quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AS CRISES NO E DO MINISTÉRIO PASTORAL - parte 2

A Crise da ausência do Manual Pastoral no pastorado
 
Pode parecer estranho este tópico, pois todos concordam que o manual do pastor é a Bíblia, mas, infelizmente vemos que na prática muitos pastores não utilizam os ricos ensinamentos bíblicos para pautar suas atitudes e as do rebanho que tem a incumbência de cuidar para o Senhor.
Porque digo isto?
Porque está acontecendo uma grande influência nos aconselhamentos e nas pregações de outras formas de filosofias de vida e ideologias.
O pastor, como já vimos no artigo anterior a este, foi chamado pessoalmente por Deus para exercer um ministério fundamentado nos ensinos bíblicos. Os valores e princípios utilizados pelo pastor para sua vida e para orientação do povo de Deus devem ser exclusivamente bíblicos. A ortodoxia bíblica é fundamentalmente necessária para a função pastoral.
O crente chamado para ser pastor não tem o direito de propagar idéias pessoais sobre qualquer assunto sem ter a convicção de que esta idéia esteja alinhada com as Escrituras. Ele não foi chamado para causar polêmicas nem discussões inúteis, Deus deu a ele condições, autoridade, dons e habilidades para exercer de forma correta o pastorado, não para usar isto com displicência e sem responsabilidade.
O manual de regra e prática de todo crente e muito mais do pastor é a Bíblia e ela deve ser utilizada em todas as situações pastorais, seja administrativamente, socialmente, particularmente, liturgicamente, emocionalmente ou espiritualmente. Todas as circunstâncias da vida encontram na Bíblia princípios e valores a serem aplicados para agirmos segundo a vontade de Deus.
Todas as outras ferramentas usadas pelo homem para dar-lhe paz e tranqüilidade são superficiais e em última instância, inúteis, apenas maquiam, iludem, pois o homem pelo homem não encontra solução para sua vida. Só em Jesus ele a encontrará, e a Palavra de Deus (a Bíblia) tem todas as orientações para a cura do homem em Jesus.
O pastor que se utiliza e prioriza as ferramentas humanas para ensinar, consolar, confortar, motivar ou encorajar o rebanho de Deus a seus cuidados em detrimento do estudo, aperfeiçoamento e pesquisa bíblicas, peca contra o Deus que o chamou e certamente prestará contas disto a Ele.
Creio que quando se trata de igreja as soluções humanas são na grande maioria das vezes, inaceitáveis.
A prática sem critério e discernimento espiritual de conceitos e abordagens da psicologia e da filosofia só trouxeram para dentro da igreja confusão e distorções. Os pais destas ciências sempre foram ateus convictos com aversão pelo Cristianismo e por Deus. Freud era um insano com idéias subjetivas que se tornaram quase que leis para explicar o comportamento humano e curar as doenças da alma. Da psicologia veio a psicanálise, uma aberração, a meu ver, pois parte de um pressuposto absurdo que é o seguinte: o homem analisando o comportamento e a vida de outro pode descobrir o porquê de seu temperamento, caráter ou personalidade bem como seus traumas, complexos ou desvios. Se o homem pudesse realmente fazer isso, com certeza ele resolveria os seus próprios problemas, mas o que vemos é que nem os psicanalistas conseguem entender eles próprios e se arrogam no direito de entender e explicar sobre outros. 
O único que pode entender o homem em todos os seus aspectos, corpo, alma e espírito é seu Criador, Deus, qualquer outra tentativa para isso é perda de tempo. Em Jeremias 17: 9 Deus diz que o coração do homem é enganoso e corrupto e faz uma pergunta: quem o conhecerá? O próprio Deus responde sua pergunta no v. 10 e diz: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os pensamentos...” Só Deus pode compreender e curar o homem, pois o problema, o mal que assola o homem é o pecado não idéias absurdas de Freud, Jung ou filósofos como Nietzche e outros.
Lamentavelmente o que vejo hoje são pastores e ministros fazendo aconselhamento pastoral e utilizando para isso métodos de abordagem da psicologia, encorajando os membros de suas igrejas a pensarem positivo e assim por diante, conselhos que não tem fundamento nem consistência bíblicos.
Desgraçadamente vejo pastores e pregadores subirem aos púlpitos para propagarem idéias de auto-ajuda e mensagens motivacionais com princípios antibíblicos e valores humanos para a vida e o pior, usando textos bíblicos de forma desonesta  para justificar suas posições. Tristemente vejo crentes sendo ensinados e até incentivados a buscar ajuda em terapias e profissionais desta área para resolverem problemas de relacionamento conjugal, criação de filhos, depressão, falta de paz, etc.
Isto é a contramão do Cristianismo, é completamente contrário a tudo que a Bíblia ensina. E os pastores têm a responsabilidade de ensinar o povo de Deus a buscar a Deus para ter a orientação do que fazer diante dos problemas e dilemas da vida humana.
Vou ser mais claro: O problema do ser humano se chama PECADO.
O causador deste problema se chama diabo. Todos os demais problemas do homem decorrem deste problema principal, o pecado. Sem resolver este problema não adianta tentar resolver os outros, não se chegará a lugar nenhum, ou melhor, se chegará sim a um lugar, ao inferno, que foi inicialmente preparado para o diabo e seus anjos, mas que muitos teimam em acompanhá-lo.
A única solução para o problema humano se chama Jesus Cristo. Só Ele pode restaurar o homem e religá-lo a Deus.
 
As ferramentas que o pastor vai utilizar para ensinar esta verdade contida no manual pastoral que é a Bíblia vão ser os seus dons espirituais, sua autoridade (unção) espiritual, a sabedoria de Deus e os seus talentos naturais a serviço do reino de Deus. O próprio Deus já capacitou o pastor com tudo que ele precisa para o bom exercício deste ministério, se utilizar de outras ferramentas não é aconselhável por não ser uma forma bíblica de agir.

O pastor como alguém chamado por Deus para cuidar do povo de Deus tem que ter consciência e convicção disto e ensinar o povo a buscar em Deus direção e orientação para sua vida.
E ponto final.
O que passar disso é procedência maligna.


