quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Discernimento, esta é a palavra de ordem!




"Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus"

Filipenses 1: 6.



A doutrina da salvação (Soteriologia) possui vários aspectos. Entre eles há a regeneração. Claro que não quero aqui escrever um compêndio teológico sobre tal questão, porém desejo trazer alguns argumentos que tem-me feito refletir já há algum tempo.
A forma como administramos nossa vida cristã e até mesmo como e o que pregamos, ensinamos e aconselhamos, como é o caso de pastores, pregadores e ensinadores da Palavra, demonstra como pensamos e entendemos sobre o assunto aqui proposto.
E muito mais, demonstra como tratamos as pessoas e as questões particulares e também as coisas da e na Igreja. 
Vejamos... 
A regeneração é prometida por Deus àqueles que receberam do Senhor tão grande salvação em Cristo Jesus. Deus promete que a obra que começou, será continuada.
A justificação, adoção e regeneração são realizadas no momento em que o pecador, ciente por obra do convencimento do Espirito, de sua situação de condenado ao inferno, arrepende-se de seus pecados, cre que somente Jesus Cristo pode salva-lo e confessa-O como seu único Salvador e promete segui-lo e servi-lo para sempre. A Partir daí, o processo de santificação se inicia. A obra uma vez iniciada não para.
Porém, já houve a transformação inicial. Já existe uma nova criatura. O espírito do pecador já foi vivificado por obra do Espírito Santo. Ele já passou a entender as coisas espirituais. Já não é mais "homem natural".
A sua mente e os seus sentimentos foram impactados pela operação poderosa e transformadora da Palavra de Deus e agora tem como "Mestre" e "Consolador" o Espírito Santo em todos os momentos de sua existência.
O aprendizado tem sequência e o agora salvo passa a cada dia conhecer mais seu Deus e Sua vontade.
O próprio Senhor afirma em Sua Palavra que ninguém mais os condenará, que não há acusação contra estes e por fim que ninguém os arrebatará de Suas mãos. São agora "propriedade exclusiva do Senhor".

Esta é a revelação de Deus sobre o assunto.
Mas a realidade da nossa irmandade não reflete isso. Alguns diriam: O ideal não é o real. Bom provérbio, porém quando se refere ao que Deus afirmou não funciona. O que Deus diz que acontecerá, tem que ocorrer, senão Ele não seria Deus.
Alguns questionamentos então povoam a mente de muitos:

Como pode então alguém que foi alcançado por essa salvação, não demonstrar frutos de arrependimento em sua vida (conduta, comportamento, conceitos e postura)? Não demonstrar o fruto do Espírito? Como pode não mudar sua forma de ver as coisas e de se pronunciar diante das diversas situações, dilemas e circunstâncias da vida?
Será que "uma nova criatura" continua com os mesmos métodos e procedimentos de sua velha vida e mesmo com o passar do tempo nada muda?
Será que estamos entendendo a salvação como algo superficial e a confirmamos quando alguém faz parte de uma denominação ou se "enturma" com os demais crentes?
Será que quando criticamos a Igreja, afirmando que ela está em decadência ou contaminada, não estamos confundindo a Igreja com algo que não é ela?
Será que não estamos confundindo e misturando os salvos com os não salvos em nossos discursos e argumentações apologéticas?
Ou será que o que Deus afirma sobre a obra que opera em cada um daqueles verdadeiramente salvos não nos traz convicção e certeza para corroborarmos com Ele?
Será que a realidade do convívio com os joios não tem cegado nossos olhos espirituais para enxergar que o próprio Deus é quem justifica Sua Igreja? E que ela continua sendo para Ele "a menina de Seus olhos"?
E por fim, não pode ser uma estratégia demoníaca, gastarmos tanto tempo e energia, propagando os problemas, defeitos, escândalos e contendas de pessoas nas igrejas ao invés de ressaltarmos e acentuarmos que Jesus virá buscar Sua Igreja? Não a pseudo-igreja, mas a verdadeira e pura Igreja que mesmo com todas os ataques externos e internos será arrebatada às nuvens e glorificada pelo Senhor.
Os falsos crentes não serão enviados de satanás para trazer transtornos e perturbações e para que mesmo os verdadeiros crentes generalizem a Igreja como sendo um ajuntamento de pessoas sem escrupulos ou caráter?
Será que quando nos atacamos, não nos juntamos as fileiras do mal?

