sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Os Movimentos de "Crentes sem igreja"

Devido estarmos vivendo uma situação quase que inusitada em nossos dias no que diz respeito à desvalorização e desconfiança nas instituições e denominações evangélicas de uma forma geral por parte de grande parte dos então chamados “crentes”, resolvi pesquisar com mais profundidade esse fato e sobre isso aqui escrevo.
O assunto que desejo abordar aqui e que foi alvo de minhas pesquisas é deveras delicado para muitos irmãos, pois se preocupam em não incomodar ou chatear aqueles que pensam discordantemente. Mas, da mesma forma que emitem uma opinião formada a respeito e a declaram abertamente, devemos também expressar nosso posicionamento diante do quadro que se apresenta, sempre buscando contribuir para um aperfeiçoamento das concepções existentes e a edificação de nossa irmandade.
Penso que a preocupação em não incomodar tem algum sentido mas não pode substituir o bom argumento. Fazer ou pelo menos tentar levar à reflexão sobre a questão de forma respeitosa não é prejudicial, entendo que é uma contribuição valiosa para o crescimento de uma pessoa.
Dito isso, vamos ao assunto em questão.
Semelhantemente a média percentual de crescimento dos chamados “crentes sem igreja” (termo não criado por mim, mas largamente divulgado. Ressalto que o uso desse termo aqui não é da minha parte nenhuma forma de preconceito ou acusação. Não o utilizo de forma pejorativa, apenas o replico para melhor entendimento dos leitores), também cresce o número de crentes que entendem que ter um local de reunião (templo) e ser membro formal de uma denominação ou organização evangélica é uma perda de tempo e mais, muitos entendem que isso é errado e se justificam usando textos bíblicos do início da Igreja Cristã (Igreja Primitiva). Ainda alguns destes observam que a função ou título de pastor é algo prejudicial à Igreja, e que somente existem porque homens o criaram com a intenção de enganar e se aproveitar do povo de Deus.
Acentuam em seus argumentos que muitas pessoas são feridas e magoadas nas igrejas evangélicas e seguindo um raciocínio lógico (segundo eles) portanto a Bíblia ensina que o culto cristão (adoração, louvor, oração, leitura bíblica, pregação, etc...) podem ser realizados individualmente e em sua própria casa. Tornando assim uma inutilidade qualquer tipo de organização formal ou implantação de normas e critérios organizacionais por tais exigidas.
Desta forma, vemos a existência e o surgimento de movimentos que se originam nesta linha de raciocínio de questionamentos e que se disseminam rapidamente entre os que estão sem uma igreja para congregar, seja qual for o motivo para sua saída ou desligamento.
Antes de analisar à luz da Palavra de Deus esse pensamento e argumentos, desejo mencionar mais detalhadamente essas origens de tais movimentos e algumas conseqüências trazidas a vida das pessoas que os aceitam e decidem viver segundo esses ensinamentos:

Origens dos movimentos de “crentes sem igreja”

a) Líderes que ferem.
Essa é uma das razões de muitos crentes não pertencerem mais a uma denominação ou organização evangélica. As feridas causadas por líderes inescrupulosos ou sem a mínima idéia do que é e do que consiste a liderança cristã. Por isso, afastam muitos e prejudicam o andamento da obra de Deus. Líderes que se fazem líderes. Que pensam que liderar é ser “chefe” ou ainda “dono da igreja”. Que para alcançar os alvos estabelecidos não levam em consideração a vida das pessoas, ao contrário, se introduzem sem serem convidados, se metem em questões alheias sem permissão. E mais, nunca entenderam que a liderança ou o pastorado se realiza de forma servil e não como dominadores do rebanho.
Confundem serem ministros de Deus com aqueles que mandam, os que ditam as ordens. Esquecem ou nunca entenderam isso, que mesmo em uma posição de liderança, ouvir as pessoas e principalmente a Deus são fundamentos essenciais ao obreiro cristão. Esquecem que todas as decisões e atitudes a tomar devem sempre levar em consideração a vontade de Deus e conseqüentemente o crescimento do povo que ali se congrega.
Não possuem vocação, discernimento e sabedoria espiritual para liderar. Não compreendem que liderança não se impõe. Querem chefiar e não abençoar. Esquecem que todas as metodologias, conceitos, princípios e dons devem estar encharcados do amor cristão. Que mesmo necessárias, as normas e procedimentos de uma organização não podem e não devem sobrepujar as orientações bíblicas, muito menos possuir o mesmo valor e importância. Que mesmo quando precisarem repreender ou corrigir alguém pela Palavra devem buscar sempre a restauração, a reconciliação e nunca a expulsão ou acusação.
Como distinguir ou discernir quais atitudes tomar? Buscando em Deus a direção. Mas, isso eles não fazem. Dá muito trabalho. Preferem agir por impulso e por motivações equivocadas. São controlados pelos sentimentos e pelos seus próprios interesses. Agem pela paixão, pela ambição desmedida e não através da boa reflexão e meditação bíblicas.
Por isso causam e produzem feridas profundas na alma das pessoas que confiavam em sua liderança ou pastorado e ali estavam por amor a Deus e com desejo imenso de servir a causa de Cristo. Ferem, machucam e afastam da igreja os que ali congregam.

b) Igrejas que ferem
Da mesma forma que líderes podem ferir, grupos (igrejas) também o podem.
Existem igrejas que possuem tipos de governos eclesiásticos que favorecem o surgimento de feridas. São aquelas igrejas que privilegiam uns em detrimento de outros. Que criam classes diferentes e distintas de crentes, como se houvesse uma gradação ou níveis diferentes de importância e valor das pessoas para Deus na igreja. Negligenciam o sacerdócio universal dos crentes e o valor de cada membro da igreja e com isso humilham uns e tornam outros soberbos.
Acabam por ferir as pessoas fazendo com que pensem que são inferiores e que nunca chegarão a entender de verdade as coisas de Deus.
Há também grupos que valorizam demais a democracia na igreja e esquecem que a forma bíblica de governo é a Teocracia. A democracia deve estar sujeita a teocracia. Senão a igreja torna-se um grupo governado por normas e procedimentos muitas vezes desvinculados das Escrituras e por vezes com diretrizes que possuem o mesmo peso e até mais que a Palavra de Deus.
Isso faz com que muitos sejam feridos pelo não cumprimento fiel dos Estatutos, das Normas e Procedimentos criados pela organização e não pela desobediência ou rebeldia à Palavra de Deus. Ao contrário, se a Palavra fosse aplicada com fidelidade muitas normas e procedimentos não seriam necessários e seriam abolidos definitivamente por temor a Deus.
Muitas exclusões por descumprimento de normas e procedimentos estatutários seriam substituídas pelo tratamento bíblico das enfermidades espirituais e pela busca amorosa e dedicada a ovelha perdida.
Mas, essas igrejas preferem o caminho mais curto e mais rápido. Tratar o doente espiritual dá muito trabalho, exige dedicação e esforço. É muitas vezes demorado e cansativo. É imprescindível amor e abnegação pessoal.
É melhor expulsar o doente do hospital e deixá-lo se tratar sozinho. “Ele que se vire”. “Um rebelde a menos”, diriam muitos.
Por isso muitos são feridos quase que mortalmente nessas igrejas e se afastam de “seus irmãos”.

c) Problemas de Relacionamentos
Muitas vezes as razões ou motivos que levaram alguém a se afastar e não mais congregar em uma igreja evangélica foram os problemas que essas pessoas tiveram com relação aos relacionamentos interpessoais naquela comunidade cristã.
Pessoas que não somente na igreja, mas em todos os outros locais que convivem, tem problemas nessa área. Ainda não conseguiram aprender a conviver em grupo e não assimilaram as lições que a própria vida lhes proporcionaram.
Talvez pelo temperamento explosivo e sua incapacidade de perceber quando está sendo inconveniente, acabam criando polêmicas desnecessárias e contendas inúmeras (falam muito, sem sabedoria nesse falar e normalmente em momentos errados). Alguns desejam se sobressair aos demais e também provocam situações de confronto e conflitos de toda ordem.
Tornam o ambiente e a sua permanência em um grupo, quase que insuportável para si. Por fim, quando não conseguem satisfazer seus anseios de centralizar a atenção e expor suas idéias e não encontram compreensão para suas atitudes impensadas, se afastam e não mais retornam.
Outros pela própria imaturidade não conseguem construir relacionamentos sólidos de amizade e irmandade, pois estes relacionamentos exigem muitas vezes o ouvir e o respeitar o espaço de outros e isso é muito difícil para estes.
Ainda, não admitem se submeter a nenhum tipo de autoridade, seja ela familiar, profissional ou espiritual. Vive com problemas constantes com relação a isso.
E assim, preferem desistir de congregar e culpam a congregação pela sua incapacidade de viver em grupo.

d) Ausência de Conversão Genuína
Muitos se afastam das igrejas porque nunca fizeram parte dela de verdade. Ali se encontravam porque de alguma forma, seus anseios e desejos estavam sendo satisfeitos. Havia algo que os agradava muito e por isso freqüentavam aquele local e participavam da vida daquela comunidade cristã regularmente.
Mas, quando, por alguma razão, aquilo que os agradava foi modificado para algo que não os agradava, foi o que bastou para abandonar a igreja e procurar uma outra que trouxesse a satisfação perdida.
Chamo isso de “mentalidade de clube”.
Esses permanecem enquanto nada os incomoda. Se algo incomodou ou mexeu com questões e assuntos que não desejam que Deus “toque”, são enfáticos em afirmar que não fazem mais parte daquele grupo. Essa mentalidade têm afastado muitos.
Porém, nesse caso esses sempre estiveram afastados de Deus, mesmo que participantes ou membros de uma igreja evangélica.
Não entenderam o Evangelho de Cristo. Ainda não foram alcançados por ele. Devem ser alvos de nossa oração, intercessão e evangelismo.

