quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Admite-se Educadores Cristãos - INÍCIO IMEDIATO

A vida no século XXI possui uma característica que já dava sinais de sua permanência desde o século anterior. As mudanças e variações são constantes em todas as áreas da existência humana. A necessidade de adaptação e contextualização tornaram-se habituais e a atualização e especialização são hoje prioritárias tanto academicamente como profissionalmente.
Vivemos em um mundo que muda a cada instante. Os avanços em diversas áreas melhoraram a qualidade de vida das pessoas e aumentaram os níveis de conhecimento e de comunicação entre elas.
Por isso, quem ficar parado, estagnado ao que já sabe ou ao que já alcançou acaba por ser "engolido" pela onda das novas metodologias e tecnologias e da própria nova forma de viver.
A necessidade de qualificação, aperfeiçoamento, treinamento e atualização constantes são princípios basilares da vida nesse novo século e nós como cristãos que nele vivemos precisamos entender isso e não negligenciarmos essas mudanças e todo o contexto que as envolvem.
Estas constatações também são fatos no universo evangélico em nosso país. Observamos que causaram e ainda causam uma crescente migração de pessoas que advem de denominações, grupos e movimentos pseudo-cristãos, na maioria das vezes, decepcionados, feridos e doutrinados em "evangelhos" estranhos ao Evangelho de Cristo, como é o caso do evangelho da prosperidade ou triunfalista tão disseminado pelos grupos neopentecostais e seitas das "novas unções". Faz-se urgente a necessidade de termos em nossas igrejas pessoas vocacionadas, preparadas e qualificadas para o ensino e discipulado cristãos.
A Educação Cristã precisa aceitar o desafio de atualizar seu processo de comunicação e toda sua metodologia, sem contudo alterar ou prejudicar o conteúdo e sua essência. Em 1999 num relatório realizado pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI sob a coordenação de Jacques Delors e entregue a UNESCO,  entendeu-se que a boa educação é firmada em quatro preceitos ou pilares fundamentais:

 Aprender para conhecer, aprender para conviver, aprender para fazer e aprender para ser.
Estes pilares são aplicáveis e diria, prioritários também na Educação Cristã. Adaptando-os ao contexto cristão, podemos assim interpretá-las:
Aprender para conhecer Jesus (Evangelismo e Discipulado Cristão);
Aprender para conviver com Deus e meus irmãos (Comunhão e Integração Cristãs);
Aprender para fazer (Serviço e Mordomia Cristãs);
Aprender para ser o que Deus quer que eu seja (Ensino Cristão Sistemático, Edificação e Maturidade).
Como já mencionei, o crescente avanço do número de "igrejas" de todos os tipos e com motivações de toda ordem, e com escalas de prioridades totalmente equivocadas, formou uma multidão de "crentes" sem educação e discipulados verdadeiramente cristãos.
Mesmo com a persistência das igrejas tradicionais e pentecostais históricas em manter em sua rotina programas e atividades de ensino, muitos tem desanimado nessa árdua tarefa, pois raros são aqueles que se atualizam e se contextualizam em seus métodos e práticas no ensinar. Muitos possuem vontade, desejo e até vocação para isso, mas não possuem preparo e treinamento adequados e tão importantes nesses dias.
As Escolas Bíblicas estão sendo atacadas e minimizadas, mas ainda continuam sendo a melhor forma de educar e discipular pessoas e famílias inteiras na igreja.
As consequências do menosprezo com a Educação Cristã vê-se claramente na qualidade das letras dos cânticos atuais, nas pregações sem fundamento bíblico/teológico e apoiadas em filosofias de auto-ajuda e em técnicas psicológicas de manipulação e ainda pela total ausência de métodos de ensino, didática e princípios básicos de pedagogia por parte daqueles que exercem ministérios de ensino em nossas igrejas.
Por isso, o aperfeiçoamento e contextualização são medidas emergenciais a serem tomadas em nossas igrejas. Elas precisam se estruturar para atender a demanda cada vez maior e precisam ter pessoas qualificadas espiritualmente e academicamente para conseguir responder as frequentes buscas e necessidades do povo do século XXI, sem contudo perder sua característica e missão de ensinar fielmente a Palavra de Deus.
As nossas lideranças precisam dar prioridade ao preparo de novos educadores cristãos e atualizar os que já se encontram na frente de batalha.
A Igreja cristã precisa olhar para suas fileiras e ter a sensibilidade de enxergar vidas sedentas em aprender e proporcionar a elas alimento saudável e bem preparado.
Se não cuidarmos da Educação Cristã hoje, teremos no futuro uma igreja repleta de crentes anêmicos, raquíticos espiritualmente e que não suportarão as responsabilidades que Deus impôs a Sua Igreja ( Ide, Ensinai, Batizai, Pregai, Fazei discípulos, Crescei...)
 
