sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Relevância da Reforma Protestante hoje

Para entender e reconhecer a relevância da Reforma em nossos dias, deve-se relembrar o que ela significou e porque existiu.
Vamos então considerar a história...
1. O que e porque da existência da Reforma
A Reforma Protestante do século XVI foi um fenômeno variado e complexo, que incluiu fatores políticos, sociais e intelectuais. Todavia, o seu elemento principal foi religioso, ou seja, a busca de um novo entendimento sobre a relação entre Deus e os seres humanos. Nesse esforço, a Reforma apoiou-se em três fundamentos ou pressupostos essenciais:

a) A centralidade da Escritura

Os reformadores redescobriram a Bíblia, que no final da Idade Média era um livro pouco acessível para a maioria dos cristãos. Eles estudaram, pregaram e traduziram a Palavra de Deus, tornando-a conhecida das pessoas. Eles afirmaram que a Escritura deve ser o padrão básico da fé e da vida cristã (2 Tm 3.16-17).
Todas as convicções e práticas da Igreja deviam ser reavaliadas à luz da revelação especial de Deus. Esse princípio ficou consagrado na expressão latina “Sola Scriptura”, ou seja, somente a Escritura é a norma suprema para aquilo que os fiéis e a Igreja devem crer e praticar.
Evidentemente, tal princípio teve conseqüências revolucionárias.

b) A justificação pela fé

Outro fundamento da Reforma, decorrente do anterior, foi a redescoberta do ensino bíblico de que a salvação é inteiramente uma dádiva da graça de Deus, sendo recebida por meio da fé, que também é dom do alto (Ef 2.8-9).
Tendo em vista a obra expiatória realizada por Jesus Cristo na cruz, Deus justifica o pecador que crê, isto é, declara-o justo e aceita-o como justo, possuidor não de uma justiça própria, mas da justiça de Cristo.
Essa verdade solene e fundamental foi afirmada pelos reformadores em três expressões latinas: “Solo Christo”, “Sola gratia” e “Sola fides”. Justificado pela graça mediante a fé, e não por obras, o pecador redimido é chamado para uma vida de serviço a Deus e ao próximo.

c) O sacerdócio de todos os crentes

A Igreja Medieval era dividida em duas partes: de um lado estava o clero, os religiosos, a hierarquia, a instituição eclesiástica; do outro lado estavam os fiéis, os leigos, os cristãos comuns.
Acreditava-se que a salvação destes dependia da ministração daqueles. À luz das Escrituras, os reformadores eliminaram essa distinção. Todos, ministros e fiéis, são o povo de Deus, são sacerdotes do Altíssimo (1 Pedro 2.9-10).
Como tais, todos têm livre acesso à presença do Pai, tendo como único mediador o Senhor Jesus Cristo. Além disso, cada cristão tem um ministério a realizar, como sacerdote, servo e instrumento de Deus na Igreja e na sociedade.
Que esses princípios basilares, repletos de implicações revolucionárias, continuem sendo cultivados e vividos pelos herdeiros da Reforma. 
2. Terá ainda razão de ser esse movimento? Justifica-se ainda o protestantismo?

A realidade nos mostra que, passados tantos anos, as verdades fundamentais e solenes redescobertas pelos reformadores continuam sendo desprezadas, tanto fora quanto dentro do movimento evangélico. Podemos exemplificar isso com um dos grandes princípios acentuados pela Reforma: “Solo Christo” ou a plena centralidade e exclusividade de Cristo como único e suficiente Salvador, o único mediador entre Deus e a humanidade.
A Igreja contra a qual se insurgiram os reformadores continua hoje, quase meio milênio mais tarde, a negar a Cristo um lugar exclusivo na fé, no culto e na devoção dos seus fiéis. P
or causa da ênfase antibíblica no culto a Maria e aos santos, Jesus Cristo ocupa um lugar inteiramente secundário na vida e devoção de milhões de brasileiros que se dizem cristãos e podemos ver isso claramente na visita do papa ao Brasil, onde ele menciona muito mais Maria e os "santos" do que propriamente a Jesus Cristo.
Mas, lamentavelmente, devo considerar que as antigas verdades essenciais recuperadas pelos reformadores também têm sido ignoradas dentro das igrejas evangélicas.
Se os reformadores voltassem à terra hoje, ficariam chocados com certas doutrinas e práticas correntes entre os evangélicos e com a sua falta de entusiasmo pelas importantes convicções redescobertas no século XVI.
Essas razões já são suficientes para justificar a atual relevância e necessidade da obra restauradora realizada pelos pioneiros da Reforma.
Um aspecto interessante desses pioneiros é o fato de que eles, embora compartilhassem os mesmos princípios, tiveram diferentes experiências, que os levaram também a diferentes ênfases nos princípios que defenderam.
Gostaria de ilustrar três desses princípios através da experiência de três grupos reformados, tomando como ponto de partida os capítulos iniciais da primeira carta de Pedro.
Nessa carta, o apóstolo lembra aos cristãos da Ásia Menor os fatos centrais da sua fé (1.3-12) e suas implicações para a vida (1.13-17).
Em seguida, ele fala sobre as conseqüências disso para a sua identidade como grupo, como povo de Deus (1.22—2.10).
Vemos nessa passagem três grandes ênfases da Reforma.

1. Graça e Fé

O fundamento da vida cristã é o fato de que somos salvos pela graça de Deus, recebida por meio da fé. Deus nos amou, por isso nos deu seu Filho; crendo nesse amor e nesse Filho, somos salvos.
Essa é uma das ênfases mais importantes do capítulo inicial de 1 Pedro, especialmente nos versos 18-21, mas também em vários outros versículos.
Esse ponto reúne três grandes princípios esposados pelos reformadores: “solo Christo”, “sola Gratia” e “sola Fide”. Embora não encontremos aqui uma referência explícita à justificação pela fé como nas cartas aos Romanos e aos Gálatas, ela é pressuposta em todo o contexto.
O reformador que teve uma experiência pessoal e profunda dessas verdades foi Martinho Lutero.
Inicialmente, seu pai desejou que ele seguisse a carreira jurídica. Um dia, ao escapar por pouco da morte, fez um voto a “Santa Ana” de que entraria para a vida religiosa. Ingressou em um mosteiro agostiniano e pôs-se a lutar pela sua salvação, sem alcançar a paz interior que tanto almejava.
Até que, ao estudar a Epístola aos Romanos, deparou-se como a promessa de que “o justo viverá pela fé” (Rm 1.17). Teve uma nova visão de Deus e da salvação. Esta já não era o alvo da vida, mas o seu fundamento. Essa nova convicção o levou a questionar a teologia medieval e a iniciar o movimento da Reforma.
Isso nos mostra a importância de uma vida de fé, na plena dependência da graça de Deus, mas também de uma vida de compromisso, que se manifesta na forma de frutos que honram a Deus.



 2. A Palavra de Deus

A seção seguinte de 1 Pedro contém outra ênfase importante dos reformadores: a centralidade da Palavra de Deus (1.23-25).
A Palavra de Deus é a mensagem que nos fala da graça de Deus e da redenção realizada por Cristo, e nos convida a crer nesse amor. Essencialmente, é o “evangelho” (verso 12), também descrito como a “verdade” (verso 22).
Essa palavra ou evangelho é viva, permanente e eficaz porque é a própria “Palavra do Senhor”.
Se o item anterior nos faz pensar em Lutero, este nos lembra de modo especial João Calvino.
Calvino não teve uma experiência dramática de conversão como Lutero.
Sua experiência foi profunda, mas sem grandes lutas interiores. Ele mesmo pouco escreveu sobre o assunto, dizendo apenas que teve uma conversão repentina (“conversio súbita”).
Mas desde o início esse reformador foi tomado por uma forte convicção acerca da majestade de Deus e da importância da sua palavra. Calvino foi, dentre todos os reformadores, aquele que mais energias dedicou a estudo e à exposição sistemática das Escrituras – nas Institutas, nos seus comentários bíblicos, em suas preleções e em seus sermões.
Nos seus escritos, Calvino insiste na suprema autoridade das Escrituras em matéria de fé e vida cristã (“sola Scriptura”).
Essa autoridade decorre do fato de que Deus mesmo nos fala na sua Palavra. Ele faz uma distinção interessante entre Escritura e Palavra de Deus, ao dizer que é somente através da atuação do Espírito Santo que a Escritura é reconhecida pelo pecador como a Palavra de Deus viva e eficaz.
Esse ponto nos mostra a necessidade de obediência à Palavra do Senhor para vivermos uma vida cristã genuína e frutífera.

