quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Igreja não é perfeita. Avise isso para os maledicentes e fofoqueiros.

Desde os primórdios, a Igreja sofre muitas perseguições externas e precisamos estar atentos aos ataques de satanás contra a família de Deus. Vemos isso hoje no exemplo da Igreja Perseguida que tanto precisa de nossas orações e ações objetivas.
Já sofremos perseguições e ataques no decorrer da história, dos mais variados e tipos, mas a Igreja continua, prossegue em seu caminho e missão de pregar o Evangelho a toda criatura. Deus está conosco. Aleluia. 
Entretanto, os problemas internos, em meu entendimento, são ainda mais implacáveis e destrutivos. Nos preparamos para os ataques externos, mas nem sempre nos preparamos para os internos. E quando digo internos, me refiro aos problemas e dificuldades que toda igreja local passa e vivencia.
São muitos os problemas que podem surgir na vida da igreja, por exemplo, problemas administrativos, metodológicos, etc..., problemas espirituais, pecados escondidos..., problemas de visão por parte da liderança, problemas de rebeldias, divisões, etc...
Entretanto, em minha opinião, um dos piores males internos que existem e sempre surgem nas igrejas são os maledicentes. Os famosos fofoqueiros e fuxiqueiros. Esses são os grandes e poderosos instrumentos usados para destruir irmandades, minar ministérios e abalar relacionamentos em nossas igrejas cristãs.
Me refiro objetivamente àqueles que amam falar mal da igreja local, dos irmãos, do pastor, etc... a lista é grande. Já faziam isso antes da internet, agora então com advento da grande rede mundial, fazem isso descaradamente e sem pudor para o mundo todo ver e ler.
É lamentável e inadmissível.
E no campo real  e virtual não se contentam em contaminar os demais irmãos da igreja que congregam (porque maledicência é um enfermidade contagiosa), mas também saem a maldizer aos que estão fora, a irmãos de outras igrejas e até a ímpios.
Propagam assuntos internos e que deveriam ser restritos à igreja local aos quatro cantos.
E fazem isso sem demonstrar nenhum temor ou respeito pela igreja ou pelas demais pessoas que congregam com eles.
É um câncer que precisa ser extirpado do seio da igreja.
É uma enfermidade que precisa ser tratada com um tratamento drástico, pois pode contaminar toda a igreja e destruir ministérios e vidas.
Essas pessoas, mesmo muitas sendo crentes (em muitos casos são líderes nas igrejas), são usadas por satanás para desestabilizar igrejas, desmotivar lideranças e ferir irmãos. São pessoas instáveis, falsas, invejosas, ignorantes espiritualmente e desequilibradas emocionalmente.
Não é à toa que a Bíblia registra tantos textos advertindo contra a maledicência ou o falar mal entre irmãos. É um mal que precisa ser retirado do arraial do povo de Deus.
E como essas pessoas trabalham?
Geralmente, as pessoas quando desejam não falar bem da igreja, justificam dizendo assim: "Sei que a igreja não é perfeita, mas blá blá blá...", ou então: "sei que o pastor não é perfeito, mas blá blá blá..." Ora, com esses argumentos confirmam que não entenderam o que significa "a igreja não é perfeita ou o pastor não é perfeito".  Demonstram que não tem a menor idéia do que significam os conceitos de perfeição e imperfeição. 
Meu caro amigo e irmão, SEMPRE existirá uma justificativa ou desculpa para se afastar da igreja que congrega. Se afastar é muito fácil e cômodo. Fugir nem sempre é a melhor opção.
Eu quero ver é você continuar congregando lá, mesmo com todos os problemas e imperfeições trabalhando e servindo a Deus e a seus irmãos buscando sanar as lacunas, ajudar e apoiar seus líderes e minimizar as dificuldades que tanto censura e critica. Aí sim confirmará que entende que a igreja ou seu pastor não são perfeitos. Isso sim é coisa de crente maduro e que conhece a Palavra.
E, deixa eu dizer mais uma verdade: "VOCÊ também não é perfeito. VOCÊ está cheio de defeitos, imperfeições e limitações como todos nós. Quando falamos muito, criticando, reclamando e murmurando não nos sobra tempo e "ouvidos" para ouvir o que os demais pensam sobre nós. Ouvir é tão ou mais importante que o falar.
E, só mais uma coisa, quando reclamamos da igreja que congregamos, na verdade reclamamos de nós mesmos. Afinal de contas, a igreja é formada por pessoas, ou não é? Fazemos parte ou não disso? Das duas uma, ou somos responsáveis ou somos omissos com relação aos problemas na igreja que congregamos. A não ser que você seja um daqueles que não participa ou se compromete com nada em sua igreja, aí devo concordar que realmente não tem nada com isso, afinal, você NUNCA fez parte mesmo da igreja que diz congregar. Essa são verdades que muitos não querem ouvir ou ler, mas precisam.
Quando reclamamos do pastor que temos, reclamamos do agir de Deus, pois na verdade é Ele que escolhe os que trabalharão como pastores de Seu rebanho e não a igreja que ele irá pastorear, ou não acredita nisso? Se não acredita que Deus é quem escolhe os homens e mulheres que irão liderar Seu povo, então deve rever o seu Cristianismo. E estou me referindo a pastores, a homens de Deus, não a farsantes ou oportunistas. Existem homens e mulheres responsáveis e comprometidos com a Palavra que foram chamados, vocacionados e capacitados por Deus para pastorear. São desses que estou falando, você deve saber distingui-los. Mas se pensa que igreja é quem escolhe seu pastor e até o "retira" como alguns equivocadamente imaginam, talvez não seja o Cristianismo que siga, talvez seja Antropocentrismo ou Egocentrismo, quem sabe...
Reveja suas reais intenções motivações. Será que quando critica seu pastor, não o faz porque na verdade VOCÊ é que desejava estar no lugar dele? Será que não é inveja o sentimento que o motiva a ser esse ferrenho opositor de seu líder? Pense nisso com honestidade.
Se contudo, depois de uma auto análise sincera, ainda assim, não ficar satisfeito e feliz em congregar onde está, se não concorda com seu pastor e está a ponto de desrespeita-lo ou de se rebelar, por favor, para seu próprio bem, procure outra igreja para você (não fique sem congregar) mas não saia por aí maldizendo sua igreja ou seu pastor. Não seja ingrato. Não cuspa no prato que comeu tanto tempo. Seja cristão, perdoe as imperfeições de seus irmãos, se é que deseja ser perdoado pelo reto Juiz naquele dia, e siga seu caminho sem se tornar um maledicente, ingrato ou rebelde.
 
