terça-feira, 31 de agosto de 2010

Se...

Se, tu podes viver dia após dia a vida comum dos comuns deveres, sem te irritares, sem te entediares, nem murmurares, e a paciência não perderes, trabalhando, ensinando, pregando, orando e não mais tu viveres, mas Cristo em ti viver;

Se, quando de ti pensarem mal e te julgarem mal, interpretando erradamente os teus motivos; quando te não compreenderem e te disserem agruras. Tu puderes, nada obstante, pensar bem e bem agir, e continuar pensando sempre  e tão somente em tudo o que é verdadeiro, tudo o que é  respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso;

Se, nestes dias agitados, de agistados "ismos" - ideologismo, modernismo, pós-modernismo; pragmatismo e outros. Tu pregares firme o legítimo Evangelho, poder de Deus para salvação do que crê, mantendo do teu púlpito a pureza, erguendo corações, almas remindo, de tal modo que outros vejam Cristo em ti, Cristo o Caminho e a Verdade e a Vida;

Se, injuriado, jamais revidares ingratidão com ingratidão. Maledicência com maledicência. Leviandade com leviandade. Mas, perdoares, e sofreres e esqueceres;

Se, tentado a perder o domínio, porque te injustiçaram e te humilharam, tu te lembrares da lei do amor. O amor, o adorno desta vida. O amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, porque o amor é paciente, é benigno, não arde em ciúmes, não se ufana e não se ensoberbece;

Se, mesmo ferido e sangrando consegues amar, perdoar e acreditar que as pessoas podem ser transformadas. E mesmo quando desprezado ainda abençoares os teus acusadores;
Se, mesmo ciente que os falsos ensinos multiplicam-se juntamente com a maldade e ainda perseverares em ensinar a sã doutrina e viveres segundo a piedade;

Se, quando outros prosperarem e tu ficares pobre. Tu te lembrares que é levita de Jeová, é tua herança, o ministério do Senhor;

Se, amando a igreja de que é pastor, mais e mais a amares, quer recebas compensação ou ingratidão;

Se, em sombrios sulcos do teu pastoreio não perdes a meta de sua vocação, e nos dias felizes, radiantes tu caminhas sempre humilde como dantes;

Se, sob a nuvem de dia ou a coluna de fogo pelas caladas da noite, sentes da Mão Divina o contato, aquela Mão que te norteia o passo, até seres recolhido ao lar celestial;

Se, depois de teres sido sóbrio em tudo, e teres sofrido as aflições e feito a obra de um evangelista, e cumprido o teu Ministério, aguardares confiante a Sua chamada, e prosseguires dando o teu melhor a Cristo nos poucos dias que te restam ainda.
Então, amado amigo e meu colega, cooperador no santo Ministério; terás do Senhor o justo galardão quando ali chegares. Porque foste aqui na Terra, um fiel ministro do Evangelho, tu foste um homem, meu irmão. E mais, tu foste um HOMEM DE DEUS!

Pr. Magdiel G Anselmo.

*Página dedicada aos meus colegas de ministério cristão.





segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma pequena menina...

Uma pequena menina, meiga e doce.
Uma pequena menina, inteligente e consciente de sua responsabilidade.
Uma pequena menina, filha e serva.
Uma pequena menina chamada Andressa Duarte.
Apenas uma pequena menina...

Veja o vídeo e reflita.




Mas, que realizou uma grande obra.
E você, o que têm feito?

Em Cristo,
Pr. Magdiel G Anselmo.


fonte: Marcelo Rosa Davila
         Blog "Esta entre nós"
         http://estaentrenos.blogspot.com/

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Meu Deus! Os Filhos Crescem...




Filhos são herança do Senhor. Filhos são bençãos de Deus e enriquecem nossas vidas.




Mas há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criaturinha. Você pensa:
Como ela aprendeu a conversar sério daquele jeito, e como seu vocabulário aumentou tanto assim e você não se deu conta?
Onde é que andou crescendo aquela menininha que você não percebeu?
Como foi que aquele menininho passou a usar as suas meias?
Um dia você acorda ouvindo uma voz "grossa" e questiona quem será o homem que está em sua casa. Percebe, constrangido que é a voz de seu filho que está mudando, engrossando. Ele está "virando homem".
Você descobre que aquela menininha que você ensinou a "andar" de bicicleta, já tem argumentos para assumir uma conversa com adultos. Já lhe chama a atenção quando a sua roupa não está adequada e lhe orienta em como se vestir corretamente. 
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
Cadê aqueles pequeninos que nos homenageavam na igreja no dia dos pais e das mães com canções, trazendo com um sorriso maroto flores coloridas e gravatas de papelão e nos abraçavam com tamanho carinho que não conseguíamos segurar as lágrimas?
É... As crianças estão crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil.
E você está agora ali, na porta da academia, esperando que eles não apenas cresçam, mas apareçam...
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que elas saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos ou eles com os cabelos arrepiados e cheios de gel.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, filhos presenteados a nós por Deus, e que apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas buscamos ensinar, orientar e amar de todo nosso coração.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
Mas, há um período em que os pais vão ficando um pouco mais órfãos dos filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das academias e dos passeios e festinhas da escola. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô. Vão sozinhos para igreja, e ás vezes nem mais para a mesma igreja que congregamos. Começamos a perder o controle que possuíamos sobre suas vidas e isso nos assusta.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
É nessa fase que ficamos a nos questionar. Será que deveríamos ter estado mais com eles, deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para abençoá-los, para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Será que deveríamos ter orado mais por eles ou lido mais a Bíblia juntos?
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, ao cinema, ao Zoológico, não lhes demos suficientes hambúrgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado. Será que não nos divertimos juntos o suficiente?
Será que ensinamos tudo sobre Deus e Sua Palavra como deveríamos? Fomos bons exemplos?
A verdade é que eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto, todo nosso amor. O tempo passou muito rápido.
No princípio iam à praia ou ao clube entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos e amiguinhos. Sim, haviam as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar ou sair com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namoricos.
Antes. íamos à igreja com o carro lotado, com Bíblias por todos os lados e cada um comentando sobre o que seria realizado e outros até ensaiando louvores de última hora.
Depois, o carro começou a ficar vazio e o silêncio muito vezes era somente o que se ouvia. Eles iam agora com a "galera" de Jesus. Iam antes para ensaiar com a equipe, etc...
Os pais acabam ficando exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "bagunceiros", daqueles “barulhentos”.
Chegará o momento em que só nos restará ficar de longe torcendo e orando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível e mais agradável a Deus.
Vão se enamorar, noivar e finalmente casar.
O jeito é esperar: porque poderão nos dar netos no futuro.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam. Não podemos esperar. O tempo não para. Temos que fazer mais, muito mais

Porque eles crescem.
Meu Deus, como eles crescem...


Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

IGREJA, CUIDADO !!!


“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.”

