segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Importância da Igreja Local


Esse é um tema amplamente debatido (inclusive aqui no blog), mas entendo ser interessante a forma da abordagem feita por Mckinley nesse pequeno artigo. Boa leitura e reflexão.

Um cristão é uma pessoa que foi unida a Cristo e, consequentemente, unida ao corpo de Cristo (Romanos 12:5). Sendo assim, todo cristão já faz parte da Igreja universal ou invisível (a igreja composta por todos os cristãos de todos os lugares e de todas as eras). Logo, para este cristão, nada mais natural do que expressar essa união espiritual através de uma igreja local ou visível (não me refiro aqui a quatro paredes de um prédio – todos sabemos que isso não é a igreja, mas que pode ser onde a igreja local se reúne).

Contudo, vivemos em meio a uma geração egoísta (e não preciso ir longe para saber disso – basta olhar para mim mesmo), onde não só restaurantes devem ser rápidos e atender todas as minhas necessidades, mas inclusive igrejas foram submetidas a este paradigma. “Se uma igreja não me satisfaz, eu procuro outra” e assim vai – sim, há razões justificáveis para sair de uma “igreja”, mas este é um assunto para outra postagem.

Este egoismo, além de pecaminoso, é autodestrutivo, pois Deus ordenou que a edificação individual de cada membro do corpo se dê através da interação entre os membros (Efésios 4:16). Ou seja, você dificilmente irá crescer em sua vida cristã fora de uma igreja local. Mike McKinley no último capítulo do seu livro “Eu sou mesmo cristão” aborda cinco pontos em que a igreja local nos ajuda na caminhada cristã:

1. Crença na sã doutrina 
“O Cristo ressurreto aparelhou sua igreja para que não seja enganada por falsas doutrinas. Os mestres ensinam as verdades e os presbíteros a protegem dos ‘lobos’ (Atos 20.29-31).”

2. Aversão ao pecado em sua vida 
“Irmãos e irmãs na igreja precisam admoestar uns aos outros (Colossenses 3.16), ensinar e treinar uns aos outros a respeito do que é apropriado (Tito 2.3-4) e instar quanto ao domínio-próprio (Tito 2.6). Por isso o autor de Hebreus diz para os crentes continuarem se reunindo para encorajar uns aos outros rumo à piedade [...] (Hebreus 10.24-25).”

3. Perseverança ao longo da vida. 
“O escritor de Hebreus em Hb 3:12-14 nos diz para nos exortarmos mutuamente de forma que não sejamos endurecidos pelo engano do pecado. Mais uma vez, como o cristão solitário fará isso, e não ser endurecido e auto-iludido? Na igreja, tecemos relacionamentos com irmãos que acabamos nos conhecendo, e que se comprometem em fazer o bem para nossa vida, e quem aí nos exorta diariamente a permanecermos fieis. Quando nos veem vagueando, procuram nos restaurar à fé (Tiago 5.19-20).”

4. Amor pelo próximo 
“Estar numa igreja requer amor. Amor requer altruísmo. Requer que coloquemos o interesse de outros acima do nosso (Filipenses 2.4). Tais pessoas simplesmente não querem ser incomodadas em ter que amar outros cristãos.”

5. Estar livre do amor pelo mundo 
A igreja é uma sociedade de pessoas que possuem o maior tesouro deste mundo. Os membros da igreja reúnem seu dinheiro para sustentar o ministério da congregação, ajudar a aliviar os pobres e espalhar o evangelho ao redor do mundo. No mundo, a riqueza lhe torna uma pessoa importante. Não é o caso da igreja.

Uma pessoa que se abstém da comunhão está minando a si mesmo nestes cinco pontos e expondo a si mesmo ao perigo da apostasia. Então, este é um desafio para que você se comprometa com sua igreja local. Este comprometimento é explanado por Mark Dever, em seu livro “O que é uma Igreja Saudável“. Ele diz:
 
Por nos identificarmos com uma igreja local específica, estamos dizendo aos pastores da igreja e aos demais membros não somente que nos comprometemos com eles, mas também que nos comprometemos com eles para reunir-nos, orar, contribuir e servir. Estamos lhes dizendo que esperem certas coisas de nós e nos tenham como responsáveis, se não os acompanharmos adequadamente. Unir-se a uma igreja é um ato em que dizemos: “Agora, vocês são responsáveis por mim, e sou responsável por vocês”. (Sim, isso é contrario à nossa cultura; e, ainda mais, é contrário à nossa natureza pecaminosa.)

E aí, você já chegou a sua igreja local e disse: “agora, vocês são responsáveis por mim, e sou responsável por vocês”?

por Mike McKinley


quinta-feira, 26 de julho de 2012

A luta pelo poder (político) na Igreja Cristã

Qual o lugar da política na Igreja Evangélica ou como fazer política na Igreja?

Antes de alguém pensar errado, o artigo trata da questão da política interna nas diversas instituições cristãs existentes e não de política pública, partidária ou de Estado.