Algumas sugestões, ouso fazer, a meus irmãos que de alguma forma exercem liderança cristã:
 
a) Invista em sua capacitação e formação acadêmica. Se atualize, leia muito e leia bons livros da área, faça cursos... (Deus usará seu conhecimento para abençoar outros, além de ser um bom exemplo ao rebanho)
 
b) Fortaleça as Escolas Bíblicas com estruturas novas e pessoas qualificadas (boa administração + planejamento + vocacão espiritual + preparação adequada são poderosas ferramentas no ensino da Palavra de Deus)
 
c) Não negligencie a Educação Cristã em prol de outras atividades como: eventos, festas ou por não ser tão agradável ao povo (seu compromisso é com o bom alimento e não com as "guloseimas espirituais", que vez por outra podem até ser servidas, mas nunca substitua o alimento por elas)
 
d) Não entre na "onda  neopentecostal" da ansiedade por encher templos (lembre-se o Evangelho de Cristo não é pra agradar, na grande maioria das vezes Ele incomoda!)
 
e) Não consagre, ordene ou motive a acontecer consagrações ou ordenações de novos ministros porque são "seus amigos", ou porque fortalecerão suas bases "políticas denominacionais", ou ainda porque são "crentes fiéis" ou vão lhe ajudar de alguma forma a "manter seu poder ou privilégios". (Somente encaminhe ao ministério pastoral ou de ensino homens e mulheres crentes em Cristo que possuírem vocação (chamada), capacitação (dons espirituais), formação educacional e teológica (capacitação acadêmica e treinamento específico) e vida (testemunho) cristã adequados para ensinarem a Palavra de Deus).
 
f) Faça dessas sugestões algo natural na igreja que congrega ou pastoreia (esses são bons costumes que trarão bons frutos no futuro próximo).
 
 
Cuidemos hoje, para que amanhã não lamentemos.
 
Pr. Magdiel G Anselmo.
 
 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Misturando o Santo e o Profano... Uma péssima Idéia.

"A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo."

Ezequiel 44:23.

Esse capítulo do livro do profeta Ezequiel traz algumas orientações direcionadas aos sacerdotes daquele época. Orientações estas dentro de um contexto de reforma no ministério do santuário. A organização, o cuidado e o zelo que Deus tinha fica muito claro no texto e faz com que reflitamos sobre como nos portamos sendo a Igreja de Cristo  e embaixadores de Cristo nesse mundo. Sabemos que a Bíblia não é um livro de exemplos, mas sim de princípios de Deus necessários para a vida do Homem e da Igreja.
Portanto, estes princípios bíblicos devem ser entendidos e praticados para que encontremos de Deus a aprovação e a benção em nossas atitudes e motivações.
Penso ser essa a preocupação de boa parte dos líderes cristãos que identificam uma tendência cada vez maior de misturar o santo com o profano em todas as áreas da vida cristã, principalmente no que diz respeito ao culto cristão nas igrejas evangélicas de nosso país.
Temos visto abertamente pessoas sem nenhum critério, formação ou escrúpulos se arrogando no direito de ensinar ao povo de Deus conceitos e princípios ditos bíblicos mas que na verdade são totalmente contrários ao que nos revela a Palavra de Deus e com isso destroem as marcas e estacas fincadas muitas vezes com o preço da própria vida pelos nossos irmãos do passado.
O tradicionalismo corrói e mata, mas a tradição ensina e direciona para o crescimento sadio e estruturado.
Vemos os bons costumes e as boas tradições serem deturpadas e mescladas com eventos e situações profanas como se isso fosse natural e normal à vida de um cristão verdadeiramente regenerado.
A orientação feita por Deus através de seu profeta é hoje tão atual como o era naquele tempo.
Entre tantas, menciono algumas misturas do santo com o profano utilizadas largamente por muitos grupos e denominações evangélicas em nosso país:

a) A Mistura do Culto Cristão com "Culto a Pessoas".

Com a justificativa de comemorar ou homenagear alguém, muitas vezes faz-se uma pausa no culto para direcionar toda a atenção e honrarias a uma pessoa específica, na maioria das vezes o próprio pastor da igreja. Nada contra honrar o ministro que ali se encontra. Nada contra homenagear e demonstrar amor por um líder. Nada contra celebrar o aniversário do pastor ou o dia do pastor. Mas, o que vemos muitas vezes é uma verdadeira entronização e endeusamento que somente produz vaidade em muitos líderes, inveja de muitos que ali desejavam estar e um ensinamento equivocado do que é servir a Deus no ministério pastoral.
Culto cristão é culto a Cristo. Não podemos perder o foco. Não podemos esquecer de quem devemos direcionar nossa adoração e louvor. A estrela é Cristo.
A sequência de entrega de presentes, de homenagens, de declarações de amor ou de outras formas usuais podem muito bem serem realizadas em outro momento que não seja no culto.
Porque não ir a casa do pastor e assim honrá-lo. Por que tem que ser na igreja e no culto?
Misturar culto cristão com entrega de presentes e homenagens a pessoas é um atitude perigosa que pode produzir mais malefícios do que benefícios.

