segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Novas revelações e profecias??? Não, fico com as antigas e eternas !


Deixa eu dizer uma coisa... não questiono as experiências pessoais que as pessoas possam ter com O Espírito Santo (até porque não há como provar se estão dizendo a verdade, se tiveram alucinações, ou se estão fingindo ou mentindo por causa de algum interesse pessoal). 

Mas, antes de alguém me rotular de "fundamentalista frio e fariseu" afirmo que Deus pode se revelar a alguém como Ele desejar (creio que Deus é Soberano e pode usar o método que lhe aprouver), portanto não descarto ou nego que cristãos possam ter experiências espirituais diversas. Fique bem claro isso. 

Entretanto, ressalto categoricamente que Deus não trabalhará contra Ele mesmo ou contra o Seu próprio trabalho. Até mesmo as visões, sonhos ou interferências diretas de Deus na vida de alguém (e creio nisso tudo) tem um propósito específico e coerência com aquilo que Deus já nos revelou e orientou. Deus não se contradiz, não mente ou esquece o que já nos revelou em Sua Palavra. Por isso é difícil entender como uma pessoa que não se dedica em ler, meditar, estudar a Palavra para poder compreende-la e pratica-la tenha revelações e faça profecias ou atos proféticos. Sei que Deus usou algumas vezes até animais para profetizar e ensinar, mas mesmo nessas situações havia coerência com o que Deus já estava ensinando ali (e com a observação aqui que não existia a Revelação completa, o Cânon não estava ainda completo e fechado como é a realidade de hoje.) 
Me perdoem os adeptos e simpatizantes mais exaltados e empolgados dessas tais "revelações" e "profecias" mas eu prefiro e decido permanecer e acreditar na suprema Revelação de Deus que é a Sua Palavra (Bíblia Sagrada). Deus investiu tempo e usou pessoas em aproximadamente 1600 anos para que nós pudêssemos ter Sua Revelação e dela aprendêssemos. Foi um grande trabalho, uma obra-prima de Deus.
Desprezar isso em prol das tais "novidades proféticas", é no mínimo, falta de bom-senso, pra não dizer discernimento. 
Se um cristão for sincera e honestamente a Bíblia para aprender, pautar e fundamentar sua vida, não precisará desses artifícios. Na Bíblia encontrará TUDO que precisa para viver de forma que agrade a Deus. Creio nisso firmemente.
Portanto, cuidado, então com aqueles que se arrogam como profetas e que em cada oração trazem uma "nova revelação". Cuidado com mulheres que transtornam cultos com o pretexto de trazer uma "profecia de Deus para igreja". Fique atento as atitudes desses "gurus" que parecem possuir uma bola de cristal e que saem propagando suas visões, sonhos e presságios aos quatro cantos como se fossem uma classe especial de crentes e como se a Palavra de Deus não estivesse completa e necessitasse da ajuda deles para ser eficaz e útil. Fique esperto com essa gente.
Tome cuidado, não dê ouvidos a esse tipo de coisa se não tiver certeza e convicção absoluta que é de Deus. Analise, confira, discirna tudo que ouvir ou lhe for comunicado. Vigiar e orar acompanhados de uma boa análise bíblica aqui são grandes conselhos bíblicos a se aplicar.
Sendo assim, quando ouvir uma dessas "revelações" ou "profecias" confira e analise se tem coerência e fidelidade a Revelação de Deus que é a Sua Palavra. Se assim for, é correto (mas veja que se você fosse à Palavra não precisaria disso, ou seja, bastava você ter buscado isso na Bíblia e teria achado essa orientação), se não for, ignore por completo. 
E mais, profeta em nossos dias, não é como no Antigo Testamento, naquela época não existiam as Escrituras por completo, hoje temos. Profetas em nossos dias são os cristãos que Deus vocaciona e capacita para PREGAR Sua Palavra (e aqui não me refiro a pregação ou evangelização que são mandamentos a todos os cristãos, mas especificamente ao uso dos dons espirituais de profecia e ensino), ou seja, os pregadores e ensinadores cristãos. Esses homens e mulheres cristãos, capacitados por Deus com dons espirituais para tais ministérios, que se prepararam adequadamente em conhecimento bíblico, oração e tempo de treinamento com bons líderes cristãos (tutores), quando estão pregando e ensinando, estão profetizando, mas não novas profecias e revelações, simplesmente estão comunicando aquilo que Deus já nos revelou pela Sua Palavra, de uma forma poderosa e iluminada pelo Espírito Santo. Naquele momento que pregam e ensinam, são profetas de Deus para Seu povo, estão exercendo esse ministério profético de nossos dias.
Portanto, já temos a Palavra e já temos os profetas. Basta nos alimentarmos dessa Palavra, seja individualmente em nosso culto e devocional particular, seja em reuniões e cultos congregacionais onde ouvimos e aprendemos pela instrumentalidade de nossos irmãos em Cristo quando pregam, ensinam e vivem a Palavra. Não precisamos de acréscimos ou complementos a todo esse processo idealizado e concretizado por Deus. 
Por fim, vale um conselho de quem teme a Deus: não tente complementar o que Deus já finalizou. Deus não divide Sua Glória.

