quinta-feira, 26 de junho de 2014

ERROU, PECOU, ESTÁ SE SENTINDO A PIOR PESSOA DO MUNDO? CALMA, AINDA HÁ UMA SAÍDA!

                                                                                                                     


Infelizmente vemos muitas pessoas caminhando a passos largos para a sua própria queda. 
E também, infelizmente, notamos que não conseguem perceber que estão se autodestruindo e causando e acrescentando ainda mais e maiores problemas a sua vida.
Mas, podemos alertar e advertir para que em algum momento despertem para o perigo que correm com atitudes e comportamentos que trazem repentina destruição.

Um exemplo bíblico clássico deste tipo de comportamento é o de Pedro no início de sua vida cristã.
Veja o texto a seguir e perceba o primeiro passo que deu para sua própria queda. Passo este que muitos ainda hoje dão.
 
“Simão, Simão, eis que satanás vos reclamou para vós peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. Mas, Jesus lhe disse: Afirmo-te Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante.”
Lucas 22: 31-34.

Veja que mesmo o Senhor Jesus advertindo Pedro para a provação (peneirar) que viria, ele não se importou com isso e assegurou que jamais abandonaria o Mestre. Confiava que suportaria tal situação de pressão e ataque. E mais, que se submeteria até a morte, se fosse necessário. Pedro pensava assim e acreditava que nada conseguiria fazê-lo abandonar o Mestre.
A auto-suficiência o cegava. Ele se achava pronto para o que viesse.
Ainda hoje, tal qual Pedro, muitos crentes pensam que por serem participantes da Igreja de Cristo, de conhecerem a Deus e Sua Palavra e por anos estarem O servindo, estão imunes de pecar e cometer erros.
Confiam que conseguem manter-se em santidade por causa de seu conhecimento, vontade e convicção. São auto-suficientes e crêem que são espiritualmente superiores a maioria dos outros filhos de Deus. Não aceitam conselhos. Pensam que não precisam de ninguém. Pensam que se bastam, que são suficientemente maduros para evitar a queda.
 
A auto-suficiência vaidosa é o primeiro passo que alguém dá para sua própria queda.
 
E por quê?
Porque nós somente conseguimos suportar as tentações e ser aprovados nas provações quando entendemos que é Deus quem nos fortalece e que nos proporciona sabedoria para agir nestes momentos. Não somos auto-suficientes. Dependemos de Deus para tudo. Sem Ele nada podemos fazer. Todo o nosso intelecto, conhecimento, força, influência, carisma, dons e talentos, poder e capacidade não são suficientes para conseguirmos escapar das tentações e dos ardis de satanás. Necessitamos da graça e da misericórdia de Deus. Carecemos de Sua sabedoria e poder. Só com Ele podemos. Só com Ele fazemos o que é certo.
Somente através de uma vida aos pés do Senhor recebemos capacitação para prosseguirmos em nossa caminhada. Ele é quem dirige os nossos passos. A resposta certa dos lábios vem do Senhor.
Mas Pedro continuou caminhando para sua queda. Veja que depois do Senhor Jesus ser preso e de Pedro não poder fazer nada para evitar, ele segue a Jesus, mas de uma maneira diferente da que fazia antes. Veja o texto:
 
“Pedro, seguira-O de longe até o interior do pátio do sumo-sacerdote...”
Marcos 14: 54a.
 
Pedro agora já não seguia Jesus como antes. Já não se atrevia a chegar próximo dele. Seguia de longe. Sem se comprometer mais. Sem se envolver com aquela situação.
O fato da prisão do Mestre tornou-se um grande problema para Pedro. Este fato de grande pressão e aflição ocasionou o seu distanciamento, o seu afastamento. Já não o seguia com proximidade, mas agora com certa distância, de longe...
 
Este é o segundo passo para a queda de Pedro e também para a queda de muitos hoje, o afastamento.
 
Por causa dos problemas muitos de afastam de Jesus e O seguem de longe. Sem se comprometer, sem se envolver, sem desejar ser vistos juntos com o Mestre ou com os que O seguem de perto.
Frequentam esporadicamente as igrejas, às vezes até levam suas Bíblias, mas nada além disso. Sem compromisso, sem envolvimento. Possuem outras prioridades, não tem tempo pra essas coisas.
Justificam este afastamento por variados problemas e relatos que os conduziram a decepção, frustração e até amargura com relação à vida na Igreja. Resolveram então se distanciar e priorizar outras áreas e não mais congregar e comungar com seus irmãos de mesma fé.
Entretanto, esses sentimentos de decepção, frustração e amargura não são exclusivos dos afastados da Igreja. Muitos que continuam congregando regularmente têm a mesma percepção da vida na comunidade cristã. Não estão afastados da Igreja, mas estão afastados na Igreja.
Todos nós sabemos que tanto uma coisa como a outra não é boa. Todo afastamento é ruim, no que diz respeito à vida cristã. A Igreja de Cristo é uma comunidade, uma família, um corpo. E isso nos leva ao conceito de estarmos juntos, de comunhão, confraternização, edificação, participação e interação constantes. Quando há o afastamento, seja físico ou não, esse princípio é quebrado e como conseqüência malefícios diversos ocorrem na vida do crente individualmente e da Igreja coletivamente.
Mas não parou por aí.

