quinta-feira, 31 de março de 2011

Perdoei ou não perdoei? Eis a Questão.

Falamos e escrevemos muito sobre o perdão. Mas será que em nosso dia-a-dia praticamos esse ensino de nosso Senhor Jesus como Ele o fez?
Resolvi escrever sobre esse assunto, porque muitos confundem o perdão com um simples ato de desculpar-se ou de simplesmente dizer que perdoa ou que perdoou. Mas será que é só isso? O que significa realmente o perdão do ponto de vista bíblico? 
Vamos nos aprofundar então nessa questão, buscando responder a estas indagações.
Veja que o perdão tem como pressuposto a ocorrência de qualquer fato que constitua uma OFENSA,  a qual, por sua vez precisa ser compreendida em pelo menos três aspectos:

a) o aspecto material: Quando alguém nos subtrai um bem, um objeto, ou um direito;
b) o aspecto físico: Quando alguém fere ou machuca nosso corpo;
c) o aspecto emocional ou moral: Quando alguém, mediante atos, palavras ou atitudes fere ou prejudica nossa reputação, sentimentos, ou ainda nossos padrões éticos.

Estas ofensas trazem a nossa vida sofrimento, decepções e mágoas. Prejudica nossa vida e em muitas pessoas abala a fé em Deus e a confiança nas pessoas. Proporciona e incentiva ainda o surgimento de  problemas e enfermidades emocionais e físicas de vários tipos (doenças psicossomáticas).
Cria um clima de descontentamento e de desarmonia causando conflitos de relacionamentos e obstáculos à comunhão cristã.

Como então agir para evitar esses males. Há um remédio bíblico que cura e restaura pessoas e situações como as mencionadas, chamado PERDÃO.
Mas, antes de tudo, devemos entender o que é o perdão para que apliquemos o remédio correto e não genéricos falsificados que não produzirão nenhuma cura permanente, mas sim uma falsa sensação de unidade e paz, escondendo o real problema.
O perdão ensinado no texto bíblico não é um analgésico, não é uma "aspirina espiritual". Não elimina somente as dores ou os sintomas. Ele atua na raiz do mal, na origem da enfermidade espiritual. Por isso, produz restauração completa.

O que é o perdão então?

1. Perdoar é desconsiderar (não levar em conta a ofensa);
2. Perdoar é transferir para Deus a prerrogativa de impor ao ofensor a punição que couber no caso; (Rom. 12:19-21)
3. Perdoar é permitir que o ofensor tenha em nossa vida a mesma posição que tinha antes de nos causar a ofensa;
4. Perdoar não é o mesmo que fazer VISTAS GROSSAS. - "Ah, isto não foi nada!" (Nunca devemos confundir o perdão com a conivência, ou o compactuar com o erro)

Dito isso, entendemos que o perdão inclui dois aspectos essenciais que ressalto a seguir:

a) o aspecto legal ou formal que trata com as implicações legais, a QUEBRA de regras e leis que tenham sido transgredidas.
b) o aspecto emocional que trata com nosso INTERIOR, restabelecendo toda boa disposição para com o ofensor.

Agora, que entendemos o que é o perdão e sua abrangência e aspectos, respondamos a indagação:

- Por que tenho que perdoar?

1. Porque Deus manda que perdoemos (Mat. 6:14; 18:21,22; Luc. 11:4; 17:4; Ef. 4:32; Col. 3:13).

2. Porque é uma das condições que Deus estabelece para atender nossas orações (Mat. 6: 14,15; 18: 23-37; Mc. 11:25; Luc. 6:27)

3. Porque o perdão é um gesto de grandeza e bondade que eleva aquele que o realiza a um patamar celestial.

4. Porque quando perdoamos podemos ver a ação de Deus nas situações de ofensa, modelando nossas vidas e alcançando outros propósitos (Gen. 45: 5-11; 50: 20,21; Rom. 8:28).