Leia Provérbios. É um ótimo livro para reger nossa conduta, postura e comportamento. Lá encontrará muitos textos referentes a fofocas, maledicência, rebeldia, submissão, respeito às autoridades instituídas por Deus, a importância de ouvir, o perigo da soberba, orgulho, inveja, etc...
Entretanto não é só em Provérbios que encontrará orientações sobre esse péssimo comportamento de falar mal dos outros. Em toda a Bíblia encontrará textos quanto a isso. Onde estão? Ora, procure!
À partir de Provérbios, com uma boa concordância bíblica encontrará textos paralelos sobre o que aqui escrevo. Não vou pescar pra você. Já estou lhe dando a vara e a isca, pesque você mesmo! Será um bom exercício pra você.
Leia a Bíblia não apenas como um livro, mas como O LIVRO. Não apenas para saber, mas para ser transformado pelo que ali está revelado. Pratique a Bíblia.
Mude de atitudes com relação a igreja e as suas lideranças ou colha os frutos desses seus equívocos.
E somente para encerrar três observações são relevantes quanto a esse tema:
 
1. Se você não é maledicente, fofoqueiro, fuxiqueiro, mas tem um amigo ou irmão que vive a maldizer outros irmãos, a igreja, o pastor, etc... fuja dele, pois quem fala mal de alguém a você, certamente irá falar mal de você a outros.
 
2. Se você é maledicente, fofoqueiro, fuxiqueiro saiba que as pessoas que ouvem suas reclamações não formam um bom conceito a teu respeito, do contrário, tem uma péssima impressão de seu caráter e índole. Portanto, se deseja que as pessoas o respeitem, confiem em você ou que tenha credibilidade, mude de comportamento já. Há ainda tempo para arrependimento, confissão, perdão e transformação. Mas, não demore, Jesus está voltando.
 
3. Caro pastor, procure conhecer as pessoas antes de encarrega-las de alguma posição de liderança na igreja. E acompanhe de perto as que estão ocupando esses cargos e posições de liderança na igreja que pastoreia. Visite-os, converse com eles. Saiba o que pensam sobre Deus, sobre a igreja, sobre a sua pessoa, sobre a visão que tem para seu ministério, sobre os demais irmãos, etc... Analise a vida dessas pessoas e se elas tem condições e cumprem os requisitos bíblicos básicos para posições de liderança cristã.  Veja se concordam com as doutrinas cridas pela igreja. Veja se não são maledicentes, fofoqueiros. Veja se pode confiar nelas. Se não fizer isso, correrá o risco de, muito provavelmente, ter surpresas desagradáveis em seu ministério e colherá muitas decepções (além daquelas já inevitáveis).
 