Dito isso, vamos a questão proposta.
1. Entendendo melhor a questão

Essas perguntas merecem antes uma exposição mais detalhada para então serem respondidas.
Algumas pessoas precipitadamente de pronto responderão:
- Igreja não é lugar de política ! Política é coisa do diabo !
Outras com mais calma e ponderação dirão:
- Depende...
Mas, afinal de contas qual a resposta correta?
Bem...antes de responder essas questões temos que entender o siginificado da palavra "política".
Segundo o dicionário Lexicon, "política é a arte da organização e administração de um Estado, uma sociedade ou de uma instituição", e ainda, "o conjunto de fatos, processos e conceitos que regem o Estado, a sociedade ou instituições", e mais, "os conceitos e a prática que orientam uma determinada forma, pré-escolhida, desse gerenciamento."
Sintetizando, podemos afirmar que política é a arte da organização e administração de uma instituição (no caso aqui, uma denominação evangélica), que indicam um conceito  que a rege basilando seu gerenciamento.
Como tratamos aqui da Igreja Evangélica, entendemos que os conceitos advindos dos princípios e valores bíblicos devem obrigatoriamente reger então as atitudes, os procedimentos, a postura, a conduta, as leis, as constituições, a gestão, em suma, todo a política dessa instituição na pessoa de seus membros. Dito isso, fazer política não é ruim, diria que é necessária, pois é a busca dos interesses do Reino na instituição, ou seja, visa sempre pautar e fundamentar todas as decisões e metodologias tendo como base e construção, os princípios, conceitos e valores cristãos revelados nas Escrituras..
Ser político partindo desse pressuposto já delineado é uma função necessária nas instituições evangélicas e cristãs em geral, pois a política se faz obrigatória para que haja organização, administração e gestão adequada, eficiente e alinhada com a Bíblia.
Agora, o que é pernicioso, e diferente de fazer política ou ser um político, é fazer politicagem ou ser politiqueiro. Explico a diferença e o contraste radical entre eles.
Politicagem significa "uma política usada para atender interesses particulares ou mesquinhos", e ser politiqueiro é "quem faz politicagem".
Entendemos então que o cristão politiqueiro faz "uma política" para atender aos seus interesses e não aos interesses do Reino de Deus, por isso essa política é chamada de "politicagem", e se diferencia da política acertada que expus antes.

Feita essa introdução à questão, retornemos as perguntas iniciais:
Qual o lugar da política na Igreja ou como fazer política na Igreja?

2. Expondo objetivamente a questão

A política realizada para bem organizar e administrar a Igreja, como já disse, é necessária, respeitando os critérios já estabelecidos na Palavra. Não há aqui problema algum. Os líderes cristãos que ocupam cargos e funções nas diversas denominações devem obrigatoriamente trabalhar em prol disso, levando a mensagem de Cristo, inclusive, na forma como organizam, administram e gerenciam essas instituições.
Devem então fazer política e consequentemente serem políticos a serviço da Igreja que servem na função de liderança que ocupam. Ressalto que "ser político" aqui é trabalhar na organização, administração e gerenciamento de uma instituição evangélica, protestante ou cristã e não secularmente (não desejo entrar no mérito dessa discussão nesse artigo).
Bem...
Entretanto, esse político denominacional tem se tornado raro. Líderes cristãos (pastores, presbíteros, ministros do Evangelho, educadores cristãos...) que realmente busquem uma política que vise os interesses do Reino de Deus nas áreas que ocupam tem se tornado cada vez mais escassos em nosso meio.
Não é incomum a busca e mesmo a luta incansável e ferrenha por cargos e funções denominacionais com interesses de toda ordem, menos os do Reino. A ambição por "subir" na denominação ou obter "mais poder" tem, lamentavelmente, destruído muitas igrejas antes fortes e sadias do ponto de vista doutrinário e organizacional.
Essa ambição ruim, desmedida, direcionada pelos caprichos e ânsia de poder abala os alicerces denominacionais, trazendo toda sorte de males e prejuízos a estrutura estabelecida, e obviamente as pessoas que ali congregam e esperam de seus líderes algo muito maior e melhor do que suas investidas ao poder. Esperam ser acolhidas, nutridas e acompanhadas de forma pastoral e bíblica.
Mas, o que ocorre é que vivem sedentas e famintas pois aqueles que deveriam lhes encaminhar para ensinamentos e ministrações que lhes proporcionariam o encontro e vida com o Bom Pastor e consequentemente, aos verdes pastos e as águas tranquilas, estão mais preocupados com seus interesses egoístas e mesquinhos pelo poder denominacional e cargos e funções que lhes darão mais prestígio, títulos e porque não dizer, mais dinheiro.

É lamentável...e mais, isso é PECADO.

