-Respondeu o sogro de Moisés: "O que você está fazendo não é bom.
Ver: 18-Você e o seu povo ficarão esgotados, pois essa tarefa lhe é pesada demais. Você não pode executá-la sozinho.
Ver: 19-Agora, ouça-me! Eu lhe darei um conselho, e que Deus esteja com você! Seja você o representante do povo diante de Deus e leve a Deus as suas questões.
Ver: 20-Oriente-os quanto aos decretos e leis, mostrando-lhes como devem viver e o que devem fazer.
Ver: 21-Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez.
Ver: 22-"Eles estarão sempre à disposição do povo para julgar as questões. Trarão a você apenas as questões difíceis; as mais simples decidirão sozinhos. Isso tornará mais leve o seu fardo, porque eles o dividirão com você."
Ver: 23-Se você assim fizer, e se assim Deus ordenar, você será capaz de suportar as dificuldades, e todo este povo voltará para casa satisfeito".
Ver: 24-Moisés aceitou o conselho do sogro e fez tudo como ele tinha sugerido.

Êxodo 18: 1-24

Clamam para termos a coragem de nos indignar como nosso Mestre se indignou diante do erro:

Ver: 15-Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas
Ver: 16-e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo.
Ver: 17-E os ensinava, dizendo: "Não está escrito: " 'A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos' ? Mas vocês fizeram dela um 'covil de ladrões' ".

Marcos 11: 15-17.

Existem vozes que clamam no deserto de nossa geração.

Graças a Deus por isso!


Pr. Magdiel G. Anselmo.

sábado, 18 de julho de 2015

A responsabilidade dos que servem o pão de Deus.

A Palavra de Deus nos revela que todos aqueles que foram alvos da tão grande salvação arquitetada pelo Senhor possuem o privilégio de comer do pão de Deus, ou seja, de ter uma vida de "filho", de participar da mesa do seu Senhor e ter a honra da presença do seu Deus em sua vida diária. São promessas feitas àqueles que foram adotados como filhos e respaldados e justificados pela obra de Cristo na cruz do Calvário, passaram a ser sustentados e fortalecidos por amor e misericórdia em suas necessidades pelo Pai das Luzes.
Desta forma, desfrutam de uma vida de salvo por Cristo. Se fartam desse pão em todas as área da vida. O pão está a disposição. O alimento necessário para a perfeita sáude dos filhos está preparado e pronto para ser consumido. Todos os filhos podem se alimentar de tal forma que adquiram forças e condições para prosseguir firmemente em sua caminha cristã. 
Porém, a alguns foi dado e acrescentado por Deus um privilégio e uma responsabilidade. Além de se alimentarem do pão de Deus devem servi-lo a seus irmãos de mesma fé,  filhos e servos do mesmo Deus e ainda, oferece-los a aqueles que nunca o provaram e podem à partir disso, serem transformados por Deus também em irmãos como o são os outros.
Porém, muitos desses que deveriam servir, simplesmente se abstém e fogem de sua responsabilidade e apenas comem do pão e não o oferecem a outros. Alguns trocam o pão (o bom alimento) por outro e ainda o oferecem com uma falsa aparência de mais agradável e que chama mais a atenção, porém são pães sem o contéudo necessário para uma boa e saudável alimentação. Outros o servem de qualquer jeito, sem o cuidado de explicar qual o procedimento necessário para se obter uma saúde perfeita. Não entendem que mesmo o melhor remédio se não for prescrito e utilizado da forma correta pode tornar-se em um veneno para o organismo. E ainda há aqueles que não deveriam estar servindo porque não foram chamados para isso, mas teimam em o servir sem contudo, serem capacitados para tal função, contribuindo assim para o surgimento e crescimento de grande parte dos problemas ocorridos com o povo de Deus.
É por isso e pensando nisto que a análise, interpretação e aplicação correta e honesta do texto bíblico de Levítico 21: 17-23 são relevantes para todos os que são responsabilizados por Deus de não somente se alimentarem do pão de Deus, mas também de servi-lo e oferece-lo a outros.
A boa exegese e hermenêutica bíblica nos ensinam que quando existe um fato ocorrido em outra época, ou em uma forma diferente de cultura ou em um outro contexto de vida, não devemos ser literais na aplicação para nossos dias, mas extrair do texto bíblico, os princípios ali contidos, indicados e revelados por Deus naquela situação. Desta extração e análise, surge a aplicação destes princípios em situações e ocasiões semelhantes àquelas para outras épocas, ou seja, os princípios ali estabelecidos por Deus para os sacerdotes da época são aplicáveis aos líderes e homens e mulheres que ministram a Palavra de Deus nos tempos da Igreja Cristã atual.
Portanto, levando em conta estes princípios, descobrimos algumas exigências e virtudes reveladas por Deus a quem deve servir e oferecer o pão de Deus. Veja com atenção a aplicação clara e objetiva destes princípios:

1. Não pode ser cego (v. 18)
Isso significa que um líder cristão deve ter visão de fé. A fé vê o invisível. Enxerga além dos outros. O líder que possui essa virtude vê além dos problemas, das dificuldades e dos obstáculos. Ele, tal qual Josué e Calebe, sabe da existência dos gigantes, mas isso não o atemoriza. Ele enxerga uma terra que mana leite e mel. Ele sabe e crê que Deus tem o melhor para Seu povo e por isso prossegue com fé e confiança. Ele enxerga sempre em meio às dificuldades, uma oportunidade de crescer e de fazer crescer o povo a quem serve o pão de Deus, a quem ministra a Palavra do Senhor.

2. Não pode ter belida nos olhos. (v. 20)
Belida nos olhos significa uma névoa esbranquiçada sobre a córnea, que compromete a visão. Vêmos então que não basta apenas ver. É preciso ver com clareza. É preciso enxergar bem. É preciso ter visão clara e correta das coisas de Deus, das pessoas, família, circunstâncias, etc... Não pode ter uma visão restrita, pequena e sem alcance. Muitas vezes é necessário alargar as fronteiras, as estacas, expandir a visão.

