sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Não chame qualquer um de "homem de Deus"


Um termo muito usado pelos crentes de uma forma geral, para designar um pastor ou ministro da Palavra é chama-lo de "homem de Deus.
E antigamente isso era bem seletivo, ou seja, não era qualquer um que era chamado assim, somente aqueles que realmente possuíam as "credenciais bíblicas" eram assim denominados pelos seus irmãos.
 Entretanto, o conceito de "homem de Deus" tem sido deturpado e muitos equivocadamente denominam pessoas assim, porque simplesmente nunca tiveram a oportunidade de conhecer realmente um homem de Deus. Nunca tiveram um referencial de vida e liderança cristã que pudessem se espelhar. É compreensivo, daí, se espelharem equivocadamente em pessoas que apenas "os usam" para seus interesses pessoais e mesquinhos. Pseudos líderes cristãos.
 E, lamentavelmente, pastores desse tipo formam outros pastores semelhantes. E, a Igreja sofre.
 Mas, eu posso ajudar, quem sabe, a alguns na melhor compreensão do que é ser "um homem de Deus" na concepção bíblica do termo.


 Vejamos quem NÃO pode ou NÃO deve ser chamado de "homem de Deus":

 a) Um crente que provoca ou apoia facções, divisões, contenda ou inimizades entre irmãos não pode ser chamado de "homem de Deus";

 b) Um crente que divide uma igreja para poder "abrir a sua" não pode ser chamado de "homem de Deus";

 c) Um crente que não prioriza o estudo da Palavra de Deus em sua vida e na vida da igreja que "lidera", que vive apenas da superficialidade, da propagação de chavões e de manipulações, não pode ser chamado de "homem de Deus";

 d) Um crente que "lidera" uma igreja, mas tem resistência em divulgar abertamente a seus membros qual é o uso que faz do dinheiro da igreja, não pode ser chamado de "homem de Deus";

 e) Um pseudo líder que consagra ou ordena pessoas ao ministério pastoral apenas para que essas pessoas não saiam da "sua igreja", não pode ser chamado de "homem de Deus";

 f) Um pseudo líder que tem um passado duvidoso, mau testemunho, em igrejas que antes congregou e liderou, não pode ser chamado de "homem de Deus".

E por fim, quais as características de um VERDADEIRO "homem de Deus" diante das situações que eu mencione acima:

 a) Um homem de Deus quando se vê diante da possibilidade de ocorrer facções, divisões, contendas ou inimizades entre irmãos por sua causa, logo procura solucionar essas situações para que isso jamais ocorra, mesmo que para isso tenha que renunciar a seus interesses e planos pessoais ou ministeriais;

 b) Um verdadeiro homem de Deus jamais fundará uma nova igreja com grupos que dividiram outra igreja. Se ele entender que Deus o direciona para iniciar um novo trabalho, sairá sozinho da igreja que congregava e iniciará esse trabalho sem que para isso "carregue" grupos da igreja anterior.
Uma igreja que inicia sua vida originada de uma divisão jamais terá a aprovação e benção de Deus por mais que aparentemente isso ocorra aos olhos humanos;

 c) Um homem de Deus sempre buscará se aperfeiçoar no conhecimento bíblico. Será sempre um estudante da Bíblia e motivará os irmãos aos seus cuidados a estudar e também se aprofundar. O ensino da Palavra, o discipulado, o treinamento e formação de crentes na igreja que pastoreia sempre será o "carro chefe" de seu ministério e não as campanhas, festas, eventos ou coisas desse tipo.
Porque ele sabe que sem conhecimento bíblico tudo que a igreja possa fazer, pode fazer errado e com a motivação equivocada. Sabe da importância do ensino profundo e sistemático da Bíblia pra que todos caminhem na direção certa da vontade de Deus;

 d) Um verdadeiro homem de Deus que está a liderar uma igreja sempre fará da transparência da administração eclesiástica uma de suas características marcantes. Para tanto, não terá dificuldade alguma em administrar e divulgar o uso que é feito do dinheiro das ofertas e dízimos da igreja.
Ele sabe que esse dinheiro não é dele, mas para uso na obra de Deus;