Pastores que abdicaram de pastorear e investem quase que todo o seu tempo e esforços para alcançar seus objetivos nada cristãos.
Já não investem mais em seu aperfeiçoamento, sua comunhão com Deus ou em sua vida junto a congregação. Não investem em sua pregação, em seu ensino, no acompanhamento e na visitação ao rebanho de Deus aos seus cuidados. Não, isso não traria nenhum prestígio junto aos "poderosos" da denominação. Isso somente atrapalharia, gastaria tempo e perderia as oportunidades de estar sempre atento e presente junto aos "círculos de poder" de sua denominação. Coitado do membro de sua igreja que desejar conversar e se aconselhar com esse pastor. Quem sabe um dia ele terá tempo para um serviço tão banal (pra ele) como esse...
Por isso, já não atendem aos serviços "básicos" de alguém que foi chamado para pastorear.
Toda a sua criatividade e dedicação está voltada e direcionada para a politicagem. São literalmente, politiqueiros, adeptos da política ruim e nefasta. Para tanto, descaradamente, tecem  "arranjos", "esquemas", "troca de favores" etc, e não se constrangem em usar e abusar de suas atribuições e ofício para arquitetá-las e realizá-las. 
Veja alguns exemplos que eu presenciei:

a) Chegam a usar até consagração de presbíteros (e fazem em turmas) sem a mínima preocupação se estão aptos para exercer tal ofício, apenas para obterem mais votos na convenção de sua denominação e alcançar quem sabe até a sua presidência (isso, infelizmente, eu já testemunhei), trazendo problemas graves ao rebanho, já que pessoas incapacitadas e despreparadas são postas em posições de liderança em congregações acarretando abusos e malefícios de toda ordem, além de "manchar" o nome da instituição, demonstrando a todos que se trata de uma instituição que não preza ou prioriza o ensino bíblico, muito menos o preparo e formação de obreiros para suas igrejas.
Política suja, politicagem.
Lamentável...

a) Outros, vivem a bajular diretorias, presbitérios, associações, ordens... buscando alcançar cargos e posições na denominação por intermédio da falsidade, da mentira, da falsa humildade, do fingimento e da enganação. A ambição em ter seus nomes em rols, listas, manuais ou impressos oficiais da denominação os cegam para o que realmente é relevante a um ministro do Evangelho. Homens tristes, sem brilho, que perderam de vista sua vocação e chamada e por isso já não honram o título de "pastor" e lamentavelmente não cumprem com as obrigações e deveres do ofício junto ao rebanho de Deus aos seus cuidados.



c) Outros, usam concílios para descarregarem suas frustrações e decepções naqueles que não podem se defender...Alguns sequer entendem o que estão indagando ao candidato que ali se está avaliando (se é que concílio avalia alguém para o pastorado. Uma falácia que todos conhecem nas denominações que usam esse critério, mas pouquíssimas pessoas ousam questioná-la. Por que? respondo: -Politicagem.).
Alguns desses pretensos examinadores sequer possuem formação melhor que a do candidato. Mas, como inquisidores da idade média julgam e condenam a "fogueira santa" o candidato por não saber responder as perguntas que tal examinador ficou por meses a pesquisar para elaborar e "pegar" o seminarista.
Como alguém denominado "homem de Deus" se presta a um trabalho desse? Eu realmente não sei, mas desconfio, politicagem. 

É muito ressentimento, ira, amargura, mágoa por não conseguir alcançar o poder que desejava na denominação e por isso "desconta" em quem nada pode fazer.
Mediocridade a toda prova. Politicagem.

Enquanto isso...

3. Resultados da Politicagem

O rebanho de Deus que está aos cuidados desses tais "homens de Deus" vivem a comer migalhas. São desprezados e somente lembrados quando são interessantes aos "planos" do politiqueiro. Quando isso não ocorre, que se virem sozinhos...
A politicagem "corre solta" e todos os que podem ajudar a esse líder a "crescer" em poder e prestígio na sua denominação são encorajados a "estar com ele" pois colherão frutos dessa fidelidade (troca de favores). E aí então, forma-se a equipe ministerial do politiqueiro (sua turma). E com isso o povo sofre... o rebanho mingua... o Espirito Santo se entristece...
Os crentes não são alimentados como deveriam. Não são orientados. Não são aconselhados. Não são sequer "vistos" pelo "seu pastor".  O telefone, internet ou coisa do tipo somente são usados por esse pastor quando precisa cobrar resultados de seus arranjos, de seus projetos (palavra que eles amam usar) porém nunca como um acompanhamento pastoral ou de um cuidado com a vida daquele irmão.
Por isso, os irmãos se decepcionam por mais que o amem e saem a procura de alguém que os pastoreiem biblicamente. Olha aí um grande motivo do crescente número de crentes sem igreja. Essa motivação é, sem dúvida, de se entender e levar em alta consideração.
E muitos procuram outras pastagens, onde esperançosos, desejam ali encontrar um "pastor de verdade" e não um que somente tenha o título.
Poucos encontram, admito. E aí também a motivação e o porquê da abertura de muitas igrejas novas, onde obreiros entenderam que isso era o melhor a fazer devido ao convívio decepcionante que tiveram com os politiqueiros. Também isso é bem entendido por mim.