Conseqüências dos movimentos de “crentes sem igreja”

1. O primeiro impacto é a enganosa impressão de independência e liberdade de todo e qualquer “jugo” denominacional. Não há regras ou normas a se cumprir. Entendem isso como a verdadeira liberdade que Cristo nos proporciona. Estão livres para servir a Deus é a frase que mais se ouve entre os “sem igreja”.
Essa sensação de leveza com o tempo vai sendo minada e substituída pela sensação de solidão. Mesmo com a disposição e muita disciplina pessoal para realizar um culto em casa individual ou com algumas pessoas, a ausência da vida em congregação traz uma saudade e uma nostálgica impressão de isolamento que com o passar do tempo percebe-se que não é apenas uma impressão mas uma realidade interna que traz angústia e tristeza.

2. Uma segunda conseqüência inicial é de que, como não há a necessidade de retorno a vida cristã de forma congregacional, não é também necessário se preocupar com o que foi constatado estar errado na sua vida. Não é preciso conserto algum, pois tudo era errado e agora tudo está de acordo com as Escrituras, portanto por que consertar os erros do passado?
Os problemas de relacionamento ocorridos, a falta de perdão ao próximo e temor a Deus, a ausência de amor pelos irmãos, o orgulho, a arrogância, a rebeldia, etc... Não é preciso mais “mexer” nisso. Tudo fica resolvido, somente não indo mais àquele lugar.
Mas, não é isso que a Bíblia nos ensina. A reconciliação, restauração, o conserto, são itens obrigatórios à vida cristã de todo salvo em e por Cristo.

3. Uma terceira conseqüência advinda deste pensamento dos “sem igreja” é a de esfriamento espiritual. Como não há mais o contato semanal com o restante do rebanho também não há o partilhar de idéias, experiências, bênçãos e dificuldades. Como não há o congregar, também fica mais difícil usar com perfeição os dons e talentos doados por Deus como: ensinar, exortar, servir, etc... Como não há mais a necessidade de estar juntos, também não há mais a refeição congregacional na forma de pregação e ensino sistemáticos da Palavra.
Mesmo com toda disposição em buscar isso de outras formas (DVDs, CDs, programas de TV ou literatura), não são a mesma coisa. Vemos essa busca claramente no âmbito da internet com o surgimento e o crescimento das redes sociais cristãs, onde as pessoas buscam interagir com outros irmãos incessantemente. Mas, com o tempo chegam a conclusão que falta o contato humano, falta o calor humano, falta o calor do rebanho. A conseqüência natural com o tempo é de esfriamento espiritual, e depois, muitas vezes a queda.

4. Outra conseqüência marcante para os “sem igreja” é a perda da benção de Deus que se manifesta na participação no culto e na vida da comunidade cristã. Quem não reconhece que nos momentos em que a congregação está adorando e louvando a Deus existe um ambiente todo especial proporcionado pelo Espírito? Quem não reconhece que no ensino (EBD, estudos bíblicos...) existe um mover de Deus singular? Quem não reconhece e admite que a pregação da Palavra em forma de sermão pregado a congregação não traz um ingrediente a mais em nossa vida?
Quem não reconhecer e admitir isso, talvez nunca tenha realmente participado integralmente da vida em congregação ou em uma comunidade cristã. Mas creio que a grande maioria entende o que estou dizendo.

5. Outra conseqüência é construir um argumento baseado na idéia de que toda forma que a Igreja buscou para melhorar a praticidade de suas reuniões (cultos) e acomodar melhor sua congregação é errada. Toda forma de templo é prejudicial. A forma correta são casas ou ainda praças, no monte ou na rua.
Isso é uma bobagem sem tamanho. Os templos ou salões usados para realização dos cultos cristãos são simplesmente uma forma prática e objetiva de acomodar a quantidade de pessoas em um só local. Ali é preparada toda uma estrutura para que as pessoas possam aprender e ensinar. Não há nada de prejudicial nisso, diria que é uma metodologia inteligente.
Nada contra cultuar a Deus em casa, em praças, nas ruas, em montes, etc... Eu diria que uma coisa complementa a outra, ou seja, não são excludentes.

Há outras conseqüências que podemos perceber claramente na vida dos que pertencem a esses movimentos dos “sem igreja”, mas, penso no momento, ser o bastante.
É comum conversar com pessoas que me confidenciam essas conseqüências em suas vidas, originadas da aceitação de que se pode viver bem e em paz com Deus longe da vida em congregação com seus irmãos. Que se pode cultuar e servir a Deus de forma isolada e sem o partilhar regular com um grupo de crentes. Ledo engano.
Descobriram o equívoco e hoje buscam não cometê-lo mais.

Análise da questão à Luz da Palavra de Deus

1. Ajuntamento vs. Isolamento
Seguindo o que nos revelam as Escrituras vemos que Deus desde a criação se preocupou em nos mostrar que o isolamento não é sua vontade para a humanidade. Quando criou o homem (Adão) e tudo ao seu redor, viu que não era bom que permanecesse só (Gen. 2:18), e então criou a mulher (Eva). A ordem para multiplicar não foi simplesmente para crescer quantitativamente mas um crescimento dirigido para a vivência em comunidades, em grupos. E historicamente observamos que os povos assim o fizeram.
Quando vemos Deus fazer a promessa a Abraão de fazer dele uma grande nação (Gen. 12: 1-3), e da escolha de Deus por um povo específico como sendo o Seu povo, encontramos mais uma vez a indicação de que a vontade de Deus é desse povo estar em unidade, ou seja, juntos.
Observamos em todo o AT essa orientação divina sempre ajuntando o povo, sempre reunindo a nação, e não encontramos nenhuma orientação de Deus para que pessoas isoladamente e a só representassem nisso o propósito e o objetivo de Deus para Seu povo.
Desde os primórdios da criação, passando pela libertação do jugo egípcio e babilônico, da época dos reis e juízes e por fim, da narrativa bíblica acerca dos profetas, não encontramos a orientação para nos isolarmos ou cultuarmos a Deus somente individualmente, do contrário, há uma enorme quantidade de orientações e exemplos de culto a Deus coletivo, como povo, como nação.
Quando então adentramos o terreno do NT, observamos que essa indicação torna-se muito mais concreta e objetiva em Cristo e após com seus discípulos. Os termos agora usados para o povo de Deus tornam-se muito mais íntimos e fraternos. Destacam-se os termos: família de Deus, Corpo de Cristo, Assembléia dos santos, e outros (Gál. 6:10; 1 Cor. 12: 27; Col. 1: 19), mostrando claramente o princípio de “estar juntos”, de congregação, de comunidade cristã, de fraternidade cristã.
Ao examinarmos o livro de Atos percebemos que ali se inicia o período da Igreja sendo organizada, e nas cartas do NT vemos a expansão e fundação de novas igrejas, fruto do trabalho missionário, principalmente de Paulo.
A história da Igreja mostra que os irmãos iniciaram suas reuniões (cultos) nas casas, praças e no pátio do templo judaico. Com a perseguição, tiveram que se esconder e se reunir nos cemitérios subterrâneos e em locais ermos. Com o tempo, passaram a construir locais para culto, os então chamados templos cristãos, que foram aperfeiçoados e melhor estruturados para receber os crentes para o culto de adoração a Deus.
Sempre a idéia e a indicação de ajuntamento, de grupo, permeiam toda essa trajetória.
Por quê? Porque a vontade de Deus é que haja um partilhar de vidas entre seu povo (Atos 2: 42-46), na Sua Igreja. Deus deseja seus filhos juntos, unidos e partilhando de suas experiências, dificuldades, problemas, bênçãos e suas virtudes. Deus deseja através dessa união, a edificação dos seus, e o crescimento da Igreja. Para tanto, é necessária a vida em comunidade. É necessário o contato humano, o calor humano. É desta forma que os dons são utilizados para a edificação do Corpo e que os crentes são aperfeiçoados em Cristo (1 Cor. 12; Ef. 4:1-16).
A vontade de DEUS é que vivamos como família e não como eremitas espirituais.