 e) Um homem de Deus de verdade terá cuidado e zelo em impor as mãos sobre alguém para consagra-lo ou ordena-lo ao ministério pastoral. Não fará isso apenas porque aquela pessoa é da "sua turma" ou porque pode perde-la se assim não o fizer. O que leva em consideração para isso é o chamado, a vocação e a preparação para o ministério e não simpatias ou politicagens;

 f) Um homem de Deus de verdade pode ter cometido erros no passado, em outras igrejas que passou ou com pessoas.
Entretanto, ele fará de tudo para consertar esses erros. Procurará resolver os problemas e explicar as situações a todos para que não haja dúvidas sobre sua conduta e postura como crente e como líder cristão. Não fugirá ou se esconderá dessa responsabilidade. Ele sabe que disso depende o futuro de seu ministério diante de Deus.


Percebe quais são as diferenças?
 Portanto, pense bem antes de considerar ou chamar alguém de "homem de Deus".
 Reflita sobre isso.
 Pr. Magdiel G Anselmo.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Para as ovelhas, o amor. Para os lobos e bodes, varada e cajadada.



A consequência da preguiça para estudar a Bíblia é claramente vista na mentalidade medíocre ou anti-bíblica da maioria dos crentes e na fácil atuação e penetração dos lobos e bodes no meio do rebanho de Cristo.
Poucos realmente buscam na Bíblia respostas para seus questionamentos e conflitos. Raros buscam na Bíblia conhecer a vontade de Deus para as diversas situações e circunstâncias da vida. Quase ninguém busca na Bíblia saber honestamente quais são os princípios e valores de Deus lá revelados.



Poucos desejam estudar a Bíblia, pois isso exige esforço, sacrifício e dedicação. Estudar a Bíblia, estudar a boa teologia, não é para covardes, irresponsáveis ou para aqueles que desejam que "tudo caia dos céus", sem ter nenhum trabalho ou parte nesse processo.
A renúncia pessoal em prol de seu próprio crescimento como crente é uma verdade e algo a se buscar e viver.
Esse negócio de pensar que Deus é obrigado a fazer tudo por nós e em contrapartida não fazermos nada é uma falácia e um conceito diabólico. A salvação não é por meio de nossas obras, claro que não. Mas isso não significa que tenhamos que ser servos inúteis, infiéis e não fazermos o que a Palavra nos manda fazer. Uma boa lida na parábola dos talentos ensinada pelo Senhor ajudaria muito na elucidação dessa questão.
Estamos aqui nesse mundo para trabalhar (IDE), não para apenas passar por ele.
Lá no Céus sim teremos descanso total, não aqui. Aqui é lugar de peregrinação, não de acomodação.
Muitos são fiéis aplicadores da Bíblia na vida dos outros, mas na sua própria, não usam a mesma medida ou a mesma orientação e conselho bíblico.

Saem pregando, evangelizando, ensinando um outro evangelho, uns por preguiça, outros por influência maligna. Sem a menor seriedade ou preocupação com a fidelidade às Escrituras.
Saem propagando suas arrogâncias, buscando seus interesses, sem ter a mínima responsabilidade e noção do que estão fazendo.