 
A Igreja não é perfeita.
Entretanto, mesmo com suas imperfeições devemos sempre buscar de todo o nosso coração que o ambiente da igreja local onde congregamos seja de paz, amor e respeito.
Isso depende de nós. Isso ocorrera à partir de cada um de nós.
 
Uma boa reflexão para todos quanto a esse tema é um bom conselho e orientação.
 
Deus os abençoe.
 
 
Pr. Magdiel G Anselmo.
 
 

domingo, 22 de setembro de 2013

OS DEZ MANDAMENTOS DO BOM TEÓLOGO



Todo bom teólogo seguirá e entenderá esses mandamentos à risca.

1. Não tente explicar o inexplicável (Há questões que são para somente crer, não para explicar.);
2. Evite concentrar-se em especulações ou discussões em questões secundárias que não levam ninguém ao céu ou impedem de ir ao inferno (Isso é perda de tempo precioso que poderia estar sendo investido em outras questões edificantes para a Igreja, e mais, muitos por causa dessas discussões teológicas infindáveis perderam amigos e fizeram inimigos.);
3. Aprenda a dizer: "Não Sei". (Se você não sabe, não enrole.);
4. Domine o vocabulário teológico, leia muitos livros teológicos, continue fazendo cursos, se aperfeiçoando, estude, estude, estude...;
5. Não esqueça de seu momento com Deus, ore muito, leia muito a Bíblia;
6. Duvide de suas dúvidas (seja um pesquisador constante, vá atrás, não se contente com as dúvidas);
7. Lembre-se que os motivos que unem os crentes são maiores do que os que os afastam (Enfatize as harmonias, as semelhanças e não os conflitos. Com exceção da apologética cristã que é útil e bíblica e milita contra heresias e seitas pseudo cristãs, não fique a criticar essa ou aquela denominação cristã por que seguem uma linha teológica diferente da sua. Seja sábio, teologia não é pra isso.);
8. Lembre que o teu conhecimento teológico deve servir para levar a salvação aos perdidos e a edificação aos salvos e não para constranger ou humilhar teus irmãos (Você estudou para ser um melhor servo, não para ser senhor da razão. Às vezes, mesmo estando certo, o melhor é ficar calado para em uma oportunidade mais edificante argumentar e até mesmo, abençoar os opositores);
9. Pregue e ensine com fervor e autoridade suas certezas e convicções e jamais as suas dúvidas (quando prega ou ensina uma questão ou tema que não possui convicção ou opinião formada, apenas causa confusão em quem o ouve);
10. Não use a teologia como vaidade ou engrandecimento pessoal, use-a para edificação do Corpo de Cristo (lembre-se que deve servir e não ser servido).
Simples assim.
O bom teólogo entende bem isso. O mau teólogo considera isso um ultraje.
O que pensa disso?
Deus o abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.

Amo a Mensagem da velha Cruz !

 
Há diferenças abismais entre a mensagem da velha cruz e essa mensagem da nova cruz pregada e propagada em nossos dias. Por que digo isso?
Vou lhe explicar, continue lendo.
Aprecio pregar, comentar ou escrever sobre a transformação que Deus opera em todo aquele que é salvo por Cristo. Penso ser essa a missão da Igreja, ou pelo menos, a principal dela. Fico surpreso que muitas pessoas me afirmem que há muito tempo não ouvem mensagens em suas igrejas sobre este assunto ou mesmo não veem muito disso hoje em dia ocorrendo. Declararam que muito se prega sobre o que pode e o que não pode, sobre curas e milagres com horário marcado, que Deus vai cumprir o que prometeu, mas pouco sobre o grande milagre da salvação, como ele é descrito na Bíblia. E mais, muitos me declararam que as mudanças ocorridas na vida do agora salvo (descritos em 2 Coríntios 5:17: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é;  as coisas velhas já passaram: eis que tudo se fez novo”.) não são percebidos por eles na vida de muitos que conheciam e que em alguns casos os tinham até discipulado.
Fico surpreso e preocupado com essas afirmações.
E confesso que estou deveras preocupado com o caminho que grande parte da igreja evangélica brasileira está seguindo em nossos dias.
Resolvi, então, escrever um post sobre esse tema há algum tempo e novamente faço isso hoje, pois constato que as coisas não melhoraram, diria que pioraram. 
A intenção desse texto na época foi e novamente o é, de fazer uma distinção entre a verdadeira pregação e teologia bíblica e a que permeia em nossos dias... digo isso porque o foco dos principais grupos ou denominações cristãs não é mais a pregação do Evangelho da cruz e a propagação do nome de Deus.
O “deus entretenimento” e a “deusa diversão” estão sendo adorados escancaradamente. Os marcos antigos fundamentados pelos pioneiros estão sendo substituídos pela superficialidade e irresponsabilidade diante do que deveria ser essencial para a missão e atuação da Igreja nesse mundo.
Nada contra a alegria e o ambiente festivo em um culto cristão. Eu mesmo em muitas ocasiões utilizo o bom humor em pregações, palestras ou estudos bíblicos, mas isso deve ter limites, critérios e bom senso. Penso que, desde que a alegria esteja alinhada com o temor a Deus e o ambiente festivo alinhado com a ordem e decência, nada a questionar.
Mas, parece que muitos líderes não têm a capacidade de coordenar os cultos e suas congregações para que isso aconteça. São totalmente incompetentes e "deixam" o culto se transformar em desordem e confusão, repletos de desequilíbrios e imaturidades de toda ordem e tipo. Ou tem a capacidade e competência, mas não a coragem de ensinar a verdadeira adoração e o verdadeiro culto a Deus revelados na Bíblia. Ou uma coisa ou outra, não há como fugir disso.
Tristemente tenho que afirmar que,
 
