quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AS CRISES NO E DO MINISTÉRIO PASTORAL - parte 2

A Crise da ausência do Manual Pastoral no pastorado
 
Pode parecer estranho este tópico, pois todos concordam que o manual do pastor é a Bíblia, mas, infelizmente vemos que na prática muitos pastores não utilizam os ricos ensinamentos bíblicos para pautar suas atitudes e as do rebanho que tem a incumbência de cuidar para o Senhor.
Porque digo isto?
Porque está acontecendo uma grande influência nos aconselhamentos e nas pregações de outras formas de filosofias de vida e ideologias.
O pastor, como já vimos no artigo anterior a este, foi chamado pessoalmente por Deus para exercer um ministério fundamentado nos ensinos bíblicos. Os valores e princípios utilizados pelo pastor para sua vida e para orientação do povo de Deus devem ser exclusivamente bíblicos. A ortodoxia bíblica é fundamentalmente necessária para a função pastoral.
O crente chamado para ser pastor não tem o direito de propagar idéias pessoais sobre qualquer assunto sem ter a convicção de que esta idéia esteja alinhada com as Escrituras. Ele não foi chamado para causar polêmicas nem discussões inúteis, Deus deu a ele condições, autoridade, dons e habilidades para exercer de forma correta o pastorado, não para usar isto com displicência e sem responsabilidade.
O manual de regra e prática de todo crente e muito mais do pastor é a Bíblia e ela deve ser utilizada em todas as situações pastorais, seja administrativamente, socialmente, particularmente, liturgicamente, emocionalmente ou espiritualmente. Todas as circunstâncias da vida encontram na Bíblia princípios e valores a serem aplicados para agirmos segundo a vontade de Deus.
Todas as outras ferramentas usadas pelo homem para dar-lhe paz e tranqüilidade são superficiais e em última instância, inúteis, apenas maquiam, iludem, pois o homem pelo homem não encontra solução para sua vida. Só em Jesus ele a encontrará, e a Palavra de Deus (a Bíblia) tem todas as orientações para a cura do homem em Jesus.
O pastor que se utiliza e prioriza as ferramentas humanas para ensinar, consolar, confortar, motivar ou encorajar o rebanho de Deus a seus cuidados em detrimento do estudo, aperfeiçoamento e pesquisa bíblicas, peca contra o Deus que o chamou e certamente prestará contas disto a Ele.
Creio que quando se trata de igreja as soluções humanas são na grande maioria das vezes, inaceitáveis.
A prática sem critério e discernimento espiritual de conceitos e abordagens da psicologia e da filosofia só trouxeram para dentro da igreja confusão e distorções. Os pais destas ciências sempre foram ateus convictos com aversão pelo Cristianismo e por Deus. Freud era um insano com idéias subjetivas que se tornaram quase que leis para explicar o comportamento humano e curar as doenças da alma. Da psicologia veio a psicanálise, uma aberração, a meu ver, pois parte de um pressuposto absurdo que é o seguinte: o homem analisando o comportamento e a vida de outro pode descobrir o porquê de seu temperamento, caráter ou personalidade bem como seus traumas, complexos ou desvios. Se o homem pudesse realmente fazer isso, com certeza ele resolveria os seus próprios problemas, mas o que vemos é que nem os psicanalistas conseguem entender eles próprios e se arrogam no direito de entender e explicar sobre outros. 
O único que pode entender o homem em todos os seus aspectos, corpo, alma e espírito é seu Criador, Deus, qualquer outra tentativa para isso é perda de tempo. Em Jeremias 17: 9 Deus diz que o coração do homem é enganoso e corrupto e faz uma pergunta: quem o conhecerá? O próprio Deus responde sua pergunta no v. 10 e diz: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os pensamentos...” Só Deus pode compreender e curar o homem, pois o problema, o mal que assola o homem é o pecado não idéias absurdas de Freud, Jung ou filósofos como Nietzche e outros.
Lamentavelmente o que vejo hoje são pastores e ministros fazendo aconselhamento pastoral e utilizando para isso métodos de abordagem da psicologia, encorajando os membros de suas igrejas a pensarem positivo e assim por diante, conselhos que não tem fundamento nem consistência bíblicos.
Desgraçadamente vejo pastores e pregadores subirem aos púlpitos para propagarem idéias de auto-ajuda e mensagens motivacionais com princípios antibíblicos e valores humanos para a vida e o pior, usando textos bíblicos de forma desonesta  para justificar suas posições. Tristemente vejo crentes sendo ensinados e até incentivados a buscar ajuda em terapias e profissionais desta área para resolverem problemas de relacionamento conjugal, criação de filhos, depressão, falta de paz, etc.
Isto é a contramão do Cristianismo, é completamente contrário a tudo que a Bíblia ensina. E os pastores têm a responsabilidade de ensinar o povo de Deus a buscar a Deus para ter a orientação do que fazer diante dos problemas e dilemas da vida humana.
Vou ser mais claro: O problema do ser humano se chama PECADO.
O causador deste problema se chama diabo. Todos os demais problemas do homem decorrem deste problema principal, o pecado. Sem resolver este problema não adianta tentar resolver os outros, não se chegará a lugar nenhum, ou melhor, se chegará sim a um lugar, ao inferno, que foi inicialmente preparado para o diabo e seus anjos, mas que muitos teimam em acompanhá-lo.
A única solução para o problema humano se chama Jesus Cristo. Só Ele pode restaurar o homem e religá-lo a Deus.
 
As ferramentas que o pastor vai utilizar para ensinar esta verdade contida no manual pastoral que é a Bíblia vão ser os seus dons espirituais, sua autoridade (unção) espiritual, a sabedoria de Deus e os seus talentos naturais a serviço do reino de Deus. O próprio Deus já capacitou o pastor com tudo que ele precisa para o bom exercício deste ministério, se utilizar de outras ferramentas não é aconselhável por não ser uma forma bíblica de agir.

O pastor como alguém chamado por Deus para cuidar do povo de Deus tem que ter consciência e convicção disto e ensinar o povo a buscar em Deus direção e orientação para sua vida.
E ponto final.
O que passar disso é procedência maligna.


Pr. Magdiel G Anselmo.
 

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