Precisamos entender, de uma vez por todas, que a obra que Deus inicia em uma pessoa irá continuar. Frutos virão. E se não vierem, porque não houve verdadeira conversão. E, sendo assim, não é este, participante da Igreja de Cristo e não podemos contar os outros  com eles.

A falsa igreja existe e esta aí para enganar e perturbar os "santos".
A verdadeira Igreja existe e, mesmo expressa em diversos grupos ao redor do planeta, está aí trabalhando, servindo a seu Senhor (pregando, ensinando, evangelizando, adorando...)
A diferença entre elas é que uma segue olhando para Jesus e não para as tempestades, enquanto a outra tenta fazer-nos olhar para o mar bravio e os fortes ventos, tentando a todo custo que afundemos.
Tenhamos discernimento para distinguir entre uma e outra. 




Pr. Magdiel G Anselmo.

domingo, 21 de novembro de 2010

O Maior Hospital do Mundo, a Igreja.

“Então lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa, e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?
Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. “Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.”

Lucas 5: 29-32.

Este texto bíblico chama-nos a atenção para duas prioridades que o Senhor Jesus tinha e tem com relação à raça humana.
A primeira é a sua preocupação com ela. Ele sabe que ela está “doente”, corrompida pelo pecado e separada de Deus. Por isso, Ele deixa claro aos religiosos da época essa sua preocupação, afirmando que veio para aqueles que estão doentes e não para os justos, ou pelo menos não para aqueles que se consideram justos e que não precisam de Deus (mesmo entendendo que estes também necessitam).
A sua segunda prioridade é ir até onde estão os doentes, os pecadores. Ele foi até eles. Mesmo sendo estes considerados os piores pecadores, o Senhor Jesus foi e se sentou a mesa com eles. Por isso, era considerado “amigo dos pecadores” (apelido lindo e adequado para o Cristo de Deus).
O Senhor Jesus não somente se preocupava com os pecadores, os doentes. Ele efetivamente colocava em prática essa preocupação indo onde eles estavam para assim levar a cura para a enfermidade da qual padeciam.
A Igreja deve seguir e cumprir também estas prioridades e este ensino do seu Senhor.
Quando meditava nesse texto, veio a minha mente uma analogia que considero interessante. O Senhor Jesus usou termos como “doentes” e “médico”. Isso nos lembra locais onde essas pessoas costumam estar com freqüência, os hospitais.
E mesmo entendendo que a Igreja de Cristo é ligada espiritualmente pelo vínculo do Espírito e pela Palavra, tornando-a uma só Igreja composta dos salvos em todas as épocas e lugares, também entendo que a sua organização neste mundo se dá pelas várias congregações, grupos e comunidades que se reúnem em locais específicos (igrejas locais) para como corpo (juntos) prestar culto ao seu Senhor e servir a Ele e uns aos outros e não pelo isolamento de seus membros ou de seu trabalho solitário.
E quando comparamos essa Igreja a um grande hospital, o entendimento é similar. Seria como uma rede de hospitais, cada um alcançando uma região. Todos estes hospitais locais vinculados, formando um imenso hospital. Todos tendo um mesmo dono e proprietário.
Sendo assim, imagine agora esses hospitais locais, todos muito bem aparelhados e estruturados para bem atender doentes (pacientes). Equipados com a última tecnologia existente, com uma organização e administração modelo e um pessoal vocacionado e treinado para receber, atender e tratar pessoas com enfermidades e males de todos os tipos. Uma recepção cordial, amável e preocupada em atender adequadamente essas pessoas. Estacionamento amplo para os acompanhantes, visitantes e pacientes (doentes) e ainda dependências muito bem planejadas para suportar as exigências de vários tipos de tratamentos e especialidades.