A total ausência de ordem e decência se tornou comum na maioria dos cultos ditos evangélicos ou cristãos em nossos dias.
A adoração se transformou em um período de atitudes bizarras e expressões sem sentido e sem fundamentação bíblica.
A pregação, a cada dia mais, perde seu valor e se assemelha com palestras motivacionais, preleções com conteúdo duvidoso e não poucas vezes, herético.
 
Quase que despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos nas últimas décadas. Essa infiltração se iniciou na sociedade moderna e se intensificou na pós-moderna. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente.
As semelhanças são superficiais mas, as diferenças, fundamentais.
Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e dessa filosofia inovadora surgiu uma técnica evangélica moderna ou se preferir pós-moderna, um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Esta nova metodologia emprega a mesma linguagem que a velha, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.
A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai.
A nova cruz não se opõe à raça humana, pelo contrário, é sua amiga íntima e, considera-a uma fonte de divertimento e alegria inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica. Ele continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar canções, participar de confraternizações com cristãos e assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas, freqüentar locais obscuros e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer e a satisfação pessoal, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, ou mesmo intelectual.
A pregação da nova cruz não prega contrastes, mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o Cristianismo não faz exigências desagradáveis, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. Asseveram os pregadores da nova cruz que o produto religioso é bem melhor, por isso devem se juntar a eles.
A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando, é claro, o seu respeito próprio.
A mensagem da nova cruz diz para o arrogante: “Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo.” Para o egoísta, declara: “Venha e vanglorie-se no Senhor”. Para o que busca emoções, chama: “Venha e goze da emoção da fraternidade cristã”.
E com isso, vêmos o crescimento alarmante de cristãos arrogantes, egoístas e desequilibrados nas igrejas, conturbando o ambiente e trazendo conflitos e contendas. Vêmos o crescente número de cristãos que questionam sem respeito e fundamentação bíblica suas lideranças, e de líderes que desrespeitam os demais irmãos e assim por diante... Cristãos rebeldes ingratos e iracundos.
São as crias, são os filhotes dessa filosofia e mensagem que não mata o pecador, que não sepulta o velho homem, mas que dá a ele uma nova forma de viver, agora em um ambiente e contexto religioso.
A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.
A filosofia por trás disso tudo pode até ser sincera, pode ter até "boas intenções", mas sua sinceridade não impede de ser falsa e suas "boas intenções" não impede de ser satânica. É falsa, cega e satânica, interpretando erradamente todo o significado da cruz de Cristo.
Por isso preciso e devo afirmar que,
 
A velha cruz é um símbolo da morte.
Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano.
A cruz não faz acordos, ela acaba completamente com o homem, de uma vez por todas. Ela não tenta manter bons termos com sua vítima.
Golpeia-a cruel e duramente e quando termina o trabalho, o homem já não existe mais.
 
