segunda-feira, 30 de abril de 2012

Oito Classes de Fracassados

"Quanto porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte."
Apocalipse 21: 8
Neste texto bíblico, o Senhor nos revela oito classes de pessoas fracassadas que herdarão o inferno.
Quando lêmos esse versículo, sempre pensamos em pessoas que estão longe do convívio e do ambiente cristão, porém, não estão tão longe assim...
Vamos analisar cada classe mencionada e verificar quais as características que nos ajudam a encontrá-los.
Vejamos então...



1) Os Covardes
A covardia pode ser descrita por medo de alguma coisa ou de alguém como no caso daqueles soldados do exército de Gideão que Deus mandou voltar. Entretanto, também pode ser entendida como um ato desleal contra alguém que nunca esperaria traição vinda daquela pessoa. A covardia então nesse caso está diretamente ligada a deslealdade ou traição. E esse tipo de atitude pode ser observada e identificada em várias situações, contextos e ambientes (profissional, escolar, nos relacionamentos interpessoais e também, lamentavelmente na própria igreja).
Podemos entender então que pessoas desleais e traiçoeiras e por isso, covardes, estão fadadas ao inferno.

2) Os Incrédulos
Certamente aqui se está mencionando aqueles que não creram e não crerão em Deus. Que não foram salvos. Mas, é no mínimo curioso pessoas que professam sua fé em Cristo não acreditarem na Palavra de Deus. Digo isso, pois muitos asseveram crer na Palavra, porém não obedecem o que ela nos revela. Vivem como se Deus não os visse e não soubesse de suas vidas impuras e cheias de pecados não confessados.
Os ímpios não irão para o céu, mas muitos que dizem: "Senhor, Senhor..." também não irão, pois na verdade nunca foram salvos.
A advertência bíblica é de que aquele que ama a Deus deve obedecê-lo. É sinal de veracidade de sua salvação em Cristo.

3) Os Abomináveis
A Bíblia menciona algumas atitudes que Deus considera abomináveis como quem semeia contenda entre irmãos ou ainda o homossexualismo (Deus por sua causa destruiu Sodoma e Gomorra) e outros... Enfim, existem vários textos bíblicos que mencionam coisas abomináveis. Em uma postagem aqui no blog (Coisas detestáveis e abomináveis) escrevi mais detalhadamente sobre isso. Em todos esses casos, o inferno é o destino de pessoas que os cometem. Será que dentro de nossas igrejas existem pessoas que vivem a semear contenda entre irmãos, ou seja, gostam de uma confusão, intriga, briga e discussão entre irmãos? Podemos facilmente relacionar ou vincular os que assim procedem com os "fofoqueiros e maledicentes". Penso que fazem parte da mesma "turma" que habitará o inferno por toda a eternidade.

4) Os Assassinos
Claro que o primeiro aspecto do assassinato é o de matar alguém, tirar uma vida ou mais de uma. Porém, a Bíblia afirma que aquele que odeia seu irmão também é um assassino, um homicida (João 3:15). É muito mais profundo do que muitos imaginam. O ódio não deve fazer parte da vida de um cristão pois o que dele se farta não tem a vida eterna, ou seja, não será contado com os salvos. Mas, será que existem dentro de nossas igrejas pessoas que se odeiam? A resposta é tão triste e real quanto a pergunta.

5) Os Impuros
A falta de pureza tem permeado as comunidades cristãs. As coisas profanas tem se estabelecido no arraial tal qual o bezerro estimulado por Arão. A falta de pureza tem tudo a ver com a falta de temor a Deus, com a total ausência de respeito as coisas de Deus. A reverência tem sido substituída pelas brincadeiras e pelo show. Já não se respeita a casa de Deus. Já não se respeita o homem de Deus (se bem que muitos não se dão ao respeito) mas tal qual fez Davi, destronar Saul não era sua competência ou atribuição, mas sim de Deus. O inferno será o triste fim dos "brincalhões, profanos e  artistas" que tanto prejudicam a obra de Deus.

6) Os Feiticeiros
Será possível um crente ser feiticeiro? Será possível um "filho de Deus" usar feitiçaria ou magia na sua vida cotidiana? Lamentavelmente é possível sim. Muitos sem saber praticam feitiçarias tal qual os feiticeiros em outras religiões. Basta observar alguns dos termos utilizados e atitudes utilizadas e propagadas como: oração forte, reuniões de descarrego, quebra de maldições, cura interior, uso do sal grosso, unção de todos os tipos, uso de roupas brancas tal qual os "pais de santo", uso de amuletos, histerismo, etc...
Isso não é Evangelho. Isso não é mover do Espírito Santo. Isso é feitiçaria !