Pr. Magdiel G Anselmo.
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

AS CRISES DO E NO MINISTÉRIO PASTORAL - parte 1

Refletindo sobre esse tema me atrevo a escrever aqui sobre ele pois, penso eu, é um assunto que povoa a mente dos pastores e líderes. Claro que não desejo aqui me aprofundar em todos os aspectos, mas expor alguns que são em meu entender, relevantes e que podem facilitar a elucidação do tema. Sei que é um assunto que por vezes "tira a paz" e em outras, nos lembra o que realmente somos e o que realmente devemos fazer como crentes chamados por Deus para determinado ministério (serviço) no Reino de Deus.
A conscientização de nossa missão deve ser um ponto a ter destaque em nossa vida e ministério. Somente com um entendimento claro sobre isso poderemos atuar tendo a edificação de vidas em Cristo como frutos de nossa ação.
Por isso, penso que as crises nos ajudam nesse entendimento, pois são nesses momentos que somos forçados a fazer uma reavaliação de nossa posição e atuação. Mesmo que em algumas situações essas crises podem parecer tudo menos algo positivo, podemos sim, extrair delas boas reflexões e consequente posturas e decisões a se tomar.
Nenhum homem de Deus está isento dessas crises.
Alguns ficarão pelo caminho. Sucumbirão diante e em meio a elas.
Todavia, muito mais que uma seleção natural ou espiritual, essas crises se bem entendidas e digeridas, fortalecem e amadurecem aqueles pastores que conseguiram ultrapassar as barreiras e ver além delas.
Dito isso, como já afirmei, me atrevo a escrever sobre algumas dessas crises tão temidas, mas sempre vividas, pelos pastores e líderes cristãos.
 
A Crise de Identidade e Vocacional
 
Há um tempo, estive lendo a obra de Irland Azevedo com o título: “De pastor para pastores”, e penso ser interessante e concordo com o que escreveu sobre essa crise. Ele argumenta que,
“muitas vezes o pastor, que é gente como toda gente, entra numa crise de identidade e existencial, não entendendo por que existe, por que Deus o chamou, por que está a atravessar um momento difícil no ministério, quando outros colegas seus, estão, pensa ele, felizes, suas igrejas crescem, e eles não enfrentam as mesmas dificuldades.”
 
Outros autores corroboram com esta opinião e seguem uma linha de argumentação que nos direciona para entendermos que freqüentemente ainda estamos a nos debater com nossa chamada. Tenho para mim que meu maior medo é que as pessoas sejam motivadas a entrar no ministério por um desejo de ajudar os outros, e não em resposta a uma chamada de Deus.
Entendo que o pastor como observou Azevedo é gente como toda gente e por isso destaco algumas de suas características:
 
a) Ele possui fraquezas e limitações como todos os demais irmãos;
b) Ele tem sentimentos e emoções como todos os demais irmãos;
c) Ele fracassa e erra como todos os demais irmãos;
d) Ele é ferido e magoado como todos os demais irmãos;
e) Ele sabe que é pecador;
f) Ele tem uma missão singular diferente dos demais irmãos
g) Essa missão singular na maioria das vezes não é bem entendida pelos demais irmãos;
h) Essa missão deve ser realizada com primazia e excelência;
i) Ele está bem ciente de suas limitações e fraquezas;
j) Ele sabe que é pecador.
k) Ele não se sente apto ou preparado para ser pastor;
l) Ele não sabe por que Deus o chamou para ser pastor;
m) Por fim, ele sabe que é Deus que dá forças, capacitação, dons e sabedoria para que ele possa pastorear;
n) Ele confia em Deus mas teme sua carnalidade;
o) Ele sabe que Deus pode usa-lo como instrumento de bênçãos para os demais irmãos;
p) Ele sabe que é pecador;
q) Ele sabe que Deus o capacitou com dons e talentos espirituais para exercer o ministério pastoral;
r) Ele quer fazer o certo, mas muitas vezes faz o errado.
s) Ele sabe que a grande maioria dos irmãos não entenderão suas crises ministerias;
t) Ele sabe que Deus o entende;
u) Ele sabe que é pecador. E como sabe disso...
 
Esse aparente paradoxo ou essa luta constante entre carne e espírito, muitas vezes levam o pastor a questionar o porquê das coisas. Por isso talvez, tantos conflitos vocacionais e de identidade ocorram. Considero isso saudável e necessário, mesmo sendo muito dolorido e difícil para todos os pastores.
Nesse "vale da sombra e da morte pastoral", alguns se isolam e ficam deprimidos (alguns ficam mesmo enfermos). Outros, tentam fugir abandonando seus ministérios e buscando tal qual Jonas, o porão do navio (outras atividades, inclusive seculares) como um refúgio "inútil". E ainda, outros justificam essas crises porque realmente não eram para ser pastores (o que em certos casos é um entendimento positivo, correto e muito proveitoso para a Igreja).
O remédio para essa crise de identidade e vocacional é, sem dúvida, ter um tempo se refugiando com e em Deus. Em alguns casos, se possível, um tempo longe da lida pastoral e do rebanho. Um período que possibilite por meio da oração, Palavra e arrazoamento avaliar, refletir, meditar, discernir e tomar posição e decisões dirigidas e apoiadas por Deus.
Conversar com um ministro mais experiente, que já passou por essas crises e que tenha absoluta confiança e amizade também seria uma atitude recomendável, mas nunca como substituição ao período com Deus já mencionado no parágrafo anterior.
Prosseguir sem esse período com Deus é um ato temerário que pode ocasionar malefícios ao ministério e ao povo pastoreado.  
 
Desta forma, pode-se os que assim agem, como já afirmei, fortalecer ainda mais seus ministérios e prosseguir agora, com mais forças, direção, maturidade e experiência.
 
A Crise Geográfica
 



 
Lutas e dificuldades haverão em todo o lugar do ministério.
Entretanto, entendo que Deus muitas vezes, senão em todas, escolhe o lugar e o momento para o pastor. Resta ao pastor entender a vontade de Deus e obedecê-la.
 
