sábado, 30 de junho de 2012

A pregação da Palavra de Deus não precisa de ajuda!

De uns tempos pra cá, parece que o senso comum é que a pregação da Palavra de Deus não é suficientemente poderosa e adequada para salvar o pecador ou para edificar o salvo. Na verdade, ela é quase que negligenciada por completo em muitas igrejas e na vida de muito líderes cristãos.
A tendência e o enfoque são em outras metodologias e práticas. A justificativa sempre é porque a forma do sermão é antigo ou antiquado e as novas gerações não suportam ficar ouvindo por muito tempo uma pregação e portanto, precisamos ajudar o Espírito Santo criando outros métodos de comunicação da Palavra. O ensino bíblico sobre essa questão não é importante, mas sim as pesquisas sobre como esta geração reage aos métodos bíblicos "antigos". 
Desta forma, a "antiquada" pregação vai ficando esquecida e em alguns casos até atacada como sendo algo prejudicial para a obra de Deus.
A pergunta que me ocorre é a seguinte?
Ora, se a pregação tornou-se antiquada e sem utilidade para nossos dias, o que dizer da Bíblia então? Se seguirmos esse pressuposto, a Bíblia será também tão antiquada como sua pregação. Deveríamos então refazê-la para torná-la atual e útil?
Óbviamente que a resposta é NÃO.
A Bíblia é atual e tão útil como sempre foi. Não há a necessidade de mudar ou contextualiza-la. Ela já é em si mesmo contextualizada para a raça humana, em todas as épocas e locais. Basta a comunicarmos na força e no poder do Espírito.
Da mesma forma, a sua pregação como é revelada e demonstrada deve prosseguir como foi desde seus primórdios, ou seja, através da comunicação dessa Revelação como fizeram os profetas, o Senhor Jesus e os apóstolos.
Essa verdadeira pregação talvez não seja aquela que encherá os templos e o ego de líderes religiosos, mas certamente encherá os corações dos salvos em Cristo Jesus.
Não sou contra a princípio, de no culto cristão termos outras atividades além da pregação, mas sou contra sim, negarmos que a pregação da Palavra seja a principal atividade de um culto cristão.


A Igreja de Cristo precisa pregar a Palavra do Senhor.

Um outro importante fator também preciso lembrar aqui.

Não é toda pregação que se constitui em 
uma pregação da Palavra de Deus.

Precisamos banir de nossos púlpitos pregações que visam simplesmente satisfazer aos ouvintes, pregações que produzam sentimentos agradáveis, para fazer o ouvinte se sentir bem.
Precisamos nos voltar para o que a Bíblia diz e cessar de pregar o que achamos ou sentimos.
Em II Timóteo 2:3 fica bem claro o que muito acontece nos dias atuais. Querendo satisfazer a coceira nos ouvidos se utilizam de recursos impróprios como muitas anedotas, psicologia barata, palestras motivacionais, pensamento positivo e sermões que fortalecem o ego e são infiéis ao texto bíblico.
A correção, instrução e exortação acabam se tornando inaceitáveis.
O estudo e análise do texto são irrelevantes.
Se a aplicação está correta? Isso não importa, o que importa é se a audiência está "gostando".

O resultado são crentes imaturos e despreparados para a vida.
Se é que são realmente crentes.
      
Há uma grande coleção de livros atualmente que “ensinam” como transmitir a mensagem do Evangelho. Alguns destes "especialistas" dizem que pastores e líderes que desejam ser mais bem-sucedidos precisam concentrar suas energias fornecendo aos não-cristãos um ambiente inofensivo e agradável.
Conceder-lhes liberdade, tolerância e anonimato. Ser sempre positivo e benevolente. Se for necessário pregar um sermão, deve-se torná-lo breve e recreativo. Não pregar longa e nem enfaticamente.
E, acima de tudo, todos devem ser entretidos. As igrejas que seguirem estas regras, dizem eles, experimentarão um crescimento numérico e as que ignorarem estarão fadadas a estagnação.
Tenho que concordar que seguindo estas orientações a probabilidade de crescer numericamente é imensa e ouso dizer quase que há a certeza disto acontecer, porém crescer numericamente não significa crescer corretamente do ponto de vista bíblico.
Discordo frontalmente quando dizem que não seguindo estas orientações, as igrejas estão fadadas a estagnação.
Esquecem-se talvez, quem na verdade é o dono da Igreja e que Ele mesmo já nos deixou revelado em Sua Palavra a forma como devemos transmitir a mensagem do Evangelho.

Retirando as antigas colunas, com certeza, toda a casa ruirá.

Creio firmemente que seguindo a orientação bíblica cresceremos, quem sabe não da forma e no número que muitos líderes desejam mas, da forma e no número que Deus já determinou que crescêssemos.
O homem sempre esta desejando criar metodologias próprias e inovadoras, causando conseqüências desastrosas para a Igreja de Cristo e fazendo com que muitos escolhidos tenham vidas cristãs medíocres e abaixo do que poderiam estar.

O crescimento espiritual é pessoal e depende do que a pessoa ouve, vê e aprende na, com e pela Palavra de Deus(Bíblia).

Sendo bem alimentada, ela estará motivada e direcionada para conhecer mais dos mistérios de Deus e de ter uma comunhão e intimidade com o Senhor sempre crescente e constante. Sendo mal alimentada, ela se tornará anêmica, infantil e estacionada no conhecimento básico e inicial de Cristo sem crescer e amadurecer.

Não haverá condições de serviço cristão nem de usar seus dons espirituais e talentos em prol da edificação da igreja, muito menos das responsabilidades de ser cristão, já que nem conhecimento destas coisas ela tem. A igreja nestes casos é uma grande creche com um grande estoque de leite e fraldas, e somente disto.
Com relação às inovações que estão sendo tentadas, algumas são extraordinárias, e até mesmo, radicais.
Algumas igrejas, por exemplo, realizam seus maiores cultos na sexta-feira ou nos sábados à noite, em vez de no domingo. Tais cultos são repletos de música e entretenimento, oferecendo às pessoas, verdadeiros substitutos ao teatro e às atividades sociais. Os membros da igreja agora podem “cumprir sua obrigação de ir à igreja”, ficando livres para usarem o fim-de-semana como quiserem.
Um destes freqüentadores de cultos aos sábados explicou por que esses cultos alternativos são tão importantes: “Se você vai à EBD às 9:00 horas acaba saindo da igreja perto das 12:00 horas, isso praticamente liquida o dia”.A julgar pela freqüência aos cultos, muitos dos membros de igreja sentem que passar o Dia do Senhor na igreja equivale a desperdiçar o domingo por completo. Os cultos não dominicais em algumas igrejas, estão sendo mais freqüentados do que aqueles que haviam aos domingos.

E isso não é tudo.

Muitos destes cultos alternativos não oferecem qualquer tipo de pregação.
Em lugar disso, dependem da música, dramatização, multimídia e outros meios de comunicação para transmitir a mensagem. Todas as músicas e apresentações são cuidadosamente escolhidas e preparadas para que os incrédulos sintam-se bem. Nada, praticamente é dispensado como impróprio para o culto a Deus: rock nostálgico, heavy metal, rap, dança, comédia, palhaços, magia teatral, lutas tipo vale-tudo, festas juninas disfarçadas com outros nomes, tudo se tornou parte do repertório evangélico.
Ah, sim ! Estava me esquecendo a pregação clara e poderosa da Palavra de Deus, esta sim, se tornou inadequada e antiquada, como mencionei anteriormente.
Para que eu possa não ser mal interpretado, não quero afirmar que não há lugar no culto para apresentações e outras atividades (claro que deve se ter critérios claramente estabelecidos e bíblicos para isso), porém, nunca podemos esquecer de que o culto é realizado para Deus e não para as pessoas.
Agradar a Ele deve ser nosso objetivo além de adorá-lo com o que fizermos. Não podemos relegar ao esquecimento ou ao desprezo a pregação da Palavra de Deus como é ensinada na Bíblia através da vida e dos ensinos do próprio Cristo.

