sábado, 22 de setembro de 2012

Amor ou obsessão denominacional ?


Há uma linha tênue entre o amor e a obsessão pela denominação a que somos membros.
Alguns dentre nós parecem amar mais a denominação do que o próprio Deus. Parecem amar mais a forma da organização do que a própria Bíblia. Defendem com muito mais vigor a "sua igreja" do que propriamente as doutrinas bíblicas fundamentais.
Esse "amor" desmedido pela denominação da qual fazem parte traz um orgulho, que sabemos, não é saudável. Temos que entender que a denominação não é infalível e muito menos perfeita. Seus métodos e sua forma de se organizar pode não ser a melhor ou a mais eficaz hoje como eram a tempos. Não temos que "fechar os olhos" para seus erros administrativos e metodológicos.
Em toda organização existem momentos de manutenção e acerto de direção em sua trajetória.
Temos sim que levar em conta que o aperfeiçoamento dos processos deve ocorrer, e em alguns casos, a mudança ou até o abandono de formas antigas pode ser inevitável e necessária para que haja alcance, abrangência e acima de tudo, edificação.
Isso não significa negligenciar ou desrespeitar a tradicão, mas sim, aprender com ela e quando necessário fazer dela o "trampolim" para novos procedimentos e novos dias.
O amor denominacional é compreensivo, mas tudo tem limite, não pode se tornar em obsessão cega.
Quando vivemos grande parte de nossa vida envolvidos com e em uma organização é comum adquirirmos por ela forte zelo e amor. Isso não é ruim, desde que direcionado corretamente.  Todo desequilíbrio traz problemas, inclusive nesse caso.
O amor pela "nossa igreja" não pode suplantar ou sobrepujar a reflexão e o discernimento do que é correto e do que é razoável.
O que é inquestionável e imutável devem ser sempre preservados como são o caso das Escrituras. As metodologias, formas e organizações que são criadas pelo homem devem sempre passar pelo crivo bíblico e, também pela prova do tempo e da sua eficiência em cada momento da história. Não é pecado aperfeiçoar ou mudar, desde que não incorramos em desrespeito ou infrinjamos os ensinamentos bíblicos já nos revelados.
Mas, lamentavelmente o que vêmos muitas vezes é que somente a possibilidade em mudar traz um perplexidade tamanha que parece que estamos a negar a nossa fé em Cristo. Modificar uma estrutura de muitos anos parece ser mais difícil que a transformação de vidas em Cristo. 
Inevitavelmente esse conceito conduz a arrogância e orgulho denominacionais. "A minha igreja é a melhor", "o nosso jeito é o melhor", afirmam soberbamente sem discernir se realmente isso é uma verdade atualmente, como se a forma, o jeito, o método, etc... estivesse ao mesmo nível ou até superior a própria Palavra de Deus, essa sim uma verdade em qualquer época ou contexto. Os limites para se adentrar na caracterização de uma seita quase são ultrapassados. Temos que fugir do exclusivismo e da tendência de pensar que somos os mais perfeitos dentre os mortais. A forma pode variar desde que não afete o conteúdo, a essência - isso é que devemos propagar e defender.
Aí então, percebemos que muitos defendem com mais energia a não mudança ou o aperfeiçoamento de métodos e formas já comprovadamente ineficazez do que a própria fé cristã como orienta a epístola de Judas.
O zelo tornou-se obsessão arrogante e o amor transformou-se em cegueira espiritual.
O orgulho denominacional tem crescido, principalmente nas igrejas mais antigas, tradicionais e históricas, e esse crescimento nada traz de bom a causa de Cristo ou a expansão da Igreja, mas tem alcançado também as novas e já percebemos os conflitos desnecessários que causam.
Mais reflexão bíblica e menos paixão denominacional, são aconselháveis em nosso contexto atual.
Nos desapegarmos de costumes e tradições denominacionais  que já não tem sentido ou necessidade é algo a se considerar para que cresçamos e façamos a diferença em nosso presente século. A idéia equivocada de que é pecado mudar procedimentos ou formas deve ser rejeitada e o aprimoramento de nossa atuação exige muitas vezes um replanejamento e direcionamento adequados e contextualizados.
O questionamento da postura de meros replicantes do passado é crucial. O cristão "papagaio de pirata" que somente repete sem avaliar, sem julgar o que lhe é ensinado ou imposto pelas organizações não tem mais espaço em uma Igreja que deseja aprender com seus erros e progredir em sua expansão. As questões secundárias (as que não dizem respeito ao texto bíblico) devem ser reavaliadas e provadas em seu funcionamento, operacionalidade e eficiência.
Não podemos e não devemos canonizar o que não é sagrado.
As desculpas de termos e seguirmos linhas teológicas variadas e de possuirmos histórias diferentes não justificam ou explicam os erros cometidos ou a ausência de reflexão sobre o assunto em questão. 
Pensemos urgentemente com seriedade sobre essas questões.
Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Festa de Halloween ou Festa dos mortos ?





"Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Efésios 6.12).

Quem tem filhos estudando inglês nas escolas de inglês existentes, todo ano passa pela mesma história: ao término da última aula do mês de outubro, os professores relembram a todos os alunos para participarem da festa de Halloween a ser realizada na noite de 31 de outubro. "Happy Halloween, class!" ("Feliz Halloween, turma!"), conclui o entusiasmado professor.
Uma semana antes do Halloween as escolas de inglês transformam-se em uma casa mal-assombrada, que fica coberta de plásticos e tecidos pretos e por vários desenhos escabrosos que lhe dão um aspecto de terror.´
E para maior assombro ainda de pais cristãos responsáveis, as escolas particulares de ensino e até escolas públicas passaram a replicar essa festa e tê-las em seu currículo como "festas populares ou culturais". E, grandes parques como o antigo "Playcenter" escondiam o nome mas realizavam as mesmas atividades denominando-as de "noites do terror".
E a moçada vibra com todas essas festas, "torcendo o nariz" para qualquer pessoa que as critique ou tente alertá-los para o perigo que correm. E, surpreendemente muitos adultos (e muitos crentes também) que são responsáveis pela criação de seus filhos (pelo menos deveriam ser) se juntam a eles, apoiando a participação de seus filhos nesses eventos nada cristãos.
E, rotulam de intolerantes, ultra-conservadores e até de "chatos" os que tentam convencê-los do mal que fazem a seus filhos deixando-os participar das tais celebrações.
Mas, será que Halloween é realmente uma festa feliz ("happy")?
Ou será que há ocultismo da pesada nas suas origens?
Será que essa festa envolve celebrações fúnebres, consultas aos mortos, louvor à "divindade" da morte e negociatas com entidades do mundo tenebroso?
Será que é um evento tão ingênuo como se diz?

A origem do Halloween
O calendário da bruxaria resume-se no relacionamento da "Grande Deusa" (representada pela Lua e que nunca morre) com seu filho, o "Deus Chifrudo" (representado pelo Sol e que a cada ano nasce no dia 22 de dezembro e morre no dia 31 de outubro).[1]
Na roda do ano wicca (bruxaria moderna), o dia 31 de outubro é o grande sabá (festa) de Samhain (pronuncia-se "sou-en"). Nessa época tudo já floresceu e está perecendo ou adormecendo (no Hemisfério Norte): "O sol se debilita e o deus está à morte. Oportunamente, chega o ano novo da wicca, corporificando a fé de que toda morte traz o renascimento através da deusa."[2]
O que é Samhain? É uma palavra de origem celta para designar "O Senhor da Morte". Os celtas dedicavam esse último dia de outubro para celebrar a "Festa dos Mortos".
Alto lá! Então, os professores de inglês, ao desejarem um "Happy Halloween!", estão, na verdade, desejando um "feliz" Samhain? Ou seja, uma "feliz" festa dos mortos? Um "feliz" ano novo da bruxaria? Um "feliz" dia da morte do "Deus Chifrudo"?
Se todo esse pacote é oriundo da religião celta e foi incorporado às doutrinas da bruxaria moderna, então precisamos conhecer mais sobre os celtas.

Os celtas e o culto aos mortos

 
O que hoje chamamos de Halloween era o festival celta de Samhain, o "Deus dos Mortos".