5. Porque quando perdoamos manifestamos o caráter gracioso e misericordioso de Deus e nos tornamos mais parecidos com Ele (Mat. 5: 44-48; Luc. 6: 32-37)

6. Porque o perdão nos livra do ressentimento e da amargura (Ef. 4:31,32; Hebr. 12:14,15)

7. Porque o perdão traz bênção recíproca de cura, tanto física, como emocional e espiritual (Tiago 5:16)

Respondida essa questão, alguém poderia perguntar:

- Mas quais os limites do perdão?

Penso que o referencial para qualquer atitude dos cristãos é o próprio Deus. Como é que Ele age? As Escrituras revelam que o perdão é baseado na graça e na misericórdia e, nunca na ofensa, qualquer que seja sua gravidade (Nee. 9: 16-21; Is. 55:7; Lam. 3:22; Miq. 7: 18; Rom. 5: 15,17,20).
Como podemos verificar, não há limites para o perdão, quer consideremos:
1. Quando perdoar ou 2. Quanto perdoar.

As consequências da recusa a perdoar são também explícitas nas Escrituras. Caso nos recusemos a perdoar àqueles que nos ofendem traremos sobre nós várias consequências, das quais destaco as seguintes:

 1. Impedimentos de nossas orações (Mat. 6:15; Mc. 11:26)
2. Ressentimento e amargura que nos fazem insensíveis e egoístas, trazendo doenças para nosso corpo, alma e espírito.
3. Impedimento da ação modeladora de Deus em nossas vidas, não atentando para possíveis carências daqueles que nos ofendem (Gen. 50: 20,21). Existem situações em que somos ofendidos porque o ofensor quer nos chamar a atenção para suas carências e problemas. A ofensa é um pedido de socorro nesses casos.  

Conclusão

Você tem certeza de que tem perdoado a todos que lhe ofenderam?
Há algum tipo de ofensa que você jamais perdoaria?
Você pode olhar com firmeza e tranquilidade nos olhos de alguém que lhe causou uma grande dor, uma grande ofensa?

Peça a Deus que lhe capacite para perdoar sem limites, como Ele mesmo lhe perdoou e continua a lhe perdoar sem limites!


Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tempos difíceis da Igreja Cristã


"Sabes, porém isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis..."
2 Timóteo 3:1

Muitos problemas foram enfrentados pela Igreja Cristã no decorrer de sua história. Desde as seitas da época de Cristo e da Igreja Primitiva como as dos fariseus, saduceus, essênios, zelotes, etc... até a tentativa de harmonizar a interpretação das Escrituras com a filosofia grega, ou ainda o gnosticismo que tantos transtornos trouxe para o trabalho dos apóstolos e dos Pais da Igreja. Enfim, os primeiros séculos foram marcados por conflitos doutrinários, ataques a interpretação histórico gramatical da Bíblia, heresias de todos os tipos até chegar ao ápice do desvio do caminho correto na Idade Média também denominada de Idade das Trevas pelas razões que já apontei.
Com a Reforma e a luta pelo retorno a ortodoxia houve uma melhora significativa na vida da Igreja, tanto em sua declaração doutrinária como na sua expressão e ação como embaixadora de Cristo. Os pré-reformadores que prepararam o caminho para Lutero, Calvino e outros já haviam assumido essa batalha que se consuma na ruptura de muitos com os dogmas e doutrinas estranhas ao texto bíblico nas teses de Lutero e na posição de Calvino e Zuínglio, entre outros.
Com essa mudança radical na forma e na essência da Igreja, muitos grupos nasceram levando a bandeira  dos reformadores e propagando a Palavra de Deus com ousadia e poder, sempre fundamentados no conhecimento bíblico adquirido pelo estudo bíblico responsável e dedicado.
Mas, essa mudança de rumo não perdurou. O tempo passou e com a modernidade trazendo suas características críticas e científicas, porém destrutivas à visão sincera e honesta do estudo das Escrituras, muitas vezes sem nenhum embasamento bíblico que pudesse recomendá-los muito obscurantismo trouxe a teologia e a vida cristã de uma forma geral. O pós-modernismo com suas tendências relativizantes e com sua mensagem superficial acabou com o que restava da fé cristã genuína, criando grupos e denominações "evangélicas" sem compromisso com a Palavra e acorrentados a uma teologia triunfalista, desprovida de discernimento espiritual e da presença do Deus da Bíblia.
Podemos então, afirmar pelo registro da história que as causas e as origens dos problemas da Igreja no passado se deram pela busca por uma interpretação bíblica que trouxesse uma estrutura doutrinária e dogmática fiel às Escrituras, além de uma clara posição dessa Igreja diante do mundo que estava inserida sem que para isso houvesse uma mistura ou contaminação com ele.
Hoje, já temos o Cânon e a estrutura doutrinária e organizacional da Igreja bem delineados e sabemos bem os que se desviaram deles e os que se mantiveram fiéis. Porém, mesmo assim, um novo grupo de problemas nos assolam, tentando fazer-nos regredir no que avançamos. Podemos afirmar que, mesmo com todos os avanços e reformas, vivemos hoje em uma completa confusão em vários sentidos. Destaco algumas áreas em que permeia essa confusão.