3. Não pode ser paralítico ou coxo (v. 18)
Aquele que serve o pão de Deus precisa andar. Isso quer dizer não acomodar-se. Deus nos quer andando, prosseguindo, indo...
O líder cristão não deve se acomodar. Tem que se mexer. Deve sempre estudar e trabalhar para alcançar mais de Deus para si e para aqueles que serve. Não é hora para descansar, é hora para trabalhar.

4. Não pode ter o rosto mutilado (v. 18)
A versão inglesa traz "nariz amassado". Outras "rosto desfigurado". Isso refere-se a pessoa aborrecida, iracunda, irritadiça. No popular o famoso "chato".
O líder cristão deve ser simpático, alegre, amável, dócil, educado e acima de tudo, equilibrado e moderado em suas atitudes e no seu falar.
Ninguém suporta um chato. Ninguém suporta alguém que somente critica e nunca mostra soluções. Ninguém suporta alguém que nunca está satisfeito com nada. Que sempre "pensa" estar com a razão e que "jamais" erra.
Líder cristão não é sinônimo de "cara feia".
Sorria, Jesus te ama!

5. Não pode ser desproporcionado. (v. 18)
Deus valoriza o equilíbrio. Faz parte da obra do Espírito Santo em nossa vida.
Não podemos ser desproporcionados, ou seja, desenvolver mais um aspecto ou área da vida do que a outra. 
Alguns exemplos bem objetivos e diria com certa dose de bom humor, segue levando em consideração a divisão do corpo em cabeça, pernas e braços:
O líder cabeção: Muita informação e pouca prática. Cresceu somente a cabeça.
O líder Pernalonga: Faz muita coisa, é ativista mas possui pouco conhecimento ou conteúdo. Cresceu somente as pernas.
O líder poste: Só faz aquilo que está ao alcance de suas mãos. Não sai do lugar. Não anda. Cresceu somente os braços.
Você pode criar outros. É só prestar atenção que encontrará vários outros exemplos (rs).

6. Não pode ter o pé quebrado (v. 19)
Isso nos lembra pessoas que usam muletas e que não conseguem andar no ritmo dos outros. tem que ser muitas vezes carregadas. Um líder não pode ser assim.
Ele deve muitas vezes carregar outros e se estiver com o pe quebrado como fará isso?
Se, por alguma razão, ficou com o pé quebrado, deve primeiro curar-se para depois voltar a servir o pão de Deus a seus irmãos. Naquele momento deve ser servido por algum outro líder que se encontra em condições plenas para exercer esse trabalho.

7. Não pode ter a mão quebrada (v. 19)
É preciso ter disposição para ajudar aos outros. Estender a mão para os outros.
Isso faz parte relevante da função de servir. Com a mão quebrada isso não será possível.
Da mesma forma daquele que tem o pé quebrado, esse também deve primeiro buscar a cura para sua enfermidade e depois retomar seu trabalho de servir.

8. Não pode ser corcunda (v. 20)
Uma pessoa corcunda geralmente anda "olhando para o pé". É comum estar inclinada para o chão. Ela não consegue ficar em outra posição.
Relacionando com nosso assunto, tem a ver com pessoas que possuem uma visão sempre pessimista e calamitosa sobre todas as coisas. Pessoas que só enxergam as desgraças e os problemas. Propagam inclusive somente isso.
Diria que podem ser chamados de líderes urubulinos. Só enxergam a carniça, a podridão. Só vêem o lado ruim, nunca o lado bom das situações e das pessoas.
Um líder cristão não pode ser assim. De forma alguma pode ser assim.

9. Não pode ser anão. (v. 20)
Crescer é atributo dos seres vivos. quem está vivo espiritualmente precisa crescer (Hebreus 5: 12-14).
O líder cristão não pode ainda ser criança espiritualmente falando. Deve já ter crescido e continuar a crescer. A busca por esse crescimento deve pautar esse líder. Desta forma ele poderá servir a seus irmãos o pão de Deus em suas várias formas, desde o leite para as crianças até o alimento sólido para os adultos.
Crescer na graça e no conhecimento de Cristo deve ser sua frase de ordem.

10. Não pode ter sarna. (v. 20)
A sarna é uma enfermidade terrível. Ela incomoda e contamina.
Como identificar o sarnento? Ele vive se coçando.
Está o tempo todo incomodado. E pior, o seu mal é contagioso. Quando está triste, inconformado ou revoltado com alguma coisa ou alguém, tenta contaminar outros com suas frustrações e decepções.  Há nele uma raiz de amargura que deve ser tratada.
Quem serve o pão de Deus não pode ser um sarnento, ao contrário deve combater esse mal. 

11. Não pode ter impigens ( v. 20)
O sacerdote não podia ter manchas ou feridas na pele. Quem deve servir o pão de Deus não pode ser uma pessoa cheia de feridas, mágoas ou rancores guardados. Não pode ser do tipo que fica remoendo o passado e sofrendo com o que já aconteceu e não pode ser mudado.
Quem serve o pão de Deus deve aplicar a sua vida Isaías 43:18 e viver agradecido no presente e na esperança do futuro glorioso com Cristo.

12. Não pode ser estéril (v. 20)
O texto diz "testículo quebrado". Faz menção aqueles que não podem se reproduzir, que não geram filhos.
A reprodução é característica dos seres vivos que atingiram certa maturidade física.
A reprodução espiritual é característica de quem atingiu certa maturidade espiritual.
O líder cristão deve gerar filhos espirituais. Deve haver a reprodução em seus ministérios.
Não pode ser estéril, sem filhos ou sem vida nascendo.
Deus espera que reproduzam, que seus filhos cresçam e também se reproduzam, que gerem também outros filhos espirituais.

Concluindo, veja que esses princípios e orientações aos sacerdotes, aplicados aos nossos dias pautam a conduta e as exigências para aqueles que servem o pão de Deus.
Será que isso está sendo levado realmente em conta na Igreja?
Será que esses princípios estão sendo aplicados ou pelo menos observados?