Dentre todas as atividades que possam acontecer em um culto evangélico, a mais importante é certamente o momento da proclamação da Palavra, pois é através dela que a fé é comunicada e despertada no ouvinte.


Todos os exemplos bíblicos de conversões foram ou através de um pregação a grupos de ouvintes ou através de evangelismo pessoal. Desafio alguém a mostrar biblicamente exemplos ou algum tipo de ensino sobre conversões através de músicas, representações teatrais, danças, coreografias, palestras psicológicas motivacionais ou coisas semelhantes a estas. 
Podem ser até bonitas, bem elaboradas, emocionar a muitos, mas não vamos confundir as coisas. Enganam-se tragicamente quem pensa que o convencimento vem primeiramente quando se alcança as emoções.

A conversão (salvação) é um ato pessoal que é consumado através do ouvir a pregação do Evangelho, do convencimento do Espírito Santo através desta pregação e da atitude decorrente do homem se prostrando quebrantado aos pés de Cristo alegremente em uma entrega total  ( Romanos 10:17; João 14: 26; 16:8).

Esta é a regeneração, adoção e a justificação que são instantâneas e eternas.

Do contrário, teríamos somente conversões emocionais e superficiais pois as emoções descontroladas impedem o homem de raciocinar sobre o que está fazendo e ouvindo, isso a Bíblia nos ensina em Jeremias 17: 9,10.
Talvez por isso, tenhamos tantos “crentes” que no primeiro problema abandonam a fé, talvez nunca tivessem realmente sido convertidos, apenas se emocionaram com algo ou acharam agradável uma igreja ou uma programação e talvez também por isso tenhamos tantas igrejas lotadas de pessoas vazias de Deus.
Talvez por isso exista tanta gente ferida, machucada e tantas outras decepcionadas com as igrejas. Quando sua confiança não está em Deus, a probabilidade disso ocorrer é imensa. Quando estamos focados nas demais coisas e não no reino de Deus o caos logo se instalará em nossa vida.


Certamente muitas das causas de existirem tantos crentes que sofrem além do necessário seja a existência dessas igrejas e desses líderes que nada fazem para consertar seus erros e teimam em usar métodos e estratégias sem o aval bíblico. Multidões de gente sofrida, desanimada e desiludida. Gente boa que vaga sem rumo pela vida.
Quero me entrincheirar nas Escrituras para explicar minha opinião sobre este assunto.
As Escrituras dizem que os primeiros cristãos viraram o mundo de cabeça para baixo (Atos 17:6). Em nossa geração, o mundo está virando a Igreja de cabeça para baixo.



Biblicamente argumentando, Deus é soberano, não o incrédulo que não freqüenta a Igreja.
A Bíblia, e não o plano de marketing deve ser o único guia e autoridade final para todo o ministério eclesiástico.
Em vez de acalentar o egoísmo das pessoas, o ministério da Igreja deveria atender às verdadeiras necessidades delas.
O Senhor da igreja é Cristo e não um “zé da poltrona” com um controle remoto nas mãos ou sentado confortavelmente em um banco ou cadeira na igreja.


Não consigo ouvir a expressão “temos que ter uma igreja agradável para todos” sem que isso me traga a mente a passagem de Atos 5 e a história de Ananias e Safira.

O que se passou naquela ocasião desafia abertamente quase toda a teoria contemporânea dos especialistas de  crescimento de igreja. A Igreja de Jerusalém não devia ser nem um pouco “agradável” nessa época do ocorrido.
Aliás, era exatamente o oposto: “grande temor a toda a igreja e a todos os que ouviram a notícia destes acontecimentos” (Atos 5:11).
O culto daquele dia foi tão perturbador, que nenhum dos que não freqüentavam a igreja ousou juntar-se a eles. O só pensar em freqüentar aquela igreja aterrorizava o coração daquelas pessoas, apesar de os ter em alto conceito (Atos 5:13).
Lembre-se que esta igreja é a mesma de Atos 4, uma igreja nova e cheia de vitalidade.
O povo estudava intensamente a doutrina dos apóstolos, existia comunhão, oração, muita fé , amor e a igreja crescia.
Porém, o inimigo tentou e seduziu Ananias e Safira a ponto de mentirem ao Espírito Santo. O pecado entrou naquela igreja, e as Escrituras jamais deixam a verdade de lado, ainda quando esta é dolorosa e desagradável. A igreja não é perfeita, nunca o foi. Começando com este incidente discorre-se por todo o Novo Testamento as orientações de Paulo que travava uma guerra implacável contra o pecado na igreja, chegando algumas vezes a ser duro e incisivo em suas epístolas aos Coríntios e aos Gálatas.



Deus sempre foi implacável com o pecado e a pregação evangélica e apostólica deve ter também este  padrão nos dias atuais.
A pregação deve ser ousada e poderosa.

Não se envergonhar do Evangelho, embora haja perseguição. Devemos chamar o pecado de pecado, e não aceitarmos sua permanência dentro da igreja. Os crentes devem ser levados a entender que o Evangelho é algo sério para os que o receberam e vital para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ouví-lo.
O ministério da pregação dos apóstolos  incluía doutrina assim como evangelismo. Atos 2:42 declara que os crentes “se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Esse rebanho era bem nutrido, mas ao mesmo tempo dinâmico.
Finalizando eesse artigo, afirmo sem medo de errar que a Igreja de Jerusalém deve ter sido um excelente lugar de comunhão. Eles não seguiram qualquer das técnicas de marketing da atualidade, não buscaram inovações, mas sim, uma comunhão calorosa e verdadeira.
Continuaram seguindo a forma do ministério de Cristo quando aqui na terra. De forma amorosa, supriam as verdadeiras necessidades uns dos outros. Eles contavam com o ensino rico e amplo.
Havia a pregação apostólica, o partir do pão e as orações diárias. E interessante, que nada disso foi feito ou planejado com o intuito de atrair os incrédulos.
Mas, mais interessante ainda, é que novas pessoas continuavam a se converter, e o Senhor continuava acrescentando à igreja, dia após dia, os que iam sendo salvos (Atos 2:47).



Aprendamos com as Escrituras!

Pr. Magdiel G. Anselmo.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Merecem confiança os livros apócrifos?

A Constituição Dogmática sobre Revelação Divina, o Concílio Vaticano II, declarou que “Ela (a igreja) sempre considerou as Escrituras junto com a tradição sagrada como a regra suprema de fé, e sempre as considerará assim”.
Nós, cristãos evangélicos, rejeitamos a tradição como regra de fé. Quando a Igreja Católica Romana se refere ao cânon do Velho Testamento inclui uma série de livros chamados “Apócrifos”, os quais não aparecem nas versões evangélica e hebraica da Bíblia. O resultado disto foi que, na opinião popular dos católicos, existem duas Bíblias: uma católica e outra protestante. Mas semelhante asseveração não é certa. Só existe uma Bíblia, uma Palavra (escrita) de Deus.

