segunda-feira, 26 de julho de 2010

PASTOR !!! CUIDADO !!!

Sabe-se que quando se incapacita um pastor de exercer seu ministério a ponto dele perder a eficácia e autoridade para ministrar ao povo de Deus, muito do trabalho de ferir o rebanho de Deus é cumprido.
Aquele que tem a incumbência de, por orientação e unção de Deus, proteger e alimentar o rebanho do Senhor e que está à frente para confrontar, em nome de Cristo, as forças do mal é alvo prioritário dos ataques e setas malignas. Quando o pastor está por advertir aos demais irmãos do perigo que se aproxima ou que tenta se infiltrar em suas fileiras, ele não pode, em hipótese alguma, desprezar a vigilância pessoal e individual.
Muitos que não levaram isso em consideração foram feridos mortalmente. Desprezaram a sua própria vida, não imaginando que pudessem pecar como os demais. Não vigiaram o suficiente, não cuidaram de si o suficiente para suportar as investidas do inimigo. Não fortaleceram em Deus seus pontos fracos e frágeis. Esqueceram-se que o diabo tem seus observadores, seus ardis e que ruge como um leão ao derredor.
A confiança em si mesmos levou-os a acreditar que podiam tudo e que nunca iriam ceder as tentações e que por serem homens de Deus, não seria permitido por Deus que caíssem e perdessem por completo a credibilidade e confiança do rebanho que Deus pôs sob seus cuidados.

Erraram. Deus permite as tentações.
Erraram. Deus não nos livra de sermos tentados.
Erraram. Deus não faz o que é pra nós fazermos.
Erraram. Deus já nos revelou como escapar destas situações.
Erraram. Deus valoriza muito mais o “ser” do que o “fazer”, principalmente no que diz respeito à santidade e integridade espirituais.

E dentro deste contexto, uma das principais causas de queda pastoral é o adultério.
Não foi por acaso que na primeira carta de Paulo a Timóteo em seu capítulo três, as primeiras qualificações de um pastor ou presbítero, são: ...ser irrepreensível, esposo de uma só mulher...
Quando o pastor quebra, infringe esta lei espiritual, semeou para si destruição e dor, não somente no contexto ministerial, mas também em todas as áreas de sua vida.
Aquele que o rebanho tinha como exemplo de vida piedosa, de vivência da Palavra, faz tudo o que não deveria ter feito. Fez tudo que ensinou e pregou que era abominável a Deus. Envergonhou seu nome e o nome daqueles que pastoreava. Envergonhou sua família. Envergonhou seus amigos...
Mesmo aqueles que reconheceram seu pecado, confessaram-no e arrependidos receberam o perdão de Deus e das pessoas, tem muitos problemas e impedimentos no transcorrer de sua vida para conseguir obter a confiança e credibilidade que possuíam antes da queda. Muitos dos que pastoreia, já não encontram nele alguém que possam confiar ou que possam obter uma orientação segura.
É compreensível então que Deus permita que a esposa traída (mesmo perdoando o marido) se separe do adúltero e case com outro homem. Mas ao adúltero a permissão não é concedida. Dura conseqüência.
O matrimônio maculado é uma lembrança difícil de esquecer. A dureza de nosso coração é a justificativa que Deus dá a permissão de separação para parte ofendida, em caso de adultério.
Percebe-se então como a questão é dolorosa e marcante para as pessoas envolvidas.
Deus perdoa e esquece. A maioria dos homens perdoa, mas não esquecem. O diabo faz de tudo para as pessoas e nós mesmos não esquecermos os pecados do passado. E quando se é um pastor, este ser maligno e seus asseclas irão a todo instante buscar fazer as pessoas lembrarem que um dia você foi repreensível.
Por isso muitos defendem a tese de que quando um pastor comete um pecado como esse, ele se tornou irremediavelmente inapto para prosseguir com seu ministério pastoral, mesmo que tenha sido reconciliado com Deus. Eu, pessoalmente penso que pode haver restauração completa, porém sempre haverão consequências inevitáveis.
O adultério é terrível porque impõe aos que mais ama sofrimento profundo. A esposa não consegue ter a mesma confiança de antes. Os filhos já não vêem no pai aquele que possui autoridade para lhes orientar, como este fazia antes, a restauração dessa credibilidade é processual e lenta.
A família é contaminada, os relacionamentos familiares já não têm a pureza de antes.
A quebra da aliança firmada é projetada sobre todos que de alguma forma convivem e afeta por demais estas vidas.
A restauração e reconstrução como já afirmei, são lentas e sofridas. E mesmo quando se pensa que se deu por completo, restam ainda ranços e marcas do passado a serem usadas pelo inimigo para tentar tirar a paz. Somam-se aos ataques corriqueiros a adição das lembranças da traição e as dores e sofrimento que advém disso. Terrível conseqüência.

