sexta-feira, 25 de abril de 2014

Em busca da maturidade cristã



Texto base: 2 Pedro 3:18
Existem crentes que tem muitos anos de vida cristã mas continuam agindo como crianças espirituais. Por que isso? Como isso pode ser?

Para analisar essa questão vamos primeiro fazer uma comparação entre crianças (literalmente falando) e crianças do ponto de vista espiritual (crentes infantis). 

1. Atitudes e características de crianças
a) A criança pergunta muito, mas nem sempre tem paciência em ouvir a resposta.
b) Na maioria das vezes é muito egoísta (tudo é "eu", "meu"...), principalmente se for mimado pelos que deveriam ensina-la corretamente.
c) A criança ama brincar e na maioria das vezes fora de hora.
d) Costuma dormir muito e em qualquer lugar.
e) Gosta muito de guloseimas, doces... enfim, alimentos que tem um sabor bom mas nem sempre alimentam de verdade (diria que nunca). O doce pode até engordar mas jamais alimentar corretamente.
f) A criança se magoa facilmente e fica "de bico".
g) A maioria das crianças acredita fielmente em quem elas gostam. Não importando o que digam, acreditam sem pestanejar. (é aí que mora o perigo muitas vezes pois podem ser facilmente manipuladas)
h) A criança não gosta de disciplina.
i) Geralmente gosta de bagunça, de festa, de barulho...
j) Costuma exagerar nas coisas, é fantasiosa...
k) Geralmente não sabe porque acredita em algo, simplesmente acredita, mas não tem firmeza nessas opiniões quando tem que argumentar sobre elas.
l) Geralmente é muito mais fraca que os adultos.
m) Não entende coisas mais complexas que exijam poder de reflexão ou de discernimento (ora, ela ainda é uma criança...)

Fazendo um paralelo...

Veja que todas essas características ou atitudes de crianças podem ser facilmente relacionadas com "crianças espirituais", ou seja, com os novos na fé, e isso é normal.
Todos os crentes ou são ou já foram assim. Não existem problemas com relação a isso.
Mas imagine uma criança que não cresça nunca, que fique criança e mais, que goste de assim permanecer?
Aqui que se instaura o grande problema. Quando essas crianças não crescem, não amadurecem. Aí podemos perceber um processo patológico, ou seja, uma enfermidade espiritual que pode se tornar um mal ainda maior se não for tratada adequadamente.
O que fazer então? 

Qual o tratamento adequada para crentes crianças que não crescem nunca?

2. Tratamento: 

a) Alimentação Bíblica (2 Timóteo 3:16,17; Jeremias 15:16)
  • Leitura diária
  • Meditação (devocional diário)
  • Memorização de textos chave
  • Estudo bíblico de temas doutrinários
b) Oração (1 Tess. 5:17)
  • Vida de oração diária
  • Aprender a orar
c) Ação (Tiago 1:22)
  • Exercício, prática. (praticar o que aprende no cotidiano)
Aplicando o tratamento surgirão consequências nítidas, como as seguintes:

3. Algumas consequências advindas na vida de um crente que cresce espiritualmente

a) Ama a Deus e as pessoas indistintamente
b) Perdoa as pessoas que as prejudica
c) Busca compreender as limitações das demais pessoas e enfatiza as qualidades, as virtudes.
d) Busca a paz entre as pessoas (é um pacificador) Tiago 4:11; Pv. 11:13.
e) Possui discernimento espiritual (sabe distinguir o certo do errado). Vê além, não é precipitado.
f) Busca sabedoria em Deus para viver.
g) Estuda a Bíblia (geralmente é um frequentador assíduo das EBD's e estudos bíblicos) Tiago 1:5; Pv. 16:20.
h) Aplica a mansidão no que fala e no que faz (não age movido por emoções ou sentimentos) Tiago 1:20
i) É feliz com o que Deus lhe proporciona na vida.
j) Busca ter paciência com as demais pessoas.
k) Tem domínio próprio (equilíbrio)
e outras...

Conclusão e aplicação
Portanto, todos nós temos que crescer espiritualmente. Não podemos ficar sempre como crianças.
Ser criança faz parte da vida cristã, mas não é a sua totalidade.
Cresça, amadureça... essa é a vontade de Deus para sua vida.

"Antescrescei na Graça e no Conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno." 2 Pedro 3: 18

Pr. Magdiel G Anselmo.

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