A Bíblia declara claramente que a raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois o ressuscitando em novidade de vida.
O evangelismo que traça caminhos paralelos amigáveis entre o caminho de Deus e os do homem é falso em relação à Bíblia e cruel para a alma dos ouvintes. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto, mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.
Nós, pastores e pregadores do Evangelho em nosso país, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens. Não somos diplomatas, mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo, mas um ultimato.
Como essa teologia pode ser resumida em termos de vida?
É muito simples, o homem deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada e muito menos procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.
Depois disto, ele deve contemplar com sincera confiança o Salvador ressurreto e receber Dele vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador, e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.
Essa nova vida, nova criatura, nova criação, transforma a percepção do passado, presente e futuro.
Essa é a velha, mas atual pregação da cruz revelada na Bíblia. Essa é a mensagem de Deus aos homens. Esse é o sermão que deve ser pregado aos quatro cantos e a toda criatura.
Ousaremos, nós, os pregadores de nossa época, manipular a verdade?
Ousaremos apagar as linhas ou alterar o padrão que nos foi revelado nas Sagradas Escrituras?
Teremos a audácia de lançar por terra todo o trabalho dos discípulos, apóstolos e reformadores?
Que Deus não permita.
 
Não abramos mão de nossas convicções e princípios bíblicos. Não cedamos à tentação da igreja cheia de pessoas vazias. Não caiamos no erro da manipulação psicológica e da mensagem agradável.

Preguemos a velha cruz e conheçamos o velho poder.

Deus nos fortalecerá e protegerá de todo mal.

Toda a Glória, Majestade e Poder ao Senhor da Igreja!
Toda submissão, temor e obediência ao Senhor de Tudo que existe!

Pr. Magdiel G Anselmo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A DOUTRINA DA TRINDADE DIVINA

 
A doutrina da Trindade Divina é crucial para o Cristianismo.
Ela se ocupa em definir quem é Deus, como Ele é, como trabalha e a forma pela qual se tem acesso a Ele. A fé cristã é sem igual ao alegar que Deus é um mas que ao mesmo tempo, há três pessoas que são Deus.  
Vamos nos aprofundar mais neste assunto.

 1. ELEMENTOS ESSENCIAIS DA DOUTRINA DA TRINDADE DIVINA:

 a) Deus é um, não vários.
A unidade de Deus pode ser comparada com a unidade entre marido e esposa, mas devemos ter em mente que estamos lidando com Deus, não com uma reunião de entidades distintas;

 b) A deidade de cada uma das três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo deve ser salientada.
No que se refere a qualidade, todas são iguais. O Filho é divino da mesma forma e na mesma medida que o Pai, e isso também vale para o Espírito Santo;

 c) A Trindade é eterna. Sempre houve três, Pai, Filho e Espírito Santo, e todos Eles sempre foram divinos.
Um ou mais dEles não surgiram em algum ponto do tempo nem tornaram-se divinos em algum momento. O Deus triúno é e será o que sempre foi;

 d) A função de um membro da Trindade pode em algum momento, subordinar-se a um ou aos dois outros membros, mas isso não significa que algum deles possa ser inferior em essência.
Cada uma das três pessoas da Trindade teve, em certo período uma função específica exclusiva. Isso deve ser entendido como uma função temporária no intuito de cumprir determinado objetivo, não uma mudança em seu status ou essência.  Por isso, quando Cristo em sua encarnação terrena não se tornou menor que o Pai, mas se subordinou funcionalmente à vontade do Pai. De igual modo, o Espírito Santo está agora subordinado ao ministério do Filho assim como à vontade do Pai, mas isso não implica que este seja menor que aqueles. (veja João 14-16);

 e) A Trindade Divina é incompreensível.
Não podemos compreender plenamente o mistério da Trindade. Algum dia, quando virmos Deus, iremos vê-lo como é e o compreenderemos melhor que agora. Mas, mesmo então, não O compreenderemos totalmente.
 Há textos em vários locais das Escrituras que confirmam a doutrina da Trindade Divina, vejamos alguns:

 2. A TRINDADE NO VELHO TESTAMENTO:

 a) Na criação do mundo. (Gênesis 1:1)
O nome Deus que aparece aqui é “Elohim” (hebraico) e é um termo no plural. Indica que há mais de uma pessoa divina envolvida. Lendo os outros capítulos seguintes verifica-se a presença do Deus Espírito Santo e do Filho que é citado em João 1:1-3 como a Palavra ou o Verbo (“Disse Deus: haja...”).

 b) Na criação do Homem. (Gênesis 1:26,27).
Novamente a palavra para Deus aqui é “Elohim” e a seguir a frase “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...” O verbo “fazer” no plural indica novamente o envolvimento de mais de uma pessoa divina;

 c) Nos profetas. (Isaías 6:8; Daniel 7:13,14; Miquéias 2:7).
Todos estes textos indicam a triunidade de Deus;

 d) Nos Salmos.
No Salmo 2:6-9 temos uma clara referência sobre o Filho (confirmada em Hebreus 1:5), e no Salmo 104:30 ao Espírito Santo.