Neste contexto podem ocorrer várias crises geográficas, ou seja, questões e interrogações que povoam a mente do pastor: Será que Deus me quer aqui? Será que Deus me quer ali?
Li a experiência de um pastor que contava um episódio em sua vida que ilustra bem estes momentos de crises geográficas,

“Em meus primeiros anos de ministério, aceitei o convite de uma igreja que tinha passado por sérias dificuldades internas e divisões. Como jovem pastor, a pressão sobre mim era intensa. Às vezes pensava que ia ceder às pressões e cheguei mesmo a questionar minha sanidade. Durante os dias mais difíceis desse período, uma igreja grande convidou-me para servir em sua equipe pastoral. Meu desejo era fugir de onde estava, mas tive a nítida sensação de que estava ali na vontade de Deus. Mais tarde, a igreja grande telefonou-me: ‘Sabemos por que você não aceitou. Não lhe oferecemos um salário decente’. Assim me ofereceram mais dinheiro. Informei-lhes que não se tratava de dinheiro, mas que estava absolutamente certo de que ocupava o lugar onde Deus me havia posto. a situação em meu pastorado mudou, e crescemos significativamente e causamos grande impacto na comunidade, revelando-se uma das épocas mais felizes de minha vida”
(trecho da obra “As inigualáveis lutas dos pastores” por pastor Dennis Davis)


Com isso aprendemos mais uma vez que Deus é soberano e somos apenas servos.
Por isso, penso que "esse negócio" de ficar escolhendo muito o local onde irá pastorear não se enquadra com precisão na essência e nos fundamentos do ministério pastoral. Servir a Deus como pastor não é como alguém que escolhe em que empresa deseja ou irá trabalhar. A decisão não é dele, é de Deus. Pastorado não é profissão. Igreja não é empresa. Crentes não são consumidores. Jesus não é um produto.
O pastor que entende isso não levará em conta o tamanho da igreja, ou quais serão seus benefícios materiais se ali se fixar, mas sim, terá como referencial e parâmetro, seu discernimento espiritual sobre essa questão. A vontade de Deus é que deve ser acatada e não a vontade do pastor.
Essa "escolha" (que muitas vezes o pastor pensa equivocadamente que é dele) será entendida e sabida como certa ou errada somente por Deus e pelo pastor.
E todo genuíno pastor sabe quando Deus não o enviou para tal lugar ou igreja e o contrário também é uma verdade. Claro que o pastor sabe. Teimar ou contrariar a vontade de Deus trará consequências a vida e ministério do pastor. E, no fim das contas, fará aquilo que Deus determinou, pode ter certeza disso. O desnecessário ou o excesso de sofrimento que trará como bagagem é uma colheita que será proporcional às atitudes do pastor.
Por isso, caro colega, não lute com Deus. Você não o vencerá.

 
o artigo continua na próxima postagem com outras crises participantes do ministério pastoral...
 
 
Pr. Magdiel G Anselmo.

 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

OS ERROS DA IGREJA EVANGÉLICA - parte final

3º ERRO: A Ordem é criar formas e Métodos novos.
 
 
Quero nesta subdivisão expor a característica principal de alguns grupos evangélicos que é o de modificar todas as formas litúrgicas, de expressão evangélica bem como as formas de evangelização em massa e de evangelismo pessoal já existentes e largamente usadas por todos os evangélicos há muito tempo.
Contudo, quero fazer uma ressalva relevante antes de começar minha exposição.
Não sou, a princípio, contra as formas modernas ou contextualizadas tanto para o culto evangélico como para as outras atividades eclesiásticas, (claro que se estas não estiverem confrontando ou contrariando os ensinos bíblicos). Não faço oposição a novidade ou inovações, mas sim a falta de critério bíblico para aceitação, implantação ou adoção de tais procedimentos inovadores.
Quero enfatizar a importância do ministério de louvor e adoração nas Igrejas, porque além de ser um ministério bíblico encontrado desde os primórdios do Cristianismo, é sem dúvida uma forma de Deus atuar e se revelar ao crente e, em certos casos, também ao incrédulo, preparando-o para pregação da Palavra. Também  entendo que o louvor e a adoração seja ela congregacional com grupos ou equipes de louvor, seja em apresentações em solos, corais, grupos, bandas, conjuntos, orquestras, ou  outra nomenclatura dada, são, sem dúvida, formas do crente adorar a Deus e entregar a Ele seu sacrifício de louvor e gratidão.
Não desprezo de maneira alguma isso e creio firmemente que Deus vocaciona crentes para este ministério com um talento especial para ministrar o louvor à congregação. Sou um incansável defensor do louvor congregacional dirigido pelo Espírito com pessoas comprometidas, responsáveis e tementes a Deus.
Sem dúvida, Deus se alegra com o louvor e a adoração de Seu povo, a Bíblia afirma que Deus habita entre os louvores.
Também entendo que todas as outras atividades trazidas para o culto cristão, sejam elas representações teatrais, coreografias, danças, filmes cinematográficos, linguagem para surdos-mudos, instrumentos musicais e aparelhos eletrônicos modernos bem como toda forma para tornar o templo mais confortável e funcional tem sua importância dentro do contexto de prestação do culto a Deus.
Não sou radical e ignorante ao ponto de menosprezar todos estes recursos modernos, tudo isso pode e deve ser utilizado para que o nome do Senhor seja propagado e glorificado. Creio que o próprio Deus concede-nos as oportunidades para termos estes recursos à disposição da Igreja. Tudo que existe, com certeza, existe porque Deus assim o quis, e muito disso pode ser usado pela Igreja para alcançar os objetivos que Deus já determinou para ela, sendo estes compatíveis com as orientações e princípios neo-testamentários.
Espero ter sanado as dúvidas quanto a esse assunto.