"TODA a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja PERFEITO e PERFEITAMENTE habilitado para TODA boa obra." 2 Timóteo 3: 16,17.

"Certamente a Palavra da Cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde, o inquiridor desse século? Porventura não tomou Deus louca a sabedoria do mundo?
Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela LOUCURA DA PREGAÇÃO. Porque tanto os judeus PEDEM SINAIS, como os gregos buscam sabedoria; MAS NÓS PREGAMOS A CRISTO crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.
Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens." 1 Coríntios 1: 18-25.

Pr. Magdiel G Anselmo.

Mover de Deus = Palavra de Deus, oração e vida piedosa.



Escuto falar muito em "mover de Deus no louvor" e fico curioso para entender como é isso.

Sei que cantar e tocar instrumentos musicais é parte integrante de momentos onde "podemos" exaltar e adorar a Deus. Mas, será que é a exaltação e adoração a Deus que estão enfocando e buscando quando afirmam que houve um "mover de Deus", ou entendem esse mover simplesmente com auto-satisfação, auto-ajuda ou palavras bonitas, melodias agradáveis que emocionam, ajudam a dançar, pular e embalar uma "boa festa" profana?
Será que o alvo dos tais "louvores" modernos são em Jesus ou no afagar do ego humano, num antropocentrismo que chega a irritar, na imitação de atos e costumes mundanos ou na prática de celebrações que visam lucro e fama pessoal? Será que o simples repetir a palavra Jesus faz de uma música uma forma de adoração a Deus ou toda a letra deve estar coerente e alinhada com a mensagem do Jesus da Bíblia?
Eu sei a resposta.
E resumirei-a com as seguintes afirmações:
Todo mover de Deus sempre despertará nas pessoas o desejo ardente pela Palavra de Deus, pela oração e por uma vida piedosa, não por festas, shows ou momentos e prazeres passageiros que não se sustentam e não orientam nossa vida diante dos problemas e dilemas que ela nos traz. 
Todo o mover de Deus nos direciona a Deus e não para pessoas. 
Portanto, menos saltos e pulos, menos mãos "jogadas pra cima", menos exercício físico... e mais, muito mais, joelhos no chão, oração, intercessão, leitura e estudo da Bíblia, mais, muito mais, arrependimento, mudança de vida e quebrantamento... mais, muito mais vida no altar, adoração constante e diária a Deus... mais, muito mais, pregação bíblica, ensino bíblico, evangelismo pessoal e missões e JAMAIS, NUNCA... vidas num palco, fãs (isso é idolatria) e peripécias e artifícios humanos para "chamar a atenção pra si". 
Palco é para artistas, não para adoradores. 
Podemos festejar, celebrar...mas peraí, tudo tem sua forma, local, motivação e objetivo corretos. Nem todos os cristãos são influenciados e infantis nesse sentido, há muitos cristãos que pensam e discernem as coisas.
Festa de verdade faremos nos Céus. Festa de verdade faremos nas Bodas do Cordeiro. Lá cantaremos juntamente com os anjos em adoração e louvor a Deus. Lá vamos "curtir" de verdade o mover de Deus.
Não perdemos por esperar essa grande festa.
Aqui, em suma, é trabalho. Festejamos depois.