4. Considerações Finais

Quero ressaltar que meu desejo aqui não é afirmar que a Igreja Evangélica está totalmente contaminada pela politicagem. Toda não está. Entretanto, grande parte está, diria que em sua grande maioria as denominações evangélicas e protestantes de nosso país e do mundo sofrem com isso e tem nisso boa parte da origem dos problemas que a assolam em nosso século.
Penso que uma análise mais aprofundada e cuidadosa de nossos modelos de administração, organização, gestão e metodologias é uma atitude de clamor de todos aqueles que amam a Deus e Sua Igreja.
Uma reforma em nossa ética, ou quem sabe, um retorno ao que já é estabelecido como Ética Cristã deva ser considerada, além de uma transformação no enfoque e direcionamento de nossos seminários e escolas teológicas. A formação e preparação dos novos obreiros deve ser prioritária nesse processo. Eles serão os líderes da Igreja de amanhã. Precisamos incutir neles os princípios, valores e pressupostos bíblicos que formam um bom líder cristão e deixar outras disciplinas como secundárias e, quem sabe, até aboli-las dos currículos e grades teológicas.
A politicagem deve ser entendida como PECADO e assim tratada da forma que as Escrituras nos orientam em nossas denominações. Ela deve ser identificada e combatida. Temos que extirpá-la de nosso meio. É nossa obrigação como embaixadores do Reino.
A política correta visando os interesses do Reino de Deus deve ser incentivada e acolhida como um ministério na Igreja.
Portanto, respondendo as perguntas iniciais desse artigo, a politica tem lugar na vida Igreja no âmbito de sua organização, administração e gestão e deve ser realizada e praticada dentro dos critérios e orientações já revelados nas Escrituras Sagradas.
O que aqui escrevo, corrobora com os princípios e valores revelados para a vida de um cristão aqui nesse mundo (e ainda uma leitura atenta das cartas pastorais revelará qual a postura e ofício dos líderes cristãos) e o texto de Mateus 6:33 que trata de uma exposição do Mestre sobre uma ansiosa solicitude pela coisas da vida, ali identificada como "comer, beber, morar, vestir... se aplica como uma luva nessa questão e deveria abrir os olhos dos politiqueiros, (mesmo entendendo que eles ambicionam muito mais do que as coisas ali mencionadas):

"Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (...)"
Mateus 6: 33.

Pr. Magdiel G Anselmo.
pastor e "político" em prol do Reino de Deus na Igreja de Jesus Cristo. 

domingo, 22 de julho de 2012

Líderes cristãos Mediocres X Líderes cristãos Bíblicos

Tem líder cristão de todo tipo. Escrevo aqui sobre dois destes.
O primeiro, e que existe muito, é aquele que ama investir em prédios, salões, templos, galpões, fachadas... e em campanhas, shows, entretenimento, muita música, etc... O seu desejo é alcançar seus objetivos nada cristãos e para isso precisa agradar o povo que ali vai e congrega.
Deseja ser visto, apreciado, elogiado e conhecido como "o pastor do amor", "o paizão", que agrada todo mundo. Essa é a impressão que este líder luta incansavelmente para que a maioria do rebanho tenha dele. Digo, a maioria porque quem o conhece mesmo, sabe que isso não é verdade. Suas intenções reais estão por trás dessa máscara de amor que ele sempre põe quando está a frente da igreja e nas suas programações congregacionais.
Para tanto e para manter essa impressão, administra suas reuniões ou cultos sempre em um ambiente de muita música, apelos emocionais, chavões de todo tipo, manipulação psicológica, e muito entretenimento, mas muito mesmo.
Gosta também de ter muitos "obreiros". Consagra em "turmas" se é que podemos chamar isso de "consagração de obreiros". Faz isso para amenizar a impetuosidade dos então vocacionados e para que eles ali permaneçam já que agora, são obreiros, ministros. É um ledo engano, acabam se tornando verdadeiros "escravos a serviço desse líder". Eles são obrigados a sempre estar (geralmente) de terno e gravata e a vista de todos (de preferência no "altar") e aqui não importa se há espaço para isso (eles que se apertem). E não é incomum ver dezenas desses obreiros se espremendo, suando, para satisfazer os caprichos desse líder (seria uma visão até engraçada se não fosse humilhante e sem sentido). 
Trata-os com superioridade e exige submissão, lealdade e obediência irrestrita (mesmo em questões e assuntos que não tenham o mínimo de respaldo bíblico e que não é atribuição sua). Não admitem serem questionados na suas atitudes. E não por poucas vezes, não toleram que alguém lhe speça para prestar contas do dinheiro da igreja. Isso é um verdadeiro desacato para esse tipo de líder.

Mas, a pergunta que fica pairando no ar é:
Por que não prestar contas do dinheiro da igreja?