2. Templos: Idéia Humana ou Criação Divina
Paralelamente a idéia de ajuntamento que já abordei anteriormente, vê-se também a idéia de um local para agregar as pessoas que irão cultuar a Deus.
Basta uma leitura atenta da Bíblia para perceber que desde o AT, Deus mostra que não é contrário a existência de um local para seu culto. Local esse que possa reunir um número muito maior do que poderia se conseguir em um culto em uma casa comum ou em um local não construído ou preparado para tal.
Mesmo quando o povo estava peregrinando pelo deserto, Deus instituiu e orientou a construção de um local provisório (pois era erguido somente quando paravam a caminhada), chamado de Tabernáculo, onde aconteciam as cerimônias concernentes ao culto na época (Êx. 26:30; 40:2).
Quando o povo de Deus se estabeleceu e cresceu, Deus não rejeitou a idéia da construção de um templo, ao contrário incentivou e orientou em todos os detalhes para a concretização do projeto, visualizado por Davi, mas consumado por Salomão (1 Reis 6-8).
E o templo foi no AT utilizado em todos os momentos de culto sob a orientação direta de Deus, com orientação clara aos sacerdotes e aos que o usavam regularmente.
A História da Igreja mostra que com a organização e crescimento desta, foram construídos templos e locais de culto seguindo o princípio largamente usado no AT: um local onde se centralizava (mas não se esgotava, pois sabemos que a adoração não se limita ao templo, mas segue constante e individualmente (João 4: 23,24)) o culto a Deus por seus seguidores, por seus filhos.
Hoje, isso ainda é tremendamente importante, pois, além do culto individual, todo cristão deve ter um local onde de forma congregacional adora, louva e serve ao seu Senhor, e se reúne com seus irmãos (Hebr. 10:25).
Não sacralizamos o templo, mas o consideramos importante para a vida da Igreja.
Vemos então que a idéia de templos não é humana. É uma criação do Deus da Igreja.

3. Os Líderes (o pastor) segundo a Bíblia
Aqui nos detemos principalmente no NT.
Mesmo com todas as orientações e exemplos de pessoas que Deus escolheu para liderar Seu povo no AT, é no NT que encontramos maior respaldo e fundamento para a liderança cristã.
Nesse contexto, encontramos os dons espirituais. Veja que há dons espirituais específicos para liderança nas listas que a Bíblia nos revela. Os principais são: apóstolo, profeta, pastor, mestre e evangelista (Ef. 4:11). Restringindo-nos ao dom de pastor especificamente, descobrimos então que biblicamente pastor não é título ou cargo, é um dom espiritual dado a certos crentes para poderem exercer a função (o ministério, o serviço) de apascentar, pastorear o povo de Deus.
Na narrativa bíblia e na história da Igreja foi também usado o termo presbítero para se referir à pessoa com dom para pastorear, para liderar um grupo de crentes.
Desta forma, a Igreja respeitando essa orientação e indicação bíblica, separa essa pessoa e a delega autoridade para liderar. Por isso deve ser respeitada, não por ser melhor que outros irmãos, mas sim pela missão que a ela é delegada por Deus (Hebr. 13: 7, 17)
Os maus exemplos não devem ser usados para generalizar de forma pejorativa os que permanecem fiéis a Deus em seus ministérios. Do contrário, os fiéis devem ser dignos de duplicada honra (1 Tm. 5:17; 1 Tess. 5: 12,13).

Considerações Finais

Claro que não esgotei o assunto, mas diante do exposto, penso que a Igreja Cristã deve buscar uma reforma urgente que inclua principalmente os seguintes aspectos:

1. Efetuar uma auto-análise honesta na sua forma de administrar (governo) uma comunidade cristã e na sua metodologia preparatória (preparo, formação e capacitação) para os novos obreiros.
Para tanto um retorno a currículos exclusivamente bíblicos e com disciplinas extremamente fiéis as Escrituras e pertinentes ao trabalho de liderança pastoral nos Seminários e Faculdades Teológicas deve ser prioritário. Isso aliado a uma organização que considera atentamente a maneira bíblica de governo e administração eclesiástica fundamentadas nos princípios e valores de Deus já revelados, sem ceder a pressões antropocêntricas e desvinculadas dos ideais do Evangelho de Cristo são muito relevantes nesse processo de reforma.

2. Reconhecer que vivemos a realidade de um fato histórico importante que são “os movimentos de crentes sem igreja” e buscar biblicamente formas de alcançá-los e trazê-los novamente ao convívio dos seus irmãos, sem contudo, acusá-los ou condená-los. Não deve existir o confronto inútil do debate de acusações ou as pressões e imposições que somente contribuem para o acirramento dos ânimos e a afloramento da revolta.
Deve existir a comunicação concreta do amor cristão expresso em forma de compreensão e auxílio, mesmo que a princípio, isso não surta o efeito desejado. Sempre a restauração e a reconciliação devem ser os alvos. É uma pessoa, um irmão que ali está. E deve ser amado e respeitado, mesmo que entendamos que corre sério perigo estando distante dos demais.

3. Retornar a fidelidade doutrinária, ao amor a Palavra e aos bons costumes. Isso significa voltar a ter uma postura de busca pela profundidade bíblica e pela boa tradição, aplicando-a aos processos e questões da vida da Igreja e ao nosso dia-a-dia. Ouvir o clamor dos que sempre compreendem a Igreja como sendo aquilo que Deus a instituiu, ou seja, a Embaixadora de Cristo, seria muito importante e essencial a todos nós que fazemos parte dessa Igreja hoje.

Louvado seja Deus, o Senhor da Igreja.

Pr. Magdiel G Anselmo.




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma só carne.

É verdade que podemos descobrir e perceber o amor de Deus por nós em várias oportunidades e em coisas diversas.
Podemos observar seu amor para conosco na própria criação, onde Ele preparou tudo para que vivessemos em um mundo repleto de belezas e de perfeição sem igual. A natureza é linda e está a nossa disposição para contemplarmos e participarmos de sua existência.
O amor de Deus se expressa também nas variadas formas e cores, nas criaturas inúmeras, cada uma com sua beleza própria e singular, cada animal, vegetal ou paisagem nos faz refletir sobre a capacidade que Deus tem de revelar seu amor. Certamente, Deus as fez para nos alegrar e para sentirmos a paz que Ele tanto deseja nos proporcionar.
Posso perceber isso e me regozijo em servir a esse Deus tão justo, porém tão gracioso e amoroso em cada atitude e em cada detalhe de sua criação.
Mas, o que me faz descobrir o quanto Deus me ama é quando penso na pessoa que Ele separou para estar comigo, andando comigo, sendo companheira e amiga em todos os momentos, sejam eles alegres, festivos ou tristes e sofridos.
Isso me leva a concluir que o amor de Deus é tão imenso por mim que preparou com todo cuidado e carinho alguém que poderia me compreender e muito mais do que isso, poderia me amar sincera e generosamente.
O que posso dizer dessa pessoa? O que dizer de alguém que suportou sem nunca reclamar as idas e vindas do início de meu ministério? Suportou a impetuosidade de um obreiro sem experiência e que muitas vezes esquecia a própria família em prol da igreja. Sendo enviado para locais que não eram os mais agradáveis. Morando em casas, muitas vezes sem conforto, tendo sua privacidade invadida por membros das igrejas que pastoreava. Casas pastorais que não nos possibilitavam nenhum  momento de tranquilidade em família.
O que dizer de alguém que com a mesma alegria e motivação me acompanhava sempre com o mesmo singelo sorriso, seja quando pastoreava uma igreja com algumas dezenas de pessoas, seja com algumas centenas?
O que dizer de alguém que nos momentos em que era esquecida pela congregação, quando somente lembravam do pastor e não de sua esposa (da pastora), não murmurava e ao contrário, compreendia com sabedoria e sensatez que existem pessoas que pensam equivocadamente e tem atitudes impensadas?
O que dizer de alguém que sempre esteve ao meu lado, chorando comigo, me fazendo um carinho quando todos me abandonavam? Que me consolava quando precisava ouvir uma palavra de conforto e um colo para descansar do dia-a-dia ministerial?
O que dizer dessa mulher que no aconchego de nosso quarto ouvia minhas queixas e minhas lamúrias e nunca aceitou meu fracasso? Que sempre me mostrava que seu amor era maior do que todas as frustrações e decepções?
O que dizer dessa companheira que quando eu era homenageado ou alcançava um objetivo traçado e planejado, se alegrava comigo e demonstrava a todos sua satisfação pelo meu sucesso?
O que dizer dessa amiga que me defendia em todos os momentos diante de meus detratores? Que me advertia a sós quando eu estava errado e com amor me fazia refletir sobre minhas decisões equivocadas?
O que dizer dessa mulher de Deus que mesmo quando passamos por fases difíceis, falta de dinheiro, o sustento dos filhos ainda pequenos, quando a igreja não respondia a nossas expectativas, etc..., nunca desanimou, sempre entendeu a visão que Deus me dava, sempre respeitou minhas ponderações e orientações?
O que dizer dessa mulher que mesmo com tantas responsabilidade no lar, ainda assume funções na igreja, ajudando-me, dividindo comigo muitas tarefas que sozinho não conseguiria realizar? Alguém que serve a Deus com liberalidade e solidariedade pelos irmãos?
O que dizer dessa pastora que sempre compreendeu a minha posição de marido. Que sempre foi submissa e que me ajudou a entender que submissão não é escravidão mas sim opção de vida cristã. E que o marido deve amar e respeitar sua esposa, tratá-la com carinho e compreensão?
O que dizer dessa ajudadora, dessa auxiliadora? O que dizer dessa minha amada?
Sei que Deus me ama. Por isso ela é minha esposa. Como Ele me ama...
Só pode por isso.
Uma mulher que me fascina e me motiva. Uma mulher que me surpreende e me alegra.
Sabe meu amor, mesmo com todos esses anos de casado e de ministério, ainda lembro quando a vi pela primeira vez, lembro do seu olhar tímido que desviava do meu, meio com vergonha, meio sem jeito. Lembro da nossa primeira conversa naquela acampamento de jovens. Lembro da sua voz meiga e doce, que quase me fazia ninar. Lembro bem de nosso primeiro beijo. Lembro que andávamos muito indo e voltando da igreja, mas que não me cansava (você morava longe da igreja, lembra?)
Lembro do dia que ficamos noivos em um culto e juramos amor para sempre. Lembro dos preparativos para nosso casamento, de nossa alegria em deixar tudo muito bonito e inesquecível.
Lembro de nosso casamento, do choro da alegria, da cerimônia tão linda e da Palavra que foi ministrada que dizia que aquele momento era de festa e alegria e também de compromisso e responsabilidade. Entendemos bem, não foi amor?
Você estava linda. Você continua linda.
Lembro de nosso primeiro ano de casado. Você era e é tudo que eu esperava e pedia a Deus. 
Lembro da chegada das crianças. Quanto alegria. Quanta responsabilidade.
Aprendemos a cuidar deles, a educa-los no Senhor. São jóias que Deus nos deu para cuidar. E parece que estamos nos dando bem.
Lembro bem... Ah, me lembro como se fosse ontem.
Sabe minha querida esposa, em mais esse ano de casado, quero declarar que meu amor por você não é o mesmo do início de nosso relacionamento. É muito maior e mais consistente. É muito mais maduro e completo.
Você é fruto do amor de Deus. Sem você sou pela metade. Somos um. Uma só carne.
O que dizer de você? Pra quem não tinha o que dizer, até que disse bastante, mas não será o suficiente pra expressar o que é na minha vida. O que significa pra mim.
Que Deus sempre lhe abençoe, lhe sustente e lhe preserve assim.
Que Deus me ajude a cuidar de você. A ser como marido o que você é como esposa.
Obrigado Senhor por minha esposa. Obrigado por me amar tanto assim.




