domingo, 18 de dezembro de 2011

Devem os cristãos celebrar o Natal?

Em todos os finais de ano, a pergunta é feita e a questão é novamente levantada.
Devem os cristãos celebrar o Natal? 

Penso que muitos deveriam deixar o radicalismo em certas questões que são secundárias e buscar se aprofundar para conhecer melhor sobre o que falam ou escrevem, e acima de tudo, um pouco de equilíbrio e prudência não faria mal nesses momentos.
Tenho visto muitas atitudes equivocadas sobre esse assunto  (pastores e igrejas que se recusam a realizar um culto celebrando o nascimento de Cristo (Natal de Cristo) ou alguma atividade celebrando essa data). Não que não celebremos isso todos os dias ou em todos os cultos realizados na igreja ou fora dela, mas qual o problema em separarmos um dia ou noite para algo especial relacionado a isso? Será que as pessoas não farão isso em seus lares? É pecado comemorar o aniversário da encarnação de Cristo nesse mundo?
Bom, Procurarei nesse artigo trazer uma reflexão ponderada e bíblica. Afinal, não é isso que somos ensinados a fazer pelo nosso Mestre Jesus?
Mas, vamos lá.
Um bom número de seitas e novas igrejas que professam seguir a Cristo, insistem que o Natal é uma festa pagã o qual todos os verdadeiros cristãos devem afastar-se.
Provavelmente a mais notável destas religiões são as Testemunhas de Jeová, que publicam ferroados ataques sobre a celebração do Natal ano após ano. No entanto, estes grupos não estão sós na sua condenação destes feriados religiosos mais populares.
Muitos cristãos evangélicos também acreditam que o Natal é uma celebração pagã, vestindo “roupas cristãs”. Enquanto muitos cristãos marcam o Natal como um dia especial para adorar a Cristo e dar graças pela Sua entrada no mundo, eles rejeitam qualquer coisa que tenha a ver com Papai Noel, árvores de Natal, troca de presentes e tal.

Existem bases bíblicas para rejeitar tudo ou parte do Natal? Qual deve ser a atitude dos cristãos neste assunto? Essa pergunta que está diante de nós.

A resposta dada aqui é de que, enquanto certos elementos da tradição Natalina são essencialmente pagãos, eles devem ser rejeitados (especialmente as bebidas e imoralidades, na qual o mundo se acha dona naquele período do ano), o Natal em si e muitas das tradições associadas com ele, pode ser celebrado pelos cristãos que tem uma consciência clara, repito, consciência clara. Aqueles que se inclinam a rejeitar fora de mão, tal posição, podem estar interessados em saber que, durante um tempo este escritor teria concordado com eles. Um exame minucioso destes assuntos incluídos, no entanto, conduz a uma conclusão diferente.


Celebrando o aniversário de Jesus

O argumento básico e comum apresentado contra o Natal, é de que não se encontra na Bíblia. Muitos cristãos, e também grupos como as Testemunhas de Jeová, sentem de que ao não estar mencionado nas Escrituras, não é portanto para ser observado. De fato, as Testemunhas argumentam que desde que as únicas pessoas na Bíblia que celebravam o seu aniversário onde Faraó (Gn 40:20-22) e Herodes (Mt 14:6-10), Deus tem uma visão obscura a respeito de celebrações de aniversário em geral.

Sendo assim, eles sentem, que Deus não aprovaria a celebração do aniversário de Jesus.

Em resposta a estes argumentos, algumas coisas precisam ser ditas. Primeiro de tudo, o fato é que a Bíblia nada diz contra a prática de celebração de aniversários. O que foi mau nos casos de Faraó e Herodes, não era o fato de celebrarem seus aniversários, mas, sim as práticas más nos seus aniversários (Faraó matou o chefe dos padeiros, e Herodes matou João Batista). Segundo, o que a Bíblia não proíbe, seja explicitamente ou por implicação de alguns princípios morais, é permitido ao cristão, enquanto for para edificação (Rm 13:10; 14:1-23; I Co 6:12; 10; 23; Col 2:20-23; etc.). Portanto, desde que a Bíblia não proíbe aniversários, e eles não violarem princípios bíblicos, não há base bíblica para rejeitar aniversários. Pelo mesmo motivo, não há razões bíblicas para rejeitar completamente a idéia de celebrar o aniversário de Jesus.


25 de Dezembro ????

Outra objeção comum ao Natal está relacionado com a guarda de 25 de dezembro como sendo o aniversário de Cristo. Freqüentemente instam que Cristo não podia ter nascido no dia 25 de dezembro (geralmente porque os pastores não teriam seus rebanhos nos campos de noite naquele mês), portanto, no dia 25 de dezembro, não podia ter sido seu aniversário. Como se isso não bastasse é também apontado de que 25 de dezembro era a data de um festival no Império Romano no quarto século, quando o Natal era largamente celebrado nesse dia.
É verdade que parece não haver evidência como sendo o aniversário de Cristo nessa data.
Por outro lado, tem sido demonstrado que tal data não é impossível, como é suposto normalmente.
Contudo, pode ser admitido de que é altamente improvável que Cristo realmente tenha nascido em dezembro 25.
Este fato invalida o Natal? Realmente, não. Não é essencial para a celebração de aniversário de alguém, que seja comemorado na mesma data do seu nascimento. Os americanos comemoram os aniversários de Washington e Lincoln na terceira Segunda-feira de Fevereiro todos os anos, ainda que o aniversário de Lincoln era no dia 14 de Fevereiro e o de Washington, 22 de Fevereiro. Se tivesse certeza de que Cristo realmente nasceu digamos, em 30 de abril, deveríamos então celebrar o Natal naquele dia? Enquanto que não haveria nada de errado com tal mudança, não seria necessário. O propósito é o que importa, não a atual data.

Mas, e com respeito ao fato de ser 25 de dezembro a data de um festival pagão? Isto não prova que o Natal é pagão? Não, não o prova. 

Em vez, prova que o Natal foi estabelecido como um rival da celebração do festival pagão. Isto é, o que os cristãos fizeram era como dizer, “Antes do que celebrar em imoralidade o nascimento de Ucithra, um falso deus que nunca nasceu realmente, e que não pode lhe salvar, celebremos com alegre justiça o nascimento de Jesus, o verdadeiro Deus encarnado que é o Salvador do mundo.”
Algumas vezes, se insta a que se tome um festival pagão tentando “cristianizá-lo” é insensatez. No entanto, Deus mesmo fez exatamente isso no Antigo Testamento. A evidência histórica nos mostra conclusivamente, que algumas festas dadas a Israel por Deus através de Moisés eram originalmente pagãs, os festivais agriculturais, os quais eram cheios de práticas e imagens idólatras.
O que Deus fez com efeito, era estabelecer festividades os quais tomariam o lugar dos festivais pagãos, sem adotar nada da idolatria e imoralidade associado com ela.
Poderia dar a impressão, então, que em princípio nada há de mal em fazê-lo, se tratando do Natal.


Santa Claus (Papai Noel)
Provavelmente a coisa que mais incomoda aos cristãos sobre o Natal mais do que qualquer coisa, é a tradição do Papai Noel. 
As objeções para esta tradição inclui o seguinte: [1] Papai Noel é uma figura mística incluído com atributos divinos, incluindo onisciência e onipotência; [2] quando as crianças aprendem que Papai Noel não é real, eles perdem a fé nas palavras dos seus pais e em seres sobrenaturais; [3] Papai Noel distrai a atenção de Cristo; [4] a história de Papai Noel ensina as crianças a serem materialistas. Em face a tais objeções convincentes, pode-se dizer algo de bom do Papai Noel.
Antes de examinar cada uma destas objeções, deve se notar que, o Natal pode ser celebrado sem o Papai Noel. Retire Papai Noel do Natal e o Natal permanece intacto. Retire Cristo do Natal, no entanto, e tudo que sobre é uma festa pagã. Sejam quais forem nossas diferenças individuais de como tratar o assunto de Papai Noel com as nossas crianças, como Cristãos nós podemos concordar com este tanto.

1.) Não existe dúvida alguma de que Papai Noel na sua presente forma, é um mito, ou conto de fada. No entanto, houve realmente um Papai Noel o nome “Santa Claus” é uma forma anglosaxona do Holandês, Sinter Klaas, que por sua vez significava “São Nicolau”.
Nicolau foi um bispo cristão, no quarto centenário, sobre quem pouco sabemos por certo. Ele aparentemente, assistia ao Concílio de Nicéia no AD. 325, e uma forte tradição sugere que ele demonstrava uma singular bondade para com as crianças. Enquanto que o velho vestido de vermelho puxando um trenó conduzido por veado voador ou renas é um mito, a história de um velho amante de crianças que lhes trouxe presentes, provavelmente não é - e em muitos países, é só isso que “Santa Claus” é.
Deve-se admitir que contar às crianças que Papai Noel pode vê-los em todo tempo, e de que ele sabe se eles foram bons ou maus, etc... está errado.
Também é verdade que os pais não deviam contar a seus filhos a história de Papai Noel como se fosse uma verdade literal


2.) Quando as crianças aprenderem que Papai Noel não é real, poderá perturbá-los somente se os pais lhes disseram que ele realmente existe e que ele faz tudo que se pretendia dele. É por isso que deve-se dizer às crianças que a estória de Papai Noel como é propagada pela mídia ou por muitas pessoas é mero faz de conta como o são as estórinhas dos sete anões e da Branca de Neve ou dos três porquinhos. Antes de ser uma pedra de tropeço para acreditar no sobrenatural, ele pode ser um trampolim.
Como assim? 
Ora, diga às crianças que enquanto Papai Noel é uma faz de conta, Deus e Jesus não são. Diga-lhes que, enquanto Papai Noel só pode trazer coisas que os pais podem comprar ou fazer, Jesus pode lhes dar coisas que ninguém pode – um amigo que sempre está com eles, perdão para as coisas más que eles fazem, vida num lugar maravilhoso com Deus para sempre, etc.