"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura."
Marcos 16:15
"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século."
Mateus 28: 19,20.



Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mordomia Cristã dos Bens (como ser um bom mordomo dos bens materiais)

 

A Mordomia dos bens materiais é reconhecer que Deus é soberano, dono de tudo (inclusive nossos bens e posses) e que devemos administrar nossos bens materiais de acordo com a Sua vontade.

Qual a orientação bíblica acerca dos Bens Materiais?

1. Deus é dono dos nossos bens (Ex. 19:5; Sl. 24:1; Ageu 2:8)
Deus é dono de tudo, inclusive do que você pensa que é "seu".

2. A capacidade de adquirir bens vem de Deus (1 Cr. 29:12; Ecles. 5: 18)
Deus é que nos capacita com talentos, dons, vocações, etc...

3. Há um caminho bíblico para prosperidade (Prov. 3: 9,10; 10:22; 2 Cor. 9:6-10; Sl. 1:2,3). 
Esses textos deveriam ser alvo de uma profunda análise, principalmente das igrejas novas que surgem enfatizando e propagando a teologia da prosperidade.

4. Os bens têm duração limitada (Sl 49: 16,17; 1 Tim. 6:7)
Um dia tudo que temos adquirido materialmente ficará aqui.

5. Haverá prestação de contas (Mt. 25: 19-29; Ecles. 11:9 e 12: 13,14
Prestaremos contas a Deus da administração dos bens materiais.

Quando se administra os bens de forma errada?

1. Quando os bens são adquiridos de forma desonesta (Prov. 11:1; Ef. 4:28)
2. Quando deixa de ser servo para ser senhor do Homem (Lc. 16:13; 1 Tim. 6:10)
3. Quando leva o Homem a esquecer-se de Deus (Deut. 8: 14-18)

Quando se administra os bens de forma correta?

1. Quando são usados para a glória de Deus (1 Cor. 10:31)
2. Quando os valores espirituais têm prioridade sobre os materiais (Mat. 6: 33)
3. Quando se investe com sabedoria (Mat. 25:7; Mat. 6: 19-21; Col. 3:5)
4. Quando são usados para ajudar o próximo (1 Tim. 6: 17,18; Mat. 15: 34-40; 2 Cor. 9: 6-15).

Conclusão:

Como cristãos devemos aprender a viver mais gratos pelo que temos e estarmos dispostos a abrir mão para ajudarmos uns aos outros.
A frase a seguir resume bem este conceito sobre os bens materiais que possuímos:

“... dados por Deus, propriedade de Deus, para serem usados segundo os propósitos de Deus!”

Como tem administrado os bens materiais que Deus permitiu que tivesse? 
Tem sido um bom mordomo dos bens materiais, ou os tem usado e desfrutado somente para o seu bel prazer e satisfação, esquecendo-se que, na verdade, tudo isso que imagina ser seu, na verdade, é de Deus.

Pense nisso.
Leia, medite, estude e pratique a Palavra de Deus.

Pr. Magdiel G Anselmo.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Esposa de pastor, uma Mulher de Deus!

Escrevi sobre esse tema há algum tempo e resolvi escrever novamente porque minha esposa merece, e sei que todas as outras esposas de pastor merecem ser honradas e não somente lembradas em discussões teológicas, seja qual linha, pensamento, conceito ou teoria seja a mais correta e bíblica. 


