quarta-feira, 27 de abril de 2011

MATURIDADE CRISTÃ

Crianças são uma bênção de Deus. Todos já fomos ou somos crianças. Mas, o problema é, devemos continuar como crianças ou temos que crescer?
Por isso quando mencionamos maturidade logo pensamos em crescimento.
Crescer é algo normal para um ser vivo. O crescimento físico, mental e emocional de um ser humano também podemos considerar características comuns e esperadas para todos. Quando não ocorre esse crescimento em alguma das áreas mencionadas, logo identifica-se um problema, uma enfermidade que assola aquela pessoa que a impede de crescer normalmente como todas as demais.
O processo natural, ou seja, nascimento-criança-adolescente-jovem-adulto, transcorre naturalmente quando se tem boa saúde. Porém, essa boa saúde é consequência de uma vida regrada, de boa alimentação, bons costumes e sabedoria. Esse "pacote", esse "kit vital", produz uma vida saudável e naturalmente o crescimento, a maturidade.
É também fácil identificar em que fase do processo natural uma pessoa se encontra. Se ela é criança terá características físicas, mentais e emocionais de criança, e assim também com as demais fases (adolescente, jovem e adulto). Quando não se passa de fase, algo muito grave está acontecendo e necessário é um acompanhamento mais próximo e até um tratamento mais individualizado. Ali existe uma enfermidade, uma doença que deve ser tratada de acordo com cada caso.
Mas, e do ponto de vista espiritual?
A Palavra de Deus nos afirma que devemos também crescer espiritualmente (2 Pedro 3:18). É importante que cresçamos.
Aqui também dá-se a importância de uma vida regrada, agora sob o prisma espiritual (oração (1 Tess. 5:17), contato diário com a Palavra de Deus (2 Tim. 3: 16,17; Jer. 15:16), frequência regular em igreja evangélica (Hebreus 10:25)...), uma boa alimentação espiritual (leitura, meditação e estudo da Palavra de Deus, atenção as mensagens de Deus comunicadas em pregações, estudos bíblicos, Ebd's, etc) e obediência a essa Palavra (sabedoria, aplicação à vida de tudo que aprende de e com Deus (exercícios) Tiago 1:22).
Da mesma forma, quando não há crescimento espiritual, algo muito grave está ocorrendo. Há ali uma enfermidade espiritual. Há ali uma debilidade espiritual que foi provocada pela ausência de uma vida regrada espiritualmente. O tratamento deve ser emergencial e realizado com amor e responsabilidade.
Mas, como identificar um crente que tem muitos anos de vida cristã, porém não cresceu, não cresce, continua uma criança espiritual, um crente que sofre de enfermidades que impossibilitam seu crescimento?
Há uma forma que aprendi. Há muitas semelhanças nas atitudes e postura de uma criança física, mental e emocional com uma criança espiritual. Observe:
  • Uma criança em geral fala muito e sobre o que não entende;
  • Uma criança em geral é muito egoísta (tudo é "meu", tudo é "eu");
  • Uma criança em geral brinca muito e muitas vezes em momentos inadequados;
  • Uma criança em geral briga à toa e por coisas que não são importantes para os adultos;
  • Uma criança em geral dorme muito e em qualquer lugar;
  • Uma criança em geral gosta muito de dôce, guloseimas (o dôce em excesso engorda, mas engordar não é crescer.);
  • Uma criança em geral é muito sentimental, passional (vive pelo que sente, é muito sensível, chora por qualquer coisa, faz birra, "fica de bico");
  • a criança em geral é muito melindrosa, se magoa muito fácil ("fica de mal");
  • Uma criança em geral é muito crédula (acredita em tudo e não questiona as coisas quando confia na pessoa);
  • Uma criança em geral não gosta de ser disciplinada, corrigida e muito menos repreendida (não entende que fez algo errado);
  • Uma criança em geral gosta muito de barulho, de "bagunça" (e geralmente em momentos impróprios);
  • Uma criança em geral é fantasiosa (exagera as coisas, fantasia tudo);
  • Uma criança em geral não tem equilíbrio (não tem firmeza, é inconstante);
  • Uma criança em geral é fraca (não tem força, precisa sempre de ajuda);
  • Uma criança em geral não entende coisas difíceis, complexas (ela ainda é criança...)
São apenas algumas semelhanças. Mas, já nos auxiliam na identificação e no diagnóstico.
Como elas podem crescer? O que fazer ? Ora, se submeter a vida regrada que já mencionei. Os adultos espirituais devem ajudá-los nisso. Servir a estas crianças o bom alimento, acompanhá-las e entender que são crianças e muitas com um atenuante, são crianças-doentes e devem ser tratadas como tal, somente assim crescerão de forma sadia.
E como saber se iniciaram o processo de crescimento?
Veja, observe os sinais. Quais?
Menciono alguns:
  • Amam a Deus e as pessoas indistintamente? (Principais mandamentos)
  • Perdoam as pessoas por mais que as prejudiquem? (Sermão da Montanha)
  • Compreendem as limitações das outras pessoas, dos irmãos?
  • Renunciam seus interesses em prol do Reino de Deus? (Mat. 6:33)
  • Buscam propagar e cultivar a paz entre as pessoas? (As Bem Aventuranças)
  • Discernem as situações e pessoas espiritualmente?
  • Pedem sabedoria a Deus em momentos difíceis da vida? (Tiago 1:5)
  • Aplicam a mansidão no falar e agir? (Tiago 1:20)
  • Se consideram felizes, mesmo com problemas? (Carta aos Filipenses)
  • Tem paciência com as pessoas e consigo mesmo? (Fruto do Espírito)
  • São equilibradas emocionalmente? (Gál. 5 - O Fruto do Espírito)
Se emitem esses sinais, ou a maioria desses, estão crescendo, rumando a maturidade desejada e esperada por Deus. Louve a Deus por isso!