3.) Siga as sugestões acima e não mais será Papai Noel um motivo para distraí-los de Cristo. Diga a seus filhos porque Papai Noel dá presentes, e porque Deus nos deu o presente mais maravilhoso, Cristo.

4.) Pelo contrário, a história de Papai Noel é melhor contada quando é usada para encorajar as crianças a ser abnegadas e generosas. Por isso, conte a história de forma correta. Sendo assim, nenhum mal fará, ao contrário, será um bom exemplo a ser contado.      

Árvores de Natal
Um dos poucos elementos sobre a celebração tradicional do Natal, dos que se opõe a isso, afirmam o que diz na Escritura sobre árvores de Natal. Especificamente pensa-se que em Jeremias 10:2-4 Deus explicitamente condenava árvores de Natal: “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais dos céus, embora com eles se atemorizem as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; cortam do bosque um madeiro, e um artífice o lavra com o cinzel.”
Certamente há uma semelhança entre a coisa descrita em Jeremias 10, e a árvore de Natal. Semelhança, no entanto, não é igual a identidade. 
O que Jeremias descreveu era um ídolo – uma representação de um falso deus – como o verso seguinte mostra: “Como o espantalho num pepinal, não podem falar; necessitam de que os levem, pois não podem andar. Não tenhais receio deles; não podem fazer o mal, nem podem fazer o bem.” (v.5)A passagem paralela em Isaías 40:18-20 esclarece que o tipo de coisa que Jeremias 10 tem em mente, é na verdade um objeto de adoração: “Também consumirá a glória da sua floresta, e do seu campo fértil desde a alma até o corpo; será como quando desmaia o doente. O resto das árvores da sua floresta será tão pouco que um menino as poderá contar. Naquele dia os restantes de Israel, e os que tiverem escapado da casa de Jacó, nunca mais se estribarão sobre aquele que os feriu, mas se estribarão lealmente sobre o Senhor, o Santo de Israel.” (Is 10:18-20)


Assim, a semelhança é meramente superficial. A árvore de Natal não se origina de adoração pagã de árvores (o qual foi praticada), porém, de dois símbolos explicitamente cristãos, do Ocidente da Alemanha Medieval.

A Enciclopédia Britânica explica o seguinte:A moderna árvore de Natal, em hora, se originou na Alemanha Ocidental. O principal esteio de uma peça medieval sobre Adão e Eva, era uma árvore de pinheiro pendurada com maças (Árvore do Paraíso) representando o jardim do Éden. Os alemães montaram uma “árvore do Paraíso” nos seus lares no dia 24 de dezembro, a festa religiosa de Adão e Eva. Eles penduravam bolinhos delgados (simbolizando a hóstia, o sinal cristão de redenção); as hóstias eventualmente se transformaram em biscoitos de vários formatos. Velas, também, eram com freqüência acrescentadas como símbolo de Cristo. No mesmo quarto, durante as festividades de Natal, estava a pirâmide Natalina, uma construção piramidal feito de madeira com prateleiras para colocar figuras de Natal, decorados com sempre-verdes, velas e uma estrela. Lá pelo 16º século a pirâmide de Natal e a árvore do Paraíso tinham desaparecido, se transformando em árvore de Natal.

Mais uma vez, não há nada essencial sobre a árvore de Natal para celebrar o Natal. Como o mito moderno de Papai Noel, é uma tradição relativamente recente; as pessoas celebravam o Natal durante séculos sem a árvore e sem o semi-divino residente do Polo Norte.

O que é essencial ao Natal é Cristo.
No entanto, isso não quer dizer que devemos jogar a fábula de Papai Noel e a árvore fora de vez. Neste assunto temos liberdade cristã para adotar estas tradições e usá-los para ensinar os nossos filhos sobre Cristo, ou para celebrar o nascimento de Cristo, sem elas.

Nesse caso, não há nenhuma obrigação para celebrar seu aniversário também, desde que não é ordenado para nós na Escritura.
Todavia, seria realmente estranho de fato, se alguém que foi salvo pelo filho de Deus, não regozijar-se, não celebrar, em pensar no dia que a encarnação de Cristo manifestou-se pela primeira vez ao mundo naquela noite santa. 
Tenhamos discernimento. Não valorize o que não é importante. Não crie conflitos onde não existem. Não dê ibope ao diabo que tenta dividir a irmandade com questões secundárias. Cuidado com a síndrome da pseudo-apologética. Foque no que é relevante. Saiba separar as coisas, o que é estória permaneça estória (tem sua utilidade). O que é história, permaneça história (é fato, é verdade).
Talvez menos paixão e mais reflexão bíblica, e sem dúvida, um pouco de bom senso, são indispensáveis e recomendáveis a alguns cristãos da atualidade.

Pr. Magdiel G Anselmo
com menções de artigo de Joaquim de AndradeCACP.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ladrões "santos"


Eu sugiro que você não leia este post. É sério. Não continue lendo, pois ele vai machucar seu coração. Ele é muito mais um desabafo pessoal do que uma comunicação com alguém. E vou usar palavras pesadas, muito pesadas, pois não há palavras leves que exprimam o que vou dizer. O assunto de que vou tratar não tem nada de agradável, nao traz edificação direta, não vai trazer alento a sua alma. Na verdade, vou falar de uma abominação. Esta reflexão tem a ver com ganância, com impureza de alma: o uso de dinheiro sagrado para fins que não sejam a obra de Deus. É um assunto sórdido. Um tema que eu gostaria muito, muito, muito que não existisse, mas que infelizmente existe.

A verdade é que estou farto de ver pessoas que usam o Evangelho Santo e Sagrado de Jesus Cristo como desculpa para obter ganho financeiro. Muitas e muitas vezes ilícito, falemos a verdade. A Bíblia nos relata que Judas roubava do dinheiro que viabilizava a subsistência dos apóstolos e de Jesus: os séculos se passaram e hoje parece que, em vez de aprender com o que aconteceu com Judas, que terminou sua vida em desgraça, muitos repetem seu exemplo e continuam metendo a mão na bolsa onde está o dinheiro sagrado da obra de Deus.

Os Judas, na verdade, se multiplicaram.

Evidentemente que, do mesmo modo que dos doze apenas um era bandido, hoje a maioria dos que atuam e trabalham em igrejas, em ministérios ou instituições religiosas são pessoas sérias, tementes a Deus, verdadeiras servas do Senhor, para quem dinheiro não é um fim em si mesmo, mas apenas um meio de viabilizar uma vida digna enquanto não chega a hora de partir para a eternidade. Que isso fique claro.
Mas não é essa maioria santa que me incomoda, quem mexe com minhas entranhas são a minoria, aqueles calhordas que buscam atuar na obra de Deus para faturar. Palavras pesadas? Ainda dá tempo de parar de ler este post, não foi falta de aviso, mas são palavras que definem exatamente o tipo de gente que estou descrevendo, não consigo achar outras que explicitem melhor aquilo que descrevem. Se lhe soar agressivo, por favor pare de ler agora, pois não quero ofender ninguém – é uma mera constatação.
Mas essas pessoas são inimigas da Igreja que eu amo e, logo, são inimigas do Cristo que eu amo. E contra isso não há meias-palavras. Assim. serei incisivo e firme no que escreverei – ainda há tempo de ir ler um blog bonitinho que fala sobre coisas cor-de-rosa.

O que mais me enoja são aqueles que enxergam o sagrado ministério pastoral como um “emprego estável”. Esses dão-me ânsias de vômito. São indivíduos que veem no pastoreio um caminho fácil de ganhar a vida, que não estão verdadeiramente preocupados com as ovelhas machucadas do Senhor, que não buscam cuidar das feridas dos soldados da batalha: querem saber como lucrar com a guerra.


Esses são abomináveis, pois transformam em emprego, em profissão, algo sacrossanto. Gente despreparada para cuidar até de um cachorro, mas que sobe a púlpitos dizendo estar cuidando do rebanho de Cristo. Hipócritas que fingem ter vocação e chamado pastoral para poder ter acesso livre a dizimos e ofertas e assim levar uma vida materialmente tranquila. É por causa de canalhas como esses que o nome da Igreja de Jesus Cristo foi tão enlameada nas últimas décadas.



E se você acha que estou falando apenas de igrejas neopentecostais que apregoam a satânica Teologia da Prosperidade, saiba que não são apenas os lideres dessas igrejas-empresas que fazem isso. Essa corja você encontra em todo tipo de igreja: tradicional, pentecostal, católica, emergente, igrejas nos lares, na internet… Os bandidos da fé estão em toda parte.


Mas não é só nos púlpitos, na TV e na internet que você os encontra. É aquele diácono que mete a mão na salva, o líder de jovens que surrupia dinheiro de campanhas, de retiros, de acampamentos feitos pelos jovens para arrecadar fundos com esse ou aquele propósito, o pastor ou o tesoureiro que manipula o balancete das igrejas para escorregar uma graninha pro bolso. Esses malignos profissionais da fé podem ser encontrados em qualquer departamento de qualquer modelo de igreja ou comunidade cristã.
Judas está bem e vive entre nós.

