sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vendo com os olhos de um pai

Muitas lições e verdades aprendemos na vida. Algumas, aprendemos com os que ensinam, outras aprendemos simplesmente vivendo.
Uma dessas lições aprendidas com a vida é a de ser pai (não que ser mãe seja algo menor, mas quero enfocar aqui o ser pai). A arte de ser pai é algo profundamente interessante, rica, sofrida e recompensadora. Veja que o próprio Deus se autodenomina Pai e nos adota como filhos. Por isso, a relevância desse aspecto da vida humana.
Mas, a aprendizagem de um pai passa pela aprendizagem de um filho, o que quero dizer com isso? Ora, que aprendemos a ser pai a medida que conseguimos entender a impetuosidade e as várias etapas do pensamento de nossos filhos. 
Ouvi de alguém que existem fases da vida de um filho(a) que expressam o que ele pensa ou qual sua cosmovisão da vida e de seus pais.
Esboço isso a seguir:
1. Quando criança. Meu pai é meu herói, como um "superman". Quero ser como ele!
2. Quando pré-adolescente. Questiono meu pai. Não aceito muito do que ele me diz. Afinal de contas, já sou quase um adulto!
3. Quando adolescente. Tenho minhas próprias idéias e ideais de vida. Não preciso mais de meu pai. Afinal de contas, já sou dono de meu nariz, mereço respeito!
4. Quando jovem, moço. Vejo que alguma coisa que meu pai dizia, ele tinha razão. Realmente, preciso rever algumas de minhas atitudes!
5. Quando adulto, sem filhos. Vejo agora que muita coisa que meu pai dizia realmente era verdade.  Não é que ele estava certo!
6. Quando adulto, com filhos. Meu pai tinha razão, preciso conversar mais com ele!
7. Quando adulto, já idoso. Volto a ser criança e meu pai volta a ser meu herói, mas agora um herói de verdade, não apenas de "estória em quadrinhos".  

Certa vez ouvi de meu pai que muitos perdem a oportunidade de aprender porque desvalorizam ou desmerecem a experiência adquirida por outros. Ele conta a estória de alguém que inúmeras vezes fazia uma mesma viagem, para um mesmo local, e alguém iria fazer essa viagem pela primeira vez e teria duas alternativas para fazer uma boa viagem. Uma era não aproveitar a experiência do velho viajante e ir sem perguntar como e por onde deveria fazer seu percurso até o destino, outra era ser sábio e perguntar ao experiente viajante como deveria proceder. A pergunta é: Quem faria uma boa viagem e chegaria primeiro?
Assim, ocorre muitas vezes com os filhos. Por imaginar que sabem tudo, perdem oportunidades de aprender com quem já está na estrada muito tempo antes deles.
Penso que uma das razões do mandamento bíblico com promessa, "honrarás teu pai e tua mãe para que vás bem e seus dias na terra sejam prolongados" tem muito a ver com isso.

Não quero aqui afirmar que os pais não cometem equívocos ou erros durante a vida. Claro que erram, que fazem coisas muitas vezes chocantes. Mas, com o passar dos anos, com uma experiência maior de vida e com Deus, conseguimos enxergar, olhando pra nós mesmos, que todos temos nossos dilemas, conflitos, limitações e momentos difíceis. Ora, pecamos porque somos pecadores e não pecadores porque pecamos.
Entretanto, aprendemos a olhar com os olhos de Deus, e conseguimos ver além disso, conseguimos enxergar as virtudes, as qualidades e acima de tudo valorizamos e consideramos os anos de vida que foram dedicados a nós pelos nossos pais. Vêmos com clareza toda a luta que tiveram para que pudessemos ser o que somos, e as dificuldades que passaram para nos moldar o caráter.
E mais, como já afirmei, os pais também erram (pecam), e até com relação a esses momentos, vêmos também (e aprendemos) quais as atitudes que um verdadeiro servo de Deus toma quando peca e podemos presenciar o que Deus faz com todo aquele que se arrepende e busca ser restaurado (isso deve ser uma lição pra todos nós).
É óbvio que há muito o que aprender, basta olhar de forma sábia e por que não, cristã.
Hoje, já com alguma experiência adquirida durante a vida e com algum conhecimento do agir de Deus, busco relembrar os momentos felizes que passei com meu pai (as brincadeiras, os passeios, as viagens, os jogos do nosso time assistidos na TV, os almoços com o "o arroz do papai", etc...).
Também do aprendizado vendo-o ensinar e pregar na igreja (muito do que faço e como faço na igreja como pastor, aprendi vendo meu pai fazer). 
E finalmente, busco relembrar das orientações e conselhos de meu pai sobre as coisas espirituais, vida profissional, escolar, vida familiar, relacionamentos, etc. Sei que muitos desses eu não segui. Sofri muito por isso em muitas situações. Sei que alguns ele poderia até estar errado, mas entendo hoje o porquê e a motivação dele.
Sei também que devo tê-lo feito sofrer, chorar, por atitudes tomadas e por palavras pronunciadas. Passei também como todos pelas fases que mencionei na vida de um filho.
Mas hoje, o respeito mais do que antes. Não posso dizer que o amo mais, porque sempre o amei muito, isso nunca mudou, nunca diminuiu.  Mas sei hoje, com convicção, da importância dele na minha vida.  
Hoje consigo ver com os olhos de um pai, não apenas com os de um filho.
E mais, hoje, consigo enxergar com os olhos de Deus.

Louvado seja Deus pelo meu pai!
Louvado seja Deus pela vida desse homem: Moysés Anselmo. Exemplo de trabalhador incansável e de convicções firmes e caráter. Exemplo de que não importa o que possa ocorrer, o perdão e a restauração de Deus é sempre uma verdade para um servo de Deus. Exemplo de persistência, de fé e de amor.


O sr. merece ser honrado como pai, pastor e amigo.
E me sinto honrado em ser seu filho.

Lhe amo meu pai ! Deus o abençoe, sempre !

Seu filho.

Pr. Magdiel G Anselmo.


Um comentário:

  1. Deus continue abençoando este trabalho. abraços e fique na paz do Senhor Jesus
    www.mensagensedificantes.com

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