Por fim, observe, identifique a faixa-etária com a qual convive, congrega, lidera ou pastoreia. Não trate crianças como adultos e vice-versa. Entenda, discirna, abençoe.

Cresçamos então,  e ajudemos nossos irmãos a crescer, para a Glória de Deus.

 Pr. Magdiel G Anselmo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Confusão causada pelos Falsos Pastores:

Lamentavelmente, tenho que afirmar que este assunto que vamos tratar agora, está cada vez se tornando mais real para a Igreja de Cristo. Não é de assustar, pois a Bíblia já nos adverte quanto a isso desde o AT.

Muitas pessoas atualmente são chamadas de “pastores, presbíteros, apóstolos, bispos e coisas semelhantes a essas”, porém nunca foram chamadas por Deus para o serem. Em meus anos de igreja já encontrei alguns ‘profissionais de púlpito’ que se utilizam de seus cargos para angariarem notoriedade e segurança financeira. Outros se utilizam do cargo para se aproveitar do rebanho executando em oculto transações comerciais com dinheiro da igreja com fins de lucro pessoal e ouso afirmar que alguns são mesmo enviados de satanás para causarem confusão e escândalo.

Pessoas que buscam o interesse próprio e o de sua família sem considerar o rebanho e a sua missão como pastor de ovelhas. Certa vez constatei que um destes “falsos pastores” submetia o rebanho a pagar inclusive vacinas e veterinário de um animal doméstico que lhe pertencia e, além disso, se utilizava do trabalho indevido e ilegal de dependentes químicos em uma casa de recuperação que dirigia, fazendo-os “vender quinquilharias” nos semáforos e residências (trabalho este não remunerado) para angariar fundos para uso duvidoso de sua parte.

Estes profissionais e aproveitadores de rebanhos são na realidade pessoas de má fé, oportunistas, que se infiltram nas igrejas demonstrando uma falsa espiritualidade, ensinando o povo a dar ênfase na busca pela prosperidade financeira e pressionando e induzindo os crentes a darem tudo ou o máximo que puderem em dinheiro e bens para a igreja, pois desta forma serão abençoados por Deus. Chegam ao cúmulo de arrecadarem em seus cultos duas e até mais vezes, as ofertas. Fazem isso não visando a benção do povo, mas evidentemente o enriquecimento próprio e o crescimento numérico de suas congregações, já que ensinam que “é dando que se recebe”, uma forma completamente distorcida do ensino bíblico ortodoxo. Enganam líderes ingênuos, desatentos ou simplesmente enganam líderes que buscam inovações sem medir suas conseqüências, ou seja, deixam ser enganados.