 3. A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO:

 No NT a confirmação da Triunidade ou Trindade de Deus é ainda mais contundente e cristalina, veja a seguir alguns destes textos:

 a) No batismo do Senhor Jesus.
O Pai falou do céu, o Filho estava sendo batizado no rio Jordão (e o que Pai falou se referia a Ele), e o Espírito Santo desceu em forma de pomba (Mateus 3: 16,17);

 b) Nos ensinos do Senhor Jesus.
O mistério da Trindade foi ensinado pelo Senhor Jesus ao mesmo tempo em que ensinava a unidade da divindade. Sendo o Filho enviado pelo Pai, agora prometia enviar o Espírito Santo, o Consolador que viria substituí-lo consolando e instruindo os discípulos. (João 14:16; 16:7; Mateus 11: 25-27);

 c) Na Comissão apostólica:
A palavra do Mestre começaria a ser anunciada e a Igreja edificada. O Senhor Jesus então ensina a forma do batismo em Mateus 28:18-20. Teria que ser segundo a fórmula e não deveria ser esquecido “batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...”

 d) Na benção apostólica:
A personalidade e a divindade de cada uma das Pessoas da Trindade são reconhecidas cada vez que esta benção é pronunciada. A graça do Senhor Jesus Cristo e a comunhão do Espírito Santo são invocadas em conexão imediata com o amor de Deus Pai, o que demonstra ser as três Pessoas divinas e iguais em poder e glória (II Coríntios 13: 13).

 CONSIDERAÇÕES FINAIS:

 Uma breve explicação sobre os significado dos termos “Trindade e Triunidade” entendo ser necessária.
O primeiro, Trindade, significa que Deus é três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo e Triunidade significa o tríplice modo de existência de Deus, que é a existência de três pessoas em um único Deus ou Divindade.
 Também quero ressaltar mais uma vez que Deus é um só. Existem três pessoas iguais, divinas e eternas, porém um único Deus.
A atuação de Deus na humanidade dá-nos um exemplo da unidade, da triunidade e da trindade de Deus: A revelação originou-se no Pai, procede por meio do Filho e é completada no Espírito. Não são três ações, mas uma ação em que todos os três se envolvem como se só um estivesse envolvido.
Por isso O Filho disse “eu e o Pai somos um” não por que eram uma só pessoa, mas porque tinham os mesmos objetivos e propósitos em completa harmonia. Desta mesma forma podemos fazer menção ao  Espírito Santo. Os três são um e Deus é um.
 A doutrina da Trindade é um ingrediente crucial e fundamental de nossa fé. Cada um dos três, Pai, Filho e Espírito Santo deve ser cultuado, assim como o Deus Triúno. E tendo em mente a obra distinta de cada um, cabe dirigir orações de graças e de petições a cada um dos membros da Trindade, bem como a todos, coletivamente.
Além disso, o amor e a unidade perfeita da Divindade são modelos da unidade e do afeto que deve caracterizar nossos relacionamentos dentro do Corpo de Cristo.
 Mas, acima de tudo, a doutrina da Trindade é para crer não para entender por completo, há muito tempo um dos pais da Igreja chamado Tertuliano afirmava que a doutrina da Trindade deve ter sido divinamente revelada e não construída por seres humanos. Ela é tão absurda para os padrões humanos que ninguém a poderia inventar.
Nós, os cristãos, não defendemos a doutrina da Trindade porque é evidente por si ou logicamente convincente. Nós a defendemos porque Deus revelou que Ele é assim.
Ouvi ou li uma declaração sobre a doutrina da Trindade que achei muito interessante e com ela finalizo esta questão.

  “ Tente explicá-la, e perderá a cabeça, mas tente negá-la, e perderá a alma.”
 
 
Pr. Magdiel G Anselmo.





 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pastor, cuide de sua família !




 
Não há ministério pastoral que resista se a família do pastor estiver desmoronando, ruindo, e pior, sem que ele perceba.
Portanto, caro pastor, cuide de sua família, antes mesmo da igreja que pastoreia. Não adiantará nada cuidar da igreja e perder sua família. Lembre-se que sua família é a primeira igreja que pastoreias.
 
 
 
E lembre-se também que o inimigo sabe que se destruir sua família, destruirá seu ministério.
Não seja negligente a ponto de esquecer isso. Vigie e cuide para que isso não ocorra.
 
Quando estiveres na igreja local, em um culto ou alguma atividade e lá não encontrar seus filhos ou até mesmo sua esposa, pergunte a si o que foi que ocorreu. O que não está dando certo? Por que eles não estão aqui comigo?
Faça essas perguntas e outras mais.
 