O grito de alerta deve ser constante na vida de todo pastor.
Pastor!!! Cuidado!!!

Aqui vale uma ressalva que considero relevante. Um pastor já com seus 45 anos de ministério em uma conversa que tive com ele me disse o seguinte com relação a este assunto:

1. De preferência, aconselhe mulheres na presença de sua esposa.
2. Não se envolva além dos limites com os problemas dos casais (principalmente se tiver origens sexuais)
3. Não cumprimente as mulheres com demasiada proximidade (evite beijos e abraços)
4. Perceba e combata as paixões de mulheres pelo pastor (isso acontece freqüentemente, pois muitas mulheres projetam na figura do pastor, o marido que queriam ter)
5. Cuidado com contatos com mulheres da sua “velha vida”, ou seja, aquelas que você conhecia antes de ser convertido e antes de ser pastor (principalmente aquelas que tiveram contigo algum tipo de relacionamento e envolvimento mais profundo)
6. Não subestime os ataques do diabo. Ele conhece tuas fraquezas.
7. Fuja da aparência do mal.
8. Cuidado com a internet. Mesmo lá, Deus está lhe vendo.
9. Mantenha sua vida de oração, meditação e estudo da Bíblia em dia.
10. Ame sua esposa como ama a Cristo.

Amigo pastor, que você nunca esqueça, Deus é contigo.
Mas também nunca esqueça, você depende de Deus pra tudo.

Por fim, não custa mais uma vez bradar:
PASTOR!!! CUIDADO!!!

Deus o abençoe, sempre.

Pr. Magdiel G Anselmo.




domingo, 25 de julho de 2010

PASTOR, QUAIS AS METAS PARA ESTE ANO?

Em uma reunião com líderes da igreja, esta pergunta me foi feita. Creio que muitos outros pastores se vêem nesta situação e foram também alvo desta mesma indagação ou outra similar.
Claro que eu tinha planejado antecipadamente os objetivos para o ano que se iniciaria e que já havia pensado em como alcançar estes alvos ou metas. Mas, essa pergunta ficou ecoando em minha mente após a referida reunião.
As responsabilidades que cercam e fazem parte do trabalho de alguém no exercício do ministério pastoral são imensas e das suas atitudes e decisões decorrem a vida de uma comunidade ou de um grupo de pessoas que esperam dele sempre as orientações corretas e pautadas na vontade de Deus.
O que se fala, como se age, quais suas atitudes e comportamento, sua postura e muito mais, sua vida são espelhos para muitas pessoas que desejam ser como ele é ou almejam ocupar no futuro uma posição como a dele. Outras, por questões diversas se tornam opositores ferrenhos e críticos contumazes. Mas, até estes consideram suas decisões relevantes, mesmo que geralmente não concordem com elas.
Uma grande parte do rebanho de Deus segue a risca suas orientações, seus conselhos e imitam até seus gestos e vícios de linguagem.
Uma vida, uma família, um ministério, um casamento, sonhos, etc., podem ser destruídos por uma orientação equivocada ou desvinculada da Palavra por parte do pastor. Uma concepção errada ou um princípio mal aplicado pode destruir famílias e planos de vida. A palavra de um homem de Deus tem um peso maior e influencia a congregação de forma decisiva.
Quais são seus planos? O que pensa sobre isso? O que devo fazer nesta situação?
São perguntas feitas com certa constância a um pastor.
Isso deve nos trazer grande temor, tremor e seriedade com o trabalho que realizamos. Vidas estão à mercê de nossos conselhos e com sinceridade acreditam que eles vêm de Deus.
Quando abrimos nossa boca, o fazemos em nome de Deus, para abençoar vidas em Cristo, sob o respaldo e autoridade vindos das Sagradas Escrituras.
Este temor e tremor me fez refletir sobre o que falo, prego, ensino e aconselho a congregação que me ouve semana após semana. As orientações que faço a casais prestes a se unir em matrimônio, a jovens e adolescentes que iniciam uma vida em uma perspectiva adulta. As mulheres que gemem em dores por seus maridos não-crentes e buscam um conforto e direção de Deus para suportar tal sofrimento. Aos pais que tem seus filhos afundados nas drogas e promiscuidade. Àqueles que sorvem cada palavra que pronunciamos, com atenção, admiração e profundo respeito.
Quando pensava sobre isso, veio-me uma conclusão que me fez analisar com mais profundidade meu ofício:

- Esperam de mim uma palavra vinda dos céus.

