quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

OS ERROS DA IGREJA EVANGÉLICA - parte final

3º ERRO: A Ordem é criar formas e Métodos novos.
 
 
Quero nesta subdivisão expor a característica principal de alguns grupos evangélicos que é o de modificar todas as formas litúrgicas, de expressão evangélica bem como as formas de evangelização em massa e de evangelismo pessoal já existentes e largamente usadas por todos os evangélicos há muito tempo.
Contudo, quero fazer uma ressalva relevante antes de começar minha exposição.
Não sou, a princípio, contra as formas modernas ou contextualizadas tanto para o culto evangélico como para as outras atividades eclesiásticas, (claro que se estas não estiverem confrontando ou contrariando os ensinos bíblicos). Não faço oposição a novidade ou inovações, mas sim a falta de critério bíblico para aceitação, implantação ou adoção de tais procedimentos inovadores.
Quero enfatizar a importância do ministério de louvor e adoração nas Igrejas, porque além de ser um ministério bíblico encontrado desde os primórdios do Cristianismo, é sem dúvida uma forma de Deus atuar e se revelar ao crente e, em certos casos, também ao incrédulo, preparando-o para pregação da Palavra. Também  entendo que o louvor e a adoração seja ela congregacional com grupos ou equipes de louvor, seja em apresentações em solos, corais, grupos, bandas, conjuntos, orquestras, ou  outra nomenclatura dada, são, sem dúvida, formas do crente adorar a Deus e entregar a Ele seu sacrifício de louvor e gratidão.
Não desprezo de maneira alguma isso e creio firmemente que Deus vocaciona crentes para este ministério com um talento especial para ministrar o louvor à congregação. Sou um incansável defensor do louvor congregacional dirigido pelo Espírito com pessoas comprometidas, responsáveis e tementes a Deus.
Sem dúvida, Deus se alegra com o louvor e a adoração de Seu povo, a Bíblia afirma que Deus habita entre os louvores.
Também entendo que todas as outras atividades trazidas para o culto cristão, sejam elas representações teatrais, coreografias, danças, filmes cinematográficos, linguagem para surdos-mudos, instrumentos musicais e aparelhos eletrônicos modernos bem como toda forma para tornar o templo mais confortável e funcional tem sua importância dentro do contexto de prestação do culto a Deus.
Não sou radical e ignorante ao ponto de menosprezar todos estes recursos modernos, tudo isso pode e deve ser utilizado para que o nome do Senhor seja propagado e glorificado. Creio que o próprio Deus concede-nos as oportunidades para termos estes recursos à disposição da Igreja. Tudo que existe, com certeza, existe porque Deus assim o quis, e muito disso pode ser usado pela Igreja para alcançar os objetivos que Deus já determinou para ela, sendo estes compatíveis com as orientações e princípios neo-testamentários.
Espero ter sanado as dúvidas quanto a esse assunto.