O que sou constante e incansavelmente  contra e me considero “mosca de boi” neste ponto,  é com o desprezo pelas formas bíblicas de atuar,  bem como a inversão de valores e prioridades ensinadas pela Bíblia para a Igreja.
Penso que podemos nos utilizar de algumas formas modernas de atuação, porém  não devemos desprezar as formas já ensinadas na Bíblia por que corremos um grande risco de pecarmos contra Deus. Temos que avaliar se o que fazemos condiz com os princípios de Deus, pois há uma seqüência de atividades visando uma atividade maior, ou seja, todas as formas de adoração da Igreja devem ser efetuadas e conscientes,  aguardando as orientações de Deus que serão transmitidas pela pregação de Sua Palavra.
No culto existem duas divisões principais, a primeira, onde os salvos por meio de Cristo entregam ao Pai conduzidos pelo Espírito Santo os seus sacrifícios de louvor e adoração e a segunda, onde todos os salvos se aquietam para ouvir a voz de Deus por intermédio de outro salvo que se preparou em estudo e oração para ser este instrumento iluminado pelo Espírito Santo na pregação da Palavra.
A primeira parte desta divisão cria no corpo de Cristo a expectativa em ouvir a Deus preparando o coração para receber o alimento espiritual, fortalece a unidade e a comunhão com Deus e os irmãos, dá a oportunidade de todos os salvos se alegrarem na presença de Deus, bem como clamarem, orarem, cantarem, oferecerem ofertas de todo tipo, sentirem a presença do Espírito Santo que os habita, demonstrarem o amor que tem dentro de si por todos, abençoarem as outras pessoas com seus dons espirituais e talentos naturais assim como com palavras de ânimo em testemunhos de que Deus fez e faz por eles, enfim é uma parte importante e essencial em todo culto cristão, não pode e nem deve ser negligenciada.
Mas, o culto não é só isso, tem muito mais, tem ainda a parte, que considero, mais importante para o salvo e, certamente, para o não salvo, falta a parte em que Deus concretamente falará e através então de Sua Palavra proclamada em forma de sermão, salvará, libertará, orientará, ensinará, advertirá, consolará, repreenderá, confortará, mostrará o caminho a seguir e como seguí-lo (II Timóteo 3: 16,17). Falta a parte do ouvir para mudar. Falta a pregação ungida pelo Espírito que comunica vida aos perdidos e edifica a Igreja de Cristo (I Coríntios 1: 18-25; Romanos 10: 17; II Coríntios 4:5;II Timóteo 4:1-5).
Sem esta segunda parte, o culto fica incompleto, torna-se um culto onde Deus não foi convidado para falar, apenas esteve presente por causa dos seus atributos incomunicàveis,  porém  não houve a comunicação concreta e objetiva.  Toda a primeira parte do culto deve ser dirigida para este ápice, disto depende a edificação da Igreja bem com a salvação dos perdidos que estão presentes. Nós, crentes, temos que ter esta consciência e buscarmos enfatizar e ensinar isso aos crentes novos na fé, bem como lembrar essa verdade aos líderes "teimosos" e que são "ultra simpáticos" a toda novidade que surge em detrimento da pregação consistente e prioritária da Palavra de Deus.
Essa “febre” de novos métodos precisa ser curada pela Palavra de Deus e todos estes métodos equilibrados e controlados por Ela, senão descambaremos para a desordem total e conseqüentemente a ruína de Igrejas que foram fundadas no passado por “homens e mulheres de Deus” movidos pelo Espírito de Deus.
Com certeza, Deus não abençoa quando a visão está desvinculada da fidelidade às Escrituras.
Por isso, as formas e métodos novos que diminuem a importância desta segunda parte, a meu ver, não são métodos e formas aceitáveis, e por que digo isto? Porque não visam preparar as pessoas para o principal, que é ouvir a Deus pela Sua Palavra pregada como a Bíblia orienta e revela.
 
 
São cultos onde se fica pela metade, não chega-se a lugar nenhum, as pessoas saem "alegres", porém vazias de orientações de como viver e agir diante dos problemas e aflições da vida, sempre serão, se continuarem ali, crentes imaturos e carentes, cheios de dúvidas e mágoas, salvos porém, sem compreenderem ainda que muitos problemas que passam hoje não são porque agora são crentes (acumulam conflitos e dores desnecessários), existem apenas porque eles ainda não foram ensinados a passar por eles com a ajuda de Deus e crescerem e amadurecerem espiritualmente. 
São crianças que não crescem.


Para encerrar este tópico, quero afirmar que a ênfase em novos métodos e formas de atuação da Igreja, mudou o foco desta, ao invés de buscar o perdido e ensinar o já salvo, orientações enfatizadas pelas Escrituras, detém-se em discussões intermináveis sobre o que pode e o que não pode ser utilizado pela Igreja, enquanto isso vidas estão sofrendo nas mãos do diabo.
Por isso, digo que a metodologia de Deus para a atuação da Igreja é a melhor, alguém poderia ter dúvida disso? Se ficássemos no que Deus nos ensinou, usando algumas variações dentro do equilíbrio e contexto bíblico, não teríamos que nos preocupar em provar que o método é correto, usaríamos sem pestanejar tendo a Palavra de Deus como advogada. Nosso erro é inventar usando nossas divagações, idéias pré-concebidas e pensamentos fora da Bíblia.

 Ah, o ser humano...

“Conjuro-te perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: Prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério”
II Timóteo 4: 1-5
Pr. Magdiel G Anselmo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

OS ERROS DA IGREJA EVANGÉLICA - parte 2

2º ERRO: A Ordem é não se envolver
 
 
 