“(...) e estava assentado entre os serventuários, aquentando-se ao fogo...”
Marcos 14: 54b.

“E, quando acenderam fogo no meio do pátio, e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles...” Lucas 22: 55.

Esse episódio lembra bem o Salmo 1. Pedro assentou-se a roda de pessoas que não conheciam a Cristo como Pedro conhecera. Não eram seguidores do Mestre. Mas, Pedro lá estava. Afinal, somente desejava se aquecer junto deles.
 
O terceiro passo para a queda de Pedro e de muitos hoje é esse. O comprometimento com o mundo.
 
A proximidade com o pecado e com os que praticam a iniqüidade. O comprometimento nos silencia. A partir do momento que partilhamos dos valores, pensamentos, ações e conselhos do mundo, perdemos a autoridade para falar de Jesus e para desafiá-los a uma vida diferente.
A consequência desses passos veio:

“Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também estava com ele. Mas, Pedro negava, dizendo: Mulher, não o conheço. Pouco depois, vendo-o outro, disse: também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou. E, Tendo passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com ele, porque também é Galileu. Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E, logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente.”
Lucas 22: 56-61.
 
Pedro não percebeu isso. E por isso caiu. Muitos ainda caem hoje.
 
Muitos choram amargamente hoje como Pedro no passado.
 
Certamente, aquele dia para Pedro foi terrível. Aquele choro marcou sua queda.
Muitos choram e sofrem hoje escondidos. Sabem que pecaram, que continuam a pecar. Sabem que estão errados e que precisam mudar de atitude e de vida. Tem grandes feridas na alma porque um dia caíram e essa queda até hoje os faz chorar amargamente. Mas, não sabem como remediar esse mal. Não sabem o que fazer ou falta-lhes coragem para fazê-lo.
No passado andaram com Cristo. Estavam juntos com seus irmãos. Adoravam e louvavam a Deus na congregação. Trabalhavam na obra de Deus. Mas, hoje não conseguem mais fazer isso, não se consideram mais dignos de servir a Deus. Não conseguem nem orar mais...
A auto-suficiência os enganou. O afastamento aos poucos foi lhes deixando insensíveis para as coisas de Deus. O comprometimento com o mundo trouxe-lhes uma falsa ilusão de que tudo estava bem.
Não estava. Não está.
Hoje, sabem que foram passos dados na direção errada. E continuam a chorar...
Mas, entenda. Para que essa situação seja modificada não é necessário dar vários passos como os que foram dados para cair.
 
Somente um passo é necessário na direção certa.
Qual passo? Um passo chamado arrependimento. Em qual direção? Na direção de Jesus.
 
Quando alguém faz isso, assim como na parábola do filho pródigo, Deus vai ao encontro de Seu filho e o abraça com amor e alegria, recebendo-o de volta.
Quando alguém verdadeiramente se arrepende de seus pecados e volta-se para Deus, todo o contexto de dor e sofrimento é transformado em perdão e nova vida.
Deus não olha o fracasso. Deus olha para o coração. E se encontra arrependimento, Deus em sua infinita graça e misericórdia restaura a dignidade dessa pessoa.
 
Deus é especialista em restaurar a dignidade do Homem.
 
O que é arrependimento? Arrependimento implica em admissão de erro, reconhecimento que errou e que necessita do perdão de Deus. Além disso, implica em um desejo de mudar de atitude e não mais cometer o mesmo erro.
Pedro entendeu isso. E quando Jesus ressuscitou e ainda aqui por um tempo encontrou-se com Pedro, a pergunta foi objetiva e incisiva: Pedro, tu me amas?
Pedro entendeu na terceira vez o que significava aquela pergunta e a partir daí os seus pecados e erros foram perdoados e apagados, e agora Jesus lhe diz: Apascenta minhas ovelhas. Isso significa restauração e novas responsabilidades.
Caro amigo leitor, se você se encontra dando passos para sua própria queda, entenda esse texto como uma advertência de Deus pra tua vida. Veja onde errou e acerte o passo e a direção.
Ainda há tempo para que não caia.
Se, porém, já caiu e chora amargamente, Deus lhe aguarda para recebê-lo de volta.
Sei que a queda machuca, fere e envergonha. Mas, é hora de levantar. É hora de trocar a tristeza pela alegria de estar com Cristo. É hora de trocar o choro pelo sorriso.
 
