sábado, 29 de junho de 2013

Não estou feliz, sou feliz !

 
Não se mede a felicidade por momentos ou por circunstâncias.
Alguém dirá:
Estou feliz porque ganhei na loteria!
Outro poderá afirmar:
Estou feliz porque tenho muita influência e poder! outro ainda: Estou muito feliz porque tenho saúde pra dar e vender! ou mais: Estou feliz porque alcancei todos os meus ideais de vida!
Entretanto, mesmo nesses exemplos, imprevistos podem ocorrer e não por poucas vezes a vida nos surpreende negativamente. Quem tem muito dinheiro pode perdê-lo. Quem tem poder e influência pode ficar ultrapassado, perder sua posição e já não impressionar mais ninguém. Quem tem boa saúde pode ficar gravemente enfermo ou debilitado.
Enfim, tudo pode ocorrer com todos. Estamos sujeitos a passar por aflições, privações e dificuldades de todos os tipos.
Por isso, repito, a felicidade não pode ser medida por momentos ou circunstâncias, nem mesmo por uma vida inteira.
A verdadeira felicidade é encontrada em quem mesmo passando por momentos ou circunstâncias difíceis, dolorosas e complicadas, sabe que tudo isso aqui é passageiro e que além dessa vida tem uma outra guardada em Cristo. Que um dia estará com Ele eternamente, morando em uma cidade que Ele mesmo preparou para os seus.
E que enquanto isso não ocorre tem um Deus que lhe ama, protege, guia, fortalece e conforta.
Esta é a verdadeira felicidade !

 
 
 
Por isso, afirmo sem medo de errar:
"Não importam as circunstâncias, não estou feliz, SOU FELIZ !"
 
 
 
 
 
 
 
Pr. Magdiel G Anselmo.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A QUEDA E O CHORO AMARGO... CALMA, AINDA HÁ UMA SAÍDA!

                                                                                                                    

Infelizmente vemos muitas pessoas caminhando a passos largos para a sua própria queda. 
E também, infelizmente, notamos que não conseguem perceber que estão se autodestruindo e causando e acrescentando ainda mais e maiores problemas a sua vida.
Mas, podemos alertar e advertir para que em algum momento despertem para o perigo que correm com atitudes e comportamentos que trazem repentina destruição.

Um exemplo bíblico clássico deste tipo de comportamento é o de Pedro no início de sua vida cristã.
Veja o texto a seguir e perceba o primeiro passo que deu para sua própria queda. Passo este que muitos ainda hoje dão.
 
“Simão, Simão, eis que satanás vos reclamou para vós peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. Mas, Jesus lhe disse: Afirmo-te Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante.”
Lucas 22: 31-34.

Veja que mesmo o Senhor Jesus advertindo Pedro para a provação (peneirar) que viria, ele não se importou com isso e assegurou que jamais abandonaria o Mestre. Confiava que suportaria tal situação de pressão e ataque. E mais, que se submeteria até a morte, se fosse necessário. Pedro pensava assim e acreditava que nada conseguiria fazê-lo abandonar o Mestre.
A auto-suficiência o cegava. Ele se achava pronto para o que viesse.
Ainda hoje, tal qual Pedro, muitos crentes pensam que por serem participantes da Igreja de Cristo, de conhecerem a Deus e Sua Palavra e por anos estarem O servindo, estão imunes de pecar e cometer erros.
Confiam que conseguem manter-se em santidade por causa de seu conhecimento, vontade e convicção. São auto-suficientes e crêem que são espiritualmente superiores a maioria dos outros filhos de Deus. Não aceitam conselhos. Pensam que não precisam de ninguém. Pensam que se bastam, que são suficientemente maduros para evitar a queda.
 
A auto-suficiência vaidosa é o primeiro passo que alguém dá para sua própria queda.
 
E por quê?
Porque nós somente conseguimos suportar as tentações e ser aprovados nas provações quando entendemos que é Deus quem nos fortalece e que nos proporciona sabedoria para agir nestes momentos. Não somos auto-suficientes. Dependemos de Deus para tudo. Sem Ele nada podemos fazer. Todo o nosso intelecto, conhecimento, força, influência, carisma, dons e talentos, poder e capacidade não são suficientes para conseguirmos escapar das tentações e dos ardis de satanás. Necessitamos da graça e da misericórdia de Deus. Carecemos de Sua sabedoria e poder. Só com Ele podemos. Só com Ele fazemos o que é certo.
Somente através de uma vida aos pés do Senhor recebemos capacitação para prosseguirmos em nossa caminhada. Ele é quem dirige os nossos passos. A resposta certa dos lábios vem do Senhor.
Mas Pedro continuou caminhando para sua queda. Veja que depois do Senhor Jesus ser preso e de Pedro não poder fazer nada para evitar, ele segue a Jesus, mas de uma maneira diferente da que fazia antes. Veja o texto:
 
“Pedro, seguira-O de longe até o interior do pátio do sumo-sacerdote...”
Marcos 14: 54a.
 