Nesta segunda subdivisão tem-se uma forma de atuação muito usada por grandes movimentos “evangélicos” da atualidade. A característica principal desta  ideologia é que para seguir a Cristo não é necessário mudanças radicais de nenhuma espécie. Nada de renunciar interesses, planos ou desejos muito "relevantes" ou "profundos". A obediência é limitada aquilo que é "fácil" fazer, não aquilo que é necessário e fundamental.
Basta apenas se pronunciar “cristão evangélico”, freqüentar uma reunião semanal em uma comunidade “evangélica”, deixar alguns costumes antigos que o tornavam “muito ímpio” e comprar uma bela Bíblia, de preferência aquela anunciada na TV.  
Desta forma, segue-se uma prática religiosa que causará um conforto a pessoa, preenchendo aquele vazio que havia em seu íntimo, pelo menos é o que a pessoa pensa.
Nas Igrejas e movimentos “evangélicos” que adotam esta forma de atuação, os cultos são geralmente muito animados, com muita música e apresentações diversas, proporcionando ao freqüentador um agradável final-de-semana. Muitos destes freqüentadores são fiéis dizimistas e ofertantes, pois sabem que são eles que mantêm esta seqüência de agradáveis dias.
A liderança destas Igrejas afirma que age assim pois não quer pressionar as pessoas a mudarem, mas preferem deixá-las por elas mesmas tomarem suas decisões. Ressaltam que o crente é livre e não pode ser escravo de organizações ou doutrinas, desta forma adotam a política “venha como estás, e se preferir permaneça assim”.
Desta forma ensinam seus membros a não se envolver com nada que os faça tomar  posições diferentes daquelas que tinham antes de conhecer a Cristo. Não precisam mudar de atitudes quanto à sua vida profissional: podem continuar com caixa dois, com as notas frias, com a desonestidade, a corrupção.

Não precisam mudar na sua vida pessoal: podem não perdoar as pessoas, podem não amar os inimigos, podem pagar o mal  com o mal. Não precisam mudar certos costumes e práticas antigas como freqüentar lugares não recomendados para crentes verdadeiros, ouvir músicas de pessoas reconhecidamente hereges e diabólicas, ter amizades profundas ou sociedades com pessoas que não tem a mesma fé e princípios e valores para a vida. Não precisam parar de mentir, de se vestir como satânistas ou prostitutas, de falar com gírias que tem como significado palavras torpes e de baixo calão, enfim, se não quiser mudar nada, tudo bem, o que importa é o interior.
O que estas Igrejas não percebem é que o exterior mostra o que se tem no interior. É a Bíblia que assim revela.
As pessoas, mesmo as mais talentosas em representar, não conseguem  enganar  por muito tempo. Uma pessoa  pode se vestir, falar, cantar, fazer tudo como um crente fiel  por muito tempo, mas se não for  verdadeiramente convertido, chegará o momento em que não suportando mais, revelará a todos sua real situação e seu íntimo.
Porém, quem é de Deus e foi  salvo por Ele, não muda somente por dentro, pensar assim é um assombroso equívoco, quem é salvo é transformado por completo, tudo muda. muda o semblante, muda o jeito de falar, muda o jeito de se vestir, muda o jeito de se portar, muda a forma de pensar, de agir, de conversar, muda tudo. Não há como alguém ser salvo e ser somente transformado interiormente e não exteriormente, o corpo é a forma de expressão do espírito do homem, e o homem salvo por Cristo expressa em seu corpo toda a glória de Deus, mesmo sendo ele um pecador sujeito a falhas.

O Espírito Santo habitando em seu interior começa a dirigir todos os sentidos do crente, levando-o a compreender que as formas e práticas antigas não condizem com sua nova vida em Cristo. Entendo que inicialmente há um grande conflito pois este crente está aprendendo a agradar a Deus, mas isso não é justificativa para viver na prática antiga sem nenhum tipo de desconforto ou angústia por estar entristecendo o Espírito Santo.


É absurdo imaginar um crente verdadeiramente salvo, viver de uma forma totalmente inadequada aos princípios e valores de Deus tranquilamente e mais, ainda defendendo que esta é uma forma correta de se propagar as boas novas da salvação. Isso é inaceitável para qualquer crente que seriamente lê sua Bíblia e tem uma vida de intimidade com o Senhor.

O que estas Igrejas e movimentos “evangélicos” causam é um sentimento de total banalização do Cristianismo, fazendo-o mais uma mera filosofia de vida sem qualquer tipo de envolvimento mais sério e concreto. O pior é que a grande maioria das pessoas que freqüentam regularmente estes locais pensam estar no caminho certo e não tem a noção do grave erro que cometem.
A responsabilidade por estas vidas estarem assim é de seus líderes, muitos destes  conhecem o Evangelho e foram salvos por Cristo, mas pela ganância e busca pelo poder não o transmitem como a eles foi transmitido. Serão duramente cobrados desta forma desonesta de agir pelo Senhor.
Com a falta de envolvimento e compromisso, os que são verdadeiramente salvos vagueiam no deserto cheio de problemas e aflições terríveis, levam uma vida da forma mais difícil para qualquer crente, pois não são ensinados a agir e tomar posições  biblicamente falando, os princípios não são comunicados, não são alimentados.
Por isso, são crentes anêmicos, famintos e seguem assim até o dia em que o Espírito Santo os conduz para uma Igreja onde serão alimentados e ensinados como viver uma vida abundante, sem necessariamente serem ricos materialmente, porém,  aprendem a ter uma vida de riquezas espirituais de todas as formas.
As demais pessoas freqüentadoras não salvas continuaram ali até que, se escolhidas forem, Deus as conduzir ao local correto ou mesmo ali serem alcançadas pela Graça do Senhor e seguirem o mesmo processo das do parágrafo anterior.
Este  tipo de organização somente causa vergonha e transtornos ao povo evangélico em geral, pois a todo momento vê-se escândalos de pessoas que se pronunciaram  evangélicas nestes locais e logo a seguir  seus testemunhos as denunciaram  como farsantes.
Chegou-se ao absurdo de alguns membros destes lugares por  serem artistas famosos, terem ocupações comprometedoras como o caso de uma que teve um  programa de TV notadamente  pornográfico e possui uma empresa de produtos eróticos, outra que  em suas apresentações dançava com roupas íntimas cantando melodias usando o nome de “Jesus”, outros de um conjunto que compunha  músicas com ritmos heavy metal, reconhecidamente satânicos e que por fim em uma entrevista na TV a um famoso entrevistador afirmavam  que não eram cantores gospel ou evangélicos e sim populares  (depois é claro de terem já ganho muito dinheiro fazendo música para os evangélicos ). Enfim, sem precisar se envolver abre-se uma grande brecha para os oportunistas, enganadores e instrumentos do diabo.