Deus lhe perdoa, Ele é rico em perdoar, e lhe restaura, Ele está sempre pronto a restaurar.
Levante-se em arrependimento. Levante-se pela graça de Deus.
Venha receber o perdão e a restauração de Deus.
Procure uma igreja verdadeiramente evangélica e junte-se a seus irmãos.
Esqueça o passado. Volte-se para Deus e nunca mais deixe de olhar para Jesus, o autor e consumador de nossa fé.
 
 

Há ainda muito por fazer.

Deus o abençoe.
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Uma reflexão sobre a resistência de líderes cristãos ao combate a práticas não bíblicas

O combate a falsos ensinos e práticas deveria ser uma ação e atitude naturais de todo cristão em todos os lugares e em todas as épocas. Faz parte da essência do que é ser cristão e essas atitudes são largamente ensinada nas Escrituras, portanto, devem ser realizadas e cumpridas conforme a Igreja caminha. A verdade é que as heresias percorrem a história da Igreja tentando se infiltrar e destruir a missão dada a ela pelo Seu Deus e Senhor.
Entretanto existem vários tipos de falsos ensinos e práticas não cristãs que devem ser combatidas e a cada dia surgem outras novas. Essa mudança de ação e muitas vezes de roupagem, confunde a alguns e outros são iludidos durante esse combate. Não é incomum alguns combaterem contra o que não é errado e em outras situações não combater o que é errado. 
Esse combate que deveria ser em unidade, ou seja, como Igreja, muitas vezes se vê dividido em guetos e grupos, banhados e permeados pela vaidade da busca pela afirmação de estar sempre certo e o outro sempre errado. Uma bobagem que invade até as mentes de doutores e mestres que servem na Igreja de Cristo. E não raras vezes, o combate principal as heresias e práticas não cristãs é esquecido e desprezado e novos combates, muitas vezes até mais mortais, se dá entre irmãos que deveriam estar juntos pela mesma causa e propósitos.
Em meus anos de ministério pastoral, como professor e teólogo tenho visto muito disso ocorrer e destruir amizades que poderiam ser construtivas e úteis ao Reino de Deus. 
Mas além das heresias e práticas nada cristãs existem também os excessos e equívocos que da mesma forma, devem ser combatidos e extinguidos da vida da Igreja pois se assim não for, corremos o risco de perder o foco e a missão dada a nós por Deus.
Aqui faço um alerta pois todo excesso ou equívoco se não for combatido devidamente produzirá em breve futuro, heresias e práticas nocivas à Igreja.
Umas das razões dessas rupturas e inimizades acontecem quando se argumenta biblicamente e em contrário ao que crêem com relação a algumas atitudes e doutrinas chamadas de pentecostais. 

Aqui vale uma observação: "Mesmo sendo crente tradicional e reformado respeito e muito meus irmãos pentecostais, mas não posso deixar de apontar o que entendo ser um equívocos ou excessos ocorridos dentro de igrejas pentecostais (não de neo pentecostais que aqui pelo menos existe a unidade tanto de tradicionais como de pentecostais de que cometem absurdos). Nessa linha seguem algumas questões como o "batismo com Espírito Santo" (que ressalto que a nomenclatura, o termo usado (batismo) é o principal problema aqui e não propriamente as experiências pessoais com o Espírito Santo que um crente tenha. Escrevi várias postagens sobre isso aqui em meu blog), "as revelações extra bíblicas ou se preferir, as profecias extra bíblicas ou particulares", o uso desequilibrado de certos dons espirituais como o "dom de línguas", a tal "liberdade no Espírito" criadora das diversas "unções de animais, bichos, etc..." que de Espírito nada tem e transforma e diria, transtorna cultos cristãos. E só menciono algumas aqui."

Alertar para desvios ou incentivar uma análise mais criteriosa e bíblica sobre essas questões não deveria afastar irmãos, mas infelizmente, afasta.
Ouso enumerar algumas razões desse afastamento:

a) A má vontade em ouvir

A desunião ou o afastamento se dá muito mais pela indisposição e má vontade em compreender as razões que levaram um irmão a crer diferente do que propriamente nas questões doutrinárias. Logo se ergue um muro de defesa onde não há existe possibilidade de diálogo ou exposição. Não há portas para o amor e a comunicação. Triste e lamentável pois divergências nesses aspectos, que julgo secundários, não deveriam afastar irmãos e muito menos líderes cristãos. E mais, quando se combate esses excessos e equívocos, logo afirmam que estamos provocando divisões e temos o que é secundário como primário. 
Ora, afirmar o que se crê em questões não essenciais, não deveria trazer inimizades e causar melindres dentro da irmandade cristã. Devemos entender que existirão pessoas que pensarão diferente de nós sobre esses temas e devemos respeitar isso.
Devemos ouvir os argumentos antes de rejeitá-los. É o mínimo que se espera de um irmão em Cristo.
Temos que deixar os melindres de lado e buscar compreender nossos irmãos, sejam eles tradicionais, reformados ou pentecostais e a partir dessa premissa, entender os argumentos contrários, e mesmo não os aceitando, respeitá-los, pois como já observei, são coisas secundárias que não deveriam estar a gastar muito de nosso tempo, seja em pensamentos, conversas e diria, em provocações e indiretas feitas muitas vezes de forma covarde e sorrateira aqui pela internet.
Não é assim que cristãos agem.
Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.
Tiago 1:19-20