3. Sacerdócio Real

Finalmente, Pedro fala da grande dimensão comunitária da nossa fé.
Unidos a Cristo e alimentados por sua Palavra (2.2-4), somos chamados a viver como edifício de Deus e como povo de Deus (2.5, 9).
Nas duas referências, os cristãos são descritos como sacerdócio: “sacerdócio santo” e “sacerdócio real”.
A conclusão é óbvia: todo cristão é um sacerdote.
Não existe mais a distinção entre sacerdotes e “leigos” que havia no Antigo Testamento, mas agora todos têm acesso livre e direto acesso à presença de Deus, por meio de Cristo. Esse sacerdócio deve ser exercido principalmente em duas áreas: no culto e na proclamação. Todos os crentes podem e devem oferecer “sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (v. 5); todos os cristãos devem proclamar as virtudes daquele que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (v. 9).
Os que conhecem alguma coisa sobre a Reforma reconhecem facilmente aqui  o princípio do “sacerdócio universal dos fiéis”.
Um grupo reformado que ilustra muito bem essa verdade foram os anabatistas.
Todos os protestantes valorizaram o sacerdócio universal, mas ele foi especialmente importante para esse grupo incompreendido e horrivelmente perseguido que insistia que a Igreja devia ser uma associação voluntária de crentes, inteiramente separada do Estado e caracterizada pela mais plena igualdade e solidariedade entre todos.
Uma bela aplicação do ensino de que todo cristão é um sacerdote de Deus.

Esse aspecto nos mostra a importância da comunhão cristã no corpo de Cristo. Como dizia a placa de uma igreja nos Estados Unidos: “Pastor: reverendo tal; ministros: todos os membros”.

Conclusão

A Reforma do Século XVI foi, mais que uma simples reforma, uma obra de restauração. Restauração de antigas verdades que haviam sido esquecidas ou obscurecidas ao longo dos séculos, e agora foram recuperadas. Essa obra deve continuar em cada geração, seguindo um lema dos reformadores: “Ecclesia reformata, semper reformanda” (igreja reformada, sempre se reformando).

Louvemos a Deus e honremos a memória dos nossos predecessores na fé resgatando esses valores e vivendo de acordo com os mesmos nos dias atuais. Tornemos nossa fé relevante para os nossos contemporâneos, sem fazer concessões que comprometam a pureza do Evangelho de Cristo.
Pr. Magdiel G Anselmo.
com contribuições do texto de Alderi Souza de Matos.
fonte: Portal Mackenzie.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Revelando as reais intenções do líder católico (papa)

 

Devido a imensa quantidade de opiniões e comentários de pessoas que se dizem evangélicas e protestantes apoiando e elogiando a postura do líder católico em visita ao nosso país, algumas, inclusive, o posicionam como um exemplo a ser seguido por líderes cristãos em geral.

Outros aproveitam essa situação para criticar e atacar irmãos e igrejas fazendo comparações com o sr. Francisco (ou sr. Jorge Mario Bergoglio, que é seu nome correto) e observando que se trata de um referencial de liderança espiritual e de humildade cristãs.
Vendo isso, resolvi escrever esse artigo.
Observo que independente de quem quer que seja, o que a Palavra me ensina e revela é o que realmente considero relevante e edificante e não temo divergir de opiniões divulgadas na net ou fora dela.
Sigo a elaboração de meus artigos e postagens, seja nesse blog, em periódicos ou jornais que escrevo ou em redes sociais, assim como procuro seguir na minha vida, ou seja, busco coerência bíblica. E quando, percebo que a Palavra está sendo ultrajada por pessoas que deveriam propaga-la fielmente, me permito e sou apoiado por ela, a me pronunciar.
Isso, faço agora.
 
1. Confrontando o argumento de que existem muitos "crentes" que não são humildes ou que não tem uma postura correta:
 
 
Concordo que existem "crentes" que dão mau exemplo, que são orgulhosos, arrogantes, etc... e que seu testemunho é desprezível, mas... isso não significa que não temos bons exemplos entre evangélicos e protestantes no Brasil.

Existem homens e mulheres de Deus sérios e comprometidos com a Palavra de Deus em nosso país. Talvez não sejam famosos ou estejam na mídia mas estão pelos rincões de nosso país, de forma anônima, pregando as Boas Novas de salvação aos perdidos e ensinando a Palavra de Deus. Tem muita gente boa por aí. Basta olhar direito que você encontra...
 Por isso, mesmo que você esteja decepcionado (às vezes contigo mesmo) ou lamentando os erros da igreja evangélica brasileira, não vejo com bons olhos ou mesmo como uma atitude bíblica ou sábia, pessoas que se dizem cristãs ressaltando que o papa é um exemplo a ser seguido... Isso é lamentável...e diria mais, é ridículo.
 Com todo o respeito, entender o sr. Francisco como exemplo de alguma coisa é realmente não compreender o básico do que é o Cristianismo ou no mínimo, não conhecer as doutrinas, dogmas e práticas da igreja católica romana que confrontam radicalmente as doutrinas bíblicas fundamentais.
 
Aqui vale uma observação:
 
Ah se todos os "crentes" que respeitam e admiram tanto o papa católico respeitassem da mesma forma suas igrejas e seus líderes e tivessem toda essa complacência com seus irmãos (de verdade) que erram...
 Seria tão bom não?
 Mas, não é assim, não é mesmo?
 Para os de fora, um olhar de compreensão e até omissão. Para os de dentro, um olhar de reprovação e oposição.
 Tem alguma coisa muito errada nisso.
 Por amor a Cristo meus irmãos, comecem a pensar e raciocinar pela Palavra e não cedam a manipulação satânica orquestrada pelos que seguem a satanás sem ao menos ter consciência disso.
 Valores invertidos e/ou corrompidos = caos da igreja evangélica brasileira. 

 
2. Confrontando o argumento de que o papa católico é um exemplo a ser seguido:
 
Todos os que tem um pouco ou o mínimo de discernimento e sabedoria sabem bem o porquê da visita do líder da igreja católica em nosso país. Ele não veio aqui para demonstrar sua humildade ou amor pela juventude.
Primeiro o líder da igreja mais rica do planeta seria realmente humilde e amoroso se doasse essas riquezas aos pobres, como prega o grupo a que pertence no contexto católico e não apenas alterasse algumas práticas e indumentária pessoal.
Segundo, o avanço evangélico no Brasil e a aversão do seu Lula e do PT aos evangélicos (foi no governo do PT que foi decidido esse evento no Brasil) é que trouxe o seu Francisco ao solo brasileiro.
 Não sou contra a visita desse sr. ao Brasil, mas vamos colocar com franqueza e honestidade os pingos nos respectivos is.
 
Aqui vale uma observação:
 
Ultimamente diante das muitas manifestações de "irmãos" relacionadas a visita do líder católico em nosso país, tenho que constatar lamentavelmente, que a maioria dos que se dizem evangélicos ou protestantes, na verdade, devem ser católicos disfarçados ...
 Não é possível... só pode ser isso !