Você diria que se trata de uma utopia, ou quem sabe de um exemplo em termos de hospital. Mas, imagine que esses hospitais existam, mas que tivessem atendido doentes somente durante um período após sua fundação e que não houvesse mais pacientes (doentes) sendo atendidos ou tratados. O que você diria desses hospitais exemplos ou modelos?
Certamente, ele não estariam cumprindo os objetivos para que foram criados. Não estariam cumprindo a missão para que foram construídos e planejados.
Por melhor que fosse sua infra-estrutura, seu preparo, a capacidade e conhecimento do seu pessoal, não serviriam para aquilo que seria o básico, ou seja, ser um local de atendimento, tratamento e recuperação de pessoas enfermas, feridas e machucadas.
Após expor isso e voltando ao texto, sabemos que quando o Senhor Jesus ensinava, tinha em mente, não somente os discípulos de sua época, mas todos os que viriam. Ele ensinava e dava o exemplo para Sua Igreja, para seus seguidores, para os cristãos.
Portanto, levando em consideração os termos “doentes” e “médico” usados por nosso Senhor, podemos entender a Igreja como um grande hospital.
E nessa grande rede espiritual de hospitais locais que é a Igreja, devemos viver estas prioridades ensinadas por Cristo, ou seja, a preocupação com os doentes e a busca por eles efetivamente.
Novamente, pensando literalmente em um hospital, vemos que existem ambulâncias. Veículos usados para ir até onde estão pessoas doentes, machucadas e que necessitam serem tratadas e trazidas ao hospital com certa urgência. São nas ambulâncias que os primeiros socorros são dados. E depois de estabilizados, são trazidos para receber atendimento mais aprofundado, criterioso e serem observados com mais calma.
O grande hospital-Igreja também deve ter essa função. Ir até onde estão os doentes e lá dar os primeiros cuidados e socorros. Isto é o que o Senhor Jesus nos declara em Marcos 16:16. Ir ou indo até onde estão os que precisam. Esta é grande comissão. Isto faz parte da missão desse grande hospital chamado Igreja.
Podemos entender essas ambulâncias de forma espiritual, como os braços e pernas da Igreja. É o evangelismo pessoal atuando onde convivemos e estamos. A ambulância espiritual alcançando o colega de trabalho, de escola, de faculdade. Pode ser indo até nosso vizinho, nosso parente. Pode ser na fila do banco, no ponto de ônibus, enfim, onde estivermos, podemos ser as ambulâncias desse grande hospital, levando os primeiros cuidados, socorros aos doentes sem Deus, espalhados por esse mundo.
Mas, também existem os que chegam por conta própria, (se bem que entendo que é Deus que os move para a Igreja), e que devem ser acolhidos por esse hospital espiritual, pela comunidade cristã. Aqui vale também o ensino de Cristo, pois temos que recebê-los e encaminhá-los aos diversos setores, alas, especialidades (ministérios) desse grande hospital (1 Cor. 12; Efésios 4).
O interessante é que assim como em um hospital que possui pessoas designadas e destacadas para várias especialidades, funções e serviços, na Igreja também existem uma diversidade e variedade de dons, talentos, funções e serviços (ministérios), revelando a importância que Deus dá ao trabalho em equipe e a participação de todos os crentes na vida da Igreja. Todos têm funções e serviços a realizar.