b) A insegurança em permitir que os liderados pensem

A atitude equivocada e insegura de defender uma idéia ou conceito para alguém que antes não conhece "os dois lados da moeda" é uma forma de ditadura que prende e oprime as pessoas proibindo-as de analisar, raciocinar e discernir sobre as diversas linhas teológicas existentes sobre a mesma questão.
Essa estratégia é largamente utilizada por ditadores e sistemas de governo opressores e autoritários. O que vale é o que é informado e propagado pelo sistema e as pessoas ali estão proibidas de conhecer o “lado de fora da cerca”.
Isso demonstra insegurança e mesmo dúvidas. Será que o líder tem convicção mesmo do que ensina, ou tem dúvidas de suas certezas?
E já que são pontos secundários, e o são, por que o medo? por que a aversão? por que a insegurança? por que a tendência de não permitir a tal liberdade que tanto defende? 
São paradoxos interessantes a se refletir não acha?
Somente para ilustrar, tenho por costume quando ensino teologia especificamente em Teologia Sistemática e mais especificamente ainda, na questão da doutrina do Espírito Santo (Pneumatologia) de mostrar as principais linhas existentes e deixar o aluno tomar partido daquela que entende ser a mais correta biblicamente. Quando ensino sobre isso na Igreja que pastoreio digo qual a linha que a Igreja segue e deixo as pessoas entenderem e aceitar ou não, ficando ali ou procurando uma outra igreja para congregar onde seguirá aquilo que entende ser o correto nessas questões secundárias.
Não podo as pessoas, não as prendo em um curral. Deixo-as pensar.
Isso é liberdade cristã, o resto é conversa fiada.
Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor...
Isaías 1:18

c) A busca pelo debate ou quem sabe até, a contenda.

É interessante e diria intrigante, que muitos mestres pentecostais que abominam o tal debate sobre essas questões não param de falar e escrever sobre elas. Ora, faça o que diz para os outros fazerem. Seja coerente. Não seja rabugento ou procure discussões inúteis. Mesmo em divergências podemos ter uma postura cristã.
Eu pessoalmente não aprecio debater sobre certas questões, mas também não fujo de propagar o que creio, mesmo nessas questões secundárias. Aqui no blog trabalho várias dessas questões, mas sempre com respeito, educação e bom senso. Não sou perfeito, mas penso que devemos agir assim.
E não tenho medo ou receio de alguém da igreja que sou pastor venha a pensar diferente de mim nessas questões e decida congregar em outra igreja.
Não considero isso divisão ou rebeldia, considero isso normal na vida e na história da Igreja. Rebeldia seria ficar e causar transtornos tentando alastrar o seu pensamento como o certo e dos demais como errado. Aí poderiam haver divisões e contendas.
Negar o fato de divergências em questões secundárias é negar a própria Bíblia onde narra e registra discordâncias entre irmãos em pontos não essenciais, mas que no final das contas decidiam juntos, sempre com respeito e amor cristão (Leia Atos e encontrará o que afirmo).
Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;...
1 Timóteo 3:2-3

d) A estratégia do pastor "paz e amor"

Alguns pastores e líderes cristãos usam uma estratégia muito usada na política ou melhor, na politicagem secular para arrebanhar e assegurar que as pessoas não saiam de seus currais para conhecer a grandeza do pasto que o Senhor lhes oferece. 
Eles se transformam em pastores "paz e amor", ou seja, não falam ou ensinam nada que possa magoar ou incomodar os membros das igrejas que pastoreia.  E mais, sendo assim, eles também não acreditarão em nada que outros pastores de igrejas que seguem outras linhas teológicas. Fazem de tudo para serem considerados como "paizões" enganando as pessoas e não deixando que elas vejam além dos currais de sua denominação.
A realidade é que se trata de um amor com interesse e não um amor cristão genuíno. A intenção é exclusivista e egoísta e busca prender as pessoas e não amá-las.
Isso não é apascentar o rebanho de Cristo, isso é enganar o povo de Deus.
O combate então aos excessos e equívocos é deixado de lado em prol do tal amor paternal. 
Mas que pai é esse que não permite que seus filhos cresçam? 