Na área da música, então, nem se fala. Quantos não são os músicos, cantores, instrumentistas, letristas, produtores, gravadoras, marketeiros e bandos de outros profissionais envolvidos na teoricamente chamada área de “louvor e adoração” que louvam e adoram sim, mas Mamon. Que compõem, tocam e interpretam lindas canções mas de olho na bilheteria, no cachê, nos contratos das gravadoras, nas ofertas… Jesus? É só um tema de música. Um argumento. Uma mera desculpa. Alguém cujo nome rima com Cruz, a gente faz uma musiquinha e vamos faturar. Abominação.

A indústria fonógrafica fisgou de jeito os cristãos, que consomem avidamente CDs e DVDs de músicos que muitas vezes vivem vidas devassas. Mas que cantam tão lindo! São milhões de reais movimentados todos os anos, ao ponto de empresas seculares fecharem contrato com músicos ditos “evangélicos”, que, assim, começam a aparecer por força de cláusulas de contrato em programas como o do Faustão.
E o povo de Deus acha que isso é um grande avanço do Evangelho!
Escute isso: não é! São apenas artistas fazendo propaganda de seus CDs e DVDs num programa mundano, tendo ao fundo bailarinas dançando seminuas ao som de músicas que usam o nome do Cordeiro de Deus, do Santo dos Santos. Mas essa divulgação vai gerar milhões de reais em vendas, divididos avidamente entre todos os envolvidos como urubus disputam carniça. E nós, crentes, claro, achamos isso sinal da benção de Deus. Um enorme avanco do Evangelho! Não é. Senão Xitãozinho e Xororó cantando meia hora no Faustão seria avanço de quê?! Acorda, minha gente, é só business e nada mais! Claro, usando o Sagrado nome de Jesus. Abominável.

Sem falar dos políticos, que usam aquele ridículo slogan “irmão vota em irmão” para angariar votos. Seria leviano dizer que todo político é ladrão. Não serei leviano. Há homens sérios que ingressam na vida político-partidária com o real intento de ajudar a sociedade. Mas se você consegue acompanhar o desempenho da maioria dos nossos “irmãos” nas instâncias do poder verá que há muita imundície nas chamadas “bancadas evangélicas”.
Irmão vota em irmão? Ok. Mas primeiro prove que você é meu irmão. Gere frutos dignos.
Não aceite propina. Não faça negociatas. Não entre em esquemas de desvio de dinheiro. Aí sim quem sabe os cidadãos cristãos irão votar no cidadão probo e ilibado que você é e que por acaso frequenta uma igreja. E não porque você usa o discurso anticasamento gay como bandeira de campanha ou porque diz que é membro de uma igreja.
Igrejas estão cheias de joio e a sua carteirinha de membro não me diz absolutamente nada. Seus atos dizem.

Cansei.
Cansei de ver alpinistas sociais usando o nome de Cristo para ganhar uma grana. Isso é usar o nome de Deus em vão e vai contra os mandamentos. É pecado e é blasfêmia. O trabalhador é digno do seu salário e é justo que aqueles que labutam com seriedade na obra de Deus recebam uma remuneração digna por isso. A Igreja (como um todo, desde aqueles que se reúnem em lares até os que celebram em catedrais) vive num mundo material e precisa de dinheiro para manter-se.
Jesus precisou, tanto que Judas carregava uma bolsa com o dinheiro que mantinha os doze apóstolos e o Mestre em seu ministério. Um pastor de tempo integral precisa de dinheiro para pagar a escola de seus filhos. Um editor de livros cristãos precisa de dinheiro para pagar o almoço. A faxineira que varre o chão da sala ao final de um culto num lar precisa pagar suas contas de gás e luz. Não há mal algum nisso e é bíblico que quem viva para a obra viva da obra. Leia o que Paulo escreveu. É para isso que servem os tão malfalados – porém totalmente bíblicos – dízimos e ofertas: manter uma estrutura material que tenha condições de propagar as Boas-Novas espirituais do Evangelho.

Deus deu aos homens a atribuição de proclamar Sua Palavra, embora a Biblia diga que era algo que os anjos anelavam fazer. Mas coube ao homem essa tarefa. E homens precisam comer, se vestir, ir ao médico, pagar o ônibus. Por isso necessitam do vil metal: mesmo os que dedicam suas vidas à obra de Deus. Em nenhum lugar da Biblia você vê quem quer que seja dizer que é preciso virar um mendigo para pregar Jesus. Ou viver comendo mel com gafanhotos. Então é licito e bíblico quem se devota 24 horas por dia à causa do Evangelho ser dignamente remunerado por isso.

Mas a grande diferença está em um coisa chamada MOTIVAÇAO.

E é daqueles que são motivados não por Cristo, mas pelas benesses proporcionadas pelo dinheiro que vem do Evangelho que estou com a paciência esgotada. Aquela trupe de sanguessugas que fazem contrabando de dinheiro dentro de Bíblias e cuecas para comprar mansões em Miami. A corja que articula e manipula seus superiores, que frauda concílios, que se arruma politicamente pra se "dar bem",  para ser ordenada pastor e assim ter um “emprego estável”.

O canalha que sobe em púlpitos para vender o máximo possível de seus livros, DVDs ou CDs. Os calhordas que só “louvam a Deus” mediante um cachê vergonhosamente elevado ou a obrigação de que o pastor local adquira tantos de seus CDs. O político apóstata, eleito com slogans biblicos, que faz conluios para levar propinas saídas do dinheiro público. O vendedor de CDs evangélicos piratas. O empresário travestido de pastor que engana os humildes inventando “unções financeiras” ou com infinitas "campanhas" apenas para "encher" igrejas mas deixar pessoas vazias de Deus. E por aí vai.

Meu consolo é que o juízo virá.
E a coisa vai ficar feia para o lado daqueles que amaram mais as riquezas que a Deus. Pior: aqueles que usaram o nome de Deus para adquirir riquezas.

Peço perdão. Peço perdão a você por minhas palavras duras. Você que acompanha esse blog sabe que não costumo ser assim. Mas esse assunto me tira do sério e preciso pôr para fora aquilo que esmaga meu coração como uma bigorna. Não quis ofender ninguém. Mas uma consciência tranquila não se ofende com acusações que não lhe ferem. Se você se sentiu mal por eu ter chamado os supostos “cristãos” que usam o nome do Senhor como um meio de faturar de canalhas, calhordas, corja, abomináveis, sórdidos, gananciosos, bandidos e sanguessugas… conforme-se, lamento. Pois desgraçadamente é isso mesmo o que eles são. Não respeitam a santidade absoluta do Rei dos Reis e roubam ou armam para levar um a mais do dinheiro doado por pessoas sinceras para ser usado em prol do Reino. E isso entala na minha goela, pois é o que há de mais sujo. Pegam dinheiro abençoado e transformam em dinheiro imundo.

Ainda há tempo de mudar de atitude. Se você tem metido a mão na bolsa, arrependa-se agora. Não hoje: agora.
Caia de joelhos e clame o perdão de Deus. É impossível servir a Deus e a Mamon. Impossível. Ou seu tesouro está no Céu ou no cofre do banco. Se você tem sido servo dos cifrões, ainda há tempo de dobrar seus joelhos ante o Nazareno e entender que nu você morrerá. E se você tem feito qualquer coisa em nome de Jesus – eu disse qualquer coisa – tendo em vista não o Reino de Deus e sua justiça mas sim seu lucro pessoal… eu choro por você. Por saber que na frente só lhe resta uma interjeição: “ai”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Pr. Magdiel G Anselmo.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vendo com os olhos de um pai

Muitas lições e verdades aprendemos na vida. Algumas, aprendemos com os que ensinam, outras aprendemos simplesmente vivendo.
Uma dessas lições aprendidas com a vida é a de ser pai (não que ser mãe seja algo menor, mas quero enfocar aqui o ser pai). A arte de ser pai é algo profundamente interessante, rica, sofrida e recompensadora. Veja que o próprio Deus se autodenomina Pai e nos adota como filhos. Por isso, a relevância desse aspecto da vida humana.
Mas, a aprendizagem de um pai passa pela aprendizagem de um filho, o que quero dizer com isso? Ora, que aprendemos a ser pai a medida que conseguimos entender a impetuosidade e as várias etapas do pensamento de nossos filhos. 
Ouvi de alguém que existem fases da vida de um filho(a) que expressam o que ele pensa ou qual sua cosmovisão da vida e de seus pais.
Esboço isso a seguir:
1. Quando criança. Meu pai é meu herói, como um "superman". Quero ser como ele!
2. Quando pré-adolescente. Questiono meu pai. Não aceito muito do que ele me diz. Afinal de contas, já sou quase um adulto!
3. Quando adolescente. Tenho minhas próprias idéias e ideais de vida. Não preciso mais de meu pai. Afinal de contas, já sou dono de meu nariz, mereço respeito!
4. Quando jovem, moço. Vejo que alguma coisa que meu pai dizia, ele tinha razão. Realmente, preciso rever algumas de minhas atitudes!
5. Quando adulto, sem filhos. Vejo agora que muita coisa que meu pai dizia realmente era verdade.  Não é que ele estava certo!
6. Quando adulto, com filhos. Meu pai tinha razão, preciso conversar mais com ele!
7. Quando adulto, já idoso. Volto a ser criança e meu pai volta a ser meu herói, mas agora um herói de verdade, não apenas de "estória em quadrinhos".  