Por que as pessoas que ali ofertam e dizimam não podem saber no que foi usado o dinheiro, quanto foi o total arrecadado, em que conta foi depositado, ver o extrato dessas contas, quanto restou, etc...? Por que será que ficam tão irritados quando se toca nesse assunto? Eu sei porque, e penso que você também deve saber.
Mas retornando ao assunto que expunha, esse líder não se preocupa com o ensino bíblico, na igreja, sequer possuem local adequado para uma escola dominical, quando a tem. Sequer se preocupa em preparar ou formar educadores cristãos responsáveis.
Ensinar pra que? perguntam. E citam passagens bíblicas fora do contexto, sem a mínima preocupação de averiguar o que significam verdadeiramente. E saem a falar: Deus deu unção a todos. Não é necessário que ninguém ensine !
Lamentável que um líder que se diz cristão fale ou incentive outros a pronunciar tais aberrações. Um mínimo de exame das Escrituras provará que o ensino da Palavra de Deus é uma prioridade para a Igreja de Cristo. Não precisa ser teólogo para descobrir isso, basta ser um crente de verdade e entenderá essa verdade bíblica.

Mas por que será que esse tipo de líder não se preocupa com o ensino bíblico e sistemático da Palavra de Deus?

Talvez porque ele mesmo não possua esse conhecimento ou talvez porque não deseja que outros possuam conhecimento, pois isso geraria questionamentos, análises mais aprofundadas, discernimento e muito mais que isso, geraria pessoas que pensam biblicamente falando. Pra que ter esse desconforto não é mesmo?
E assim ele segue com pregações fracas (pra não dizer heréticas), sem conteúdo bíblico e aplicadas incorretamente pois, por não saber interpretar um texto bíblico fielmente tem como consequencia não saber expo-lo como deveria. É a expressão da mediocridade em pessoa.
Para tentar solucionar vivem a convidar os tais "pregadores de fora" que trazem suas "revelações e sonhos" de toda ordem com heresias de todos os tipos em campannhas intermináveis somente para "segurar" o povo ali (não pode quebrar a campanha hein! repetem eles). (Leia epístola de Judas com ênfase no vs. 8 e 12,13)
E o povo fica ali sendo guiado por isso e não pela Palavra de Deus.

Este líder também investe muito no ministério de louvor e adoração, mas não como deveria e onde deveria. Por que digo isso? Porque o que adianta um ministério de louvor que canta e toca "bonito" se os seus integrantes não tem a menor idéia do significado e função desse ministério nos cultos e na vida pessoal.

Não adianta ser um excelente músico ou cantor e não saber o que é ser um servo, um adorador. (Leia João 4: 23,24)

Como se resolve essa questão? Novamente retorno ao ensino bíblico.
O ensino, preparo, formação e aperfeiçoamento dos integrantes do ministério de louvor e adoração deve ser voltado muito mais para a Bíblia do que para seus talentos naturais de tocar instrumentos ou cantar (isso eles já fazem bem em sua maioria).
Eles precisam ser crentes de oração, crentes que tenham responsabilidade e palavra. Crentes que estudem a Bíblia e que a vivam em seu dia-a-dia. Eles precisam ser verdadeiros adoradores e não somente músicos e cantores (disso o mundo já está cheio).
Eles precisam entender a Palavra para poder discernir se determinada letra de uma composição está coerente e alinhada com essa Palavra. Eles precisam saber discernir entre o santo e o profano, o limpo e sujo, o que é de Deus e o que não é, o que é pra ser cantado na igreja e o que não é.
Para tanto, precisam conhecer as Escrituras pois ela mesmo nos adverte que iremos errar se não a conhecermos profundamente.
Mas, esse tipo de líder não tem isso como prioridade.
O importante é o entretenimento, o show. O importante é agradar o povo, fazer o povo pular, dançar, gritar, assoviar, etc...pra não dizer outras expressões ABSURDAS que vêmos ou ouvimos com o pretexto de "estar adorando a Deus". Como diz minha filha: Ah tá.
Com isso os cultos são verdadeiros centros de manipulação e de extremismos emocionais, alguns chegam a histeria mesmo repletos de frases e canções biblicamente incorretas.

A esse tipo de líder, advirto a retornar ao bom caminho (se é que algum dia nele esteve). O juízo de Deus se aproxima!
E se você congrega em uma igreja que tem um líder como esse, lhe recomendo, sem medo de errar, fuja, corra, saia daí o quanto antes. Existem igrejas e líderes sérios. Locais que você poderá servir a Deus sem o pêso da opressão, da falsa espiritualidade e amor.
Se continuar aí, esse falso líder prosseguirá lhe enganando, iludindo, contaminando...
A escolha é sua. Não perca tempo!

Mas, graças a Deus existe um outro tipo de líder cristão.

Esse tipo de líder não prioriza prédios, salões, galpões, fachadas ou campanhas intermináveis, shows, entretenimento, etc...
Não, esse líder sabe que é necessário um local adequado para se reunirem, mas ele não faz disso a prioridade para igreja, simplesmente porque a Bíblia não ensina isso.
Ele sabe que primeiro deve buscar o reino de Deus e a sua justiça, as demais coisas serão acrescentadas. Ele acredita nisso. (Leia Mateus 6:33)
Por isso, esse líder prioriza gente, pessoas, crentes. Mas da forma correta, bíblica.

