sexta-feira, 7 de março de 2014

A fé em Cristo nos liberta, mas também nos escraviza.



Já algum tempo muitos cristãos confundem a liberdade no Espírito Santo com total ausência de orientações bíblicas com relação ao pensar, ensinar e, consequentemente ao viver como discípulo e servo de Cristo. A liberdade que temos é aquela já nos revelada pela Palavra, ou seja, TUDO nos é lícito, mas NEM TUDO convém (é bom), NEM TUDO edifica (constrói).

Isso em todas as áreas (relacionamentos, ministérios, culto, adoração, administração eclesiástica, ensino, profissional, familiar, etc...).

Essa conversa de que posso fazer tudo, depois peço perdão e Deus perdoa ou de que o que importa é a minha satisfação e minhas emoções, são pensamentos malignos, por isso, destituídos da sabedoria divina, conhecimento bíblico e temor a Deus. Seguir a Cristo é também servir a Cristo.
Portanto, não entendamos liberdade cristã com ausência de critérios ou normas bíblicas que devem pautar e direcionar nossa vida. Na verdade, a liberdade cristã está alicerçada na escravidão a Cristo. Não há verdadeiro discipulado se não houver obediência. Não há vida cristã genuína sem o cumprimento das orientações, mandamentos e orientações bíblicas. Não houve verdadeira transformação se não há mudança de pensamento (princípios, valores, conceitos...) e de atitudes (frutos, ação).
Não confundamos o verdadeiro Cristianismo com as religiões existentes pelo mundo afora. Cristianismo do ponto de vista bíblico teológico, não é uma religião, é mudança de vida efetuada milagrosamente por Deus. Essa mudança revela real transformação e não somente afirmação pública. Essa mudança tem como consequência a obediência, fidelidade, lealdade e a submissão a Cristo e Sua Palavra (escravidão). Como bem nos ensinou nosso Senhor, a cruz é leve, mas existe uma cruz a carregar.
Não confundamos o amor de Deus com a ausência de Sua Justiça. O amor e a Justiça de Deus andam de braços dados. Não confundamos "ser crente" com "estar crente". A tentativa de "brincar" ou escarnecer de Deus traz consequências terríveis para aquele que assim procede. Não confundamos o Cristianismo com uma brincadeira de faz de conta.
Muitas vezes vejo o seguinte slogan: "Servos, porém livres". Está correto porém há uma ênfase exagerada a primeira parte e quase a incredulidade a segunda. As duas coisas são verdadeiras, liberdade e escravidão (um aparente paradoxo bíblico) 
Essa é a verdade bíblica.
Somos livres e também somos escravos, somos filhos e também somos servos. Um paradoxo aparente que somente os que foram alcançados pela Graça de Deus, e portanto, conhecem o significado e o sentido da verdadeira liberdade cristã, entendem, aceitam, se alegram com isso e assim vivem.

"Paulo, servo (escravo) de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o Evangelho de Deus.
Romanos 1:1

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Gálatas 2:20.

“O cristão vive não em si mesmo, mas em Cristo e no próximo. De outro modo, ele não será um cristão.” M. Lutero.



Pr. Magdiel G Anselmo.
Salvo por Cristo, filho de Deus, liberto do pecado, mas também escravo de Cristo.  

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