Certamente assim não se obedece ao plano de Deus para Sua Igreja e para a humanidade, estes estão sujeitos a correção e disciplina do Senhor, pois mesmo a desobediência não pega Deus de surpresa, Ele já a permitiu para que use de misericórdia com alguns porém, mesmo misericordioso, Deus age com justiça. Deus nos salva e nos promete uma vida eterna com Ele, mas os atos que cometemos aqui, Ele não nos livra de suas conseqüências, muitas vezes esta é a forma de Deus ensinar aos Seus filhos aqui na Terra. Obedecer de princípio é a melhor forma, que tal a escolhermos?

 
“Salvo estás, porém das conseqüências de seus pecados não escaparás!”


Reflita seriamente nisso !


 
 
Pr. Magdiel G Anselmo.
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

OS ERROS DA IGREJA EVANGÉLICA - parte 1




1º ERRO:  A Ordem é Crescer

Não haveria nada de errado nesta máxima do ponto de vista bíblico inclusive a Bíblia sempre deu a entender que a Igreja cresceria e muitos seriam alcançados pelo Evangelho de Cristo, “As Boas-Novas”. O grande problema desta máxima é de que forma a Igreja deve crescer e para que.
O que vemos hoje é que muitos desejam o crescimento da Igreja a qualquer custo, não importando a forma como se faz isso.
Vale tudo para encher os templos.
O importante é ter-se megas-Igrejas com milhares de membros, se são atendidos não importa, se estão salvos não importa, se estão crescendo espiritualmente não importa, se vieram a Igreja buscar a Deus não importa, se entenderam o Evangelho não importa. O que importa é o templo estar lotado, abarrotado de pessoas.
E para isso usa-se toda forma de atrativos para chamar e manter a atenção das pessoas. Os cultos têm que ser agradáveis a eles, nada pode entristecê-los ou chateá-los.  Não se pode confrontar os seus pecados com a verdade da Bíblia, não se fala em inferno muito menos em diabo. O sermão tem que ser sempre para motivar, para falar de bênçãos, nunca para que a pessoa tome uma posição ao lado de Deus, nunca para modificar e transformar vidas. Dizem eles: “Não, isso não pode, eles podem não gostar, afinal de contas a vida já nos proporciona tantos problemas, não é mesmo?”
Tudo tem que ser feito para entretê-los e mantê-los felizes. Ora, isso não é uma Igreja evangélica, isso no máximo é um clube ou um teatro, nunca uma Igreja que prega a Cristo.
O que esses não entendem é que o crescimento numérico é conseqüência do andar da Igreja, é algo natural, pois é dado por Deus. Não podemos de forma alguma achar que isso depende do que fazemos ou do que inventamos. Isso depende de Deus. Façamos nossa parte  pregando o Evangelho, indo buscar  os perdidos, e veremos como Deus é fiel para acrescentar a Igreja novas pessoas salvas. Quantas vão ser salvas? Não sei, mas estas verdadeiramente serão salvas  porque se seguiu a metodologia bíblica a qual nos foi ensinada por Deus, elas não virão a Igreja atrás de outras atividades e ficarão por causa delas, virão atrás de Deus e ficarão por causa dEle.
É triste ver tanto tempo e dinheiro gasto para lotar templos e quando estes estão lotados, não se aproveita para pregar o verdadeiro Evangelho de Cristo. Apenas se organiza e planejam-se atrações para divertir e entreter o povo.
Creio que isso acontece porque já no princípio destes trabalhos, a motivação não foi a de levar pessoas perdidas e condenadas a presença de Deus para então segundo Sua vontade serem transformadas, restauradas e salvas do inferno. Então o que acontece é o que já havia sido planejado, uma grande farsa usando o nome de Cristo.
Você, caro leitor, pode estar pensando que estou sendo muito radical e duro em minhas palavras, mas quero que você raciocine comigo um pouco sobre este assunto. Veja, o Senhor Jesus Cristo deu Sua vida, e sofreu muito para isso acontecer, deixou-nos Sua Palavra escrita para que pudéssemos saber o que fazer e como fazer, deixou-nos o Espírito Santo que habita em todo salvo para termos condições de realizar a missão que nos determinou e manda que obedeçamos suas orientações e preguemos o Evangelho a todos que tivermos contato. Bem, este é o plano de Deus e a parte que cabe ao crente neste plano. A Igreja foi criada para esta missão.
O que acontece então em muitas Igrejas hoje ?
Não pregam, não ensinam, não educam, não advertem, não repreendem, não discipulam, apenas reúnem multidões para divertimentos, entretenimentos, apresentações, desfiles, marchas, shows, e tantas outras coisas. E esquece-se do principal, a pregação da Palavra de Deus, esta é que desperta a fé do ouvinte (Romanos 10: 16,17).
Se utilizam de métodos anti-bíblicos para atrair as pessoas e ao atraí-las, se utilizam de outros métodos anti-bíblicos para conseguirem mantê-las vindo regularmente aos seus templos.
Vou  exemplificar o que estou afirmando:
 
Um método muito usado é o de atingir as necessidades das pessoas com promessas de curas, prosperidade financeira e  sucesso em todas áreas da vida.
 
Quando atraídas por estas promessas as pessoas vão até estas Igrejas e são então ludibriadas e atingidas em  suas emoções e levadas a acreditar que para conseguirem o que querem tem que cumprir uma lista de campanhas, rituais místicos e contribuições além de suas posses. Ficam presas pela ilusão de ter o que é prometido. Com certeza, os templos destas Igrejas vão sempre estar lotados, quem não quer ser rico, sadio e bem-sucedido em tudo? Mas a que preço? 
                                 
Outro método também muito usado para encher templos é o de venha ser feliz conosco. É o conceito de igreja agradável, confortável.
 