Veja como existem muitas semelhanças entre a Igreja e um hospital:

A Maternidade: Nos melhores hospitais sempre existe a maternidade. É ali que nascem os bebês. É onde ocorrem os partos. Na Igreja também isso deve ser uma constante (João 3:7). Os novos nascimentos devem ocorrer. Igreja que não vive a experiência de ter nascimentos, onde não se tem bebês espirituais, está em processo de estagnação, de decadência espiritual.
Mas, assim como em um hospital existem aqueles que fazem os partos e aqueles que cuidam dos bebês imediatamente aos partos, na Igreja também Deus capacita pessoas para tais funções (ministérios). Os nascimentos, os partos se dão pelo poderoso convencimento do Espírito através da pregação do Evangelho. Os pregadores, evangelistas e ensinadores da Palavra de Deus têm parte nisso. Deus os capacita extraordinariamente para exercer esses ministérios visando alcançar os pecadores perdidos (os pacientes). Após isso são encaminhados ao Berçário.
No berçário entra o trabalho dos enfermeiros (as) espirituais, cuidando dos bebês que acabaram de nascer.
É necessário aquecê-los, dar-lhes carinho e amor, encaminhá-los a primeira mamada, muitas vezes niná-los, dar o “colinho”, enfim, observá-los com cuidado e zelo, pois ainda são totalmente incapazes de viver sozinhos. São bebês. Precisam que alguém cuide deles.
Talvez Deus tenha capacitado você para ser um destes que servem na maternidade ou no berçário espiritual. Talvez seu ministério seja encaminhar aos partos ou cuidar dos bebês espirituais.

A Pediatria: Nos hospitais existe uma área destinada ao atendimento às crianças. Na Igreja, quando os bebês são bem cuidados e alimentados adequadamente, eles crescem e se tornam crianças. Estão se desenvolvendo (1 Cor. 3: 12). E também necessitam de cuidados especiais.
Nesta fase já conseguem pegar os alimentos e comer até sozinhos. Porém, não discernem o bom alimento daquele que pode prejudicar-lhes a saúde. Ainda precisam que alguém prepare o que vão comer (é preciso preparar a famosa "papinha" ou a mamadeira que alguns teimam em não deixar).
Importante saber que gostam muito de alimentos que são saborosos ao paladar. Não são simpáticos àqueles que são fundamentais para o bom crescimento. Preferem os doces, as guloseimas e tudo que lhes traz satisfação naquele momento. Também fazem muita bagunça e barulho. São extremamente sensíveis e melindrosos. Choram à toa. Dormem quando é pra ficar acordado e ficam acordados quando é pra dormir. Quebram as coisas. Falam o que não é pra falar. Ficam “emburrados” e gostam muito de ser elogiados.
Ora, são crianças. O que podemos esperar? Não podemos exigir deles que tenham atitudes de adultos. Chegarão lá.
Temos que ter paciência, amor e entender isso.
Por isso, precisam de pessoas cuidando deles.
A boa alimentação (discipulado, ensino, aconselhamento...) são alimentos essenciais para as crianças crescerem, mas não esqueça de vez em quando de levá-las para passear (momentos de comunhão), de brincar com elas (confraternizações, eventos) e de demonstrar seu amor de forma objetiva (ouvindo-as e dedicando a elas sua atenção). Tudo isso faz parte da boa infância, inclusive espiritual.
Talvez você seja uma dessas pessoas que Deus capacitou para cuidar das crianças espirituais nesse grande hospital que é a Igreja.

A Clínica Geral: Nos hospitais e clínicas, os clínicos gerais são aqueles que tratam, a princípio, de todo tipo de enfermidade crônica em seu diagnóstico inicial. Quando verificam qual tratamento devem disponibilizar ao doente o encaminham a um especialista naquela área.
Na Igreja podemos encontrá-los realizando o trabalho de ensino de uma forma geral. Podem ser professores de Escola Bíblica ou líderes de grupos pequenos, por exemplo. Levam o alimento a todos e o remédio necessário àqueles que estão sendo tratados de enfermidades espirituais crônicas, como é o caso de pessoas que sempre ficam doentes da mesma enfermidade. São curadas, mas por não cumprir com as observações e medicamentos prescritos voltam a ficar doentes. Precisam ser corrigidas e advertidas de tais atitudes. Os clínicos gerais tem muitas vezes essa função.
Talvez Deus tenha capacitado você para ser um clínico geral.