Onde estão seus filhos?
Como está sua esposa?
Você tem ouvido seus filhos?
Você tem apascentado sua esposa?
Quando foi a última vez que conversou com seus filhos?
Quando foi a última vez que ouviu de verdade sua esposa?

Quando foi a última vez que disse que amava sua esposa e demonstrou isso de forma objetiva e não simplesmente por palavras lançadas ao vento?
Será que sua família não está triste e incomodada com suas atitudes e rotina?
 
Você tem estado presente em seu lar ou
a igreja virou sua casa?
 
Pastor, a igreja não é a sua casa nem os irmãos são seus filhos e esposa.
 
Não inverta as prioridades, pois isso lhe trará imensos sofrimentos. Há lugar e tempo para os dois, não negligencie sua família em prol da igreja.
A própria igreja local lhe agradecerá, pois um pastor com uma família unida e abençoada, abençoa a igreja local do qual faz parte e pastoreia.


 Cuide de sua família, pastor, ou a perderá.

 

Seus filhos procurarão outros ouvidos e se perderão nos enganos de pessoas usadas para destruir suas vidas. Sua esposa poderá se tornar amarga e triste porque não tem em seu marido o amigo que deseja e que precisa e muito menos o homem que a faz feliz como mulher.
Pense nisso, caro pastor, pense nisso e comece a agir enquanto ainda dá tempo.
Do contrário, perderá sua família.
E não haverá ministério ou serviço na igreja que irá minimizar a dor dessa perda. Com a perda de sua família, perderá inevitavelmente seu ministério, e por fim, sua paz.
Aqui vai algumas sugestões práticas:
 
a) Vá passear com sua família (esposa e filhos), se divirtam juntos, brinquem, riam...
b) Vá passear com sua esposa (só você e ela). Escolha um lugar que ela goste, se divirtam juntos, brinquem, namorem...
c) Controle sua agenda na igreja de tal forma que reserve um bom tempo com a família. Explique isso à igreja. Ela entenderá (ou terá que entender) que tem também obrigações em seu lar.
d) Converse com sua família. Converse com sua esposa (deixe ela falar, não monopolize o diálogo). Converse com seus filhos (principalmente se forem jovens ou adolescentes), eles precisam partilhar contigo suas ansiedades, preocupações, planos e experiências. Dê espaço pra isso. Ouça muito e os oriente quando necessário.
e) Seja amoroso e compreensivo em casa da mesma forma que é na igreja. Não seja contraditório.
f) Demonstre seu amor pela família. Faça surpresas para os filhos. Faça surpresas para sua esposa. Seja romântico...
g) Tire todo ano suas férias da igreja. Não há justificativas para não fazer isso. Sua família é a primeira igreja que pastoreias.
h) Ensine esses princípios e atitudes aos demais líderes e maridos da igreja que pastoreias. Ensine que o ativismo é um inimigo das famílias cristãs.
 

i) Namore sua esposa. Faça carinhos. Ame-a de palavras e de ações. Ela precisa de você.
j) Seja um amigo de sua família.
Dessa forma, eles confiarão em você para qualquer questão.
k) Não permita que eles tenham um conceito de pastorado como algo que distancia ou separa o pai ou o marido da esposa e filhos. O seu pastorado para eles deve ser motivo de alegria e suavidade e não de opressão e sofrimento.
 
 

l) Seja Feliz e desfrute da felicidade que eles expressarão por ter um marido e um pai presente no lar e na vida deles.
 
Se essas sugestões não fazem parte de sua vida ou nunca pensou nisso com a devida atenção, é hora de parar agora e fazer uma reflexão, uma análise introspectiva de sua vida.
Olhe para sua família, olhe para seu lar, veja se não estão a clamar por ti.
Veja se sua esposa não está sem marido e seus filhos sem pai.

Pastor, cuide de sua família, antes mesmo de cuidar da igreja.
Pastor, por amor a Cristo, cuide de sua família.
Pastor, ouça o que o Espírito lhe diz...
 
 

Pastor, seja feliz !!!
 
 
 
 
 Pr. Magdiel G Anselmo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O que é "a liberdade do Espírito" ??



Um dos argumentos mais usados para se justificar coisas estranhas que acontecem nos cultos evangélicos neopentecostais é a declaração de Paulo em 2Coríntios 3:17:

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.




 


 O raciocínio vai mais ou menos assim: quando o Espírito de Deus está agindo num culto, Ele impele os adoradores a fazerem coisas que aos homens podem parecer estranhas, mas que são coisas do Espírito. Se há um mover do Espírito no culto, as pessoas têm liberdade para fazer o que sentirem vontade, já que estão sendo movidas por Ele, não importa quão estranhas estas coisas possam parecer. E não se deve questionar estas coisas, mesmo sendo diferentes e estranhas. Não há regras, não há limites, somente liberdade quando o Espírito se move no culto.