A boa teologia jamais desprezará as honras devidas às diversas pessoas existentes e participantes da Igreja de Cristo.
Portanto, façamos e ensinemos a boa teologia, mas não nos esqueçamos das pessoas, dos salvos, que são a razão de Cristo morrer na cruz.
Dito isso, vamos a minha exposição e entendimento sobre o tema.
Desejo partilhar convosco duas experiências que vivi que se relacionam diretamente com a questão que abordarei aqui.
A primeira se deu outro dia e fiquei incomodado com este episódio. Fui convidado para ministrar uma palestra em uma instituição cristã e ali estive juntamente com minha esposa Adriana. Depois de apresentados os convidados e os visitantes naquela oportunidade, assim fui apresentado:
- Temos a alegria e honra hoje em receber o pastor Magdiel Anselmo, professor, teólogo, historiador, doutor e palestrante dessa tarde e estamos ansiosos por ouvi-lo...
E alguém então rapidamente, enquanto o irmão ainda falava sobre a importância do assunto que seria exposto por mim, entregou-lhe um bilhete. Ele então após lê-lo, disse:
- Cometi um grave erro aqui... Esqueci de dizer que juntamente com o pr. Anselmo também nos alegramos com a presença de sua esposa. E continuou com o que falava antes.
 Sequer disse o nome de minha esposa.
A segunda experiência ocorreu há alguns anos quando da ocasião do aniversário de minha esposa. A igreja após o culto preparou uma comemoração organizada “às escondidas” para surpreendê-la. Havia um grande bolo, salão decorado e todos ali para abraçá-la e agradecer a ela pelo seu trabalho na liderança da igreja, auxiliando e complementando meu pastorado e desejar-lhe os parabéns naquele dia.
Quando chegamos a nossa casa, ela me confessou o seguinte:
- Sempre nesses anos todo de seu ministério, presenciei com alegria você recebendo presentes e sendo homenageado no dia do seu aniversário ou no dia do pastor. Muitas vezes estava ali junto com os irmãos preparando toda a festa, etc... Alegro-me com isso ainda hoje. Porém, foi a primeira vez que se lembraram de mim assim. Estou muito feliz. Sinto-me valorizada pela igreja e entendo que esse foi um presente de aniversário dado por Deus.
Não sei para você, mas essas experiências me fizeram refletir sobre esta questão.
Não importa se sua esposa, querido pastor, é chamada, consagrada ou ordenada ao ministério pastoral, ou mesmo se é mais uma irmã na igreja, chamada simplesmente e equivocadamente de “esposa do pastor”. Não é essa a questão aqui. Não me importa também se crê ou admite o ministério pastoral feminino ou se admite esse ministério feminino somente quando a mulher é esposa de um pastor ou ainda, se entende que dons de pastor, mestre ou para liderança dão dados somente para homens. Por favor, não desejo entrar nesse terreno minado que, se não for tratado com o devido cuidado, mais produz desavença e feridas do que harmonia e edificação. Claro que tenho minha posição e opinião formada e fundamentada na Bíblia quanto a essas questões, entretanto, não desejo aqui dissertar ou discutir sobre tal tema, quem sabe no futuro até escreva sobre isso, mas não agora. O que desejo é perguntar aos meus nobres colegas de ministério o seguinte: "O que seriam de nossos ministérios sem elas?"
Seja sincero, pense bem, como você faria para pastorear adequadamente sem o apoio, os cuidados, a presença, a compreensão, os ouvidos, o carinho, o amor e principalmente, as orações de sua esposa?
Outro dia minha esposa me disse: “É preciso ter coragem e vocação para ser esposa de um pastor”.
Penso que é uma verdade. Ser esposa de pastor não deve ser fácil.
É ela quem está conosco nos bons e maus momentos de nosso ministério. Que muitas vezes ouve nossas queixas e suporta nossa irritabilidade. Quem vê nossas lágrimas e conhece apenas de olhar em nossos olhos. É ela quem nos protege em Cristo inúmeras vezes, nos cobrindo com suas intercessões diante de Deus.
Mas também é ela que muitas vezes é desprezada, colocada de lado, ignorada em suas necessidades e que divide seu marido com dezenas de outras pessoas.
Nós, ocupados com a lida ministerial, não percebemos que tal como nós, ela também precisa de pastoreio, amparo e compreensão. E além de tudo de nossa presença e amor.
Pensando nisso, seguem algumas sugestões a todos nós pastores:

1. Invista em sua esposa ouvindo-a
Dedique tempo para ouvi-la, para descobri-la como pessoa ímpar e não somente alguém que existe para tomar conta de suas necessidades. Ao ouvi-la você está dizendo que se preocupa com o que ela se preocupa. Sem julgamentos, sem opiniões, sem soluções inteligentes. Só ouça.
Ouvir atentamente é uma maneira convincente e eloqüente de dizer: Eu Te Amo.
Ouvir sua esposa é um dos maiores presentes que você pode dar.

2. Invista em sua esposa partilhando com ela
Compartilhe seus sonhos, sua visão com ela. Compartilhe seus medos também, não “entupindo-a” com todas as coisas negativas que estejam acontecendo, mas sendo pessoalmente vulnerável, dizendo-lhe como pode orar por você.
Isso faz com que a esposa se sinta útil e parte integrante do seu ministério e que vocês dois formam uma equipe de verdade.

3. Invista em sua esposa espiritualmente
Seja por um, seja por vários dias, ou mesmo por uma tarde ou uma noite, compartilhe alvos pessoais, espirituais, e ambos orem um pelo outro. Invista espiritualmente um no outro ouvindo juntos um DVD inspirativo ou lendo um livro empolgante e rico em introspecção. Compartilhe a Palavra um com o outro, não como material para sermão, mas para o próprio crescimento pessoal de cada um com Deus, como pepitas bem enterradas e maravilhosas que nos inspiram a prosseguir.

4. Invista em seu Casamento
Comemore seu relacionamento. Faça festa por ele.
Dêem boas risadas. Lembrem os bons momentos existentes em seu casamento.
Tenha momentos de lazer com sua esposa. Passeie com ela, se divirta com ela.
Diga a ela o quanto a ama, e pratique esse amor diariamente.
Mesmo que digam que isso é ultrapassado, seja romântico.

5. Invista em sua esposa ministerialmente
Descubra os dons e talentos que Deus deu a ela.
Proporcione a ela oportunidades para usá-los e aperfeiçoá-los.
Honre-a diante da congregação e ensine aos irmãos a importância das esposas.
Ensine a igreja a respeitá-la, seja ela uma pastora ordenada ou “a esposa do pastor”
Seja bom marido em casa e na igreja.

 E acima de tudo, ame a sua esposa.
Valorize-a. Ela merece.
“A esposa é para o marido, o que a Igreja é para Cristo”.

ps. Ah sim, a esposa de pastor tem nome!


Em Cristo,
Pr. Magdiel G Anselmo.


 
Dedicado a Adriana A. L. Anselmo.
Professora, pedagoga, educadora cristã e palestrante.
Minha esposa, mãe de meus filhos, meu amor, minha amiga, companheira e conselheira.





sábado, 7 de dezembro de 2013

Eu vos escolhi, diz Deus. Uma parábola bíblica.


Suponha que vocês estão em uma prisão condenados eternamente pelos seus atos e transgressões e não há ninguém que queira pagar a fiança.