O texto de Colossenses 2:8 diz o seguinte: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo a Cristo...” . Esta advertência de Paulo aos irmãos colossenses é bem aplicada nesta situação.

Há outro tipo também de “falso pastor”. Este segundo tipo é aquele que não é desonesto como os que mencionei, mas não foi chamado para este ministério e insiste em permanecer. Isso causa transtornos imensos para a Igreja, pois por não ser vocacionado para tal função não tem as ferramentas necessárias para exercê-la e o trabalho se torna infrutífero e sem objetivo. Neste pastor não há o desejo de se aprofundar no estudo da Bíblia e, por conseguinte alimentar o povo cada vez mais com alimentos nutritivos e necessários. A consequência disto são sermões sem conteúdo e sem sentido, normalmente cansativos e repetitivos, demonstrando nitidamente a falta de preparo e mesmo disposição do pastor em prepará-los.

Ressalto que o pastor não precisa ser necessariamente um pregador eloqüente e carismático, porém deve pregar corretamente e aplicar os princípios divinos para a vida do homem hoje com responsabilidade e conhecimento bíblico. Deve alimentar o rebanho sistematicamente com tudo aquilo que este precisa, que Deus o dirige a servir. Para isso, o pastor gastará tempo em leitura, meditação e estudo de sua Bíblia bem como em oração e devoção diária. O aperfeiçoamento e a busca de maior conhecimento bíblico e geral deve ser uma tarefa constante na vida do verdadeiro pastor e isso ele faz naturalmente porque o Espírito Santo o leva a amar o rebanho e ter prazer nisto.

Já o “falso pastor” não sente prazer nesta tarefa e a considera cansativa e sem muita utilidade. Defende na maioria das vezes a tese de que “Deus me revelará Sua vontade” e por isso não se prepara adequadamente para pregar ou ensinar. Sua atuação então se torna medíocre e certamente todo o rebanho perceberá isso, e não terá a confiança necessária para respeitá-lo como líder espiritual.

Outra característica desse “falso pastor” é a falta de amor pelas ovelhas do Senhor. Ele não foi preparado por Deus para suportar os problemas e situações que se sucedem no ministério pastoral. Ele não tem “coração de pastor” e por isso trata as ovelhas a distância e não quer de forma alguma conhecê-las mais profundamente, porque se fizer isso vai ter que ajudá-las, entendê-las, aconselhá-las e fazer todo o possível na força de Cristo para conduzi-las a restauração.

Este processo todo para o “falso pastor” é muito difícil e complicado porque tudo isso depende do amor que ele tem pela ovelha, e isso infelizmente ele não tem o suficiente. Ele se torna muitas vezes apenas um administrador de coisas e as pessoas de sua comunidade são deixadas para elas mesmas se cuidarem. Por isso, muitas pessoas estão feridas e afastadas da comunhão com seus irmãos.

Esses tipos de pastores que mencionei são danosos e causam todo tipo de confusão para a Igreja de Cristo e provocam um desconforto entre os verdadeiros pastores. Cabe a igreja de Cristo identificar esses falsos líderes e adverti-los quanto ao erro que estão cometendo, bem como os verdadeiros pastores cabe o confronto bíblico com estas situações e falsos pastores e de forma alguma pode existir o corporativismo nestas questões. A verdade bíblica é absoluta e deve ser comunicada a todos.

Porém as igrejas, tenho que observar, não devem fechar as portas para estas pessoas, pois Jesus pode restaurar estas vidas, porém nunca devem ser recebidas e aceitas em cargos de liderança muitos menos em posições de dirigir e pastorear pontos de pregação, congregações ou igrejas locais. Isto seria um perigo e uma irresponsabilidade enorme de quem está na liderança de qualquer denominação evangélica. O processo de restauração ou mesmo de libertação dessas vidas deve ser realizado com critérios bíblicos, com paciência e sabedoria de Deus, sem "pular" as etapas e sem "atropelar" os princípios ensinados pelo Senhor aos que pecam (arrependimento, confissão, perdão, restauração, serviço cristão). Eles devem ser tratados pelo bom remédio e em algumas situações até serem submetidos a "cirurgias" como tratamento intensivo, para que tenham oportunidades de caminhar pelo caminho correto e aprender que ser um líder cristão, acima de tudo, não é ter mais um emprego, um trabalho profissional, uma oportunidade para lucrar em vários sentidos, mas sim, é a prática de uma vocação originada e comunicada por Deus a certos servos, que tem como objetivo maior abençoar vidas em Cristo, ao custo muitas vezes do seus próprios interesses e planos pessoais.