3. Confrontando o argumento de que o papa católico é um exemplo de liderança espiritual ou de representante de Deus

Aqui insiro, com autorização, a opinião ponderada, embasada histórica e biblicamente de meu amigo e colega Pastor Ricardo Fermam:

De fato, entronizar o já entronizado líder católico romano é ignorar não apenas o que a Bíblia ensina, mas séculos de história de mandos e desmandos, de estupros e assassinatos, com requintes de crueldade, realizados em nome da fé. Quantos milhares perderam suas vidas na inquisição, inclusive protestantes? John Huss, precursor da reforma protestante, foi queimado na fogueira pela Igreja da qual esse senhor é representante. E as torturas? Quantos homens e mulheres tiveram sua região perineal e seus genitais destroçados pelo diabólico "despertador" (também conhecido como "berço de Judas"), simplesmente por não seguirem as regras tortas da igreja apóstata e serem considerados "bruxos e hereges"? Igreja riquíssima: fez fortuna por meio da venda de perdão e pela simonia.
Para quem não sabe, as lojas do Seara, no RJ, pertencem todas - ou a sua imensa maioria, a essa igreja, todas obtidas dos portugueses a partir das práticas citadas ou por doação. Já percebeu que nenhuma igreja católica paga aluguel? E do que sobrevive o clero católico: do consumo de um bolo de farinha e água? Aliás, aproveitando o texto do pastor Magdiel, deixe-me perguntar uma coisa: se a igreja católica considera nós, protestantes, como "irmãos separados" - mas irmãos, porque tanta ênfase em conter o êxodo de jovens para o protestantismo??? Não é tudo equivalente, como tentou fazer crer o sr. Karol Wojtyla (o papa João Paulo II) ?? Ora, faça-me o favor!
 
4. Confrontando o argumento de que a postura do papa é digna de exemplo:
 
"Uma ação vale mais que mil palavras".
 
 
Você, evangélico ou protestante, vai apoiar essa postura/prática do papa católico agora?
 Você levaria seu filho pra ele beijar e/ou "abençoar"?
 Você seguiria essa prática?
 O que a Bíblia revela sobre essa prática idólatra e seus praticantes?
 Vamos acordar !
 Será que deu pra perceber o erro e qual a real intenção papal?
 Será que dá pra acordar desse sono da morte?
 Por amor a Cristo, acorde e somente apoie e faça elogios a alguém como líder espiritual ou homem de Deus, a quem respeita a Palavra desse Deus. Aos demais, ore e clame a Deus para que tenha misericórdia e o ilumine para ser salvo e entender as coisas de Deus. 
 
Amar as pessoas, não significa apoiar o pecado. Amar as pessoas, não significa ser omisso ou covarde com posturas, práticas e ensinos que tentam enganar as pessoas e faze-las cada vez mais distantes de Deus.
 Não condeno o sr. Francisco (a pessoa), isso pertence a Deus.
 Orientado pela Palavra, condeno suas práticas, sua liderança, sua mensagem (mesmo que pareça bíblica, não é, pode ter certeza), seu apoio e propagação de doutrinas que não levam em conta a Palavra de Deus, condeno o que ele representa: o engano disfarçado de falsa humildade e espiritualidade).

 Por amor a Cristo, Faça o mesmo !
Condene veementemente as práticas e as doutrinas ensinadas e propagadas pela igreja católica romana, não seja omisso. Não seja covarde. Seja fiel ao Deus que diz seguir e obedecer. Propague a Palavra sem medos ou receios.

5. Textos e argumentos bíblicos que apoiam esse artigo:
 
a) Idolatria
 
"Não se voltem para os ídolos nem façam para vocês deuses de metal. Eu sou o ­Senhor, o Deus de vocês.
Levítico 19:4
Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria; a arrogância, como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei".
1 Samuel 15:23
Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas. Têm boca, mas não podem falar; olhos, mas não podem ver; têm ouvidos, mas não podem ouvir; nariz, mas não podem sentir cheiro; têm mãos, mas nada podem apalpar; pés, mas não podem andar; e não emitem som algum com a garganta. Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam.
Salmos 115:4-8
Algumas das autoridades de Israel vieram e se sentaram diante de mim. Então o Senhor me falou: "Filho do homem, estes homens ergueram ídolos em seus corações e puseram tropeços ímpios diante de si. Devo deixar que me consultem? Ora, diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor: Quan­do qualquer israelita erguer ídolos em seu coração e puser um tropeço ímpio diante do seu rosto e depois for consultar um profeta, eu o Senhor, eu mesmo, responderei a ele conforme a sua idolatria. Isto farei para reconquistar o coração da nação de Israel, que me abandonou em troca de seus ídolos. "Por isso diga à nação de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor: Arrependa-se! Desvie-se dos seus ídolos e renuncie a todas as práticas detestáveis! "Quando qualquer israelita ou qualquer estrangeiro residente em Israel separar-se de mim, erguer ídolos em seu coração e puser um tropeço ímpio diante de si e depois for a um profeta para me consultar, eu, o Senhor, eu mesmo, responderei a ele. Voltarei o meu rosto contra aque­le homem e farei dele um exem­plo e um objeto de zombaria. Eu o eliminarei do meio do meu povo. E vocês saberão que eu sou o Senhor. "E, se o profeta for enganado e levado a proferir uma profecia, eu, o Senhor, terei enganado aque­le profeta e estenderei o meu braço contra ele e o destruirei, tirando-o do meio de Israel, o meu povo.
Ezequiel 14:1-9
Por isso, meus amados irmãos, fujam da idolatria.
1 Coríntios 10:14
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.
Gálatas 5:19-21
Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.
Colossenses 3:5
"Não terás outros deuses além de mim. "Não farás para ti nenhum ídolo, ne­nhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra.
Êxodo 20:3-4
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.
Romanos 1:22-23

b) Existência do papa e sua infalibilidade

Apesar de Pedro ter sido central na primeira expansão do evangelho (parte do significado por trás de Mateus 16:18-19), o ensinamento das Escrituras, tomado em contexto, em nenhum lugar declara que ele estivesse em autoridade sobre os outros apóstolos ou acima da Igreja (veja Atos 15:1-23; Gálatas 2:1-14; I Pedro 5:1-5). Nem é jamais ensinado que o Bispo de Roma deveria ter supremacia sobre a Igreja. Ao invés, há apenas uma referência nas Escrituras de Pedro escrevendo da “Babilônia”, um nome às vezes usado para se referir a Roma, encontrado em I Pedro 5:13. Em grande parte por causa disso e do aumento histórico da influência do Bispo de Roma (devido ao apoio de Constantino e dos imperadores romanos que o sucederam), vem o ensinamento da Igreja Católica Romana da supremacia do Bispo de Roma. Entretanto, as Escrituras mostram que a autoridade de Pedro era compartilhada pelos outros apóstolos (Efésios 2:19-20), e que a autoridade de “ligar e desligar” a ele atribuída era, da mesma forma, dividida pelas igrejas locais, não apenas seus líderes (veja Mateus 18:15-19; I Coríntios 5:1-13; II Coríntios 13:10; Tito 2:15; 3:10-11).
 2) Em nenhum lugar as Escrituras afirmam que, para manter a igreja livre de erro, a autoridade dos apóstolos foi passada aos que eles ordenaram (sucessão apostólica). A sucessão apostólica é uma “leitura forçada” destes versículos que a Igreja Católica Romana usa para apoiar esta doutrina (II Timóteo 2:2; 4:2-5; Tito 1:5; 2:1; 2:15; I Timóteo 5:19-22). O que as Escrituras REALMENTE ENSINAM é que falsos ensinamentos se levantariam, vindo até do meio dos líderes da igreja, e que os cristãos deveriam comparar os ensinamentos destes líderes com as Escrituras, que são a única coisa que a Bíblia cita como infalíveis. A Bíblia não ensina que os apóstolos eram infalíveis, a não ser quando o que escreveram foi incorporado às Escrituras. Paulo, conversando com os líderes da igreja na grande cidade de Éfeso, menciona a vinda de falsos mestres. Paulo NÃO os recomenda aos “apóstolos ou aqueles a quem seria passada sua autoridade”, mas a “Deus e à palavra da sua graça...” (Atos 20:28-32).

 
Conclusão:

 Nem todos são manipulados pela mídia ou pelo inimigo, alguns ainda sabem pensar e discernir espiritualmente...
 Portanto, pense e reflita antes de falar ou escrever sobre esse tema.
 Tenhamos cuidado com comentários e opiniões que levam as pessoas a entender e apoiar a religião católica romana como seguidora do Cristo bíblico.
Sabemos que isso não é verdade.
 Trata-se de uma instituição religiosa idólatra que tem em sua tradição o seu deus.
 Essa é a verdade.
 Respeitar sim, aceitar, propagar e apoiar jamais !



