segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ser agradável ou confiável? Eis a questão.

Alguém me disse que eu deveria tomar mais cuidado com as palavras e ser mais agradável ao pregar e ensinar para não "perder" as pessoas que congregam comigo ou que me ouvem ou leem minhas postagens, artigos e livros. Que eu deveria fazer concessões e "entender" que as pessoas já estão tão feridas que quando vão a igreja desejam ser confortadas e ouvir palavras que as "levantarão" e não que estão erradas em suas concepções ou filosofias de vida. 
Ainda me disseram que se eu não fosse mais flexível e "brando", muitos deixariam a igreja que pastoreio e migrariam para outras onde não se "pega tanto no pé". Onde não se valoriza tanto uma vida piedosa mas sim uma vida mais "light". Igrejas (se é que podemos chamar esses locais de igrejas), onde seus pastores estão muito mais preocupados em agradar e acalentar as pessoas do que "mexer" com coisas desagradáveis e constrangedoras como por exemplo: vida dupla, mentiras, vícios como cigarro e bebidas alcoólicas, vida desregrada (sem casar mas vivendo juntos, namoros nada cristãos, palavreado torpe, criação de filhos sem critérios bíblicos, rebeldia contra autoridades, etc...). 
E ainda me aconselharam a rever minha forma de pastorear pois os tempos mudaram e as pessoas não desejam mais ser confrontadas em seus erros, mas confortadas em seus egos. Igreja, segundo esses meus "conselheiros" é para se "sentir bem" e não para ficar estressado ou irritado e o pastor deve obrigatoriamente fazer com que as pessoas se "sintam bem" na igreja.
Ouvi com atenção (e muita paciência) cada palavra, pensei e refleti sobre isso e cheguei a conclusão que eu realmente estava errado em minha forma de pastorear.
Eu deveria pregar e ensinar ainda com maior veemência e firmeza pois ainda existiam e existem pessoas como essas que não entenderam o básico. 
Decidi depois de orar e meditar, pôr em prática uma nova metodologia de série de pregações e ensinos. Iniciei então novamente mas com muito mais profundidade, a pregação e ensino sobre as doutrinas bíblicas (incluindo o Inferno), sobre as cartas paulinas e sobre o caráter de um cristão. Após isso sobre o Fruto do Espírito e as obras da carne e por fim, sobre o destino dos desobedientes, infiéis e rebeldes. Ao final, estarei orando para que Deus me oriente para a próxima série.
Além disso, decidi então postar uma série aqui no blog com doutrinas fundamentais da fé cristã, alimento sólido e não apenas migalhas ou "palhas" como vemos em grande parte sendo disseminado e propagado pela internet. Postagens que levam muito mais em consideração o conceito de "politicamente correto" do que propriamente as Escrituras Sagradas. Pessoas que desejam "estar e ficar bem com todos", independente da crença, religião, postura, práticas ou comportamento. São adeptos da filosofia da "boa vizinhança" e aplicam-na no âmbito teológico e eclesiástico com a maior "cara lavada".
Nessa onda pós moderna tal qual de um tsunami surfam os liberais, os universalistas, deístas e todos os sem temor e tremor de Deus. 
Esses surfistas pós modernos relativizam tudo e negam o absoluto, fazendo tudo subjetivo e superficial. Militam contra si próprios pois acabam por criar uma filosofia ou conceito absoluto, indo na contra mão de suas próprias pressuposições iniciais. São sonhadores alucinados, hereges discípulos do próprio umbigo e vaidade.
Entretanto, mesmo com seus claros equívocos, conseguem contaminar muitos, como é o caso de meus "mui amados conselheiros".

Mas reafirmo, que mesmo vivendo em meio a essa triste realidade não cansarei e nem desanimarei de minha missão de propagar, não a minha verdade, mas a Verdade de Deus que traz luz às trevas, a Palavra de Deus. Quem sabe assim alguém que esteja sedento do bom alimento se farte, seja iluminado e reparta com outros as riquezas de conhecer e servir a Deus.

Finalmente, conclui após minhas reflexões, que se isso não funcionasse, deveria é "perder" a pessoa que me disse isso e as que concordam com aquele comentário, pois, no final das contas tanto querer como o efetuar pertencem a Deus. Sou apenas, como tantos outros, um simples servo e atalaia do Senhor. A obra é Dele assim como eu.
Não estou preocupado, repito, não estou preocupado se fazendo o correto, muitos abandonem a igreja que pastoreio, minha preocupação sempre foi e sempre será em agradar ao Deus da minha vida, que me chamou, vocacionou e capacitou para apascentar Suas ovelhas. Se ao fazer isso, todos me abandonem, que assim seja. Deus sabe o que faz e minha vida sempre esteve em Suas mãos. Sei que as ovelhas do meu Senhor conhecem a voz do Bom Pastor, por isso sei que sempre existirão ovelhas fiéis e que consideram atentamente a Palavra de Deus.
Por isso sigo em meu trabalho para o Mestre. A Ele minha adoração e louvor.

Por fim e respondendo a interrogação ou questão levantada no título dessa postagem, prefiro ser muito mais confiável do que agradável às pessoas. Desejo que as pessoas aos meus cuidados confiem que estou comunicando a elas a vontade de Deus revelada em Sua Palavra e não apenas satisfazendo seus desejos carnais, passageiros e superficiais. Com isso, não desejo ser um mal educado ou inconveniente, mas jamais negociarei minha fé em Cristo para que possa agradar a esse ou aquele. Minhas convicções cristãs são inegociáveis. 
Sei que quem é de Deus, entenderá minha postura. O próprio Espírito as iluminará. Confio nessa verdade.



Prefiro sempre a verdade do que "meias verdades". Prefiro sempre a Verdade do que a bajulação. Prefiro perder quem nunca realmente foi do que mentir para os verdadeiros servos de Deus. 
Prego o Evangelho não uma mera filosofia de vida, prego a Cristo e não um deus qualquer.
Não sou adepto da "igreja agradável". Faço parte da Igreja de Cristo, perseguida, pura e militante. 
Prestarei contas do meu trabalho e das vidas aos meus cuidados. 
Estou pronto a morrer, se preciso for, em prol da verdade bíblica e do Reino de Deus.
Não brinco de ser servo de Deus, entendo bem o porquê de meu chamado e vocação para pastorear. Não tentem me fazer parar ou me intimidar. Não terão êxito, sou "vacinado" contra esses ardis e sutilezas.
Agradeço ao meus "conselheiros", pois me dão a oportunidade de fazer tal qual Abraão que orou por Ló. Semelhantemente, oro e clamo a Deus por eles, para que vivam e um dia entendam e discirnam a vontade de Deus.
Mas, independente disso, do meu amor e paciência, não brinco de ser pastor. Se isso incomoda alguns, dou graças ao Bom Deus por isso.
Louvado e exaltado seja Deus pelos livramentos, alegrias, realizações e bênçãos, mas também pelas tribulações, aflições e lutas. Em tudo dou graças ao meu Bom e Grande Deus. Amém.

Pr. Magdiel G Anselmo.

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