Te amo Pra. Adriana, mulher de Deus, minha amiga, companheira, ajudadora, pastora, esposa e meu amor.

Somos um do outro, para sempre.





Seu marido,   

Pr. Magdiel G Anselmo



"Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea"

"Por isso deixa o homem, pai e mãe e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne."
Gênesis 2: 18, 24.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A dor da Ingratidão



"(...) pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isso com alegria e não gemendo, porque isto não será útil (não aproveita) a vós outros."

Hebreus 13: 17b


Demorei para entender esse versículo. E explico porque.
Sempre entendi que um crente verdadeiramente chamado e vocacionado por Deus para ser um pastor do rebanho do Senhor, tivesse em seu coração um amor sem igual por este rebanho a ponto de suportar todo tipo de ataque e perseguição para protegê-lo e guarda-lo no Senhor.
Sempre acreditei que um pastor de verdade, um homem de Deus legítimo, se colocaria na frente da batalha para que uma ovelha do Senhor ainda em processo de fortalecimento espiritual não fosse atacada e sofresse com a covardia do inimigo de nossa alma.
Sempre pensei que não importando qual desafio tivesse que encarar ou que estrada tivesse que percorrer, um pastor renunciaria a seus interesses pessoais ou eclesiásticos em prol da integridade e preservação da comunidade na qual Deus o permitisse pastorear.
Sempre defendi que um verdadeiro homem de Deus não vendesse suas convicções e muito menos desprezasse a visão dada por Deus para determinada situação ou ação para que se tornasse mais "famoso" ou em melhor posição diante dos homens.
Sempre orei a Deus para que me fortalecesse para enfrentar os problemas e dilemas da lida pastoral com coragem, veracidade, honestidade e acima de tudo unção dos céus.
Chorei muitas vezes porque me sentia impotente diante dos problemas que meus irmãos me confidenciavam e implorava ao Senhor que intervisse de forma sobrenatural amenizando o sofrimento daqueles que não conseguiam entender o propósito de Deus.
Sempre pensei que um pastor de verdade, um homem de Deus segundo o coração do Senhor, teria que ter essa empatia com o rebanho da qual Deus o direcionou para ser seu líder espiritual. Teria que ter esse "coração de pastor" . Um homem que se colocasse na brecha por eles, que se importasse sinceramente por eles.
Alguém que movido pelo Senhor lhes traria o consolo e o bálsamo do Espírito. Alguém que teria a orientação e os conselhos de Deus no momento da angústia e do desatino. Que traria a revelação da Palavra de Deus para os desanimados que vagavam sem direção no meio da congregação. 
Acreditei nisso e ainda acredito... 
Mas, confesso que mesmo com algumas experiências nesses anos de ministério, nunca entendi porque aqueles que dedicamos nossa esforços, nossa saúde, nosso tempo e nossas forças mordem a mão de quem os acarinha, ao invés de demonstrar alguma gratidão.
Não consigo entender como alguém que evangelizamos, discipulamos e ajudamos nos primeiros passos da vida cristã e mais nos seguintes, de repente tem atitudes que nos ferem tão profundamente.
Também é incompreensível que alguém que buscamos ajudar, abençoar, muitas vezes "dando a cara a tapa", alguém que tentamos encaminhar ministerialmente, tentando tratar as dificuldades e deficiências que essa pessoa possua, sempre com amor, atenção e respeito, simplesmente não valorize todo nosso esforço e "vire as costas", nos deixando muitas vezes em uma posição delicada diante da igreja. E ainda, como atuo também na área acadêmica como diretor e professor de Seminário, não entendo como podem algumas pessoas que tanto ajudamos ministrando e ensinando teologia (muitas vezes gratuitamente), simplesmente esquecer do favor que dispensamos e nos agredir com palavras injustas, movidas por puro interesse e egoísmo.
Como entender tamanha ausência de consideração e respeito?
Nos preparamos emocionalmente, espiritualmente, teologicamente... enfim, para suportar e contra-atacar os avanços do inimigo e suportar suas investidas ao rebanho. Mas, não conseguimos nos preparar para sermos atacados por aqueles que estendemos a mão. É algo imprevisto. Eu diria que é assustador.
Nesses anos de ministério pastoral descobri que as piores dores que um pastor de verdade pode sentir não são porque algum dos seus projetos ou planos para a igreja que pastoreia fracassaram ou que aquele evento não deu certo ou ainda porque não alcançou as metas traçadas para o ano em várias áreas da igreja. Ou aquele sermão não saiu do jeito que esperava ou a quantidade de pessoas convertidas não foram o que esperava.
As piores dores para um homem de Deus são, em primeiro lugar quando alguém do rebanho que pastoreia se afasta de Deus e toma caminhos que o levarão a morte e não dá ouvidos aos seus alertas e advertências. É uma dor descomunal para quem tem um "coração de pastor".
A segunda dor terrível para um pastor de verdade é a dor da ingratidão. É como uma faca fincada em seu peito. Sangra e não quer estancar.
O que fazer diante dessas realidades? O que fazer diante desses fatos?
Como suportar essas dores e prosseguir com o cuidado das demais ovelhas do Senhor que anseiam pela orientação, pelo alimento e pela vida em Cristo?
Como estancar o sangue que jorra muitas vezes sem que possamos controlá-lo?
Como conter as lágrimas e o sentimento de perda? Como fazer para não pensar: "aonde foi que errei?"
Nesses momentos angustiantes uma das pessoas que sempre esteve ao meu lado é minha esposa. É o momento que palavras não resolvem. A simples presença, o apoio e o choro do amor ajudam a atravessar a noite ou o vale da sombra e da morte como diria o Salmo 23. Mas, ainda assim existirão outras noites e outros momentos que mesmo ela não conseguirá compreender e ajudar.
Alguns dizem que o ministério pastoral é solitário. E nesses momentos entendemos isso.
Mas, mesmo em meio as perguntas e indagações originadas dessas dores entramos em nosso quarto e oramos pedindo socorro tal qual Davi e então é que acontece algo surpreendente e glorioso. Podemos perceber que o Espirito Santo fala suavemente em nosso coração como que assoprando a pele dolorida e encharcando as feridas com unguento milagroso. Uma brisa invade o ambiente que oramos e inunda-nos de uma tranquilidade que até momentos atrás seria impossível imaginarmos.
Uma força vinda dos céus nos impacta e nos envolve. Começamos a lembrar e entender que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus,  e que nosso trabalho no Senhor não é em vão.
Somos revitalizados e a nossa mente discerne e temos a visão muito além das tristezas e da dor. Relembramos das realizações e operações que Deus efetuou através de nossa instrumentalidade. Lembramos daqueles que jaziam em trevas e agora se reunem para adorar a Deus, remidos pelo Senhor. O Espirito nos faz lembrar daqueles que estavam escravizados em vícios e más condutas e agora servem a Deus de todo o coração, livres como filhos de Deus. Lembramos do que Deus já fez, do crescimento das pessoas e da fidelidade divina que nunca nos abandonou.
Lembramos de cada um do rebanho, distintamente, individualmente, cada casal, jovem, adolescente, criança... Cada situação, cada livramento, cada transformação.
Me fez lembrar do que Ele fez na minha vida, na minha família...
O choro da dor se transforma no choro da alegria, do trabalho cumprido, do milagre da salvação exercido por Deus naquelas pessoas.
A dor vai passando...
Pelo menos até que outra venha.
Mas, agora sei o que fazer quando vier.
Porque sei que sempre haverá uma dor, um sofrimento, uma ferida.
Aqui nesse mundo ainda é assim. Mas, conheço o remédio. Conheço a saída. Sei em quem tenho crido. E sei que haverá um dia em que todo o choro e pranto cessaram. Que toda lágrima será enxugada.
Sei disso e isso me conforta e me prepara para o trabalho que tem que ser feito.
Por isso declaro:
Obrigado Senhor por cada situação, cada momento que me permite passar. Obrigado por tudo. Porque sei que sempre estás a me ensinar e me moldar para coisas ainda maiores. Obrigado meu Senhor e Deus pela Tua presença em minha vida que me fortalece e me faz mais preparado e experiente cada dia.
Glórias e Louvores sejam dados a Ti para sempre.