Se você, meu irmão e amigo, foi chamado e ordenado por Deus a servir o pão Dele a seus irmãos, lhe convido a olhar com atenção esses princípios e avaliar se estão sendo observados em sua vida e ministério. E ainda, lhe sugiro ensinar e propaga-los aos novos candidatos ao ministério pastoral em nossos dias. Desta forma, fazendo com que também se auto-avaliem e descubram se foram realmente chamados para tal função ou se foram também privilegiados para outras tão relevantes e essenciais funções como essa.

Por fim, lhe convido, amigo leitor, a comer do pão de Deus.
Se ainda não provou deste pão, ainda há uma oportunidade para você.
Lhe convido a participar desta mesa e desta refeição que lhe trará o bom alimento e consequentemente a saúde plena para vossa alma.
Pra isso basta seguir os passos abaixo:

1. Reconheça que é pecador e está condenado ao inferno.
2. Arrependa-se de seus pecados
3. Confesse-os a Deus e peça o Seu perdão.
4. Reconheça que precisa de um salvador
4. Reconheça a Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador
5. Passe a servi-lo e segui-lo de todo o coração

Lhe aconselho a ler o Evangelho de João. Nele encontrará todas as orientações para sua nova vida. E ainda, encontre uma igreja evangélica para congregar, ou seja, para partilhar suas experiências, alegrias, tristezas, etc... com seus irmãos de mesma fé, além de continuar a ser ensinado a conduzir sua vida segundo os princípios e valores de Deus revelados na Bíblia.
Quem sabe, um dia,  não seja você também um destes que Deus chama para servir o bom alimento.


Deus os abençoe.

Pr. Magdiel G Anselmo. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

O erro do Pragmatismo aplicado a Igreja Cristã

A definição de pragmatismo segundo o dicionário teológico é a seguinte: “É uma filosofia que tem como base a utilidade imediata, ou seja, a verdade é medida pelos efeitos práticos que produz”. 
Colocando em uma forma mais simples de compreender, a filosofia do pragmatismo se resume em chegar-se ao objetivo não importando que formas e métodos tenham que ser usados, o que importa é o fim não os meios. O que importa é se "dá certo", "se funciona", sem a preocupação com critérios ou fundamentos.
Olhando para esta filosofia superficialmente pode-se até ser convencido.
Mas ao analisar com um pouco mais de profundidade vai se chegar a conclusão que esta filosofia não se sustenta pela revelação bíblica, experiência ou história cristã. O que é útil hoje pode não ser amanhã.
Nem sempre o que dá resultados mais rápidos é o mais correto, principalmente quando se trata de coisas espirituais.
Aplicando esta filosofia no trabalho cristão, muitas igrejas ou comunidades cristãs começaram a utilizar meios muitas vezes duvidosos para se alcançar os fins que estão determinados para a Igreja alcançar nas Escrituras.
Essa filosofia não é muito nova, já em 1955, A. W. Tozer denunciava esta atitude da Igreja evangélica afirmando que,

durante séculos a Igreja manteve-se firme contra toda forma de entretenimento humano, reconhecendo-o como um dispositivo para perder tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um plano para desviar a atenção da prestação de contas quanto a moral. Ultimamente entretanto, ela se cansou de ser abusada e simplesmente desistiu da luta. Parece ter firmado a posição de que, se não pode vencer o deus do entretenimento, o que melhor pode fazer é unir suas forças às dele e aproveitar o máximo de seus poderes. Por isso, contemplamos hoje o assombroso espetáculo de milhões de dólares sendo vertidos no negócio nada santo de prover entretenimento mundano aos chamados filhos dos céus. O entretenimento religioso está, em muitos lugares, rapidamente desalojando as sérias coisas de Deus. Muitas Igrejas, em nossos dias, se tornaram nada mais que pobres teatros onde “produtores” de quinta categoria mascateiam suas mercadorias de baixo valor com plena aprovação dos líderes evangélicos, que chegam a citar textos bíblicos para justificar tal delinquência. E é difícil acharmos alguém que ouse levantar sua voz contra isso”.

Veja então que  isso não é novidade para a Igreja evangélica, já fomos atacados por muitas outras filosofias como esta e conseguimos prevalecer até hoje graças a Deus.
O imediatismo, filho do pragmatismo, é um conceito mundano e na Bíblia não vemos em nenhuma parte a preocupação com o tempo, mas sim vê-se claramente a preocupação de se alcançar os objetivos de Deus com santidade e perseverança, mesmo que para isso se tenha passado muitos anos.
Hoje contrariamente a isso, vêmos pessoas neófitas sendo "consagradas" ou "ordenadas" a ministérios na Igreja sem sequer ter obtido experiência de vida cristã, e mais, algumas em pecado consciente. O processo de santificação naquela vida está em seu início e já se submete aquela pessoa a liderar outras, pelo simples fato de serem pessoas da confiança do líder que ali se encontra ou por que há um interesse pessoal, carnal e por vezes até demoníaco por trás dessa atitude.
Outro problema são as novas formas, meios e métodos que surgem a cada dia. Temos que ter discernimento e sabedoria para distinguir o que presta, o que é lícito, o que convém e o que edifica. Temos que advertir, alertar quanto ao erro. Não podemos nos eximir de tal responsabilidade.
A verdade é nossa arma contra o erro, o engano, a mentira e o engodo.
Se nos utilizarmos do exemplo de vida de Moisés, Josué, Abraão, Paulo e tantos outros  personagens  bíblicos veremos que o tempo nunca foi uma preocupação para Deus.
Se olharmos para os profetas: Isaías, Jeremias, Ezequiel, e todos os outros  profetas menores também veremos que a grande maioria deles profetizaram durante anos e anos sem nenhum resultado prático e visível.
O profeta Jeremias é o mais contundente quanto a isso, pois profetizou por mais de quarenta anos sem ninguém dar ouvidos a sua mensagem, pelo contrário seus conterrâneos ameaçaram matá-lo se não parasse de profetizar (Jeremias 11: 19-23), seus próprios amigos conspiraram contra ele (12:6), não foi permitido por Deus que se casasse e  sofreu  solidão agonizante ( 16:2), sua própria família e amigos conspiraram para matá-lo (18:20-23), foi ferido e colocado no tronco (20:1,2) e no final ainda foi considerado um traidor por sua própria nação (37:13,14).
Já no NT, o apóstolo Paulo não tinha um ministério pragmático como muitos defendem hoje, pelo contrário evitou métodos engenhosos e artifícios que conduzissem as pessoas a falsas conversões, através da persuasão carnal. Ele mesmo escreveu:

“Eu, irmãos quando fui ter convosco, anunciando-vos testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e , sim no poder de Deus” (1 Coríntios 2: 1-5). A Igreja em Tessalônica ele lembrou: “Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o Evangelho, assim falamos não para que agrademos a homens, e, sim, a Deus, que prova o nosso coração. A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. Também  jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros.” (1 Tess. 2: 3-6).
 
Estes textos são mais que esclarecedores sobre este assunto que abordamos, só não entende quem não quer ou não é salvo para poder entender as coisas espirituais.
Será que estes homens tiveram que mudar de método, já que não obtinham resultados imediatos? Será que os métodos usados por eles não eram os corretos ? Será que não tinham “visão” por isso não obtinham  resultados  práticos ?  Será que não tinham suficiente “comunhão e intimidade” com Deus e por isso fracassaram em suas missões?
Se analisarmos as Escrituras Sagradas veremos que estes homens eram pessoas que tinham uma comunhão e intimidade com Deus tão grande que isso os levava a ter uma convicção tremenda do que estavam fazendo e da vontade de Deus.
Eram homens que não buscavam agradar aos homens, mas sim agradar a Deus. Eram homens que ficavam entristecidos sim, por não ver acontecer os resultados que queriam porém, não ousavam mudar o meio pelo qual Deus os orientava a trabalhar. Eram homens que sabiam que mesmo que os resultados não acontecessem  imediatamente, Deus era fiel para fazer acontecer no tempo que Ele determinasse, no tempo certo.
Eram homens que sabiam que a santidade, a vida piedosa e a obediência a Deus eram ítens obrigatórios para seus ministérios e não tinham dificuldade em reconhecer quando erravam e a partir daí, arrependidos, suplicar o perdão de Deus.
Eram homens que criam na soberania e providência de Deus, por isso foram escolhidos e capacitados para estas missões específicas.
Charles Spurgeon a muito anos atrás já advertia a respeito daqueles que “gostariam de unir a Igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças”. Na época foi tido como um alarmista, mas o que diríamos disso hoje.
Será que a “profecia” de Spurgeon não se concretizou de fato ?
Nas Escrituras, nada indica que a Igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo através de apresentar o Cristianismo como uma opção atrativa.
Quanto ao evangelho, nada é opcional: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). O Evangelho não tem o objetivo de ser atraente. Ele tem como propósito revelar Cristo e orientar o povo de Deus.
Quero enfatizar que o Evangelho é perturbador, chocante, transformador, confrontador, produz convicção de pecado e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como fazer maquiagem no Evangelho bíblico.
Oponho-me frontalmente ao pragmatismo pois dá espaço para os modismos que são formas totalmente indisciplinadas de se  portar e agir, afastando as pessoas das Igrejas verdadeiramente bíblicas e desviando as prioridades bíblicas para a Igreja.
A popularização do Cristianismo como alguns defendem  irresponsavelmente, é sem o menor medo de errar, uma aberração do verdadeiro Cristianismo, que não se distancia do povo, mas que não aceita o comportamento e a filosofia de vida mundana.
O Senhor Jesus Cristo comia em casa de pecadores e publicanos,  porém, não agia e se comportava como eles, Ele tinha seus próprios métodos de agir e não era influenciado pelos métodos dos gentios e pecadores, ao contrário os pecadores vinham até Ele porque tinha algo de diferente, agia diferente, falava diferente, era diferente na essência e na aparência.
Sem dúvida, o pragmatismo não faz parte do pensamento bíblico ortodoxo e conservador. As Escrituras são a nossa regra de fé e prática, não nossas próprias concepções acerca dos acontecimentos e das pessoas. Somos instrumentos usados por Deus, não somos os que tem poder para fazer alguma coisa.
Todo o  poder  pertence a Deus e não podemos de forma alguma pensar que as coisas acontecem porque temos um meio, uma estratégia, uma forma que fará isso acontecer. Quem faz acontecer é Deus, devemos estar disponíveis  para sermos usados conforme Sua soberana  vontade. Os meios já foram nos revelados pelas e nas Escrituras Sagradas.
Há um ditado popular muito usado por todos que diz que “o apressado come  cru”  e se aplicarmos isso também para métodos e meios da Igreja, têm-se também uma conclusão óbvia.
O pragmatismo não é uma filosofia recomendável, principalmente na Igreja de Cristo, pois a Bíblia não nos ensina a agir assim. Esta filosofia para ministérios da Igreja é absurda. Imagine usar esta filosofia no evangelismo ou no aprendizado de crentes. Infelizmente muitos a estão utilizando, fazendo com que muitas pessoas freqüentem as nossas igrejas, porém a maioria sem uma conversão genuína, isso porque os que os trouxeram queriam resultados imediatos e visíveis e não levaram em consideração que quem faz a obra de conversão em uma pessoa não são os métodos ou os meios, mas sim Deus.
Devemos fazer nossa parte pregando e evangelizando, porém os resultados dependem de Deus.
Não queiramos tomar o lugar de Deus.
Lembre-se que há muito tempo alguém quis fazer isso e à partir daí a sua história não foi das melhores, chega a ser trágica inclusive. Quem foi este alguém? Se chama Lúcifer.

Deus nos ajude,

Pr. Magdiel G Anselmo.

domingo, 14 de junho de 2015

As Festas Juninas e o Cristão


As Festas Juninas e o Cristão

Neste estudo aprenderemos quais as origens e significados das famosas "festas juninas" e as orientações e consequências para a vida de um cristão verdadeiramente evangélico/protestante.