É possível rastrear as origens das tribos celtas até a cultura de Túmulos da Idade do Bronze, que atingiu o seu apogeu por volta de 1200 a.C. Contudo, os celtas não figuram como povo distinto e identificável até a época do período de Hallstatt (dos séculos VII a VI a.C.).[3]
Durante o período de Hallstatt, os celtas espalharam-se pela Grã-Bretanha, Espanha e França. O ano novo deles começava no dia 1º de novembro. O festival iniciado na noite anterior homenageava Samhain, "O Senhor da Morte". Essa celebração marcava o início da estação de frio (no Hemisfério Norte), com menos períodos de sol e mais períodos de escuridão.
Os celtas acreditavam que durante as festividades de Samhain, os espíritos dos seus ancestrais sairiam dos campos gelados e dos túmulos para visitar suas casas e cabanas aquecidas. Os celtas criam que teriam de ser muito receptivos e agradáveis para com os espíritos, pois os bons espíritos supostamente protegeriam suas casas contra os maus espíritos durante aqueles meses de inverno.
Os celtas tinham medo do Samhain. Para agradar-lhe, os druidas, que eram os sacerdotes celtas, realizavam rituais macabros. Fogueiras (feitas de carvalhos por acreditarem ser essa uma árvore sagrada) eram acessas e sacrifícios eram feitos em homenagem aos deuses.[4] Criminosos, prisioneiros e animais eram queimados vivos em oferenda às divindades.
Os druidas criam que essa era a noite mais propícia para fazer previsões e adivinhações sobre o futuro. Essa era a única noite do ano onde a ajuda do "Senhor da Morte" era invocada para tais propósitos.
Um dos rituais para desvendar o futuro consistia da observação dos restos mortais dos animais e das pessoas sacrificadas. O formato do fígado do morto, em especial, era estudado para se fazer prognósticos acerca do novo ano que se iniciava.
Essa prática ocultista aparece no Antigo Testamento sendo realizada pelo rei da Babilônia: "Porque o rei da Babilônia pára na encruzilhada, na entrada dos dois caminhos, para consultar os oráculos: sacode as flechas, interroga os ídolos do lar, examina o fígado" (Ezequiel 21.21).
Oh! Então, quando os professores de inglês desejam "Happy Halloween!" à classe, estão indiretamente (e muitos mesmo sem saber) desejando que seus educandos façam negociatas com espíritos do mundo sobrenatural que supostamente controlam os processos da natureza. E mais: que seus pupilos apaziguem e acalmem os espíritos maus, pedindo proteção aos espíritos bons durante aquele novo ano.

Os principais símbolos do Halloween


Com a migração dos ingleses, e especialmente dos irlandeses, para os Estados Unidos, no século XIX, Halloween foi pouco a pouco tornando-se popular na América.
 
a) "The Jack O’Lantern" (A Lanterna de Jack)
Esse é o nome daquela abóbora (jerimum, no Norte e Nordeste) esculpida com uma face demoníaca e iluminada por dentro.
Conta-se uma história de que Jack era um irlandês todo errado, que gostava de aprontar com todo mundo e chegou a enganar até o próprio Satanás. Quando Jack morreu, não foi permitida sua entrada no céu, nem no inferno. Satanás jogou para ele uma vela para iluminar seu caminho pela terra. Jack acendeu a vela e a colocou dentro de um nabo, fazendo uma lanterna para si.
Quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos, encontram uma carência de nabos e uma abundância de abóboras. Para manter a tradição durante o Halloween, passaram a utilizar abóboras no lugar de nabos.

b) "Apple-ducking [bobbing for apples]" (maçãs boiando)
Esse é o nome de um ritual que foi incorporado às celebrações de Halloween depois que os celtas foram dominados pelos romanos. É uma homenagem a Pomona, a deusa dos frutos e das árvores, que era louvada na época da colheita (novembro). Os antigos geralmente a desenhavam sentada em uma cesta com frutos e flores. A maçã era uma fruta sagrada para a deusa.
Maçãs ficavam boiando em um barril com água, enquanto as pessoas mergulhavam seu rosto nela tentando segurá-las com os dentes. Depois faziam adivinhações sobre o futuro, com base no formato da mordida.