Então aparece um Homem e diz: Quero pagar a fiança destes homens!
O delegado pergunta: De todos eles?
O Homem diz: Não! Só daqueles três homens ali no canto.
Delegado: Então você não pode pagar por todos?
Homem: Posso pagar por todos, mas só quero estes.
Delegado: E vai condenar os outros a prisão eterna?
Homem: Eles apenas receberão o pagamento pelo seu pecado.
Delegado: Você é injusto!
Homem: Injusto, eu? Só haveria justiça se salvasse a todos? Não os coloquei ai, eles que se colocaram neste estado, disse que se me desobedecessem iriam parar na prisão, mas deram ouvidos a um mentiroso que andava na fazenda e me desobedeceram. Deixando-os ai mostro minha justiça, pois pagarão pelos próprios atos, e com estes três mostro minha misericórdia, pois os livrarei do cárcere.
Delegado: Mas porque só estes três?
Homem: Porque eu os quero, escolhi para mim, construi uma nova fazenda e quero levá-los comigo.
Delegado: Mas estes pecaram como os outros, o que eles fizeram para merecer isto?
Homem: Nada! Decerto que merecem a prisão, mas o que tem você se eu que sou misericordioso quero levá-los.
Delegado: Se fosse misericordioso levaria todos, não?
Homem: Não! Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
Delegado: Mas o preço é alto e até hoje ninguém pôde pagar.
Homem: Eu pago com minha vida.
Delegado: Ok! Vou tirar os três.
Homem: Não! As chaves da prisão são minhas, tiro quem eu quiser. E em verdade te digo que os que eu escolher Jamais voltarão à prisão, pois o valor está quitado.
O Homem então chega à cela, abre e tira três homens que já havia escolhido. Então um dos que ficaram pega em seu braço e diz: Senhor! Senhor! Em tua fazenda trabalhamos e fizemos o que disseste e agora nos deixa na prisão? 
Então o Homem fala:

Apartai-vos de mim praticantes de iniqüidade, nunca vos conheci. Estão ai pelos seus atos não pelos meus.”

***

À todos aqueles que ainda afirmam a Soberania de Deus nestes dias de "cristianismo" antropocêntrico.

Reflita profunda, demorada e biblicamente sobre isso.

Pr. Magdiel G Anselmo. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Uma visão otimista da Igreja