O que sou constante e incansavelmente  contra e me considero “mosca de boi” neste ponto,  é com o desprezo pelas formas bíblicas de atuar,  bem como a inversão de valores e prioridades ensinadas pela Bíblia para a Igreja.
Penso que podemos nos utilizar de algumas formas modernas de atuação, porém  não devemos desprezar as formas já ensinadas na Bíblia por que corremos um grande risco de pecarmos contra Deus. Temos que avaliar se o que fazemos condiz com os princípios de Deus, pois há uma seqüência de atividades visando uma atividade maior, ou seja, todas as formas de adoração da Igreja devem ser efetuadas e conscientes,  aguardando as orientações de Deus que serão transmitidas pela pregação de Sua Palavra.
No culto existem duas divisões principais, a primeira, onde os salvos por meio de Cristo entregam ao Pai conduzidos pelo Espírito Santo os seus sacrifícios de louvor e adoração e a segunda, onde todos os salvos se aquietam para ouvir a voz de Deus por intermédio de outro salvo que se preparou em estudo e oração para ser este instrumento iluminado pelo Espírito Santo na pregação da Palavra.
A primeira parte desta divisão cria no corpo de Cristo a expectativa em ouvir a Deus preparando o coração para receber o alimento espiritual, fortalece a unidade e a comunhão com Deus e os irmãos, dá a oportunidade de todos os salvos se alegrarem na presença de Deus, bem como clamarem, orarem, cantarem, oferecerem ofertas de todo tipo, sentirem a presença do Espírito Santo que os habita, demonstrarem o amor que tem dentro de si por todos, abençoarem as outras pessoas com seus dons espirituais e talentos naturais assim como com palavras de ânimo em testemunhos de que Deus fez e faz por eles, enfim é uma parte importante e essencial em todo culto cristão, não pode e nem deve ser negligenciada.
Mas, o culto não é só isso, tem muito mais, tem ainda a parte, que considero, mais importante para o salvo e, certamente, para o não salvo, falta a parte em que Deus concretamente falará e através então de Sua Palavra proclamada em forma de sermão, salvará, libertará, orientará, ensinará, advertirá, consolará, repreenderá, confortará, mostrará o caminho a seguir e como seguí-lo (II Timóteo 3: 16,17). Falta a parte do ouvir para mudar. Falta a pregação ungida pelo Espírito que comunica vida aos perdidos e edifica a Igreja de Cristo (I Coríntios 1: 18-25; Romanos 10: 17; II Coríntios 4:5;II Timóteo 4:1-5).
Sem esta segunda parte, o culto fica incompleto, torna-se um culto onde Deus não foi convidado para falar, apenas esteve presente por causa dos seus atributos incomunicàveis,  porém  não houve a comunicação concreta e objetiva.  Toda a primeira parte do culto deve ser dirigida para este ápice, disto depende a edificação da Igreja bem com a salvação dos perdidos que estão presentes. Nós, crentes, temos que ter esta consciência e buscarmos enfatizar e ensinar isso aos crentes novos na fé, bem como lembrar essa verdade aos líderes "teimosos" e que são "ultra simpáticos" a toda novidade que surge em detrimento da pregação consistente e prioritária da Palavra de Deus.
Essa “febre” de novos métodos precisa ser curada pela Palavra de Deus e todos estes métodos equilibrados e controlados por Ela, senão descambaremos para a desordem total e conseqüentemente a ruína de Igrejas que foram fundadas no passado por “homens e mulheres de Deus” movidos pelo Espírito de Deus.
Com certeza, Deus não abençoa quando a visão está desvinculada da fidelidade às Escrituras.
Por isso, as formas e métodos novos que diminuem a importância desta segunda parte, a meu ver, não são métodos e formas aceitáveis, e por que digo isto? Porque não visam preparar as pessoas para o principal, que é ouvir a Deus pela Sua Palavra pregada como a Bíblia orienta e revela.
 
 
São cultos onde se fica pela metade, não chega-se a lugar nenhum, as pessoas saem "alegres", porém vazias de orientações de como viver e agir diante dos problemas e aflições da vida, sempre serão, se continuarem ali, crentes imaturos e carentes, cheios de dúvidas e mágoas, salvos porém, sem compreenderem ainda que muitos problemas que passam hoje não são porque agora são crentes (acumulam conflitos e dores desnecessários), existem apenas porque eles ainda não foram ensinados a passar por eles com a ajuda de Deus e crescerem e amadurecerem espiritualmente. 
São crianças que não crescem.


Para encerrar este tópico, quero afirmar que a ênfase em novos métodos e formas de atuação da Igreja, mudou o foco desta, ao invés de buscar o perdido e ensinar o já salvo, orientações enfatizadas pelas Escrituras, detém-se em discussões intermináveis sobre o que pode e o que não pode ser utilizado pela Igreja, enquanto isso vidas estão sofrendo nas mãos do diabo.
Por isso, digo que a metodologia de Deus para a atuação da Igreja é a melhor, alguém poderia ter dúvida disso? Se ficássemos no que Deus nos ensinou, usando algumas variações dentro do equilíbrio e contexto bíblico, não teríamos que nos preocupar em provar que o método é correto, usaríamos sem pestanejar tendo a Palavra de Deus como advogada. Nosso erro é inventar usando nossas divagações, idéias pré-concebidas e pensamentos fora da Bíblia.

 Ah, o ser humano...

“Conjuro-te perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: Prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério”
II Timóteo 4: 1-5
Pr. Magdiel G Anselmo.

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