Pedro agora já não seguia Jesus como antes. Já não se atrevia a chegar próximo dele. Seguia de longe. Sem se comprometer mais. Sem se envolver com aquela situação.
O fato da prisão do Mestre tornou-se um grande problema para Pedro. Este fato de grande pressão e aflição ocasionou o seu distanciamento, o seu afastamento. Já não o seguia com proximidade, mas agora com certa distância, de longe...
 
Este é o segundo passo para a queda de Pedro e também para a queda de muitos hoje, o afastamento.
 
Por causa dos problemas muitos de afastam de Jesus e O seguem de longe. Sem se comprometer, sem se envolver, sem desejar ser vistos juntos com o Mestre ou com os que O seguem de perto.
Frequentam esporadicamente as igrejas, às vezes até levam suas Bíblias, mas nada além disso. Sem compromisso, sem envolvimento. Possuem outras prioridades, não tem tempo pra essas coisas.
Justificam este afastamento por variados problemas e relatos que os conduziram a decepção, frustração e até amargura com relação à vida na Igreja. Resolveram então se distanciar e priorizar outras áreas e não mais congregar e comungar com seus irmãos de mesma fé.
Entretanto, esses sentimentos de decepção, frustração e amargura não são exclusivos dos afastados da Igreja. Muitos que continuam congregando regularmente têm a mesma percepção da vida na comunidade cristã. Não estão afastados da Igreja, mas estão afastados na Igreja.
Todos nós sabemos que tanto uma coisa como a outra não é boa. Todo afastamento é ruim, no que diz respeito à vida cristã. A Igreja de Cristo é uma comunidade, uma família, um corpo. E isso nos leva ao conceito de estarmos juntos, de comunhão, confraternização, edificação, participação e interação constantes. Quando há o afastamento, seja físico ou não, esse princípio é quebrado e como conseqüência malefícios diversos ocorrem na vida do crente individualmente e da Igreja coletivamente.
Mas não parou por aí.

“(...) e estava assentado entre os serventuários, aquentando-se ao fogo...”
Marcos 14: 54b.

“E, quando acenderam fogo no meio do pátio, e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles...” Lucas 22: 55.

Esse episódio lembra bem o Salmo 1. Pedro assentou-se a roda de pessoas que não conheciam a Cristo como Pedro conhecera. Não eram seguidores do Mestre. Mas, Pedro lá estava. Afinal, somente desejava se aquecer junto deles.
 
O terceiro passo para a queda de Pedro e de muitos hoje é esse. O comprometimento com o mundo.
 
A proximidade com o pecado e com os que praticam a iniqüidade. O comprometimento nos silencia. A partir do momento que partilhamos dos valores, pensamentos, ações e conselhos do mundo, perdemos a autoridade para falar de Jesus e para desafiá-los a uma vida diferente.
A consequência desses passos veio:

“Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também estava com ele. Mas, Pedro negava, dizendo: Mulher, não o conheço. Pouco depois, vendo-o outro, disse: também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou. E, Tendo passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com ele, porque também é Galileu. Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E, logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente.”
Lucas 22: 56-61.
 
Pedro não percebeu isso. E por isso caiu. Muitos ainda caem hoje.
 
Muitos choram amargamente hoje como Pedro no passado.
 
Certamente, aquele dia para Pedro foi terrível. Aquele choro marcou sua queda.
Muitos choram e sofrem hoje escondidos. Sabem que pecaram, que continuam a pecar. Sabem que estão errados e que precisam mudar de atitude e de vida. Tem grandes feridas na alma porque um dia caíram e essa queda até hoje os faz chorar amargamente. Mas, não sabem como remediar esse mal. Não sabem o que fazer ou falta-lhes coragem para fazê-lo.
No passado andaram com Cristo. Estavam juntos com seus irmãos. Adoravam e louvavam a Deus na congregação. Trabalhavam na obra de Deus. Mas, hoje não conseguem mais fazer isso, não se consideram mais dignos de servir a Deus. Não conseguem nem orar mais...
A auto-suficiência os enganou. O afastamento aos poucos foi lhes deixando insensíveis para as coisas de Deus. O comprometimento com o mundo trouxe-lhes uma falsa ilusão de que tudo estava bem.
Não estava. Não está.
Hoje, sabem que foram passos dados na direção errada. E continuam a chorar...
Mas, entenda. Para que essa situação seja modificada não é necessário dar vários passos como os que foram dados para cair.
 
Somente um passo é necessário na direção certa.
Qual passo? Um passo chamado arrependimento. Em qual direção? Na direção de Jesus.
 