A Ala Cirúrgica: Os cirurgiões são aqueles responsáveis pelas operações mais delicadas e indispensáveis quando os demais tratamentos não surtiram o efeito desejado. São tratamentos drásticos. Não há mais a possibilidade desses doentes serem curados através de medicação ou tratamentos mais comuns. É necessária uma cirurgia.
Na Igreja ou através da Igreja, muitas vezes isso também é necessário para que o doente seja restaurado ou até salvo.
A cirurgia é dolorosa e sofrida. Muitas vezes é demorada e trabalhosa. Requer um período de preparação e após, de restabelecimento. Mas, se feita corretamente e se seguida de todas as precauções e cuidados, restaura a qualidade de vida do doente. Espiritualmente isso também é um fato. Não podemos expulsar (excluir) doentes simplesmente porque estão doentes. Não é pra isso que existe o hospital (Igreja)? Não podemos mandar embora os que precisam ser tratados. Esse não é o papel de um hospital, e muito menos de uma Igreja verdadeiramente cristã.
Deus capacita certos crentes para esta tarefa (ministério). São líderes que entendem a importância e o momento certo de efetuarem essa operação. São homens e mulheres de Deus, capacitados, vocacionados e preparados para esse delicado trabalho.
Você pode ser um destes. Já pensou nisso?

O CTI: Este local é temido por todos. Quando se está internado no CTI corre-se sério risco de morte. Geralmente, aqui as pessoas estão em coma, ou seja, muitas estão vivas apenas porque aparelhos assim o permitem.
Estão quase mortas. Já não conseguem se comunicar com as demais pessoas. Não falam. Não vêem. Estão inconscientes.
Espiritualmente, muitos assim se encontram. Já não conseguem ver as coisas espirituais, não conversam mais sobre as coisas de Deus e não percebem que a consciência foi cauterizada pelo pecado que estão cometendo constantemente. Alguns já serviram e trabalharam em um hospital local (igreja local), mas hoje estão tão doentes quanto os que um dia trataram.
Estão vivos espiritualmente porque alguém ainda ora e intercede por eles. Estão ainda vivos porque Deus ainda os ama e os tem preservado.
Porém, precisam de tratamento intensivo. Precisam de remédios específicos e de muita paciência, para que novamente voltem à vida que já desfrutaram.
O coma pode durar horas, dias, meses e até anos. Requerem dos médicos e enfermeiros que trabalham nesse setor muita perseverança, esperança, confiança e fé.
Mas, enquanto estiverem ligados pelos aparelhos, tudo pode mudar.
Você pode ter sido chamado e capacitado por Deus para trabalhar em um CTI espiritual e cuidar dessas pessoas enquanto estão inconscientes, até que despertem.

A Geriatria: Esta área é separada para os mais idosos, ou seja, aqueles que já viveram muitos anos e agora estão em sua velhice. Os cuidados aqui são tão especiais quanto para as crianças. Alguns dizem que nessa fase voltamos a ser crianças.
Os nossos queridos mais experientes necessitam também de uma alimentação adequada a sua idade. Alguns ficam doentes com enfermidades próprias da idade, causadas muitas vezes pelo excesso de trabalho durante a vida ou ainda pela má alimentação que tiveram. Alguns têm feridas antigas que carregam sem ainda estarem cicatrizadas. Também requerem atenção e carinhos constantes, mas acima de tudo possuem uma sabedoria de vida sem igual que não pode e não deve ser desprezada.
Gostam muito de conversar e de contar os acontecimentos ocorridos na sua vida. Ouvi-los com atenção sincera além de ser remédio para eles, nos traz conhecimento para nossa vida.
Aprendemos muito com eles. E mais, um dia lá estaremos.
Quem sabe, você não foi capacitado por Deus para cuidar deles.