Uma análise e reflexão do texto abaixo alerta para o perigo de imaginar que Deus não observa e julga atitudes de pessoas que tratam o povo Dele de forma não condizente com a orientação, vocação e chamado divino. Vale a pena, certamente, considerá-lo.

“Filho do Homem, profetiza contra os pastores de Israel, profetiza e dize-lhes: Ai dos pastores de Israel que apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curaste, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque. Portanto. ó pastores, ouvi a palavra do Senhor: Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e se tornaram pasto para todas as feras do campo, por não haver pastor, e que os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas. Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores e deles demandarei as minhas ovelhas, porei termo no seu pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto. Porque assim diz o Senhor: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei...” Ezequiel 34: 2-11

Que Deus tenha misericórdia destes “falsos pastores” !


Pr. Magdiel G Anselmo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O PERFIL DO HOMEM DE DEUS

Entendo que o perfil de um ministro deve ser coerente com as orientações bíblicas para tal ministério. A falta de seriedade e responsabilidade quanto a este quesito tem trazido muitos prejuízos à Igreja do Senhor.
Considere a pesquisa de John Seel nos EUA com 25 líderes evangélicos de renome, de igrejas tradicionalmente preocupadas com o zelo pela sã doutrina e o preparo de ministros para a obra de Deus e veja os principais resultados encontrados:


“1. Identidade incerta: confusão disseminada acerca da definição do que é um evangélico”.
2. Desilusão Institucional: percepção de ineficácia e da irrelevância do ministério.
3. Falta de Liderança: lamento pela escassez de liderança bíblica na igreja.
4. Pessimismo com respeito ao futuro: crença de que o futuro dos evangélicos está ameaçado.
5. Crescimento positivo, impacto negativo: um paradoxo intrigante sem explicações claras e imediatas.
6. Isolamento Cultural: estamos em plena era pós-cristã.
7. Soluções políticas e metodológicas são a resposta: surgem perspectivas não-bíblicas de ministério.
8. Troca de orientação bíblica pela pesquisa de mercado: a preocupação com o eterno é substituída pelo interesse no temporal, em um esforço para mostrar relevância.”

  • O Que Deve Ser e Fazer um pastor:
Kessler observa que, “ser ministro cristão é uma honra que Deus dá a um ser humano e requer, por isto mesmo, da parte do candidato, VOCAÇÃO e CHAMADA, ambas dependentes de Deus e manifesta pelo Espírito Santo”.

Por isso entendo que a vocação divina inclui o profundo desejo de obedecer à voz do Bom Pastor na sua consciência, com a exigência, muitas vezes, de sacrifícios e sofrimentos.
Para tanto é necessário ao pastor ser de acordo e moldado para que possa realizar com frutos espirituais o trabalho a que lhe é conferido. Dentre algumas características dentro da questão “ser e fazer”, ressalto algumas a seguir.

  • O pastor deve Ser Humilde
A humildade penso ser a principal marca de um bom pastor. A Bíblia está "recheada" com orientações de toda ordem com relação a ser humilde e misericordioso. Desde os profetas, juízes e reis do AT até o Sermão da Montanha e as cartas do NT, encontramos a humildade explícita em seus ensinos e mandamentos para todo aquele que teme e obedece a Deus. O pastor como um modelo para o rebanho deve ter essa marca muito forte em sua vida e ministério.
O contexto em que vivemos tenta nos carregar para o oposto desse ensino bíblico. O mundo não valoriza nem deseja a humildade. Seja na política, nos negócios, nas artes ou nos esportes, as pessoas se esforçam para alcançar destaque, popularidade e fama. Infelizmente, essa atitude tem contaminado a Igreja. Existe um culto à personalidade, pois os líderes cristãos lutam para alcançar a glória. MacArthur observa que, “(...) o verdadeiro homem de Deus, entretanto, busca a aprovação de seu senhor e não a adulação da multidão.” , e ainda Spurgeon nos lembra que,

“se exaltarmos a nós mesmos, nos tornaremos desprezíveis, e não exaltaremos nosso trabalho e nem o Senhor. Somos servos de Cristo, não senhores de sua herança. Os ministros são para as igrejas, e não as igrejas para os ministros... Cuide de não ser exaltado mais do que se deve, para que não se transforme em nada”.

