sábado, 19 de janeiro de 2013

OS ERROS DA IGREJA EVANGÉLICA - parte 1




1º ERRO:  A Ordem é Crescer

Não haveria nada de errado nesta máxima do ponto de vista bíblico inclusive a Bíblia sempre deu a entender que a Igreja cresceria e muitos seriam alcançados pelo Evangelho de Cristo, “As Boas-Novas”. O grande problema desta máxima é de que forma a Igreja deve crescer e para que.
O que vemos hoje é que muitos desejam o crescimento da Igreja a qualquer custo, não importando a forma como se faz isso.
Vale tudo para encher os templos.
O importante é ter-se megas-Igrejas com milhares de membros, se são atendidos não importa, se estão salvos não importa, se estão crescendo espiritualmente não importa, se vieram a Igreja buscar a Deus não importa, se entenderam o Evangelho não importa. O que importa é o templo estar lotado, abarrotado de pessoas.
E para isso usa-se toda forma de atrativos para chamar e manter a atenção das pessoas. Os cultos têm que ser agradáveis a eles, nada pode entristecê-los ou chateá-los.  Não se pode confrontar os seus pecados com a verdade da Bíblia, não se fala em inferno muito menos em diabo. O sermão tem que ser sempre para motivar, para falar de bênçãos, nunca para que a pessoa tome uma posição ao lado de Deus, nunca para modificar e transformar vidas. Dizem eles: “Não, isso não pode, eles podem não gostar, afinal de contas a vida já nos proporciona tantos problemas, não é mesmo?”
Tudo tem que ser feito para entretê-los e mantê-los felizes. Ora, isso não é uma Igreja evangélica, isso no máximo é um clube ou um teatro, nunca uma Igreja que prega a Cristo.
O que esses não entendem é que o crescimento numérico é conseqüência do andar da Igreja, é algo natural, pois é dado por Deus. Não podemos de forma alguma achar que isso depende do que fazemos ou do que inventamos. Isso depende de Deus. Façamos nossa parte  pregando o Evangelho, indo buscar  os perdidos, e veremos como Deus é fiel para acrescentar a Igreja novas pessoas salvas. Quantas vão ser salvas? Não sei, mas estas verdadeiramente serão salvas  porque se seguiu a metodologia bíblica a qual nos foi ensinada por Deus, elas não virão a Igreja atrás de outras atividades e ficarão por causa delas, virão atrás de Deus e ficarão por causa dEle.
É triste ver tanto tempo e dinheiro gasto para lotar templos e quando estes estão lotados, não se aproveita para pregar o verdadeiro Evangelho de Cristo. Apenas se organiza e planejam-se atrações para divertir e entreter o povo.
Creio que isso acontece porque já no princípio destes trabalhos, a motivação não foi a de levar pessoas perdidas e condenadas a presença de Deus para então segundo Sua vontade serem transformadas, restauradas e salvas do inferno. Então o que acontece é o que já havia sido planejado, uma grande farsa usando o nome de Cristo.
Você, caro leitor, pode estar pensando que estou sendo muito radical e duro em minhas palavras, mas quero que você raciocine comigo um pouco sobre este assunto. Veja, o Senhor Jesus Cristo deu Sua vida, e sofreu muito para isso acontecer, deixou-nos Sua Palavra escrita para que pudéssemos saber o que fazer e como fazer, deixou-nos o Espírito Santo que habita em todo salvo para termos condições de realizar a missão que nos determinou e manda que obedeçamos suas orientações e preguemos o Evangelho a todos que tivermos contato. Bem, este é o plano de Deus e a parte que cabe ao crente neste plano. A Igreja foi criada para esta missão.
O que acontece então em muitas Igrejas hoje ?
Não pregam, não ensinam, não educam, não advertem, não repreendem, não discipulam, apenas reúnem multidões para divertimentos, entretenimentos, apresentações, desfiles, marchas, shows, e tantas outras coisas. E esquece-se do principal, a pregação da Palavra de Deus, esta é que desperta a fé do ouvinte (Romanos 10: 16,17).
Se utilizam de métodos anti-bíblicos para atrair as pessoas e ao atraí-las, se utilizam de outros métodos anti-bíblicos para conseguirem mantê-las vindo regularmente aos seus templos.
Vou  exemplificar o que estou afirmando:
 
Um método muito usado é o de atingir as necessidades das pessoas com promessas de curas, prosperidade financeira e  sucesso em todas áreas da vida.
 
Quando atraídas por estas promessas as pessoas vão até estas Igrejas e são então ludibriadas e atingidas em  suas emoções e levadas a acreditar que para conseguirem o que querem tem que cumprir uma lista de campanhas, rituais místicos e contribuições além de suas posses. Ficam presas pela ilusão de ter o que é prometido. Com certeza, os templos destas Igrejas vão sempre estar lotados, quem não quer ser rico, sadio e bem-sucedido em tudo? Mas a que preço? 
                                 