c) "Trick or Treat" (Travessura ou Trato)
Nos EUA é comum na noite de 31 de outubro, crianças da vizinhança, fantasiadas de vários monstros, bater à porta e, ao abrir, elas indagarem: – "Trick or Treat?".
Se responder "trick!", elas iniciam uma série de travessuras como sujar a grama em frente da casa com papéis e lixo, jogar ovos no terraço, além de sairem gritando ofensas ingênuas. Respondendo "treat!", davam alguns confeitos e elas saem contentes e felizes em direção à próxima casa.
O que muitos não sabem é que aquelas criancinhas simbolizam os espíritos dos mortos que supostamente vagueavam naquela noite procurando realizar maldades (travessuras) ou em busca de bom acolhimento (bons tratos). Os celtas deixavam comidas do lado de fora das casas para agradar os espíritos que passavam. Ao receber aquelas criancinhas ingênuas nas suas casas, estavam simbolicamente realizando negociatas com principados e potestades do mundo tenebroso, da mesma forma que os celtas faziam na Antigüidade.
Algumas pessoas afirmam que a tradição de "trick or treat" não retrocede aos celtas, sendo mais recente, introduzida pela Igreja Católica européia no século IX. Na noite anterior ao "Dia de Todos os Santos" (1º de novembro) alguns mendigos iam de porta em porta solicitando "soul cakes" (bolos das almas) em troca de rezas pelas almas dos finados daquela família. Quanto mais bolos recebiam, mais rezas faziam.

A Igreja Católica passa a chamar a festa de Hallowe’en

 
Como uma festividade pagã em honra ao "Senhor da Morte" e celebrada em memória à morte do "Deus Chifrudo" foi se infiltrar na Igreja Católica Romana?
Em 43 d.C., os romanos dominaram os celtas e governaram sobre a Grã-Bretanha por cerca de 400 anos. Assim, os conquistadores passaram a conviver com os rituais dos celtas.
Durante séculos, a Igreja Católica Romana celebrava "O Dia de Todos os Mártires" em 13 de maio. O papa Gregório III (papado de 731-741), porém, dedicou a Capela de São Pedro, em Roma, a "todos os santos" no dia 1º de novembro. Assim, em 837, o papa Gregório IV introduziu a festa de "Todos os Santos" no calendário romano, tornando universal a sua celebração em 1º de novembro. A partir de então deixou-se de celebrar o "Dia dos Mártires" em maio.
Na Inglaterra medieval esse festival católico ficou conhecido como "All Hallows Day" ("Dia de Todos os Santos"). A noite anterior ao 1º de novembro era chamada "Hallows Evening", abreviada "Hallows’ Eve" e, posteriormente, "Hallowe’en".
Mais de um século após instituir o "Dia de Todos os Santos", a Igreja Católica, através da sua Abadia de Cluny, na França, determinou que o melhor dia para se comemorar o "Dia dos Mortos" era logo após o "Dia de Todos os Santos". Assim, ficou estabelecido o "Dia de Finados" no dia 2 de novembro.
Para a Igreja Católica, a noite de "Hallowe’en", o "Dia de Todos os Santos" e o "Dia de Finados" são uma só seqüência e celebram coisas parecidas – a honra e a alma dos mortos! O catolicismo tenta fazer o "cristianismo" e o paganismo andarem de mãos dadas!

Conclusão
Meus queridos professores de inglês, o que há de tão "happy" no Halloween? Onde está a suposta felicidade transmitida pela festa de Samhain?
Pessoalmente, não consigo enxergar nada além de trevas espirituais.
Para quem não sente prazer com o sofrimento, "divertida" é uma palavra pouco apropriada para descrever a festa de Samhain, marcada pela angústia, pelo medo, pela depressão, além das piores crueldades e contatos com um mundo espiritualmente tenebroso. Nem os celtas simpatizavam com a festa de Samhain.
O Halloween é uma algolagnia* que leva as crianças a se familiarizarem com o sadismo cândido da infância e desperta o que existe de pior dentro de cada adolescente. É o avesso das relações sociais equilibradas! É a fusão com a distorção de valores do mundo cão, onde seus participantes tornam-se vítimas espiritualmente impotentes!

O profeta Isaías nos adverte: "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva" (Isaías 8.19-20).
Meu querido leitor, a opção é sua: consultar aqueles que tagarelam e consultam mortos e adivinhos ou confiar no que diz a Lei do Senhor.