Apócrifos, o que significa?
No grego clássico, a palavra apocrypha significava “oculto” ou “difícil de entender”. Posteriormente, tomou o sentido de “esotérico” ou algo que só os iniciados podem entender; não os de fora. Na época de Irineu e de Jerônimo (séculos III e IV), o termo apocrypha veio a ser aplicado aos livros não-canônicos do Antigo Testamento, mesmo aos que foram classificados previamente como “pseudepígrafos”.

Como os apócrifos foram aprovados:
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 para combater a Reforma protestante. Nessa época, os protestantes se opunham violentamente às doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras etc. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII.
Os reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e o Novo Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário histórico. Isto continuou até 1629. A famosa versão inglesa King James (Versão do Rei Tiago) de 1611 ainda os trouxe.
Mas, após 1629, as igrejas reformadas excluíram totalmente os apócrifos das suas edições da Bíblia, e “induziram a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, sob pressão do puritanismo escocês, a declarar que não editaria Bíblias que tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras sociedades que incluíssem esses livros em suas edições”. Melhor assim. Tinham em vista evitar confusão entre o povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo.

Há várias razões porque rejeitamos os apócrifos. Eis algumas delas:

Não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre Jesus e os judeus sobre a extensão do cânon. Jesus e os autores do Novo Testamento citam, mais de 295 vezes, várias partes das Escrituras do Antigo Testamento como palavras autorizadas por Deus, mas nem uma vez sequer mencionam alguma declaração extraída dos livros apócrifos ou qualquer outro escrito como se tivesse autoridade divina.

Historicidade
A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande, ocasionou uma nova dispersão dos judeus por todo o império greco-macedônico. Morrendo Alexandre, seu domínio dividiu-se em quatro ramos, ficando o Egito sob a dinastia dos Ptolomeus. O segundo deles, Ptolomeu Filadelfo, preocupou-se em enriquecer a famosa biblioteca que seu pai havia fundado. Muitos livros foram traduzidos para o grego. Segundo um relato de Josefo, o sumo sacerdote de Jerusalém, Eleazar, enviou, a pedido de Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72 tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do Velho Testamento, do qual traduziram o Pentateuco. A tradução continuou depois, não se completando senão no ano 150 antes de Cristo.
Essa tradução, que se conhece com o nome de Septuaginta ou Versão dos Setenta, foi aceita pelo Sinédrio judaico de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali como na Palestina e devido às tendências helenistas contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram adições e alterações e, finalmente, sete dos livros apócrifos foram acrescentados ao texto grego como apêndice do Velho Testamento. Mas os judeus da Palestina nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados.
Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos treze livros dos profetas e aos demais escritos (os quais “incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar suas vidas”), ele continua afirmando: “Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja”.

Testemunho dos pais da Igreja
ORÍGENES: No terceiro século a.D., Orígenes (que morreu em 254) deixou um catálogo de vinte e dois livros do Antigo Testamento, preservado na História Eclesiástica de Eusébio, VI: 25. Inclui a mesma lista do cânone de vinte e dois livros de Josefo (e do Texto Massorético), inclusive Ester, mas nenhum dos apócrifos é declarado canônico, e se diz explicitamente que os livros de Macabeus estão “fora desses [livros canônicos]”.
TERTULIANO: Tertuliano (160-250 d.C.) era aproximadamente contemporâneo de Orígenes. Declara que os livros canônicos são vinte e quatro.
HILÁRIO: Hilário de Poitiers (305-366) os menciona como sendo vinte e dois.
ATANÁSIO: De modo semelhante, em 367 d.C., o grande líder da igreja, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso atual cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento, exceto Ester.
JERÔNIMO: Jerônimo (340-420. a.D.) fez a seguinte citação: “Este prólogo, como vanguarda, com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os livros que traduzimos do hebraico para o latim, de tal maneira que possamos saber que tudo quanto é separado destes deve ser colocado entre os apócrifos. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque, e Judite e Tobias e o Pastor (supõe-se que seja o Pastor de Hermas), não fazem parte do cânon. Descobri o Primeiro Livro de Macabeus em hebraico; o Segundo foi escrito em grego, conforme testifica sua própria linguagem”.
MELITO: A mais antiga lista cristã dos livros do Antigo Testamento que existe hoje é a de Melito, bispo de Sardes, que escreveu em cerca de 170 d.C.
“Quando cheguei ao Oriente e encontrei-me no lugar em que essas coisas foram proclamadas e feitas, e conheci com precisão os livros do Antigo Testamento, avaliei os fatos e os enviei a ti. São estes os seus nomes: cinco livros de Moisés, Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio, Josué, filho de Num, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, os dois livros de Crônicas, os Salmos de Davi, os Provérbios de Salomão e sua Sabedoria, Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, Jó, os profetas Isaías, Jeremias, os doze num único livro, Daniel, Ezequiel, Esdras”.
É digno de nota que Melito não menciona aqui nenhum livro dos apócrifos, mas inclui todos os nossos atuais livros do Antigo Testamento, exceto Ester. Mas as autoridades católicas passam por cima de todos esses testemunhos para manter, em sua teimosia, os apócrifos!

As heresias dos apócrifos:
TOBIAS - (200 a.C.) - É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael.
Apresenta:
• justificação pelas obras – 4.7-11; 12.8.
• mediação dos Santos – 12.12
• superstições – 6.5, 7-9,19
• um anjo engana Tobias e o ensina a mentir – 5.16 a 19
JUDITE - (150 a.C.) É a história de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.
BARUQUE - (100 a.D.) - Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Mas é de data muito posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no pós-Cristo.
Traz, entre outras coisas, a intercessão pelos mortos – 3.4.
ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) - É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas heresias:
• justificação pelas obras – 3.33, 34.
• trato cruel aos escravos – 33.26 e 30; 42.1 e 5.
• incentiva o ódio aos samaritanos – 50.27 e 28
SABEDORIA DE SALOMÃO - (40 a.D.) - Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria do epicurismo (filosofia grega na era Cristã).
Apresenta:
• o corpo como prisão da alma – 9.15
• doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma – 8.19 e 20
• salvação pela sabedoria – 9.19
1 MACABEUS - (100 a.C.) - Descreve a história de três irmãos da família “Macabeus”, que no chamado período interbíblico (400 a.C. 3 a.D) lutam contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo e terra.
2 MACABEUS - (100 a.C.) - Não é a continuação de 1 Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu.
Apresenta:
• a oração pelos mortos – 12.44 - 46
• culto e missa pelos mortos – 12.43
• o próprio autor não se julga inspirado –15.38-40; 2.25-27.
• intercessão pelos santos – 7.28 e 15.14
Adições a Daniel:
Capítulo 13 - A história de Suzana - segundo esta lenda Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseado em falsos testemunhos.
Capítulo 14 - Bel e o Dragão - Contém histórias sobre a necessidade da idolatria.
Capítulo 3.24-90 - o cântico dos três jovens na fornalha.

Lendas, erros e outras heresias:
1. Histórias fictícias, lendárias e absurdas
- Tobias 6.1-4 - “Partiu, pois, Tobias, e o cão o seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre. E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias, espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele lançou-se a mim. E o anjo disse-lhe: Pega-lhe pelas guelras, e puxa-o para ti. Tendo assim feito, puxou-o para terra, e o começou a palpitar a seus pés”.