  "Esperei confiantemente pelo Senhor, Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e firmou meus passos. E me pôs um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor.
Bem aventurado o homem que põe a sua confiança no Senhor e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira. São muitas, Senhor, Deus meu as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar mas são mais do que se pode contar." 

Salmo 40: 1-5




Pr. Magdiel G Anselmo.





segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Servindo o Pão de Deus

A Palavra de Deus nos revela que todos aqueles que foram alvos da tão grande salvação arquitetada pelo Senhor possuem o privilégio de comer do pão de Deus, ou seja, de ter uma vida de "filho", de participar da mesa do seu Senhor e ter a honra da presença do seu Deus em sua vida diária. São promessas feitas àqueles que foram adotados como filhos e respaldados e justificados pela obra de Cristo na cruz do Calvário, passaram a ser sustentados e fortalecidos por amor e misericórdia em suas necessidades pelo Pai das Luzes.
Desta forma, desfrutam de uma vida de salvo por Cristo. Se fartam desse pão em todas as área da vida. O pão está a disposição. O alimento necessário para a perfeita sáude dos filhos está preparado e pronto para ser consumido. Todos os filhos podem se alimentar de tal forma que adquiram forças e condições para prosseguir firmemente em sua caminha cristã. 
Porém, a alguns foi dado e acrescentado por Deus um privilégio e uma responsabilidade. Além de se alimentarem do pão de Deus devem servi-lo a seus irmãos de mesma fé,  filhos e servos do mesmo Deus e ainda oferece-los a aqueles que nunca o provaram e podem a partir disso serem transformados por Deus também em irmãos como o são os outros.
Porém, muitos desses se abstém de sua responsabilidade e apenas comem do pão e não o oferecem a outros. Alguns trocam e oferecem esse pão por um outro com uma falsa aparência de mais agradável e que chama mais a atenção, porém são pães sem o contéudo necessário para uma boa e saudável alimentação. Outros o servem de qualquer jeito, sem o cuidado de explicar qual o procedimento necessário para se obter uma saúde perfeita. Não entendem que mesmo o melhor remédio se não for prescrito e utilizado da forma correta pode tornar-se em um veneno para o organismo. E ainda há aqueles que não deveriam estar servindo porque não foram chamados para isso, mas o fazem e contribuem para o surgimento e crescimento de grande parte dos problemas ocorridos com o povo de Deus.
É por isso e pensando nisto que a análise, interpretação e aplicação correta e honesta do texto bíblico de Levítico 21: 17-23 são relevantes para todos os que são responsabilizados por Deus de não somente se alimentarem do pão de Deus mas também de servi-lo e oferece-lo a outros.
A boa exegese e hermenêutica nos ensinam que mesmo quando existe um fato ocorrido em outra época, ou em uma forma diferente de cultura ou em um outro contexto de vida, os princípios indicados e revelados por Deus naquela situação devem ser aplicados em situações e ocasiões semelhantes àquelas em outras épocas, ou seja, os princípios ali estabelecidos por Deus para os sacerdotes da época são aplicáveis aos líderes e homens e mulheres que ministram a Palavra de Deus nos tempos da Igreja Cristã atual.
Portanto, levando em conta estes princípios, descobrimos algumas exigências e virtudes reveladas por Deus a quem deve servir e oferecer o pão de Deus. Veja com atenção a aplicação clara e objetiva destes princípios:

1. Não pode ser cego (v. 18)
Isso significa que um líder cristão deve ter visão de fé. A fé vê o invisível. Enxerga além dos outros. O líder que possui essa virtude vê além dos problemas, das dificuldades e dos obstáculos. Ele, tal qual Josué e Calebe, sabe da existência dos gigantes, mas isso não o atemoriza. Ele enxerga uma terra que mana leite e mel. Ele sabe e crê que Deus tem o melhor para Seu povo e por isso prossegue com fé e confiança. Ele enxerga sempre em meio às dificuldades, uma oportunidade de crescer e de fazer crescer o povo a quem serve o pão de Deus, a quem ministra a Palavra do Senhor.

2. Não pode ter belida nos olhos. (v. 20)
Belida nos olhos significa uma névoa esbranquiçada sobre a córnea, que compromete a visão. Vêmos então que não basta apenas ver. É preciso ver com clareza. É preciso enxergar bem. É preciso ter visão clara e correta das coisas de Deus, das pessoas, família, circunstâncias, etc... Não pode ter uma visão restrita, pequena e sem alcance. Muitas vezes é necessário alargar as fronteiras, as estacas, expandir a visão.

3. Não pode ser paralítico ou coxo (v. 18)
Aquele que serve o pão de Deus precisa andar. Isso quer dizer não acomodar-se. Deus nos quer andando, prosseguindo, indo...
O líder cristão não deve se acomodar. Tem que se mexer. Deve sempre trabalhar para alcançar mais de Deus para si e para aqueles que serve. Não é hora para descansar, é hora para trabalhar.

4. Não pode ter o rosto mutilado (v. 18)
A versão inglesa traz "nariz amassado". Outras "rosto desfigurado". Isso refere-se a pessoa aborrecida, iracunda, irritadiça. No popular o famoso "chato".
O líder cristão deve ser simpático, alegre, amável, dócil, educado e acima de tudo equilibrado e moderado em suas atitudes e no seu falar.
Ninguém suporta um chato. Ninguém suporta alguém que somente critica e nunca mostra soluções. Ninguém suporta alguém que nunca está satisfeito com nada. Que sempre "pensa" estar com a razão e que "jamais" erra.
Líder cristão não é sinônimo de "cara feia".
Sorria, Jesus te ama!

5. Não pode ser desproporcionado. (v. 18)
Deus valoriza o equilíbrio. Faz parte da obra do Espírito Santo em nossa vida.
Não podemos ser desproporcionados, ou seja, desenvolver mais um aspecto ou área da vida do que a outra. 
Alguns exemplos bem objetivos e diria com certa dose de bom humor, segue levando em consideração a divisão do corpo em cabeça, pernas e braços:
O líder cabeção: Muita informação e pouca prática. Cresceu somente a cabeça.
O líder pernalonga: Faz muita coisa, é ativista mas possui pouco conhecimento ou conteúdo. Cresceu somente as pernas.
O líder poste: Só faz aquilo que está ao alcance de suas mãos. Não sai do lugar. Não anda. Cresceu somente os braços.
Você pode criar outros. É só prestar atenção que encontrará vários outros exemplos.

6. Não pode ter o pé quebrado (v. 19)
Isso nos lembra pessoas que usam muletas e que não conseguem andar no ritmo dos outros. tem que ser muitas vezes carregadas. Um líder não pode ser assim.
Ele deve muitas vezes carregar outros e se estiver com o pe quebrado como fará isso?
Se, por alguma razão, ficou com o pé quebrado, deve primeiro curar-se para depois voltar a servir o pão de Deus a seus irmãos. Naquele momento deve ser servido por algum outro líder que se encontra em condições plenas para exercer esse trabalho.

7. Não pode ter a mão quebrada (v. 19)
É preciso ter disposição para ajudar aos outros. Estender a mão para os outros.
Isso faz parte relevante da função de servir. Com a mão quebrada isso não será possível.
Da mesma forma daquele que tem o pé quebrado, esse também deve primeiro buscar a cura para sua enfermidade e depois retomar seu trabalho de servir.

8. Não pode ser corcunda (v. 20)
Uma pessoa corcunda geralmente anda "olhando para o pé". É comum estar inclinada para o chão. Ela não consegue ficar em outra posição.
Relacionando com nosso assunto, tem a ver com pessoas que possuem uma visão sempre pessimista e calamitosa sobre todas as coisas. Pessoas que só enxergam as desgraças e os problemas. Propagam inclusive somente isso.
Diria que podem ser chamados de líderes urubulinos. Só enxergam a carniça, a podridão. Só vêem o lado ruim, nunca o lado bom das situações e das pessoas.
Um líder cristão não pode ser assim. De forma alguma pode ser assim.

9. Não pode ser anão. (v. 20)
Crescer é atributo dos seres vivos. quem está vivo espiritualmente precisa crescer (Hebreus 5: 12-14).
O líder cristão não pode ainda ser criança espiritualmente falando. Deve já ter crescido e continuar a crescer. A busca por esse crescimento deve pautar esse líder. Desta forma ele poderá servir a seus irmãos o pão de Deus em suas várias formas, desde o leite para as crianças até o alimento sólido para os adultos.
Crescer na graça e no conhecimento de Cristo deve ser sua frase de ordem.

10. Não pode ter sarna. (v. 20)
A sarna é uma enfermidade terrível. Ela incomoda e contamina.
Como identificar o sarnento? Ele vive se coçando.
Está o tempo todo incomodado. E pior, o seu mal é contagioso. Quando está triste, inconformado ou revoltado com alguma coisa ou alguém, tenta contaminar outros com suas frustrações e decepções.  Há nele uma raiz de amargura que deve ser tratada.
Quem serve o pão de Deus não pode ser um sarnento, ao contrário deve combater esse mal. 