A Bíblia é clara na opção que devemos seguir: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus" (Deuteronômio 18.10-13).

Estamos vivendo em tempos de perversão coletiva, onde a face enganosa de Satanás se manifesta algumas vezes de forma descarada, mas muitas vezes sutilmente e camuflada por trás de um ingênuo "Happy Halloween!".
Que Deus nos livre do mal. Amém.
Pr. Magdiel G. Anselmo.
Bibliografia:

 1.Mistérios do Desconhecido: Bruxas e Bruxarias. Time-Life Books Inc. Edição em língua portuguesa publicada pela Abril Livros Ltda, Rio de Janeiro, RJ, 1994, página 123.
2. Idem.
3. Grimassi, Raven, Os Mistérios Wiccanos (Antigas Origens e Ensinamentos). Editora Gaia Ltda. São Paulo, SP, 2000, página 24.
4. Id., página 170.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Uma reflexão sobre a graça preveniente

 
Como o nome sugere, graça preveniente é a graça que "vem antes" de alguma coisa. É normalmente definida como uma obra que Deus faz para todos. Ele dá a todas as pessoas graça suficiente para responder a Jesus. Isto é, é graça suficiente para tornar possível a uma pessoa que ela escolha Cristo.
Aqueles que cooperam e concordam com esta graça são "eleitos". Aqueles que se recusam a cooperar com esta graça são perdidos.
A força dessa visão é que ela reconhece que a condição espiritual do homem decaído é suficientemente grave a ponto de requerer a graça de Deus para salvá-lo.
A fraqueza da posição pode ser vista de duas maneiras:
 
1. Se a graça preveniente é meramente externa ao homem, então ela falha, pois as Escrituras afirmam categoricamente que o homem está morto espiritualmente (Efésios 2: 1-10). O homem decaído está morto em pecados. Paulo deixa claro como água que é Deus quem nos faz vivos. É Deus quem nos vivifica da morte espiritual.
Sendo assim, não adiantará oferecer remédio a um cadáver. Mortos não abrem suas bocas para receber nada, ou, usando outra ilustração, não adiantará lançar uma corda para um homem que já se afogou.
Que bem faz a graça preveniente se for oferecida externamente a criaturas espiritualmente mortas?
 
2. Por outro lado, se a graça preveniente refere-se a algo que Deus faz dentro do coração do homem decaído, então precisamos perguntar porque não é sempre eficaz. Por que é que algumas criaturas decaídas escolhem cooperar com a graça preveniente e outras escolhem não fazê-lo? Não receberam todos a mesma medida?
Pense nisso assim, em termos pessoais.
Se você é cristão, com certeza tem consciência de outras pessoas que não são cristãs. Por que você escolheu Cristo e elas não? Por que disse sim a graça preveniente enquanto elas disseram não? Foi porque você é mais justo que elas? Se foi por isso, certamente tem alguma coisa de se vangloriar. Essa maior justiça foi algo que você alcançou por si próprio, ou foi dom de Deus? Se foi alguma coisa que você alcançou, então, no fundo, sua salvação depende de sua própria justiça. Se a justiça foi um dom, então por que Deus não deu o mesmo dom a todos?
Talvez tenha sido porque você era mais justo. Talvez tenha sido porque você era mais inteligente. Por que você é mais inteligente? É porque você estuda mais? ou porque Deus lhe deu um dom de inteligência que se absteve de dar a outros?
Com certeza, a maioria dos cristãos que se apegam à visão da graça preveniente se afastaria de tais respostas. Eles vêem a arrogância implícita nelas.
Em vez disso, elas estão mais dispostas a dizer: "Não, eu escolho Jesus porque reconheci a minha desesperada necessidade dele".
Isso certamente soa mais humilde. Mas eu preciso pressionar a questão.
Por que você reconheceu sua desesperada necessidade de Cristo, enquanto seu vizinho, amigo, colega de trabalho, parente não o fez? Foi porque você era mais justo que eles?
A pergunta fácil para os advogados da graça preveniente é porque algumas pessoas cooperam com ela e outras não. A maneira como respondemos a esta pergunta vai revelar quão graciosa nós cremos que nossa salvação realmente é.
A pergunta difícl é: "A Bíblia ensina tal doutrina da graça preveniente? Se for assim, onde?
O que sei é que a Bíblia revela-nos que nossa salvação é do Senhor. Ele é aquele que nos regenera. Aqueles que Ele regenera vêm a Cristo. Sem regeneração ninguém jamais virá a Cristo. Com regeneração ninguém jamais o rejeitará. A graça salvadora de Deus efetua aquilo que Ele quer efetuar através dela.
 