2. Erros históricos e geográficos
Esses livros contêm erros históricos, geográficos e cronológicos, além de doutrinas obviamente heréticas; eles até aconselham atos imorais (Judite 9.10,13). Os erros dos apócrifos são freqüentemente apontados em obras de autoridade reconhecida. Por exemplo: o erudito bíblico DL René Paehe comenta: “Exceto no caso de determinada informação histórica interessante (especialmente em 1 Macabeus) e alguns belos pensamentos morais (por exemplo, Sabedoria de Salomão). Tobias contém certos erros históricos e geográficos, tais como a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (1.15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomada por Nabucodonosor e por Assuero (14.15) em vez de Nabopolassar e por Ciáxares... Judite não pode ser histórico porque contém erros evidentes... [Em 2 Macabeus]. Há também numerosas desordens e discrepâncias em assuntos cronológicos, históricos e numéricos, os quais refletem ignorância ou confusão.”

3. Ensinam artes mágicas ou de feitiçaria como método de exorcismo
Tobias 6.5-9 - “Então disse o anjo: Tira as entranhas a esse peixe, e guarda, porque estas coisas te serão úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto, para que lhes bastassem até que chegassem a Ragés, cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e disse-lhe: Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de que remédio servirá estas partes do peixe, que tu me mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas, o seu fumo afugenta toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não tornam mais a chegar a eles. E o fel é bom para untar os olhos que têm algumas névoas, e sararão”.
Este ensino de que o coração de um peixe tem poder para expulsar toda espécie de demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre superstição.

4. Ensinam que esmolas e boas obras limpam os pecados e salvam a alma
a) Tobias 12.8, 9 - “É boa a oração acompanhada do jejum, dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro; porque a esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna”.
b) Eclesiástico 3.33 - “A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados”.
A salvação por obras destrói todo o valor da obra vicária de Cristo em favor do pecador.
5. Ensinam o perdão dos pecados através das orações
Eclesiástico 3.4 - “O que ama a Deus implorará o perdão dos seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua oração de todos os dias”.
O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o perdão, não é fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado.
6. Ensinam a oração pelos mortos
2 Macabeus 12.43-46 - “e tendo feito uma coleta, mandou 12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição (porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados”.
É nesse texto de um livro não canônico que a Igreja Católica Romana baseia sua doutrina do purgatório.
7. Ensinam a existência de um lugar chamado purgatório
Sabedoria 3.1-4 - “As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um extermínio; mas eles estão em paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.
A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na última parte desse texto. Afirmam os católicos que o tormento em que o justo está é o purgatório que o purifica para entrar na imortalidade. Isto é uma deturpação do próprio texto do livro apócrifo.
8. Tobias 5.15-19
“E o anjo disse-lhe: Eu o conduzirei e to reconduzirei. Tobias respondeu: Peço-te que me digas de que família e de que tribo és tu? O anjo Rafael disse-lhe: Procuras saber a família do mercenário, ou o mesmo mercenário que vá com teu filho? Mas para que te não ponhas em cuidados, eu sou Azarias, filho do grande Ananias. E Tobias respondeu-lhe: Tu és de uma ilustre família. Mas peço-te que te não ofendas por eu desejar conhecer a tua geração”.
Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade sem violar a própria lei santa de Deus. Todos os anjos de Deus foram verdadeiros quando lhes perguntado a sua identidade. Veja Lucas 1.19.

Decisão polêmica e eivada de preconceito
Resumindo todos esses argumentos, essa postura afirma que o amplo emprego dos livros apócrifos por parte dos cristãos desde os tempos mais primitivos é evidência de sua aceitação pelo povo de Deus. Essa longa tradição culminou no reconhecimento oficial desses livros, no Concílio de Trento, como se tivessem sido inspirados por Deus. Mesmo não-católicos, até o presente momento, conferem aos livros apócrifos uma categoria de paracanônicos, o que se deduz do lugar que lhes dão em suas Bíblias e em suas igrejas.
O cânon do Antigo Testamento até a época de Neemias compreendia 22 (ou 24) livros em hebraico, que, nas Bíblias dos cristãos, seriam 39, como já se verificara por volta do século IV a.C. Foram os livros chamados apócrifos, escritos depois dessa época, que obtiveram grande circulação entre os cristãos, por causa da influência da tradução grega de Alexandria. Visto que alguns dos primeiros pais da igreja, de modo especial no Ocidente, mencionaram esses livros em seus escritos, a igreja (em grande parte por influência de Agostinho) deu-lhes uso mais amplo e eclesiástico. No entanto, até a época da Reforma esses livros não eram considerados canônicos. A canonização que receberam no Concílio de Trento não recebeu o apoio da história. A decisão desse Concílio foi polêmica e eivada de preconceito.

Que os livros apócrifos, seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que tiverem, não são canônicos, o que se comprova pelos seguintes fatos:
1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do Novo Testamento.
3. A maior parte dos primeiros grandes pais da igreja rejeitou sua canonicidade.
4. Nenhum concílio da igreja os considerou canônicos senão no final do século IV.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata, rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a presente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras.
Em virtude desses fatos importantíssimos, torna-se absolutamente necessário que os cristãos de hoje jamais usem os livros apócrifos como se fossem Palavra de Deus, nem os citem em apoio autorizado a qualquer doutrina cristã. Com efeito, quando examinados segundo os critérios elevados de canonicidade estabelecidos, verificamos que aos livros apócrifos faltam:

1. Os apócrifos não reivindicam ser proféticos.
2. Não detêm a autoridade de Deus. O prólogo do livro apócrifo Eclesiástico (180 a.C.) diz: “Muitos e excelentes ensinamentos nos foram transmitidos pela Lei, pelos profetas, e por outros escritores que vieram depois deles, o que torna Israel digno de louvor por sua doutrina e sua sabedoria, visto não somente os autores destes discursos tiveram de ser instruídos, também os próprios estrangeiros se podem tomar (por meio deles) muito hábeis, tanto para falar como para escrever. Por isso, Jesus, meu avô, depois de se ter aplicado com grande cuidado à leitura da Lei, dos profetas e dos outros livros que nossos pais nos legaram, quis também escrever alguma coisa acerca da doutrina e sabedoria... Eu vos exorto, pois, a ver com benevolência, e a empreender esta leitura com uma atenção particular e a perdoar-nos, se algumas vezes parecer que, ao reproduzir este retrato da soberania, somos incapazes de dar o sentido (claro) das expressões”. Este prólogo é um auto-reconhecimento da falibilidade humana. (grifo acrescentado)

Diante de tudo isso, perguntamos: “Merecem confiança os livros Apócrifos?” A resposta obvia é: NÃO!

Natureza e número dos apócrifos do Antigo Testamento:
Há quinze livros chamados apócrifos (quatorze, se a Epístola de Jeremias se unir a Baruque, como ocorre nas versões católicas de Douai). Com exceção de 2 Esdras, esses livros preenchem a lacuna existente entre Malaquias e Mateus e compreendem especificamente dois ou três séculos antes de Cristo.
Significado das palavras cânon e canônico
CÂNON - (de origem semítica, na língua hebraica “qãneh” em Ez 40.3; e no grego: “kanón”, em Gl 6.16") tem sido traduzido em nossas versões em português como “regra”, “norma”. Literalmente, significa vara ou instrumento de medir.
CANÔNICO - Que está de acordo com o cânon. Em relação aos 66 livros da Bíblia hebraica e evangélica.
Significado da palavra Pseudoepígrafado
Literalmente significa “escritos falsos” - Os apócrifos não são necessariamente escritos falsos, mas, sim, não-canônicos, embora também contenham ensinos errados ou hereges.