Certa vez ouvi de meu pai que muitos perdem a oportunidade de aprender porque desvalorizam ou desmerecem a experiência adquirida por outros. Ele conta a estória de alguém que inúmeras vezes fazia uma mesma viagem, para um mesmo local, e alguém iria fazer essa viagem pela primeira vez e teria duas alternativas para fazer uma boa viagem. Uma era não aproveitar a experiência do velho viajante e ir sem perguntar como e por onde deveria fazer seu percurso até o destino, outra era ser sábio e perguntar ao experiente viajante como deveria proceder. A pergunta é: Quem faria uma boa viagem e chegaria primeiro?
Assim, ocorre muitas vezes com os filhos. Por imaginar que sabem tudo, perdem oportunidades de aprender com quem já está na estrada muito tempo antes deles.
Penso que uma das razões do mandamento bíblico com promessa, "honrarás teu pai e tua mãe para que vás bem e seus dias na terra sejam prolongados" tem muito a ver com isso.

Não quero aqui afirmar que os pais não cometem equívocos ou erros durante a vida. Claro que erram, que fazem coisas muitas vezes chocantes. Mas, com o passar dos anos, com uma experiência maior de vida e com Deus, conseguimos enxergar, olhando pra nós mesmos, que todos temos nossos dilemas, conflitos, limitações e momentos difíceis. Ora, pecamos porque somos pecadores e não pecadores porque pecamos.
Entretanto, aprendemos a olhar com os olhos de Deus, e conseguimos ver além disso, conseguimos enxergar as virtudes, as qualidades e acima de tudo valorizamos e consideramos os anos de vida que foram dedicados a nós pelos nossos pais. Vêmos com clareza toda a luta que tiveram para que pudessemos ser o que somos, e as dificuldades que passaram para nos moldar o caráter.
E mais, como já afirmei, os pais também erram (pecam), e até com relação a esses momentos, vêmos também (e aprendemos) quais as atitudes que um verdadeiro servo de Deus toma quando peca e podemos presenciar o que Deus faz com todo aquele que se arrepende e busca ser restaurado (isso deve ser uma lição pra todos nós).
É óbvio que há muito o que aprender, basta olhar de forma sábia e por que não, cristã.
Hoje, já com alguma experiência adquirida durante a vida e com algum conhecimento do agir de Deus, busco relembrar os momentos felizes que passei com meu pai (as brincadeiras, os passeios, as viagens, os jogos do nosso time assistidos na TV, os almoços com o "o arroz do papai", etc...).
Também do aprendizado vendo-o ensinar e pregar na igreja (muito do que faço e como faço na igreja como pastor, aprendi vendo meu pai fazer). 
E finalmente, busco relembrar das orientações e conselhos de meu pai sobre as coisas espirituais, vida profissional, escolar, vida familiar, relacionamentos, etc. Sei que muitos desses eu não segui. Sofri muito por isso em muitas situações. Sei que alguns ele poderia até estar errado, mas entendo hoje o porquê e a motivação dele.
Sei também que devo tê-lo feito sofrer, chorar, por atitudes tomadas e por palavras pronunciadas. Passei também como todos pelas fases que mencionei na vida de um filho.
Mas hoje, o respeito mais do que antes. Não posso dizer que o amo mais, porque sempre o amei muito, isso nunca mudou, nunca diminuiu.  Mas sei hoje, com convicção, da importância dele na minha vida.  
Hoje consigo ver com os olhos de um pai, não apenas com os de um filho.
E mais, hoje, consigo enxergar com os olhos de Deus.

Louvado seja Deus pelo meu pai!
Louvado seja Deus pela vida desse homem: Moysés Anselmo. Exemplo de trabalhador incansável e de convicções firmes e caráter. Exemplo de que não importa o que possa ocorrer, o perdão e a restauração de Deus é sempre uma verdade para um servo de Deus. Exemplo de persistência, de fé e de amor.


O sr. merece ser honrado como pai, pastor e amigo.
E me sinto honrado em ser seu filho.

Lhe amo meu pai ! Deus o abençoe, sempre !

Seu filho.

Pr. Magdiel G Anselmo.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A POSTURA EXIGIDA A UM MINISTRO DA PALAVRA DE DEUS


Durante um treinamento para alguns obreiros e líderes fui questionado com relação a postura de algumas pessoas que estão em posição de liderança (alguns até pastores e presbíteros), que possuem até vasto conhecimento bíblico/teológico mas que agem sem a mínima educação e ética em diversas ocasiões causando situações constrangedoras e inconvenientes de toda ordem. Foi-me sugerido escrever sobre isso e é o que faço agora, para que (quem sabe...) alguns ao lerem sejam despertados para a importância de suas ações e atitudes que muitas vezes servem de obstáculos para sua credibilidade e aceitação em geral.
Dito isso, segue alguns observações pertinentes:

O pastor e sua família (esposa e filhos) são pessoas que estão em evidência a todo instante e são convidados para eventos, cerimônias e ocasiões festivas, além de fazer da visitação aos membros uma rotina. Para tanto o pastor deve saber se portar e comportar diante de várias situações, para que sua autoridade não seja contestada e envergonhado seja seu ministério.

Atividades comuns e corriqueiras à vida da família pastoral:

• Ouvir e aconselhar pessoas (pastor e muitas vezes a sua esposa);

• Visitar pessoas (a sós ou com a esposa);

• Receber visitas em sua casa;

• Ser convidado para almoçar ou jantar em casa de irmãos ou amigos;

• Convidar colegas, irmãos ou amigos para almoçar ou jantar em sua casa e

• Ser convidado para pregar ou palestrar em outras igrejas;

• Participar de eventos sociais e comemorativos (formaturas, festas em geral, velórios, aniversários, bodas, casamentos, eventos oficiais da denominação, etc...)

e tantas outras ocasiões...

Para que o pastor e sua família causem boa impressão e sejam respeitados por todos (crentes e não crentes) seguem abaixo algumas recomendações que devem pautar a postura do pastor e família frente a esses compromissos religiosos, sociais e ministeriais que são do dia-a-dia no pastorado.

1. O pastor e sua esposa devem aprender a ouvir as pessoas e depois aconselhar se necessário e solicitado (repito, aconselhar se solicitado). Devem aprender a conversar sem usar gírias, palavras inconvenientes, etc.

2. O pastor e esposa não devem comentar com outros seus assuntos particulares, muito menos falar sobre algo pessoal do(a) outro(a) para alguém sem este ser consultado(a) primeiro. Ex: salário do marido, quanto pagam de aluguel, quanto estão devendo, se a mulher ronca ou não arruma a casa direito, comparar filho com filho, vida sexual e outros absurdos.

3. Assuntos delicados devem ser evitados a todo custo. A menos que a(s) pessoa(s) envolvidas diretamente peçam aconselhamento ou orientação espiritual. Do contrário não seja inconveniente ou mal educado. Ex: perguntar se o filho é filho deles mesmo. Ou: Porque vocês mudam tanto de casa?

4. O pastor e sua esposa devem aprender a se comportar quando em casa de outras pessoas. Esperar ser convidado para entrar, para sentar, entrar em outro aposento da casa, mexer nas coisas, etc. Ser respeitoso com todos que moram ali. Regras de como cumprimentar ou quando é importante conhecer.

5. O pastor e família devem ser hospitaleiros. Isso quer dizer receber as pessoas em casa com alegria e tratá-las com respeito e educação.

6. O pastor e família devem aprender a se portar a mesa e regras básicas de etiqueta em várias situações. A boa etiqueta faz parte de uma boa educação. Se não souber faça um curso sobre o assunto. Há muitos em várias instituições como SENAC e outras.

7. O pastor e família devem aprender a honrar as pessoas quando visitam, são visitados ou em ocasiões semelhantes.

8. O pastor deve orientar a esposa e criar seus filhos usando a Palavra de Deus como manual. Isso fará com que não sejam envergonhados e percam seus filhos.

9. O pastor e sua família devem respeitas as normas da casa, ou do hospital ou do local que está visitando. Isso é educado e demonstra respeito pelas pessoas.

10. O pastor não deve monopolizar uma conversa, mas deixar que as pessoas falem. Há líderes que pregam ao invés de dialogar com os outros. Isso é irritante e produz impedimentos a futuros diálogos.

Lembre-se:
Sua postura inadequada e mal-educada pode prejudicar seu ministério.
Esposa e filhos não orientados podem prejudicar seu ministério pastoral.
Pastorear é ser responsável, sério e sábio na orientação, na pregação, no ensino e no aconselhamento da verdade bíblica e consequentemente na conduta e postura cristãs, trazendo a quem ouve ou convive paz, sabedoria e revelação de Deus. Não permita que isso seja escondido pela falta de educação e equilíbrio.

O pastor que não atentar para esses detalhes e  não orientar sua família colherá os frutos de sua negligência e irresponsabilidade em um futuro breve.
Não seja inconveniente! Não seja motivo de piada !

Mude, oriente, ensine e corrija enquanto é tempo!

