sexta-feira, 30 de março de 2012

Decepcionados e feridos, mas não destruídos.

Quando iniciamos nossa vida cristã, temos a impressão que todos nossos irmãos são um exemplo de santidade, amor e sabedoria. O primeiro amor nos leva a crer que podemos confiar nas pessoas e esperar delas aquele amor, compreensão, apoio e sabedoria que aprendemos nas Escrituras e que devem ser características do povo de Deus. Olhamos para nossos líderes cristãos e vêmos homens e mulheres que se dedicam em nos ensinar, discipular, acompanhar e amar.
Não conseguimos enxergar as falhas, defeitos e os "vícios cristãos" de nossos irmãos mais "velhos", daqueles que aguardamos ansiosamente que nos sirvam o bom alimento vindo dos céus.
Com o tempo, percebemos que as coisas não são como esperávamos...
Aqueles que nos diziam que nos amavam, nos ferem. Aqueles que diziam para seguí-los, nos enganam.
Conhecemos o sabor da decepção e da falsidade. Todo nosso sentimento de irmandade transforma-se em desconfiança, amargura e frieza. 
Muitos então, criam em seu interior uma aversão a tudo que os faz lembrar o que passaram. Resolvem não mais conviver em comunidade ou congregação e simplesmente "deletam" da vida o tempo em que assim viviam.
O que ocorre é que a decepção foi tamanha que ocasionou feridas profundas e sofrimento na época e ainda hoje quando lembram o que vivenciaram. Quando lembram que toda dedicação, confiança e amor não significaram nada para aqueles que implacavelmente os feriram e lançaram porta à fora ficam revoltados e ao mesmo tempo tristes (percebemos isso claramente em comentários e postagens de irmãos pela net. Há uma revolta e tristeza imensa dentro deles contra tudo que signifique ou lembre a igreja institucionalizada ou organizada).

Tudo fruto de decepções com "irmãos", com líderes, pastores e até com uma igreja toda. Foram incompreendidos, maltratados, humilhados, feridos e deixados para morrer sem qualquer tipo de tratamento ou acompanhamento que visasse restaurar áreas afetadas pelo pecado ou simplesmente frágeis por causa, muitas vezes, da imaturidade normal a quem inicia sua caminhada cristã e convívio em congregação.
Muitas dessas pessoas até reconhecem que erraram e pecaram, mas não entendem porque não foram tratadas com o devido amor para que pudessem trilhar o caminho do conserto, da reconciliação e da restauração, tão ensinados pela Bíblia.
Foram descartadas como um peso morto, algo que não merecia estar ali. Ninguém as procurou desde então, nem um telefonema, um email, uma carta ou uma visita sequer. Simplesmente para aqueles que diziam que tinham amor por eles, já não existiam mais. Foram mortos pelo desamor, pela impaciência, pela preguiça ministerial, pela ausência de vontade de buscar e restaurar vidas que podiam ser restauradas. Afinal, nada é impossível para Deus, mas esse texto bíblico foi retirado da Bíblia pelos seus "irmãos perfeitos" e "sem pecados".
Por essa razão esses irmãos perderam a esperança nas pessoas. Perderam a confiança nas lideranças e ergueram muralhas quase que intransponíveis para o retorno a antiga vida.
Alguns a muito custo, tentam retornar mas, ao encontrar "irmãos do filho pródigo" ou observar situações semelhantes fogem rapidamente para não ter que passar pelo mesmo sofrimento do passado. Não tem mais aquela paciência ou perseverança aque tinham em tentar agir diferente ou entender o porquê das situações que se apresentam. Simplesmente desistiram e decidiram servir a Deus de outra maneira. Maneira essa que tentam aprender pois tudo é novidade nessa nova empreitada.
E pra isso, procuram encontrar outros irmãos que, tal qual eles, viveram situações semelhantes e também buscam não perder o vínculo e a comunhão com Deus, apesar de tudo que passaram.
E ainda agora, continuam sendo perseguidos e tratados com desamor.
Não bastou serem desprezados, é necessário agora serem também "demonizados". Muitos afirmam sem pensar ou sem conhecer a história da vida daquela pessoa: Quem está sem igreja, está sem Deus!
Claro que a generalização aqui é indevida, cada caso é um caso, e diria que tem muita gente nas igrejas que estão muito afastadas de Deus. Portanto, estar congregando em uma igreja não autentica alguém como cristão, assim como o não estar também não autentica alguém como ímpio. Há cristãos e ímpios nos dois grupos.
Mas lamentavelmente o discernimento não é aplicado nestas questões e novamente muitos irmãos são feridos e tratados sem amor e paciência, como se fossem a éscoria "cristã". E isso apenas os faz lembrar do passado sofrido e confirmar que ainda não há como retornarem. Seus irmãos são implacáveis quando deviam ajudá-los.
Pode ser, caro leitor, que você ao ler essa postagem, se identifique com muita coisa que escrevi e pode ser que você esteja sofrendo ainda hoje por questões semelhantes a que mencionei.
Deixa eu lhe dizer algo como seu irmão em Cristo:
  • Tenho como convicção que todo cristão deveria escolher uma igreja para congregar e ali servir a Deus com seus dons, talentos e instrumentalidade. Já escrevi artigos e artigos sobre isso aqui mesmo nesse blog. Sei que congregar é importante para todos nós. 
  • Tenho também como convicção que fora da igreja organizada assim como a Bíblia nos orienta não se conseguirá exercer uma vida cristã completa, ou seja, irá sempre estar faltando aquele momento em família (comunidade), aquela adoração congregacional e aquele instante maravilhoso de ouvir a pregação em forma de sermão. Sem contar, o ensino (EBD), comunhão e confraternização congregacional... Enfim, falo da vida em comunidade cristã... você sabe do que estou falando...
Mas, também tenho convicção que: 
  • Muita gente não está fora da igreja porque escolheu ou decidiu estar. Muitos foram obrigados a sair. Mesmo entendendo que existem rebeldes e insubmissos, mas esses são minoria, a meu ver.
  • Muitos locais que dizem igrejas não o são. São simplemente "propaganda enganosa" e enganam as pessoas sinceras.
  • Muitos líderes (pastores, etc) são apenas pessoas que escolheram a igreja para "mandar" em outras pessoas e exercer uma liderança ditatorial e anti-bíblica
  • Muitos líderes são inescrupulosos e interesseiros, buacando enriquecimento e fama pessoal. 
  • Muitos líderes sequer são convertidos ao Evangelho. 