Judas 3


Judas, a princípio, tinha a intenção de escrever sobre questões referentes à salvação, porém como se vê, foi obrigado a exortar a Igreja sobre a batalha pela fé cristã. Isso acontece ainda hoje muitas vezes. Somos obrigados a defender a fé cristã que foi-nos entregue diante de tanta falta de percepção, discernimento e conhecimento bíblico.
Isto e esta observação de Judas deveria nos fazer repensar sobre a aparente tranqüilidade e unidade que muitos declaram existir na Igreja atual.
Diferentemente desta posição adotada por muitos defensores do ecumenismo, propagadores de uma teologia “liberal” e pragmática, que se aproveitam da imaturidade de muitos cristãos, a Palavra de Deus nos alerta para ataques que tentam ruir e minar as colunas basilares da fé evangélica.
A história da Igreja Cristã registra vários e meticulosos ataques e perseguições, desde os cativeiros do AT até o assassinato de cristãos em arenas, praças públicas e fogueiras, além das várias tentativas de destruir as Escrituras e da proibição de possuí-la. Estas foram apenas algumas formas usadas para impedir que a crença no Deus da Bíblia se propagasse e multiplicassem seus seguidores. Tentativas essas que não surtiram o efeito desejado por seus idealizadores.
Mas, a epístola de Judas revela-nos um ataque muito mais minucioso e poderoso que, percebemos pelo texto, já foi usado no passado.
Da mesma forma que o apóstolo Pedro em sua segunda epístola, Judas descreve com detalhes todo esse plano maligno contra a Igreja e nos adverte para seus ardilosos objetivos.
A característica ou marca principal desse ataque é que não mais se trata de um ataque externo e aberto. Como em uma tática de espionagem e em alguns casos até de guerrilha, o inimigo não se mostra e muito mais, se traveste de seguidor da mesma causa e crença.
Trata-se de um ataque de dentro das paredes da Igreja. Um ataque interno, sutil e processual. Com a intencionalidade de aos poucos transtornar e desvirtuar a comunicação e exposição da mensagem bíblica legítima.
Afirmo que é poderoso porque estamos muito mais preparados para contra-atacar um mover claramente externo contra a Igreja. Já temos experiência contra falsos ensinos, heresias e movimentos de todos os tipos vindos de fora. Porém, quando se trata de algo que está entranhado dentro do Cristianismo e que assevera ser seguidor de Cristo e nosso irmão, ficamos atônitos e paralisados, com medo de pecar julgando ou atacando nossa própria irmandade.
Este é o grande estratagema diabólico. Usar nossos próprios conceitos de comunhão e amor contra nós mesmos. Se utilizar de nossa boa fé com relação a nossos “irmãos” para nos destruir, roubar e matar.
Veja os detalhes da metodologia diabólica e das advertências descritos por Judas sob a direção do Espírito Santo:

“(...) certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único e Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”
Judas 4

Introduziram-se, Infiltraram-se na Igreja, ou seja, estão entre nós. Pedro em sua segunda epístola corroborando com Judas, afirma:

“Assim, como no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão suas práticas libertinas e por causa deles, será infamado o caminho da verdade, também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.”
2 Pedro 2: 1-3.

Vemos, então que são pessoas infiltradas com o objetivo de destruir a Igreja.
Mas Deus não nos deixaria a mercê de tal investida.
Desta forma, Judas, continua revelando a Igreja, quais são as características dessas pessoas infiltradas com intenção de transtornar a vida da Igreja. Veja com atenção para que você possa identificá-las segundo a orientação bíblica.

(Judas 8) - *Sonhadores alucinados: Alegam serem profetas e receber revelações divinas para justificar os seus malfeitos e carnalidade. Interessante que uma pessoa alucinada pode ver vultos, ouvir vozes, etc. Ter alucinações de todos os tipos.
Estão sempre sonhando e a todo instante desejam interpretar os sonhos de outros que desavisadamente acreditam ser obra de Deus.
Os seus sonhos e "revelações" estão acima de qualquer orientação ou doutrina bíblica. Mistificam e espiritualizam tudo. Formam discípulos sonhadores que da mesma forma que seus "mestres" desconhecem as Escrituras. 
O apóstolo em 2 Pedro 2: 10 chama-os de “atrevidos”. É bem o que realmente são.

(Judas 8) - *Rejeitam governo (liderança) e difamam autoridades superiores: Não aceitam nenhuma liderança ou orientação pastoral sobre eles. São desrespeitosos com aqueles que Deus chamou para ensinar a Palavra de Deus e com suas atitudes mundanas e sem temor a Deus, buscam contaminar o rebanho do Senhor. Confundem muitos novos-convertidos com uma falsa superioridade espiritual e a propagação de um conceito de constante rebeldia contra toda liderança instituída.

(Judas 16) - *Arrogantes, descontentes e murmuradores: Não estão satisfeitos com o Evangelho, com os ensinos de Cristo e com a vida cristã determinadas para nós pelas Escrituras. Desejam e ensinam a todo instante “tomar posse, determinar a bênção, exigir as promessas...”,
Além disso, sem medir as conseqüências espirituais de tal atitude, praticam a absurda “oração ao diabo” ou “oração forte” onde se dirigem a ele em tom de desafio, contrariando as orientações e ensinos bíblicos da oração direcionada a Deus.
Descontentes com o crescimento natural da Igreja se arrogam no direito de propagar novas fórmulas mágicas de crescimento rápido e eficiente tendo como parâmetros valores mundanos e técnicas no mínimo suspeitas.

(Judas 16) - *Aduladores e interesseiros: A ênfase é a prosperidade material. O apóstolo Pedro afirma em 2:3 que “movidos pela ganância farão comércio de vós...” É isso que desejam. São oportunistas, adeptos da pregação triunfalista. Visam à prosperidade financeira pessoal e farão tudo para alcançá-la. Não importa se para isso tiverem que comercializar a fé de outros ou mercadejar a pregação evangélica. Todos os seus elogios a outros buscam o interesse próprio. São profundamente interesseiros e egoístas.

Estes são algumas das características destes “enviados de satanás” contra a Igreja. E o objetivo é bem claro e Judas os revela.

(Judas 19) – Promover divisões: Esta é a intenção dos falsos mestres infiltrados na Igreja. Dividir para destruir.

(Judas 22) – Produzir dúvida: Semear a dúvida com relação à fé cristã e suas doutrinas é meta clara para esta investida diabólica. A dúvida mina a fé e provoca desanimo no cristão e entristece o Espírito Santo. Sem fé é impossível agradar a Deus. Diminuir a fé ou mesmo destruí-la pela dúvida são objetivos destes infiltrados.

O que fazer diante deste poderoso ataque contra a Igreja?
Deus, usando Judas e Pedro nos orienta:

“(...) Vós, porém amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne.”
Judas 20-23.

“(...) Vós, porém amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza. Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.”
2 Pedro 3: 17,18.

Seguindo a orientação daquele que é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua Glória, edifiquemo-nos na fé, oremos sem cessar, esperemos a gloriosa volta de Cristo e em compaixão salvemos e arrebatemos do fogo os que estão sendo enganados em resultado deste ataque contra a Igreja.
Permaneçamos firmes. Cresçamos e façamos o que Deus nos orienta.

“Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém.
Judas 25.

Pr. Magdiel G Anselmo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Bom Pastor e o bom pastor.