Há momentos em nossas vidas que são inesquecíveis. Momentos que marcam nossa história e trajetória nesse mundo.
Quando chegamos a certa idade e podemos fazer uma retrospectiva de vida, encontramos esses momentos pontuais e ao lembrarmos parece que os vivenciamos novamente. São emoções, realizações e acontecimentos que estão ainda muito vivos em nossa mente.
Como cristão, um dos momentos mais marcantes de nossa vida é aquele em que, movidos pelo Espírito Santo, nos encontramos com Cristo. É tão marcante e importante que o resultado desse encontro durará pela eternidade.
Ainda, o momento de nosso batismo nas águas também se trata de uma lembrança que nos traz grande satisfação, pois foi a confirmação de que o encontro com Cristo foi real e que entendemos a sua importância e necessidade.
Se você é casado há algum tempo e tem filhos, o namoro, noivado, casamento e o nascimento dos filhos fazem parte desse grupo de momentos que lembramos com muito carinho e alegria.
Lembra o dia em que conheceu, sua hoje, esposa ou, seu hoje, marido? Eu lembro bem. Foi em um acampamento de jovens patrocinado pela igreja que ela congregava. Quantos olhares, quantas conversas sem muito sentido. Havia uma emoção diferente que nos constrangia. Havia algo no ar que nos fascinava. Namoramos e noivamos na igreja e sempre buscamos juntos a presença e a direção de Deus. Tínhamos um pastor que nos ajudava e aconselhava. Foram bons momentos. Momentos de busca pela vontade de Deus. Éramos muito novos, mas já sabíamos o que queríamos. Queríamos alegrar a Deus e entender o que Ele tinha pra nós.
Estávamos sempre nas reuniões dos jovens, não importa se eram de louvor, estudo ou oração. Lá estávamos juntos e sempre com muita alegria. Guardamos bons momentos dessas ocasiões e lembramos com saudades de muitos jovens e adolescentes desse grupo, que hoje estão casados e foram direcionados e movidos por Deus para outros locais e ministérios, assim como nós.
Enfim, descobrimos a vontade de Deus pra nós...
E o casamento? Lembra o dia do seu casamento, o nervoso que se encontrava, a ansiedade por tudo dar certo? Lembra a igreja cheia com seus convidados, parentes, amigos e irmãos em Cristo? Lembra o “friozinho na barriga” antes da cerimônia? Quanta emoção, quanta adrenalina, quanta alegria...
E a festa? Quanta gente, quantos irmãos... Todos desejando bênçãos e mais bênçãos...
E o dia do nascimento dos filhos? Meu Deus, o que foi aquilo? Que sentimento foi aquele? Como pode uma pessoa nascer tão bonitinha? Quantas lágrimas de alegria, quanta satisfação, quanto amor.
E o dia em que foram dedicados ao Senhor na igreja? A família toda feliz. O neném ainda dormindo nos braços do pastor durante a oração em que os apresentava e suplicava as bênçãos de Deus a criança e a família. Quanta felicidade no ar. A igreja toda cantando “Vinde meninos, vinde a Jesus...” e as rosas presenteadas a mãe que chorava de alegria. 
E as crianças cresceram. Freqüentaram a igreja. Um dia, sem percebermos, após uma pregação, alcançados pela Graça de Deus, saíram de seus lugares e foram à frente chorando e confessando Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Meu Deus! Parecia que éramos nós ali na frente. Chorávamos mais que eles. Quanta gratidão a Deus. Quantos “obrigados” falamos a Deus naquele dia. Nossos filhinhos, um adolescente e a menina pré-adolescente, tinham sido salvos. É a coroação de nosso trabalho como pais. Era tudo que sempre rogamos ao Senhor.
E o dia do batismo do nossos filhos? Tive a honra dada por Deus de poder batizá-los. Meus braços tremiam de emoção. Minha voz ao declarar as palavras próprias para o momento estava embargada pela alegria da ocasião. Quando nosso menino e a menina saíram das águas, dei um brado de Aleluia, que sei, ecoou nos céus.
Aguardamos o momento de nossa filhinha caçula também passar pela águas. Ela ainda é pequenina, mas já estamos ansiosos. Deus será novamente exaltado em nossa família.
Existem outros momentos também inesquecíveis.
As reuniões e cultos na igreja. Os momentos de adoração congregacional onde percebemos nitidamente a presença e o mover do Espírito Santo. A pregação que sempre nos alimenta com o bom alimento de Deus.
Quantas vezes nesses anos todos, discernimos que Deus está a nos falar em um louvor? Quantas vezes somos quebrantados e não conseguimos suportar e choramos como crianças enquanto a igreja louva a Deus? Quantas vezes entendemos que Deus fala conosco em particular em uma pregação, mesmo quando estamos juntos com centenas de pessoas ali no templo? Quantas vezes fomos e somos abençoados por Deus em um estudo bíblico, em uma EBD, ou em uma reunião de oração da igreja?
Nesse tempo todo, quantas vezes constatamos que fomos usados por Deus para ensinar ou pregar e vimos claramente o mover de Deus nas pessoas, na congregação enquanto ministrávamos a Palavra? Em quantas situações fomos instrumentos da benção de Deus para a vida de outros irmãos quando utilizamos os dons e os talentos que Deus nos deu? Muitas vezes.