É verdade, é isso que eles precisam. É isso que necessitam. Precisam ser alimentados, servidos, bem cuidados e protegidos.
Eles não são meus, são de Deus. Sou apenas um mordomo. Sou apenas o garçom.
Esperam de nós, pastores, uma palavra que os libertem. Que comunique a salvação. As boas-novas.
Esperam de você, amigo pastor, que sirva uma alimentação que os levem a pastos verdejantes e águas tranqüilas. Uma palavra que os refrigere a alma e alivie suas dores. E que por fim, os faça crescer saudáveis e firmados na Rocha Eterna.
Muitas esperam de nós uma palavra firme de advertência, pois ninguém os ama a ponto de se preocupar com o perigo das atitudes pecaminosas que cometem 
Esperam que nós comuniquemos o amor de Deus que tanto já ouviram que existe, mas que ninguém lhes mostrou objetivamente.
Por isso, todo pastor deve sempre se preparar, planejar, orar... Tem que estar em constante comunhão com seu Deus. Buscar Nele a sabedoria, a força e a capacitação. Ele é a fonte, a origem de toda a sua ação. A inspiração de toda sua vida. A razão de seu ministério.
E assim sendo, pode responder as indagações com convicção e confiança.
Pode descansar, pois as respostas foram a ele comunicadas antecipadamente por aquele que nos ama, Deus, o Senhor da Igreja.

Pr. Magdiel G Anselmo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Velha e a Nova Cruz

Em minha última postagem “Nova Criatura” escrevi algumas palavras sobre a transformação que Deus opera em todo aquele que é salvo por Cristo. Fiquei surpreso que muitas pessoas que leram o post me afirmaram que há muito tempo não ouvem mensagens em suas igrejas sobre este assunto. Declararam que muito se prega sobre o que pode e o que não pode, sobre curas e milagres com horário marcado, que Deus vai cumprir o que prometeu, mas pouco sobre o grande milagre da salvação, como ele é descrito na Bíblia. E mais, muitos me declararam que as mudanças ocorridas na vida do agora salvo (descritos no post) não eram percebidos por eles na vida de muitos que conheciam e que em alguns casos os tinham até discipulado.
Fiquei surpreso e depois preocupado.
E confesso que, passados alguns dias, ainda estou preocupado com o caminho que grande parte da igreja evangélica brasileira está seguindo em nossos dias. Resolvi, então, escrever o post atual fazendo uma distinção entre a verdadeira pregação e teologia bíblica e a que permeia em nossos dias.. digo isso porque o foco dos principais grupos ou denominações cristãs não é mais a pregação do Evangelho da cruz e a propagação do nome de Deus.
O “deus entretenimento” e a “deusa diversão” estão sendo adorados escancaradamente. Os marcos antigos fundamentados pelos pioneiros estão sendo substituídos pela superficialidade e irresponsabilidade diante do que deveria ser essencial para a missão e atuação da Igreja nesse mundo.
Nada contra a alegria e o ambiente festivo em um culto cristão. Desde que a alegria esteja alinhada com o temor a Deus e o ambiente festivo alinhado com a ordem e decência, nada a questionar. Mas, parece que muitos líderes não têm a capacidade de coordenar os cultos e suas congregações para que isso aconteça. Ou tem a capacidade, mas não a coragem de ensinar a verdadeira adoração e o verdadeiro culto a Deus revelados na Bíblia.
A total ausência de ordem e decência se tornou comum na maioria dos cultos. A adoração se transformou em um período de atitudes bizarras e expressões sem sentido e sem fundamentação bíblica.
A pregação, a cada dia mais, perde seu valor e se assemelha com palestras motivacionais, preleções com conteúdo duvidoso e não poucas vezes herético.
Quase que despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos nas últimas décadas. Essa infiltração se iniciou na sociedade moderna e se intensificou na pós-moderna. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente.
As semelhanças são superficiais e as diferenças, fundamentais.
Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e dessa filosofia inovadora surgiu uma técnica evangélica moderna ou se preferir pós-moderna, um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Esta nova metodologia emprega a mesma linguagem que a velha, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.
A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana, pelo contrário, é sua amiga íntima e, considera-a uma fonte de divertimento e alegria inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica. Ele continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar canções, participar de confraternizações com cristãos e assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas, freqüentar locais obscuros e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, ou mesmo intelectual.
A pregação da nova cruz não prega contrastes, mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o Cristianismo não faz exigências desagradáveis, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. Asseveram os pregadores da nova cruz que o produto religioso é bem melhor, por isso devem se juntar a eles.
A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando, é claro, o seu respeito próprio.
A mensagem da nova cruz diz para o arrogante: “Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo.” Para o egoísta, declara: “Venha e vanglorie-se no Senhor”. Para o que busca emoções, chama: “Venha e goze da emoção da fraternidade cristã”. A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.
A filosofia por trás disso tudo pode até ser sincera, mas sua sinceridade não impede de ser falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz de Cristo.
A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. A cruz não faz acordos, ela acaba completamente com o homem, de uma vez por todas. Ela não tenta manter bons termos com sua vítima. Golpeia-a cruel e duramente e quando termina o trabalho, o homem já não existe mais.
A Bíblia declara claramente que a raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois o ressuscitando em novidade de vida.
O evangelismo que traça caminhos paralelos amigáveis entre o caminho de Deus e os do homem é falso em relação à Bíblia e cruel para a alma dos ouvintes. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto, mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.
Nós, pastores e pregadores do Evangelho em nosso país, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens. Não somos diplomatas, mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo, mas um ultimato.
Como essa teologia pode ser resumida em termos de vida? É muito simples, o homem deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada e muito menos procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.
Depois disto, ele deve contemplar com sincera confiança o Salvador ressurreto e receber Dele vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador, e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo. Essa nova vida, nova criatura, nova criação (como descrevi no último post), transforma a percepção do passado, presente e futuro.
Essa é a velha, mas atual pregação da cruz revelada na Bíblia. Essa é a mensagem de Deus aos homens. Esse é o sermão que deve ser pregado aos quatro cantos e a toda criatura.
Ousaremos, nós, os pregadores de nossa época, manipular a verdade? Ousaremos apagar as linhas ou alterar o padrão que nos foi revelado nas Sagradas Escrituras? Teremos a audácia de lançar por terra todo o trabalho dos discípulos, apóstolos e reformadores?