“(...) Ele me faz repousar em pastos verdejantes...”
Salmo 23:2

Estava meditando na Palavra de Deus e me deparei com esta expressão do salmista que tantas vezes já li e até memorizei juntamente com o restante do salmo. Mas, dessa vez tive que parar neste ponto e refletir sobre o que realmente o texto está afirmando (O Espírito Santo faz isso conosco).
A Bíblia é a Palavra de Deus e em toda ela encontramos orientações para nossa vida. Em cada frase, observação, termo... Existe um sentido mais amplo e a descobrir. Por obra do Espírito Santo, podemos entender a Revelação. Deus nos ilumina para esse entendimento do que nos revelou. Esse mistério divino é que faz da Bíblia um instrumento poderoso e transformador.
O texto bíblico em questão nos revela como o Supremo Pastor cuida do Seu rebanho e deve nos ensinar como devemos também pastorear este mesmo rebanho que não é nosso, é Dele.
O Espírito Santo me fez refletir em como estou tratando as ovelhas do Senhor e que por permissão Dele pastoreio. Será que estou levando-as a pastos verdejantes? Será que elas podem repousar tranquilamente sabendo que podem confiar em seu pastor?
Dessa forma, o texto nos encaminha para entender que o pastor não força ou obriga as ovelhas serem submissas e se deitarem. Ele sabe o que o rebanho precisa para estar tranqüilo, relaxar e se deitar.
Por isso, ele cria o ambiente propício para que as ovelhas se deitem.
É interessante perceber que as ovelhas não se deitarão se estiverem com medo. Não se deitarão se houver atrito ou tumulto no meio do rebanho. Não se deitarão se estiverem com fome ou sede. Não se deitarão quando se acham atormentadas por moscas ou parasitas.
O pastor deve saber e entender as necessidades e limitações do rebanho. Tem de reconhecer as estratégias do inimigo e prover uma defesa para a congregação. É ele o responsável por preservar a harmonia dentro da congregação. Seu dever como ministro de Deus é fornecer uma dieta de ensinamentos adequados para manter a congregação forte e saudável.
Quando o Senhor Jesus viu a multidão “teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas sem pastor” (Mat. 9:36).
Os membros da congregação que sejam indefesos ou tenham sido hostilizados têm de encontrar compaixão no pastor. Suas situações difíceis não devem ser tratadas com indiferença ou falta de preocupação.
Eu sei que proteger as ovelhas pode custar caro ao pastor. O que separa os bons pastores dos irresponsáveis é a maneira como reagem quando o rebanho está sob ameaça. O bom pastor é abnegado e, correndo grande perigo pessoal, protegerá e defenderá o rebanho, chegando até ao ponto de entregar a própria vida. Tal coragem é o resultado de um relacionamento incomparável entre o pastor e a ovelha.
Sei, pela experiência e convivência com outros pastores, que depois de passar tanto tempo com os membros da congregação, o pastor estima cada um individualmente. Em cada um ele tem um investimento de oração, de ensino, de pregação, de aconselhamento e de apoio. Isso o faz alegrar-se com as vitórias e chorar na derrotas de cada membro em particular.
Esse extraordinário valor individual da ovelha é ilustrado na narrativa do Senhor Jesus, do pastor que deixa as 99 ovelhas para buscar uma única ovelha perdida (Mat. 18:12).
Quando se pesquisa o comportamento de uma ovelha literalmente, percebe-se que quando uma se perde ou se afasta do restante do rebanho, ela não consegue retornar. Fica parada balindo por socorro. Uma ovelha ou cordeiro nessa situação é presa fácil de um predador. São vulneráveis, ficam amedrontadas e perdidas. Sua volta ao aconchego e proteção do rebanho muitas vezes depende do valor que o pastor lhes dá e até onde ele está disposto a ir para buscá-la.
Aí se encontra a diferença de um bom pastor de ovelhas e o pastor mercenário. Os mercenários não têm nenhum interesse pessoal no bem-estar do rebanho. Servem pelo salário e ganho pessoal. A proteção, o crescimento e o conforto do rebanho são preocupações incidentais para eles. Fazem tudo que é exigido e necessário somente para receber pagamento, exceto quando o custo pessoal é grande demais. Fogem quando a responsabilidade fica muito elevada. Sacrificarão um ou mais cordeiros para se salvar.
É certo que todo bom pastor sabe que o inimigo atacará as ovelhas. O pastor que tem comunhão com o Bom Pastor verá o agressor se aproximando. Neste ponto é freqüente as ovelhas não perceberem o perigo. Quando perceberem, já é tarde demais. O pastor que ama a congregação não apenas avisará do ataque do inimigo, mas ficará para defendê-la durante e enquanto prosseguir esse ataque.

“Leva-me para junto das águas de descanso...”
Salmo 23:2

Na analogia do pastor de ovelhas, sabe-se que a ovelha quando com sede põem-se em debandada em direção à água. Mas água poluída ou contaminada pode ser fatal às ovelhas.
Ás vezes é necessário o pastor conduzir o rebanho sedento por um caminho mais extenso, a fim de evitar o risco das ovelhas correrem em disparada para uma lagoa poluída com águas que as levarão a morte.
Congregações com sede são mais susceptíveis ao engodo de águas poluídas. A última novidade doutrinária ou o último modismo eclesiástico são atrativos tentadores a uma congregação sedenta. É responsabilidade do pastor saber do estado da água das redondezas do rebanho. O pastor tem de conhecer as armadilhas doutrinárias que cercam a congregação. Tem de conduzir o rebanho para longe delas. É trabalho tedioso. Requer estudo, preparo e um firme comprometimento com as Escrituras e um sólido apego à Teologia Bíblica.
Antigamente, mesmo nos tempos bíblicos do AT, os pastores de ovelhas cavavam poços em regiões áridas ou em lugares onde não houvesse água. Faziam isso antecipando as necessidades do rebanho. Era algo que as ovelhas não podiam fazer por si mesmas.
O trabalho tedioso da preparação do sermão é algo semelhante. O pastor antecipa as necessidades dos membros da congregação e faz o que não podem fazer. Ele cava na verdade da Palavra de Deus e disponibiliza água fresca para as ovelhas.
Desta forma, protege as ovelhas dos ataques futuros. Sacia a sede e provê descanso através da Palavra.
Sendo assim, os pastores seguem o exemplo e orientação do Senhor dos pastores.
Sendo assim, as ovelhas podem se alimentar tranqüilas nos pastos verdejantes, saciar sua sede em águas cristalinas, sabendo que estão sendo protegidas e bem cuidadas.


Elas podem, afinal, repousar...





Pr. Magdiel G Anselmo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

MODELOS BÍBLICOS PARA A IGREJA.

A METODOLOGIA DIVINA 

Este assunto é de suma importância em nossos dias. Quando presenciamos a Igreja sendo bombardeada de todos os lados por falsos ensinos, inovações perniciosas e pessoas com claras intenções em transtornar a sua real essência e gloriosa missão, faz-se necessário voltarmos ao que as Escrituras nos revelam sobre como o próprio Cristo organizou Sua Igreja e o Espírito Santo a preparou.
Inicio esta série de textos (postagens) com o Modelo Bíblico de Comunhão. Você verá que é diferente de muitas formas atuais de “comunhão” ou de “união” apresentados na Igreja atual.
Mas, antes do modelo de comunhão, conheçamos os métodos usados pelos apóstolos que formaram-no.
Á medida que vamos analisando a Igreja Primitiva Apostólica descobrimos a forma pelo qual o Espírito Santo quer atuar na igreja e a forma que a igreja deve atuar na força do Espírito Santo. Muito temos que aprender ou pelo menos relembrar com as experiências e ensinos dos primeiros cristãos.
Homens e mulheres que foram perseguidos, açoitados e mortos muitos deles por seguirem o Cristianismo. Crentes que buscavam a glória de Deus e a obediência a Sua vontade. Vamos ver como eram as primeiras formas de atuação da igreja como comunidade cristã.
Enfim, como já afirmei a igreja primitiva apostólica tem muito a nos ensinar. As Escrituras mostram que os apóstolos seguiam os métodos ensinados por Cristo, não poderia ser diferente, mas quais eram esses métodos?

a. Pregação do Evangelho de Cristo: Aproveitavam todas as oportunidades para pregar o Evangelho, não tinham receio de quem fosse o ouvinte. Tinham uma missão e a cumpriam o melhor que podiam. E Deus os capacitava para tal. O número também não importava, podia ser uma pessoa assim como milhares. Tinham consciência do valor de uma pessoa para Cristo, pois foram alvos deste amor um dia e tinham ciência de que Cristo morreu pelo pecador que cresse na mensagem.

b. Batismo nas águas: Após a conversão imediatamente batizavam os novos na fé como obediência a ordem do Mestre Jesus Cristo.

c. Ensinavam sistematicamente a doutrina que aprenderam de Cristo: Em várias partes do NT vê-se o verbo “ensinar” usado para mostrar uma função e atuação apostólica. As cartas paulinas, joaninas e petrinas são um exemplo marcante deste método de atuação.