 E, lamentavelmente também tenho que dizer que:
  • Muitos que se dizem cristãos, deveriam "lavar a boca com sabão", pois não entenderam o básico em ser cristão, ou seja, ser um cristão realmente convertido a Cristo é ser alguém transformado por Deus, o que na verdade muitos não são.
  • O amor de muitos tem esfriado, cumprindo o que as Escrituras já nos afirmaram.
  • Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor...entrará no reino dos Céus, e nem todo lugar onde está escrito "igreja" é realmente a casa de Deus.
     Se eu terminasse aqui essa postagem, você poderia dizer:
    - Tá vendo, eu estou certo em viver como eu vivo hoje.
    Mas, tem mais uma coisa que eu gostaria que humildemente entendesse:
  • Existem cristãos fiéis e amorosos que buscam ajudar e amar seus irmãos. Não são muitos, mas existem...
  • Existem igrejas sérias e comprometidas com a Palavra de Deus. Não são muitas, mas existem...
  • Existem irmãos que sofrem e choram na presença de Deus ao ver o sofrimento de outros irmãos e ao presenciar o que passam.
  • Ainda existem crentes que amam...ainda existem.
  • Existem líderes que sofrem e não entendem porque tanto desamor assola as igrejas, são poucos, mas existem...
  • Existem irmãos que pedem a Deus por vocês. Que intercedem por vós, para que não cedam as tentações e caiam nas armadilhas do inimigo. Existe gente que ora por vós...
  • Existe gente que sabe que vocês não deixaram de ser seus irmãos, ou deixaram de servir a Deus, simplesmente por não congregar mais. Eles acreditam em vocês...
  • Existe gente que entende vocês...
  • Existe gente que ama vocês.
Portanto, como seu irmão, eu peço:
Não perca as esperanças, não desanime, fique firme. Exerça seu ministério. Sirva a Deus.
Não pare de orar. Não pare de ler e estudar sua Bíblia.
Não pare de adorar. Não pare de amar.
E, não esqueça, perdoe as pessoas, todas elas...