Outro método também muito usado para encher templos é o de venha ser feliz conosco. É o conceito de igreja agradável, confortável.
 
Não precisa mudar sua vida, seus costumes, seu jeito, seu linguajar, sua roupa, sua forma de viver, não precisa mudar nada, venha ser feliz aqui. E dizem estes: “além de não precisa mudar nada, aqui  você estará agradando a Deus e servindo-o”.
Quem não  aceitará um convite destes? Muitos jovens vão a estes lugares e encontram lá tudo que esperavam, shows, muita música do jeito que gostam (heavy metal, funk, rap, samba, etc), gente bonita, danças, bandas, artes cênicas, enfim tudo que gostam.
E assim ficam ali e freqüentam regularmente e convidam outros a virem também.

Infelizmente o principal é também esquecido, muitos daqueles que foram para uma Igreja assim e ficaram durante muitos anos chegam a triste conclusão que perderam tempo precioso pois podiam ter aprendido muito sobre a Bíblia e ter convivido mais com Deus e apenas ficaram se satisfazendo durante anos. Mas este tipo de Igreja sempre vai  estar lotada de pessoas.
Quero mais uma vez ressaltar que não sou, a princípio, (com algumas exceções como funk e similares), contra este tipo de atividade nas Igrejas evangélicas. Sou sim contra a inversão de valores que infelizmente é gritante nestes casos. Podemos como povo de Deus, nos divertir prudentemente e também termos atividades em nosso meio para confraternização de uma forma geral, sempre com critérios bíblicos bem firmados, obviamente.
Porém, essas confraternizações e tudo o mais que venha a partir delas é secundário, o importante, essencial e prioritário é cumprir a missão da Igreja. O culto é para Deus, não para as pessoas, sou  obrigado a repetir. Não temos o direito de encher nossos templos nos utilizando de formas e métodos que não são coerentes com esta missão. Não estamos aqui nessa terra para entreter os perdidos, mas sim apara advertí-los do perigo que correm e pregar-lhes a salvação em Cristo.

A pregação evangélica não é para divertir, é para advertir!

Os nossos templos não são construídos para encontros sociais ou desfiles de talentos! Somos embaixadores de Deus com uma missão a cumprir. Estamos inseridos no plano de Deus como peças atuantes aqui na Terra. Devemos fazer nossa parte ou sofrer as conseqüências de nossa negligência.
Encher os templos não é nossa missão, inventar métodos para isso não é nossa missão, enganar  as pessoas para voltarem a nossos templos não é nossa missão e é pecado inclusive, e por fim agradar as pessoas não é nossa missão.
 Em nenhuma passagem bíblica, encontramos a orientação para enfatizarmos o número de pessoas ou  o crescimento numérico, mas sim todo o contexto bíblico ensina a dar ênfase  à pregação da Palavra de Deus para salvação do perdido, a  edificação do já salvo e a evangelização pessoal dos incrédulos. 
Vamos cumprir nossa parte, deixemos os números para Deus administrar, Ele sabe bem como fazer isso.

“Que  sejamos cheios do Espírito Santo e que nossos templos sejam cheios de pessoas ávidas a ouvir a Deus e levadas por Ele a crer, não por que usamos métodos para atraí-las mas porque  o próprio Deus as atraiu, usando-nos conforme Seus métodos já revelados na Bíblia, desta forma a Igreja estará cheia da Glória de Deus”
 
“... e o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.” (Atos 2: 47b)
 
 

Pr. Magdiel G Anselmo.

2 comentários:

  1. Bom texto Pastor, mas gostaria de acrescentar que as igrejas necessitam de mudanças, lógico, com responsabilidade. Não dá para sermos como era o crente a algumas décadas (e muitos ainda trazem esse tipo de comportamento) não sorrir, estar sempre de cara fechada, apontar etc! Se queremos alcançar almas devemos ser como Cristo, simpático, sim simpáticos, as crianças iam ao encontro de Jesus, as pessoas queriam tocá-los, como podemos querer evangelizar sem permitir que pessoas se aproximem de nós! A simpatia deve ser o primeiro passo, e tendo a atenção desta pessoa aí sim, pregar o evangelho! Não sou contra a Pastores (conheço alguns) que utilizam experiências suas e de outras pessoas de forma bem humoradas para ensinar a Palavra de Deus e da mesma forma advertem, exortam a obediência, de salvação e também esclarecem e deixam claro as consequências da não obediência! Paz

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  2. Obrigado pelo comentário José Luiz. E concordo contigo que aquela idéia de crente "carrancudo e de mal humor" não é, sem dúvida, a característica bíblica para os membros da Igreja de Cristo, como enfatizei em um trecho do artigo: "Quero mais uma vez ressaltar que não sou, a princípio, (com algumas exceções como funk e similares), contra este tipo de atividade nas Igrejas evangélicas.", ou seja, não sou contra a diversão ou o entretenimento, desde que no local, no momento e com o propósito corretos. Um abraço e Deus o abençoe.

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