7) Os Idolátras
A idolatria é uma praga a combater na comunidade evangélica. Muito mais que adorar um objeto, estátua ou quadro como fazem em tantas outras religiões, muitos crentes adoram pessoas como se fossem verdadeiros santos e deuses. Isso causa muita confusão e problemas, pois todas as pessoas são imperfeitas e cometem enganos, equívocos e vamos falar claro, pecados. E quando se confia nas pessoas sem reconhecer isso acaba-se por decepcionar ou desanimar. E para não falar dos tais "artistas gospels" que possuem (não se surpreenda) "fãs" e fazem de tudo para agradá-los compondo músicas sem a mínima preocupação com a fidelidade às Escrituras. O que importa é vender CD's, DVD's e aparecer na TV. Criam uma multidão de "crentes idólatras" que seguem sem pestanejar seus "artistas" também idólatras.
Aqui vale uma ressalva: Creio e apoio firmemente o ministério de louvor e adoração. Creio que realmente existam ministros de louvor, integrantes de grupos ou equipes de louvor que são verdadeiros adoradores. Entretanto, não consigo relacionar esse ministério com o que vejo nas livrarias e na mídia. Os verdadeiros adoradores estão na igreja, não na mídia, pode ter certeza disso. Estes são os de João 4: 23,24. Os outros, infelizmente, em sua imensa maioria cederam a corrupção do pecado da idolatria.

8) Os Mentirosos
Quem mente tem parte com o diabo. Mentir, enganar, iludir, fingir são todas características de pessoas que não cresceram na fé e muito menos no conhecimento de Deus pois repercutem a personalidade de satanás (ele é o pai da mentira). É difícil entender um crente que vive a mentir. Um crente que a mentira faz parte de sua vida como se fosse algo normal e natural para todos os demais. Mas será que existem crentes que mentem na igreja, no trabalho, na escola, na faculdade e (pasmem) na internet, como se pensassem que ninguém descobrirá que estão mentindo? A resposta você bem sabe caro leitor. A advertência é atual: os mentirosos não herdarão o reino de Deus! Pare de mentir ! Ainda dá tempo.

Conclusão
Não somos perfeitos, sei bem disso.
Entretanto, isso também não é desculpa para continuarmos cometendo os mesmos erros do passado. Há de se ter consciência das coisas. Existe um lugar preparado para o diabo e seus anjos e que será também habitado por todos aqueles que não seguiram a Cristo e obedeceram Sua Palavra. Isso é um fato. Não há como fugir disso.
Por isso, ainda é tempo de se arrepender. Ainda dá tempo...

Arrependa-se, confesse seus pecados a Deus (1 João 1: 9) e tire de suas costas o peso do pecado.
Tal qual o escritor aos Hebreus nos revela, desembarace-se de todo pecado e corra para carreira que lhe está proposta (Hebr. 12:1).
Reveja seus conceitos e suas convicções e mude as atitudes que decorriam delas.
O seu lugar não é no inferno. O céu é sua habitação eterna. A Nova Jerusalém foi preparada para ti, para nós. Vivamos com, para e por Cristo.


Ouça o que o Espírito Santo lhe diz.
Lembre-se do que Deus já lhe ensinou.

A Deus, criador de tudo e todos, sustentador e soberano do universo, seja o louvor, poder, glória e honra para sempre.

Amém.

Pr. Magdiel G Anselmo.

domingo, 15 de abril de 2012

Perdoar não é esquecer.

Um irmão me procurou muito preocupado e até um tanto desanimado. Quando o questionei do porquê estar daquele jeito, ele afirmou com tristeza:
- Pastor, eu não consigo perdoar.
e continuou:
- E se eu não consigo perdoar, a Bíblia afirma que Deus também não me perdoará. Isso está acabando comigo.
Eu então desejei saber o que o levou a pensar assim. Por que estava convicto que não conseguia perdoar. E então ele me disse:
- Eu sei que não consigo perdoar porque eu não consigo esquecer o que me fizeram de ruim. A Bíblia afirma que quem perdoa, esquece. Isso não ocorre comigo. Eu não consigo esquecer...
A conversa que tive com ele a seguir foi em uma tentativa de explicar que esse conceito não é a interpretação fiel das Escrituras.
E esse acontecimento me fez pensar sobre o que ouvimos de muitas pessoas  sobre o perdão.
O trecho bíblico usualmente mencionado nessas ocasiões é o de Jer. 31:34, onde Deus diz: "Perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei". Alguns pensam que esse versículo nos diz como devemos perdoar.
Há porém, pelo menos dois problemas com essa definição e interpretação de perdão:

Primeiro, não é realista.
A nossa mente não funciona dessa forma e a nossa memória é poderosa. A tentativa de esquecer o que alguém cometeu contra nós servirá como incentivo para lembrá-lo. Deus não apaga, deleta nossa memória por completo quando perdoamos alguém.
Podemos até não lembrar com a mesma frequência com que lembrávamos, mas um cheiro, um local, um fato ocorrido, etc... poderá fazer com que lembremos da ofensa ou da humilhação do passado.
Continuaremos lembrando de nosso passado. Isso é um fato inquestionável.