E quando vemos pessoas que oramos tanto e falamos do amor de Jesus, sendo convertidas pelo Senhor e entregando-se a Ele e passando a servi-lo ali conosco? Quando observamos que crescem espiritualmente e que produzem frutos para a glória de Deus? Quanta alegria e sentimento de vitória.
E quando vemos as famílias sendo restauradas, casamentos restaurados, vícios abandonados e nova vida se descortinando aos nossos olhos? É uma satisfação sem medida. É o sentimento do trabalho cumprido e do reconhecimento do poder e da intervenção direta de Deus. Como é bom presenciar isso na igreja. Vidas em Cristo que produzem vidas em Cristo no caminhar de uma igreja.
E quando ensinava teologia nas diversas oportunidades que Deus me proporcionou, seja como aluno, na direção ou na docência, em seminários, escolas teológicas ou universidades e ensinando também aprendia com seminaristas que amavam a Deus e desejavam servi-lo com todas as forças. Quanto compartilhar pude desfrutar dessas aulas com tantos irmãos e irmãs vocacionados para o trabalho na obra de Deus. Quanto prazer em ajuda-los a obter conhecimento e referenciais santos para seus futuros ministérios.
Entretanto, ainda existiram aqueles momentos em que estávamos tristes e abatidos, situações de sofrimento e angústia e um irmão ou irmã veio até nós e com um abraço sincero, um sorriso e uma palavra de amor e carinho nos animaram e nos fizeram entender que Deus continuava a nos amar. Mais que irmãos, em muitos momentos descobrimos que temos amigos na "nossa" igreja (e também em outras igrejas) que nos amam e que se preocupam sinceramente conosco. Lembro com carinho ocasiões em que irmãos nos ajudaram em várias áreas e que não pediram nada em troca. Lembro com muito amor e gratidão...
Mas, existem ainda outros inesquecíveis. Muitos outros... Você deve lembrar de muitos em sua vida.
Existem momentos inesquecíveis que são tristes e que não gostamos de lembrar. Claro que existem. Mas, penso que os bons sobrepujam os ruins. Os bons devem ser lembrados, enaltecidos, os ruins esquecidos e deixados pra trás.
Enfim, observe que a maioria dos momentos que mencionei estão intrinsecamente ligados a minha vida e de minha família em uma igreja evangélica. Penso que muitos, como eu, também possuem trajetória similar a minha. 
Afinal de contas, congregar em uma igreja ou comunidade evangélica ou protestante é algo que sempre fez parte da vida dos crentes de uma forma geral.
Devemos lembrar desses momentos de alegria. Não com apenas nostalgia, mas com vívida certeza que eles se repetem na grande maioria das igrejas evangélicas.
Existem maus exemplos e fatos que não favorecem essa minha concepção, porém não representam a maioria dos crentes fiéis a Palavra de Deus que congregam em igrejas espalhadas por esse nosso país e pelo mundo afora.
Lembremos dos bons momentos. Propaguemos as virtudes e qualidades da igreja e não os fracassos e problemas. Usemos todos os meios para disseminar o nome e o Evangelho de Cristo e não as polêmicas e discussões que nada produzem de edificação.
Sem menosprezar ou desprezar a existência das heresias e dos pseudos grupos e crentes, tenhamos sempre uma visão de enaltecer as coisas boas e não de gerar um falso sentimento de que tudo está perdido e que o propósito de Deus com relação a sua Igreja de forma organizada aqui nesse mundo tenha sido um fracasso. Não podemos generalizar os erros e os equívocos ocorridos. 
Não podemos e não devemos desconstruir o que o Espírito Santo construiu desde a Igreja Primitiva.
Não devemos confundir ainda mais a mente daqueles que estão feridos e confusos com relação a irmandade cristã. Não devemos ajudá-los a se afastar do convívio com seus irmãos.
Não esqueça que o joio crescerá junto com o trigo. A Bíblia afirma que muitos esfriarão, porém não todos. Tem gente boa ainda, tem crente fiel, tem igreja séria. Não se afaste. Permaneça, persevere, comungue, compartilhe, edifique, congregue...  
Mesmo entendendo que a apologética (defesa da fé cristã) é útil e necessária, não devemos esquecer que deve ser exercida e fundamentada criteriosamente nas orientações de Deus para tal. Mesmo o melhor remédio quando utilizado na dose e no tempo errados pode causar enfermidades ainda mais graves e em alguns casos até a morte do paciente.
Louvo a Deus pela Igreja Organismo e também pela Igreja Organização. As duas que no final das contas são a mesma, nasceram no propósito de Deus ao enviar e direcionar seus filhos para a adoração, evangelismo e serviço cristão.
Faça uma retrospectiva em sua vida e veja honestamente como existem muitos bons momentos passados na igreja. Não os despreze. Se vão sobrepujar os ruins, dependerá de sua visão das coisas.
Prefiro ser e ver como Josué e Calebe. Há muitos gigantes, há inimigos, há dificuldades e problemas. 
Porém, existe uma terra que mana leite e mel. 
Existe a benção de Deus.
Tudo depende de como olha, de como vê, de como crê.

A igreja ainda é o melhor lugar para você e eu estarmos aqui nesse mundo!

Em Cristo,
Pr. Magdiel G Anselmo.


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