Textos para leitura e meditação: 1 Timóteo 3: 1-7; Pv. 19:18; 13:24; Heb. 12:6

Deus os abençoe,

Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Cuidado com o Mundo Virtual

A Palavra de Deus nos orienta e direciona para possuirmos e cultivarmos relacionamentos sólidos e que enriquecerão nossa vida. Deus é um Deus de relacionamentos. Ele deseja e busca se relacionar com sua criação, principalmente com Seus filhos, com sua Igreja.
A Bíblia está repleta de exemplos e orientações para nos relacionarmos com Deus e com o próximo.
Há livros inteiros como Provérbios, Eclesiastes e cartas como a de Tiago, as de João e as de Paulo aos Coríntios que enfatizam como devemos nos relacionar com os diversos tipos de pessoas e situações do cotidiano de forma que agrademos a Deus.
 O próprio conceito de comunhão e de igreja tem muito a ver com isso. Essa sempre foi a vontade de Deus para a Humanidade. Desde o início a companhia uns dos outros e a necessidade de estar juntos têm sido uma constante na vida humana, fruto daquilo que Deus idealizou para a "coroa da sua criação".
O que quero dizer aqui?
Quero afirmar que Deus direta ou indiretamente nos orienta sobre relacionamentos (seja com Ele, com o irmão ou com o próximo), e quando O faz percebe-se claramente a importância da presença real das pessoas nesse processo.

O próprio Deus se relaciona conosco pelo Seu Espírito que habita em nós (Sua presença em nós). Deus é transcendente, porém não deixa de ser imanente.

E a inclinação de toda revelação da Escritura com relação a essa questão é em uma vida em comunidade, de congregação, bem próximos uns dos outros, forma pelo qual pode-se então existir a comunhão e interação das pessoas dando por fim início a edificação e crescimento individual como pessoa e cristão e coletivamente como comunidade e igreja.
Mas, como costumeiramente ocorre, o ser humano tem tentado de inúmeras formas desvirtuar o que deveria ser um benefício e contribuição à qualidade de vida humana.

E em uma fuga do ideal divino, o Homem tem criado formas e métodos para se relacionar com seu semelhante e até com seu irmão em Cristo, sem que precise estar próximo dele, tocá-lo, senti-lo ou estar presente junto do outro.
É aí que entra o universo virtual, a grande rede.
A grande rede (internet) trouxe grandes avanços na comunicação humana, na pesquisa, na propaganda, na divulgação, nos inúmeros tipos de entretenimento e isso facilitou a vida acadêmica, profissional e em inúmeras áreas.
Foi realmente uma revolução extraordinária.
Mas, também trouxe vários problemas, transtornos e até enfermidades da "vida pós-moderna" (viciados em internet).

Alguém diria que facilidades demais causam dificuldades a mais.

Mas, me atendo a questão dos relacionamentos, a internet tem proporcionado redes de relacionamentos "virtuais" que parecem suprir a necessidade de se relacionar, porém, a forma errada de entender e conceber isso traz muitos mais problemas e distorções do que acertos e contribuições positivas a vida humana.
O uso da internet (redes sociais, blogs, etc...) como substituição de contatos diretos, presenciais e de amizades verdadeiras têm sido frequentes. Ao invés do mundo virtual ser um complemento ou apenas um canal de comunicação entre pessoas, ele têm se tornado para muitos a única forma de relacionamento e mais, está fazendo com que pessoas se afastem do convívio e da interação "real" com as demais.
Temos então atualmente uma imensa multidão de pessoas que não possuem amigos reais mas somente virtuais, e isso tem causado problemas e tragédias de toda sorte, não somente na vida social, profissional e familiar, mas também na vida espiritual e cristã de muitos crentes.
Pensam muitos desses afastados da realidade e discípulos da virtualidade que não há a necessidade de frequentar ou de conviver com as pessoas "reais", mas que o simples fato de 'bater um papo" virtual, discutir polêmicas via net ou de ler e ver algumas fotos e comentários/postagens de outras pessoas, são suficientes para serem pessoas felizes.
Não sou contra isso tudo. Eu mesmo frequento e navego na internet com certa frequência, mas não faço disso minha vida e nem me torno escravo dessas coisas.
Sei também que vez por outra pode-se fazer uma amizade real que teve início em um contato virtual (eu mesmo tenho vontade de conhecer pessoalmente alguns amigos virtuais), mas a verdade é que muitos (diria a grande maioria), não desejam nenhum contato real, desejam apenas a continuidade desse processo superficial. A razão talvez seja porque o que é mostrado no virtual não seja o real, a verdade ou porque simplesmente se contentam com a superficialidade.
O tênue limite entre a realidade e o sonho e a ilusão não é levado em consideração e a pessoa acaba acreditando na sua própria mentira "virtual" e ali se esconde de todo e qualquer contato com a sua realidade que muitas vezes a frustra.
E assim muitos estão se tornando adeptos de uma vida sem cor e sem contato. Acabam se tornando aos poucos pessoas reclusas, solitárias e muitas vezes afetadas por doenças psicossomáticas que comprovadamente levam a doenças físicas.
O que precisam entender é que a frieza do teclado e do mouse não substitue o abraço e o afago. Que a luz do monitor não substitue a luz do sol e de um sorriso. Que a web cam não substitui a visão de uma nova amizade iniciada de um contato pessoal. Que o som multimídia não substitui uma boa conversa "ao vivo e a cores" com um bom amigo.
E principalmente, que o contato virtual com irmãos não substitui o ato de estar juntos em congregação. Juntos em adoração. Juntos no serviço cristão e acima de tudo, juntos como família... bem juntinhos em comunhão.
A internet não pode e não deve ser substituta dos contatos diretos, pessoais e reais. Não deve e não pode substituir relacionamentos de amizade e irmandade.
A internet deve ser um instrumento de comunicação, pesquisa e propagação de coisas boas, edificantes e que trazem contribuições para a melhoria da vida humana e não como alternativa a essa vida.
Como filhos de Deus devemos controlar e administrar o bom uso da grande rede e não nos tornarmos escravos desse monumental instrumento, pois poderemos colher consequências desastrosas dessa aventura.

Vai aqui alguns conselhos:

1. Invista o dobro ou até mais de seu tempo gasto na internet em oração e estudo da Bíblia.
2. Invista em relacionamentos interpessoais "de verdade" e não somente nas amizades virtuais.
3. Invista no reino de Deus "de verdade" e não somente de forma "virtual". Vá a uma igreja e ali sirva a Deus com seus dons e talentos de forma objetiva e prática.
4. Converse com as pessoas pessoalmente e não somente pela internet. Discuta, dê opiniões, faça comentários pessoalmente e não somente em blogs ou redes sociais.
5. Faça amigos. Forme rede de amigos "reais" na sua vizinhança, família, na escola, na faculdade, no seu trabalho, na sua igreja... e não se restrinja apenas as centenas ou milhares de amigos virtuais que pensa que possui.
6. Não esqueça nunca. Deus está sempre on line. Fale com Ele, Ouça-o. Invista nesse relacionamento com todas as suas forças, entendimento e coração.
7. Não se enclausure. Se exponha. Saia para o sol do dia. Vá passear com sua família. Vá para a Igreja adorar ao seu Deus. Priorize o real e o que mais lhe importa.
8. Use a Internet e não seja usado por ela. Cuidado com o pecado. Ele não é virtual, nem mesmo quando se encontra na internet.
9. Não substitua um bom abraço por algo virtual.
10. E acima de tudo, tenha sabedoria. Não minta. Não engane. Não finja. Não crie uma personagem virtual como se fosse você de verdade. A mentira mesmo na internet continua sendo PECADO.

Assim sendo, poderemos abençoar via net, mas certamente seremos bençãos muito maiores para as pessoas que mantemos contato físico e caloroso.

Deus os abençoe.

Pr. Magdiel G Anselmo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SENDO UM INSTRUMENTO DE DEUS


TEXTO BÁSICO: ÊXODO 18: 13 - 27

Perguntas Introdutórias:
Você quer ser um instrumento usado por Deus ?
Você sabe o que isso significa?




Introdução:
A palavra “Exodos” significa saída e o contexto histórico da passagem lida era: “estavam peregrinando pelo deserto após a saída do cativeiro Egípcio, especificamente em um período de teste, provação (aprendizado) impostos por Deus- 15:22 a 18:27, Deus havia enviado codornizes, maná dos céus, tirado água da rocha, etc...”

Qual era a função de Moisés?

- Versículo 15 - Representante de Deus perante o povo (Moisés levava os pedidos do povo a Deus - intercedia pelo povo diante de Deus)

- Versículo 19 - Representava Deus diante do povo. Trazia da parte de Deus as orientações para o povo de Deus. Arão, seu irmão, era o sacerdote. Oferecia sacrifícios a Deus para perdão dos pecados do povo e Deus aceitava desta forma e perdoava.

Conclusão: Moisés era Profeta de Deus e intercessor do povo. Líder escolhido por Deus. Arão, seu irmão, era o sacerdote.

Moisés foi um homem grandemente usado por Deus, foi um instrumento de Deus para o cumprimento dos Seus propósitos.

O que mudou para os nossos dias ???

Hoje pelo sacrifício de Jesus no Calvário podemos chegar a Deus sem outros mediadores ( Hebreus 1: 1,2). Jesus é o sumo-sacerdote. Hoje não existem profetas como no VT. A profecia de nossos dias é a pregação da Palavra de Deus.

O que não mudou.