Ele investe no ensino bíblico para as pessoas, investe no discipulado, no treinamento, no aconselhamento, na edificação da igreja.
Forma e prepara educadores cristãos, estrutura um ministério de ensino que não se resume a EBD, mas em uma gama de subministérios como: grupos pequenos de estudo bíblico, escola teológica para líderes e quem desejar, atualizações frequentes, treinamentos, preparação e aperfeiçoamento para todos da igreja, etc...
Faz do ensino das Escrituras a base de todos os outros ministérios da igreja.
Os cultos de sua igreja são Cristocêntricos e não Antropocêntricos. O louvor é Cristocêntrico, A pregação é Cristocêntrica. Ele sabe a diferença de uma pregação bíblica e uma palestra de auto ajuda ou coisa semelhante. Ele conhece sua posição diante de Deus e da Igreja de Cristo e busca cumprir sua função, seu ministério com fidelidade às Escrituras e sempre com sensibilidade ao que o Espirito Santo o guia dentro delas.
Ama a Deus, ama o rebanho que está a seus cuidados a ponto de não ensinar ou pregar mensagens de afago ao ego, mas sim o que necessitam para uma vida cristã sadia.
Com isso ele forma na força do Espirito Santo crentes preparados para a vida, servos que entendem o que é servir aos irmãos e a Deus, que conhecem seus dons espirituais e os usam em seus ministérios, adoradores de verdade e futuros líderes capacitados por Deus com conhecimento de Sua Palavra e não pessoas oprimidas e iludidas.
É disso que a Igreja precisa. Nada mais do que isso!
É assim que os Evangelhos ensinam... indo, pregando, fazendo discípulos, batizando, ensinando... (leia Mateus 28: 19,20)

E esse líder não descuida de si mesmo.
Está sempre estudando, melhorando, se aperfeiçoando e sendo aperfeiçoado por Deus.
(Leia 1 Timóteo 4: 11-16; 2 Timóteo 4: 1-5)
É um incansável estudante da Bíblia.
Com isso sua pregação está sempre sendo aplicada conforme a Bíblia o guia.
Com isso seu ensino leva a Palavra as pessoas e não suas opiniões ou seus "achismos".
Com isso seu aconselhamento se torna cada vez mais bíblico e mais no centro da vontade de Deus.
Com isso, ele serve melhor a Deus.
Com isso a igreja que pastoreia pela misericórdia de Deus, se torna cada dia mais forte e madura. E discípulos formam discípulos para glória de Deus.

Bem...eu sempre escolhi ser esse tipo de líder cristão.

Sei que não vou agradar a todos (e nem é meu objetivo), mas sei que vou agradar aquele que me chamou, vocacionou e capacitou para exercer meu ministério no Corpo.
Sei que a igreja que pastoreio pode não estar cheia de gente como as do falso líder que mencionei, mas sei que as que ali estão sendo ensinadas tem toda a possibilidade de estarem cheias de Deus.

Prefiro ouvir a expressão "Servo bom e fiel" do meu Senhor do que a repreensão aos infiéis.
Prefiro o meu galardão nos céus que é eterno do que o galardão humano que é temporário e ilusório.

Prefiro servir a Deus !

Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Lições aprendidas.

Nesses anos pastoreando o povo de Deus aprendi muitas lições com Deus e com o próprio povo. Esse aprendizado muito tem me ajudado a prosseguir priorizando o que é correto e valorizando o que é realmente importante não superestimando atitudes e posturas que podem levar a decepcões e frustrações ou até mesmo ao enfraquecimento e desanimo. Enfocando o fundamental pode-se tratar as feridas e angústias das pessoas levando-as na direção daquele que pode sarar, curar, e transformar vidas, Jesus.
Enfim, fiz uma lista de algumas lições aprendidas que considero as principais e que caminham na direção que comentei.
Veja lá e tente me compreender.


1. Pastorear é uma grande responsabilidade mas também uma imensa alegria e satisfação.
2. Poder ministrar ao povo de Deus traz um sentimento de dever cumprido muitas vezes, porém em algumas de profundo desapontamento consigo mesmo.
3. Nem sempre serei compreendido e amado por mais que eu ame e compreenda as pessoas.
4. Quando penso que deixei a desejar em uma pregação e que não saiu do jeito que eu queria, sempre me surpreendo com alguém que afirma que Deus me usou para falar profundamente com ela.
5. Nem sempre serei compreendido e amado por mais que eu ame e compreenda as pessoas.
6. Amar meus irmãos é um exercício diário que tenho sempre que atualizar e dizer "obrigado" é ensinar gratidão.
7. O povo de Deus de uma forma geral é comprometido com Sua obra.
8. Nem sempre serei compreendido e amado por mais que eu ame e compreenda as pessoas.
9. Sempre sou surpreendido por Deus em Sua Palavra. Ela realmente se renova a cada dia.
10. O trabalho pastoral é desgastante em certos momentos.
11. Ter o dever de ensinar é um privilégio.
12. Nem sempre serei compreendido e amado por mais que eu ame e compreenda as pessoas.
13. A mudança na vida das pessoas não depende de meus esforços mas do agir do Espírito Santo.
14. Estudar a Bíblia é meu dever, ensinar minha obrigação, acompanhar minha missão.
15. Nem sempre serei compreendido e amado por mais que eu ame e compreenda as pessoas.
16. O povo de Deus de uma forma geral é amoroso e generoso.
17. Meu êxito na arte de pastorear dependerá de meu êxito na arte de orar.
18. Ouvir o rebanho é um boa atitude antes de tomar decisões importantes.
19. Ouvir a Deus é fundamental para não errar.
20. Nem sempre serei compreendido e amado por mais que eu ame e compreenda as pessoas.


