segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Importância da Igreja Local


Esse é um tema amplamente debatido (inclusive aqui no blog), mas entendo ser interessante a forma da abordagem feita por Mckinley nesse pequeno artigo. Boa leitura e reflexão.

Um cristão é uma pessoa que foi unida a Cristo e, consequentemente, unida ao corpo de Cristo (Romanos 12:5). Sendo assim, todo cristão já faz parte da Igreja universal ou invisível (a igreja composta por todos os cristãos de todos os lugares e de todas as eras). Logo, para este cristão, nada mais natural do que expressar essa união espiritual através de uma igreja local ou visível (não me refiro aqui a quatro paredes de um prédio – todos sabemos que isso não é a igreja, mas que pode ser onde a igreja local se reúne).

Contudo, vivemos em meio a uma geração egoísta (e não preciso ir longe para saber disso – basta olhar para mim mesmo), onde não só restaurantes devem ser rápidos e atender todas as minhas necessidades, mas inclusive igrejas foram submetidas a este paradigma. “Se uma igreja não me satisfaz, eu procuro outra” e assim vai – sim, há razões justificáveis para sair de uma “igreja”, mas este é um assunto para outra postagem.

Este egoismo, além de pecaminoso, é autodestrutivo, pois Deus ordenou que a edificação individual de cada membro do corpo se dê através da interação entre os membros (Efésios 4:16). Ou seja, você dificilmente irá crescer em sua vida cristã fora de uma igreja local. Mike McKinley no último capítulo do seu livro “Eu sou mesmo cristão” aborda cinco pontos em que a igreja local nos ajuda na caminhada cristã:

1. Crença na sã doutrina 
“O Cristo ressurreto aparelhou sua igreja para que não seja enganada por falsas doutrinas. Os mestres ensinam as verdades e os presbíteros a protegem dos ‘lobos’ (Atos 20.29-31).”

2. Aversão ao pecado em sua vida 
“Irmãos e irmãs na igreja precisam admoestar uns aos outros (Colossenses 3.16), ensinar e treinar uns aos outros a respeito do que é apropriado (Tito 2.3-4) e instar quanto ao domínio-próprio (Tito 2.6). Por isso o autor de Hebreus diz para os crentes continuarem se reunindo para encorajar uns aos outros rumo à piedade [...] (Hebreus 10.24-25).”

3. Perseverança ao longo da vida. 
“O escritor de Hebreus em Hb 3:12-14 nos diz para nos exortarmos mutuamente de forma que não sejamos endurecidos pelo engano do pecado. Mais uma vez, como o cristão solitário fará isso, e não ser endurecido e auto-iludido? Na igreja, tecemos relacionamentos com irmãos que acabamos nos conhecendo, e que se comprometem em fazer o bem para nossa vida, e quem aí nos exorta diariamente a permanecermos fieis. Quando nos veem vagueando, procuram nos restaurar à fé (Tiago 5.19-20).”

4. Amor pelo próximo 
“Estar numa igreja requer amor. Amor requer altruísmo. Requer que coloquemos o interesse de outros acima do nosso (Filipenses 2.4). Tais pessoas simplesmente não querem ser incomodadas em ter que amar outros cristãos.”

5. Estar livre do amor pelo mundo 
A igreja é uma sociedade de pessoas que possuem o maior tesouro deste mundo. Os membros da igreja reúnem seu dinheiro para sustentar o ministério da congregação, ajudar a aliviar os pobres e espalhar o evangelho ao redor do mundo. No mundo, a riqueza lhe torna uma pessoa importante. Não é o caso da igreja.

Uma pessoa que se abstém da comunhão está minando a si mesmo nestes cinco pontos e expondo a si mesmo ao perigo da apostasia. Então, este é um desafio para que você se comprometa com sua igreja local. Este comprometimento é explanado por Mark Dever, em seu livro “O que é uma Igreja Saudável“. Ele diz:
 
Por nos identificarmos com uma igreja local específica, estamos dizendo aos pastores da igreja e aos demais membros não somente que nos comprometemos com eles, mas também que nos comprometemos com eles para reunir-nos, orar, contribuir e servir. Estamos lhes dizendo que esperem certas coisas de nós e nos tenham como responsáveis, se não os acompanharmos adequadamente. Unir-se a uma igreja é um ato em que dizemos: “Agora, vocês são responsáveis por mim, e sou responsável por vocês”. (Sim, isso é contrario à nossa cultura; e, ainda mais, é contrário à nossa natureza pecaminosa.)

E aí, você já chegou a sua igreja local e disse: “agora, vocês são responsáveis por mim, e sou responsável por vocês”?

por Mike McKinley


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