sábado, 20 de julho de 2013

Uma reflexão sobre a postura do pastor e político Marco Feliciano e de seus acusadores "cristãos"


 Sou um defensor da boa apologética e da teologia cristã de forma geral. Sou um inimigo ferrenho das heresias e interpretações bíblicas precipitadas e sem fundamento nas próprias Escrituras. Sou um constante estudante da Bíblia e um dedicado ouvinte e depois pregador da Palavra de Deus.

 O que isso me torna?
 Isso não me torna um acusador ou juiz de pessoas, mas sim um juiz de posturas, atos, ações, ensinos, práticas, etc.... O conhecimento aliado a sabedoria, deve me fazer mais servo, humilde, manso e compreensivo com as pessoas, e sem dúvida, deve me fazer discernir melhor as coisas.
 Da mesma forma, deve me fazer um opositor incansável e ferrenho dos falsos ensinos e práticas. Percebeu a diferença, pessoa é pessoa, ensinos e práticas são ensinos e práticas.

É preciso ter cuidado para não atravessar a fronteira entre a apologética e o ataque pessoal. É necessário saber separar bem as coisas pra não se juntar a multidão que é manipulada e aos aproveitadores de plantão.
 
Como alguém já disse: "Tem que tomar cuidado pra não fazer gol contra !"

 Dito isso, faço algumas observações a seguir com relação a posturas e práticas adotadas pelo pastor Marco Feliciano e seus críticos:

1. O pastor Marco Feliciano
 
Não concordo com muita coisa que o pastor Marco Feliciano prega nem com sua forma espalhafatosa de faze-lo (mas comum no meio pentecostal devo ressalvar), penso que ele usa exageradamente e algumas vezes inadequadamente "estórias e ilustrações" extra bíblicas.

Esse método homilético usado sem critérios estabelecidos (e bíblicos) pode levar o pregador a divagações longe do correto entendimento do texto bíblico e daí para adentrar no terreno perigoso das heresias é muito fácil. Também vejo uma tendência de usar a emoção e até mesmo o emocionalismo em suas pregações que pode levar muitas pessoas a não arrazoar sobre o que está ali ouvindo.
A clara intenção também de chamar a atenção pra si é marcante com gestos e atitudes que causam espanto em muitos mas admiração na maioria do público de suas pregações. Interessante também são as linhas teológicas seguidas por ele sobre várias questões. Não são argumentações criadas por ele, são pontos de vistas teológicos já existentes desde muito tempo (origem dos povos africanos, marca de Caim, maldição, destruição dos dinossauros, queda de satanás, etc...). Aqueles que se surpreendem com as afirmações sobre essas questões demonstram um total desconhecimento teológico sobre várias posições historicamente defendidas na vida da Igreja por muitos.
Não estou afirmando que concordo pessoalmente com essas posições, o que me surpreendo é que muitos líderes cristãos não conheçam essas posições e imaginem que foram criadas pelo tal pregador. Posso não concordar com elas, mas preciso conhecer a fundo para emitir opinião contra, isso é básico para quem estuda teologia e diria que essa atitude é viável e recomendável em qualquer outra área de estudo.
Mas, retornando... essa forma ou método de pregação não é exclusiva desse pastor, diria que é comum no meio pentecostal e não vejo a crítica contundente que fazem a ele também sendo feita a outros. No mínimo isso é injusto ou demonstra, novamente, desconhecimento da forma e métodos usados para ou da pregação pentecostal comumente usada a anos por grande parte de pregadores e pastores pentecostais midiáticos ou não.
Bom esse é um ponto e minha primeira observação.


2. Outro ponto entretanto, é o político, o deputado federal Marco Feliciano.

 

Não posso discordar de suas posições firmadas como político (deputado federal), tem sido competente, presente e ativo.
Da mesma forma que não aceito sua metodologia ou seu entendimento sobre certas questões bíblicas (e são linhas teológicas já existentes, não criadas por ele, ressalto novamente), concordo com suas posições políticas (defesa da família, oposição ao homossexualismo, aborto, etc...), concordo também com boa parte das propostas de seu partido e admiro sua coragem em defender essas posições mesmo com todo massacre midiático realizado, pois a maioria da mídia e do jornalismo brasileiro não só defende o homossexualismo como também pertence a essa classe.

Abrindo um parênteses: Não estou aqui afirmando que você deve votar nele ou no seu partido, quem me conhece sabe que não faço isso. Estou sim comentando sobre o que vejo na internet e na mídia em geral, opiniões e comentários precipitados e muitos implacáveis de cristãos dirigidos a pessoa e não aos atos em si do mencionado irmão.
fechando parênteses.