 
Pr. Magdiel G Anselmo.
 
com preciosa contribuição do Pr. Ricardo Fermam
Pastor da Igreja Batista Ministério Reviver, em Vila da Penha/RJ. Bacharel e Mestre em Teologia pela Escola Teológica Reviver, Doutor em Divindade pelo Saint Luke Evangelical School Of Biblical Studies. Engenheiro Químico, Mestre e Doutor em Ciências - UFRJ.
Autor e coordenador do Blog Argumentandum Tantum.


 

domingo, 21 de julho de 2013

Como assim "dia da família"??? Como assim dia do "cuidador"??? Mais uma sutileza do inimigo !


Não podemos ficar desatentos. A todo instante a nossa fé é atacada.
Temos que ficar de olhos abertos !
Veja só como as sutilezas do inimigo tentam nos enganar:

Na maioria das escolas de todo país já não são mais comemorados o dia das mães ou o dia dos pais, mas sim "o dia da família" por ordem das autoridades que "administram" a educação em nosso país e os educadores e gestores nas escolas são proibidos de usar a nomenclatura antiga (dia das mães ou pais) e orientados a usar essa nova (dia da família). Não que eu concorde com essas datas, que na verdade são mais comerciais do que realistas, mas a intenção governamental não vem nessa direção, mas sim no apoio a implantação de uma política cada vez mais forte para destruir a instituição "família" como Deus a criou.
A justificativa dada é que hoje em dia já não existe a família como tradicionalmente existia e temos que respeitar essas diferenças.
Lá vem novamente esse ladainha da tal da diversidade e blá blá blá...
Todos argumentos em defesa do homossexualismo ou homossexualidade como queiram.
Portanto, segundo essa política equivocada de "inclusão", se houver a comemoração do dia das mães, os filhos que são criados somente pelo pai ou avós vão se sentir discriminados, da mesma forma com relação ao dia dos pais, pois como defendem, existem famílias que a pessoa do pai não existe e somente a mãe cria o filho.
Ora, esse pensamento não faz o menor sentido, sempre existiu isso e não vejo que as crianças fiquem ou se sintam discriminadas ou desprezadas por serem criadas pelos avós, tias ou apenas a mãe ou o pai.

A verdade é que essas justificativas e argumentações são para ocultar a verdadeira intenção, ou seja, a aceitação das "famílias" homossexuais, onde pessoas do mesmo sexo criam seus filhos e se continuarmos comemorando as referidas festas tradicionais estaremos discriminando essas crianças que não tem pais tradicionais (pai-homem, mãe-mulher).

Uma justificativa imoral que afronta os princípios e valores cristãos.
Concluindo:
Cada dia mais estão tentando influenciar e enganar a população com essas filosofias e práticas, fazendo com que as pessoas aceitem essas anormalidades como sendo uma coisa normal ou natural. 
Os cristãos tem que começar a perceber essas ardilosas artimanhas de satanás que intenciona destruir nossas crianças e consequentemente as famílias e a Igreja.
Quero declarar aqui que sou frontalmente contra isso e totalmente a favor da família tradicional com pai (homem), mãe (mulher) e filhos e entendo que circunstancialmente pode ocorrer filhos sendo criados por avós, tios ou parentes próximos. 
Entretanto, homossexuais não formam uma família.
Nem de longe isso é uma realidade possível.
Família é uma instituição criada por Deus com fins e propósitos já revelados na Palavra.
O que passar disso, é procedência maligna.


 Pr. Magdiel G Anselmo.

sábado, 20 de julho de 2013

Uma reflexão sobre a postura do pastor e político Marco Feliciano e de seus acusadores "cristãos"


 Sou um defensor da boa apologética e da teologia cristã de forma geral. Sou um inimigo ferrenho das heresias e interpretações bíblicas precipitadas e sem fundamento nas próprias Escrituras. Sou um constante estudante da Bíblia e um dedicado ouvinte e depois pregador da Palavra de Deus.

 O que isso me torna?
 Isso não me torna um acusador ou juiz de pessoas, mas sim um juiz de posturas, atos, ações, ensinos, práticas, etc.... O conhecimento aliado a sabedoria, deve me fazer mais servo, humilde, manso e compreensivo com as pessoas, e sem dúvida, deve me fazer discernir melhor as coisas.
 Da mesma forma, deve me fazer um opositor incansável e ferrenho dos falsos ensinos e práticas. Percebeu a diferença, pessoa é pessoa, ensinos e práticas são ensinos e práticas.

É preciso ter cuidado para não atravessar a fronteira entre a apologética e o ataque pessoal. É necessário saber separar bem as coisas pra não se juntar a multidão que é manipulada e aos aproveitadores de plantão.
 
Como alguém já disse: "Tem que tomar cuidado pra não fazer gol contra !"

 Dito isso, faço algumas observações a seguir com relação a posturas e práticas adotadas pelo pastor Marco Feliciano e seus críticos:

1. O pastor Marco Feliciano
 
Não concordo com muita coisa que o pastor Marco Feliciano prega nem com sua forma espalhafatosa de faze-lo (mas comum no meio pentecostal devo ressalvar), penso que ele usa exageradamente e algumas vezes inadequadamente "estórias e ilustrações" extra bíblicas.

Esse método homilético usado sem critérios estabelecidos (e bíblicos) pode levar o pregador a divagações longe do correto entendimento do texto bíblico e daí para adentrar no terreno perigoso das heresias é muito fácil. Também vejo uma tendência de usar a emoção e até mesmo o emocionalismo em suas pregações que pode levar muitas pessoas a não arrazoar sobre o que está ali ouvindo.
A clara intenção também de chamar a atenção pra si é marcante com gestos e atitudes que causam espanto em muitos mas admiração na maioria do público de suas pregações. Interessante também são as linhas teológicas seguidas por ele sobre várias questões. Não são argumentações criadas por ele, são pontos de vistas teológicos já existentes desde muito tempo (origem dos povos africanos, marca de Caim, maldição, destruição dos dinossauros, queda de satanás, etc...). Aqueles que se surpreendem com as afirmações sobre essas questões demonstram um total desconhecimento teológico sobre várias posições historicamente defendidas na vida da Igreja por muitos.
Não estou afirmando que concordo pessoalmente com essas posições, o que me surpreendo é que muitos líderes cristãos não conheçam essas posições e imaginem que foram criadas pelo tal pregador. Posso não concordar com elas, mas preciso conhecer a fundo para emitir opinião contra, isso é básico para quem estuda teologia e diria que essa atitude é viável e recomendável em qualquer outra área de estudo.
Mas, retornando... essa forma ou método de pregação não é exclusiva desse pastor, diria que é comum no meio pentecostal e não vejo a crítica contundente que fazem a ele também sendo feita a outros. No mínimo isso é injusto ou demonstra, novamente, desconhecimento da forma e métodos usados para ou da pregação pentecostal comumente usada a anos por grande parte de pregadores e pastores pentecostais midiáticos ou não.
Bom esse é um ponto e minha primeira observação.


2. Outro ponto entretanto, é o político, o deputado federal Marco Feliciano.

 

Não posso discordar de suas posições firmadas como político (deputado federal), tem sido competente, presente e ativo.
Da mesma forma que não aceito sua metodologia ou seu entendimento sobre certas questões bíblicas (e são linhas teológicas já existentes, não criadas por ele, ressalto novamente), concordo com suas posições políticas (defesa da família, oposição ao homossexualismo, aborto, etc...), concordo também com boa parte das propostas de seu partido e admiro sua coragem em defender essas posições mesmo com todo massacre midiático realizado, pois a maioria da mídia e do jornalismo brasileiro não só defende o homossexualismo como também pertence a essa classe.

Abrindo um parênteses: Não estou aqui afirmando que você deve votar nele ou no seu partido, quem me conhece sabe que não faço isso. Estou sim comentando sobre o que vejo na internet e na mídia em geral, opiniões e comentários precipitados e muitos implacáveis de cristãos dirigidos a pessoa e não aos atos em si do mencionado irmão.
fechando parênteses.