Diferença entre as Bíblias hebraicas, protestantes e católicas

1. Bíblia hebraica [a Bíblia dos judeus]
a) Contém somente os 39 livros do VT
b) Rejeita os 27 do NT como inspirado, assim como rejeitou Cristo.
c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata (versão Católica Romana).
2. Bíblia protestante
a) Aceita os 39 livros do VT e também os 27 do N.T.
b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos.
3. Bíblia católica
a) Contém os 39 livros do VT e os 27 do N.T.
b) Inclui, na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.
A seguir, a lista dos que se encontravam na Septuaginta:
1. 3 Esdras
2. 4 Esdras
3. Oração de Azarias
4. Tobias
5. Adições a Ester
6. A Sabedoria de Salomão
7. Eclesiástico (Também chamado de Sabedoria de Jesus, filho de Siraque).
8. Baruque
9. A Carta de Jeremias
10. Os acréscimos de Daniel
11. A Oração de Manassés
12. 1 Macabeus
13. 2 Macabeus
14. Judite

Bibliografia:
1. Merece Confiança o Antigo Testamento?, Gleason L. Archer. Jr. Ed. Vida Nova.
2. Introdução Bíblica, Norman Geisler e William Nix. Ed. Vida.
3. Panorama do Velho Testamento, Ângelo Gagliardi Jr. Ed. Vinde.
4. O Novo Comentário da Bíblia vol I, vários autores. Ed. Vida Nova.
5. Evidência Que Exige um Veredicto vol I, Josh McDowell. Ed. Candeia.
6. Os Fatos sobre “O Catolicismo Romano”, John Ankerberg e John Weldon. Ed. Chamada da Meia-Noite.
7. O Catolicismo Romano, Adolfo Robleto. Ed. Juerp.
8. Estudos particulares de, Pr. José Laérton - IBR Emanuel - (085) 292-6204.(internet)
9. Estudos particulares de, Paulo R. B. Anglada.(internet)
10. Teologia Sistemática, Green. Ed. Vida Nova.
11. Anotações particulares de Paulo Cristiano.
12. Anotações e estudos particulares do Pr. Magdiel G Anselmo.
13. Apostila de Introdução Bíblica da ETENAC, curso de Teologia. Autor: Prof. Magdiel G Anselmo.
14. Artigo do Instituto Cristão de Pesquisas ICP - autor: Paulo Cristiano.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A MARIA DA BÍBLIA E A MARIA DA IGREJA ROMANA

Vez por outra ainda encontro pessoas ou leio textos que afirmam que os não católicos (principalmente os evangélicos e protestantes), desprezam Maria e a “colocam de lado”, menosprezando o que realizou.
É óbvio que afirmam isso sem conhecimento, pois se tivessem um mínimo de vontade de averiguar se esta afirmação é verdadeira rapidamente mudariam de idéia e concepção.
Mas, não é isso que vemos na grande maioria das vezes. Por isso resolvi postar este artigo sobre Maria para auxiliar aqueles que desconhecem, o que realmente pensamos e cremos.
 
Como teólogo cristão tenho na Palavra de Deus a regra de fé e prática é a ela que recorro para expor esse tema:
1. O que a Bíblia revela acerca de Maria.
 a) Desposada com José (Mateus 1: 18; Lc. 1: 27)
 b) Recebe o anúncio do nascimento de Jesus (Lucas 1: 26-28)
 c) Visita Isabel, sua prima. (Luc. 1: 39-45)
 d) “O Magnificat”. (Lucas 1: 46-54)
 e) Vai a Belém. (Lucas 2: 4,5)
 f) Dá a luz a seu primogênito (Mat. 1:25; Luc. 2:7)
 g) Encontra Jesus no Templo (Luc. 2: 41-51)
 h) Presente na casamento em Cana. (João 2: 1-5)
 i) Preocupa-se com o ministério de Jesus (João 3: 31-35)
 j) Junto à cruz (João 19: 25-27)
 k) Na companhia dos discípulos (Atos 1:14)

Esses dados foram extraídos da Bíblia Sagrada e isto é tudo que a Bíblia revela sobre Maria, a mãe de Jesus. Qualquer pessoa ou cristão leitor regular da Bíblia, ou que tenha um conhecimento básico das Escrituras , jamais aceitará o ensino sobre Maria, da Igreja Romana, pois se trata de um ensino particular dessa religião. Ao observarmos ainda os três primeiros “Credos” da Igreja, notamos que todos possuem fundamentação na Bíblia, exemplo:

1) Doutrina da Santíssima Trindade (Mat. 28: 19; 1 Cor. 12:4-6; 2 Cor. 13:13; Ef. 4:4-6)

2) Doutrina da Divindade do Senhor Jesus Cristo ( Mat. 1:23 comp. Is. 7:14; Is. 9:6; Jr. 23:5,6; Zc. 14:5; Jo. 1:1-3, 5:18, 8:58, 10:30-33; 20:28; Rom. 9:5; 2 Cor. 5:19; Fp. 2:6; Col. 2:2,9; 2 Tess. 2; 1 Jo. 5:20; Apoc. 1:7,8)

Dessa forma, verifica-se que o ensino sobre Maria propagado pela Igreja Protestante e Evangélica baseia-se no que a Palavra de Deus nos revela, já isso não ocorre no ensino católico romano sobre o mesmo tema.

2. O ensino da Igreja Romana:

 a) Maria, concebida sem pecado (dogma da imaculada concepção).
 b) Maria, assunta aos céus (dogma da ascenção de Maria)

 Qual a base bíblica para tais crenças e dogmas? Não existe.

3. Respondendo aos dogmas católicos:
-Com relação ao dogma da imaculada concepção de Maria, os católicos procuram justificar com dois argumentos principais:

Primeiramente, ensinam que Maria é aclamada pelo anjo Gabriel como uma mulher “cheia de graça”. Entendem, então, que Maria nunca esteve sujeita ao pecado e, por conseguinte, não conheceu a corrupção na sepultura, sendo glorificada não só na alma, mas também no corpo.
Todavia, a tradução “cheia de graça”, na saudação do anjo Gabriel, não está correta. Maria foi saudada pelo anjo com a expressão: “salve, agraciada” (Lc. 1:28), portanto, ela não foi “cheia de graça”, mas altamente agraciada, favorecida por Deus por ter sido escolhida para ser mãe de Jesus.
O cântico de Maria, entoado pelos seus próprios lábios, dá margem para se admitir que ela reconheceu sua condição de igualdade com todos os demais seres humanos pecadores (Lc. 1: 46-48).
E, quem precisa de Salvador é um pecador, e foi justamente esse o caso de Maria, que se incluiu na condição de todos os seres humanos (Rom. 3:23). Não disse que era senhora, mas, antes, que era uma serva de Deus.
 Os catedráticos católicos ainda ensinam que a carne da mãe e a carne do filho são uma só carne. Conseqüentemente, deve ter tocado em Maria a mesma sorte gloriosa para que fosse assunta aos céus.
 Temos de concordar que a natureza humana de Jesus foi em tudo idêntica à de Maria, porém, a forma da geração de seus corpos ocorrer de forma completamente diferente.
 Se Maria realmente foi imaculada na sua concepção, isso obrigatoriamente implicaria em que o mesmo tivesse ocorrido com seus pais, avós, bisavós, ou seja, com toda a linhagem genealógica passada, o que nenhum teólogo católico se aventura a defender. Por outro lado, como a Bíblia indica, Jesus não precisou desta prerrogativa, pois foi concebido miraculosamente no ventre de Maria pelo Espírito Santo (Lc. 30-35).