b) A Mistura da Pregação Bíblica com a Filosofia Humana
 (Atos 20:26-28; 1 Coríntios 2: 1-5)

Muitos pensam que pregar a Palavra de Deus é simplesmente filosofar. Imaginam que levar o povo ao mundo das idéias, argumentações e opiniões diversas sobre várias coisas é o ideal da pregação. Alguns ainda dizem: - Vou trazer-lhes uma reflexão.
E divagam sobre várias formas de pensar com relação aos problemas da humanidade como se as divagações, reflexões superficiais e argumentações humanas produzissem fé e arrependimento nas pessoas pelo simples fato de comunica-las.
Fazem uma preleção sem contudo aplicar à vida de seus ouvintes a verdade da Palavra de Deus, para que Ela mediante o poder do Espírito produzisse mudança e transformação.
Ficam apenas no mundo da idéias e que podem produzir até simpatia, porém não arrependimento e salvação eterna. 
Estes amam mencionar nomes de filósofos, teólogos, escritores, obras de todo tipo... Mas, esquecem o principal: A pregação da cruz.

c) A Mistura da Alegria Verdadeira com a Falta de Reverência (1 Coríntios 6:12; 10:23)

Em muitos cultos confunde-se a alegria com a falta de respeito e temor a Deus.
Podemos nos alegrar, celebrar e louvar a Deus, sem contudo criarmos um ambiente de bagunça e confusão no culto.
O culto festivo nada tem a ver com um culto desorganizado ou relaxado.
O culto racional se opõe a atitudes bizarras e inconvenientes tais como: andar como um animal, imitar o jeito e o som de animais ou pular sapateando como alguém descontrolado e desequilibrado.
Estas atitudes não encontram respaldo no texto bíblico. Não há nenhuma orientação para que os cristãos cultuem a Deus desta forma. O histerismo, a possessão e a falta de equilíbrio emocional não são características do mover do Espírito Santo revelados na Bíblia.
Estas atitudes que entendo ser inadequadas para o contexto cristão são largamente encontradas em outras religiões e cultos não cristãos e isso deveria nos alertar ou pelo menos chamar a atenção de muitos que imitam estas atitudes.
Atitudes físicas como levantar as mãos, aplaudir, ajoelhar, prostrar, cantar, tocar instrumentos, dar brados de júbilo e outras como salmodear, louvar com hinos e cânticos espirituais são encontradas na Bíblia e devem pautar nossa postura no culto cristão.

d) A Mistura do Marketing com os Dons Espiriuais para Pregar, Administrar e Governar (2 Tim. 3: 16,17; 1 Coríntios 1: 18-25).
 
Uma das principais filosofias do marketing e da propaganda é agradar o cliente, suprindo suas necessidades básicas, para que ele adquira e consuma o produto que este lhe apresenta ou comercializa.
Esta filosofia segue na contra-mão do Cristianismo bíblico. 
A pregação bíblica não serve e não veio para agradar o Homem.
Jesus não é produto. Ele não está aí pra ser vendido ou para saciar as necessidades e desejos de alguém.
A Igreja não é uma instituição de caridade ou uma organização que tem o objetivo de trazer entretenimento ou diversão as pessoas tristes e carentes. 
A Palavra de Deus trata com questões que as pessoas não desejam que sejam sequer "tocadas". Não é agradável. Tira as pessoas de sua área de conforto. "Mexe" com assuntos que incomodam a muitos e exige mudança de atitude e renúncia de velhos "vícios" e desejos carnais.
Não tem nada a ver com marketing, tem a ver com poder de Deus. Tem a ver com o plano de Deus para a salvação da humanidade. Tem a ver com o pecado que abunda e com a graça de Deus que é superabundante sobre aquele que ouve a Palavra e a pratica.
A verdadeira mensagem da Cruz unida ao dom espiritual de administrar (governar ou presidir) não enche igrejas (templos) muitas vezes, mas enche pessoas com o Espírito Santo.
Não precisamos de marketeiros pra isso.