E, se decidir voltar a congregar em uma igreja, saiba que encontrará problemas, encontrará gente que não ama e que serão muito semelhantes as que te feriram no passado.
Mas, também não esqueça que lá também existirão irmãos que compreendem o que significa Cristianismo e ser cristão. Olhe para esses e ore pelos outros.


E se não decidir voltar a congregar, sinta-se amado por Deus da mesma forma.
E, sinta-se amado por mim também...

O amor de Cristo sempre nos unirá!

Te amo em Cristo querido(a) irmão(a).
Fique na Paz do Senhor Jesus Cristo.






Deus nos abençoe,
Pr. Magdiel G Anselmo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A Noiva e a prostituta

Muitos desejam que a Noiva  fique envergonhada, triste e constrangida.
Mas, ela nada fez para assim estar. Então por que se envergonhar?
Essa Noiva é a Igreja de Cristo formada pelos salvos em Cristo, que tem o próprio Cristo como cabeça e o Espírito como Mestre.
Mas, o que aconteceu para que se chegasse nessa triste realidade onde muitos tentam mostrá-la como alguém triste? Como foi que uma Noiva antes respeitada e procurada por aqueles que buscavam paz e santidade, agora, se tornou motivo de piadas de mal gosto, escárnio e zombaria?


Veja as duas razões básicas que menciono:
1) Porque estão confundindo-a com uma prostituta (falsa noiva).

A prostituta em uma tentativa desesperada, busca se parecer com a Noiva. Tenta usar os mesmos trajes, as mesmas formas de se expressar. Tenta demonstrar espiritualidade e comunhão com Deus. Diz que ama a Cristo e que O segue.
Mas, é um ledo engano. Por baixo de suas vestes bonitas e brilhantes se esconde a sujeira e a imundícia de quem somente deseja satisfazer seus desejos mais pecaminosos.
Quando abre sua boca diz palavras suaves e meigas, porém seu coração está cheio de engano e mentira. Demonstra falsa humildade e amor com a mesma facilidade com que assalta os bens alheios, a pretexto de um sacrifício de fé, que de fé mesmo nada tem.
Ela tenta se mostrar companheira apenas para surrupiar as últimas esperanças de quem já está ferido e prester a sucumbir.
Mas, mesmo assim, muitos não percebem seus ardis e imaginam que ela seja a embaixadora de Deus aqui nessa terra. Não conseguem enxergar suas artimanhas e suas reais intenções: destruição, morte e roubo.
Estão confundindo-a com alguém que não possui valores morais, escrúpulos, ética ou caráter. Estão confundindo-a com uma noiva que não conhece seu noivo, e que apenas finge que o ama.
Isso a entristece e a faz chorar.

2) Porque os que deveriam conhecê-la e discernir o falso do verdadeiro, a atacam.

Os que deveriam conhecê-la, na realidade não a conhecem de verdade, e isso ocorre porque a imensa maioria somente tem conhecimento ou experiência com as prostitutas que se fazem passar pela verdadeira Noiva.
E então a Noiva, pura e imaculada, se entristece com a ausência de sabedoria dos que deveriam conhecê-la e se juntam com a mesma implacabilidade daqueles que nunca a conheceram e talvez nunca a conheçam.