Que Deus não permita.

Não abramos mão de nossas convicções e princípios bíblicos. Não cedamos à tentação da igreja cheia de pessoas vazias. Não caiamos no erro da manipulação psicológica e da mensagem agradável.

Preguemos a velha cruz e conheçamos o velho poder.

Deus nos fortalecerá e protegerá de todo mal.



Toda a glória, majestade e poder ao Senhor da Igreja.

Toda submissão, temor e obediência ao Senhor de Tudo que existe.



Pr. Magdiel G Anselmo.

domingo, 18 de julho de 2010

NOVA CRIATURA

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é;
as coisas velhas já passaram: eis que tudo se fez novo”.
2 Coríntios 5: 17.


Pode-se interpretar este texto bíblico como um resumo, uma síntese do que Deus pode fazer com a vida de uma pessoa. O apóstolo Paulo expõe essa transformação e mudança em poucas palavras e de forma muito simples e clara. Ele mesmo, Paulo, foi um grande exemplo disso. Ele sabia do que escrevia.
A operação poderosa e transformadora do Espírito Santo age em todas as áreas e atinge todos os tempos da vida da pessoa alcançada pela graça de Deus. Agora, salvo da condenação eterna, desfruta o gozo da presença de Deus.

É uma transformação completa e instantânea. Diferentemente da santificação, que é um processo contínuo, a adoção, regeneração e justificação são aspectos da mesma salvação e operações poderosas efetuadas ao mesmo tempo e no momento em que esta pessoa arrependida de seus pecados, confessa e reconhece a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador e Senhor. Uma nova vida é descortinada aos seus olhos. A comunhão com o Pai é restabelecida e agora membro da família de Deus, reconciliada, tem a promessa de estar com o Senhor eternamente.

É uma nova criatura em Cristo ou ”é uma nova criação”, na tradução literal do texto original grego.

Como diz o ditado popular: “O passado passou”.
Todas aquelas lembranças que torturavam, que traziam tristeza e frustração são agora entendidas como parte da vida e se tornam lições aprendidas. Não se fica mais remoendo o passado. Perdoam-se as pessoas e a si mesmo. O Bálsamo de Gileade é derramado e curadas são as feridas e as dores são minimizadas e aliviadas.
O impacto do encontro com Cristo sara, cura, conforta, fortalece, restaura e salva.
Não é necessário outro tratamento, outros métodos, outras formas... Não, mil vezes não! Jesus Cristo basta. Ele é o remédio para a velha vida. Ele é a cura integral e completa para nossa alma!

A nova criatura agora tem um presente de aprendizado e experiências com Deus. Momento de conhecer, aprender, servir e viver com e para Cristo. Um presente de novas descobertas, nova visão, de novos amigos e irmãos. Um presente marcado, diferente do passado, de crescimento, de maturidade e discernimento espiritual. Agora pode e deve discernir as coisas espirituais. O Espírito Santo garante e promete iluminar, ajudar, consolar, conduzir, ensinar...
Um presente com o Mestre Espírito Santo. Um presente na Igreja de Cristo.

A nova criatura tem também um futuro grandioso pela frente. Vai morar com Deus. Habitar nas regiões celestiais. É cidadão dos céus. Não é mais preciso ter ansiedade nem medo do que virá. As perguntas foram respondidas. Os questionamentos humanos e os dilemas existenciais foram sanados. Para suportar os problemas e dificuldades que virão aqui neste mundo, encontra-se a força na esperança e confiança em Deus. Um Deus que promete que ninguém a arrebatará de Suas mãos.

O passado passou. O presente é novo e abençoado. O futuro é glorioso.
Bendita salvação! Graça incomparável e irresistível! Amor infinito e eterno!
Nova Vida. Novos ideais. Novos Projetos. Novos Princípios e Valores.

