quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Objetivos primários do pastorado

 
De todos os títulos e metáforas empregadas para descrever a liderança espiritual, o mais adequado é o de pastor. Como os pastores de ovelhas, os pastores de igrejas devem guardar seus rebanhos para que não se percam, conduzi-los até os verdes pastos da Palavra de Deus e defendê-los contra os lobos selvagens (Atos 20:29) que prentendem assaltá-los.
A metáfora do pastor é a escolhida por Pedro em 1 Pedro 5: 1-3. Através dela, ele discute o objetivo primário do pastorado e oferece um conselho sábio quanto às atitudes que o pastor deve ter em seu ministério. Vejamos algumas delas:
 
a) O pastor deve alimentar o rebanho de Deus
 
O pastor que não alimentar o rebanho de Deus não o terá por muito tempo. As ovelhas ou vão fugir para outros campos ou morrerão de fome.
Aliás, a habilidade que distingue o presbítero do diácono é que o primeiro deve ser apto para ensinar (1 Tim. 3:2; Tito 1:9).
O Senhor Jesus salientou a importância de alimentar o rebanho quando falou com Pedro no encontro descrito em João 21. Por duas vezes, em sua ordem a Pedro, Jesus usou o termo bosko, que significa "eu alimento" (vs. 15,17).
 
O alvo do pastor não é agradar as ovelhas, mas alimentá-las. Não é fazer cócegas em seus ouvidos, mas alimentar sua alma.
 
O pastor não está ali para oferecer gotinhas de leite, mas verdades bíblicas como sólidas refeições.
Os que não alimentam o rebanho não são aptos para ser pastores (cf. Jeremias 23: 1-4; Ezeq. 34: 2-10)
 
b) O pastor deve supervisionar e liderar por meio do exemplo
 
Pedro desafia os companheiros presbíteros a apascentar o rebanho de Deus que estava entre eles "tendo cuidado dele" (1 Pedro 5:2). Deus lhes confiou a autoridade e a responsabilidade de liderar o rebanho.
 
Os pastores responderão pela qualidade da liderança que exercem, e o rebanho, responderá pela qualidade da submissão que prestam (Hebreus 13:17).
 
No entanto, ser pastor não significa observar o quadro geral à distância. É necessário estar bem junto do rebanho, liderando pelo exemplo. O pastor eficaz não conduz o rebanho por trás, mas o lidera pela frente. As ovelhas o vêem diante delas e imitam suas ações.
O recurso mais importante da liderança espiritual é o poder de uma vida exemplar.
 
c) A precaução contra as armadilhas no pastorado 
 
Mais uma orientação entendo ser relevante nesse ponto e em sua exortação aos colegas presbíteros, Pedro os alerta contra duas armadilhas:
 
1. Fazer o trabalho de má vontade.
O bom pastor faz seu trabalho "não por força, mas voluntariamente" (1 Pedro 5:2). As ovelhas podem ser animais desagradáveis, sujos, tolos, irritantes. Um antigo criador de ovelhas, observa que "nenhuma classe de criação exige maiores cuidados e orientação mais minuciosa que as ovelhas".
O pastor preguiçoso é um pastor ineficiente.
A tentação contra a qual Pedro adverte é a de deixar-se levar, isto é, simplesmente fazer a obra do ministério apenas quando pressionado. O pastoreio do rebanho de Deus deve ser feito de modo espontâneo, voluntário, com avidez e consciência de seu valor.
 
2. Fazer o trabalho por torpe ganância.
"De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste", afirmou Paulo aos presbíteros efésios (Atos 20:33).
"Ninguém pode servir a dois senhores...", declarou Jesus, "porque ou há de odiar e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não pode servir a Deus e a Mamom" (Mateus 6:24).
Isso é verdadeiro com relação aos pastores, dos quais Deus exige que não sejam cobiçosos de torpe ganância (1 Tim. 3:3). São os falsos profetas que se empenham na busca frenética do lucro monetário (veja Is. 56:11; Jer. 6:13; Miq. 3:11; 2 Pedro 2:3).
 
Aqui vale uma ressalva: Não é errado o pastor ser pago, alías, as Escrituras ordenam isso: Os presbiteros que governam bem seja estimados por dignos de duplicada honra (honorários)", escreveu Paulo a Timóteo, "principalmente os que trabalham na Palavra e na doutrina" (1 Tim. 5:17). O errado é permitir que o lucro financeiro seja a motivação para o ministério (e lamentavelmente isso não é incomum em nossos dias). Isso produz apenas líderes falsos e ineficientes, como também degrada o ministério aos olhos do mundo.
 
Considerações Finais
 
Penso que esses objetivos e orientações primárias devem pautar a vida e a postura daqueles que foram chamados por Deus a exercer o ministério pastoral.
A reflexão séria e a atitude consequente dela são necessárias e urgentes atualmente para fazer frente aos falsos líderes, as heresias e a filosofia pós-moderna.
Que Deus nos ilumine para entender isso e agir em conformidade com a Palavra.
 
Pr. Magdiel G Anselmo.

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