11. Não pode ter impigens ( v. 20)
O sacerdote não podia ter manchas ou feridas na pele. Quem deve servir o pão de Deus não pode ser uma pessoa cheia de feridas, mágoas ou rancores guardados. Não pode ser do tipo que fica remoendo o passado e sofrendo com o que já aconteceu e não pode ser mudado.
Quem serve o pão de Deus deve aplicar a sua vida Isaías 43:18 e viver agradecido no presente e na esperança do futuro glorioso com Cristo.

12. Não pode ser estéril (v. 20)
O texto diz "testículo quebrado". Faz menção aqueles que não podem se reproduzir, que não geram filhos.
A reprodução é característica dos seres vivos que atingiram certa maturidade física.
A reprodução espiritual é característica de quem atingiu certa maturidade espiritual.
O líder cristão deve gerar filhos espirituais. Deve haver a reprodução em seus ministérios.
Não pode ser estéril, sem filhos ou sem vida nascendo.
Deus espera que reproduzam, que seus filhos cresçam e também se reproduzam, que gerem também outrois filhos espirituais.

Concluindo, veja que esses princípios e orientações aos sacerdotes, aplicados aos nossos dias pautam a conduta e as exigências para aqueles que servem o pão de Deus.
Será que isso está sendo levado realmente em conta na Igreja?
Será que esses princípios estão sendo aplicados ou pelo menos observados?

Se você, meu irmão e amigo, foi chamado e ordenado por Deus a servir o pão Dele a seus irmãos, lhe convido a olhar com atenção esses princípios e avaliar se estão sendo observados em sua vida e ministério. E ainda, lhe sugiro ensinar e propaga-los aos novos candidatos ao ministério pastoral em nossos dias. Desta forma, fazendo com que também se auto-avaliem e descubram se foram realmente chamados para tal função ou se foram também privilegiados para outras tão relevantes e essenciais funções como essa.

Por fim, lhe convido, amigo leitor, a comer do pão de Deus.
Se ainda não provou deste pão, ainda há uma oportunidade para você.
Lhe convido a participar desta mesa e desta refeição que lhe trará o bom alimento e consequentemente a saúde plena para vossa alma.
Pra isso basta seguir os passos abaixo:

1. Reconheça que é pecador e está condenado ao inferno.
2. Arrependa-se de seus pecados
3. Confesse-os a Deus e peça o Seu perdão.
4. Reconheça que precisa de um salvador
4. Reconheça a Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador
5. Passe a servi-lo e segui-lo de todo o coração

Lhe aconselho a ler o Evangelho de João. Nele encontrará todas as orientações para sua nova vida. E ainda, encontre uma igreja evangélica para congregar, ou seja para partilhar suas experiências, alegrias, tristezas, etc... com seus irmãos de mesma fé, além de continuar a ser ensinado a conduzir sua vida segundo os princípios e valores de Deus revelados na Bíblia.
Quem sabe, um dia,  não seja você também um destes que Deus chama para servir o bom alimento.



Deus os abençoe.

Pr. Magdiel G Anselmo. 
   



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cartas de Cristo

Antes do surgimento da grande rede (internet), do avanço da tecnologia, da telefonia como vêmos hoje (antes o que nos restava era o temível Plano de Expansão), dos telefones móveis (celulares) e da era digital e informatizada, uma das mais conhecidas e utilizadas formas de comunicação entre as pessoas era a correspondência escrita em papel e enviada em envelopes selados pelos Correios ou de forma informal entregue em mãos. Hoje foram substituídos pelos email's, MSN, redes sociais virtuais, torpedos, SMS e coisas semelhantes. Não há mais o contato físico com as mensagens. Antes era mais pessoal. Havia ali naquele papel a caligrafia do remetente, era a letra dele. Parecia mais humano.
Não vai aqui uma crítica aos avanços da humanidade. Somente me permiti um pouco de nostalgia e saudade das coisas antigas. Elas tinham suas virtudes...
Mas, retornando as cartas que eram usadas antes desse avanço, voltemos um pouco na história e lembremos de alguns fatos.
Os da minha geração vão se lembrar bem do que escrevo aqui.
Quem da minha geração não recebeu ou enviou uma "cartinha" de amor na época escolar, cartinha muitas vezes recebida por um menino, encharcada do perfume da menina apaixonada, colocada escondida no material da pessoa amada ou entregue por um amigo(a) confidente? Cartinhas cheias de "eu te amo", "você é tudo pra mim" e decorada com corações e cores diversas.
Quando alguém recebia uma destas cartas era imediatamente impactado pela sensação de bem-estar e satisfação, afinal era uma carta que trazia uma mensagem de amor. E quem não gosta de ser amado? Era muito bom receber e ler tais cartas.
Mas, também haviam as cartas que vinham de longe trazendo más notícias, a morte de um familiar ou uma situação de sofrimento partilhada por alguém ao destinatário. Traziam uma mensagem de tristeza e de sofrimento quando lidas. Cartas de luto e morte.
Além desses tipos de cartas haviam cartas que traziam mensagens de conquista, alegrias e de vitória em quem as recebia e lia, como uma carta informando uma promoção profissional, uma tão sonhada entrada na universidade ou a aprovação em um concurso ou empresa. Cartas de sucesso.
Porém, alguns podem lembrar com pesar de terem recebido uma carta que trazia uma mensagem de fracasso e perda. Cartas que possuíam uma mensagem do tipo: "...a partir dessa data a empresa não necessita mais de seus serviços...". Cartas de demissão. Quem as recebia e lia eram cheios do sentimento de fracasso e frustração.
Nesse contexto de tipos de cartas, lembro de uma vez receber uma carta enviada por um amigo onde mesmo lendo várias vezes, não conhecia entender o que ele queria me dizer. Era escrita sem um assunto central, objetivo ou propósito. Comecava um assunto, quando eu começava a entender ia pra outro sem terminar o primeiro e muitas vezes contrariando o primeiro assunto escrito. Não havia sentido. Não se conseguia entender a mensagem que o remetente desejava comunicar. A sensação ao tentar ler esta carta era de total insatisfação, confusão e decepção. Cartas sem sentido. Cartas difíceis de entender.
Nesta época aúrea dos Correios e Telégrafos, onde a maioria da população utilizava seus serviços para se comunicar, ocorriam problemas que traziam muitos transtornos. Um destes era o extravio de cartas. Elas não chegavam no destinatário. De alguma forma se perdiam pelo caminho, se desviavam de seu objetivo e finalidade. Eram cartas que foram escritas até com muito sentido e com mensagem clara, porém no percurso, no trajeto que tinham que percorrer até chegar no destinatário foram extraviadas. Cartas que não chegaram. Cartas que se perderam.
E tantos outros tipos de cartas existiam. Cartas borradas. Cartas sujas. Cartas engraçadas. Cartas, cartas, cartas...
E ainda falando sobre cartas. A Bíblia também menciona um tipo de carta. Veja a seguir o texto de 2 Coríntios 3: 1-3.

"Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós?
Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações."

Paulo, escrevendo aos irmãos coríntios declara que as cartas de recomendação de seu ministério eram os próprios coríntios. E ainda ressalta que estes eram cartas de Cristo, com uma mensagem escrita pelo próprio Deus em seus corações. E afirma que esta mensagem é conhecida e lida por todos os homens.
Entendemos então que nós como filhos e servos de Deus somos também cartas de Cristo. E que Deus (o remetente) escreveu uma mensagem em nós para ser entregue e lida por todas as pessoas (destinatários).
A mensagem escrita é a das Boas Novas de Salvação em Cristo, uma mensagem de amor e esperança. Uma mensagem que traz paz, libertação e vida. Uma mensagem que produz alegria e satisfação plena e eterna em quem a lê e a recebe em seu coração, tornando-se também mais uma das cartas de Cristo.
Porém tais quais as cartas de minha geração, algumas destas se perderam, se extraviaram pelo caminho. Algumas outras tiveram outras mensagens escritas  que contrariam a mensagem original e por isso o entendimento de quem lê é prejudicado. Outras foram borradas e sujas pelo pecado, rebeldia e pela desobediência. Outras ainda se tornaram motivo de piada e chacota pela falta de firmeza e santidade, transformando-se em verdadeiras cartas sem sentido e coerência.
As perguntas são:
Se você é uma carta de Cristo o que estão lendo em você?
Qual mensagem você está comunicando às pessoas?
Qual a sensação que a leitura provoca em seus leitores? Será paz, alegria, satisfação, amor... ou tristeza, sofrimento, dor e fracasso?
A mensagem original escrita pelo Espírito do Deus vivente está preservada?
Você a preservou de tal forma que as pessoas estão entendendo e compreendendo esta mensagem?
A mensagem está chegando aos seus destinatários?
Entenda, as pessoas estão lhe vendo. E mais, estão lendo você. Estão nos lendo.
Cuidemos para que nossos leitores tenham um boa leitura. Uma leitura que os abençoe. Uma leitura que os conduzam a salvação em Cristo Jesus.
Alegremos o divino remetente.
Cumpramos nossa missão.