 

São poucos os políticos "cristãos" que tem coragem para confrontar argumentações e posições não cristãs (com exceção do Senador Magno Malta e outros poucos). Pessoalmente gostaria de que fosse reeleito, até para ver se continua com essa postura e também porque não temos muitas opções (diria nenhuma de políticos novos).
 Portanto, ele pode (e penso que não é) não ser um bom pregador ou teólogo, entretanto tem sido um bom político em minha opinião, tem suas virtudes... Prefiro votar nele do que em políticos que defendem posições opostas. Saber separar as coisas é uma atitude sábia.
 
Conclusão:

 Hoje, se fosse o caso e não é, não convidaria o pastor Feliciano para pregar na igreja que pastoreio ou ensinar na Escola de Teologia que dirijo, mas gostaria sim de tê-lo como meu deputado federal ou senador. Sei separar bem as coisas. Amanhã quem sabe... tudo pode mudar.
 Qual o líder ou ministro que no início de seu ministério ou quando ainda não compreendia direito as coisas espirituais não ensinou ou pregou algo que depois viu que era errado, inadequado e até herético?
Qual crente que não teve em alguma fase de sua vida uma postura inadequada e até pecaminosa com relação ao que a Bíblia nos revela?
Reflitamos francamente sobre isso antes de sermos implacáveis com pessoas.
Não defendo omissão ou heresia, defendo reflexão e prudência antes de agir, escrever ou falar.
Condenar o pecado é uma coisa, condenar pessoas é outra...

Vale ressaltar que quando comentamos sobre pessoas devemos nos ater aos seus atos e ações (que podemos concordar ou não) e não a pessoa em si, pois sabemos que mesmo um herege pode mudar de atitudes e ensinamentos, assim como já vi muito crente e até líder cristão reconhecido propagar heresias e divagações sem sentido ou fundamento bíblico.
A história da Igreja guarda muitos exemplos de pessoas que foram consideradas hereges em seu tempo e que hoje seus escritos são livro base em muitos seminários teológicos e fizeram parte da formação de muitos pastores.
 
É comum calvinistas chamarem arminianos de hereges e vice-versa.
É comum crentes tradicionais ou reformados chamarem pentecostais de hereges e vice-versa. Tomemos cuidado com esses rótulos. Tomemos cuidado com a língua. Teremos muitas surpresas Naquele Dia.
 Todo cuidado e prudência ainda é pouco quando passamos do julgamento dos atos de alguém para afirmações pessoais como "ele é isso ou aquilo".
 

 
Por fim, aqui vale um alerta aos líderes e ministros da Palavra:
É importante e fundamental nesses momentos de separar o certo do errado, termos, realmente, discernimento espiritual, e não apenas propagarmos suspeitas, notícias, opiniões desprovidas de fundamento ou os nossos "achismos", por mais que tenhamos boas intenções. Pensar antes de falar e analisar antes de propagar são pressupostos essenciais a quem lidera ou forma opiniões. 
Sem dúvida,  o cuidado com o que falamos, pregamos, escrevemos, conversamos e comentamos sobre pessoas (principalmente as que não conhecemos pessoalmente)  são sinais de sabedoria e prudência.
 
Por que digo isso?
Porque que os membros das igrejas que pastoreamos, os alunos que ensinamos ou simplesmente os que nos reconhecem como homens de Deus, replicarão nossas opiniões e comentários. A responsabilidade, portanto, é imensa. Temos que ter total convicção sobre o que propagamos para que uma simples divagação, comentário solto ou um pensamento feito em "voz alta" não se torne uma voz propagada aos quatro cantos como sendo uma verdade absoluta. Nossas opiniões sobre isso ou aquilo devem estar pautadas, alinhadas  e fundamentadas na Palavra de Deus. Isso é temor e tremor a Deus.
julguemos o que a Bíblia nos ensina a julgar, ou seja, as profecias, os ensinos, os atos, as ações, os ensinamentos, as pregações, as posturas, as condutas, as práticas, os escritos, as teologias, etc...
 
abrindo parênteses:
 Observe que foi o que fiz em uma postagem com relação aos seguidores do tal movimento gospel no Brasil (julgo pela Palavra, as atitudes, a postura, a conduta, não a salvação ou a integridade dessas pessoas, condeno a prática quero asseverar novamente não a pessoa pois a Bíblia não me dá autoridade ou competência pra isso. Essa questão é atribuição exclusiva de Deus) 
fechando parênteses.
 
Deixemos para Deus o valor de juízo sobre a pessoa pois somente Ele tem condições de fazer isso com perfeição e justiça pois conhece algo que nunca conheceremos, o íntimo e o coração de cada um.
 
Deus nos abençoe.
 


 Pr. Magdiel G Anselmo.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Não me impressiono com os tais "gospels"


 
 
Tem muita gente que fica impressionada com cantores e cantoras "gospel" (até nisso imitam os EUA), indo falar com a Presidente (me nego a chama-la de "presidenta") e ou indo a programas de TV que são "antros de perdição" comprovadamente reconhecidos por qualquer cristão que tenha o mínimo de conhecimento bíblico e bom senso.
 Sinceramente eu não me impressiono pelos tais "gospels" irem a esses lugares, sinceramente eu não me impressiono mais com nada que essas pessoas possam fazer...
 O que me impressiona é ver tanta gente imaginando que isso trata-se de evangelismo ou de uma atitude cristã.
 Isso seria verdade se ao invés de ficarem bajulando governantes ou apresentadores de TV, realmente falassem a verdade a eles e aos que os assistem.

Dissessem sem receios ou medos que cometem e apoiam pecados a todo instante (governantes e os tais apresentadores) e "zombam" do nome de Deus com suas idéias, práticas e abominações.
 

 
Brincam com a instituição família e agora me referindo a programas, são os grandes motivadores de linguagem torpe, palavrões e coisas semelhantes em "brincadeiras" como "trotes" etc... São incentivadores do que existe de mais ruim no ser humano.
 E então alguém que se diz cristã e "cheia da unção" vai a um programa desses e sequer tem a coragem de repudiar tais práticas e sabemos que a omissão na maioria das vezes é entendida por muitos como uma espécie de apoio ou pelo menos de que deve-se "não ligar" para tais procedimentos. Isso é a contramão do Cristianismo.
 Participar e compactuar é a mesma coisa. O omisso peca tanto quanto o que consumou o mal.
 Seria realmente um ato cristão se aproveitassem essas oportunidades, não para vender seus produtos (cd's, dvd's, shows...) ou ganharem ainda mais notoriedade junto ao povo, pois a Palavra de Deus é pra ser pregada não cantada.
Seria realmente uma atitude cristã se deixassem os cânticos para os momentos de adoração individual e congregacional e não para compra e venda.
Seria bom se retornassem ao ministério original em igrejas locais que pela busca pela fama e dinheiro abandonaram.
 Se tivessem a coragem tal qual os jovens amigos de Daniel de não se prostrar diante daquele que jaz nesse mundo, o maligno, representado ali pela estátua de Nabucodonosor, ah...isso me impressionaria.
 Para reuniõezinhas de "comadres" com a Presidente Dilma ou para participar de programas de TV mundanos não precisamos de nossos "irmãos" presentes.
A ausência a isso já seria um bom começo para tais crentes desprovidos de coragem.
A recusa em participar de reuniões que tem um claro desejo por manipulação eleitoral e de "ganhar a confiança" dos evangélicos ou cristãos usando-os como massa eleitoral já seria uma prova de discernimento e sabedoria.
A recusa a um convite desses seria um bom sinal já que não terão mesmo coragem para ser Embaixadores de Cristo lá.
 Precisamos é de gente corajosa que prega a Palavra a tempo e fora de tempo, mas de verdade, não para "inglês ver" ou melhor, "para brasileiro ver".
 