Percebeu como existem muitas semelhanças entre um hospital literal e uma igreja local.
Há muitas outras, porém creio que essas já bastam para compreendermos nossa missão.

E sendo assim, algumas perguntas são pertinentes.

Qual sua especialidade nesse grande hospital que é a Igreja?
Temos como membros dessa Igreja nos preocupado com os doentes que estão fora de nossas paredes?
Temos nos preocupado em alcançá-los?
Temos nos preocupado com os doentes dentro de nossas paredes?
Temos buscado curá-los ou temos expulsado muitos porque estão sofrendo de enfermidades graves?
Temos tido paciência?
Temos compreendido que as enfermidades, muitas vezes são acompanhadas de revolta e desânimo? Temos aplicado o bom remédio de Deus? Temos amado o suficiente?

Finalmente, observando a analogia usada por Cristo, temos entendido que a Igreja Cristã, também pode ser entendida como o maior hospital desse mundo?

O dono desse hospital e de todos que nele trabalham garante a vitória sobre a enfermidade que assola a humanidade, o pecado.
Comuniquemos, revelemos e apliquemos o remédio para a cura dos doentes. Remédio esse que um dia nos foi comunicado, revelado e aplicado, Jesus Cristo.

Pr. Magdiel G Anselmo.






quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Igreja, Lugar de Bons Momentos e de Gente Feliz.