1. Confusão com relação a credibilidade em grupos e denominações evangélicas ou protestantes:

No que diz respeito a confiança que podemos ter nas denominações evangélicas de uma forma geral a confusão é grande. Já não sabemos o que crêem os pentecostais históricos. A frequência cada vez maior de pessoas advindas de igrejas neopentecostais (seitas pseudo-cristãs) tem transtornado o ambiente nas igrejas pentecostais e trazido costumes e práticas que não eram comuns em seu meio. E a imitação dessas práticas por membros de igrejas pentecostais propagando esses costumes tem contribuído para uma verdadeira descaracterização das práticas pentecostais que antes eram muito claras e agora já ninguém sabe quais são.
 Os tradicionais também já não sabem bem mais o que enfatizar. Vêmos igrejas tradicionais que sequer mantém uma EBD e muitas aderiram métodos de crescimento nada bíblicos, sem critérios razoáveis e sempre por interesses escusos, empolgação e manipulação por parte de grupos de pessoas imaturas e inconsequentes, que se aproveitam do sistema de governo eclesiástico dessas igrejas para implantar "democraticamente" práticas prejudiciais à harmonia e comunhão dos filhos de Deus. Métodos esses que são no mínimo questionáveis como a imitação de métodos escritos por autores de livros que residem em países onde o Cristianismo tem naufragado devido a líderes inescrupulosos, corrompidos pelo pecado e que necessitariam de aprender conosco e não nos ensinar. Além de métodos como os tais grupos G12 e outras nomenclaturas dadas ao mesmo método, e os tais "encontros" e "pós-encontros" que causaram e ainda causam tantos conflitos e divisões em várias igrejas e acabam por incentivar a existência dos movimentos de crentes sem igreja.

2. Confusão com relação a credibilidade em instituições de ensino teológico

Os seminários e faculdades teológicas sérias já não são tão sérias assim. Ao invés de reforçar a interpretação fiel do texto bíblico, o estudo e análise aprofundadas da Escritura, a maioria se dobrou a pressão de alterar seus currículos e contextualizá-los a uma realidade nada cristã de disciplinas essencialmente filosóficas e psicológicas. A boa teologia, a Teologia Bíblica, Teologia Sistemática e as disciplinas que se aprofundam no estudo da Bíblia como a Hermenêutica, Exegese e Teologia do NT e do AT, Teologia Pastoral, Aconselhamento Bíblico, História da Igreja e o estudo das línguas bíblicas são aos poucos substituídas por disciplinas meramente humanas como crescimento de igreja, oratória e comportamento, psicologia, sociologia, filosofia, administração empresarial disfarçada de eclesiástica, que poderiam ser usadas com o devido cuidado e critério bíblico como complemento mas nunca como fundamento ou como substitutas das disciplinas teológicas. Criam profissionais de igreja, profissionais de púlpito, discípulos da auto-ajuda, frios, calculistas e não obreiros do Senhor.