 
 Pr. Magdiel G Anselmo
 

Uma reflexão sobre as Escolas Bíblicas em Igrejas Locais

As Escolas Bíblicas nas igrejas locais ainda são as melhores e as mais eficientes formas de ensinar a Palavra de Deus.
Entretanto, devem essas EB's se aperfeiçoarem em sua estrutura, formação e capacitação de educadores cristãos e liderança.
Por que?
Porque sabemos que o ideal em todo o trabalho é que ele seja executado de modo tão objetivo e prático que nos leve aos maiores e melhores resultados, no menor tempo e com os menores custos possíveis.
O objetivo básico da Escola Bíblica é ensinar a Palavra de Deus, a Bíblia, a todas pessoas, independente da faixa etária, da classe social ou da formação educacional que possuam (Deut. 31:12).
Este é o alimento a ser preparado e servido (Jer. 15:16).
Levando em consideração o acima exposto e entendendo que a alimentação básica de todo ser humano deve ser essencialmente a mesma, seja qual for a idade, raça ou nível social, ou seja, devem existir os nutrientes básicos como: vitaminas, proteínas, sais minerais, cálcio, etc..., chegamos a conclusão que a forma ou o modo de preparar e servir estes alimentos é que pode variar. 
É preciso então, que os que atuam e participam da organização e realização da Escola Bíblica atentem para isso, pois sendo a Bíblia o ALIMENTO VIVO a ser servido, o modo como se faz isto deve levar em conta as diferenças de idade, personalidade, grupos sociais, formação, etc.
A aplicação dos critérios adotados e aplicados pelo professor, requer um trabalho minucioso, dedicado e diligente no estudo, preparo, planejamento e apresentação das lições, o qual deve ser feito numa seqüência ordenada e planejada.
A estrutura e liderança também sevem ser atualizadas a nosso tempo e oportunidades. O uso da tecnologia e da melhor formação devem ser constantes pois uma Escola Bíblica bem estruturada com uma liderança capacitada e capacitadora trarão grandes benefícios ao trabalho de ensino cristão
Sendo assim, todo aquele que almeja ser um professor ou educador cristão deve, no mínimo, estar disposto a aprender noções básicas de teologia, didática, pedagogia, psicologia, administração, gestão e relações humanas na área de ensino.
Dito isso:
I. A IMPORTÂNCIA DO MINISTÉRIO DE ENSINO BÍBLICO
“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo...”Efésios  4: 11,12.
A ordem de Cristo: Ide e ensinai é nossa responsabilidade diante desta e das futuras gerações. A ação satânica expressa na proliferação de seitas e heresias, das mais grosseiras e diversas e as transformações por que passa a sociedade a cada dia, somam-se na formação de um grande desafio para a Igreja de Cristo atual, e nós crentes de maneira nenhuma podemos ficar alheios a tais fatos.
O ministério de ensino se encontra de maneira incisiva e clara nas Escrituras.
O propósito, o método e os resultados deste ministério podem ser vistos tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento.
O propósito é proporcionar uma vida com abundância (João 10:10). O método também foi revelado por Cristo (Mateus 28: 19,20). O resultado inevitável do ensino da Palavra de Deus é a pessoa se voltando para Deus. Nem todos que ouvem, aceitam, conforme a História repetida vezes comprova.
Muitos, porém, aceitarão!

Hoje em dia, a Escola Bíblica subsiste como o único e maior centro de ensino bíblico que existe no mundo inteiro. Em todos os lugares onde o ministério de ensinar a Palavra de Deus tem sido ressaltado, dando-se-lhe inteira liberdade de se desenvolver, forma-se crentes sadios e maduros.
Resumidamente podemos afirmar que o ensino é o implantar da Palavra de Deus, de maneira concentrada e ordeira. Através do ministério de ensino, a Palavra é aplicada e sendo ela poderosa e vivificante provoca mudanças de atitude e forma o caráter cristão em quem é impactado e alcançado por ela.

II. HISTÓRIA E EMBASAMENTO BÍBLICO PARA O MINISTÉRIO DE ENSINO E ESCOLAS BÍBLICAS
“... o que ensina esmere-se no fazê-lo...”Romanos 12: 7
O ministério de ensino, e mais especificamente a escola bíblica hoje estão modernizados e aperfeiçoados, mas engana-se quem pensa que é um método novo ou simplesmente uma idéia trazida por alguém sem nenhum fundamento bíblico. Eles têm suas raízes aprofundadas na antiguidade do AT, nas orientações dadas por Deus aos patriarcas e ao povo de Israel e nas orientações dadas por Cristo a seus discípulos e a Igreja como entendemos hoje.
Claro que a escola como temos hoje não havia então, mas havia o princípio fundamental, o ensino bíblico determinado por Deus aos fiéis e aos que ainda não conheciam a Deus. Sempre pesou sobre o povo de Deus a responsabilidade de ensinar a lei divina.
Veja alguns momentos na história bíblica em que isto é confirmado:
  •   Nos dias de Moisés: O lar era de fato uma escola onde os filhos aprendiam a temer e amar a Deus (Deut. 6:7; 11:18,19). Havia também reuniões públicas de ensino (Deut. 31: 12,13).



  •   Na época dos sacerdotes, reis e profetas de Israel: Os sacerdotes, além do culto divino, tinham a responsabilidade do ensino da Lei (Deut. 24:8; 1 Sam. 12:23; 2 Cr. 15:3: Jer. 18:18).


  •   Durante o cativeiro babilônico: A sinagoga era usada como escola bíblica, casa de cultos e escola pública. A tradição judaica descreve que na sinagoga a criança recebia instrução religiosa dos 5 aos 10 anos; dos 10 aos 15 anos, continuava a instrução religiosa, agora com o auxílio dos comentários e tradições dos rabinos. Aos sábados, a principal reunião era a matutina, incluindo jovens e adultos.

  •   No pós-cativeiro: O capítulo 8 de Neemias dá o relato de como era a escola bíblica popular da época, ou como chamamos hoje: Escola Dominical. Esdras era o superintendente (Ne. 8:2); o livro-texto era a Bíblia (v.3); os alunos eram homens, mulheres e crianças (vs. 3; 12:43). Treze auxiliares ajudavam a Esdras na direção dos trabalhos (v.4) e outros treze serviam como professores ministrando o ensino (vs. 7,8). O horário ia da manhã ao meio-dia (v.3). Afirma o versículo 8 que os professores liam a Palavra de Deus e explicavam o sentido para que o povo entendesse.
  •   Nos dias de Jesus: Das 90 vezes que alguém se dirigiu a Cristo nos Evangelhos, 60 vezes Ele é chamado de “Mestre” (rabi). Grande parte do ministério de nosso Senhor foi ocupado com o ensino (Mat. 4:23: 9:35: Luc. 20:1, etc). Jesus ensinava nas sinagogas (Mc. 6:2), em casas particulares (Mc. 2:1; Luc. 5:17), no templo (Mc. 12:35), nas aldeias (Mc. 6:6), às multidões (Mc. 6:34) e a pequenos grupos e individualmente (Lc. 24:27; João 3 e 4). Seus apóstolos também ensinaram (Mc. 6:30b; At. 5:12).
  •   Nos dias da Igreja Primitiva: Após a ascensão do Senhor, os apóstolos e discípulos continuaram a ensinar. A Igreja dos dias primitivos dava muita importância a esse ministério (At. 5: 41,42).




III. Breve histórico da ED:
O movimento religioso que nos deu a Escola Dominical como temos hoje, começou em 1780, na cidade de Gloucester, no sul da Inglaterra. O fundador foi o jornalista evangélico (episcopal) Robert Raikes, de 44 anos. Raikes foi levado a fundar a ED ao sentir compaixão pelas crianças de sua cidade, perambulando pelas ruas, entregues à delinqüência, pilhagem, ociosidade e ao vício, sem qualquer orientação espiritual. Ele procurava as crianças em plena rua e em casa dos pais e as conduzia ao local da reunião, fazendo-lhes apelos para que todos os domingos estivessem ali reunidas. Outro grande incentivador da ED então ainda pequena, foi William Fox, evangélico batista que trabalhou harmonicamente com Raikes.
Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e alcançaria todo o planeta, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus que a Igreja dispõe.
A ED teve seu início no Brasil em 19 de agosto de 1855 na cidade de Petrópolis, RJ. Os fundadores foram os missionários escoceses Robert Kalley e sua esposa Dra. Sarah Kalley, da Igreja Congregacional.
Conclusão:
Preserve a Escola Bíblica, invista em professores maduros, treinados e capacitados pedagógica, bíblica e espiritualmente, aperfeiçoe seus métodos de ensino e verás um igreja sólida e firmada na Palavra.
Negligencie a Escola Bíblica e a formação de educadores cristãos e terás uma igreja invadida por heresias.
O que preferes?
Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Exegese de João 1:1 e a Divindade de Cristo.