Há momentos em nossas vidas que são inesquecíveis. Momentos que marcam nossa história e trajetória nesse mundo.
Quando chegamos a certa idade e podemos fazer uma retrospectiva de vida, encontramos esses momentos pontuais e ao lembrarmos parece que os vivenciamos novamente. São emoções, realizações e acontecimentos que estão ainda muito vivos em nossa mente.
Como cristão, um dos momentos mais marcantes de nossa vida é aquele em que, movidos pelo Espírito Santo, nos encontramos com Cristo. É tão marcante e importante que o resultado desse encontro durará pela eternidade.
Ainda, o momento de nosso batismo nas águas também se trata de uma lembrança que nos traz grande satisfação, pois foi a confirmação de que o encontro com Cristo foi real e que entendemos a sua importância e necessidade. Se é um ministro, o momento de sua ordenação ou consagração também é inesquecível e marcante.
Se você é casado há algum tempo e tem filhos, o namoro, noivado, casamento e o nascimento dos filhos fazem parte desse grupo de momentos que lembramos com muito carinho e alegria.
Lembra o dia em que conheceu, sua hoje, esposa ou, seu hoje, marido? Eu lembro bem. Foi em um acampamento de jovens patrocinado pela igreja que ela congregava. Quantos olhares, quantas conversas sem muito sentido. Havia uma emoção diferente que nos constrangia. Havia algo no ar que nos fascinava. Namoramos e noivamos na igreja e sempre buscamos juntos a presença e a direção de Deus. Tínhamos um pastor que nos ajudava e aconselhava. Foram bons momentos. Momentos de busca pela vontade de Deus. Éramos muito novos, mas já sabíamos o que queríamos. Queríamos alegrar a Deus e entender o que Ele tinha pra nós.
Estávamos sempre nas reuniões dos jovens, não importa se eram de louvor, estudo ou oração. Lá estávamos juntos e sempre com muita alegria. Guardamos bons momentos dessas ocasiões e lembramos com saudades de muitos jovens e adolescentes desse grupo, que hoje estão casados e foram direcionados e movidos por Deus para outros locais e ministérios, assim como nós.
Enfim, descobrimos a vontade de Deus pra nós...
E o casamento? Lembra o dia do seu casamento, o nervoso que se encontrava, a ansiedade por tudo dar certo? Lembra a igreja cheia com seus convidados, parentes, amigos e irmãos em Cristo? Lembra o “friozinho na barriga” antes da cerimônia? Quanta emoção, quanta adrenalina, quanta alegria...
E a festa? Quanta gente, quantos irmãos... Todos desejando bênçãos e mais bênçãos...
E o dia do nascimento dos filhos? Meu Deus, o que foi aquilo? Que sentimento foi aquele? Como pode uma pessoa nascer tão bonitinha? Quantas lágrimas de alegria, quanta satisfação, quanto amor.
E o dia em que foram dedicados ao Senhor na igreja? A família toda feliz. O neném ainda dormindo nos braços do pastor durante a oração em que os apresentava e suplicava as bênçãos de Deus a criança e a família. Quanta felicidade no ar. A igreja toda cantando “Vinde meninos, vinde a Jesus...” e as rosas presenteadas a mãe que chorava de alegria.
E as crianças cresceram. Freqüentaram a igreja. Um dia, sem percebermos, após uma pregação saíram de seus lugares e foram à frente chorando e confessando Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Meu Deus! Parecia que éramos nós ali na frente. Chorávamos mais que eles. Quanta gratidão a Deus. Quantos “obrigados” falamos a Deus naquele dia. Nossos filhinhos, um adolescente e a menina pré-adolescente, tinham sido salvos. É a coroação de nosso trabalho como pais. Era tudo que sempre rogamos ao Senhor.
E o dia do batismo do nosso filho? Tive a honra dada por Deus de poder batizá-lo. Meus braços tremiam de emoção. Minha voz ao declarar as palavras próprias para o momento estava embargada pela alegria da ocasião. Quando nosso menino saiu das águas, dei um brado de Aleluia, que sei, ecoou nos céus.
Aguardamos o momento de nossa filhinha também passar pela águas. Ela está ainda mais ansiosa que nós. Deus será novamente exaltado em nossa família.
Existem outros momentos também inesquecíveis.
As reuniões e cultos na igreja. Os momentos de adoração congregacional onde percebemos nitidamente a presença e o mover do Espírito Santo. A pregação que sempre nos alimenta com o bom alimento de Deus.
Quantas vezes nesses anos todos, discernimos que Deus está a nos falar em um louvor? Quantas vezes somos quebrantados e não conseguimos suportar e choramos como crianças enquanto a igreja louva a Deus? Quantas vezes entendemos que Deus fala conosco em particular em uma pregação, mesmo quando estamos juntos com centenas de pessoas ali no templo? Quantas vezes fomos e somos abençoados por Deus em um estudo bíblico, em uma EBD, ou em uma reunião de oração da igreja?
Nesse tempo todo, quantas vezes constatamos que fomos usados por Deus para ensinar ou pregar e vimos claramente o mover de Deus nas pessoas, na congregação enquanto ministrávamos a Palavra? Em quantas situações fomos instrumentos da benção de Deus para a vida de outros irmãos quando utilizamos os dons e os talentos que Deus nos deu? Muitas vezes.