-Com relação à ascenção de Maria, não aceitamos porque:
a) Ausência de evidência no Evangelho de João (João 3:13)
b) Ausência de evidência em Paulo (Gl. 4:4; 1 Cor. 15:23)
c) Ausência de evidência na carta aos Hebreus (Hb. 4:14-16)
d) Ausência de evidência nos primórdios da Igreja Cristã

Enfim, excetuando-se os casos excepcionais de Enoque (Gen. 5:24) e Elias (2 Reis 2:11), a única ascenção aos céus que encontramos na Bíblia é a de Cristo (Atos 1: 9-11).

Veja mais claramente as diferenças entre a crença católica e o registro bíblico:

MARIA, MÃE DE DEUS (ensino católico)
Concílio de Éfeso (431)

MARIA, MÃE DE JESUS (ensino bíblico)
Mateus 1: 18-25

MARIA SEMPRE VIRGEM (ensino católico)
Dogma aceito no século 4.

MARIA TEVE OUTROS FILHOS (ensino bíblico)
Mat. 12: 46-50; Mc. 3: 31-35; 6:3,4; Lc. 6:3,4

MARIA IMACULADA (ensino católico)
Foi concebida e nasceu livre do pecado.
Dogma declarado pelo papa Pio IX em 1854.

MARIA NASCEU SOB O PECADO (ensino bíblico)
Luc. 1:47; ROM. 3: 23; 5: 12.

MARIA, ASSUNTA AOS CÉUS (ensino católico)
O corpo de Maria subiu ao céu. .
Dogma declarado pelo papa Pio XII em 1950.

MARIA AGUARDA A RESSURREIÇÃO (ensino bíblico)
1 Tess. 4: 13-18

Aqui vemos a diferença da Maria da Bíblia Sagrada, inspirada pelo Espírito Santo e da Maria criada pela Igreja Romana. Assim, a Igreja Romana na ansiedade de defender e “provar” seus ensinos sobre Maria, tornou-se Mariocêntrica.

Veja outros exemplos que confirmam essa minha afirmação:
a) O terço romano: são 50 décimas, e para cada 10 ave-marias um Pai-nosso, assim dá: 50 ave-marias e dez Pai-nossos. Ora-se mais a Maria do que a Deus.
b) Existem mais igrejas romanas em honra, louvor, adoração e homenagem a Maria, que a Jesus Cristo. No Brasil e no mundo, existem igrejas romanas dedicadas a Maria primeiramente e depois em honra aos santos e finalmente a Jesus.
c) Até na idolatria, ou na confecção de imagens de esculturas, fazem-se mais imagens de Maria que de Jesus. d) Há mais aparições, sonhos, revelações dos adeptos da igreja romana de Maria, que de Jesus.

Ao contrário da Mariolatria da igreja romana que tenta mas não consegue (por que isso nunca ocorrerá) com seus dogmas e ensinos colocar Maria no mesmo patamar de Cristo e às vezes até acima dele, pois como vimos se ora ou reza mais a Maria do que ao próprio Jesus Cristo, os que levam em alta consideração o registro e revelação bíblica têm por Maria o mesmo amor e respeito que tem por todos os outros irmãos em Cristo.
Não a desprezamos nem a colocamos de lado, ao contrário a respeitamos e a consideramos instrumento usado por Deus, assim como fazemos com Paulo, Pedro, João e todos os demais homens e mulheres mencionados na Bíblia, assim como todos nossos irmãos em Cristo em todas as eras e tempos. A diferença é que a colocamos no lugar que ela deve sempre estar, ou seja, como serva, escrava de Deus como todos os demais que seguem e servem a Cristo.
 E como já afirmei algumas vezes, Maria para muitos é como se fosse a quarta pessoa da Trindade (e não estou sendo grosseiro aqui, mas apenas constatando um fato já confirmado pelo que expus), pois com o conceito de mãe de Deus, defendido pela igreja romana, tende-se a pensar em sua igualdade ou superioridade com relação à pessoa de Cristo, diferentemente dos que entendem que somente Deus é digno de veneração, adoração, louvor, honra, glória e alvo de súplicas e orações e somente Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens e o único que tem poder para perdoar pecados e salvar pecadores do inferno, como a Bíblia nos ensina.
Dito isso, consideramos Maria uma mulher abençoada, agraciada e nossa irmã. E nada além disso.

Para os que não concordam com isso, aconselho a ler a Bíblia e crescer em conhecimento e se Deus assim permitir também em Graça, pois a salvação em Cristo e o perdão dos seus pecados estão em conhecer a Cristo e se render aos seus pés. Ainda dá tempo (João 3:16). Arrependa-se e receba Jesus como seu único e suficiente Salvador! Ele é o único mediador entre Deus e homens !
 
Deus nos abençoe,
Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim.

Essa declaração e versículo são lindos (Gálatas 2: 20), mas tem gente que ainda não entendeu a profundidade dessa revelação bíblica. Um fator interessante a se levar em alta consideração está imediatamente antes do texto mencionado, quando Paulo afirma que "Está crucificado com Cristo" (vs.19).
Quando digo que tem gente que ainda não entendeu as implicações dessa declaração o faço porque observo que já há algum tempo, uma forma de atuação muito usada por grandes movimentos “evangélicos” da atualidade é a ideologia de que para seguir a Cristo não é necessário mudanças radicais de nenhuma espécie, pois isso se caracterizaria como uma forma de opressão ou até de desrespeito a privacidade e liberdade das pessoas.
Então, basta apenas se pronunciar “cristão evangélico”, freqüentar uma reunião semanal em uma comunidade “evangélica”, participar de uma ou mais "campanhas" (e tem várias, é só escolher o cardápio), deixar alguns costumes antigos que o tornavam “muito ímpio”, obedecer às revelações e profecias dos "profetas de plantão" existentes (não importa se contrariam a Bíblia.), ter em casa vários CD's de cantores e ouví-los em volume máximo diariamente  (os vizinhos tem que ouvir) e comprar uma bela Bíblia, de preferência aquela que foi anunciada na mídia “gospel”.  
Resumindo, basta ser superficialmente religioso.
Desta forma, segue-se uma prática religiosa que produzirá a princípio, algum conforto a pessoa, preenchendo o vazio que havia em seu íntimo, pelo menos é o que a pessoa pensa.
Nas Igrejas e movimentos “evangélicos” que adotam esta forma de atuação, os cultos são geralmente muito animados, com muita música e apresentações diversas, proporcionando ao freqüentador um agradável final-de-semana.
A pregação é recheada de chavões e frases de impacto sobre assuntos e temas que afligem a grande maioria das pessoas. São verdadeiras palestras de auto-ajuda, de positivismo e de "afago do ego". Promessas e mais promessas são comunicadas, mas sem a necessidade de nenhum compromisso ou mudança séria, a não ser, é claro, a obrigação de frequencia e contribuição financeira.
Muitos destes freqüentadores se tornam fiéis dizimistas e ofertantes, pois sabem que são eles que mantêm esta seqüência de agradáveis dias e de entretenimento semanal. Contribuem então, não pela ou para obra de Deus, mas com um interesse pessoal em que o "show não acabe".
A liderança destas Igrejas afirma que agem assim pois não querem pressionar as pessoas a mudarem "na marra", não desejam aborrecê-las. Preferem deixá-las por elas mesmas tomarem suas decisões. Ressaltam que o crente é livre e não pode ser escravo de organizações ou doutrinas, desta forma adotam a política “venha como estás, e se preferir permaneça assim”. 