Detalhando mais alguns excessos e equívocos, entendo que na sua grande maioria se concentram na forma como alguns cristãos entendem o que é adoração e/ou culto cristãos. 

a) Excessos na Adoração:
Alguns aqui diriam como posso averiguar ou medir o que é um excesso na adoração. Ora, respondo que realmente não posso, mas a Palavra de Deus pode e assim o faz. 
Existem várias formas de adoração com expressões físicas registradas na Bíblia (principalmente no AT) que devem pautar e guiar a nossa adoração a Deus seja congregacional ou individual. Temos um série de exemplos e ensinamentos sobre essa questão na Bíblia, na história da Igreja e também muita gente boa e cristã que já escreveu sobre isso como Russel Shedd, Sproul, Stott e outros (se quiser posso mencionar até mais de 10 autores aqui...).
Mas eu desafio alguém a me mostrar algum registro ou ensino acerca da adoração ou culto como vemos em certos locais, por ex: ficar girando, piruetas, rodopiando, sapateando, imitando animais, uivando, empurrando um ao outro (atitudes que são muito comuns em reuniões espíritas e cultos de religiões africanas), andando como se tivesse quatro patas, se vestindo de avental branco, emitindo sons e urros como animais e outras práticas sem vínculo algum com o texto bíblico.
E mais, estamos na era das "unções". Cria-se unções de todos os tipos e para todos os gostos, até passar a unção de um para o outro já inventaram (até a unção das vassouras, unção do aviãozinho, etc, vejam vocês...)
Estes excessos devem ser combatidos e expulsos da Igreja de Cristo.

b) A confusão entre emoções e emocionalismos
Alguns mestres e doutores pentecostais (digo alguns porque existe muita gente boa e com discernimento no meio pentecostal), diriam aqui que não podemos excluir as emoções das pessoas, pois assim ficariam reprimidas e doentes. Argumento que novamente há uma confusão aqui. Não se podem confundir emoções com emocionalismos.
Emoções todos nós temos e isso é bom.

Já o emocionalismo é o descontrole dessas emoções de tal forma que nos tornamos pessoas descontroladas, histéricas e irracionais. Mas vão adiante estes que não suportam serem contrariados, afirmam que não podemos afirmar que essas manifestações ou experiências não provenham de Deus. Como assim pergunto? Como pode um crente sério, responsável e temente a Deus entender que esses absurdos tem origem em Deus? Onde encontram respaldo escriturístico para tais afirmações? 

E para encerrar, há uma falácia propagada por alguns ao defender a unidade e amor cristãos. Dizem esses que essa unidade e amor se dão pela concessão que fazemos em certos casos em prol de um falso equilíbrio.
Ora, a aparente harmonia não é sinal de unidade cristã ou de expressão do amor, a unidade e amor cristão são marcados e autenticados pela fidelidade e lealdade à Palavra de Deus. O equilíbrio revelado nas Escrituras não acontece porque somos complacentes com o erro, mas sim pelo trabalhar do Espírito em nossa vida (Fruto do Espírito) nos santificando dia-a-dia pela e através da Palavra.
Essa é a verdade bíblica e nem uma tentativa frustrada de compêndio ou argumento "teológico" conseguirá mudar isso.




Que Deus nos ilumine para entender que somos um só povo e não vários.
Que Deus nos ilumine para entender que as ovelhas aos nossos cuidados não são nossas, mas de Jesus Cristo.
Façamos o trabalho de apascentar esse rebanho, não de aprisioná-los em nossas teimosias, melindres, interesses pessoais e escusos.

Deus, por misericórdia, nos abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.



domingo, 22 de junho de 2014

Sobre Festas Juninas

A festa celebra o nascimento de João Batista, que virou um dos santos católicos. É realizada no dia 24 de junho com base no fato que João Batista havia nascido seis meses antes de Jesus (Lc 1:26,36). Se o nascimento de Jesus (Natal) é celebrado em 25 de dezembro, então o de João Batista é celebrado seis meses antes, em 24 de junho. É claro que estas datas são convenções, apenas, pois não sabemos ao certo a data do nascimento do Senhor.

A origem das fogueiras nas celebrações deste dia é obscura. Parece que vem do costume pagão de adorar seus deuses com fogueiras. Os druidas britânicos, segundo consta, adoravam Baal com fogos de artifício. Depois a Igreja Católica inventou a história que Isabel acendeu uma fogueira para avisar Maria que João tinha nascido. Outra lenda é que na comemoração deste dia, fogueiras espontâneas surgiram no alto dos montes.

Já a quadrilha tem origem francesa, sendo uma dança da elite daquele país, que só prosperou no Brasil rural. Daí a ligação com as roupas caipiras. Por motivos obscuros acabou fazendo parte das festividades de São João.