Quando alguém faz isso, assim como na parábola do filho pródigo, Deus vai ao encontro de Seu filho e o abraça com amor e alegria, recebendo-o de volta.
Quando alguém verdadeiramente se arrepende de seus pecados e volta-se para Deus, todo o contexto de dor e sofrimento é transformado em perdão e nova vida.
Deus não olha o fracasso. Deus olha para o coração. E se encontra arrependimento, Deus em sua infinita graça e misericórdia restaura a dignidade dessa pessoa.
 
Deus é especialista em restaurar a dignidade do Homem.
 
O que é arrependimento? Arrependimento implica em admissão de erro, reconhecimento que errou e que necessita do perdão de Deus. Além disso, implica em um desejo de mudar de atitude e não mais cometer o mesmo erro.
Pedro entendeu isso. E quando Jesus ressuscitou e ainda aqui por um tempo encontrou-se com Pedro, a pergunta foi objetiva e incisiva: Pedro, tu me amas?
Pedro entendeu na terceira vez o que significava aquela pergunta e a partir daí os seus pecados e erros foram perdoados e apagados, e agora Jesus lhe diz: Apascenta minhas ovelhas. Isso significa restauração e novas responsabilidades.
Caro amigo leitor, se você se encontra dando passos para sua própria queda, entenda esse texto como uma advertência de Deus pra tua vida. Veja onde errou e acerte o passo e a direção.
Ainda há tempo para que não caia.
Se, porém, já caiu e chora amargamente, Deus lhe aguarda para recebê-lo de volta.
Sei que a queda machuca, fere e envergonha. Mas, é hora de levantar. É hora de trocar a tristeza pela alegria de estar com Cristo. É hora de trocar o choro pelo sorriso.
 
Deus lhe perdoa, Ele é rico em perdoar, e lhe restaura, Ele está sempre pronto a restaurar.
Levante-se em arrependimento. Levante-se pela graça de Deus.
Venha receber o perdão e a restauração de Deus.
Procure uma igreja verdadeiramente evangélica e junte-se a seus irmãos.
Esqueça o passado. Volte-se para Deus e nunca mais deixe de olhar para Jesus, o autor e consumador de nossa fé.
 
 

Há ainda muito por fazer.

Deus o abençoe.
 

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
1 João 1: 8,9.


Pr. Magdiel G Anselmo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Administração e liderança cristã X Administração e liderança empresarial

 
 
 
Diferenças Marcantes e Fundamentais
 
1. Igreja não é empresa.
Igreja é a multiforme sabedoria de Deus expressa através de Seus filhos.
 
2. Pastor não é chefe e muito menos um funcionário.
Pastor é um líder cristão a serviço de Deus.
 
3. Crentes não são consumidores.
Crentes são filhos de Deus, salvos e remidos pelo e através do sangue de Cristo derramado na Cruz.
 
4. Jesus não é um produto.
Jesus é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.
 
5. Igreja não visa lucros, visa abençoar vidas com a pregação do Evangelho.
 
6. O investimento da Igreja são nas pessoas, não em coisas.
 
7. A propaganda e o marketing da Igreja é a mensagem da Cruz e não as técnicas e métodos usados pelas agências de propaganda para vender um produto ou serviço.
 
8. A música na Igreja não é para facilitar a venda ou para entreter ou animar, é para encaminhar à adoração e o louvor a Deus. E, em muitos casos, nem necessária é para tais objetivo. Na Igreja não existem artistas, devem existir adoradores.
 
9. A salvação não é um produto a ser comercializado, é uma operação do Espírito Santo, estrita e exclusivamente espiritual sem nenhum mérito ou merecimento humano (não importando o sacrifício que os homens façam para adquiri-la), orientada e direcionada pela vontade de Deus (convencimento do Espírito), não do homem.
 
10. Deus não é um dono de uma empresa que busca contratar funcionários competentes e que mereçam um cargo em seu império.
Ele é o Justo Juiz que julgará todas as pessoas no dia final separando definitivamente o joio do trigo, os salvos dos condenados, os santos dos ímpios.
 
Quando é que os pseudo-líderes cristãos das tais "igrejas" do momento entenderão isso?
 
Na verdade não são igrejas na concepção bíblica do termo.
São empreendimentos empresariais que visam o lucro financeiro e a expansão de seus patrimônios. São aberrações eclesiásticas que perturbam e deturpam a harmonia do arraial do povo de Deus. São grupos que confundem a mente dos desavisados e despreparados, trazendo a escuridão à vida das pessoas que sem conhecimento misturam o santo com o profano, o vil com o puro.
Os que ignoram as advertências da Palavra (Leia a carta de Judas por ex.) caminham a passos largos para a perdição eterna. Triste mas justo fim para os que desprezaram a sabedoria e o conhecimento de Deus. O sofrimento eterno está reservado para os que assim procedem.
Vigiemos para não sermos seduzidos pela tentação da igreja fácil ou da igreja empresa que forma e replica discípulos de Belial.
 
A Deus toda Glória e Louvor para sempre!

Pr. Magdiel G Anselmo.
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