Pr. Magdiel G Anselmo.








sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Jesus Cristo, o Único Caminho

"EU sou o caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por Mim."
João 14:6
Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.
1 Timóteo 2:5

Declaro meu amor e temor ao Senhor de todo o universo. Pai das luzes.
Deus onde toda sabedoria e poder habitam.
Declaro minha total dependência e submissão à vontade do Deus que pelo seu infinito amor e graça me ouviu mesmo quando eu não O conhecia e por isso O entristecia fazendo o que era mau aos Seus olhos.
Ao Deus que me perdoou quando O procurei, esquecendo o meu passado e me salvou com uma tão grande salvação eterna e ainda me adotou como Seu filho.
E mesmo ainda hoje por sua misericórdia sem medidas prossegue a cuidar de mim e a me ensinar como um Pai amoroso e paciente, mesmo eu não merecendo...

SOMENTE CRISTO !
Salvador da minha vida.
"Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo"

Eu te amo meu Senhor e Deus !

Ao maior amor da minha vida seja toda a minha gratidão, todo o louvor, adoração, honra, glória e majestade para todo o sempre.
Assim seja.


Evangélicos X PT: Entenda o caso e posicione-se.

O Blog do Pr. Ricardo Kropf trouxe uma postagem que considero relevante para o momento em que vivemos em nosso país. De forma equilibrada e respeitosa, e enfatizando a reflexão mais profunda sobre o assunto, o pr. Ricardo expõe e levanta uma questão das mais delicadas no meio evangélico, ou seja, a participação e o envolvimento dos evangélicos e cristãos de forma mais objetiva e ativa em todo processo político de nosso país.
A inseri na íntegra para que meus leitores também possam ser informados e opinem, se assim o desejarem.
Boa leitura.


Diversos blogs e jornais têm publicado uma série de matérias sobre o posicionamento de católicos e evangélicos contra o Partido dos Trabalhadores (PT) nas últimas eleições. O motivo seria uma suposta posição favorável, do partido e de seus candidatos, em especial a Dilma Rousseff, à legalização do aborto. Apesar do esforço da candidata à Presidência da República em desconstruir tal posição durante sua campanha, a verdade é que houve uma verdadeira "cruzada" contra ela e o seu partido nas últimas semanas. Segundo a avaliação da cúpula da campanha de Dilma, este foi um dos fatores que influenciaram na tendência de queda nos votos da presidenciável.

Entenda o Caso
Quando ainda não era candidata, a sra. Dilma Rousseff defendia abertamente a descriminalização da prática. Em outubro de 2007 em sabatina no jornal "Folha de S. Paulo", perguntada sobre o assunto, foi afirmativa: "Olha, eu acho que tem que ter descriminalização do aborto. Hoje no Brasil acho um absurdo que não haja". Em 2009, numa entrevista concedida à revista feminina "Marie Claire", que antecipou ser uma das bandeiras do PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos) a defesa da legalização do aborto, a então pré-candidata Dilma Rousseff foi mais afirmativa: "Abortar não é fácil para a mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos".
Um dos coordenadores da campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo, reconhece que a resolução do PT, pró-descriminalização do aborto, não é unânime no partido e não é a posição de Dilma (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/10/05/pt-pode-tirar-aborto-de-programa-para-deter-queda-de-dilma-330077.asp. Acesso 06/10/10, às 10h15min).
Veja também as seguintes referências (todos acessos em 06/10/10):

1.http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/10/06/aborto-foi-retirado-do-plano-nacional-de-direitos-humanos-330394.asp
2.http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/0,,EMI175873-17735-2,00-A+MULHER+DO+PRESIDENTE+CONFIRA+A+ENTREVISTA+QUE+DILMA+ROUSSEFF+CONCEDEU+A+M.html

Considerando apenas a declaração do coordenador da campanha, ela revela que há, pelo menos, uma parcela do partido favorável ao tema. Como via de regra não se sabe qual parcela é favorável e qual não é, tanto os católicos quanto os evangélicos adotaram o "princípio da precaucação" na eleição: "na ausência da certeza formal, a existência de um risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano". Isso sem falar no fato de que esta é uma versão dos fatos pois, de fato, a Dilma defendia o aborto, ou seja, era esta a sua posição.
A questão é que a posição pró-aborto produziu um verdadeiro Tsunami contra o PT e sua campanha, por pastores e padres, por meio de missas e cultos, além de cartas, e-mails e vídeos na internet. Por exemplo, há um vídeo que circulou pela internet (visto por quase 3 milhões de pessoas), onde o Pr. Paschoal Piragine, da 1a. Igreja Batista de Curitiba, num culto em agosto exortou os irmãos a não votarem em candidatos do PT. No vídeo, há cenas fortes de de fetos mortos e despedaçados, uma criança indígena sendo enterrada viva e uma mulher sendo espancada. O pastor opina que o PT — por ter fechado questão favorável à legalização do aborto e à união civil entre homossexuais — tentaria transformar o país em uma terra onde o pecado é aceito e vulgarizado.
O vídeo foi recentemente censurado pelo youtube, onde está hospedado. Para visualizar este vídeo é necessário fazer login ou inscreva-se para confirmar que você tem 18 anos ou mais. Observe que sempre há a possibilidade de fazer o login e acessar o vídeo. De qualquer modo, este vídeo causou tanto impacto que outros usuários também o postaram, sendo (ainda) liberado o acesso. 
Cenas fortes, acusações fortes. O vídeo gerou revolta entre os integrantes do PT. Durante entrevista à Rádio CBN do Paraná, o dirigente do PT, Enio Verri disse que iria acionar o pastor juridicamente imediatamente. Vamos orar ao Senhor Deus pedindo proteção e direção ao Pr. Paschoal.

No entanto, é fato que o presente governo tem, no mínimo, uma posição não aderente à ortodoxia cristã sobre o aborto. O documento “Consenso de Brasília”, originado pela XI Conferência Regional Sobre a Mulher da América latina e do Caribe, realizada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, em conjunto com a Secretaria de Política para as Mulheres do Brasil, entre os dias 13 e 16 de julho de 2010, promoveu através da participação sem ressalvas do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e da Secretária de Políticas para as Mulheres Nilcéia Freire, o apoio do Governo Brasileiro à irrestrita prática do aborto. O deputado Paes Lira, do PTC/SP, elaborou o Projeto de Lei nº 2840/2010 sustando os efeitos deste documento (veja a íntegra do PL em http://www.camara.gov.br/sileg/integras/793082.pdf. Acesso 06/10/10)

Porém, creio que a defesa do aborto não é particularidade de um único partido ou candidato ou político. Isso precisa ficar claro. Na luta em favor do aborto vale tudo. Incapazes de aprovar o aborto no Congresso Nacional, os abortistas pressionaram o então Ministro da Saúde José Serra para que editasse uma Norma Técnica dispondo sobre a prática de abortos no SUS em crianças de até 20 semanas (cinco meses) concebidas em um suposto estupro. Publicada em novembro de 1998, a Norma recebeu o nome "Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes". Apesar de a palavra "aborto" estar ausente do título, a morte provocada do nascituro constitui o núcleo dos seis capítulos que compunham o documento.
O ex-Ministro Humberto Costa reeditou outra Norma Técnica do Aborto em 15 de dezembro de 2004. O fato motivou a criação do Projeto de Lei nº 42/2007, do deputado Henrique Afonso - PT/AC, sustando a aplicação desta Norma Técnica, que ficou conhecida como "Norma Técnica do Aborto", expedida pelo Ministério da Saúde.

Veja as seguintes referências (todos acessos em 06/10/10):

1. http://www.providaanapolis.org.br/nta2a.pdf
2. http://www.ipas.org.br/arquivos/NT_prevencao_violencia.pdf
3. http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=351366
4.http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/13074/12638

Cada brasileiro precisa tirar suas próprias conclusões sobre os fatos apresentados. Apesar de não haver feito nenhuma recomendação direta à igreja que pastoreio, não sou em hipótese alguma favorável que se vote em candidatos que defendem aberta ou veladamente princípios anticristãos. Cada crente em Cristo deve ponderar os fatos e propostas de governo, que mesmo não ferindo a ética cristã (como as que estão no PNDH-3, http://portal.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf) e ainda assim serem ruins para o Brasil, e então escolher conscientemente em quem votar. Posicione-se você também!
É bom que se diga que é possível encaminhar sugestões para discussão de assuntos na Câmara dos Deputados. Existem Mecanismos Democráticos de Participação da Sociedade no processo legislativo. A CLP – COMISSÃO PERMANENTE DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA existe desde 2001, aprovada a Resolução 21/2001. A matéria prima da Comissão de Legislação Participativa é a idéia trazida pela participação das associações, ongs, sindicatos, etc. Assim, as sugestões não precisam ser encaminhadas na forma em que ela vai tramitar, como por exemplo, em forma de projeto de lei.
veja:http://www.escoladegoverno.org.br/artigos/53-mecanismosparticipacao)

Abriu-se assim um canal para que a sociedade traga sua contribuição ao processo legislativo, incentivando a mobilização popular e constituindo forte instrumento de educação política e fortalecimento da democracia representativa. Diminuída a distância entre representantes e representados, é imprescindível que o cidadão comum ocupe este espaço de liberdade e cidadania, integrando-se ao sistema de produção das normas do ordenamento jurídico de nosso país, a medida em que levar diretamente ao Parlamento sua percepção dos problemas, demandas e necessidades da vida real e cotidiana.
Quem pode apresentar sugestões Legislativas? As associações e órgãos de classe, sindicatos e entidades da sociedade civil, exceto partidos políticos. Desde que tenham participação paritária da sociedade civil, também podem apresentar Sugestões Legislativas os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta, como o Conselho Nacional de Saúde, o Conselho Nacional de Assistência Social etc. Diversas associações, como a ABGLT, participam ativamente, enviando sugestões.