Introdução:
O Evangelho de João é distinto dos outros três, pois Mateus, Marcos e Lucas possuem uma mesma ótica, daí serem chamados de Evangelhos sinóticos.
Todavia, o Evangelho de João possui uma visão cristológica singular, pois o mesmo expõe com desenvoltura a identificação do Jesus histórico com o “Logos” eterno que estava com o Pai.
O Evangelho de João segundo a tradição primitiva foi escrito pelo apóstolo João beirando o final de sua vida, em torno do ano 90 d.C., sendo que o próprio autor descreve seu propósito ao escrever: “Para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31).
Além disso, o Evangelho de João expõe a relação milagres e crença, ou seja, o apóstolo João introduz em seu escopo teológico o conceito de que os milagres de Jesus revelam sua pessoa e obra.
O Evangelho de João não relata como nos outros Evangelhos as parábolas, o Pai-Nosso, a instituição da Ceia do Senhor. Por sua vez, só ele nos fala da transformação da água em vinho, do encontro com a samaritana, da oração sacerdotal, do ministério de Jesus ao longo de três páscoas em Jerusalém.
Rico em detalhes, desenvolve temas teológicos a partir de suas palavras favoritas: vida, luz, glória e crer. Nele encontramos o verso mais querido e evangelístico do Novo Testamento: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não perca, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Clemente de Alexandria, um dos Pais da Igreja, por volta do ano 200 d.C., o chamou de “o Evangelho em miniatura”.
O estudo de João 1:1 nos levará a concordar com essa afirmativa.
Análise Exegética:
O VERBO ERA DEUS
TEXTO: JOÃO 1:1
1. “EM PRINCÍPIO ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA JUNTO A DEUS E DEUS ERA O VERBO.”
Nas palavras do teólogo F.F.Bruce, “o prólogo ao quarto Evangelho antecipa a temática de toda a obra... Na vida e ministério do Jesus de Nazaré, a glória de Deus foi revelada de maneira única e perfeita”.
Além disso, o prólogo é uma declaração do tema central  e básico no ensino do Filho de Deus, a saber, a encarnação do verbo. E mais, o evangelista pinta o pano de fundo necessário para a revelação do evento redentor, isto é, o verbo feito carne.
Escrito em prosa rítmica, o prólogo em sua cadência vai introduzindo as palavras-chave de todo o livro – vida, luz, testemunho, crer, glória.
E mais, é no prólogo que o apóstolo João introduz o termo Verbo.  Mesmo sem traduzir todo o conceito que a palavra Logos possuía no grego, verbo exprime a idéia de comunicação, de palavra em ação. Na filosofia grega, o Logos era a “razão” ou a “lógica”, ou seja, a força motriz que trazia a ordem e harmonia ao universo e, mormente, mediação com Deus. Na filosofia neoplatônica e na heresia gnóstica (séculos II e III d. C.), o Logos era visto como um dos muitos poderes intermediários entre Deus e o mundo. Já no pensamento hebraico, o Logos era também poder, sabedoria, e como explica o teólogo F. Davidson,
“Enquanto a etimologia dos termos mostra certa influência do pensamento grego, a principal inspiração vem do conceito de verbo no Antigo Testamento, e no prólogo do Evangelho de João temos um reflexo deste pensamento. A idéia do verbo manifesto em carne era realmente alheia ao pensamento grego, ou seja, somente perceptível no pensamento hebraico.”
Portanto, o que João acrescenta, de modo totalmente original, é que o verbo é uma pessoa como era entendido no pensamento hebraico. Ou seja, o verbo se relaciona com Deus de forma pessoal.
Mesmo porque, o termo verbo (Grego Logos), designa Deus, o Filho, referindo-se à sua divindade. E mais, “durante os primeiros três séculos, as doutrinas a respeito da pessoa de Cristo incidiram intensamente sobre sua posição como Logos”.
Sendo assim, tendo a visão de que o Logos é uma pessoa foi que o apóstolo João expressou o que está escrito em João 1:1, e é o que analisaremos exegeticamente a partir de agora.
1. “EM PRINCÍPIO ERA O VERBO...”
O apóstolo João inicia o versículo com a mesma frase de Gênesis “No princípio...”, ao demonstrar que também na nova criação o agente é a Palavra de Deus. E mais, em Gen. 1:1 encontra-se o ato criativo de Deus, porém João 1:1 revela o verbo que existiu antes da criação.
Todavia, a expressão grega em princípio não denota que Cristo é um ser criado ou que teve um princípio, mas que Jesus era uma pessoa existente desde a eternidade e uma eternidade que só Deus possui.
Ou seja, o Logos é o ser cuja existência transcende o tempo. Por essa razão, o próprio Jesus falou da glória que tivera com o Pai “antes de existir o mundo” (João 17:5).
E mais, para complementar a expressão “Em princípio...”, o apóstolo João introduz a expressão grega “era o verbo...”, que exprime a idéia de que antes da fundação do mundo, “o verbo era”, não foi feito, afirmando assim sua eternidade.
2. “E O VERBO ESTAVA  JUNTO A DEUS...”
Dando sequência ao versículo o apóstolo João expressa: “e o verbo estava junto a Deus...”.
A locução prepositiva junto a implica relação e distinção. Usada com o acusativo significa não somente coexistência, mas intercomunicação direta.
O teólogo Plummer sugere “Face a face com Deus”, ou seja, indicando igualdade com Deus.
E mais, a BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA em seu comentário de João 1:1 expressa a seguinte idéia:
“A expressão ‘o verbo estava junto a Deus’ indica uma distinção de pessoas, dentro da unidade da Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma pessoa, mas são pessoas eternas presentes desde o ‘princípio’ (João 1:2). A locução prepositiva ‘junto a’ sugere uma relação de estreita intimidade pessoal”.
3. “E DEUS ERA O VERBO”
O verbo "era" (ser) se usa no sentido absoluto de existir, pois a existência de Cristo transcende o tempo, não sendo Ele criado.
Dito isto, não se deduz que o verbo era Deus, no sentido exclusivo que o identifica com a totalidade da existência e atributos divinos; entretanto, significa mais do que divindade. Há uma implicação definida na reivindicação de ele ser Deus.
O substantivo Theos é posto em primeiro lugar sem o artigo, dando-lhe mais força. O Logos é então identificado com deus no sentido de que ele é co-participante da essência e natureza divinas e, em virtude de tal relação, pode ser considerado como Deus. Ou seja, a expressão “e Deus era o verbo” certifica a identidade divina e individualidade pessoal de Cristo.
Conclusão exegética
Portanto, a ênfase especial de João 1 é sobre a divindade de Cristo.
E por essa razão, em seu prólogo ele afirma a eternidade de Jesus, a coexistência e intercomunicação direta de Cristo com o Pai, e por fim a identidade divina e individualidade pessoal de Cristo.
Em vista disso, a BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA em sua exposição das características e temas do Evangelho segundo João diz o seguinte,
“Uma das características mais marcantes deste Evangelho é o prólogo que apresenta Jesus como o eterno ‘Logos’, ou palavra, aquele que revela o Pai. Cristo revela o Pai porque compartilha da divindade do Pai. Ele é quem criou o universo (João 1:3). Ele satisfez as necessidades dos israelitas no deserto e agora oferece o pão e a água espirituais (João 4: 13,14; 6:35). Em resumo, ele é um com o Pai, o ‘Eu Sou’ (João 5:18; 8:58; 10:30-33; cf. Gen.3:14).”
Pr. Magdiel G Anselmo. 
Bibliografia:
Apostila de Exegese Bíblica ETENAC elaborada por Prof. MG Anselmo.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A História de Um Milagre

Certo jovem decidiu deixar a casa dos seus pais buscando descobrir e conhecer a vida. Queria ser "dono de seu nariz", não ter que dar satisfações a ninguém. Queria ser "livre".
Filho de pais crentes, odiava as cobranças para ir a igreja e as constantes consultas ao que estava fazendo. Já tinha idade pra cuidar de si e não precisa ter que suportar tais "problemas".
Abandonou então seu lar e pôs-se a fazer tudo aquilo que sempre desejou fazer mas não podia. Foi morar sozinho, viajou, conheceu muita gente, namorou muito, experimentou prazeres e sensações que nunca imaginou que existiam...
Andou por aí à fora...
 