São movidos pelas emoções, desequilíbrios emocionais, distúrbios, sensações, suposições, divagações...
São sonhadores alucinados , ignorantes, instáveis, rebeldes.... deturpando a interpretação correta da Palavra de Deus.
Não aceitam e não respeitam autoridades espirituais, desrespeitam seus pastores e líderes... São murmuradores, "reclamões", ingratos, invejosos, egoístas, facciosos, criadores de contendas e divisões... dão trabalho no Reino de Deus e não trabalham pelo Reino de Deus.
São avessos ao estudo mais profundo e consistente da Bíblia simplesmente porque não desejam a posição de alunos ou aprendizes... desejam ser mestres, porém, sem nunca ter sido discípulos (o que não é aceitável, muito menos bíblico)
E lamentavelmente, são seguidos por pessoas imaturas, infantis, débeis, desprovidas de discernimento e sabedoria (porque não buscam). São seguidos muitas vezes por ovelhas feridas, que estão fora do rebanho, ovelhas fracas, anêmicas.... que no afã de encontrar alimento, são enganadas e iludidas por esses pseudos líderes cristãos. Ovelhas que peço a Deus, que intercedo com lágrimas diante de Deus, sejam iluminadas pelo Espírito para entender o perigo que correm seguindo tais lobos devoradores... Oro por essas ovelhas, trabalho por elas...
Os tais lobos ou "bodes", fundam "igrejas" não porque desejam propagar o Reino de Deus ou porque tem chamado divino para liderar, mas porque não desejam se submeter a ninguém (na verdade, querem ser chefes, mandar, ter "poder nas mãos").

Querem ser na igreja o que nunca tiveram competência ou capacidade pra ser na vida secular (chefes), mas confundem igreja com empresa, pastor com funcionário e crentes como meros consumidores. Não entendem que pastor não é chefe, não é empregado e que os demais crentes não são empregadores ou patrões.
Na verdade, não entenderam nada do que significa Igreja, nem espiritualmente, muito menos organizacionalmente.
São desprovidos de poder de reflexão e de bons frutos, são levados pelos senso comum sem pestanejar... são preguiçosos mentalmente e mortos espiritualmente.
Saem a comprar espaço em rádios e televisões... são ávidos por fama e notoriedade. Amam títulos e posições que lhes proporcionam projeção ou grande visibilidade.
Apenas perturbam e confundem os verdadeiros cristãos e atrapalham o trabalho das verdadeiras igrejas.
Não amam as pessoas, amam a si mesmos, apascentam a si mesmos.
São como ondas bravias do mar que espumejam suas próprias sujidades, estrelas errantes... A negridão das trevas está reservada para estes.
Tal qual Judas e Pedro em suas epístolas, estou cansado de gente assim...
Estou cansado de gente que usa todo tipo de justificativa para tentar ludibriar as pessoas e esconder suas reais intenções e motivações.
Estou cansado de ser compreensivo com lobos e bodes que nada mais fazem que buscar machucar e devorar ovelhas.

Aviso !

À partir de agora, onde encontrá-los, se preparem para varadas e  cajadadas!
Usarei a autoridade me dada por Deus ! 
A fase da conversa acabou !

Vou expulsá-los na força de Deus, do meio do rebanho de Cristo !!!
 
 
Pr. Magdiel G Anselmo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Uma Reflexão sobre a Igreja Organismo e a Igreja Organização



A Igreja é fruto da mente de Deus e por isso sua complexidade é enorme e inatingível a mente humana.
Somente em termos gerais podemos entender o que Deus determinou para a Sua Igreja e como esta foi idealizada e confirmada em todos os tempos.
A Igreja como instrumento de Deus para a salvação e para a edificação é privilégio dado por Deus, sendo que Ele não necessita dela para isso, mas quis que ela fosse Sua embaixadora neste mundo e a capacita para esta função e missão.
A vida da Igreja, sua história e sua missão devem ser alvo de estudo de todo aquele que quer ser um instrumento de benção nas mãos de Deus e que quer serví-lo com responsabilidade e sinceridade. Como ela surgiu, como caminhou, como esta hoje, qual sua missão e o que acontecerá com ela, deve estar bem claro na mente e no coração de todos os crentes genuínos em Cristo.
1. DEFINIÇÃO DE “IGREJA”:

No grego clássico, a palavra usada no Novo testamento para designar a Igreja (ekkesia) referia-se simplesmente a uma assembléia dos cidadãos de uma localidade que era realizada em locais públicos e geralmente abertos. O equivalente mais próximo do Antigo Testamento (qahal) não é tanto uma especificação dos membros de uma assembléia, mas uma designação do ato de se reunirem.
No NT, a palavra Igreja tem dois sentidos. Por um lado, denota todos os crentes em Cristo em todas as épocas e lugares. Esse sentido universal é encontrado em Mateus 16:18, em que Jesus promete que construirá sua igreja, e na figura do corpo de Cristo, desenvolvida por Paulo. Com maior freqüência, porém, “igreja” refere-se a um grupo de crentes em dada localidade geográfica. Esse é o sentido claro em textos como 1 Coríntios 1:2 e 1 Tessalonicenses 1:1.
Várias definições podemos citar, como:

a. Do ponto de vista da Eleição
Segundo alguns teólogos, a Igreja é a comunidade dos eleitos.
Contudo, esta definição tende a ser um tanto enganosa. Ela se aplica unicamente à Igreja como existe na idéia de Deus e como será completada no fim dos séculos, e não à Igreja como realidade presente e empírica. A eleição inclui todos os que pertencem ao corpo de Cristo, independentemente da sua real e atual relação com ele. Mas os eleitos que ainda não nasceram, ou que ainda são estranhos a Cristo e não estão ainda debaixo da proteção da Igreja, não podem ser referidos como pertencentes à Igreja.

b. Do ponto de vista da Vocação Eficaz
A Igreja é definida como a agremiação dos eleitos que são chamados pelo Espírito Santo.

c. Do ponto de vista do Batismo e Profissão
A Igreja tem sido definida como a comunidade dos que são batizados e professam a fé verdadeira; ou como a comunidade dos que professam à religião verdadeira.

Calvino define Igreja como a “multidão de pessoas espalhadas pelo mundo, que professam adoração a um só Deus em Cristo; são iniciadas nesta fé pelo batismo, dão testemunho da sua unidade e amor por sua participação na Ceia; estão de acordo na Palavra de Deus, e pela pregação dessa Palavra mantêm o ministério ordenado de Cristo”.


2. A NATUREZA DA “IGREJA”:

De ajuda na compreensão da natureza da igreja é uma doutrina claramente ensinada no NT, a unidade da igreja.
Paradoxalmente, porém, a Igreja, conforme existe hoje no mundo, não parece estar unificada. Vemos incontáveis denominações, às vezes bem semelhantes quanto ao ensino, competindo umas com as outras. E os relacionamentos entre os membros da igreja local são às vezes caracterizados por indiferença e até hostilidade aberta. Mas sabemos que, como crentes, devíamos estar perseguindo a unidade, pois essa é a vontade declarada de Cristo para a igreja.
Alguns entendem a unidade da Igreja como algo essencialmente espiritual quanto à natureza. Encontram a unidade no fato de todos os crentes servirem e amarem ao mesmo Senhor.
Embora não estejam organicamente ligados a outros grupos de crentes e talvez não atuem juntos em nenhum projeto externo, amam-se uns aos outros, mesmo às pessoas com quem não tem nenhum contato. Um dia, quando a noiva de Cristo, a Igreja, for reunida, haverá verdadeira unidade. A unidade, em outras palavras, aplica-se à igreja universal ou invisível, mais do que à igreja visível.
A segunda concepção centra-se no reconhecimento e na comunhão mútua. Essa abordagem dá ênfase ao fato de que, embora as congregações e denominações sejam separadas umas das outras, possuem basicamente a mesma fé e, portanto, devem lutar para dar expressão observável a essa unidade, usando todos os meios possíveis.
Finalmente, há a concepção de que a unidade da igreja significa unidade orgânica. Aqui, as congregações se unem numa grande denominação, juntando suas tradições.


Conclusão: Com certeza, os crentes devem desejar e buscar a concretização de uma unidade espiritual e, na medida do possível, o reconhecimento e a comunhão mútua. Cada pessoa e congregação terão de determinar até que ponto o envolvimento maior e a atividade cooperativa são coerentes com a preservação de suas convicções bíblicas e com o cumprimento da tarefa dada pelo Senhor.