Existem outras lições que aprendi e tantas outras que ainda aprenderei.
Ter consciência desse aprendizado me faz seguir sem desanimar ou me decepcionar.
Viver é aprender.
Viver com e para Deus é aprender com o Bom Mestre.


"(...) esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."
Filipenses 3: 13b,14.



Pr. Magdiel G Anselmo.

domingo, 15 de julho de 2012

sábado, 7 de julho de 2012

A Bíblia permite mas minha igreja proíbe.

Não sou daqueles que são contra todo tipo de normas, regras, critérios ou procedimentos estabelecidos, mas também não defendo o excesso e a criação de normas sem sentido.
Todos os dias ficamos sabendo de uma nova norma ou regra criada para organizar um grupo ou para estabelecer limites em uma organização ou denominação evangélica.
Penso que “tudo realmente tem limites”, inclusive as regras e normas criadas.
São tantos estatutos, constituições, leis, que acabam por desvirtuar o real sentido e missão da Igreja.

São tantas reuniões, assembléias, comissões para tratar disso que o tempo precioso que deveria ser gasto, ou melhor, investido em assuntos e questões muito mais relevantes, como por ex: alguém que está se distanciando... ou o evangelismo... ou ainda a preparação de candidatos ao pastorado.
Enfim, mas perde-se tempo com questões meramente humanas e sem nenhum resquício de biblicismo ou critérios bíblicos.
Para resguardar as instituições negligencia-se o que as compõem, pessoas.
Penso que as grandes e importantes perguntas a fazer quando se está prestes a formular uma regra para uma organização é a seguinte: Ela é mesmo necessária e edifica a igreja?
Se conseguir responder sem titubear e sem qualquer dúvida ou incerteza, certamente essa regra é necessária e diria até indispensável, mas não é assim que vemos com a grande maioria das regras impostas pelas denominações evangélicas.

Vejam algumas dessas regras e lembre-se da pergunta que fiz anteriormente:

1) Para ser membro de nossa organização precisa ser casado legalmente (mas e se o cônjuge não convertido não desejar? É justo o cônjuge convertido ser impedido de participar da vida daquela organização de forma ativa por essa causa?)



2) Para ser batizado nas águas precisa ser casado legalmente. (mas e se o cônjuge não convertido não desejar? É justo o cônjuge convertido ser impedido de ser batizado por causa disso? Qual a base bíblica para esse impedimento?)

3) Para ser um ministro (pastor, presbitero, etc) de nossa organização precisa ser “batizado com o Espírito Santo” e claro, falar em línguas estranhas. (Baseado em que texto bíblico se fundamenta essa norma? Onde está a vinculação do ministério pastoral a essa experiência com o Espírito Santo e conseqüentemente com o dom de línguas na Bíblia?)

4) Em nossa organização somente participam da Ceia do Senhor os que são daqui. (mas e se nesse culto estiver presente irmãos de outras denominações? Eles não podem participar? Onde biblicamente se baseia essa norma?

5) Somente reconhecemos o batismo nas águas se foi realizado em nossa denominação. Se foi realizado em outra, mesmo que reconhecidamente evangélica, terão os candidatos a membros que serem rebatizados aqui. (qual a base bíblica para tal regra? Quem lhes ensinou que somente a sua denominação é responsável por realizar essa ordenança ou sacramento (depende da denominação)?)

6) Obreiro aqui tem que usar terno e gravata. (Por quê? Que texto bíblico respalda esse procedimento? E quando estamos no verão? Por que sujeitar as pessoas a esse constrangimento e diria até, ridículo?)


7) Mulher aqui não usa calça comprida, não corta o cabelo, não faz a unha, não se depila, não passa maquiagem...(Quem é você pra dizer o que outras pessoas devem vestir? Existe o dom de estilista na Bíblia? Quando você viu Jesus fazer algo semelhante? Onde na Bíblia se apóia para tal norma?)

8) Em nossa organização ensinamos que o crente de verdade não vai ao cinema, nem ao teatro, não escuta música que não seja evangélica...(Por que não? Será que não existem peças de teatro, filmes de cinema ou músicas não evangélicas boas e apropriadas para assistir ou ouvir? Será que pensou bem no que está impondo aos membros de sua organização?)