Nova Criatura. Nova Criação.

Foi por isso que o Senhor Jesus se deu na cruz. Este é o verdadeiro Evangelho. Salvos pela graça, mediante a fé em Cristo Jesus. Um presente, uma dádiva, um dom de Deus.

Portanto, se você, amigo leitor, já é salvo por Cristo, não viva uma vida de velhos medos e mágoas. Muito menos de ansiedade e desespero. Lembre que teu passado, presente e futuro foram transformados por Deus. Lembre-se disso e viva como um salvo. Deus garante estar contigo em todos os momentos. Continue. Não desista. Há muito ainda por fazer. Há muitos ainda que necessitam ouvir o Evangelho. A Igreja ainda continua sendo o melhor lugar neste mundo para você e eu estarmos.

Porém, se você, amigo leitor, ainda não participa desta tão grande salvação. O que está esperando? Se o Espírito Santo lhe fala ao coração, se Ele te convence, este é o momento, é a tua hora. O Senhor Jesus Cristo morreu por ti. Reconheça-o como teu Salvador e Senhor. Arrependa-te de seus pecados e receba o maior presente de todo o universo: A Salvação de sua alma.

Deus os abençoe.

Pr. Magdiel G Anselmo.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

ORAÇÃO DE UM PASTOR...


Senhor meu Deus,
Sei que sou chamado por Ti para um ofício de imensa responsabilidade e ao mesmo tempo, de imenso privilégio.
Neste trabalho que me destes a realizar, Tu me mandas pregar a Tua Palavra que é o bom alimento para Tua Igreja e assim ela se torna forte e firme para suportar a caminhada cristã.
E eu tenho pregado a tua congregação...
Tu me mandas ensinar a Tua Palavra que faz com que teus filhos cresçam, amadureçam e se transformem em cristãos que ensinam a outros também, que fazem discípulos para o Teu reino.
E eu tenho ensinado aos meus irmãos...
Tu me mandas aconselhar aos meus irmãos segundo esta mesma Palavra. E os conselhos vindos de Ti trazem a bênção da restauração, do discernimento espiritual e da reconciliação contigo.
E eu tenho aconselhado-os...
Tu me mandas orar pelos enfermos, pelos desanimados, deprimidos e feridos. E a oração tem surtido o efeito que Tua Palavra nos promete. Tenho visto os Teus milagres.
Eu tenho orado diariamente, Senhor...
Tu me ordenas que eu mostre a meus irmãos o quão importante é ter fé e esperança em Ti diante e em meio às dificuldades, adversidades e problemas da vida.. Pois sem fé é impossível Te agradar.
Eu tenho tido essa postura...
Tu me ordenas que interceda pelos que se afastam de Sua presença e caminham a passos largos para profundo sofrimento e dores.
Tenho intercedido e chorado por eles, Tu sabes bem disso...

Conheço bem, Senhor, as minhas tarefas e as faço com alegria. Regozijo-me por ser um instrumento nas Tuas fortes mãos.

Mas Senhor...

Às vezes preciso que alguém também me alimente com Tua Palavra. Muitas vezes me sinto esgotado, sugado... Perdoe-me, se não devia falar isso...
Há momentos, meu Senhor, que necessito ser aprendiz, ouvir alguém que me ensine os mistérios da Tua Palavra ou apenas que partilhe comigo um texto bíblico com sabedoria dos céus. Quero aprender mais de Ti, pois minha alma anseia sempre em Ti conhecer mais.
Preciso muitas vezes, Senhor, de alguém que me aconselhe da tua parte. Alguém que me oriente com o mesmo amor que eu oriento os filhos que Tu permites que eu pastoreie para Ti.
Preciso que orem por mim e intercedam com a mesma sinceridade e amor que costumo orar. Falar meu nome na Tua presença suplicando as suas bênçãos e proteção, como eu faço por teus filhos.
Acontecem situações em que não vejo minha fé suficiente para suportar as aflições do dia-a-dia. Tenho medo, Senhor. Medo de decepcionar teu povo, parecendo que não sou tão forte como eles imaginam que eu seja.
Preciso que alguém me advirta quando estiver trilhando por caminhos errados, tomando decisões equivocadas e carnais. Alguém que toque a trombeta de atalaia, alguém que me mostre o Teu caminho, a Tua orientação naquela situação.
Sei que me destes dons para pastorear. Sei que consigo suportar, pois tenho convicção que estás comigo. Mas, quero e preciso desabafar Senhor. Afinal sou só eu e o Senhor aqui, não tem mais ninguém me ouvindo...

E sabe por que preciso fazer esse desabafo nesta oração?