Da mesma forma que Moisés liderava e orientava o povo da parte de Deus, hoje ainda homens e mulheres de Deus têm esta função de liderar, ensinar e pregar a Palavra de Deus;

Da mesma forma que Moisés intercedia a Deus pelo povo, ainda hoje Deus requer de nós uma vida de oração constante;

Da mesma forma que Deus usou Moisés como instrumento de benção, ainda hoje Deus quer usar homens e mulheres.

Como ser usado por Deus então? como sermos instrumentos de bênçãos nas mãos de Deus ?

Vejamos, de acordo com o texto bíblico, quais são as CARACTERÍSTICAS QUE SÃO REQUERIDAS DE ALGUÉM QUE QUER SER INSTRUMENTO USADO POR DEUS:

Versículo 17 - Havia o costume do povo ir a Moisés para buscar conselhos e consultá-lo a respeito de tudo. Ficavam então em pé no deserto durante todo o dia esperando o momento de falar com Moisés (vers. 14). Era muito desgastante para ambas as partes, tanto para o povo como para Moisés.O texto mostra claramente que Moisés ouviu os conselhos de Jetro, seu sogro e fez tudo quanto ele havia dito. (texto que concorda: Tiago 1: 19). Mesmo sendo o líder escolhido por Deus, Moisés ouviu e atendeu. Isso demonstra a HUMILDADE de Moisés.

Quem quer usado por Deus precisa ser Humilde, saber ouvir, refletir e discernir sobre o que ouviu. Precisa ser alguém que não importa a posição que ocupe, ouça as pessoas, pois Deus fala através de pessoas. Moisés era HUMILDE. Quer ser usado ? seja Humilde.

Versículo 21 - HOMENS CAPAZES - Pessoas experimentadas, maduras, prontas para trabalhar (aplicação: oração e Bíblia). O sentido do texto é capacidade devido a comunhão e intimidade com Deus, pessoas que conhecem a Deus e tem um relacionamento profundo e íntimo com Ele adquirido através de uma vida de oração e estudo da Bíblia. Pessoas capazes de aceitar desafios por causa de seu relacionamento com Deus.
Quer ser usado por Deus? Busque ter intimidade com Deus através da oração e Bíblia e acostume-se a trabalhar para o reino de Deus.

Versículo 21 - HOMENS TEMENTES A DEUS - Pessoas que tem “temor” a Deus. O sentido da palavra “temor” no texto bíblico não é o significado literal da palavra no original hebraico que é “ter medo de”. Sabemos que não servimos a Deus apavorados com Ele. Existem vários sentidos que a palavra pode apresentar graças ao contexto em que ela é aplicada pelo escritor humano no texto inspirado, isso se chama “campo semântico”, por isso o contexto deve ser respeitado para uma interpretação correta e única das Escrituras Sagradas. O sentido de “temor” em toda a Escritura é de “um profundo respeito e reverência a Deus em tudo que faz sejam por palavras sejam por atos”, isso tudo devido a gratidão e o amor que temos por Deus, não por medo. É uma vida de compromisso com Deus, uma vida piedosa.

Quer ser usado por Deus? Seja temente a Deus em tudo. “Eu não faço isso por temor a Deus ou ainda, eu faço isso por temor a Deus”, essa deve ser nossa atitude diante de todas as situações e circunstâncias de nossa vida. (Exemplo de Abraão em Gen. 22:12).

Versículo 21 - HOMENS DE VERDADE - Pessoas que amem a verdade, que são fiéis e francas. Homens e mulheres de Deus que não se omitem em dizer a verdade em amor, que mesmo com dano próprio buscam a verdade em tudo (Salmo 15:4). Pessoas falsas e covardes não são agradáveis a ninguém, muito menos a Deus. Pessoas verdadeiras e fiéis são confiáveis e agradam a Deus.

Quer ser usado por Deus? Seja amante da verdade. Fale a verdade em toda a situação, com amor buscando ajudar e abençoar as pessoas, mas nunca se omita e nem se esconda da verdade.
(Exemplo de Daniel 3: 17,18).

Versículo 21 - HOMENS QUE ABORREÇAM A AVAREZA - Avareza é o apego excessivo as coisas materiais (dinheiro, bens, posses...) e negligenciando as coisas espirituais. Os avarentos não contribuem, não investem no reino de Deus, são egoístas e materialistas. Eles estão sempre em primeiro lugar, depois Deus e os outros.

Você quer ser usado por Deus?
Então, se necessário for, abra mão de seus direitos e do que tem para que outros sejam abençoados. Contribue além do ordinário, invista no que é eterno. O melhor investimento do crente não é a poupança, o dólar, o fundo de renda fixa, o automóvel, o telefone, a casa própria, etc. O melhor investimento para o crente é aquele que é feito para o reino de Deus (dízimo, ofertas, doações, etc).

Há uma frase muita sábia que diz: “Ganhe o máximo de dinheiro que você puder, economize o máximo que você puder e invista o máximo que você puder na obra de Deus”.
(Exemplo da Igreja Primitiva em Atos 2:45).
Leia Mateus 6:33.

Conclusão e aplicação específica:

Ainda hoje Deus quer usar pessoas (homens e mulheres) para trabalhar na causa divina. Ainda hoje Deus diz para procurar dentre o povo pessoas com estas características. A Palavra de Deus não é só para aquele momento no deserto, Ela é atual e viva hoje e as características são atemporais, portanto aplicáveis em nossa época.

Se você ainda quer ser usado por Deus como instrumento de benção para o povo de Deus e para sua própria vida, busque cultivar estas características  e espere que oportunidades surgirão na obra de Deus.

Deus usou aquelas pessoas para ajudar Moisés a liderar. Deus pode usar você também com esse propósito. Pense nisso.

Mas lembre-se: Deus quer começar primeiro em você, para que você ensine a outros.

Faça agora um compromisso com Deus de mudar aonde é necessário para que alcance as características requeridas, Deus com certeza ouvirá tua oração e lhe dará condições disso ser realizado.

Deus lhes abençoe.


Sermão (síntese) proferido pelo Pr. Magdiel G. Anselmo em 06.11.2011 no templo da Igreja Presbiteriana Nova Aliança em Cristo.


 

sábado, 5 de novembro de 2011

Adoração Congregacional e Culto Tradicional x Espontaneidade e Informalidade. Inimigas ou Amigas?

O questionamento da existência da instituição igreja (igreja local) com suas diversas formas e abrangência tem sido regularmente enfatizada por muitos que abandonaram suas congregações. Tudo que diz respeito a isso é prontalmente considerado ineficaz, antiquado, inútil, humano e não poucas vezes diabólico.
Os movimentos que se formam a partir desses questionamentos são inúmeros e são geralmente denominados "os sem igreja", "igreja nos lares", etc...
Entendo ser muito triste isso tudo, pois nadar contra a maré traz muito sofrimento e perda de tempo, e é assim que entendo todos esses movimentos que "atacam" a igreja e confundem a muitos.
Sei, repito, sei bem dos problemas e equívocos da igreja organizada, mas também sei bem das suas virtudes e missão. Não podemos entender a igreja a partir dos seus erros, isso seria pouco inteligente. Temos que entender a igreja a partir de sua origem e de sua história. A origem nos leva as Escrituras (Atos) e sua história nos remonta ao trabalho do Espírito Santo em todas as eras passadas. Desprezar isso é desprezar a sua própria história como cristão.
Tenho tratado nas últimas postagens de confrontar as idéias, conceitos e pressuposições dessa nova eclesiologia com nosso manual de regra e prática, a Bíblia Sagrada. 
Seguindo então esse procedimento, abordo aqui duas questões muito atacadas pelos "sem igreja"(ressalto que não fui que criei essa terminologia), que são: a adoração regular que ocorre semanalmente nas igrejas evangélicas/protestantes e o culto tradicional nas mesmas igrejas, pois também são questionados assim como a adoração nas diversas formas congregacionais que conhecemos.

1. A Questão da Adoração Regular nas Igrejas

Há a pressuposição da nova eclesiologia de que a igreja não precisa de cultos de adoração regulares.

Afirmam os defensores da implantação dessa nova eclesiologia que precisamos da adoração, mas que podemos realizá-la em qualquer lugar, seja num bar, num parque ou num trem tão bem quanto a realizamos num prédio de uma igreja aos domingos.
Não é uma surpresa ouvir de alguém que está saindo da igreja que existem "maneiras inúmeras" de imaginar o praticar a igreja. Você só precisa de dois ou mais cristãos no mesmo lugar e ao mesmo tempo, sendo espirituais juntos.
O culto de adoração semanal é ridicularizado, sendo chamado de uma apresentação enfadonha cheia de espectadores passivos, um discurso desinteressante e um conjunto de rotinas sem sentido.
Segundo eles, a adoração como estilo de vida é boa e bíblica (Rom. 12:1,2), assim como o é ser igreja. Mas o que dizer sobre nossas ações?
Será que parte do ser igreja não implica adorarmos juntos como igreja? É verdade que uma igreja é mais que a soma de seus cultos de adoração, mas uma igreja que não se reúne regularmente para a adoração coletiva pode ser considerada uma igreja? Os cultos de adoração devem ser entendidos como algo periférico à vida da igreja?
Penso que precisamos resgatar uma visão mais ampla daquilo que estamos fazendo aos domingos. Não nos reunimos para cantar algumas músicas juntos ou ouvir um discurso mal elaborado. Nossa reunião para a adoração é um exercício de renovação da aliança, uma celebração semanal da ressurreição e um antegozo do banquete celestial por vir. Os maus exemplos não deveriam macular o que é correto nem minimizar sua importância.