Fazem parte ainda das celebrações no Brasil (é bom lembrar que estas festas também são celebradas em alguns países da Europa) as comidas de milho – provavelmente associadas com a quadrilha que vem do interior – as famosas balas de “Cosme e Damião.” São realizadas missas e procissões, muitas rezas e pedidos feitos a São João. As comidas são oferecidas a ele.

Se estas festividades tivessem somente um caráter religioso e fossem celebradas dentro das igrejas como se fossem parte das atividades dos católicos, não haveria qualquer dúvida quanto à pergunta, “pode um evangélico participar?” Acontece que as festas juninas foram absorvidas em grande parte pela cultura brasileira de maneira que em muitos lugares já perdeu o caráter de festa religiosa. Para muitos, é apenas uma festa onde acendem-se fogueiras, come-se milho preparado de diferentes maneiras e soltam-se fogos de artifício, sem menção do santo, e sem orações ou rezas feitas a ele.

Paulo enfrentou um caso semelhante na igreja de Corinto. Havia festivais pagãos oferecidos aos deuses nos templos da cidade. Eram os crentes livres para participar e comer carne que havia sido oferecida aos ídolos? A resposta de Paulo foi tríplice:
  • O crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto e portanto, idolatria (1Cor 10:19-23). Na mesma linha, eu creio que os crentes não devem ir às igrejas católicas ou a qualquer outro lugar onde haverá oração, rezas, missas e invocação do São João, pois isto implicaria em culto idólatra e falso.
  • Paulo disse ainda que o crente poderia aceitar o convite de um amigo pagão e comer carne na casa dele, mesmo com o risco de que esta carne tivesse sido oferecida aos ídolos. Se, todavia, houvesse alguém presente ali que se escandalizasse, o crente não deveria comer (1Cor 10:27-31). Fazendo uma aplicação para nosso caso, se convidado para ir a casa de um amigo católico neste dia para comer milho, etc., ele poderia ir, desde que não houvesse atos religiosos e desde que ninguém ali ficasse escandalizado.
  • E por fim, Paulo diz que o crente pode comer de tudo que se vende no mercado sem perguntar nada. A exceção é causar escândalo (1Cor 10:25-26). Aplicando para nosso caso, não vejo problema em o crente comer milho, pamonha, mungunzá, etc. neste dia e estar presente em festas juninas onde não há qualquer vínculo religioso, desde que não vá provocar escândalos e controvérsias. Se Paulo permitiu que os crentes comessem carne que possivelmente vieram dos templos pagãos para os açougues, desde que não fosse em ambiente de culto, creio que podemos fazer o mesmo, ressalvado o amor que nos levaria à abstinência em favor dos que se escandalizariam.
Segue abaixo parte de um livro meu onde abordo com mais detalhes o que Paulo ensinou aos coríntios em casos envolvendo a liberdade cristã.

O CULTO ESPIRITUAL, Augustus Nicodemus Lopes. Cultura Cristã, 2012.

“A situação de Corinto era diferente. O problema lá não era o mesmo tratado no concílio de Jerusalém. O problema não era os escrúpulos de judeus cristãos ofendidos pela atitude liberal de crentes gentios quanto à comida oferecida aos ídolos. Portanto, a solução de Jerusalém não servia para Corinto. É provavelmente por esse motivo que o apóstolo não invoca o decreto de Jerusalém.[1] Antes, procura responder às questões que preocupavam os coríntios de acordo com o princípio fundamental de que só há um Deus vivo e verdadeiro, o qual fez todas as coisas; que o ídolo nada é nesse mundo; e que fora do ambiente do culto pagão, somos livres para comer até mesmo coisas que ali foram sacrificadas.

1. A primeira pergunta dos coríntios havia sido: era lícito participar de um festival religioso num templo pagão e ali comer a carne dos animais sacrificados aos deuses? Não, responde Paulo. Isso significaria participar diretamente no culto aos demônios onde o animal foi sacrificado (1 Co 10.16-24). Paulo havia dito que os deuses dos pagãos eram imaginários (1 Co 10.19). Por outro lado, ele afirma que aquilo que é sacrificado nos altares pagãos é oferecido, na verdade, aos demônios e não a Deus (10.20). Paulo não está dizendo que os gentios conscientemente ofereciam seus sacrifícios aos demônios. Obviamente, eles pensavam que estavam servindo aos deuses, e nunca a espíritos malignos e impuros. Entretanto, ao fim das contas, seu culto era culto aos demônios. [2] Paulo está aqui refletindo o ensino bíblico do Antigo Testamento quanto ao culto dos gentios:
 Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus... (Dt 32.17)
...pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios (Sl 106.37).
 O princípio fundamental é que o homem não regenerado, ao quebrar as leis de Deus, mesmo não tendo a intenção de servir a Satanás, acaba obedecendo ao adversário de Deus e fazendo sua vontade. Satanás é o príncipe desse mundo. Portanto, cada pecado é um tributo em sua honra. Ao recusar-se a adorar ao único Deus verdadeiro (cf. Rm 1.18-25), o homem acaba por curvar-se diante de Satanás e de seus anjos.[3] Para Paulo, participar nos festivais pagãos acabava por ser um culto aos demônios. Por esse motivo, responde que um cristão não deveria comer carne no templo do ídolo. Isso eqüivaleria a participar da mesa dos demônios, o que provocaria ciúmes e zelo da parte de Deus (1 Co 10.21-22). Paulo deseja deixar claro para os coríntios “fortes”, que não tinham qualquer intenção de manter comunhão com os demônios, que era a atitude deles em participar nos festivais do templo que contava ao final. Era a força do ato em si que acabaria por estabelecer comunhão com os demônios.[4]