Foi desta forma que os apóstolos iniciaram seus ministérios e devido a isso as primeiras congregações foram organizadas. Muitas vidas foram salvas e ensinadas e o mundo daquela época foi sacudido pelo poder do Evangelho de Cristo. Muitos foram reconciliados com o Pai através de poucos e frágeis homens que capacitados e dirigidos pelo Espírito Santo deram continuidade ao plano divino.
Dito isso, vejamos agora o modelo de comunhão na Igreja Primitiva:

I. O Modelo Bíblico de Comunhão:
O modelo de comunhão da e na Igreja Primitiva era simples e prático, porém de grandes resultados na vida de cada participante. Os textos bíblicos de Atos 2: 42-47 e de 11: 19-25 são bem esclarecedores quanto ao que acontecia com e na Igreja Primitiva. Lendo-os percebe-se que os cristãos (como foram chamados em 11: 26 pela primeira vez), eram muito próximos uns dos outros, ou como diz em 2: 44 “tinham tudo em comum” e isso parece-nos que era algo natural entre eles.
A união da Igreja ocorria devido ao amor desinteressado em coisas materiais e visíveis, realmente era despojado de materialismo. Ao contrário, existia um amor ardente em cada coração pela pregação do Evangelho e pela edificação em amor da Igreja como um todo.
O relato bíblico mostra uma união crescente da igreja. Havia a simplicidade e a necessidade de estarem sempre juntos, orando e louvando a Deus.
Seguiam literalmente o exemplo de Jesus Cristo e dos apóstolos, visando sempre alcançar vidas pela pregação e pelo amor às pessoas.
Não vemos, neste princípio, intrigas ou conflitos internos relevantes. Alguns dizem que isso ocorria porque a Igreja ainda estava no primeiro amor e empolgada com o encontro com Cristo. Mas, se continuarmos a ler o livro de Atos, veremos mais a frente que esta “empolgação” como alguns argumentam ser o motivo desta comunhão, não impediu que esta Igreja fosse séria e comprometida com a Verdade. Um exemplo disto é o texto de Atos 5: 1-11.
Para aqueles que justificam o esfriamento ou diminuição do amor como sendo coisa natural a vida do crente, posso lembrá-los da advertência de Cristo a igreja em Éfeso (Apocalipse 2: 2-7). Se a Bíblia não basta para removê-los de seu erro, não sei mais o que bastará.
Com certeza, o exemplo de comunhão da igreja primitiva deve ser uma busca incessante da Igreja atual. A simplicidade do Evangelho deve ser vivida em toda sua plenitude. A comunhão entre irmãos deve ser uma prioridade da comunidade evangélica. Mas que comunhão? Será esta comunhão simples palavras, sorrisos ou abraços em meio a cânticos que nos forçam a olhar e falar com nossos irmãos, a qual nem o nome sabemos muitas vezes? Será esta comunhão o simples fato de sermos membros de uma denominação e cultuarmos a Deus em um mesmo local? Será esta comunhão nos cumprimentarmos com “a paz do Senhor”, “graça e paz” ou outra forma usada para nos diferenciarmos do mundo?
Que comunhão era aquela da Igreja Primitiva, que os levava a renunciar bens e propriedades em prol do irmão necessitado? Que os levava a ter a simpatia daqueles que não faziam parte da igreja? Que os fazia alegres e simpáticos, mesmo em meio a terríveis perseguições? Que comunhão era aquela?
Evidente que não era o tipo de comunhão que muitos estufam o peito e dizem que tem uns com os outros atualmente. Ah, como muitas vezes somos hipócritas e cheios de interesses pessoais. Cantamos que somos um, mas não nos conhecemos além da liturgia de nossos cultos. Estamos na maioria das vezes preocupados com as aparências e esquecemos de que a comunhão que a Igreja Primitiva tinha não era aparente, mas interna, espiritual. Temos vergonha de abraçarmos nosso irmão porque não o conhecemos e não temos a mínima intimidade com ele(a) para isso. Por isso muitas vezes esta atitude induzida por cânticos é pura hipocrisia e falsidade. Falta-nos o amor tão natural nos primeiros cristãos.
Nosso dia-a-dia, os problemas da vida, a ansiedade em ter e ser, o materialismo, as aparências e tudo o mais tiraram da Igreja de Cristo o sinal, a marca dos verdadeiros cristãos: “o amor as pessoas” e o “o amor a Palavra de Deus”. É assim que seríamos conhecidos, já dizia Cristo. Não há como amar as pessoas (o próximo) sem que haja amor a Palavra. O simples praticar e ensinar a Palavra são expressões deste amor ao próximo. A Igreja Primitiva amava e perseverava na doutrina dos apóstolos (na Palavra).
Quando alguém surge, como um solitário soldado, e começa a priorizar o retorno ao espiritual e dar atenção e importância ao que a Bíblia nos revela e ensina sobre as questões e inquietações da vida, muitos não aceitam e entendem suas intenções e inicia-se uma campanha contra. Afirmam: “Onde já se viu priorizar o espiritual e dar importância tão grande ao zelo pela prática da fidelidade às Escrituras? Como não buscar as coisas materiais e a auto-suficiência intelectual?” “Por que não questionar esses ensinos ‘antigos’? Os tempos são outros.” E muitos começam a pôr em dúvida até o caráter deste soldado solitário, pautados em princípios capitalistas e valores mundanos e seculares.
Quando vemos alguém viver na dependência total de Deus, amando as pessoas e buscando levá-las a Cristo pela pregação e ensino do Evangelho e para isso se entregando integralmente para aprender, se preparar e trabalhar na obra de Deus, muitas vezes rotula-se esta pessoa de “à toa”, “aproveitadora”, “desocupada” e até de “alienada”.
O amor e o ardor pela sã doutrina, pela fiel interpretação do texto bíblico e pelas pessoas iludidas e ludibriadas por um evangelho antropocêntrico são a motivação desses fieis cavaleiros da justiça. O próprio Espírito tem movido o coração destes soldados solitários e tem os levado a lutar pelo retorno ao modelo de comunhão da Igreja Primitiva.
A comunhão na Igreja Primitiva se dava primeiro pela mesma forma de pensar. Os objetivos de todos era levar Cristo aqueles que não o conheciam e ajudar objetivamente a irmandade em todos os sentidos. Não havia egoísmo ou interesses pessoais. Tudo em comum, era o lema. A seguir, a comunhão era preservada pelo Espírito por causa da obediência e submissão a Palavra de Deus, bem como, a defesa da fé cristã que fora ensinada pelos apóstolos.
A comunhão na igreja de Cristo deve seguir o modelo dos primeiros cristãos. Conhecer-nos é uma oportunidade para exercermos amor. As dificuldades e problemas de meu irmão também são meus, as alegrias e vitórias de meu irmão também são minhas. Só assim haverá intimidade e reciprocidade. Um entendendo o outro, orando uns pelos outros com sinceridade e amor. Repreendendo quando necessário, mas acima de tudo estando juntos para fortalecer e encorajar.
Esta comunhão (mesma forma de pensar, amor genuíno, interação, preservação pelo Espírito) só será possível e não simplesmente uma utopia, se a Igreja entender que somente pela obediência fiel a Palavra se têm essa verdadeira comunhão. Sem a fidelidade às Escrituras em tudo que fizermos, falarmos ou vivermos não haverá a aprovação de Deus e portanto não haverá comunhão. Haverá sim, superficialidade e vidas vazias de Deus.
Se o corpo não estiver ligado à cabeça, que é Cristo e unido pelo vínculo do Espírito tudo é em vão. A comunhão com o Deus da igreja é imprescindível para que a verdadeira comunhão entre irmãos aconteça e prevaleça.
Abaixo o materialismo. Abaixo o evangelho teatral. Abaixo a omissão da Verdade disfarçada de comunhão enganosa.