3. Confusão com relação ao conceito e prática do amor cristão

Esse ponto penso ser o mais grave e também a causa dos outros dois pontos anteriores.
Muitos não tem a menor idéia do que significa amar de forma cristã.
O uso correto dessa prática por si só já é poderosa para trazer a intervenção de Deus a uma situação ou a vida de alguém. O amor cristão é uma arma que destrói fortalezas e provoca mudanças.
Na situação em que vivemos, no contexto em que se encontra a Igreja Cristã hoje, essa prática traria grandes transformações a essa realidade. 
O amor cristão é desprovido de interesses pessoais, busca sempre a benção do outro e reconstrução de vidas destruídas por si mesmas ou pelo poder e atuação do mal. Quando Paulo escreve sobre isso descreve com excelência vinda do Espírito sua abrangência e seu poder. Tudo pode, crê, suporta, espera, não acaba, não se porta com escândalos, é paciente, não se alegra com a injustiça mas com a verdade... (1 Cor. 13), e quando ele afirma que o amor é maior e mais importante que os dons espirituais e sem ele esses dons não produzem resultados satisfatórios, isso deveria nos impulsionar para amar, para amar, para amar... (Colos 3: 14)
Mas, lamentavelmente, o que vêmos não é expressão de amor. Vêmos igrejas, congregações lutando contra outras. Uma atrapalhando a outra, "brigando" por membros, se possível arrancando-os de suas igrejas de origem para trazer para as suas. Irmão maldizendo irmão. Pastores que usam púlpitos para destratar outros pastores e igrejas.
Infelizmente, tenho que afirmar como pastor há algum tempo, que muitas vezes o que mais atrapalha a vida de uma igreja, que atrapalha o seu trabalho e crescimento não são os incrédulos ou os grupos religiosos não cristãos. Muitas vezes os que mais atrapalham e transtornam o trabalho são outros grupos evangélicos, são os próprios irmãos, devido ao ciúme, a inveja, o egoísmo e ao orgulho e como diz Paulo, e coisas semelhantes a essas.
Nos reunimos muitas vezes para nos degladiar, nos ferir e nos maltratar. Já não nos reunimos para hinos e cânticos espirituais (Colos. 3: 16), não mais para interceder pelas almas perdidas, mas para nos ofender e nos mutilar.
Não suportamos as debilidades dos fracos (Rom. 15:1), não perdoamos os que nos prejudicam (Colos. 3: 13), não pagamos o mal com o bem (1 Tess. 5:15), ao contrário, queremos ser muitas vezes mais implacáveis que o próprio Deus (Mat. 5:43-48).
Confundimos o amor cristão com sentimento, com emoção. Não entendemos que o amor cristão não é um mero sentimento, é um mandamento (João 15:17). Não é opcional, é obrigatório. Esquecemos do exemplo e ensino do Senhor Jesus. Esquecemos do serrmão do monte. Esquecemos do sacrifício que Ele se submeteu na cruz, sem reclamar, sem odiar... por amor a nós.
Confundimos o amor cristão com um falsa apologética que não o tem como ingrediente principal. A defesa da fé cristã não é uma defesa irada, sem medida, sem critérios, sem amor...Também não é uma piada, uma brincadeira em forma de chacota, fazendo a pessoa que erra de objeto de riso e o tornando ridículo aos olhos de seus irmãos. Aquele que teve a oportunidade dada por Deus para estudar e conhecer mais a Palavra de Deus deve encharcar o seu ensino do amor e da oração. Deve repreender com amor e alimentado pela oração. A leitura e o estudo minucioso do texto de 1 Coríntios 8: 1-13 deveria levar a uma interpretação e aplicação mais cuidadosa do saber e do conhecimento a muitos estudiosos, teólogos e mestres na Igreja no que tange a repreender e ensinar o irmão mais fraco e com menos conhecimento bíblico. A paciência fundamentada no amor deveriam ser marcas desse ensino.
O amor cristão visa sempre reedificar, reconstruir o que foi destruído ou perdido. Visa a restauração, dar mais uma oportunidade, andar mais uma milha. Nunca a condenação, pois não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, nunca a acusação, pois é o próprio Deus quem os justifica (Rom. 9:34). Deixemos Deus resolver essa questão.
Se usássemos essa poderosa arma, o amor, unida a nossa fé e capacitação espiritual, não viveríamos tanta confusão como vêmos em nosso arraial.