e) A Mistura de ritmos que fascinam com letras que decepcionam

De uns tempos pra cá, a qualidade de nossos hinos ou como gostam de dizer, louvores, tem diminuído substâncialmente.
Os ritmos, as melodias, assim como a qualidade de nossos músicos tem melhorado bastante. Porém, nossos compositores tem sido, em grande parte uma decepção.
Letras sem sentido, sem fundamento bíblico e não poucas vezes repletas de erros gramaticais e teológicos.
Seguem uma receita mundana de frases que parecem legítimas, mas que trazem apenas promessas falsas, banalidades e superficialidade que certamente não se alinham com a revelação bíblica, muito parecidas com a estratégia de cantores populares que se utilizam desse expediente no contexto mercadológico para fazer sucesso e consequentemente vender seus cds. 
Algumas possuem um nível de "intimidade" com Deus que ultrapassam os limites do temor e tremor ao Senhor. Misturam intimidade, liberdade com libertinagem e falta de respeito. Produzem um falso louvor e criam um ambiente em desarmonia e incoerente para um culto cristão , muito semelhante ao que Moisés discerniu quando desceu do monte.
Existem exceções, mas são pouco divulgados. Deve ser porque escolheram servir a Deus em suas congregações locais do que partir para uma busca desenfreada e a qualquer preço pela fama (escolha muito acertada em minha opinião). São os verdadeiros "levitas" integrantes de ministérios de louvor em várias igrejas espalhadas por nosso país. Não possuem cd's ou dvd's muitas vezes, mas tem um lugar garantido junto ao coro celestial e no coração de muitos adoradores do Senhor.

f) A Mistura da Política com o Ministério Pastoral (1 Pedro 5: 1-4; Hebreus 13: 7-17)

Sei que fazer política faz parte da vida humana. Mas a política ruim e egoísta é uma opção.
Precisamos separar a administração segundo os princípios e valores bíblicos da política humana que na maioria das vezes busca seus próprios interesses.
Quantas denominações evangélicas estão corrompidas pela política "suja" de seus líderes. Quantas pessoas foram ordenadas ou consagradas ao ministério pastoral apenas por serem "homens de confiança" de alguém ou para obter votos em eleições ou convenções eclesiásticas e não por possuírem vocação e chamado de Deus para tal missão e posição.
Quantos púlpitos são maculados por pastores que se abstem de pregar o Evangelho para fazer política denominacional e até para se elegerem em cargos públicos.
É lamentável vermos denominações históricas e que marcaram a vida brasileira sendo destruídas por pessoas que não são chamados para liderar o povo de Deus mas para serem políticos, na pior concepção da palavra.

Conclusão:

Há muitos outros exemplos que eu poderia mencionar aqui, quem sabe em outra postagem ou artigo liste mais alguns.
Por fim, lembro que nosso adversário procura nos enganar (1 Pe. 1: 13-16; 5:8).
Ele pretende nos iludir, fazendo com que não nos importemos com essas misturas.
Ele deseja que misturemos o santo com o profano. Que não distinguamos a benção da maldição.
Tenhamos como líderes e servos de Deus, discernimento para avaliar, examinar e separar o santo do profano.
A Palavra de Deus sempre será uma peneira, um filtro ideal para cumprirmos essa tarefa.
Não deixemos o adversário confundir nossos irmãos.
Ensinemos o que é correto, o que é bíblico, mesmo que para isso, precisemos pagar o preço.
Afinal de contas, é isso que se espera de nós.

Pr. Magdiel G. Anselmo.



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Você é Valioso.


Só Deus pode criar, mas você pode valorizar o que Ele criou.
Só Deus pode dar a vida, mas você pode transmiti-la e respeitá-la.
Só Deus pode dar a fé, mas você pode dar o seu testemunho.
Só Deus pode dar paz,mas você pode semear a união.
Só Deus pode infundir esperança, mas você pode restituir a confiança.
Só Deus pode dar o amor verdadeiro, mas você pode ensinar o seu irmão a amar.
Só Deus pode dar alegrias eternas, mas você pode sorrir a todos.
Só Deus é o caminho, mas você pode indicá-lo ao próximo.
Só Deus é a luz, mas você pode fazê-la brilhar no mundo.
Só Deus é a vida, mas você pode dar aos outros a alegria de viver.
Só Deus pode fazer o impossível, mas você pode fazer o que é possível.
Só Deus pode fazer milagres, mas você pode fazer sacrifícios.
Só Deus pode fazer a semente do bem germinar, mas você pode plantá-la no coração humano.
Só Deus salva o pecador, mas você pode comunicar as boas novas de salvação.
Só Deus é santo, mas você pode ser santificado.
Só Deus é eterno, mas você pode viver eternamente junto Dele.
Só Deus é Soberano e Onipotente, mas Ele decidiu contar com você.
Só Deus basta a si mesmo, mas Ele preferiu se importar com você.

Somos valiosos para Deus.  
Nunca esqueça disso...


Pr. Magdiel G Anselmo. 
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