"Ele vos deu vida estando vós mortos em vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações de nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo - pela graça sois salvos, e juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não pelas obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas."
Efésios 2: 1-10
 
Reflita profundamente e honestamente nisso.
 
Pr. Magdiel G Anselmo.
 
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Deus e nossos pedidos


 
"E esta é a confiança que temos para com Ele: que se pedirmos alguma coisa segundo a SUA VONTADE, Ele nos ouve. E, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtêmos os pedidos que lhe temos feito".
1 João 5: 14,15.
 
Muitas pessoas pensam equivocadamente que o Senhor Jesus lhes dará tudo que elas pedirem, não importando o que seja. Outras pensam que Deus é obrigado a lhes atender. E então determinam, mandam, ordenam em oração e coisas desse tipo. E quando não conseguem o que desejam, culpam a Deus, a Igreja ou as demais pessoas...
O que faz com que pensem assim são ensinos de pessoas que interpretam um texto bíblico isoladamente do restante da Bíblia e a seu bel prazer, sempre com interesses nada cristãos e infiéis para com o texto bíblico, (mesmo sabedores muitas vezes desse erro), propagam esses ensinamentos aos quatro cantos como se fossem a verdade de Deus.
O que essas pessoas precisam entender é que Deus tem em Sua soberania uma das marcas de seu caráter, e assim sendo Deus faz o que lhe aprouver e não está sujeito a pressões ou imposições humanas. A vontade de Deus SEMPRE prevalece sobre a nossa vontade. Deus tem um plano a respeito de cada um de nós e nenhum desses planos de Deus podem ser frustrados (Jó 42:2).
Precisamos sempre lembrar que quando oramos ou falamos com Deus, que os critérios para recebermos o que pedimos, é a vontade de Deus e não a nossa. A resposta, portanto, pode ser SIM, mas também pode ser NÃO, ou ainda, ESPERE. Bastaria um exame das Escrituras para observar isso ocorrendo com a resposta de Deus a várias pessoas, como por ex: Moisés, Paulo, etc...
Como bem disse Lutero: "Deixem Deus ser Deus", quando alguns insistiam que Deus estava sujeito a nossa vontade.
E como descobrir a vontade de Deus? Ora, lendo, meditando e estudando a Palavra de Deus, a Revelação Suprema de Deus ao homem. Na Bíblia você encontrará tudo que precisa para saber o que Deus pensa a respeito de todas as circunstâncias e situações da sua vida (2 Tim. 3:16,17).
Descubra quais são os valores e princípios bíblicos acerca daquilo que busca respostas e aprenderá como agir diante e em meio aos problemas, imprevistos, conflitos e dilemas desse mundo. E mais, saberá o que virá após essa vida. E, sendo assim, sabedor da vontade de Deus poderá então pedir a Deus o que já sabe que é Sua vontade. Nada mais simples e prático.
E, (não custa lembrar), quando orares lembre-se que está falando com o Rei, o Soberano de tudo e de todos e não com alguém igual ou inferior a você. Temor, respeito, reverência e santidade são fundamentos que não podem ser negligenciados nessa hora. Cuidado com suas palavras. Cuidado com suas intenções. Cuidado com sua postura.  Cuidado com a arrogância. Deus lhe conhece por inteiro. Ele sabe tudo sobre você.
Deus é o Senhor e você, mesmo sendo filho (se for salvo), ainda é servo, ou pra ser mais claro, escravo. O vocabulário a usar não é o de governante, mas sim o de súdito.
Peça, implore, rogue, clame... mas nunca exija, determine, decrete ou reivindique. Deposite, lance todas suas ansiedades aos pés do Senhor, pois Ele tem cuidado de vós (1 Pedro 5: 6,7).
E, nunca esqueça: Deus não é obrigado a lhe atender. Você deve adorá-lo e louvá-lo mesmo quando Ele disser: NÃO !
 
 

 
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