Porque sei que quando eu tiver terminado esse momento de oração, sairei do meu quarto fortalecido e cheio do Teu Espírito. Pronto para continuar meu trabalho. Sei que estás me alimentando agora, me ensinando, me capacitando, me confortando e me compreendendo.
Sei que me amas, posso sentir e perceber Teu amor. As minhas lágrimas e o meu coração derramados na Tua presença revigoram minhas forças e me faz entender que nunca estarei sozinho. Que sempre estarás lá comigo.
Sei que pregarei ainda com mais convicção e autoridade. Que ensinarei Teu povo com mais iluminação da Tua Palavra, que orarei a Ti ainda com maior amor pelos Teus e aperfeiçoarei minha postura de cristão e servo Teu ainda com maior excelência.
A Tua atenção, Tua voz e Teu amor, Tua Graça e Misericórdia me fazem erguer a cabeça, confiar em Ti e entender que muito ainda está por fazer e que tudo está controlado por Ti.

Obrigado por me ouvir.
Obrigado por restaurar minhas forças.
Obrigado, mais uma vez, por me abençoar.

Amém.


Pr. Magdiel G Anselmo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"PERFEIÇÃO" + FAMA = HOMEM DE DEUS. SERÁ ???

Outro dia, recebi em minha casa uma visita de um velho amigo, irmão e colega de ministério. Uma visita que me alegrou e me fez vivenciar um dos momentos mais interessantes e edificantes da minha vida. Durante essa conversa, abordamos a questão de alguns irmãos possuírem uma consideração e admiração imensa por líderes e pastores que conhecem apenas pela mídia e virtualmente e mediante este conhecimento, afirmarem com convicção e certeza que são homens de Deus.
Também comentávamos que muitas vezes os líderes ou os pastores das igrejas que congregaram ou ainda congregam não merecem por parte deles tamanha consideração e admiração.
Perguntávamos-nos por que isso acontece e o que leva alguém a agir assim.
Tentamos responder a estas indagações com algumas considerações que desejo partilhar com os leitores de meu blog:

1. Quando se conhece alguém apenas pela mídia (TV, rádio, revistas...) ou pela net (blogs, sites, Orkut, etc) ou pelo que a pessoa escreve (livros, artigos,...), encontra-se maior facilidade em conhecer suas qualidades, virtudes, dons e talentos. A luz dos holofotes da fama não revela os pontos negativos, somente o “glamour do sucesso” é manifesto.

2. Quando não se convive com uma pessoa. Quando não se tem um relacionamento mais próximo, como congregar em uma mesma igreja, ou fazer parte de seu círculo de amizade ou familiar, não se conhece facilmente seus defeitos, suas falhas e seus desvios de conduta.

3. Quando nos relacionamos pessoalmente com uma pessoa, não apenas virtualmente, presenciamos esta pessoa em momentos de desequilíbrio, em situações de profunda pressão e opressão, e claro, em momentos de prática de pecados.

4. Quando nos relacionamos com alguém constantemente, em uma igreja, como amigo ou membro de nossa família, vez por outra esta pessoa nos contraria, tem atitudes que não nos agrada. Por vezes nos magoa e nos deixa irritados. Faz parte do processo de relacionamentos interpessoais.

5. Também pela necessidade que muitos tem de buscar pessoas perfeitas que podem ser seus referenciais de vida cristã, identificam os pastores e líderes famosos que não tem um relacionamento próximo, como tais pessoas e os consideram, por conseguinte homens de Deus em sua integralidade.

6. Na maioria dos casos, e por total falta de conhecimento pessoal sobre os “amigos virtuais", muitos consideram o desconhecido (o líder virtual ou midiático) mais apto e melhor preparado que o líder ou o pastor que convivem e conhecem mais profundamente.

7. Por fim, comentamos que muitos irmãos, com o tempo esquecem-se dos homens e mulheres que no passado os abençoaram e que ajudaram de forma pessoal e objetiva no seu caminhar cristão. Esquecem-se dos que os evangelizaram, discipularam, os encaminharam ao batismo, os indicaram e até nomearam para seus primeiros cargos e posições de liderança na igreja e ainda, os ensinaram em seus primeiros passos na vida cristã. E mesmo hoje, alguns desconsideram o que estes fizeram, afirmando que isso é passado. O que importa é o agora.

Sem desmerecer os líderes que “estão na moda” ou que fazem parte deste grupo ou elite privilegiada. Sem também deixar de compreender que muitos destes (não todos) fazem a obra de Deus de forma sincera e que estão em tal posição por intervenção direta de Deus, passamos a considerar e tentar expor como é ser um homem de Deus na concepção bíblica do termo.

Como é um homem de Deus? Como identificá-lo?

1. Ele não é Deus.

2. Ele é salvo, mas continua sendo humano.

3. Ele tem sentimentos e emoções. E algumas vezes elas suplantam a razão e o faz errar em suas decisões e atitudes.

4. Ele não é Deus.

5. Ele é salvo, mas continua pecador.

6. Ele tem projetos, sonhos e aspirações como todas as pessoas. Às vezes esses projetos, sonhos e aspirações o conduzem para erros e pecados.