Viva o verdadeiro Cristianismo! Viva o Cristianismo Bíblico !
Voltemos ao modelo primitivo apostólico, voltemos a Deus.

Em Cristo,
Pr. Magdiel G Anselmo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Essa foi demais !


Poucas vezes insiro em meu blog artigos, postagens ou menções de outros autores. Somente o faço quando entendo a relevância do assunto e conheço a índole e intenção dos autores e das fontes.
O artigo postado a seguir segue nessa linha.
A intenção é alertar aos meus irmãos sobre pessoas que transtornam o ambiente evangélico trazendo perturbações e produzindo dúvida na mente de crentes desavisados.
Creio que ao lê-lo observará que não necessito escrever acréscimos.

A Água Branca e a Mesa Branca






por Pr. Marcos Granconato







No bairro da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de ornitorrinco teológico – o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que defendem o cristianismo histórico.
Até aí, nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?
Mesmo sendo somente mais um entre os tais teólogos sofisticados de hoje, o pastor a que me refiro chama a atenção com colocações cada vez mais ousadas e distantes dos pressupostos básicos do cristianismo. Por exemplo: ele ironiza qualquer noção sobre os juízos de Deus, questiona a ética cristã clássica baseada na Bíblia e apresenta aos seus ouvintes um deus novo, bem diferente do Deus de Abraão, de Moisés e de Paulo.
Recentemente, porém, o pastor do bairro da Água Branca se superou, ao fazer comentários que arrancaram aplausos efusivos dos espíritas! Sim, do famoso pessoal da “Mesa Branca”. De fato, num artigo que escreveu, sua visão se mostrou tão longe da Sã Doutrina que um site kardecista publicou o texto com plena aprovação e chamou seu autor de “pastor com ‘P’ maiúsculo”!
Por que esse elogio veio de pessoas tão distantes do evangelho? Bem, o que ocorreu foi o seguinte: conforme noticiado nos jornais, os jogadores evangélicos do time do Santos se recusaram a entrar numa entidade espírita de apoio a crianças com paralisia cerebral para distribuir ovos de Páscoa. Evidentemente, todos os incrédulos massacraram os jogadores. Nada de surpreendente… O que chocou muitos crentes, porém, foi a manifestação do pastor da Água Branca que, unindo-se aos inimigos da fé, escreveu o artigo acima aludido, condenando a atitude dos jogadores.
Entenda bem o problema: é claro que nenhum crente deve se opor ao belo trabalho de ajuda às pessoas deficientes. Aliás, nenhuma outra religião tem uma história tão rica em ações em prol dos que sofrem como o Cristianismo. Porém, o que os cristãos devem saber é que é errado realizar obras sociais de mãos dadas com os expoentes da mentira (2Jo 9-11). É também errado praticar a solidariedade fazendo isso de forma a promover o nome de uma instituição herética, cujos membros praticam boas obras não para a glória de Deus, nem por terem nascido de novo, mas sim visando a uma reencarnação melhor (2Co 6.14-17). Aliás, é bom lembrar que “práticas do bem” assim motivadas não valem nada, pois, para Deus, só conta a piedade procedente da verdade (Ef 4.24). Por isso, os crentes não devem se associar com os espíritas, nem mesmo para distribuir ovos de Páscoa! O mestre da Água Branca, porém, não levou nada disso em conta e criticou com vigor os atletas crentes, arranhando a imagem deles. O veneno do ornitorrinco está nas unhas!
Condenar a atitude dos atletas, contudo, não foi nada perto dos conceitos de espiritualidade que o pastor da Água Branca expôs naquele mesmo artigo. Longe de harmonizar-se com Paulo, para quem a base da espiritualidade é a habitação do Espírito Santo no homem que crê em Cristo (1Co 2.12-16), o mestre da Água Branca enalteceu as crenças em geral, apontando como válida a espiritualidade supostamente presente em todas as religiões, sem nenhuma exceção. Segundo ele “a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé”, ou seja, para o tal pastor, a legitimidade exclusiva da espiritualidade cristã (cf. At 4.12; Ef 4.4-5) é uma triste falácia!
Como se não bastasse esse chocante desvio, o pastor, na sequência de sua argumentação, condenou a discussão sobre temas como céu e inferno, autoridade exclusiva das Escrituras, homossexualismo, reencarnação, evolucionismo e outros assuntos tão importantes para a formação de uma mentalidade verdadeiramente cristã. Ele sugeriu que discutir esses temas é prática sem qualquer relevância, cujo resultado é somente a criação de divisões entre as pessoas. Portanto, segundo sua concepção, o dever pastoral e cristão de corrigir o erro, admoestar na verdade e condenar a mentira (2Co 10.4-5; 2Tm 4.1-5) não deve ser posto em prática, pois gera barreiras e ataques pessoais, o que é ruim para a sociedade como um todo (será que o pastor esqueceu o que Jesus disse em Lucas 12.51-53?).
Depois, para fechar com chave de ouro, o tal pastor concluiu seu texto defendendo a aproximação de todos os credos. Sim, budistas, muçulmanos, cristãos, hinduístas, enfim, todos os devotos de todas as tradições de fé, no entender do nosso amigo, devem dar as mãos e juntos lutar contra o sofrimento humano “que a todos nós humilha e iguala”.
Foi o máximo! O pessoal da Mesa Branca explodiu de alegria (fez lembrar 1Jo 4.5). Finalmente, os espíritas encontraram um pastor que, como eles, ataca a “visão radical e exclusivista” dos crentes e reconhece a validade do kardecismo. Mais do que isso: acharam alguém que se une a eles na afirmação de que todas as crenças são boas, posto que servem para desenvolver a espiritualidade dos homens!
Para nós, contudo, os crentes de verdade, ficou a tristeza de ver mais uma vez a água branca, cristalina na verdade, da doutrina bíblica, se tornar turva na boca de supostos pastores cristãos, enquanto os proponentes de antigas doutrinas do diabo acrescentam mais uma cadeira ao redor da sua mesa branca, a fim de brindar a chegada de um novo amigo. Ah, o maior predador do ornitorrinco é a serpente!

Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria



ps. Ainda que alguns tentem transformar isso, a Bíblia é e sempre será a nossa regra de fé e prática.
Fique atento. Vigie.
Leia a Bíblia.

Pr. Magdiel G Anselmo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pastorado: Uma Vocação ou mais uma Profissão ?

A questão é um tanto complicada de se abordar.
A falta de envolvimento pessoal e conhecimento dos que comentam sobre esta questão determinam, a meu ver, a realidade dos fatos. Uma realidade de muita confusão quando se discute o assunto proposto. Cada grupo ou denominação religiosa entende do seu jeito e criam o seu formato, tornando o entendimento correto e bíblico mais uma opinião ou argumentação como as demais.
O que significa ser um pastor, quais os critérios, características e a missão pastoral de acordo com que revela a Palavra de Deus são totalmente negligenciados e toma-se um conceito humano e empresarial para explicar o ofício e as funções de um pastor.
Isso causa muitos conflitos e perturbações à vida da Igreja e por fim incentivam oportunistas, interesseiros e preguiçosos a se candidatarem a futuros ministros.
Não deveria ser assim.
Mas por que isso acontece?
Porque pouco ou nada se ensina sobre o assunto. O pastor ou o educador cristão tem, muitas vezes, receio de ministrar e até falar sobre o que significa ser um pastor do ponto de vista bíblico, porque pensa que estará ministrando em interesse ou defesa própria. E assim, o povo fica sem entender a questão e aí se originam os erros e as distorções existentes.
Por causa também disso, o universo evangélico criou vários tipos de pastores. Vejam alguns deles a seguir:

1. O pastor de “final de semana e feriados”.

Este entende o pastorado como um trabalho complementar e secundário. Somente o exerce quando não realiza outra atividade. Durante a semana possui um emprego e trata de se dedicar a ele e a seus afazeres pessoais. Quando chega o final de semana ou feriado se veste de pastor e vai à igreja pregar e rever seus irmãos. Durante o meio de semana não se pode contar com ele. Estou trabalhando, afirma. Quando perguntam como sustenta a família, ele diz orgulhosamente:
- Tenho o meu trabalho. Não toco em um centavo do dinheiro da igreja.
E isso vai sendo ensinado à congregação que “pastoreia”.

2. O pastor “nominal”.

Este entende o pastorado como uma forma de ostentação. Ama ostentar seu título de pastor nos círculos familiares, eclesiásticos e de relacionamentos. Não se preocupa com o rebanho do Senhor e muito menos com o que pensa o Senhor do rebanho. Está sempre buscando outros e mais títulos, porém sempre com a motivação errada. Ele quer ser destacado entre os demais. O nome de Jesus é só mais um detalhe. O nome dele é que importa ser notado e comentado.
Muitos destes “pastores” se tornam em outro tipo que chamo de “midiáticos”, ou seja, usam a mídia (televisão, rádio, TV a cabo, etc...) para propagar seus devaneios com roupagem de cristianismo com intenções de adquirir fama e prosperidade material às custas do povo desavisado.
E isso vai sendo ensinado à congregação que “pastoreia”.

3. O pastor “profissional”

Este entende o ministério pastoral como mais uma profissão e a Igreja de Cristo como mais uma empresa. Cumpre com suas obrigações trabalhistas, que foram pré-determinadas em sua contratação, e está tranquilamente consciente que pode ser dispensado por seus empregadores se não as cumpri-las. Busca agradar seus “chefes” fazendo aquilo que os agrada, porque se não o fizer pode ficar desempregado.
É um profissional do púlpito. É um político eclesiástico.
E isso vai sendo ensinado à congregação que “pastoreia”.

4. O pastor “falso”.

Este não foi chamado para ser pastor. Não possui vocação e por isso não consegue amar o rebanho como deveria. Pode até ser um bom crente, porém não tem ferramentas espirituais para pastorear e teima em prosseguir. Não deseja se aprofundar no conhecimento bíblico, não deseja se sacrificar em prol do reino de Deus. Não se preparou para o ofício pastoral porque não entende isso ser relevante.
Não possui coração de pastor.
Causa dores e sofrimentos em si e no rebanho. Produz maus costumes e heresias. É motivo de piadas e “chacotas” dos descrentes e até de membros de sua congregação.
E isso vai sendo ensinado à congregação que “pastoreia”.

5. O pastor “enviado de satanás”.

Este entende o que significa o ministério pastoral e por isso, diabolicamente, procura perverte-lo e corrompe-lo diante dos olhos apavorados do povo. Desta forma, tenta produzir falta de credibilidade sobre o ofício e a pessoa dos demais pastores. A desconfiança e incredulidade ao pastorado são suas intenções.
São enviados de satanás para iludir e enganar o povo de Deus e assim deturpar o real sentido e significado da Igreja, das doutrinas bíblicas e do episcopado.
E isso vai sendo ensinado à congregação que “pastoreia”.

6. O pastor “preguiçoso”

Este pensa que ser pastor é ficar à toa. Não aceita trabalhar secularmente, mas também não deseja trabalhar ministerialmente. Não estuda. Não se prepara. Sequer prepara um sermão. O púlpito é muito mais freqüentado por outros irmãos do que por ele. De vez em quando prega e justifica que está dando oportunidades a futuros pregadores. Não freqüenta a EBD, nunca ministrou em uma sala, porque preparar aula dá muito trabalho. Teologia pra ele é “coisa de fariseu”. Delega o que é pra ser delegado e o que não é. Gosta de muito barulho e de chavões. Tudo pra ele é de improviso e diz que é o Espírito Santo. Não gosta e nem sabe planejar nada. Pensar, discernir, refletir pra ele é muito desgastante. Não respeita horários. É um exemplo de falta de sabedoria. O pastorado pra ele é uma fuga da realidade dura da vida. É o preguiçoso por excelência.

Existem outros maus exemplos de "pastores", mas penso que esses já são o bastante.
Diante dessa realidade, não podemos culpar a maioria do povo por não entender o ministério pastoral e considerá-la de forma totalmente equivocada e não bíblica e também de muitos generalizarem e rotularem todos os pastores de “oportunistas, picaretas e desocupados”.
Fundamentando-me biblicamente, como então devemos entender e ensinar a questão à luz das Escrituras Sagradas?

O pastor à Luz da Palavra de Deus.

1. É um crente chamado, vocacionado e capacitado por Deus para exercer tal missão. (todos aqueles que exerceram posições de liderança ou pastoreio no relato bíblico foram chamados pessoalmente por Deus)

2. Sua chamada e vocação são marcadas por um desejo interno, profundo e ardente em cuidar, para Deus e sob Sua direção, de um grupo de crentes por um longo período em locais que ele não escolhe. (nota-se isso claramente nos textos escritos por Paulo, Pedro, João e outros escritores neo-testamentários)

3. Sua chamada e vocação são confirmadas pelas pessoas que pastoreia ou que de alguma forma estiveram sob seus cuidados pastorais. (A "aceitação" da Igreja com relação às cartas neo-testamentárias e a confirmação de que se tratava de escritos inspirados por Deus (canonicidade) corroboram isso)

4. Sua capacitação se dá através de dons espirituais dados por Deus para bem exercer o ofício e ministério pastoral como, por exemplo: dom de pastor, de profeta, de mestre e outros que formam um “pacote” capacitando este crente para pastorear. (os dons alistados em Efésios 4:11 são uma prova de que se trata de dons ministeriais ou para liderança na Igreja. O contexto do capítulo confirma isso.)