Não desanimemos!

Os tempos são difíceis, mas mesmo com toda essa confusão, existem remanescentes que prosseguem fielmente com o trabalho do Senhor de forma diligente e constante.
Esses exemplos devem nos animar e nos motivar para continuarmos também o serviço do Mestre, buscando clarear, abençoar, iluminar as mentes e corações pela obra do Espírito Santo.
Precisamos reformar o que está em ruínas. Reformar pelo amor cristão.
Por isso, ame a Deus, ame a Igreja, ame seu irmão, ame a Palavra de Deus, ame-se.

Pr. Magdiel G Anselmo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Alegrai-vos Sempre !



"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo: alegrai-vos".

Filipenses 4:4.

Mas que ordem estranha, Senhor!
Como pode uma criatura em sã consciência, alegrar-se sempre?

-Perdoe a minha ignorância mas, será que esta palavra não foi mal empregada. Quem sabe um erro de tradução...

Afinal, "sempre", quer dizer em todos os momentos, continuamente, sem interrupção, quer dizer em todas as horas do dia, em todos os dias do ano, em todos os anos da vida.

-Será que não se enganaram, Senhor? Quisestes mesmo dizer "sempre"?

Perdoa-me mais uma vez, mas parece tão inconcebível poder estar alegre sempre.
Compreendes o que quero dizer, Senhor?
Quando o que fazemos com boa intenção não dá certo, podemos ficar alegres?
Quando desejamos ajudar, abençoar e somos mal interpretados e atacados, podemos ter alegria?
Quando se tenta restaurar um relacionamento perdido, um irmão magoado e recebemos palavras amargas e atitude arrogante como resposta, pode-se ficar feliz?
Quando se recebe aquela resposta agressiva, violenta e inesperada, pode-se sorrir?
Quando, havendo tanto a fazer, a gente adoece e fica limitado a uma cama ou aos limites de nosso quarto, pode a gente se alegrar com isso?
Quando alguém que amamos nos decepciona e nos fere podemos nos alegrar?
Quando alguém íntimo e amado nos deixa, podemos esquecer a saudade e a dor da separação e nos alegrarmos?

Compreendes o que pedes, Senhor? Tu mandas eu me regozijar sempre, e isso significa "em todas as situações". Mas, Senhor, eu não posso entender, não consigo compreender...

Mas, nesse momento, lembro a tempo que Sua Palavra nos ensina que quando o nosso intelecto, nossa razão, nosso raciocínio não bastam, não alcançam, devemos crer e confiar que Tu sabes o que fala e faz.
Sim, porque se Tu me ordenas que eu me alegre sempre, é porque é possível. Racional, talvez não, humano, tampouco - mas é possível e por um caminho apenas: o da fé, porque "tudo é possível ao que crê".

Eu sei Senhor, que esta alegria que ordenas não é muitas vezes de lábios sorridentes ou de gargalhadas. É uma atitude de fé e de esperança em meio as dificuldades, crendo fielmente que dias melhores virão. É uma dura aprendizagem que busca nosso crescimento como povo de Deus. É a alegria de saber que esta conosco mesmo nas piores angústias e dores.

Ah, Senhor, eu quero aprender de Ti essa alegria constante!

Eu quero ter o poder que Tu deste a Paulo e Silas de cantar hinos de louvor, depois de serem humilhados e com o corpo preso e dolorido. Eu quero estar tranquilo contigo, ainda que numa cova de leões, como fez Daniel. Eu quero olhar para o alto e sentir que há sempre motivo de louvor, motivo para estar alegre, em todos os momentos. Eu quero ter esta atitude de fé, e em tudo demonstrar a alegria santa que o mundo não conhece, o regozijo sempre e constante no Espírito, o louvor contínuo, fluindo através de mim.

Ajuda-me Senhor!
Ajuda-me...

Amém.

Este texto foi escrito quando meditava na carta de Paulo aos Filipenses.

Pr. Magdiel G Anselmo.

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