2. Era lícito comer carne comprada no mercado público? Sim, responde Paulo. Compre e coma, sem nada perguntar (1 Co 10.25). A carne já não está no ambiente de culto pagão. Não mantém nenhuma relação especial com os demônios, depois que saiu de lá. Está “limpa” e pode ser consumida.

3. Era lícito comer carne na casa de um amigo idólatra? Sim e não, responde Paulo. Sim, caso não haja, entre os convidados, algum crente “fraco” que alerte sobre a procedência da carne (1 Co 10.27). Não, quando isso ocorrer (1 Co 10.28-30).

O ponto que desejo destacar é que para o apóstolo Paulo a carne que havia sido sacrificada aos demônios no templo pagão perdia a “contaminação espiritual” depois que saia do ambiente de culto. Era carne, como qualquer outra. É verdade que ele condenou a atitude dos “fortes” que estavam comendo, no próprio templo, a carne sacrificada aos demônios. Mas isso foi porque comer a carne ali era parte do culto prestado aos demônios, assim como comer o pão e beber o vinho na Ceia é parte de nosso culto a Deus. Uma vez encerrado o culto, o pão é pão e o vinho é vinho. Aliás, continuaram a ser pão e vinho, antes, durante e depois. A mesma coisa ocorre com as carnes de animais oferecidas aos ídolos. E o que é verdade acerca da carne, é também verdade acerca de fetiches, roupas, amuletos, estátuas e objetos consagrados aos deuses pagãos. Como disse Calvino,
Alguma dúvida pode surgir se as criaturas de Deus se tornam impuras ao serem usadas pelos incrédulos em sacrifícios. Paulo nega tal conceito, porque o senhorio e possessão de toda terra permanecem nas mãos de Deus. Mas, pelo seu poder, o Senhor sustenta as coisas que tem em suas mãos, e, por causa disto, ele as santifica. Por isso, tudo que os filhos de Deus usam é limpo, visto que o tomam das mãos de Deus, e de nenhuma outra fonte.[5]


[1] Note que Paulo não teve qualquer problema em anunciar o decreto em Antioquia, o que produziu muito conforto entre os irmãos (At 15.30-31).
[2] Não somente Paulo, mas os cristãos em geral tinham esse conceito. João escreveu: “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar” (Ap 9.20).
[3] Cf. Charles Hodge, A Commentary on 1 & 2 Corinthians (Carlisle, PA: Banner of Truth, 1857; reimpressão 1978) 193.
[4] Hodge (1 & 2 Corinthians, 194) chama a nossa atenção para o fato de que o mesmo princípio se aplica hoje aos missionários que, por força da “contextualização”, acabam por participar nos festivais pagãos dos povos. Semelhantemente, os protestantes que participam da Missa católica, mesmo não tendo intenção de adorar a hóstia, acabam cometendo esse pecado, ao se curvar diante dela.
[5] João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, em Comentário à Sagrada Escritura, trad. Valter G. Martins (São Paulo: Paracletos, 1996) 320.
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terça-feira, 3 de junho de 2014

A "unção das vassouras". Só faltava essa...

É isso mesmo caro leitor.

Eu pensei que já tinha visto tudo em matéria de práticas sem fundamento ou base bíblica nas igrejas, mas essa conseguiu me surpreender. A "unção das vassouras" feita em uma dita "campanha" para limpar a vida dos participantes é uma dessas práticas que entristecem os cristãos fiéis a Deus e somente atrapalham o verdadeiro serviço prestado ao Senhor.
Como pode alguém se chamar "homem de Deus" e inventar essa bobagem e ainda usar o nome de Deus para isso? Como pode uma pessoa seguir esses ensinamentos e se dar a esse papel ridículo? 
Por que não pregar a Palavra como ela é sem essas invencionices inúteis?
Por isso que sempre digo que uma "igreja lotada de pessoas" não significa que está "cheia de Deus". 
Lamentável. Fico indignado com esse tipo de coisa. 

O texto bíblico de Mateus 14:11 tem tudo a ver com essa prática: "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos."