  • O pastor deve pastorear o rebanho de Deus
O Senhor Jesus salientou a importância de alimentar o rebanho quando falou com Pedro no encontro descrito em João 21. Por duas vezes, em sua ordem a Pedro, Jesus usou o termo “eu alimento” (v. 15,17). Corroborando obedientemente com este ensino de Cristo, MacArthur observa que,

“O alvo do pastor não é agradar as ovelhas, mas alimenta-las, não é fazer cócegas em seus ouvidos, mas alimentar sua alma. Ele não está ali para oferecer gotinhas de leite, mas verdades bíblicas como sólidas refeições. Os que não alimentam o rebanho não são aptos para ser pastores”.

  • A Conduta Pessoal do pastor
O referencial de pastor que a Bíblia nos apresenta é Jesus Cristo. Ele é o modelo por Excelência. E é dele que devemos tirar as características para o perfeito desempenho ministerial.
Tendo como base então a Jesus Cristo e a Palavra de Deus seguem mais algumas características de conduta para o pastor, que resumi e entendo ser relevantes, após ler um pouco sobre o assuntos em obras de irmãos e obviamente nas Escrituras:

 Ter cuidado de si mesmo e da doutrina. (1 Tm. 4:16)

 Ter uma grande capacidade de perdoar. (João 4, 8,...)

 Ter uma grande capacidade de autodomínio. (Fruto do Espírito - Gál. 5:23)

 Ter uma grande capacidade de formar obreiros. (1 Tim. 3)

 Ter capacidade para dirigir sabiamente a igreja. (Tiago 1: 5-8)

Desafios para o Século 21

O século 21 guarda grandes desafios, bênçãos e problemas para a Igreja de Cristo. Os pastores terão que se aprofundarem cada dia mais em seu conhecimento bíblico e de sua experiência em andar com Deus. O horizonte que se vislumbra não é agradável de se visualizar, porém a certeza de vitória é garantida, assim como a certeza das lutas também é prometida.

Restam aos homens de Deus se preparar e aguardar o que virá.

Dentro desta questão Leith Anderson faz a seguinte observação,

“Líderes que sejam homens e mulheres de Deus, com integridade cristã, que tenham sofrido bastante e sido testados e aprovados. Líderes da igreja do século XXI têm de dirigir numa estrada para o futuro, em alta velocidade. O mapa ainda não foi traçado. Haverá curvas inesperadas e repentinas paradas e recomeços. Será emocionante. Não pegue no sono; mantenha-se alerta e conduza a Igreja do Senhor para o melhor século que há de vir.”

Sendo assim, o pastor contemporâneo deve prestar muita atenção às lições bíblicas, pois elas com certeza se repetirão nesta geração. Portanto, quando perguntamos: O que o pastor deve ser e fazer? Precisamos procurar as respostas na Palavra de Deus ao invés de nos últimos modismos ou teorias que se originam na sociedade pós-moderna, e não nas Escrituras, ou na cultura enganosa, e não em Cristo Jesus nosso Senhor.


Pr. Magdiel G Anselmo.




Bibliografia pesquisada

AZEVEDO, Irland Pereira. De Pastor para Pastores.
JUERP. RJ. 2001.

KESSLER, Nemuel. Ética Pastoral.
CPAD. RJ. 1988.

MACARTHUR, John Jr. Redescobrindo o Ministério Pastoral.
CPAD. RJ. 1999.

KEMP, Jaime. Pastores em Perigo e Pastores ainda em Perigo.
SEPAL. SP. 1995, 1996.

TRASK, Thomas, org. O Pastor Pentecostal.
CPAD. RJ. 1999.

SHEDD, P. Russel. O Líder que Deus usa.
Vida Nova. SP. 2000.


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