Segundo, não é bíblico.
A passagem em Jeremias não diz que Deus sofre de amnésia quando olha para nós. Se nós, seres humanos, não esquecemos nosso passado, imagine então Deus.
O nosso Deus onisciente não esquece nada. A palavra "lembrar", aqui, não é relacionada à "memória", mas sim à "promessa", à "aliança". Deus promete que, quando nos arrependemos e confessamos os nossos pecados: "Eu não tratarei vocês do jeito que seus pecados merecem. Em vez disso, Eu lhes perdoarei".

É por isso que o perdão é tanto um evento do passado quanto um processo que continuará no futuro. É uma promessa que fazemos no passado e que cumpriremos no futuro. Quando isso é feito, a lembrança das ofensas menores normalmente se dissipa. A de ofensas maiores, provavelmente não.
Veja esses exemplos: Um conjuge traído nunca esquecerá a traição. Uma pessoa que foi abusada sexualmente nunca esquecerá disso. Um filho que foi espancado pelo pai nunca esquecerá esse acontecimento. Um pai que foi desprezado pelo filho não esquecerá tal fato. E assim tantos outros...
Mas, mesmo assim, cada uma dessas pessoas pode praticar o perdão bíblico. Elas podem fazer uma promessa e permanecer fiéis a essa promessa ao longo do tempo.
É muito importante que entendamos as duas dimensões do perdão.
Senão nos desviaremos para uma das duas direções opostas, sendo que ambas são igualmente erradas: 1) seremos atormentados por dúvidas e nos perguntaremos se, de fato, perdoamos aquela pessoa, porque acreditamos que perdoar é igual a esquecer. 2) nós cederemos à amargura sem perceber, porque pensamos que, já que perdoamos alguém no passado, podemos nutrir e guardar alguns restos daquela mágoa no presente.

Como entender definitivamente o perdão bíblico, então:

a) Perdoar não é esquecer a ofensa. Perdoar é mesmo lembrando da ofensa, não tratar o ofensor como ele mereceria ser tratado.
b) Perdoar não é esquecer a humilhação ou o prejuízo, mas mesmo lembrando, não levar mais em consideração aquele sentimento que nos destruía. Antes, renunciamos a ele e praticamos o amor cristão.
c) Perdoar é não guardar mágoa ou rancor no coração, antes ter uma postura de reconciliação e misericórdia.
d) Perdoar não é pedir desculpas. Existe uma imensa diferença entre desculpas e perdão. Por ex. se eu derrubo uma copo de suco acidentalmente sobre alguém, eu devo pedir desculpas e ajudar a pessoa na limpeza. Mas, suponhamos que eu estava irritado e joguei o suco em alguém de propósito. Isso não é acidente, isso é pecado. Devo então reconhecer que pequei, assumir o erro e pedir perdão.

Encerro esse artigo ilustrando-o com uma história que li:

"Certa vez, um oficial turco assaltou e saqueou a casa de um armênio. Matou os pais idosos e entregou as suas filhas aos soldados, ficando a mais velha para si.  Algum tempo depois, ela conseguiu escapar e se formou como enfermeira. Com o passar do tempo, encontrou trabalho numa guarnição de oficiais turcos. Certa noite, à luz de uma lanterna, ela viu o rosto daquele oficial. A sua doença era tão grave que, sem cuidados excepcionais, estaria entregue à morte. Os dias se passaram e ele se recuperou. Um dia, o médico, se aproximando de sua cama com a enfermeira, lhe disse: "Se não fosse a devoção dela, você estaria morto". Ele olhou para ela e disse: "Nós já nos encontramos antes, não é?" "Sim", ela disse, "me lembro bem... nós já nos encontramos". Ele perguntou: "Por que você não me matou?" e ela então respondeu: "Eu sou uma seguidora daquele que disse: Amai vossos inimigos"."

Pela maravilhosa Graça de Deus, imitemos essa irmã em Cristo nas nossas vidas e relacionamentos.

Deus nos abençoe.

Pr. Magdiel G Anselmo.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...