Entretanto, depois de uma "boa" fase descobriu que a vida também é dura e difícil e requer responsabilidade de todos. Devido a suas "bagunças" acabou por perder o emprego que lhe dava sustentação para suas andanças e noitadas. Sem o dinheiro mensal teve que deixar o apartamento que morava e morar em seu carro. Por pouco tempo, pois logo teve que vender seu carro para comer. Ficou um tempo dormindo na casa da namorada, mas essa também o deixou pois não desejava ficar com alguém que não tinha objetivo na vida.
O grande castelo ruiu do dia pra noite...
Já não tinha ninguém e tornou-se morador de rua... comia restos dos lixos de restaurantes e bares... tomava banho na chuva e dormia cercado por vira-latas que eram mais limpos que ele próprio...
Já não tinha forças para reagir... lembrava então das palavras de seu pai quando via qual seria o destino do filho rebelde e sem juízo:
"- Se continuar assim o seu fim ou será o presídio ou o cemitério!"
Já concordava com aquela sentença. E desejava que isso ocorresse logo.
Numa madrugada fria de inverno, sentado em um banco de praça, tentando dormir a custa de "cachaça" ... lembrou que existia um Deus que ele pensava conhecer desde a infância... Não tinha coragem de orar, tinha vergonha... mas soluçando de frio e de arrependimento disse baixinho:
- Senhor me perdoe por tudo que fiz e ando fazendo. Não sei o que dizer. Mas, estou apenas esperando a morte. Mas antes quero lhe fazer duas perguntas: Será que por causa do que fiz, o Senhor me abandonou? Será que ainda sou teu filho? E chorando deitou naquele banco gelado e dormiu...
Mas, então depois de ser preso por tentar dormir em um pequeno hotel sem pagar, ligou para seu antigo pastor e pediu socorro.
Prontamente foi atendido e passou a dormir num gabinete pastoral improvisado, pois era um templo que estava sendo construído ainda.
Ali tinha responsabilidades todos os dias, ou seja, tinha que abrir o portão da igreja para os pedreiros entrarem para trabalhar as 6 horas da manhã. Todos os dias... ele não gostava disso... reclamava sozinho, mas obedecia pois não tinha pra onde ir...
Também tinha que frequentar os cultos... coisa que também não o agradava, mas o que mais lhe importunava é que todos os dias juntamente com os pedreiros entrava também um "irmão" que antes de ir ao trabalho orava pelo menos 01 hora num cantinho do templo. Como o gabinete pastoral era em um pavimento superior mas aberto, o som mesmo que longe o incomodava, pois tentava voltar a dormir até por volta das 8 horas da manhã.
Aquele irmão orava alto, gritava... ele não entendia bem o que falava, e resmungava, praguejava:  - Deve ser um idiota! Pra que vir aqui todo dia orar! Pra que gritar ! É um chato !
O tempo passou...
Esse jovem começou a ser trabalhado e quebrantado por Deus nas ministrações nos cultos que frequentava (mesmo obrigado). Deus começou a falar com ele poderosamente.
Logo, havia se reconciliado com o Senhor, retornado à casa dos pais e restabelecido seu relacionamento familiar. E ele não sabia que em poucos anos Deus lhe daria uma esposa e uma família linda e mais, lhe chamaria e vocacionaria para Sua obra. 
Mas, essa é outra parte da história. Retornemos ao que estávamos contando. 
Ali naquela igreja congregava regularmente e com os anos tornou-se o líder dos jovens e adolescentes e logo professor de EBD. Estava muito satisfeito e agradecido com o que Deus fez e fazia em sua vida. Todos viam o milagre de Deus naquela vida.
Um dia, depois de terminar um culto ele foi cumprimentado por aquele irmão que orava logo cedo quando ele ainda estava "morando" no gabinete pastoral. O irmão então disse que gostaria de conversar com ele em particular. Ele concordou e então logo o irmão disse:
- Muito tempo atrás, desde que você estava alojado aqui na igreja eu tenho que lhe dizer uma coisa.
Ele então disse que o irmão podia ter a liberdade pra falar. O irmão então falou:
- Quando você estava alojado aqui eu vinha orar todos os dias bem cedo.
E Ele afirmou:
- Sim, eu lembro bem.
- E o irmão sabe por que?
Ele disse que não sabia, imaginava que gostava de orar cedo e que em sua casa não tinha aquela liberdade. Mas, logo foi interrompido:
- Não, não foi por isso. Posso orar em minha casa, não tenho esse problema lá. Eu orava todos os dias aqui na igreja porque eu havia feito um compromisso com o Senhor e somente iria parar de fazer isso quando Deus me respondesse. E, então perguntou:
- Você sabe qual era esse compromisso que fiz com Deus?
O jovem respondeu: - Não.
- O compromisso com Deus era orar por você. Para que Deus restaurasse sua vida e não permitisse que se perdesse. Orava por você meu irmão todos os dias.
O rapaz então ficou sem ação, e o irmão continuou:
- E tem mais, em um desses dias que eu intercedia por você, veio uma frase em minha mente que eu não sabia o porquê e nem se era algo pra que eu lhe falasse. Não entendia o motivo ou significado... Por muito tempo, desde esse dia, eu guardei essa frase em minha mente pensando ser algo de Deus pra mim, mas hoje no culto, eu entendi que não era pra mim. A frase era pra você e penso que deva ser pra você algum tipo de resposta, não sei bem... espero que saiba.
O rapaz então rapidamente disse que ele lhe dissesse que frase era. Então ele falou:
- A frase que veio em minha mente em um daqueles dias que eu orava é a seguinte:
"A primeira resposta é Não, não o abandonei. A segunda resposta é SIM, você é meu filho e eu te amo."
Naquele momento o rapaz lembrou daquela pequena oração as 3 horas de um fria madrugada em um banco de praça.
Ele entendeu de uma vez por todas que Deus o amava e que nunca o havia abandonado. E ainda naquela época cuidava para que ele fosse restaurado.
E como naquela madrugada chorou abundantemente, mas agora o banco gelado não o esperava mais...quem o consolou foi o abraço amoroso daquele irmão que orou por ele sem ele saber... e que mesmo sem entender o que estava acontecendo o acolhia com amor e carinho.
Hoje, depois de quase 30 anos esse rapaz escreve esse texto e ainda chora, mas não chora de tristeza ou de espanto, chora de alegria ao lembrar e saber que Deus o amou e continua amando-o. Chora porque a Graça de Deus e o Seu amor é inexplicável e infinito e que cuida, protege e guia Seus filhos, mesmo quando esses se rebelam contra a Sua vontade. Ele os traz de volta com suas poderosas mãos e os acolhe e protege.
Portanto, se continuou lendo esse meu testemunho até aqui, saiba que Deus o ama e fará de tudo para lhe mostrar que deseja que Sua vida esteja alinhada com os planos que tem pra sua vida.
Se está desanimado, saiba que Deus pode lhe fortalecer. Se está aflito, Deus tem poder para renovas as suas esperanças. Se está ferido, Deus  pode curar as feridas da sua alma. Se está com medo, Deus é sua fortaleza e proteção. Se não sabes o que fazer, Deus pode lhe dar e mostrar a direção a seguir. Se se sente indigno pelos pecados que tem cometido, Deus pode lhe perdoar e restaurar sua vida e dignidade.
Retorne aos braços do Senhor. Retorne urgente a vida que Deus tem pra você.
Não perca seu tempo como perdi o meu em minha juventude...
Aprenda hoje o que aprendi a muitos anos:
Ele continua lhe amando. Ele jamais abandona um de Seus filhos.
 
Louvado, adorado e exaltado seja Deus.
Mestre por excelência em restaurar vidas, inclusive a minha.
 
Pr. Magdiel G Anselmo.
 
 
 
 
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