 

São poucos os políticos "cristãos" que tem coragem para confrontar argumentações e posições não cristãs (com exceção do Senador Magno Malta e outros poucos). Pessoalmente gostaria de que fosse reeleito, até para ver se continua com essa postura e também porque não temos muitas opções (diria nenhuma de políticos novos).
 Portanto, ele pode (e penso que não é) não ser um bom pregador ou teólogo, entretanto tem sido um bom político em minha opinião, tem suas virtudes... Prefiro votar nele do que em políticos que defendem posições opostas. Saber separar as coisas é uma atitude sábia.
 
Conclusão:

 Hoje, se fosse o caso e não é, não convidaria o pastor Feliciano para pregar na igreja que pastoreio ou ensinar na Escola de Teologia que dirijo, mas gostaria sim de tê-lo como meu deputado federal ou senador. Sei separar bem as coisas. Amanhã quem sabe... tudo pode mudar.
 Qual o líder ou ministro que no início de seu ministério ou quando ainda não compreendia direito as coisas espirituais não ensinou ou pregou algo que depois viu que era errado, inadequado e até herético?
Qual crente que não teve em alguma fase de sua vida uma postura inadequada e até pecaminosa com relação ao que a Bíblia nos revela?
Reflitamos francamente sobre isso antes de sermos implacáveis com pessoas.
Não defendo omissão ou heresia, defendo reflexão e prudência antes de agir, escrever ou falar.
Condenar o pecado é uma coisa, condenar pessoas é outra...

Vale ressaltar que quando comentamos sobre pessoas devemos nos ater aos seus atos e ações (que podemos concordar ou não) e não a pessoa em si, pois sabemos que mesmo um herege pode mudar de atitudes e ensinamentos, assim como já vi muito crente e até líder cristão reconhecido propagar heresias e divagações sem sentido ou fundamento bíblico.
A história da Igreja guarda muitos exemplos de pessoas que foram consideradas hereges em seu tempo e que hoje seus escritos são livro base em muitos seminários teológicos e fizeram parte da formação de muitos pastores.
 
É comum calvinistas chamarem arminianos de hereges e vice-versa.
É comum crentes tradicionais ou reformados chamarem pentecostais de hereges e vice-versa. Tomemos cuidado com esses rótulos. Tomemos cuidado com a língua. Teremos muitas surpresas Naquele Dia.
 Todo cuidado e prudência ainda é pouco quando passamos do julgamento dos atos de alguém para afirmações pessoais como "ele é isso ou aquilo".
 

 
Por fim, aqui vale um alerta aos líderes e ministros da Palavra:
É importante e fundamental nesses momentos de separar o certo do errado, termos, realmente, discernimento espiritual, e não apenas propagarmos suspeitas, notícias, opiniões desprovidas de fundamento ou os nossos "achismos", por mais que tenhamos boas intenções. Pensar antes de falar e analisar antes de propagar são pressupostos essenciais a quem lidera ou forma opiniões. 
Sem dúvida,  o cuidado com o que falamos, pregamos, escrevemos, conversamos e comentamos sobre pessoas (principalmente as que não conhecemos pessoalmente)  são sinais de sabedoria e prudência.
 
Por que digo isso?
Porque que os membros das igrejas que pastoreamos, os alunos que ensinamos ou simplesmente os que nos reconhecem como homens de Deus, replicarão nossas opiniões e comentários. A responsabilidade, portanto, é imensa. Temos que ter total convicção sobre o que propagamos para que uma simples divagação, comentário solto ou um pensamento feito em "voz alta" não se torne uma voz propagada aos quatro cantos como sendo uma verdade absoluta. Nossas opiniões sobre isso ou aquilo devem estar pautadas, alinhadas  e fundamentadas na Palavra de Deus. Isso é temor e tremor a Deus.
julguemos o que a Bíblia nos ensina a julgar, ou seja, as profecias, os ensinos, os atos, as ações, os ensinamentos, as pregações, as posturas, as condutas, as práticas, os escritos, as teologias, etc...
 
abrindo parênteses:
 Observe que foi o que fiz em uma postagem com relação aos seguidores do tal movimento gospel no Brasil (julgo pela Palavra, as atitudes, a postura, a conduta, não a salvação ou a integridade dessas pessoas, condeno a prática quero asseverar novamente não a pessoa pois a Bíblia não me dá autoridade ou competência pra isso. Essa questão é atribuição exclusiva de Deus) 
fechando parênteses.
 
Deixemos para Deus o valor de juízo sobre a pessoa pois somente Ele tem condições de fazer isso com perfeição e justiça pois conhece algo que nunca conheceremos, o íntimo e o coração de cada um.
 
Deus nos abençoe.
 


 Pr. Magdiel G Anselmo.

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