9) Em nossa organização é proibido bater palmas nos cultos, certamente é uma forma de idolatria ou no mínimo, de secularismo. (Ora, o que dizer então dos textos bíblicos que incentivam os aplausos como forma de adoração a Deus? Será que bater palmas durante um cântico é pecado? Que base bíblica apóia essa proibição?)

10) Em nossa organização os homens e mulheres tem que sentar separados. (Qual o pecado de sentarem juntos? Que tipo de gente é essa que não pode sentar próximos que acabam pecando?)

11) Todos os ministros em minha organização tem lugar especial ou sentam em cadeiras especiais próximas do púlpito. É incompatível o pastor sentar junto com os demais irmãos. (Meu Deus! Que tipo de crente é esse? O pastor também não é crente como os demais? Qual o problema de sentar junto com os demais? Seria uma desonra isso ocorrer? Por quê?)


E tantas outras normas...

São realmente necessárias?
Trazem edificação?
Será que não causam ainda mais feridas e distanciam ainda mais pessoas que desejavam se chegar e que viram frustradas suas tentativas, pois não foram “aprovadas” nessas regras humanas e organizacionais?
Será que outras normas e regras verdadeiramente bíblicas estão tendo o mesmo peso e valor que essas, tais como:

a) Perdoar
b) Evangelizar
c) Pregar o Evangelho
d) Ensinar a Palavra de Deus
e) Buscar a reconciliação
f) Amar
g) Suportar
h) Ser pacificador
i) Ser imitador de Cristo.

Taí um chamado a reflexão mais profunda.

Quem sabe um clamor por vidas que foram “expulsas” de nossas comunidades “santas” e que vagueiam sem encontrar um lugar para estar com seus irmãos.



Vidas carregadas de feridas causadas por decepções e traições daqueles que deveriam acolhê-los com amor e compreensão e não com exigências humanas impostas apenas a pretexto de um falso zelo e não por imposição da Palavra de Deus.
Irmãos que nostalgicamente lembram dos bons momentos que passaram em nossas comunidades, entretanto, rapidamente os esquecem porque essas sensações são sobrepujadas pelas lembranças amargas de normas descabidas que produziram uma aversão a todo tipo de organização religiosa.
Frutos de uma implacabilidade sem igual, do desamor e da exclusão dos seus irmãos em situações que não estavam em desacordo com a Palavra, mas sim com as normas de uma “santa” organização evangélica ou protestante.
Alguns desses irmãos sequer tinham maturidade para entender o que lhes acontecia. Não entendiam bem como tudo funcionava. Mas ninguém se importou com isso. Simplesmente foram descartados como se descarta um copo plástico e esquecidos por aqueles que diziam que os amavam e que se importavam com eles.
Juntaram-se a uma multidão de crentes na mesma situação que são repetidas vezes mencionadas nas estatísticas de pesquisas. E assim cresce o número de pessoas que se dizem cristãs, mas que não freqüentam nenhuma organização ou denominação.
Tenho encontrado alguns pela internet. Percebe-se a avidez que têm pela Palavra. O amor que está explodindo dentro deles, mas que não conseguem expressá-lo sozinhos. Buscam a grande rede para compartilhar com outros, para partilhar de experiências, comentários, postagens, etc... Buscando assim, mesmo superficialmente, amenizar o desejo de irmandade e fraternidade que lhes negaram.

Tai um alerta as novas gerações de líderes cristãos. Não sigam os maus exemplos.




Organizemos as coisas, mas não esqueçamos que tratamos com vidas, muitas delas resgatadas pelo Senhor ao preço de Seu sangue.
Zelo é bom. Normas são úteis. Desde que estejam alinhadas e em coerência com a Palavra do Senhor. Quando não estão, certamente não são necessárias, não edificam e por isso não convém.

Pensemos mais profundamente. Tenhamos discernimento e busquemos sabedoria em Deus para lidar com as pessoas que nos procuram e que congregam conosco.

Rompamos com alguns paradigmas que foram criados por nós mesmos e não pelo nosso Deus.
Tratemos as pessoas com misericórdia assim como somos tratados pelo Senhor.
O que é bíblico, preservemos, lutemos pelo seu fiel cumprimento.
O que não é lancemos fora, pois não podemos mais ser a causa de tantas amarguras. Não fomos chamados para produzir esse tipo de fruto. Fomos chamados para o ministério da reconciliação. Para as Boas Novas de salvação.
Querido irmão, não feche os olhos para os que sofrem, para os que buscam seu amor.
Abra os olhos. Olhe ao redor. Tem gente sofrendo. Ouça o gemido. Ouça ...
Encerro essa reflexão apelando para os seus mais profundos princípios e valores cristãos. Princípios, penso eu, que o levarão para uma outra perspectiva de ação, visão e pensamento.
O levarão para mais próximo de Cristo.







Que nossa súplica seja essa:
Ajude-nos Senhor a ver com os Teus olhos.
Amém.


Pr. Magdiel G Anselmo
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