O Inciso VI, do artigo 5º da Constituição Federal reza o seguinte: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”.

O ensino brasileiro tem explorado em nossas escolas (públicas e/ou particulares) as muitas manifestações folclóricas do nosso povo, inserindo-as em seus calendários de atividades com o respeitável propósito de auxiliar a definição da verdadeira identidade brasileira. Nosso país, em virtude de seu passado histórico, absorveu diversas culturas e costumes, fato que nos tornou conhecidos como “um país de muitas caras”. Desde que conquistamos a independência de Portugal estamos lutando para nos descobrirmos. E um dos meios eficazes para atingir esse objetivo é justamente a avaliação acurada das vastas e peculiares manifestações populares.
Naturalmente, as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil, e todas as considerações sobre essas comemorações exigem uma análise equilibrada, pois há um limite entre o folclore e a religião, visto que esta quase sempre acaba mesclando-se com as tradições. E é justamente o que propomos neste estudo e análise: uma avaliação equilibrada.
Afinal, será que temos maturidade espiritual para delinear as fronteiras entre o que é folclore e o que é religião?
Então, vamos a análise que responde a essa pergunta.

1. Uma herança portuguesa

A palavra folclore é formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição) e significa “o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes”.
Como é do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de crença reconhecidamente católica. Suas tradições religiosas foram por nós herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico. Sob essa base é que as instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, expressão que carrega consigo muito mais do que uma simples relação entre a festa e o mês de sua realização.
Entretanto, convém ressaltar a coerente distância existente entre as finalidades educacionais e as religiosas. Além disso, não podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de região para região do país, especialmente no Norte e no Nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado.
As origens dessa comemoração remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí o atual nome “festas juninas”.
As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.

2. A origem das festividades

Para as crianças católicas, a explicação para tais festividades é tirada da Bíblia com acréscimos mitológicos. Os católicos descrevem o seguinte:
“Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com freqüência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Internet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”
Como podemos ver, a forma como é descrita a origem das festas juninas é extremamente pueril, justamente para que alcance as crianças.
As comemorações do dia de São João Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como festas juninas. Cada dia do ano é dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Católica. Como o número de santos é maior do que o número de dias do ano, criou-se então o dia de “Todos os Santos”, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos são mais reverenciados do que outros. Assim, no mês de junho são celebrados, ao lado de São João Batista, dois outros santos: Santo Antônio, cujas festividades acontecem no dia 13, e São Pedro, no dia 24.

"Santo" Antônio

Pouca gente sabe que o nome verdadeiro desse santo não era Antônio, mas Fernando de Bulhões, segundo consta. Ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231. Aos 24 anos, já na Escola Monástica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote. Ao tomar conhecimento de que quatro missionários foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retornar para Portugal, a embarcação que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na Itália. Lá, foi nomeado pregador da Ordem Geral. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as moças solteiras.
Sua devoção foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças casadouras recorram a Santo Antônio, na véspera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrimônio.
Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no “Dia dos Namorados”. No dia 13, multidões se dirigirem às igrejas pelo pão de Santo Antônio. Dizem que é bom carregar o santo na algibeira para receber proteção.
É bastante comum entre as devotas de Santo Antônio colocá-lo de cabeça para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou então jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:

“Meu Santo Antônio querido,
Meu santo de carne e osso,
Se tu não me deres marido,
Não te tiro do poço”.

As festas antoninas são urbanas, caseiras, domésticas, porque Santo Antônio é o santo dos nichos e das barraquinhas.
Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, página A8, lemos: “O dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi lembrado... com diversas missas e a distribuição de 10 mil pãezinhos. Milhares de fiéis compareceram às igrejas para fazer pedidos, agradecer as graças realizadas e levar os pães, que, segundo dizem os fiéis, simbolizam a fé e garantem fartura à mesa”.
Ainda para Santo Antônio, cantam seus admiradores:

“São João a vinte e quatro
São Pedro a vinte e nove
Santo Antônio a treze
Por ser o santo mais nobre”4.

São João

A Igreja Católica o consagrou santo. Segundo essa igreja, João Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé (Mt 14.1-12). A Bíblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de João Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasião, já eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos.
Em sua festa, São João é comemorado com fogos de artifício, tiros, balões coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos também usam bandeirolas coloridas e dançam. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo.
As festas juninas são comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em pátios e/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasião.
João Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua atenção para o fato de que os discípulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso não lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contrário, João Batista se alegrou com a notícia e declarou que não era digno de desatar a correia das sandálias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16).
Se em vida João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração, será que agora está aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adoração à sua pessoa? Certamente que não!

São Pedro

É atribuída a São Pedro a fundação da Igreja Católica, que o considera o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa. Por esse motivo, os fiéis católicos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, São Pedro é o chaveiro do céu. E para que alguém possa entrar lá é necessário que São Pedro abra as portas.
Uma das crendices populares sobre São Pedro (e olha que são muitas!) diz que quando chove e troveja é porque ele está arrastando móveis no céu. São Pedro é cultuado em 29 de junho como patrono dos pescadores. Na ocasião, ocorrem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pescadores, o dia de São Pedro é sagrado. Tanto é que eles não saem ao mar para pescaria.
A brincadeira de subir no pau-de-sebo é a que mais se destaca nas festividades comemorativas a São Pedro. O objetivo para quem participa é alcançar os presentes colocados no topo.
Os sentimentos do apóstolo Pedro eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29.
De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na Bíblia, temos razões para crer que ele jamais aceitaria os tributos que hoje são dedicados à sua pessoa.
Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia à porta Formosa do templo de Jerusalém e teve a atenção do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre não titubeou, mas declarou com muita segurança: “Por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? ...o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus ... Pela fé no nome de Jesus, este homem a quem vedes e conheceis foi fortalecido. Foi a fé que vem pelo nome de Jesus que deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (At 3.12-16).
O Pedro da Bíblia demonstrou humildade ao entrar na casa de Cornélio, que saiu apressado para recepcioná-lo. O texto sagrado declara: “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem” (At 10.25-26).