3. A DISTINÇÃO ENTRE A IGREJA COMO ORGANISMO E A IGREJA COMO ORGANIZAÇÃO (INSTITUIÇÃO):
Aqui vale ressaltar o desconhecimento de grande parte dos então chamados evangélicos para essa distinção. Eles confundem Igreja Organismo com Igreja Organização. As frases "Eu sou a Igreja", "nós somos a Igreja", "Igreja não são paredes", "Templo não é Igreja" e outras semelhantes são ditas sem qualquer conhecimento do que realmente estão falando. No afã de defender uma concepção, atacam a outra, sem contudo, um exame bíblico responsável.
As duas concepções são claras na Bíblia.
E é o que examinaremos a seguir:

A Igreja como organismo tem existência carismática; nela todos os tipos de dons e talentos tornam-se manifestos e são utilizados na obra do Senhor. A igreja como organização (instituição), por outro lado, existe numa forma institucional e funciona por meio dos ofícios e meios que Deus instituiu. Num sentido, ambas são coordenadas e, todavia, há também certa subordinação de uma à outra. A Igreja como instituição ou organização é um meio para um fim, e este fim se acha na Igreja como organismo, a comunidade dos crentes.
3.1 - A Igreja como “Organismo”:

Alguns teólogos definem este ponto da seguinte forma: “ A Igreja é o corpo místico de Cristo, do qual Ele é a cabeça viva e do qual os crentes regenerados são os membros”.
A Igreja assim considerada na qualidade de organismo é segundo Atos 15:14 “um povo para o seu nome”, o qual Deus está atualmente tirando dentre os gentios.
Esta igreja-organismo inclui todos os crentes cristãos autênticos, chamados de todas as nações. Inclui todos os salvos em todas as épocas e lugares do planeta, estejam vivos ou mortos.

3.2 - Nomes Bíblicos para a Igreja como Organismo:

  • O Povo de Deus
O conceito da Igreja como “povo de Deus” destaca a iniciativa de Deus na escolha das pessoas. No AT, Ele não adotou para si uma nação existente, mas na realidade criou um povo para si. Ele acolheu Abraão e, depois, por meio dele, fez surgir o povo de Israel. No NT, esse conceito de Deus escolhendo um povo é alargado, passando a incluir tanto judeus como gentios na Igreja.
Este conceito de Israel e a Igreja como povo de Deus contém algumas implicações. Deus se orgulha deles. Ele provê cuidado e proteção a seu povo; ele o mantém “como a menina dos olhos” (Dt. 32:10).
  • O Corpo de Cristo
Talvez essa seja a representação mais extensa da Igreja. Salienta que a Igreja é agora o centro da atividade de Cristo, assim como seu corpo físico a centralizava durante seu ministério terreno. Salienta também a ligação da igreja como um grupo de crentes, com Cristo. Esta representação comporta alguns aspectos:



 a) Cristo é a ou o cabeça desse Corpo (Cl. 1:18) do qual todos os crentes, como indivíduos, são membros ou partes.
 b) Existe a ligação mútua entre todas as pessoas que compõem a Igreja. Não existe algo como uma vida cristã isolada, solitária.
 c) O Corpo deve ser caracterizado pela comunhão genuína. Deve haver empatia e encorajamento (edificação).
 d) O Corpo deve ser unido.
 e) O Corpo de Cristo é Universal. É para todos os que chegarão a ele. Já não há requisitos especiais como nacionalidade (Cl 3:11).
 f) Sendo o Corpo de Cristo, a Igreja é a extensão de seu ministério.
  •   O Templo do Espírito Santo  
Após a obra impressionante do Espírito no Pentecostes, o mesmo Espírito continua trabalhando pessoas para a Igreja (1 Cor. 12:13). A Igreja é agora habitada pelo Espírito, tanto no aspecto individual como no coletivo.
O Espírito também é, em certo sentido, o Soberano da Igreja, pois é Ele quem equipa o corpo, dispensando os dons que, em alguns casos são pessoas para preencher vários ofícios e, em outros, são habilidades especiais. Ele decide quando um dom será concedido e a quem ele será conferido. E finalmente, torna a Igreja santa e pura (1 Cor. 6:19,20). 
  • Igreja Invisível 
Designação que provavelmente data da época de Agostinho, referente ao total de crentes genuínos, vivos e mortos, unidos pelo Espírito Santo ao corpo de Cristo. Ao contrário da Igreja Visível que é histórica e representa a união localizada de pessoas que professam a fé em Cristo, estando elas verdadeiramente nEle ou não.
A Igreja Invisível não pode ser observada externamente porque seus membros são conhecidos apenas pelo próprio Deus, que vê a fé interior e não apenas a profissão de fé exterior. 
  • Jerusalém de cima ou Nova Jerusalém ou Jerusalém Celestial  
Todas estas três formas se acham na Bíblia (Gl. 4:26; Hb. 12:22; Ap. 21:2). No AT Jerusalém era descrita como o lugar onde Deus habitava entre querubins e onde, simbolicamente, Ele tinha contato com seu povo.
O NT, evidentemente, considera a Igreja como reprodução exata da Jerusalém do AT e, daí, lhe dá o mesmo nome.
De acordo com esta descrição, a Igreja é o lugar de habitação, embora ainda parcialmente na terra, pertence à esfera celestial.
  • Coluna e Baluarte da Verdade 
Há apenas um lugar em que o nome é aplicado à Igreja, a saber, 1 Tim. 3:15.
Refere-se à Igreja em geral e, portanto, aplica-se a cada parte dela. A figura expressa o fato de que a Igreja é guardiã da verdade, cidadela da verdade e defensora da verdade contra os inimigos do Reino de Deus. 

 3.3- A Igreja como Organização ou Instituição:

A Igreja como organização também designada de Igreja Visível é a que inclui todos os membros batizados das congregações locais, que estão vivos atualmente.
Esta Igreja é formada pelas diversas denominações verdadeiramente bíblicas, que professam a mesma fé e que servem ao mesmo Deus e Senhor, em todos os lugares do planeta.
A Igreja como organização é composta destas denominações ou grupos, cada uma com suas particularidades e características próprias quanto a esta organização ou instituição.
Dentre estas características próprias encontra-se o governo da Igreja.
Veremos a seguir os existentes:

 Episcopal: na forma episcopal, a autoridade reside no bispo. Há vários graus de episcopado, ou seja, há variações quanto ao número de níveis de bispos. A forma mais simples de governo episcopal é encontrada na igreja Metodista, que só possui um nível de bispos. Um pouco mais desenvolvida é a estrutura governamental da Igreja Anglicana ou Episcopal, enquanto a Igreja Católica Romana possui o sistema mais completo de hierarquia, com a autoridade investida especialmente no sumo pontífice, o bispo de Roma, o papa.
 Presbiteriana: O sistema presbiteriano de governo da igreja também coloca a autoridade em determinado ofício, mas o ofício individual e o detentor do ofício destacam-se menos que uma série de grupos representativos que exercem tal autoridade. Esta autoridade é exercida numa série de concílios. No âmbito da Igreja local, o conselho ou o consistório é o grupo responsável pelas decisões. Este sistema difere do episcopal no fato de existir só um nível de clero. Só existe o Presbítero docente (o pastor) ou o Presbítero regente. Não existem níveis mais altos, como o de bispo.
 Congregacional: Esta forma destaca o papel do cristão como indivíduo e tem a Igreja local como centro de autoridade. Dois conceitos são básicos: o de autonomia e o de democracia.
Seguindo estes princípios, cada Igreja Local chama seu próprio pastor e determina seu próprio orçamento. O princípio de democracia baseia-se no sacerdócio de todos os crentes que, entendem, ficaria prejudicado, caso bispos ou presbíteros recebessem prerrogativa de tomar as decisões.


 Obs: Existem também outras formas intermediárias de governo da igreja mesclando duas e até as três formas mencionadas.