Não precisa mudar sua vida, seus costumes, seu jeito, seu linguajar, sua roupa, sua forma de viver, não precisa mudar nada, venha ser feliz aqui. E dizem estes: “além de não precisa mudar nada, aqui  você estará agradando a Deus e servindo-o”.
Quem não  aceitará um convite destes? Muitos jovens vão a estes lugares e encontram lá tudo que esperavam, shows, muita música do jeito que gostam (heavy metal, funk, rap, samba, etc), gente bonita, danças, bandas, artes cênicas, enfim tudo que gostam.
E assim ficam ali e freqüentam regularmente e convidam outros a virem também.

Infelizmente o principal é também esquecido, muitos daqueles que foram para uma Igreja assim e ficaram durante muitos anos chegam a triste conclusão que perderam tempo precioso pois podiam ter aprendido muito sobre a Bíblia e ter convivido mais com Deus e apenas ficaram se satisfazendo durante anos. Mas este tipo de Igreja sempre vai  estar lotada de pessoas.
Quero mais uma vez ressaltar que não sou, a princípio, (com algumas exceções como funk e similares), contra este tipo de atividade nas Igrejas evangélicas. Sou sim contra a inversão de valores que infelizmente é gritante nestes casos. Podemos como povo de Deus, nos divertir prudentemente e também termos atividades em nosso meio para confraternização de uma forma geral, sempre com critérios bíblicos bem firmados, obviamente.
Porém, essas confraternizações e tudo o mais que venha a partir delas é secundário, o importante, essencial e prioritário é cumprir a missão da Igreja. O culto é para Deus, não para as pessoas, sou  obrigado a repetir. Não temos o direito de encher nossos templos nos utilizando de formas e métodos que não são coerentes com esta missão. Não estamos aqui nessa terra para entreter os perdidos, mas sim apara advertí-los do perigo que correm e pregar-lhes a salvação em Cristo.

A pregação evangélica não é para divertir, é para advertir!

Os nossos templos não são construídos para encontros sociais ou desfiles de talentos! Somos embaixadores de Deus com uma missão a cumprir. Estamos inseridos no plano de Deus como peças atuantes aqui na Terra. Devemos fazer nossa parte ou sofrer as conseqüências de nossa negligência.
Encher os templos não é nossa missão, inventar métodos para isso não é nossa missão, enganar  as pessoas para voltarem a nossos templos não é nossa missão e é pecado inclusive, e por fim agradar as pessoas não é nossa missão.
 Em nenhuma passagem bíblica, encontramos a orientação para enfatizarmos o número de pessoas ou  o crescimento numérico, mas sim todo o contexto bíblico ensina a dar ênfase  à pregação da Palavra de Deus para salvação do perdido, a  edificação do já salvo e a evangelização pessoal dos incrédulos. 
Vamos cumprir nossa parte, deixemos os números para Deus administrar, Ele sabe bem como fazer isso.

“Que  sejamos cheios do Espírito Santo e que nossos templos sejam cheios de pessoas ávidas a ouvir a Deus e levadas por Ele a crer, não por que usamos métodos para atraí-las mas porque  o próprio Deus as atraiu, usando-nos conforme Seus métodos já revelados na Bíblia, desta forma a Igreja estará cheia da Glória de Deus”
 
“... e o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.” (Atos 2: 47b)
 
 

Pr. Magdiel G Anselmo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O cachorro é o mesmo, só muda a coleira.

 

Foto: O cachorro é o mesmo, só muda a coleira.


A matéria da Veja Sp mostra a realidade lamentável de boa parte do meio evangélico em nosso país. Grupos e líderes que imaginam o pastorado como uma profissão e a igreja como um meio fácil de enriquecer ou de crescer profissionalmente. Pretensos "lideres evangélicos" que se sentem tranquilos no papel de manipulador do povo sem conhecimento e do manipulado pela "esperta" mídia.
Mostra e escancara a mentira e o engano de cursos de formação ministerial superficiais, sem conteúdo relevante e desqualificados na função de capacitar líderes, onde gente sincera misturada com oportunistas e "lobos" aprendem como manipular o povo e como "comercializar" a fé. 
Uma matéria que envergonha os crentes fiéis a Deus e não mostra a realidade dos que militam diariamente em prol da propagação e pregação do Evangelho e de pastores que nem de longe "recebem" o valor pago aos profissionais da fé formados e mencionados na matéria mas que trabalham incansavelmente como instrumentos de Deus para a salvação de almas, fiéis a sua vocacão e chamado, orientados e guiados pelo Espírito Santo. Servos que batalham em prol do Reino de Deus nos rincões desse país tendo apenas suas necessidades básicas e da família atendidas (quando muito).
A justiça de Deus sobre esses farsantes mencionados na matéria e que ousam ser chamados de pastores será inevitável.
Vergonha e indignação são as reações que me vieram ao ler a matéria, mas isso não é novo em nosso meio, não é mesmo? Logo veio a mente aquela frase:
"Eu já sabia..."
Vergonhosa realidade de nossos dias. Entretanto, desperta em em mim motivação para pregar e ensinar a Palavra de Deus ainda com mais energia e confrontar esses inimigos da fé com maior contundência e clareza. 
Deus é conosco.

 

A matéria da Veja SP mostra a realidade lamentável de boa parte do meio evangélico em nosso país. Grupos e líderes que imaginam o pastorado como uma profissão e a igreja como um meio fácil de enriquecer ou de crescer profissionalmente. Pretensos "lideres evangélicos" que se sentem tranquilos no papel de manipulador do povo sem conhecimento e do manipulado pela "esperta" mídia.
 Mostra e escancara a mentira e o engano de cursos de formação ministerial superficiais, sem conteúdo relevante e desqualificados na função de capacitar líderes, onde gente sincera misturada com oportunistas e "lobos" aprendem como manipular o povo e como "comercializar" a fé.
Uma matéria que envergonha os crentes fiéis a Deus e não mostra a realidade dos que militam diariamente em prol da propagação e pregação do Evangelho e de pastores que nem de longe "recebem" o valor pago aos profissionais da fé formados e mencionados na matéria mas que trabalham incansavelmente como instrumentos de Deus para a salvação de almas, fiéis a sua vocacão e chamado, orientados e guiados pelo Espírito Santo. Servos que batalham em prol do Reino de Deus nos rincões desse país tendo apenas suas necessidades básicas e da família atendidas (quando muito).