Permita-me, neste ponto, fazer uma singela pergunta: Porque as Convenções de igrejas (Batistas - CBN, CIBI, CBB, CBF, CBC, Mineira, Pernambucana, etc; Assembléia - CGADB, CONAMAD, etc; Metodistas; Congregacionais; Comunidades Evangélicas; etc), as Ordens de Ministros (ORMIBAN, OMEB, etc), as Associações de Seminário Teológicos (ASTE, etc), etc não se fazem representar, participando do processo legislativo pelo dispositivo acima, nos temas que lhes são sensíveis - como o aborto, união homoafetiva, etc? Porque ficar sempre aguardando que o projeto de lei seja elaborado, para então se manifestar, numa atitude claramente reativa, quando a proatividade é possível e necessária?

Porque não participamos? Será por desconhecimento ou por omissão? Há pelo menos uma dezena de parlamentares evangélicos, muitos pastores. Eles não poderiam ajudar, combatendo o desconhecimento? Nós vivemos na era da informação! Tudo que precisamos está disponível, DE GRAÇA, na internet! Se é omissão, ela é motivada pelo quê? Medo? Ignorância? Descaso? Isso não pode continuar acontecendo, ou viveremos sempre à sombra do medo de termos que lidar com um mundo onde o pecado é legalizado e onde combatê-lo passa a ser crime. Viveremos sempre com medo de que um candidato pouco ortodoxo seja eleito.
Esclarecer as políticas de um candidato ou de um partido à luz dos valores cristãos é importante, mas é apenas um começo. É preciso avançar mais no conhecimento e na prática da democracia e do processo político-legislativo. Mas para isso talvez seja necessário que os evangélicos abram mão do preconceito religioso mumificado - coisas como pentecostais x tradicionais não podem servir como justificativa para a não-aproximação daqueles que se dizem "igreja de Cristo, guardiã dos valores Bíblicos imutáveis de Deus". A diversidade no código doutrinário-teológico da igreja evangélica não pode servir como desculpas para a sua letargia político-legislativa.

Pr. Ricardo Kropf
Blog Ad Argumentandum Tantum
postagem: Evangélicos X PT: Entenda o caso e posicione-se.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Cristianismo na voz de Feliciano Amaral




Arrependimento, serviço e obediência a Jesus.
Este é o verdadeiro Cristianismo.
Glórias a Deus.

Cristianismo à Luz da Palavra

Existe uma mensagem sendo pregada de um Cristianismo sem conversão e consequentemente sem arrependimento. Muitos lotam os templos ditos evangélicos ou cristãos e acreditam que são salvos da condenação eterna por:

a) Frequentarem uma igreja evangélica
b) Serem recebidos oficialmente como membros de uma igreja ou comunidade cristã
c) Serem criados no Evangelho (antiguidade, pais crentes)
d) Conhecerem a Bíblia e memorizarem boa parte dela
e) Obedecerem algumas ordens e preceitos bíblicos
f) Serem amáveis e cordiais com as pessoas
g) Serem honestas
h) Se vestirem conforme a "moda evangélica"
i) Se sentirem bem fazendo parte de um grupo ou denominação evangélica

Por isso muitas vezes ouvimos ou ficamos sabendo de pessoas que afirmam que "não está adiantando nada ser crente, evangélico ou cristão". Por isso existe uma geração de "crentes" desiludidos e sem esperança.
Alguém já disse que "O difícil não é ser crente. O difícil é querer ser crente, não o sendo."
A salvação nunca passou da mente para o coração em muitas pessoas. Cristo nunca deixou de ser alguém admirado e admirável para o Mestre e Senhor a ser seguido.
Paulo afirma: "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados."  (2 Cor. 13:5)
Portanto, devemos ressaltar e ensinar sempre aos novos membros de nossas igrejas e comunidades e ainda aos que pregam e ensinam a Palavra de Deus os pontos fundamentais do Cristianismo Bíblico:

1. ARREPENDIMENTO, CONFISSÃO E RENÚNCIA
Pouco se fala e se prega sobre o arrependimento e mudança de direção. Sem arrependimento não há conversão. Sem mudança e transformação não existe a verdadeira salvação em Cristo Jesus.
Pouco se prega e ensina sobre "renúncia". Salvação tem a ver com renunciar a velha vida com suas concepçoes e pressupostos e partir para uma nova vida em uma perspectiva e visão totalmente contrárias à antiga.
Há uma cruz a ser carregada (Lucas 14:27). O jugo é suave, o fardo é leve, mas eles existem (Mat. 11: 29,30).
Estar do lado de Deus significa estar contra si mesmo.
Para que exista realmente a salvação bíblicamente falando, é exigido o trabalho do Espírito Santo convencendo o pecador do pecado, da justiça e do juízo (João 16: 7-11). Convencimento que trará o a convicção do pecado a esse pecador, fazendo-o se arrepender e reconhecer a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. E sendo assim, suplicando a Deus Seu perdão e consequentemente salvação eternas.
E este o arrependimento não é exclusivo do momento de nossa conversão. Em toda nossa vida cristã, quando erramos, pecamos, devemos nos arrepender e confessar nosso pecado a Deus suplicando Seu perdão. Temos que resolver a situação ou atitude errada, submeter nossa vida a Deus em todos os seus aspectos e áreas. Ser cristão não é somente ter uma "fachada santa", fazer "boas obras". Tem que ser discípulo, amar a Deus de todo o coração, de todo entendimento, de toda a alma.
Essa atitude de súplica e de clamor a Deus pelo perdão e misericórdia divinas é bem descrita no Salmo 51, que mesmo estando no AT demonstra qual a atitude do Homem quando arrependido e convertido.
E o evangelista João nos ensina esta mesma atitude em 1 João 1:8,9 quando afirma: "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça...".

Mas, diferentemente disso, uma crença fácil é propagada e disseminada entre a população. Um projeto muito bom de um grande e formoso edíficio, porém construído sobre a areia, sem alicerces e fundamento sólido. Uma construção que não resistirá as imtempéries e tempestades da vida. Sucumbirá diante das fortes chuvas, do transbordamento dos rios e dos fortes ventos (Mat. 7: 24-27).

 2. PERSEVERANÇA E FÉ EM MEIO ÀS LUTAS
Uma das características dos filhos de Deus é a perseverança. Mesmo em dificuldades e vivendo terríveis situações os discípulos de Cristo perseveram. Eles podem errar, porém sempre se arrependem e retornam ao bom caminho da Verdade.
Jesus Cristo não é apenas seu Salvador, Ele é Senhor da sua vida. E por isso, encontra forças para suportar as aflições e tentações que surgem.
A desistência e o abandono da causa de Cristo não são suas marcas. Mesmo feridos, magoados ou mesmo humilhados, os filhos de Deus não renegam sua fé e muito menos dão as costas a obra de Deus (1 João 2:19).
A distância dos irmãos e a ausência do serviço cristão os incomodam. Outros ambientes não os satisfazem. Eles sentem-se incomodados quando se vêem em ambientes ou situações que não condizem com as coisas celestiais. Eles conhece bem o Salmo 1:1 e não escolhem estas atitudes para sua vida, ao contrário, preferem sempre o vs. 2.
Eles sempre preferem congregar, ajuntar, se unir. Nunca decidem pela divisão ou pelo afastamento (Hebr. 10: 24,25).
São inimigos de contendas (Prov. 6:19). Não propagam conflitos e pecados dos outros (1 Cor. 3:3; 1Tm. 3:3). São pacificadores (Mat. 5:9). Quanto maiores os problemas, maior se torna sua perseverança.

3. AMOR INCONDICIONAL
O verdadeiro crente em Cristo Jesus ama a Deus sobre todas as coisas. Ama a Palavra de Deus com fervor e temor a ponto de sempre estar estudando-a e discernindo tudo que lê, ouve e vê á luz dela. Ama a Igreja de Cristo e a defende pela Palavra dos ataques de satánas contra ela. E ainda ama incondicionalmente aos seus irmãos e ao próximo.
Ele não aceita o erro, o pecado, a rebeldia contra Deus. Porém, ama o pecador, o irmão em pecado, o filho pródigo, e o ímpio que segue cego em seus maus intentos.
Ele consegue separar bem estas coisas. Ele consegue discernir espiritualmente todas as coisas.
Ele não se omite em dizer a verdade (Prov. 12:17; 27:5,6). Ele não se esconde de ensinar a sã doutrina (2 Tm. 4:2).
Porém, a motivação em fazer isso é sempre o amor pelas pessoas. É o desejo de serem iluminadas pelo Espírito Santo para compreenderem o erro e retornarem a verdade.
Este amor muitas vezes é imcompreendido, porque o mundo tenta torcer o real sentido de amar.
Mas, mesmo assim, com paciência, ele sofre e suporta por amor e prossegue expressando-o como a Bíblia o ensina (1 Cor. 13: 4-13).

Enfim, sem o cumprimento destes pontos fundamentais não existe Cristianismo. Não há salvação e muito menos vida verdadeiramente cristã. Tudo o mais é meramente "brincar de ser crente". Brincadeira essa que trará graves consequências na vida presente e na vida eterna.
Ser crente em Cristo Jesus ou ser evangélico são coisas sérias. Não brinque com isso.

"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção, mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna."

Gálatas 6: 7,8



Pr. Magdiel G Anselmo.




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