Portanto, a Igreja Organização é necessária para reunião da Igreja Organismo aqui nessa terra, para congregar em locais específicos grupos de cristãos com o objetivo de culto, adoração, louvor, ensino, serviço e ajuda social e além disso, intervindo nas comunidades diversas com sua solidariedade, fraternidade e amor cristãos.
Os templos, salões, casas ou demais locais físicos, dessa forma, não são nada mais que locais de encontro, adoração e edificação. Sua utilidade e relevância não devem ser negligenciadas por ser essa uma estratégia do Espírito Santo para a expansão e propagação do Evangelho de Cristo nessa terra desde os dias dos primeiros cristãos. Uma leitura responsável e atenta de Atos dos Apóstolos, bem como sua vinculação e concordância a todo NT revelará essa verdade.
A Igreja organizada é a expressão visível da Igreja de Cristo (Invisível), revelando-se ao mundo como a Embaixadora de Deus e proclamadora de Sua Verdade.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
Temos que lembrar como Deus idealizou a Igreja e buscar obedecê-lo.
A Igreja invisível está visível aos olhos de Deus e devemos trabalhar para que a Igreja que vemos seja considerada por Ele parte deste organismo vivo que é a Igreja de Cristo.
A Igreja não deve ser concebida primeiramente como um fenômeno sociológico, mas como uma instituição estabelecida por Deus.
Por conseguinte, sua essência deve ser determinada não por uma análise de suas atividades, mas pelas Escrituras. Sola Scriptura!
A Igreja existe por causa de seu relacionamento com o Deus Triúno. Ela existe para cumprir a vontade do Senhor no poder do Espírito Santo. Ela é a continuação da presença e do ministério do Senhor no mundo.
A Igreja deve ser uma comunhão de crentes regenerados que demonstram as qualidades espirituais de seu Senhor. A pureza e a devoção devem receber destaques.
E finalmente, a Igreja, embora seja uma criação divina, é composta de seres humanos imperfeitos. Ela não alcançará perfeita santificação ou glorificação até o retorno do seu Senhor.
Sendo participantes desta Igreja, passemos a atuar de forma constante e objetiva, visando a glória de Deus e a salvação dos perdidos.
Busquemos amar e fortalecer os laços entre irmãos e aguardemos com paciência a volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o noivo o qual levará a noiva, sua Igreja, pura e imaculada para eternamente estarem juntos.


Maranata! Ora vem Senhor Jesus!
Pr. Magdiel G Anselmo.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mordomia das Palavras


Deus coloca a nossa disposição uma grande variedade de poderosos e valiosos instrumentos e bens, dentre os quais estão as nossas palavras, ou seja, aquilo que falamos.
Como todo e qualquer outro bem, precisamos administrar nossas palavras com muita sabedoria, sabendo que seu uso errado traz consequências terrivelmente danosas, ao passo que seu uso de forma sábia e criteriosa produz e resulta em bênçãos imensas.



Além disso, a Bíblia deixa bem claro que um dia haveremos de prestar contas do uso que fizermos das palavras (Mat. 12:36).
Aprendamos um pouco mais sobre isso a seguir:
1. O Poder das Palavras
  a) As palavras podem curar ou matar:

“A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito”. (Prov. 15:4)
“A morte e a vida estão no poder da língua e aqueles que a amam comerão do seu fruto” (Prov. 18:21)
Estes, entre tantos outros, ressaltam a profundidade e os efeitos decisivos que as palavras exercem sobre as pessoas a quem elas são dirigidas.
As suas palavras podem ser fonte de benção para as pessoas, mas também podem ser a causa de muitas feridas e mágoas.
Você pode curar vidas com suas palavras, mas também pode matar outras.
Por isso, esse tema é tão relevante para a Igreja de Cristo.
Veja mais:

b) Objetividade:

Quando lemos na Bíblia sobre o poder das palavras e seus efeitos nas pessoas que as ouvem, ela não está tratando de poderes mágicos conforme afirmam alguns.
Trata sim, dos efeitos objetivos e práticos causados pelas palavras, dependendo de quem as pronuncia, do seu conteúdo, das circunstâncias e do modo como eles são pronunciadas.
Não é, portanto um poder místico, mágico ou sobrenatural, nem tão pouco as palavras trazem à realidade coisas que não existem, porém, podem causar feridas tão profundas e produzir tanto sofrimento e angústia em alguém que isso pode levar esta pessoa a ficar enferma emocional e fisicamente e em casos extremos levar até a morte.
Vejamos a seguir exemplos de mau uso das palavras:
2. Uso inadequado ou o mau uso das palavras
a) A Maledicência
A maledicência e a murmuração têm basicamente o mesmo sentido, refletindo uma atitude egoísta e um coração nada agradecido. O maldizente, ou murmurador sempre vê tudo muito ruim ao redor, principalmente no que diz respeito às outras pessoas.
As Escrituras tratam a maledicência e a murmuração com muita severidade (Ex.15:24; 16:2; Prov. 18:8; 26:20; Tg. 4: 11,12). Fica bastante claro que toda maledicência e murmuração são dirigidas contra Deus, pois é como se Ele não estivesse cuidando bem, daquilo que é sua responsabilidade cuidar.
 b) A Fofoca ou o mexerico
Pode ser definido também como intriga. Como tantos outros casos de mau uso das palavras têm a conotação de uma doença contagiosa, a qual se propaga sutilmente, mas de modo incontrolável e devastador, deixando um rastro de ruínas.
Veja o que os textos bíblicos a seguir dizem a respeito do mexerico ou fofoca: Lv. 19:6; Prov. 11:13; 26:28; 26: 20-22.
A calúnia, a contenda, a difamação e as discórdias constituem ao mesmo tempo, o pano de fundo, o solo e o fruto do mexerico ou fofoca.

3. Uso adequado ou o Bom uso das palavras
a) Escolha as palavras (Efésios 4:29).
Mesmo a verdade deve ser falada com as palavras certas ou adequadas e nunca deve ser dita movida apenas por emoções como a ira, raiva, ressentimentos, amarguras, etc...
b) Escolha o momento certo para falar (1 Coríntios 3:1, 2).
Seja sábio, há momentos e situações corretas de se falar uma verdade. Discirna quais são estes, para não ser inconveniente ou mal educado.
  
c) Escolha o modo certo de falar (Colos. 4:6).
Palavras equilibradas, temperadas e pensadas alcançam bons resultados. Palavras ríspidas, cruéis e sem ponderações machucam e não surtirão o efeito desejado, ou seja, mudanças de atitude ou compreensão de quem as escuta. Seja sábio, não prejudique mais ainda a situação com palavras inadequadas.

Conclusão

Muitos relacionamentos nos mais variados níveis – família, trabalho, ministério, etc..., foram arruinados por causa do mau uso das palavras.
A boa reputação e o futuro profissional e, inclusive, a fé de pessoas às vezes são postos em risco devido à falta de critério e ao uso precipitado e sem reflexão das palavras.
Por outro lado, podemos render graças a Deus, pois muitas vidas e muitos relacionamentos foram restaurados, quando se usou bem, este poderoso instrumento que são as palavras.
Observe que até um remédio usado na dose e horas erradas pode matar o doente ao invés de curá-lo.
E não esqueça que naquele dia prestaremos contas ao Senhor do uso que fizemos de nossas palavras. Portanto, use bem suas palavras, pense bem antes de falar.
Fale somente no momento certo e com as palavras adequadas. Sempre busque a benção das pessoas com suas palavras.
Deus lhe deu a capacidade extraordinária de pensar, de refletir... e mais, se é um filho de Deus, salvo por e através de Cristo Jesus, Deus lhe deu o livre acesso à Sua presença, então, fale com Deus e peça a Ele sabedoria ao falar com as pessoas. Ele dá sabedoria a todo aquele que pede gratuitamente. Faça isso.
Use este privilégio para a Glória de Deus.
Seja um bom mordomo de suas palavras.
Pr. Magdiel G Anselmo.
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