À partir dessas razões expostas, a sensação é de que tudo está perdido.
Não há mais jeito para os cristãos e a mensagem está contaminada e não pode mais ser propagada ou vivida. A Noiva não conseguirá mais seguir seu caminho de pureza e santidade e seu encontro com o Noivo tornou-se uma utopia.
E aliada a essa sensação, o esporte favorito tornou-se "massacrar cristãos", sem diferenciar ou se preocupar com os que servem a Deus e os que se infiltram no arraial para perturbar e transtornar o Evangelho.
Diante desse contexto atual, eu lhe pergunto: Se você não fosse cristão, teria algum respeito pela igreja evangélica? Muitos inclusive nem mais desejam ser chamados de evangélicos. Tentam criar nova nomenclatura e filosofias, mas essa não é uma opção sábia. A fuga nunca valoriza a convicção e os valores defendidos. A coragem de prosseguir na fé evangélica mesmo com todos dizendo o contrário, faz valer a recompensa final.
Concordo que os escândalos tem sido devastadores. Mesmo igrejas (denominações) íntegras estão sendo agora vistas com desconfiança. Atacar o irmão e esmagar a irmã é moda agora..
A questão é que todo mundo se tornou um alvo legítimo.
Talvez a dimensão mais triste seja a de todas as vidas inocentes que cercavam os que caíram e fracassaram tão escandalosamente.
Estou pensando aqui em congregações inteiras que precisam continuar, após descobrirem que seu líder vivia enganosamente em imoralidade e desonestidade. E aqui entendo muitos irmãos que decidem não mais congregar regularmente. Tenho que me dobrar a esse argumento de defesa. Mas, esse não é o remédio correto para esse mal.
Pense também nos membros do corpo docente e nos alunos deixados para trás por um presidente, diretor ou líder de algum campus que trouxe descrédito ao nome de Cristo.
E o que dizer do conjuge e filhos que tem de apanhar os cacos por causa do descuido egoísta de seu marido e pai que roubou e usou inapropriadamente os recursos da igreja a seu bel prazer? E não se esqueçam dos companheiros de equipe, dos obreiros, cujo futuro agora é incerto, porque seu líder vivia uma mentira.
O fato é que devemos estar vivendo os últimos dias. E claro que estamos! Mas isso não significa que não faremos nada além de cruzar os braços e aguentar de cara feia os golpes, ou simplesmente desistir de congregar. De jeito nenhum!
Por que digo isso? Porque é fácil focalizarmos apenas e somente o óbvio, ou seja, a maldade patente, e esquecer dos poucos fatos que contrabalançarão a sensação de estarmos sucumbindo.
Pelo menos três deles me vêm a mente:

a) As Escrituras predizem e nos advertem sobre esses tempos.
Duvido que alguém nos dias de Spurgeon ou da geração de Moody tivesse descrito o problema da invasão do adúltério e do divórcio na igreja ou a promiscuidade sexual entre os cristãos como sendo "epidêmicos". Mas isso descreve os nossos dias, sem dúvida alguma.
Houve pessoas no ministério pastoral que caíram em seus dias, mas os números não foram nada comparados aos que temos hoje. Ademais, os escândalos não eram tão prevalecentes na igreja como são hoje.
Claramente, como predizem as Escrituras, o erro está em elevação, e irá crescendo a um grau maior quanto mais perto chegarmos da volta de Cristo. Precisamos atentar para esse fato predito na Bíblia.

b) A Porcentagem real daqueles que caem no ministério pastoral é bem pequena.
Você pode até pensar que estou louco em afirmar isso. Mas, será bom nos lembrarmos que para cada pessoa cujo fracasso moral aparece nos noticiários e manchetes, há milhares de outros que permanecem mensageiros fiéis de Cristo, diligentes e puros.
A vasta maioria daqueles que prometeram anos atrás servir ao Senhor e seguir a verdade ainda o está fazendo hoje.
Uma perspectiva realista manterá equilibrados em nosso modo de pensar e otimistas em nossa visão. Quando começarmos a acreditar que estamos totalmente sozinhos na batalha, o adversário se aproveita de nós.
Costumo chamar essa visão de "sindrome de Elias". Lembra-se quando o profeta caiu em depressão, fugiu e orou para que Deus lhe tirasse a vida. Sem hesitação, Deus interrompeu essa festa de autocomiseração e informou que ainda havia outros sete mil, como Elias, que não se haviam dobrado diante de baal. Isso fez algo pelo profeta solitário, exausto, ao perceber que a porcentagem dos infiéis no ministério era de fato de pouca monta.
Ajudar-nos-á manter isso em mente quando alguns dos nossos heróis no ministério fracassarem e caírem.
Alguns podem ser culpados de pecados crassos, mas a maioria não chegou nem perto de dobrar os joelhos diante de baal.
Lembre-se disso enquanto continua em frente.

c) A imperfeição humana inclui ministros
Quando Deus chama indivíduos para a sua vinha, chama pessoas pecaminosas.
Nem mesmo um deles pode reivindicar a perfeição.
Cada um é inadequado em si mesmo, fraco e instável por natureza.
Você questiona isso?
Uma breve recapitulação de personagens bíblicos ajudará:
Pedro, o porta-voz dos doze, abertamente e sem hesitação negou seu Senhor apenas horas após prometer que permanceria fiel mesmo que todos os outros se fossem.
João Marcos desertou Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária, numa hora crucial em que eles precisavam de toda ajuda que pudessem conseguir.
Demas, "amando o presente século", abandonou Paulo e fugiu para Tessalônica.
Diótrefes, um dos primeiros líderes da igreja, tornou-se chefe da igreja auto-nomeado.