Já escrevi sobre esse tema em outras postagens aqui no blog. Quem desejar ler ou saber mais profundamente leia as postagens:
Pastorado, uma vocação ou mais uma profissão.
Questões polêmicas do ministério pastoral.
Retornando a matéria da Veja SP, não clamo por misericórdia, mas pela justiça de Deus.

A justiça de Deus sobre esses farsantes mencionados e entrevistados na matéria e que ousam ser chamados de pastores será inevitável.

Vergonha e indignação são as reações que me vieram ao ler a matéria, mas isso não é novo em nosso meio, não é mesmo?

Logo veio a mente aquela frase:  "Eu já sabia..."
Somente mudou a coleira, o cachorro continua sendo o mesmo de sempre.
 
O que precisamos fazer, é ter a coragem de confrontar esses falsos líderes e propagar a verdade que liberta, a Palavra de Deus.
Realmente tenho que concordar que essa é a vergonhosa realidade de nossos dias.
Entretanto, não traz novidades e desperta em mim motivação para pregar e ensinar a Palavra de Deus ainda com mais energia e confrontar esses inimigos da fé com maior contundência e clareza.

Deus é conosco. Um dia isso acabará.
Maranata, ora vem Senhor Jesus !
 
Pr. Magdiel G Anselmo.

 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A Postura da Família Pastoral


Esposa e filhos podem prejudicar o ministério pastoral?
O pastor e sua família (esposa e filhos) são pessoas que estão em evidência a todo instante e são convidados para eventos, cerimônias e ocasiões festivas, além de fazer da visitação aos membros uma rotina.
Para tanto o pastor e sua família devem saber se portar e se comportar diante de várias situações, para que a autoridade pastoral não seja comprometida, contestada e consequentemente, envergonhado seja seu ministério.



Algumas atividades comuns e cotidianas à família pastoral:

• Ouvir e aconselhar pessoas (o pastor aconselha e em certos casos a sua esposa);
• Visitar pessoas (a sós ou com a esposa);
• Receber visitas em sua casa;
• Ser convidado para almoçar ou jantar em casa de irmãos ou amigos;
• Convidar colegas, irmãos ou amigos para almoçar ou jantar em sua casa;
• Ser convidado para pregar ou palestrar em outras igrejas, instituições ou ainda em cerimônias de formatura, colação de grau, reuniões familiares, etc...
Para que o pastor e sua família causem boa impressão e sejam respeitados por todos (crentes e não crentes) seguem abaixo algumas recomendações e sugestões que deveriam, em meu entender,  pautar a postura do pastor e família frente a esses compromissos religiosos, sociais e ministeriais que são do dia-a-dia no pastorado.
1. O pastor e sua esposa devem aprender a ouvir as pessoas e depois aconselhar se necessário e solicitado (repito, aconselhar se solicitado). Devem aprender a conversar sem usar gírias, palavras inconvenientes, etc.
2. O pastor e esposa não devem comentar com outros assuntos particulares do casal, muito menos falar sobre algo pessoal do(a) outro(a) para alguém sem este ser consultado(a) primeiro. Ex: salário do marido, quanto pagam de aluguel, quanto estão devendo, se a mulher ronca ou não arruma a casa direito, comparar filho com filho, vida sexual e outros absurdos.
3. Assuntos delicados devem ser evitados a todo custo. A menos que a(s) pessoa(s) envolvidas diretamente peçam aconselhamento ou orientação espiritual. Do contrário não seja inconveniente ou mal educado. Ex: perguntar se o filho é filho deles mesmo. Ou: Porque vocês mudam tanto de casa?
4. O pastor e sua esposa devem aprender a se comportar quando em casa de outras pessoas. Esperar ser convidado para entrar, para sentar, entrar em outro aposento da casa, mexer nas coisas, etc. Ser respeitoso com todos que moram ali. Regras de como cumprimentar ou quando, seria importante conhecer.
5. O pastor e família devem ser hospitaleiros. Isso quer dizer receber as pessoas em casa com alegria e tratá-las com respeito e educação. Se possível, reservar reuniões administrativas ou coisas semelhantes para o âmbito da igreja (gabinete, templo, etc...) e não em sua casa.
6. O pastor e família devem aprender a se portar à mesa. A boa etiqueta faz parte de uma boa educação. Se não souber, faça um curso sobre etiqueta. Há muitos em várias instituições como Senac e outras.
7. O pastor e família devem aprender a respeitar as pessoas mais experientes, pastores mais antigos, igrejas que tenham outros costumes ou liturgia, quando visitam, e quando são visitados ou em ocasiões semelhantes. (ressalto que aqui não há diferença em doutrinas bíblicas ou em propagação de heresias que certamente não devem ser respeitadas, mas sim em costumes e liturgias específicas)
8. O pastor deve orientar a esposa e criar seus filhos usando a Palavra de Deus como manual e guia. Isso fará com que não sejam envergonhados e percam seus filhos.
9. O pastor e sua esposa devem estar preparados para ser confrontados. Devem manter uma postura de fé e convicção que Deus está com eles e não ceder à tentação da vingança ou retaliações. A melhor resposta para um ataque é uma vida piedosa e uma família fiel a Deus.
10. A família pastoral deve entender que o ministério pastoral não se resume ao trabalho do marido e pai, mas de toda família, pois a incoerência entre esses fatores trará grandes impedimentos e problemas ao pastor na sua função e missão de aconselhar biblicamente e acompanhar os membros da congregação.
Ah, sim...última sugestão: "Sejam simpáticos, alegres. Demonstrem que são felizes por estarem servindo a Deus. Cara fechada e mau humor não fazem parte de um ministério pastoral excelente.
O pastor que não orientar sua família colherá os frutos de sua negligência e irresponsabilidade em um futuro breve.
Oriente, ensine e corrija enquanto é tempo!
Textos para leitura e meditação: 1 Timóteo 3: 1-7; Pv. 19:18; 13:24; Heb. 12:6
Deus os abençoe.
Pr. Magdiel G. Anselmo.
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