7. Ele não é Deus.

8. Mesmo sendo chamado, vocacionado e capacitado por Deus para exercer liderança na Igreja, continua sendo ovelha de Deus.

9. Mesmo tendo o dom e título de pastor pode ser ferido e machucado.

10. Ele não é Deus.

11. Mesmo sendo aquele que ensina e aconselha a outros, ele não é perfeito.

12. Mesmo sendo aquele que sempre demonstra maior amor pelos irmãos, ele necessita ser amado.

13. Ele não é Deus.

14. Ele é apenas um homem, um simples homem de Deus.

Quando falávamos sobre estes itens todos que escrevi aqui, a emoção tomou conta de nós e por um momento ficamos em silêncio.
Meu amigo então quebrou o silêncio e emocionado começou a lembrar com voz embargada que existem homens e mulheres que estão nesse momento evangelizando, pregando e anunciando a Cristo pelos rincões desse país. Em bairros, vilas e povoados distantes das regiões urbanas, longe dos holofotes da fama. Locais onde as pessoas têm baixo poder aquisitivo e que sofrem e lutam todos os dias para sobreviver.
Locais onde muitos ditos líderes e pastores não desejam ir e desmotivam os que desejam. Que existem pastores que sequer tem um púlpito bonito, de acrílico (como é comum hoje em dia) para pregar, que não tem um ministério de música que os ajude no pastoreio, que penam para pagar o aluguel de um pequeno salão ou sofrem todos os meses para conseguir dar continuidade à construção de um templo próprio. Homens que militam incansavelmente, sem reclamar, para levar vidas à presença do Senhor.
E continuava a falar que existem pastores que não tem o apoio e reconhecimento de denominações, amigos e nem da própria família para dar seqüência a seus ministérios. Que se refugiam no Deus que os chamou para conseguir suportar e prosseguir, porém jamais deixam de se alegrar em servir a Deus com sinceridade e amor.
Que existem milhares de pessoas assim. Que não são conhecidas de muitos. Não são famosos, não são celebridades. Mas, que tem coragem de enfrentar o inimigo. Que se colocam na frente da batalha. E que são fortalecidos todos os dias em Deus para tal tarefa santa.
Pessoas que choram de alegria quando alguém é convertido por Cristo, que se alegram ao ver homens e mulheres que antes eram perdidos, sem Deus, iniciarem uma nova vida com Cristo. Se sentem satisfeitos com pessoas que começam a aprender a Bíblia e que são todos os dias transformadas de glória em glória em alguém mais parecido com o Senhor.
Que choram quando alguém se afasta de Deus e que fazem de tudo que é possível para trazê-las a razão e a reconciliação com o Pai.
Pastoreiam igrejas com apenas algumas dezenas de membros. Mas, sacrificam seu conforto, comodidade e lazer em prol da causa de Cristo. Que visitam os que necessitam de uma palavra amiga, de conforto e ânimo. Ou apenas doam seus ouvidos para saciar a necessidade que as pessoas têm de desabafar e encontrar em alguém um ombro amigo e de Deus para chorar.
Meu amigo continuava e juntos começamos a lembrar que muitos, sem poder, sem condições, dedicam anos de suas vidas para estudar a Bíblia, se aprofundar no conhecimento bíblico. Fazem cursos de Teologia e se aprimoram sempre. Com o simples objetivo de abençoar outros e ser mais útil ao reino de Deus como bom servo.
Que vivem em casas pequenas com seus familiares. Que não tem um sustento adequado. Que seu único meio de transporte é a sola de seu velho sapato e como companheiro de anos seu velho terno.
Que sabem que não são perfeitos. Reconhecem suas limitações. Mas, que acima de tudo conhecem a Deus e reconhecem Nele a força e o poder para prosseguir. São apenas instrumentos falhos nas mãos de um Deus Santo e Perfeito.

As horas passaram muito rápido e meu amigo precisava ir embora.
Finalizamos nossa conversa afirmando que estes pastores não eram famosos aqui neste mundo. Não eram ícones evangélicos da mídia e muito menos possuíam sites ou blogs com milhares de acesso ou seguidores. Não eram celebridades.
Não, aqui neste mundo não eram. Não eram mesmo.
Mas, nas regiões celestiais, certamente o eram. Eram famosos lá.
Esse é o reconhecimento que todo verdadeiro homem de Deus busca.

Meu amigo, ao entrar em seu carro, ainda me disse:

- Nada contra os homens de Deus famosos da nossa época, o Evangelho precisa ser anunciado a todos, mas eu prefiro os anônimos. O nome de Jesus é que deveria ser anunciado sempre, não o nosso.

Caro amigo leitor, que este post lhe faça refletir. E quem sabe, a partir desta reflexão honesta, honre e considere em alta estima tais homens. Por fim, adicione (pra usar a linguagem virtual) a sua galeria ou rol de homens de Deus estes que não são famosos aqui neste mundo, mas o são no reino de nosso Deus e Senhor.