O Novo Testamento é enfático em sugerir que os dois andam juntos: aqueles que são igreja reservam tempo para adorar como igreja.

A partir de Atos  2:42, sabemos que os primeiros cristãos se reuniam regularmente para ensino, comunhão, (possivelmente outra palavra para o recolhimento de ofertas), a Ceia do Senhor e oração. Sabemos a a partir de 1 Coríntios 12-14 que a adoração pública era uma parte importante da vida da igreja. Entendemos por 1 Timóteo 4:13 que haviam momentos regulares para a leitura da Escritura. Em 1 Coríntios 11:18 temos instruções para os momentos em que os cristãos "se reúnem como igreja".
O que indica que havia uma reunião singular "como igreja" que não era a mesma coisa que um encontro de alguns cristãos para passar tempo e conversar sobre Jesus.
Como diz Gordon Fee: "o povo de Deus pode ser chamado de 'igreja/assembléia' antes de mais nada porque se reunia regularmente como 'igreja/assembléia'.
Posteriormente em 1 Coríntios 16, lemos instruções quanto a fazer coletas "no primeiro dia da semana", sugerindo que a igreja em Corinto se reunia para cultos de adoração todos os domingos. Em Hebreus 10:25 recebemos a ORDEM de não desprezar reunião como igreja (literalmente "não deixando a nossa congregação" como na RC). A palavra traduzida por "reunir" (epissynagogen) não se refere a amigos cristãos lendo a Bíblia juntos, mas a reunião formal do povo de Deus para adoração.

Portanto, NÃO, você não pode deixar de ir a igreja e continuar sendo igreja, se analisarmos a função e não apenas a definição de igreja na Escritura.

Embora seja verdade que Cristo estabelece sua presença e vida em todo crente, somente a igreja é "plenitude daquele que enche todas as coisas" (Ef. 1:23).

O Cristianismo sem igreja faz tanto sentido quanto uma igreja sem Cristo, e tem as mesmas garantias bíblicas para isso.

Basta observarmos o evangelismo em Atos, Deus não adicionava as pessoas à igreja sem salvá-los, e Ele não os salvava sem adicioná-los a igreja. Salvação e Filiação à igreja andavam juntas e ainda caminham juntas.
Não existe cristianismo isolado, afastado do convívio com os demais irmãos da mesma fé. Ser igreja denota agir como igreja.
E retornando a adoração congregacional na igreja e como igreja, qual é a razão dos que estão fora da igreja descrever os cultos na igreja usando a linguagem mais desagradável possível? Já ouvi e li algumas dessas declarações, como: um concerto de louvor, uma aula, local de despejo de culpa, uma rotina robótica conduzida sem emoção, show religioso, e coisas semelhantes a essas...
Mesmo entendendo que há problemas (somos pecadores falhos e imperfeitos), por que não podemos declarar: "pecadores justificados que vêm para receber mais graça" ou "o povo de Deus reunido com todas as suas imperfeições para adorar o Cristo ressurreto" ou ainda, "a companhia dos redimidos unindo as vozes em cânticos e exultando diante da palavra pregada"? Por que não? Será que isso não existe ou não pode ocorrer em lugar nenhum onde a igreja se reúna?
Por que apenas a reunião de meia dúzia de cristãos em um sítio, parque, trem, rua, lar, etc, pode ser denominada de uma reunião de adoração e não a de centenas de cristãos reunidos em um templo de uma igreja? Qual é a perfeição absoluta encontrada nas reuniões de grupos pequenos que as faz tão distintas e tão melhores da reunião regular de adoração da igreja organizada? Qual a diferença desses pecadores para os outros?
Por que encontros informais e sem organização "aparente" são momentos de maior adoração a Deus do que quando a igreja se reune e louva a Deus de forma congregacional e organizada em locais separados para isso?
Uma reflexão séria deveria ser observada para as respostas a essas questões.

2. A Ordem de Culto Tradicional

A ordem nos cultos parece-me que para alguns é sinônimo de blasfêmia.  O simples mencionar já irrita muitos dos "sem igreja" e justificam que essa tal ordem é que os afastou de congregar e que isso afasta ainda muitos como eles. Mas o que a Bíblia nos ensina sobre isso? Será que há alguma orientação de Deus para nossos cultos de adoração?
Há sim.
Além de 1 Coríntios 14, encontramos a partir de Atos, por exemplo, a evidência que os primeiros cristãos se dedicava apóstolos nessas reuniões (2:42) e seus cultos envolviam longas pregações (20:9). Os cultos em Corinto não devem ser considerados o esboço normativo para a adoração cristã. De fato, a razão de encontrarmos tantos detalhes sobre as reuniões é que seu culto era livre demais.
Portanto, o capítulo 14 de 1 Coríntios é a tentativa de Paulo de criar alguma ORDEM na igreja, não uma exortação a que houvesse mais espontaneidade (14:40).
Paulo está preocupado com as mulheres nas reuniões (14:34), com a interpretação de línguas (14:5) e com o estabelecimento de um limite para que apenas duas ou três pessoas falassem em (14:27,29).
Não sou contra que as igrejas promovam espaços informais para testemunho, ou no culto dominical, ou em grupos, ou na classe de EBD ou em todas essas atividades.
Mas, pera lá!
Sugerir que o Novo Testamento ordena que os cultos sejam espontâneos, informais e cheios de testemunhos vai contra o intuito de 1 Coríntios 14 e o escopo mais do Novo Testamento.
Não há problema em desviar-se do roteiro de domingo, e às vezes é exatamente isso que se deve fazer, mas não devemos esquecer que não nada de errado em pedir ao Espírito que nos ajude a montar o roteiro antecipadamente. Diria que é uma atitude sábia.
Muitos dos defensores da igreja nos lares presumem de maneira simplista que a informalidade é boa e a formalidade é ruim.
Penso que existam (e existem mesmo) cultos litúrgicos pomposos, cheios de formalidade mecânica e tradicionalismo morto. Sei disso. Mas será que não há nada de bom num culto bem estruturado, litúrgico e mais ritualizado?
É verdade que Romanos 12 nos ensina que a vida toda é adoração. Mas a pressuposição latente por trás de textos como 1 Coríntios 14 é que também existe algo SINGULAR na reunião dos santos para a adoração coletiva.
Existem diferentes regras implícitas que se aplicam a esses momentos, a saber as regras da EDIFICAÇÃO.
Repito que sou grato por momentos mais informais e as igrejas abrem espaços para isso de alguma forma.
Mas, defender que todos os cultos e reuniões devem ser assim é bem diferente. Aqui vale algumas perguntas aos que defendem a desconstrução da liturgia:
a) Será que as pessoas que frequentam os tão defendidos "cultos abertos" não se cansarão dos cânticos superficiais que não sobreviverão dez minutos, quanto mais séculos?
b) Será que algumas pessoas que frequentam esses cultos não vão querer ouvir mais o irmão João, que é claramente um estudioso da Bíblia, e menos do irmão José, que, Deus o abençoe, tira suas idéias dos passeios que faz e dos filmes que assiste? 
c) Será que as pessoas não se cansarão de ouvir o enésimo pedido de oração pela doença da tia Cida?
d) Será que as pessoas não se cansarão de ouvir banalidades e frivolidades ao invés de uma pregação da Palavra de Deus preparada e comunicada sob a direção do Espírito Santo?
e) Será que as pessoas não procurarão alimento mais sólido, ao invés de continuamente se alimentarem do "leitinho" ou dos rudimentos do Evangelho?
Vou dizer mais uma vez, não há nada de errado nesse tipo de reunião informal, mas no contexto correto.
Duvido que num longo período de tempo, essas reuniões se mostrem, para a maioria das pessoas tão cintilantes e novas como nas primeiras vezes.
Por fim, olhemos para o Novo Testamento e o que nos mostra sobre ordem e organização na igreja:
  • Uma refeição santa celebrada frequentemente (a Ceia do Senhor)
  • Um rito de iniciação que representa aqueles que pertencem a comunidade cristã (o Batismo)
  • Um dia separado (o dia do Senhor) mencionado por João em Ap. 1:10.
  • O entoar de salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef. 5: 18-20)
  • A provável recitação de outros hinos ou poemas confessionais (Fp. 2: 6-11; Col. 1:15-20; 1 Tm. 3:16)
  • O ensino e a leitura do Antigo Testamento (1 Tm. 4:13)
  • Epístolas que deveriam ser lidas nas igrejas (1 Tess. 5:27)
Adicione a isso:
  • Inúmeras doxologias (Gl 1:5)
  • Bênçãos (Gl. 6:18)
  • "Améns litúrgicos" (1 Cor. 14:16)
  • O beijo santo (ósculo) (Rm. 16:16)
Além disso, documentos da igreja primitiva como o Didaquê, Primeira Apologia de Justino Mártir e outros mostram a existência de sequências de adoração específicas na igreja primitiva, incluindo leituras responsivas, instruções sobre a Ceia, várias regras para mestres e pregadores, etc.

Perceba como existe um planejamento, uma ordem, uma orientação clara nesses dois aspectos.

