quinta-feira, 10 de março de 2011

Alegrai-vos Sempre !



"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo: alegrai-vos".

Filipenses 4:4.

Mas que ordem estranha, Senhor!
Como pode uma criatura em sã consciência, alegrar-se sempre?

-Perdoe a minha ignorância mas, será que esta palavra não foi mal empregada. Quem sabe um erro de tradução...

Afinal, "sempre", quer dizer em todos os momentos, continuamente, sem interrupção, quer dizer em todas as horas do dia, em todos os dias do ano, em todos os anos da vida.

-Será que não se enganaram, Senhor? Quisestes mesmo dizer "sempre"?

Perdoa-me mais uma vez, mas parece tão inconcebível poder estar alegre sempre.
Compreendes o que quero dizer, Senhor?
Quando o que fazemos com boa intenção não dá certo, podemos ficar alegres?
Quando desejamos ajudar, abençoar e somos mal interpretados e atacados, podemos ter alegria?
Quando se tenta restaurar um relacionamento perdido, um irmão magoado e recebemos palavras amargas e atitude arrogante como resposta, pode-se ficar feliz?
Quando se recebe aquela resposta agressiva, violenta e inesperada, pode-se sorrir?
Quando, havendo tanto a fazer, a gente adoece e fica limitado a uma cama ou aos limites de nosso quarto, pode a gente se alegrar com isso?
Quando alguém que amamos nos decepciona e nos fere podemos nos alegrar?
Quando alguém íntimo e amado nos deixa, podemos esquecer a saudade e a dor da separação e nos alegrarmos?

Compreendes o que pedes, Senhor? Tu mandas eu me regozijar sempre, e isso significa "em todas as situações". Mas, Senhor, eu não posso entender, não consigo compreender...

Mas, nesse momento, lembro a tempo que Sua Palavra nos ensina que quando o nosso intelecto, nossa razão, nosso raciocínio não bastam, não alcançam, devemos crer e confiar que Tu sabes o que fala e faz.
Sim, porque se Tu me ordenas que eu me alegre sempre, é porque é possível. Racional, talvez não, humano, tampouco - mas é possível e por um caminho apenas: o da fé, porque "tudo é possível ao que crê".

Eu sei Senhor, que esta alegria que ordenas não é muitas vezes de lábios sorridentes ou de gargalhadas. É uma atitude de fé e de esperança em meio as dificuldades, crendo fielmente que dias melhores virão. É uma dura aprendizagem que busca nosso crescimento como povo de Deus. É a alegria de saber que esta conosco mesmo nas piores angústias e dores.

Ah, Senhor, eu quero aprender de Ti essa alegria constante!

Eu quero ter o poder que Tu deste a Paulo e Silas de cantar hinos de louvor, depois de serem humilhados e com o corpo preso e dolorido. Eu quero estar tranquilo contigo, ainda que numa cova de leões, como fez Daniel. Eu quero olhar para o alto e sentir que há sempre motivo de louvor, motivo para estar alegre, em todos os momentos. Eu quero ter esta atitude de fé, e em tudo demonstrar a alegria santa que o mundo não conhece, o regozijo sempre e constante no Espírito, o louvor contínuo, fluindo através de mim.

Ajuda-me Senhor!
Ajuda-me...

Amém.

Este texto foi escrito quando meditava na carta de Paulo aos Filipenses.

Pr. Magdiel G Anselmo.

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