Os balões

A sociedade “Amigos do Balão” nasceu em 1998 para defender a presença do ‘balão junino’ nessas festividades. O padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto Santos são figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem balões por ocasião das festas juninas de suas épocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa prática.
Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar balões pelos incêndios que podem provocar ao caírem em uma floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Não obstante, essa prática vem resistindo às proibições das autoridades. Geralmente, os balões trazem inscrições de louvores aos santos de devoção dos fiéis, como, por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!!!”, ou a outro santo qualquer comemorado nessas épocas.
Todos os cultos das festas juninas estão relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltarem um balão e ele subir sem nenhum problema seus desejos serão atendidos, caso contrário (se o balão não alcançar as alturas) é um sinal de azar. Mas tudo isso não passa de crendices populares.

3. Sincretismo religioso

Religiões de várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse período de festas juninas para manifestar sua fé junto com as comemorações católicas.
O candomblé, por exemplo, ao homenagear os orixás da sua linha, mistura suas práticas com o ritual católico. Assim, durante o mês de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente, as bandas de axé music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos. Lá, devido ao candomblé, Santo Antônio é confundido com Ogum, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.

4. Os evangélicos e as festas juninas

Diante de tudo isso, perguntamos: “Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas juninas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter (de caipirinha), dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos nessas ocasiões: cachorro-quente, pipoca, milho verde etc?”.
É óbvio que nenhum crente participa dessas festas com o objetivo de praticar a idolatria, pois tal procedimento, por si só, é condenado por Deus!
Quanto à essa questão, tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas igrejas evangélicas, com a alegação de estarem propagando o evangelho durante o Carnaval, dedicam-se a um tipo duvidoso de evangelização nessa época do ano. Fazem de tudo, inclusive usam blocos carnavalescos com nomes bíblicos.
Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo, e não apenas em determinadas ocasiões. O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas. Ultimamente, surgiram determinadas igrejas evangélicas que, a fim de levantar fundo para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os produtos que vendem, diga-se de passagem, são característicos das festividades juninas. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente.

E o que dizer das igrejas que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus. Então, como separar o folclore da religião se ambas estão intrinsecamente ligadas?

Como podemos analisar essa questão biblicamente?
Bem, vêmos na Bíblia que o povo de Israel abraçou os costumes das nações pagãs e foi criticado pelos profetas de Deus. A vida de Elias é um exemplo específico do que estamos falando. Ele desafiou o povo de Israel a escolher entre Jeová Deus e Baal. O profeta pôs o povo à prova: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (1Rs 18.21).
É claro que o contexto histórico do texto bíblico em pauta é outro, mas, como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar muito cuidado para não nos envolvermos com práticas herdadas do paganismo. Pois é muito arriscada a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos. É preciso que os líderes e pastores aprofundem a questão, analisem a realidade cultural do local em que desenvolvem certas atividades evangelísticas e ministério e orientem os membros de suas respectivas comunidades para que criem e ensinem os filhos nos preceitos recomendados pela Palavra de Deus.
O simples fato de proibirem as crianças a participar dessas comemorações na escola em que estudam não resolve o problema, antes, acaba agravando a situação. Simplesmente proibir sem explicar corretamente o porque dessa proibição, ou simplemente dizer que "a festa é do diabo", traz outros tipos de confusão e transtornos às crianças. Por isso a recomendação bíblica de ensinar a criança no caminho que deve andar...

5. O que diz a Bíblia?

Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito.
O apóstolo Paulo, no entanto, declara em 1 Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.
O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai, Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material. O texto bíblico diz o seguinte: “Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5).
Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor?
Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tornou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel. Então ele lhes disse: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa. Passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho” (Êx 32.19-20,27).
O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro. Paulo declara o seguinte: “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” (1Co 10.19-20).
“E serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço. Demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios. E derramaram sangue de seus filhos e de suas filhas que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue”(Sl 106.36-37).

Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.

É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim:

“Onde está o Batista?
Ele não está na igreja
Anda de mastro em mastro
A ver quem o festeja”

Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).

Os santos não podem ajudar

Normalmente, as pessoas que participam das festas juninas querem tributar louvores a seus patronos como gratidão pelos benefícios recebidos. Admitem que foram atendidas por Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Crêem também que esses santos podem interceder por elas junto a Deus. Entretanto, os santos não podem fazer nada pelos vivos. Pedro e João, como servos de Deus obedientes que foram, estão no céu, conscientes da felicidade que lá os cerca (Lc 23.43; 2Co 5.6-8; Fp 1.21-23). Não estão ouvindo, de forma nenhuma, os pedidos das pessoas que os cultuam aqui na terra. O único intercessor eficaz junto a Deus é Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1Tm 2.5).
E mais:

“É Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1Jo 2.1-2).

Foi o próprio Senhor Jesus quem nos disse que deveríamos orar ao Pai em seu nome para que pudéssemos alcançar respostas aos nossos pedidos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei” (Jo 14.13-14).
Quanto ao teor religioso das festas juninas, podemos declarar as palavras de Deus ditas por meio do profeta: “Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro” (Am 5.21).

6. ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE AS FESTAS JUNINAS

FOGUEIRAS
A fogueira é um elemento essencial nas festas juninas. Algumas regiões ainda conservam a bizarra tradição de caminhar sobre as brasas. Você sabia que convencionalmente cada uma das três festas, Santo Antônio, São Pedro e São João, exige um arranjo diferente de fogueira?

Santo Antônio
As lenhas são atreladas em formato quadrangular.

São Pedro
As lenhas são atreladas em formato triangular.

São João
As lenhas são atreladas observando o modelo habitual; possui formato arredondado semelhante à pirâmide.

COMIDAS TÍPICAS
As festas juninas são comemoradas com comidas típicas: curau, batata-doce, mandioca, pipoca, canjica, pé-de-moleque, pinhão, gengibre, quentão, entre outros.