5. O amor a Deus e ao rebanho de Deus são marcas visíveis neste crente. Sem isso seria impossível pastorear. Isso o move ao perdão, paciência e perseverança incomuns à maioria dos cristãos. (O amor dos apóstolos e a o amor dos genuínos pastores pelo rebanho e pela Palavra de Deus no transcorrer da história da Igreja são contundentes para corroborar este ponto)

6. Entende que seu pastorado não é uma profissão, mas sim uma missão determinada a Ele por Deus. Ele não é um empresário, muito menos um empregado da Igreja. É um ministro da Palavra de Deus. Seu trabalho é fundamentalmente espiritual. (A Bíblia em sua integralidade confirma isso)

7. Não possui interesses pessoais acima dos espirituais e ministeriais. Não tem dificuldade em renunciar aos seus prazeres e satisfações pessoais em prol do rebanho do Senhor. (As cartas pastorais ensinam largamente esse princípio bíblico da abnegação voluntária)

8. Não busca ostentação e elogios. Não busca enriquecimento material. Busca vidas salvas e libertas para glória de Deus. (As cartas pastorais ensinam largamente esse conceito bíblico)

9. Dedica e administra todo o seu tempo, bens, dons e talentos nas prioridades corretas, ou seja, o espiritual sempre está a frente do material. Mas, não significa que descuide do cuidado pessoal ou de sua família. É um lutador que vive para Deus na dependência Dele dentro dos parâmetros já delineados pelas Escrituras, ou seja, entende que é mordomo e prestará contas a Deus de tudo que lhe foi confiado. (O Senhor Jesus ensinou isso na parábola dos talentos.)

10. Dedica-se a oração, pregação, ao estudo e ao ensino bíblico com responsabilidade e temor. (As orientações paulinas a Timóteo enfatizam também essa questão.)

11. É humilde e reconhece suas limitações. Sabe que mesmo sendo pastor, continua sendo servo. (A Bíblia em sua integralidade ensina isso)

12. É pastor de tempo integral. Está ciente que sua vocação e ofício exigem isso. (Observa-se esse princípio claramente nos ministérios de Pedro, Paulo e demais discípulos. (...)Quem prega a Palavra, que viva da Palavra...)

12. É incansável no cuidado da sã doutrina. Cuida para que os demais irmãos sejam ministrados em todo desígnio de Deus revelado em Sua Palavra. (As cartas pastorais enfocam isso)

13. É sustentado por Deus, através da instrumentalidade da Igreja. Vive nesta dependência alegremente. Se for necessário e temporariamente irá “confeccionar tendas”, mas sabe que isto não é o ideal bíblico para seu ministério. Irá trabalhar para que sua congregação assim entenda o ministério pastoral. (O ministério de Paulo é um bom exemplo disso. Foi obrigado a fazer tendas pela negligência da Igreja com o sustento do apóstolo. É um exemplo do que não é pra ser feito por uma igreja, e não o contrário. O próprio Paulo explica isso em suas cartas)

14. É consciente que somente os que também são vocacionados, como ele o é ao ministério pastoral, conseguem entende-lo completamente. (A Bíblia mostra pelas cartas pastorais que somente um pastor consegue entender outro pastor em todos os aspectos que constituem o ministério pastoral)

15. É consciente que mesmo possuindo dons espirituais não conseguirá pastorear sem a ajuda e direção de Deus. Sabe que quem realiza é Deus.

16. Sabe discernir e alertar o rebanho quando este está em perigo e quando falsos mestres se introduzem nele. (sabe que o Espírito Santo o usa como o atalaia de Deus para a Igreja do Novo Testamento. O princípio ensinado em Ezequiel 33 é aplicável hoje.)

17. Tem consciência que muitas vezes se sentirá solitário e cansado. Mas tem a firme convicção que Deus está com ele e Nele tem suas forças revigoradas pra prosseguir. (Não pode negligenciar o dom que há nele dado por Deus. Continua firme fazendo a obra de um evangelista)

17. Ensina estes itens aos irmãos que pastoreia. (Não tem receio ou medo de “tocar” nesse assunto.)

18. Sabe que desse ensino resultará no bom preparo de outros pastores segundo o coração de Deus.

19. Sabe que nem todos o entenderão.

20. Sabe que Deus o entenderá e apoiará.

Amigos pastores, por amor a Cristo, ensinemos isso ao povo de Deus.
Ainda existem muitos pastores fiéis a Deus e dignos de serem chamados de “homens de Deus”.
Mudemos a concepção que os farsantes produziram em muitos e propaguemos a verdade e dignidade do santo ministério. Rechacemos os lobos em peles de cordeiros. Honremos Aquele que nos chamou.
A Igreja agradece.



Forte abraço,
Em Cristo,

Pr. Magdiel G Anselmo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bem aventurados os que choram




Resolvi partilhar com os leitores de meu blog essa preciosidade.
Este vídeo aborda com propriedade o problema dos "modismos" e da falta de temor a Deus e amor às almas perdidas, que tanto assolam o meio evangélico em todas as áreas e locais de nosso planeta, além da busca desenfreada de muitas pessoas e líderes para trazer inovações que empolgam e agradam a maioria do povo, sem contudo se preocupar com critérios ou embasamentos bíblicos.
É uma síntese e expressão do sentimento da grande maioria dos cristãos que se alistaram nessa batalha incessante contra as falsas doutrinas e manifestações absurdas propagadas como se fossem um "mover" de Deus e na propagação da verdadeira e genuína Palavra de Deus.
Não vou escrever mais. Desejo que veja o vídeo pois o considero muito edificante.
Deus os abençoe,
Em Cristo,
Pr. Magdiel G Anselmo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

É Impressionante!!!