Diante desses absurdos e da realidade de nossos dias é mister que reafirmemos nossas convicções cristãs e bíblicas:

1. Bíblia, a Palavra de Deus.

A Bíblia é a autoridade máxima para todos os cristãos, é o prumo, é a bússola para que possamos estabelecer a partir dela o norte, a direção, para nossa vida e para todo o nosso sistema eclesiástico e doutrinário.
A Bíblia é a Palavra de Deus.
Portanto, tudo deve ser analisado por essa Palavra, tudo deve passar pelo crivo das Escrituras. Todas as filosofias, ideologias, conceitos, concepções e práticas devem estar alinhadas com a Bíblia, se não for assim, estamos dispensados e livres para não segui-las e obedecê-las.
A Bíblia é a única regra de fé e prática do cristão.
Portanto, seja cristão, seja bíblico. Siga a Bíblia e não se iluda com ensinamentos e práticas desvinculadas da Palavra. Seja fiel a Palavra de Deus.
Certamente, Deus se alegrará de sua vida e te dará paz.


"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." 2 Timóteo 3:16,17.


2. O cristão autêntico é um estudioso da Palavra.


Um verdadeiro cristão não se contenta com o que já sabe. Sempre está disposto a conhecer mais a Deus e Sua Palavra. Tem todo cuidado em não errar, não pecar e não ensinar a outros heresias e ensinos desvinculados da Palavra de Deus . Por e para isso, é um dedicado estudante da Bíblia e um adepto da oração diária e disciplinada. Lé, memoriza, pesquisa e estuda a Bíblia. 
Além disso, está pronto a ler livros de irmãos sérios e comprometidos com a Palavra, quando pode, faz cursos bíblicos e teológicos para o ajudar nessa tarefa.
Um verdadeiro cristão leva a sério a recomendação bíblica: "conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor". 
Um verdadeiro cristão entende realmente o que é ser discípulo de Cristo.


"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noitePois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha." Salmos 1: 1-4

3. Os cristãos autênticos devem ensinar a Palavra e confrontar o erro.

Aqueles que conhecem a Palavra de Deus devem advertir para o erro e confrontar o pecado para que a restauração venha a Igreja.
Mas, muitas vezes a omissão da verdade é maior que o desejo de restauração. E para que o irmão não fique contrariado e não afete a “unidade e comunhão da Igreja” não se fala a verdade e se esconde atrás da cortina da covardia e da superficialidade espiritual.
E, sendo assim, mais e mais crentes são ensinados a seguir princípios não bíblicos, a viver segundo valores mundanos e como que levados pelo vento vivem a perambular pela vida sem a orientação e direção de Deus. E o pior, ficam a mercê das heresias tão propagadas em nossos dias e das práticas desvinculadas da Palavra. 
Sofrem mais do que deveriam sofrer e dão a falsa impressão ao mundo que o Cristianismo é só mais uma religião dentre tantas e que o Evangelho não traz equilíbrio e muito menos tranquilidade permanentes (além obviamente, da salvação).
Precisamos levar a sério a Palavra e formar líderes e educadores cristãos responsáveis e tementes à Palavra de Deus. 


"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." Amém. Mateus 28: 19,20


"A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração."
Colossenses 3:16

4. Palavra de Deus. Poderosa, real e atual.

"Esses homens são como pedras submersas, em vossas festas de fraternidade, a participar delas sem o devido respeito e apascentar a si mesmos; são nuvens sem água, impelidas pelos ventos; árvores desfolhadas e sem fruto, duplamente mortas, arrancadas pela raiz; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais está reservada a negridão das trevas, para além da era. 
Quanto a vós, amados, lembrai-vos das palavras dantes proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, a andar de conformidade com seus desejos de ímpios. São esses os que dividem a si mesmos, são os que são alma e não têm espírito. Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé tão santa, orando em Santo Espírito, guardai-vos no amor de Deus, na expectativa da misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. E de alguns haveis de compadecer-vos, fazendo a devida distinção. A alguns, em temor, haveis de salvar, arrebatando-os do fogo, detestando até a roupa contaminada pela carne. Ora, àquele que é poderoso para guardar-vos de tropeços, e para vos apresentar, com regozijo, imaculados perante a sua glória, ao Deus único e sábio, nosso Salvador, glória, majestade, poder e soberania, agora e por todas as eras. Amém!"
Judas 12-23

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência.

Conclusão:
Somente pela Palavra combateremos os falsos ensinos e as práticas absurdas que vêmos em muitos locais chamados de "igrejas evangélicas". 

Proteger o rebanho dessas artimanhas de satanás faz parte do dever e ofício pastoral, mas também da vida de todo cristão que conhece e anda com Deus.
Façamos a obra de Deus !

Pr. Magdiel G Anselmo.
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