A QUADRILHA (Dança Típica)
Que a quadrilha é uma dança de origem francesa? Foi trazida ao Brasil no início do século XIX passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia brasileira. Com o passar do tempo, deixou a nata da sociedade e incorporou-se às festas populares gerando, assim, suas variantes no interior do país.

PIROLÁTRICOS (As famosas bombinhas e rojões)
Você sabia que os cultos pirolátricos são de origem portuguesa? Antigamente, em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha como finalidade espantar o diabo e seus demônios na noite de São João. Atualmente, no mês de junho intensifica-se o uso desses artifícios, porém, desassociado dessa antiga crendice.

CONCLUSÃO

Como seguidores de Cristo, suplico, diante deste estudo e análise, que Deus nos conceda sabedoria para que consigamos proceder de uma maneira que O agrade em todas as circunstâncias, e que não participemos dessas festas de adoração a outros deuses, pois: “toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade” (E. H. Chapin).

Deus os abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.

Bibliografia:
CARVALHO, Hernani de – No Mundo Maravilhoso do Folclore
LIRA, Mariza – Migalhas Folclóricas
RUIZ, Corina – Livro e Folclore (citado no site
http:venus.rdc.puc.rio.br/kids
ICP - Instituto Cristão de Pesquisas.

sábado, 30 de maio de 2015

Vale tudo para crescer numericamente?

 
"A Ordem é Crescer!"
 
Mas será que vale tudo pra alcançar este objetivo? 

Não haveria nada de errado nesta máxima do ponto de vista bíblico inclusive a Bíblia sempre deu a entender que a Igreja cresceria e muitos seriam alcançados pelo Evangelho de Cristo, “As Boas-Novas”. O grande problema desta máxima é de que forma a Igreja deve crescer e para que.
O que vemos hoje é que muitos desejam o crescimento da Igreja a qualquer custo, não importando a forma como se faz isso.
Vale tudo para encher os templos.
O importante é ter-se megas-Igrejas com milhares de membros, se são atendidos não importa, se estão salvos não importa, se estão crescendo espiritualmente não importa, se vieram a Igreja buscar a Deus não importa, se entenderam o Evangelho não importa. O que importa é o templo estar lotado, abarrotado de pessoas.
E para isso usa-se toda forma de atrativos para chamar e manter a atenção das pessoas. Os cultos têm que ser agradáveis a eles, nada pode entristecê-los ou chateá-los.  Não se pode confrontar os seus pecados com a verdade da Bíblia, não se fala em inferno muito menos em diabo. O sermão tem que ser sempre para motivar, para falar de bênçãos, nunca para que a pessoa tome uma posição ao lado de Deus, nunca para modificar e transformar vidas. Dizem eles: “Não, isso não pode, eles podem não gostar, afinal de contas a vida já nos proporciona tantos problemas, não é mesmo?”
Tudo tem que ser feito para entretê-los e mantê-los felizes. Ora, isso não é uma Igreja evangélica, isso no máximo é um clube ou um teatro, nunca uma Igreja que prega a Cristo.
O que esses não entendem é que o crescimento numérico é conseqüência do andar da Igreja, é algo natural, pois é dado por Deus. Não podemos de forma alguma achar que isso depende do que fazemos ou do que inventamos. Isso depende de Deus. Façamos nossa parte  pregando o Evangelho, indo buscar  os perdidos, e veremos como Deus é fiel para acrescentar a Igreja novas pessoas salvas. Quantas vão ser salvas? Não sei, mas estas verdadeiramente serão salvas  porque se seguiu a metodologia bíblica a qual nos foi ensinada por Deus, elas não virão a Igreja atrás de outras atividades e ficarão por causa delas, virão atrás de Deus e ficarão por causa dEle.
É triste ver tanto tempo e dinheiro gasto para lotar templos e quando estes estão lotados, não se aproveita para pregar o verdadeiro Evangelho de Cristo. Apenas se organiza e planejam-se atrações para divertir e entreter o povo.
Creio que isso acontece porque já no princípio destes trabalhos, a motivação não foi a de levar pessoas perdidas e condenadas a presença de Deus para então segundo Sua vontade serem transformadas, restauradas e salvas do inferno. Então o que acontece é o que já havia sido planejado, uma grande farsa usando o nome de Cristo.
Você, caro leitor, pode estar pensando que estou sendo muito radical e duro em minhas palavras, mas quero que você raciocine comigo um pouco sobre este assunto. Veja, o Senhor Jesus Cristo deu Sua vida, e sofreu muito para isso acontecer, deixou-nos Sua Palavra escrita para que pudéssemos saber o que fazer e como fazer, deixou-nos o Espírito Santo que habita em todo salvo para termos condições de realizar a missão que nos determinou e manda que obedeçamos suas orientações e preguemos o Evangelho a todos que tivermos contato. Bem, este é o plano de Deus e a parte que cabe ao crente neste plano. A Igreja foi criada para esta missão.
O que acontece então em muitas Igrejas hoje ?
Não pregam, não ensinam, não educam, não advertem, não repreendem, não discipulam, apenas reúnem multidões para divertimentos, entretenimentos, apresentações, desfiles, marchas, shows, e tantas outras coisas. E esquece-se do principal, a pregação da Palavra de Deus, esta é que desperta a fé do ouvinte (Romanos 10: 16,17).
Se utilizam de métodos anti-bíblicos para atrair as pessoas e ao atraí-las, se utilizam de outros métodos anti-bíblicos para conseguirem mantê-las vindo regularmente aos seus templos.
Vou  exemplificar o que estou afirmando:
 
Um método muito usado é o de atingir as necessidades das pessoas com promessas de curas, prosperidade financeira e  sucesso em todas áreas da vida.
 