E quando vemos pessoas que oramos tanto e falamos do amor de Jesus, se entregando a Ele e passando a servi-lo ali conosco? Quando observamos que crescem espiritualmente e que produzem frutos para a glória de Deus? Quanta alegria e sentimento de vitória.
E quando vemos as famílias sendo restauradas, casamentos restaurados, vícios abandonados e nova vida se descortinando aos nossos olhos? É uma satisfação sem medida. É o sentimento do trabalho cumprido e do reconhecimento do poder e da intervenção direta de Deus. Como é bom presenciar isso na igreja. Vidas em Cristo que produzem vidas em Cristo no caminhar de uma igreja.
Ainda existiram aqueles momentos em que estávamos tristes e abatidos e um irmão ou irmã veio até nós e com um abraço sincero, um sorriso e uma palavra de amor e carinho nos animaram e nos fizeram entender que Deus continuava a nos amar. Mais que irmãos, em muitos momentos descobrimos que temos amigos na igreja que nos amam e que se preocupam sinceramente conosco. Lembro com carinho ocasiões em que irmãos nos ajudaram em várias áreas e que não pediram nada em troca. Lembro com muito amor...
Mas, existem ainda outros momentos inesquecíveis. Muitos outros... Você pode lembrar de muitos em sua vida.
Existem momentos que são tristes e que não gostamos de lembrar. Claro que existem. Mas, penso que os bons sobrepujam os ruins. Os bons devem ser lembrados, enaltecidos, os ruins esquecidos e deixados pra trás.
Enfim, observe que a maioria dos momentos que mencionei estão intrinsecamente ligados a minha vida e de minha família em uma igreja evangélica. Penso que muitos, como eu, também possuem trajetória similar a minha. Afinal de contas, congregar em uma igreja ou comunidade evangélica ou protestante é algo que sempre fez parte da vida dos crentes de uma forma geral.
Devemos lembrar desses momentos de alegria. Não com apenas nostalgia, mas com vívida certeza que eles se repetem na grande maioria das igrejas evangélicas.
Existem maus exemplos e fatos que não favorecem essa minha concepção, porém não representam a maioria dos crentes fiéis a Palavra de Deus que congregam em igrejas espalhadas por esse nosso país.
Lembremos dos bons momentos. Propaguemos as virtudes e qualidades da igreja que prega e segue a Palavra e perservera na fé cristã e não os fracassos e problemas. Usemos todos os meios para disseminar o nome e o Evangelho de Cristo e não as polêmicas e discussões que nada produzem de edificação.
Sem menosprezar ou desprezar a existência das seitas, heresias e dos pseudos grupos e crentes, tenhamos sempre uma visão de enaltecer as coisas boas e não de gerar um falso sentimento de que tudo está perdido e que o propósito de Deus com relação a sua Igreja de forma organizada aqui nesse mundo tenha sido um fracasso. Não podemos generalizar os erros e os equívocos ocorridos. Não podemos e não devemos desconstruir o que o Espírito Santo construiu desde a Igreja Primitiva. Mesmo as igrejas sérias e responsáveis tem problemas e vez por outra, pessoas cometem equívocos, pecados. Devemos buscar a restauração e não a generalização. Devemos buscar o discernimento e não misturar seitas com igrejas reconhecidamente evangélicas e protestantes.
Não devemos confundir ainda mais a mente daqueles que estão feridos e confusos com relação a irmandade cristã. Não devemos ajudá-los a se afastar do convívio com seus irmãos.
Não esqueça que o joio crescerá junto com o trigo. A Bíblia afirma que muitos esfriarão, porém não todos. Tem gente boa ainda, tem crente fiel, tem igreja séria. Não se afaste. Permaneça, persevere, comungue, compartilhe, edifique, congregue...
Mesmo entendendo que a apologética (defesa da fé cristã) é útil e necessária, não devemos esquecer que deve ser exercida e fundamentada criteriosamente nas orientações de Deus para tal. Mesmo o melhor remédio quando utilizado na dose e no tempo errados pode causar enfermidades ainda mais graves e em alguns casos até a morte do paciente.
Louvo a Deus pela Igreja Organismo e também pela Igreja Organização. As duas que no final das contas são a mesma, nasceram no propósito de Deus ao enviar e direcionar seus filhos para a adoração, evangelismo e serviço cristão.
Mesmo se você foi ferido ou magoado por uma igreja, irmão ou líder, sugiro-lhe que faça uma retrospectiva em sua vida e veja honestamente como existem muitos bons momentos passados na igreja. Não os despreze. Se vão sobrepujar os ruins, dependerá de sua visão das coisas.
Prefiro ser e ver como Josué e Calebe. Há muitos gigantes, há inimigos, há dificuldades e problemas. Porém, existe uma terra que mana leite e mel. Existe a benção de Deus.
Tudo depende de como olha, de como vê, de como crê.





A igreja ainda é o melhor lugar para você e eu estarmos aqui nesse mundo!







Em Cristo,
Pr. Magdiel G Anselmo.






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