É comum ficarmos impressionados positivamente ou negativamente com o que vemos e ouvimos. Isso fica ainda mais acentuado, principalmente, quando conhecemos razoavelmente bem o assunto que alguém está comentando ou mencionando em público ou a nós em particular.
Mas, a impressão negativa é a que mais me assola ultimamente e me incomoda.
A maioria das pessoas fala e comenta sobre o que não conhece e não sabe. E pior, propagam suas opiniões como se fossem profundos conhecedores daquilo, mas na verdade não tem a menor idéia do que estão falando.
O ambiente corrompido pela sociedade pós-moderna incentiva este conceito de relativização de tudo, não valorizando o conhecimento adquirido e já revelado sobre as questões e temas da vida.
Outro dia alguém comentou comigo que viu um apresentador de televisão (destes programas policiais sensacionalistas), mencionar por várias vezes um provérbio popular afirmando, erradamente, que se tratava de uma orientação encontrada na Bíblia. Outro apresentador famoso que possui um programa “global” nas madrugadas menciona corriqueiramente a Bíblia em suas entrevistas mostrando que conhece o texto, mas desconhece totalmente o sentido verdadeiro deste.
Mas, não é somente na TV que isso ocorre.
É comum também na mídia impressa encontrarmos reportagens se referindo ao contexto evangélico brasileiro ou a passagens bíblicas de forma totalmente equivocadas e mostrando claramente o total desconhecimento por parte de grande parte dos jornalistas com relação à Igreja e a Bíblia.
Mas, não devem ser novidades àqueles que conhecem e participam da Igreja de Cristo, esse desconhecimento e falácia por parte dos “cristãos nominais” ou adeptos de outras religiões não cristãs com relação ao texto bíblico e suas implicações para toda a criação divina.
Estamos cientes de que é nossa missão propagar a verdadeira interpretação e a real situação da humanidade aos descrentes. É missão da Igreja.
Porém, o que é mais impressionante e chocante saber, (e de certa forma justifica os descrentes que se equivocam diante da interpretação e real sentido do texto bíblico), que no meio evangélico brasileiro, e mesmo em denominações mais antigas exista tanto desconhecimento bíblico por parte de pessoas que deveriam conhecer profundamente a Bíblia para, a partir daí, ensinar e discipular outros irmãos.
Outro dia ouvi um presbítero afirmar que “sunamita” era o nome da mulher mencionada no AT e no período do ministério profético de Eliseu. Contaram-me que em uma aula da EBD ministrada por uma irmã já com seus 30 anos de vida cristã, (ela não errou da mesma forma que o presbítero), porém afirmava que “Geazi” era o nome da esposa do profeta Eliseu e por isso o acompanhava. E tantos outros erros que poderiam ser evitados se a pessoa tivesse apenas lido o texto com alguma atenção e observado a realidade ali encontrada.
Um absurdo maior que o outro. E por pessoas que possuem títulos de presbítero e professor de EBD. Irmãos que deveriam se dedicar ao estudo e análise bíblica. Que deveriam se preparar adequadamente para poder ensinar outros. Mas, acabam se tornando “piadas evangélicas” contadas em reuniões de confraternização (ficamos rindo de nós mesmos).
Não é necessário ser mestre ou doutor em Teologia pra não cometer estas gafes. Basta ter responsabilidade com o texto bíblico e amor as pessoas que irá ensinar.
É lamentável como há ainda hoje, uma grande parte de crentes que não valorizam o ensino bíblico e que não entendem a sua relevância para o crescimento sadio da Igreja.
Li na net um post de um irmão que motivava e incentivava outros irmãos a não se submeter a nenhum critério ou preparação para pregar. Bastava ser chamado por Deus pra isso, afirmava ele. Como se pregar o Evangelho fosse uma brincadeira realizada de improviso e sem responsabilidade. Afirmava que se alguém não encontrasse oportunidade pra usar o púlpito de sua igreja, saísse a pregar pelas ruas, que segundo ele, é a verdadeira pregação.
Nada contra pregar nas ruas. Penso que temos que pregar em todos os locais que tivermos e oportunidade. Mas, devemos pregar a Palavra de Deus corretamente. Uma pregação errada e fora do contexto e sentido que deveriam ter, prejudica mais do que se não tivesse sido realizada.
Esta idéia e conceito de que tudo no reino de Deus é realizado sem preparo e de forma improvisada encontra guarida naqueles que se introduzem dissimuladamente em nossas congregações e nas igrejas evangélicas. Que não estão muito de acordo com os conceitos de dedicação e compromisso. Preferem a forma mais fácil e menos desgastante. Não gostam muito das coisas que dão trabalho, que precisam de uma dose maior de esforço. Lêem a Bíblia como se lessem uma revista ou um gibi. Não gostam de estudá-la ou de gastar tempo buscando a real interpretação do texto bíblico.

- Pra que isso? O Espírito Santo me revela o que preciso saber. A unção de Deus me ensina, afirmam arrogantemente.

Como se revelação e unção fossem desassociadas da correta interpretação bíblica.
Como se as Escrituras Sagradas não tivessem utilidade alguma. Pra que descobrir o que ela revela, já que o próprio Deus revela a eles sem precisar analisá-la.
Quando ocupam posições de liderança, são “líderes” tirânicos que conduzem o povo para pastos ressecados e águas amargas.
São fãs da mensagem fácil, menos trabalhosa e sem fundamentos bíblicos. São adeptos dos gritos e dos chavões. Das campanhas sem sentido e das festas sem razão. São a razão de tantos estarem feridos e afastados das igrejas. São a razão de tantas heresias estarem sendo propagadas por pessoas e igrejas que deveriam estar propagando a Cristo.
Por isso encontramos mesmo na net tantos vídeos onde pregadores sem preparo e formação tornam-se motivos de chacotas e gargalhadas de todos. Ao invés, de estarem no rol dos pregadores do Evangelho, estão no rol dos humoristas e dos vídeos engraçados e bizarros.

Isso é triste pra todos nós que somos cristãos. De forma alguma é motivo para rirmos.
Se isso já não fosse s suficiente para nos deixar tristes e impressionados. Ainda, preferem, mesmo assim, não mudar de atitude. Não aceitam advertências e muito menos ser ensinados.
São insubmissos e revoltosos. Não podem ser convencidos. Orgulham-se de sua ignorância e se jactam de seu desconhecimento. Repelem a sabedoria e brincam com o temor a Deus.
Todos que, por amor, lhes avisam do perigo que correm, são tratados por enviados de satanás e repreendidos.

- Sai satanás!
- Sai demônio!

Essas são as expressões que mais usam contra os que lhes advertem.

“... são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam, nuvens sem água impelidas pelos ventos, árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas. Ondas bravias do mar, que espumam suas sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre...”

Judas 12,13.

Formam seguidores que não suportam os problemas da vida. Que sucumbem diante das tempestades do dia-a-dia. Não tem base sólida. Não tiveram contato com a sã doutrina. Não conseguem por mais que orem e jejuem, saber o que fazer ou como agir nas diversas situações que ocorrem conosco. São sempre crianças espirituais, inconstantes e melindrosas.
Desesperam-se facilmente. Adoecem. Vivem feridas. E só o que ouvem de seus "mestres" é:

- Isso acontece porque você não teve fé. Tem que orar mais. Tem que ir mais ao monte.

Não entendem que a oração (seja aonde for, em casa, na igreja ou no monte) e o jejum bíblico andam de braços dados com a leitura, meditação e estudo da Bíblia. Não entendem que as confraternizações, campanhas e festas na igreja devem ser na mesma medida e com a mesma presença nos cultos de ensino, na Escola Dominical, nos grupos de estudos bíblicos, etc.
Não foram ensinados que o que nos fortalece e nos guia é a Palavra de Deus que nos é revelada através da pregação, do ensino e de nossa dedicação em analisá-la e observá-la.
A Bíblia ensina que o dom espiritual é dado por Deus sem merecermos. Mas, o aperfeiçoamento, o preparo e o treinamento constante fazem parte do processo que devemos nos submeter antes de exercermos nossa função no reino de Deus aqui neste mundo. Basta olharmos para o ministério daqueles que Deus usou na Bíblia. Todos foram preparados e ensinados antes de exercer seus ministérios e no decorrer destes foram sendo aperfeiçoados por Deus.
Tanto o deserto e os cativeiros no AT como os ensinos de Cristo, dos apóstolos e as perseguições no NT prepararam e aperfeiçoaram os primeiros servos e discípulos de Deus.
Negligenciar isso é negligenciar a Bíblia.

Você, caro amigo leitor, pode estar pensando:
- Isso mesmo pastor, concordo plenamente.

Sei que muitos devem pensar assim. Mas, também sei que muitos ao ler pensarão:
- Sai demônio da lei. A lei mata.

Estou ciente deste fato, amigo leitor.
Por isso que continuo afirmando:

- É IMPRESSIONANTE!!!

Deus os abençoe.
Pr. Magdiel G Anselmo.
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