Quando atraídas por estas promessas as pessoas vão até estas Igrejas e são então ludibriadas e atingidas em  suas emoções e levadas a acreditar que para conseguirem o que querem tem que cumprir uma lista de campanhas, rituais místicos e contribuições além de suas posses. Ficam presas pela ilusão de ter o que é prometido. Com certeza, os templos destas Igrejas vão sempre estar lotados, quem não quer ser rico, sadio e bem-sucedido em tudo? Mas a que preço? 
                                 
Outro método também muito usado para encher templos é o de venha ser feliz conosco. É o conceito de igreja agradável, confortável.
 
Não precisa mudar sua vida, seus costumes, seu jeito, seu linguajar, sua roupa, sua forma de viver, não precisa mudar nada, venha ser feliz aqui. E dizem estes: “além de não precisa mudar nada, aqui  você estará agradando a Deus e servindo-o”.
Quem não  aceitará um convite destes? Muitos jovens vão a estes lugares e encontram lá tudo que esperavam, shows, muita música do jeito que gostam (heavy metal, funk, rap, samba, etc), gente bonita, danças, bandas, artes cênicas, enfim tudo que gostam.
E assim ficam ali e freqüentam regularmente e convidam outros a virem também.

Infelizmente o principal é também esquecido, muitos daqueles que foram para uma Igreja assim e ficaram durante muitos anos chegam a triste conclusão que perderam tempo precioso pois podiam ter aprendido muito sobre a Bíblia e ter convivido mais com Deus e apenas ficaram se satisfazendo durante anos. Mas este tipo de Igreja sempre vai  estar lotada de pessoas.
Quero mais uma vez ressaltar que não sou, a princípio, (com algumas exceções como funk e similares), contra este tipo de atividade nas Igrejas evangélicas. Sou sim contra a inversão de valores que infelizmente é gritante nestes casos. Podemos como povo de Deus, nos divertir prudentemente e também termos atividades em nosso meio para confraternização de uma forma geral, sempre com critérios bíblicos bem firmados, obviamente.
Porém, essas confraternizações e tudo o mais que venha a partir delas é secundário, o importante, essencial e prioritário é cumprir a missão da Igreja. O culto é para Deus, não para as pessoas, sou  obrigado a repetir. Não temos o direito de encher nossos templos nos utilizando de formas e métodos que não são coerentes com esta missão. Não estamos aqui nessa terra para entreter os perdidos, mas sim apara advertí-los do perigo que correm e pregar-lhes a salvação em Cristo.

A pregação evangélica não é para divertir, é para advertir!

Os nossos templos não são construídos para encontros sociais ou desfiles de talentos! Somos embaixadores de Deus com uma missão a cumprir. Estamos inseridos no plano de Deus como peças atuantes aqui na Terra. Devemos fazer nossa parte ou sofrer as conseqüências de nossa negligência.
Encher os templos não é nossa missão, inventar métodos para isso não é nossa missão, enganar  as pessoas para voltarem a nossos templos não é nossa missão e é pecado inclusive, e por fim agradar as pessoas não é nossa missão.
 Em nenhuma passagem bíblica, encontramos a orientação para enfatizarmos o número de pessoas ou  o crescimento numérico, mas sim todo o contexto bíblico ensina a dar ênfase  à pregação da Palavra de Deus para salvação do perdido, a  edificação do já salvo e a evangelização pessoal dos incrédulos. 
Vamos cumprir nossa parte, deixemos os números para Deus administrar, Ele sabe bem como fazer isso.
“Que  sejamos cheios do Espírito Santo e que nossos templos sejam cheios de pessoas ávidas a ouvir a Deus e levadas por Ele a crer, não por que usamos métodos para atraí-las mas porque  o próprio Deus as atraiu, usando-nos conforme Seus métodos já revelados na Bíblia, desta forma a Igreja estará cheia da Glória de Deus”
 
“... e o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.” (Atos 2: 47b)
 

Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A Verdade Bíblica fere os que teimam em viver na mentira.


 
 
Inicio afirmando:
Não me perturbo com os medrosos, prosseguirei um amante da verdade.
E ainda, aconselho a todos que amam a Deus e Sua Palavra (ressalto que não há como separar uma coisa da outra), que se a verdade a ser dita é aquela que está fundamentada e respaldada pelas Escrituras, diga sem medos ou receios de contrariar esse ou aquele.
Se alguém se ofender com ela, que se ofenda, se alguém lhe achar mal educado, estúpido, grosseiro, etc, que assim continue pensando pois os que não desejam mudar sua vida ou se arrepender e deixar os seus pecados ocultos, sempre encontrarão uma desculpa ou justificativa pra não "encarar a verdade de frente".
Por mais que você seja bem educado e cordial com as pessoas haverão momentos que a franqueza e a sinceridade aliadas a firmeza e a contundência serão necessárias e fundamentais. Abraçar, beijar, dar tapinhas nas costas, falar coisas agradáveis, etc é muito fácil (mesmo muitas vezes não sendo sinceros), mas falar a verdade, ser franco, sincero é pra quem entende a Palavra e realmente ama as pessoas a ponto de "dar a cara a bater" para advertir do erro e do caminho errado que trilham. Isso é amor, o resto é conversa fiada de crentes medrosos e sem conhecimento bíblico.
Não tenha medo de aborrecer a alguém quando está obedecendo a Palavra. Faça a sua parte e, certamente, o Espírito fará a Dele.
Muitas pessoas somente entenderão se forem "chacoalhadas", "impactadas", e mesmo. "feridas" com a verdade para que acordem do seu sono da morte.
Prossiga firme de braços dados com a verdade, a Verdade Bíblica.
Mil vezes ser considerado sem educação, fariseu e "chato" do que ser um omisso e cúmplice do pecado alheio. Seja obediente, sempre, a Palavra.
Até porque a Verdade Bíblica não é o que nós pensamos ou entendemos sobre tudo e todos, mas sim a posição de Deus.
Portanto, fale, pregue, repreenda, ensine, aconselhe e viva a Verdade de Deus em sua vida.
Com relação aos descontentes, melindrosos, omissos e covardes, deixe-os para Aquele que um dia prestarão contas.
É isso..
PrMagdiel G Anselmo.



 
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