Considero portanto, que nossa adoração não precisa ser idêntica à da igreja primitiva, especialmente quando saímos do NT e verificamos o testemunhos dos pais da igreja, mas defender que um culto de adoração completamente espontâneo, não estruturado, antilitúrgico e "novo a cada semana" era o que acontecia nos primeiros séculos da igreja é no mínimo uma argumentação contrária aos fatos bíblicos e a própria história da igreja.

O conselho é: Analisemos a luz da Palavra antes de propagarmos algo, mesmo que seja agradável e tão bom aos NOSSOS olhos.
Como a Escritura nos revela:
"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?" (Jeremias 17: 9)

Não se deixe enganar ! Retorne a igreja !

LEIA E ESTUDE A BÍBLIA !

Pr. Magdiel G Anselmo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A Igreja não precisa de estrutura organizacional. Será ??

Em uma tentativa de implantação de uma nova eclesiologia, algumas pessoas defendem que a igreja não precisa de estrutura organizacional para fazer seu trabalho e cumprir sua missão determinada por Cristo. Afirmam que a estrutura atrapalha e mais, o que conhecemos como organização foi meramente uma "invenção" humana ou ainda uma estratégia demoníaca para contaminar a igreja e afastá-la de seu real propósito e objetivo.
Essa eclesiologia parte dessa pressuposição para então iniciar toda uma argumentação que tem como intenção maior (assim afirmam), um retorno ao que é correto e uma defesa do "verdadeiro Cristianismo".
Não ouso aqui julgar as intenções dessas pessoas e muito menos tentar ocultar os erros e desvios da igreja atual. Sei bem que muito precisa ser restaurado e reformado, porém não vejo o problema no conceito de igreja organizada ou de organização e estrutura eclesiástica. O problema não está no conceito ou no formato de organização ou instituição, mas nas pessoas que compõem essa organização.
Tenho como finalidade nessa postagem realizar uma análise desses conceitos e pressuposições à luz das Escrituras, que deve e é nossa regra de fé e PRÁTICA.
Vejamos então alguns argumentos que não concordam com essa minha afirmação e que trilham o caminho da desestruturação ou desconstrução do que hoje existe e que chamamos de igreja organizada:

1. A hierarquia impõe leis e regras e você termina perdendo a beleza do relacionamento que Deus deseja para nós.
A idéia é que a igreja pode existir, e parece que ela precisa existir, sem estruturas de autoridade ou sem que os papéis de seus membros tenham alguma distinção.
Existem apenas dois problemas com esse modelo de igreja: Ele não é nem bíblico nem realista.
A anarquia não funciona.
Dizer que Cristo fundou uma igreja destituída de qualquer organização, governo ou poder é uma declaração que surge de princípios característicos do misticismo filosófico, mas não leva em conta os ensinamentos da Escritura nem as realidades da vida.
É claro que ninguém quer uma igreja conduzida por ditadores ou egomaníacos,  e que teimam em liderar como "chefes" e não como pastores,  que não "passam o cajado"  de forma alguma a não ser obrigatoriamente quando morrem. É óbvio que ninguém deseja uma igreja conduzida por homens de ontem com idéias de antes de ontem, desvinculados da realidade e descontextualidados da vida de nossos dias.
E também ninguém deseja uma igreja na qual os relacionamentos são sufocados por políticas e procedimentos em detrimento da correta postura cristã.
Mas, como já afirmei o problema não está na estrutura, mas sim nas pessoas.
Por que afirmo isso? Porque a Bíblia simplesmente não nos revela uma igreja sem estruturas de liderança.
Ao contrário, vemos os apóstolos exercendo grande autoridade sobre as igrejas (2 Cor. 13:1-4). Os pastores recebem a ordem de exortar e repreender "com toda a autoridade" (Tito 2:15; 2 Tm. 4:2). Vemos a atuação de presbíteros (At. 14:23, 15:2, 20:17; 1 Tm 3: 1-7, 5:17; Tt. 1:5; Tg. 5:14; 1 Pe. 1:1; 5:1), juntamente com o ofício de diáconos, que deveriam cuidar das necessidades físicas da congregação (1 Tm. 3: 8-13; Fp. 1:1; At. 6: 1-7). Certamente os presbíteros ou pastores não devem ser dominadores sobre aqueles que estão debaixo de sua autoridade, mas ainda assim devem exercer supervisão (1 Pe. 5: 2,3), e os membros da congregação recebem uma instrução importante: "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas" (Hebreus 13: 17).
Além disso, dizer que não existem relacionamentos saudáveis entre as pessoas e com Deus porque ali existe hierarquia ou uma estrutura de liderança organizada é no mínimo falta de conhecimento bíblico e diria até ausência de vivência cristã em congregacão ou comunidade.

2. Todos devem cuidar uns dos outros. Todos pastoreiam todos.
Alguns que defendem esse argumento não percebem que essa idéia reforça o ataque cada vez maior contra o pastorado conforme ensinado na Bíblia.
Como grupo, os pastores certamente não estão acima das críticas, mas o ofício em si não deve sofrer reprovação. Afinal de contas, "Cristo designou uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres" (Ef. 4:11). Uns, alguns, não todos.
Não podemos desprezar o ofício pastoral simplesmente porque preferimos uma "estrutura plana" ou apenas porque alguns pastores são despreparados, desatualizados, mal-intencionados ou simplesmente idiotas. Deus confiou o ministério pastoral aos anciãos ou presbíteros da igreja (At. 20:28; 1 Pe. 5: 1,2).
Os bons pastores, aqules que foram chamados, vocacionados e que foram preparados devem exercer seu ofício com o uso benevolente da autoridade.
Autoridade sem compaixão leva ao autoritarismo implacável. Compaixão sem autoridade leva ao caos social.
Portanto, biblicamente falando, a pessoa do pastor na igreja é fundamental para o cumprimento do propósito que a ela foi designada, assim como, os demais dons e ministérios também o são.
Como diz o ditado popular: "cada macaco no seu galho".

3. Toda forma de estrutura de liderança deve ser evitada.
É curiosa essa forma de pensar, porque nos sugere questionar por que será que alguém tem essa aversão a ser liderado? Mas, enfim...
Além de serem bíblicas, as estruturas de liderança são simplesmente inevitáveis.
Se quiser ser honesto, perceberá que nenhum grupo pode persistir por um período de tempo significativo sem desenvolver alguns padrões de liderança, alguma diferenciação nos papéis dos membros, algumas formas de gerenciar o conflito, algumas maneiras de articular os valores e normas comuns e algumas sanções para garantir níveis aceitáveis de conformidade a essas normas. 
Alguém precisa decidir as disputas ou conflitos. Alguém ou algum grupo precisa dar a palavra final. 
Se alguém não consegue entender o que afirmo, exemplifico da seguinte maneira me utilizando da instituição família:
a) Mamãe e papai estabelecem regras
b) Papai tem a função de liderar
c) Num bom lar, haverá estruturas e rotinas
d) As tarefas são divididas
e) O horário de ir pra cama é determinado
f) As contas serão pagas em determinado dia
g) As refeições serão servidas por volta de certo horário
e outras...

Toda casa tem suas regras, escritas ou não, assim como diversos padrões para tomada de decisão que ajudam a trazer alguma medida de ordem em meio ao caos.
O mesmo vale para a família da fé.
Tenho que confessar que nunca gostei de regras, mas aprendi que elas são necessárias.
Prefiro liderar ouvindo as pessoas e buscando um consenso, mas há situações e momentos que tenho que assumir a liderança nos processos de tomadas de decisão. Não é muitas vezes agradável, mas faz parte da liderança.

Conclusão:
A igreja como povo escolhido de Deus, é tanto um organismo como uma organização. A igreja é algo vivo que respira, cresce e está em amadurecimento. Também compreende certa ordem (1 Cor. 14:40), normas institucionais (5: 1-13), padrões doutrinários (15: 1,2) e rituais definidos (11: 23-26). Os dois aspectos da igreja (organismo e organização), não devem ser jogados um contra o outro, pois ambos "se baseiam na operação do comando glorificado da igreja através do Espírito Santo". Ofício, ministérios e dons, governança e pessoas, organização e organismo, todas essas coisas estão relacionadas. Todas são bênçãos da obra de Cristo.
Deus poderia dirigir Sua igreja de maneira diferente, mas optou por usar esses recursos. Vemos em toda a Bíblia a "preferência divina pela atuação humana".
A multidão contrária à igreja entende isso quando se trata do mundo, ou seja, ninquém contesta que a liderança é essencial em outras áreas como a profissional, familiar, comunitária, etc..., mas tem pouca paciência com essa questão quando se trata da igreja.
Contrastam o Espírito e as estruturas, o cuidado de Cristo e o cuidado pastoral e a autoridade divina com a autoridade humana.
Concordo com Bonhoeffer quando diz: "A Igreja ou congregação como Corpo de Cristo, incluímos sua articulação e ordem. Ambas são essenciais ao corpo e são uma designação divina. Um corpo desarticulado está fadado a perecer. A ordem na Igreja é divina tanto em origem como em caráter, embora, tenha o propósito de servir, não de dominar".
Cuidemos em não desarticular, cresçamos e ajudemos no fortalecimento dessa estrutura.
Examinemos nossas reais intenções e origens de nossos argumentos. Levemos nossos argumentos, idéias e conceitos ao crivo das Escrituras.
Reformemos o que precisa ser reformado, mas não destruamos o que possui o aval bíblico.
Como bem afirmava um dos lemas da Reforma:

Sola Scriptura

A Escritura é inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

 
Pr. Magdiel G. Anselmo.


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