A lista seria incompleta se limitássemos apenas a personagens do NT:

Jonas, profeta amuado, após finalmente ter pregado em Nínive, demonstrou preconceito, ira e egoísmo.
Geazi, servo de Elizeu, era materialista e cobiçoso.
O rei Davi, adulterou, assassinou e agiu com hipocrisia no caso de Bate-seba.
Isaías, confessou ser um hoimem de ímpuros lábios.
Arão, promoveu a construção do bezerro de ouro para adoração idólatra.

E tantos outros exemplos bíblicos que poderia mencionar para corroborar esse ponto.
A suma é: ninguém é imune a imperfeição, nem mesmo um dos que foram citados, nem você, nem eu. Se pode acontecer a eles, pode acontecer conosco.

Portanto, está na hora de nos conscientizarmos de quem somos: Irmãos em Cristo. Nós, somos a Igreja, a Noiva.
Não se envergonhe do que você é. Não se constranja diante das notícias propagadas a respeito dos que caem ou fracassam.
Há muitos como você e eu que continuam firmes.
Cristo, o Noivo, deseja apresentar a Noiva gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível (Ef. 5:27).
Esse padrão nunca será abaixado para a Igreja.

A restauração do respeito pela Igreja repousa sobre nós. Não se junte aos que vivem a desrespeitá-la.

Continuemos a trabalhar em prol do Reino de Deus.
Não confunda a Noiva com as prostitutas que se apresentam em vestidos nupciais.
Não se deixe enganar.
A Noiva verdadeira continua reluzente e fiel a espera de seu Noivo.

Separe o precioso do vil.
Tenha discernimento e prudência com o que propaga ou transmite.
A batalha continua...
A Noiva diz: Maranata, Ora vem Senhor Jesus !

Deus nos abençoe,

Pr. Magdiel G Anselmo.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Cumpra o seu Ministério !

"Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, prega a Palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino."
2 Timóteo 4: 1,2

Talvez você não seja um pregador, mas o princípio exposto nesse texto bíblico ainda se aplica a você.
À luz destes dias difíceis, todos nós precisamos atender à mesma ordem.

Esta ordem não é dirigida apenas aos que sobem ao púlpito e pregam a Palavra de Deus ou aos que a ensinam. Ela não é somente dirigida a Timóteo, mas a todos os seguidores de Cristo em todas as épocas.
Mas precisamos entender o que Paulo está instruindo a Timóteo para então obedecer a mesma ordem em nossos dias. 
O apóstolo está dizendo a Timóteo:
 - Proclame a mensagem de Cristo!

Vamos analisar um pouco mais essas instruções.
Quando observo essas instruções de Paulo a Timóteo, encontro pelo menos três ingredientes:

1. Urgência

Esteja pronto. "Fique pronto para evitar de ter se se aprontar!". Esteja pronto com a mensagem certa em todas as ocasiões.
É pra estar preparado. Pronto. É para agora, hoje, não depois.

2. Continuidade

"Esteja pronto a tempo e fora de tempo". O que significa isso?
É para admoestar, ou seja, corrigir a tempo e fora de tempo.
É para repreender a tempo e fora de tempo. Quer seja oportuno ou não.
É para exortar, ou seja, ajudar a compreender, a tempo e fora de tempo.

 *Aqui vale uma orientação:
Muitos pensam que exortar é "brigar com alguém" ou "dar uma bronca". Mas, o significado de exortação é bem diferente. Exortar é ajudar aos que estão no erro, acompanhando-os e fortalecendo-os para novamente retornarem ao bom caminho. Uma ilustração interessante para clarear isso é a seguinte: Você sabe que quando uma planta está caída e não consegue se firmar se amarra nela um pedaço de madeira ou metal por algum tempo. Depois que a planta se fortaleceu, pode-se tirar aquela madeira ou metal e ela continuará firme. Sabe como se chama essa madeira ou metal ali posto? Chama-se exortador.
Isso é o que realmente significa exortar. É ajudar até que aquele irmão esteja novamente forte para andar sózinho.