Assim, um culto onde as coisas ocorrem normalmente, onde as pessoas não saltam, não pulam, não dançam, não tremem e nem caem no chão, este é um culto frio, amarrado, sem vida.

O argumento prossegue mais ou menos assim: o Espírito é soberano e livre, Ele se move como o vento, de forma misteriosa. Não devemos questionar o mover do Espírito, quando Ele nos impele a dançar, pular, saltar, cair, tremer, durante o culto. Tudo é válido se o Espírito está presente.

Bom, tem algumas coisas nestes argumentos com as quais concordo.
De fato, o Espírito de Deus é soberano. Ele não costuma pedir nossa permissão para fazer as coisas que deseja fazer. Também é fato que Ele está presente quando o povo de Deus se reúne para servir a Deus em verdade. Concordo também que no passado, quando o Espírito de Deus agiu em determinadas situações, a princípio tudo parecia estranho. Por exemplo, quando Ele guiou Pedro a ir à casa do pagão Cornélio (Atos 10 e 11). Pedro deve ter estranhado bastante aquela visão do lençol, mas acabou obedecendo. Ao final, percebeu-se que a estranheza de Pedro se devia ao fato que ele não havia entendido as Escrituras, que os gentios também seriam aceitos na Igreja.

Mas, por outro lado, esse raciocínio tem vários pontos fracos, vulneráveis e indefensáveis. A começar pelo fato de que esta passagem, "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2Cor 3:17) não tem absolutamente nada a ver com o culto. Paulo disse estas palavras se referindo à leitura do Antigo Testamento. Os judeus não conseguiam enxergar a Cristo no Antigo Testamento quando o liam aos sábados nas sinagogas pois o véu de Moisés estava sobre o coração e a mente deles (veja versículos 14-15). Estavam cegos. Quando porém um deles se convertia ao Senhor Jesus, o véu era retirado. Ele agora podia ler o Antigo Testamento sem o véu, em plena liberdade, livre dos impedimentos legalistas. Seu coração e sua mente agora estavam livres para ver a Cristo onde antes nada percebiam. É desta liberdade que Paulo está falando. É o Senhor, que é o Espírito, que abre os olhos da mente e do coração para que possamos entender as Escrituras.

A passagem, portanto, não tem absolutamente nada a ver com liberdade para fazermos o que sentirmos vontade no culto a Deus, em nome de um mover do Espírito.

E este, aliás, é outro ponto fraco do argumento, pensar que liberdade do Espírito é ausência de normas, regras e princípios. Para alguns, quanto mais estranho, diferente e inusitado, mais espiritual! Mas, não creio que é isto que a Bíblia ensina. Ela nos diz que o fruto do Espírito é domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Ela ensina que o Espírito nos dá bom senso, equilíbrio e sabedoria (Isaías 11:2), sim, pois Ele é o Espírito de moderação (2Tim 1:7).

Além do uso errado da passagem, o argumento também parte do pressuposto que o Espírito de Deus age de maneira independente da Palavra que Ele mesmo inspirou e trouxe à existência, que é a Bíblia. O que eu quero dizer é que o Espírito não contradiz o que Ele já nos revelou em sua Palavra. Nela encontramos os elementos e as diretrizes do culto que agrada a Deus.
Liberdade no Espírito não significa liberdade para inventarmos maneiras novas de cultuá-lo. Sem dúvida, temos espaço para contextualizar as circunstâncias do culto, mas não para inventar elementos. Seria uma contradição do Espírito levar seu povo a adorar a Deus de forma contrária à Palavra que Ele mesmo inspirou.

Um culto espiritual é aquele onde a Palavra é pregada com fidelidade, onde os cânticos refletem as verdades da Bíblia e são entoados de coração, onde as orações são feitas em nome de Jesus por aquelas coisas lícitas que a Bíblia nos ensina a pedir, onde a Ceia e o batismo são celebrados de maneira digna.
Um culto espiritual combina fervor com entendimento, alegria com solenidade, sentimento com racionalidade. Não vejo qualquer conexão na Bíblia entre o mover do Espírito e piruetas, coreografia, danças, gestos.
A verdadeira liberdade do Espírito é aquela liberdade da escravidão da lei, do pecado, da condenação e da culpa. Quem quiser pular de alegria por isto, pule.
Mas não me chame de frio, formal, engessado pelo fato de que manifesto a minha alegria simplesmente fechando meus olhos e agradecendo silenciosamente a Deus por ter tido misericórdia deste pecador.


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Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes. 
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