Sendo assim, ensinam seus membros que não precisam mudar de atitudes quanto à sua vida profissional: podem continuar com caixa dois, com as notas frias, com a desonestidade, a corrupção. Não precisam mudar na sua vida pessoal: podem não perdoar as pessoas, podem não amar os inimigos, podem pagar o mal  com o mal. Não precisam mudar certos costumes e práticas antigas como freqüentar lugares não recomendados para crentes verdadeiros, ouvir músicas de pessoas reconhecidamente hereges e diabólicas, ter amizades profundas ou sociedades com pessoas que não tem a mesma fé e princípios e valores para a vida. Não precisam parar de mentir, de se vestir como se veste o artista da moda ou de falar gírias que tem como significado palavras torpes e de baixo calão, enfim, se não quiser mudar nada, tudo bem, o que importa é o interior.

O que estas Igrejas não percebem é que o exterior mostra o que se tem no interior.
As pessoas, mesmo as mais talentosas em representar, não conseguem  enganar  por muito tempo. Uma pessoa pode se vestir, falar, cantar, fazer tudo como um crente fiel  por algum tempo, mas se não for  verdadeiramente convertido, chegará o momento em que não suportando mais, revelará a todos sua real situação e seu íntimo.

Por isso digo: "Não é difícl ser crente, o difícil é desejar ser crente não o sendo."




Porém, quem é de Deus e foi salvo por Ele, não muda somente por dentro, pensar assim é um assombroso equívoco, quem é salvo é transformado por completo, tudo muda. Muda o semblante, muda o jeito de falar, muda o jeito de se vestir, muda o jeito de se portar, muda a forma de pensar, de agir, de conversar, muda tudo.

Não há como alguém ser salvo e ser somente transformado interiormente e não exteriormente, o corpo é a forma de expressão do espírito do homem, e o homem salvo por Cristo expressa em seu corpo toda a glória de Deus, mesmo sendo ele um pecador sujeito a falhas.

O Espírito Santo habitando em seu interior começa a dirigir todos os sentidos do crente, levando-o a compreender que as formas e práticas antigas não condizem com sua nova vida em Cristo. Mesmo entendendo que inicialmente há um grande conflito pois este crente está aprendendo a agradar a Deus, isso não é justificativa para viver na prática antiga do pecado sem nenhum tipo de desconforto ou angústia por estar entristecendo o Espírito Santo.
É absurdo imaginar um crente verdadeiramente salvo, viver de uma forma totalmente inadequada aos princípios e valores de Deus tranquilamente e mais, ainda defendendo que esta é uma forma correta de se propagar as Boas Novas de Salvação. Isso é inaceitável para qualquer crente que seriamente lê sua Bíblia e tem uma vida de intimidade com o Senhor.
O que estas Igrejas e movimentos “evangélicos” causam é um sentimento de total banalização do Cristianismo, fazendo-o mais uma mera filosofia de vida sem qualquer tipo de envolvimento mais sério e concreto. O pior é que a grande maioria das pessoas que freqüentam regularmente estes locais pensam estar no caminho certo e não tem a noção do grave erro que cometem.
A responsabilidade por estas vidas estarem assim é em grande parte de seus líderes, muitos destes  conhecem o Evangelho e foram salvos por Cristo, mas pela ganância e busca pelo poder não o transmitem como a eles foi transmitido. Serão duramente cobrados desta forma desonesta de agir pelo Senhor da Igreja. Mas, também os que são enganados tem a sua dose de culpa. São responsáveis pelos seus atos diante de Deus.
Com o ensino da falta de envolvimento e compromisso, os que são verdadeiramente salvos vagueiam no deserto cheio de problemas e aflições terríveis, levam uma vida da forma mais difícil para qualquer crente, pois não são ensinados a agir e tomar posições biblicamente falando, os princípios não são comunicados, não são alimentados.
Vivem muitas vezes de sonhos, visões e das tais "revelações" tão propagadas em ambientes onde não se tem um alimento sólido (Palavra de Deus) pregado e ensinado constante e sistematicamente.
Por isso, são crentes anêmicos, famintos e seguem assim até o dia em que entendam a Palavra de Deus e esse entendimento os faça mudar de endereço eclesiástico. Aprenderão então, serão alimentados e ensinados como viver uma vida abundante, sem necessariamente serem ricos materialmente, porém, aprenderão a ter uma vida de riquezas espirituais de todas as formas.
As demais pessoas freqüentadoras não salvas continuarão ali sendo manipuladas e fazendo parte desse grande engodo e ilusão.

Este tipo de organização somente causa vergonha e transtornos ao povo e obra evangélica em geral, pois a todo o momento vê-se escândalos de pessoas que se pronunciavam evangélicas nestes locais e logo a seguir seus testemunhos as denunciaram como farsantes. Não é incomum ocorrerem adultérios, fornicação e roubos por parte dos líderes nesses lugares. E esse procedimento cria discípulos que propagam os mesmos pecados. Já diz a Bíblia que um abismo chama outro abismo.

Também não é incomum muitas pessoas terem profundas feridas na alma causadas pela decepção quando entenderam o Evangelho e saíram dessas pretensas organizações ditas evangélicas. A multidão de crentes sem igreja confirma isso.
Certamente estas igrejas e líderes não obedecem ao plano de Deus para Sua Igreja e para a humanidade e  estão sujeitos a correção e disciplina do Senhor que será implacável.
O Deus misericordioso e gracioso que nos salva e nos promete uma vida eterna com Ele, é ao mesmo tempo juiz.
Os atos que cometemos aqui, prestaremos contas. Deus é justo.
Obedecer de princípio é a melhor forma, que tal a escolhermos?

"Se Cristo vive em mim, já não sou o mesmo de antes.
Sou transformado.
Sou parecido com Cristo."

Deus nos abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Por que muitos irmãos sofrem além do que deveriam?

Qual a razão do sofrimento de muitos de nossos irmãos?
Boa pergunta, muitos diriam.

Deus sempre deseja nos abençoar. Isso é um fato!
Mas, por que então tantas pessoas que afirmam que são crentes sofrem e tem uma vida de derrotas, escassez e angústia. Como responder a esses questionamentos? Onde encontraremos as respostas?
Será numa visão, num sonho...? Será em nossa intuição? Será nosso destino viver assim?
Para não perdemos tempo, respondo a isso da seguinte forma sem medo de errar:





Todas as respostas para nossos questionamentos, dúvidas, dilemas e conflitos estão já reveladas na Palavra de Deus. Está tudo lá, basta buscarmos essas respostas com responsabilidade, dedicação e temor.