E é para fazer isso tudo com longanimidade (paciência) e ensino (doutrina), ou seja, ensinando, ministrando.
Façamos uma lista para ilustrar essa instrução de "a tempo e fora de tempo":
  • Quando for conveniente. Quando for inconveniente.
  • Quando os outros estiverem abertos para ouvir. Quando os outros estiverem fechados para ouvir;
  • Quando você estiver se sentindo bem ou quando estiver passando mal;
  • Se for jovem ou idoso;
  • Se for cêdo ou tarde;
  • Se estiver frio ou quente;
  • Se estiver em um local público ou privado, em casa ou em lugar estranho;
  • Se for apreciado ou se indignarem contra você;
  • Quando lhe perguntarem a respeito ou quando não lhe perguntarem;
  • Quando estiver com pessoas que conhece ou quando estiver com desconhecidos.
A tempo e fora de tempo... é essa a maneira de Paulo dizer que o segredo é a continuidade. Quando o fazemos as Escrituras são absorvidas em nosso próprio ser.

Spurgeon disse: "É bem aventurado estudar a ponto de se chegar a própria alma da Bíblia, até que, enfim, você passa a falar em linguagem escriturística,  e seu espírito é temperado com as palavras do Senhor, de forma que seu sangue seja biblina e a própria essência da Bíblia flua de você."
Spurgeon entendeu bem o que Paulo ensinava a Timóteo e a todos nós que seguimos a Cristo.

3. Simplicidade

Não é lindo? Não há nada de sofisticado na exortação de Paulo.
Nada de teoria, nada de opinião complexa. Paulo está dizendo a Timóteo para tomar o conjunto de verdades que foi lhe dado pelo apóstolo e o declarar.
Simples assim.

Os versículos seguintes (3-5) aos que mencionei explicam o porquê dessas instruções:
"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as próprias paixões; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições; faze-a obra de um evangelista, cumpre bem o teu ministério."

Isso nos revela que sempre haverão mestres que atrairão as pessoas, dizendo-lhes o que elas desejam ouvir em vez de o que elas precisam ouvir. Pode contar com isso.
Quanto mais perto chegarmos da volta de nosso Salvador Amado, mais esses caçadores de ovelhas e coçadores de ouvidos proliferarão.
Como podemos impedir isso?

A resposta aparece em quatro ordens no vers. 5:
  • Seja sóbrio
  • Sofra as aflições
  • Faça a obra de um evangelista
  • Cumpra o seu ministério
Porque as pessoas são instáveis e sempre à cata de modismos e novidades interessantes, temos de nos manter longe de todas essas bobagens, permanecendo sóbrios, calmos e firmes.
Nessa epidemia de gente sem igreja para congregar, ouço as vezes a seguinte pergunta:
- Se eu fosse procurar uma igreja, qual seria a igreja certa pra eu congregar?
Sempre respondo:
- Bom, se você deseja mesmo uma igreja para congregar, posso lhe dar uma sugestão para encontrar a igreja certa. Procure uma igreja que seja calma e equilibrada. Afaste-se daqueles que enfatizam todas as modas passageiras, as novidades, as coisas engraçadinhas e as visões brilhantes. E quando encontrar, mas as coisas ficarem difíceis, "sofra as aflições". Nos termos de hoje seria: "aguente firme, fique na luta, não desista, não fuja."
E por fim, outra sugestão:

Quando você observar que existem tantos mestres ensinando fábulas, grupos de discípulos desses mestres a proliferar cada dia mais, igrejas sem fundamento bíblico, pseudo-pregadores causando escândalos e mais escândalos, ausência de amor entre irmãos, etc..., naõ fique rabugento e azedo.  Não se sinta só. Não se sinta enfraquecido ou desanimado.
Apenas continue apresentando a Cristo.
Consciente de que as falsificações e os falsos estarão aumentando, viva a verdade que prega e ensina, viva o que você afirma. Mantenha uma vida exemplar. Viva por e pela fé em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Fazendo isso você "cumprirá o seu ministério."

Deus nos abençoe.

Síntese de sermão proferido pelo Pr. Magdiel G Anselmo no templo da Igreja Presbiteriana Nova Aliança em Cristo.

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