Dito isso, vamos buscar então na Palavra de Deus, na Bíblia Sagrada, as respostas para a questão que apresentamos: Porque tantos irmãos sofrem muito mais além do que deveriam? Digo isso porque a Bíblia afirma que teremos aflições (problemas, dificuldades, imprevistos), ou seja, sofrimento. Mas, há pessoas que acumulam e acrescentam outros tantos a esse sofrimento que é inevitável.

Estudemos o texto de Hebreus 12: 1-13.

Vers. 1, Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,
Ver: 2-Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
Ver: 3-Considerai pois aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.
Ver: 4-Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.
Ver: 5-E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos; Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido;
Ver: 6-Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.
Ver: 7-Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?
Ver: 8-Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.
Ver: 9-Além do que tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?
Ver: 10-Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
Ver: 11-E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.
Ver: 12-Portanto tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados,
Ver: 13-E fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente, antes seja sarado.

1) Porque estão embaraçados no e pelo Pecado (vs. 1).

Muitos estão sofrendo porque estão embaraçados nos pecados. Não desejam deixar os pecados (mesmo depois de convertidos). Para eles, é muito complicado mudar essa realidade. Faz-se necessária renúncia, transparência e se expor. E isso é quase impossível de se realizar, pensam.
O mundo está contaminado. O pecado é praticado, promovido e aceito. E temos que tomar cuidado para não pactuarmos com toda essa sujeira.
Por isso devemos buscar uma vida de santidade (vs. 14).


Algumas perguntas aqui são relevantes para uma auto-análise:


a) O que mudou na sua vida depois que conheceu a Cristo?
b) Mudou apenas a aparência (ter uma Bíblia, ir a igreja, cantar hinos...)?
c) Seus hábitos mudaram? Sua forma de falar mudou? Seu comportamento mudou?
d) Seus pensamentos mudaram?
Tem que ter havido mudanças nos procedimentos, princípios e valores. Não somente a “casca”, mas também a essência, o conteúdo. Tem que ter havido transformação.


 

Deus não quer apenas superfície. Ele exige profundidade!

Por exemplo:
• Você deixou de ser egoísta (só pensa em si mesmo). (2 Tim. 3:2)
• Você deixou de ser mentiroso. (Apoc. 21:8; Colos. 3:9)
• Você deixou de ser arrogante, orgulhoso. (2 Tim. 3:2; Prov. 13:10; 16:18)
• Você deixou de ser maledicente (fofoqueiro) (Colos. 3:8)
• Você deixou de ser insubmisso e rebelde. (Rom. 13)
• Você deixou de ser desonesto, injusto.
Você passou a ouvir mais e falar menos. Passou a buscar compreender as pessoas.
• Você deixou de ser implacável com as pessoas (passou a perdoar?)


2) Porque pararam de olhar para Jesus (Vs. 2)

Pararam de olhar e de ouvi-lo. Não valorizam o Seu sacrifício na cruz  (considerai (vs. 3).
Não conseguem perceber o mover de Deus e muito menos a Sua vontade. Perderam a sensibilidade espiritual. Isso tudo devido a prática do pecado que cega o entendimento das pessoas para as coisas de Deus. 






3) Porque menosprezam, não entendem a correção de Deus (Vs. 4-11)

Na verdade não aceitam!
Como Deus corrige?
• Pela Palavra (não aceitam quando Deus fala, orienta...)
• Através de pessoas (não aceitam conselhos. Não são ensináveis.)
• Através de situações (Não entendem que muitas vezes o desemprego, enfermidades e coisas semelhantes são correções de Deus visando o quebrantamento, arrependimento e confissão de pecados. Entenda o açoite de Deus.)


Perceba Deus lhe corrigindo e conserte o que está errado! (vs. 12,13).

Como fazer isso então?
a) Não se guie pela sua consciência. Ela pode estar cauterizada pelo pecado. Guie-se pela Palavra de Deus.
b) Não se guie pela aparente felicidade. Nem sempre o que traz felicidade é correto.
c) Mude de atitudes com relação a Deus. Não seja somente um ouvinte, um observador. Passe a ser um praticante. Tenha compromisso com a Palavra de Deus.
d) Mude de atitudes com relação ao pecado. Deixe-o já!

(...) fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente, antes seja sarado.

Deus nos abençoe,
Pr. Magdiel G Anselmo.
Sermão proferido pelo pr. Magdiel G Anselmo
na Igreja Presbiteriana Nova Aliança em Cristo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Construindo Pontes, Destruindo Muralhas.


Respondeu Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.
João 14: 6

Os jornais sempre estão noticiando os estragos que as chuvas estão fazendo em alguns estados brasileiros e mesmo em outros países. Casas, pontes, carros, animais e pessoas são muitas vezes arrastadas pelas águas causando mortes, destruição e muito sofrimento.
Os locais das tragédias são por vezes, de difícil acesso, e para chegar o socorro aos locais atingidos é necessário reconstruir pontes, improvisar algumas e, quando não se consegue, os helicópteros entram em ação fazendo verdadeiras pontes aéreas.
Chama-me atenção a importância das pontes para a comunicação entre as pessoas, como meio de atender aos feridos e desabrigados, levando e trazendo informações, reencontrando pessoas, levando víveres, enfim levando e trazendo vida a todos esses lugares.

Uma lição e um princípio aprende-se:

Quando uma ponte cai, privando-nos da comunicação com as demais pessoas, os prejuízos são terríveis.

Se utilizando dessa ilustração e aplicando esse ensino em nosso dia-a-dia, vemos que muitas pontes são derrubadas e outras estão prestes a ruir por causa do péssimo estado de conservação e pela total ausência de manutenção. Essa destruição ou falta de manutenção podem passar a ocorrer por causa de pessoas que nos ofendem por palavras, atos ou omissões, ou ainda por situações que nos deixaram irritados, decepcionados e até feridos.

Em conseqüência dessas ações e situações que nos deixaram contrariados, nossa reação foi derrubar as pontes que nos uniam e nos ligavam as pessoas que nos causaram esses males e, sendo assim, tornou-se impossível (em nosso entendimento) nossa convivência harmônica com essas pessoas.

E se prosseguirmos com essa desconstrução de pontes que nos ligavam as demais pessoas e não aplicarmos o ensino de Jesus perdoando e suportando, iniciaremos a construção de muralhas, barreiras e obstáculos entre nós, nossos irmãos e até com familiares.
Esta construção de edificações que nos separam faz com que nossa vida seja triste, amargurada, e isolada do prazer do amor e da boa convivência e comunhão.

Já pensou se parássemos de construir obstáculos, e iniciássemos um processo de construção e em alguns casos, reconstrução das pontes que nos ligavam aos nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos e até com nossos inimigos?
Certamente essa atitude ensinada na Palavra de Deus nos tornaria pessoas muito mais felizes e abençoadas, segundo o ponto de vista de Deus.
Por que digo isso?
Porque a maior ponte foi construída pelo Senhor Jesus Cristo, quando morreu na Cruz do Calvário restabelecendo o relacionamento entre o homem e Deus. Ele sim é o grande construtor de pontes e deseja nos ensinar com seu exemplo.
Agora só depende de você.


Quer ser feliz? Quer agradar a Deus?

Comece a reconstruir as pontes caídas, derrube as muralhas e passe a amar as pessoas incondicionalmente como Cristo nos ama.








“Mas Deus prova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.
Romanos 5 -8.

Amém.


Sermão pregado pelo Pr. Moysés Anselmo
e adaptado pelo Pr. Magdiel G Anselmo para o blog.
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