Em Cristo,

Pr. Magdiel G Anselmo.







terça-feira, 6 de julho de 2010

A OMISSÃO DA VERDADE EM PROL DE UMA FALSA UNIDADE

Parte Final

A Omissão da Verdade nos momentos de Adoração e Louvor do culto cristão:

Durante a minha juventude, um dos primeiros ministros de louvor, Ademar de Campos (hoje pastor) declarava que uma revolução de louvor estava por acontecer. E realmente isso ocorreu.
Impulsionados e motivados por novas denominações como: Comunidade da Graça, Renascer em Cristo, Sara nossa Terra e outras semelhantes foram introduzidas no universo evangélico brasileiro uma nova metodologia e visão para o louvor e a adoração congregacional. Já não se chamavam mais as canções de “corinhos” ou hinos, mas sim música gospel e surgiram os pioneiros e primeiros grupos ou equipes de louvor e com eles um novo ministério dirigido pelos então denominados ministros de louvor.
O período de louvor e a música nas igrejas evangélicas sofreram grandes mudanças e transformações.
Certamente estas mudanças aperfeiçoaram o que já existia e melhoraram sensivelmente a qualidade da música e dos músicos evangélicos. Os cultos também se tornaram mais dinâmicos e participativos.
O momento de adoração e louvor tornou-se mais acessível a todos e a liberdade de expressão física foi uma das marcas dessa revolução de louvor.
Não posso negar que houve um grande mover de Deus nisso tudo. E também não há como questionar que estas mudanças proporcionaram grandes bênçãos a Igreja de Cristo nas últimas duas ou três décadas.
Mas, o que começou bem, com o tempo e a ambição humana foi sendo deturpado e direcionado para satisfazer as pessoas, “os artistas” e aos “shows evangélicos”. Deus já não era mais o alvo. As letras que moviam o povo para adoração a Deus foi desviada para satisfazer os desejos do povo.
Infelizmente muito do que se ouve em nossos templos e em nossos dias nada tem a ver com a revolução de louvor que foi prevista por verdadeiros adoradores no passado. O importante é agradar a “galera”. Deus prometeu e vai cumprir. Deus vai restituir. Sou vencedor. Deus vai me dar. E por aí vai...
É alarmante como uma enxurrada de canções com letras totalmente contrárias a Bíblia são compostas atualmente. Não há a preocupação de analisar à luz da Palavra de Deus se as composições estão alinhadas com o que Deus nos revela na Bíblia.
Letras equivocadas, erradas teologicamente e por muitas vezes completamente sem sentido são entoadas como se tivessem a autoridade da Bíblia para ensinar e confortar o povo de Deus. Muitas chegam ao abuso de se dirigir a Deus sem o devido respeito e temor arrogando uma intimidade não encontrada em ninguém no texto bíblico, (e olha que encontramos na Bíblia algumas pessoas que foram chamadas por Deus de amigos e nunca ousaram se dirigir a Deus como muitos compositores, cantores e irmãos desavisados o fazem atualmente em diversas canções ditas evangélicas).
O que importa é se vai animar e entreter o povo. O que importa é que fiquem satisfeitos, semana após semana, e bem “felizes”.
E tem mais, outro dia estava em um culto e o ministro de louvor incitava o povo a ter expressões físicas equivocadas e inconvenientes de “louvor e adoração” constantemente. Quase que impunha isso. Era constrangedor. E quando as pessoas não o obedeciam, ele usava o artifício que é comumente usado por aqueles que não entenderam que ministro de louvor não é animador de auditório:
- Somos livres, irmãos. Temos liberdade para adorar a Deus.
Como se a liberdade cristã não estivesse impregnada de espontaneidade e voluntariedade.
E aqueles que deveriam ensinar a verdade se omitem para não desagradar e, ainda asseveram que devemos fazer concessões por amor aos que erram. Outros afirmam com uma espiritualidade duvidosa que quem fala a verdade tem um zelo excessivo, é tradicionalista e se firma em um formalismo antigo. Respondo a estes que não há maior sinal e atitude de amor que alertar um irmão do erro e a falta desta atitude proporcionam uma falsa sensação de “unidade, comunhão e bem-estar” em todos.
Ainda ressalto que tradicionalismo é sempre ruim e danoso, porém a tradição é boa e útil. Não devemos retirar os marcos antigos. E mais, não devemos desprezar os princípios de fidelidade e responsabilidade às Escrituras. Tudo deve passar pelo crivo da Palavra.
Mas, lamentavelmente, a intenção de muitos grupos e líderes evangélicos não é edificar vidas pela Palavra de Deus, mas lotar de pessoas seus templos ou salões.
Por isso encontramos tantos templos cheios de pessoas vazias.

Ah, meu Deus... O que acontece com Sua Igreja???

Felizmente, há um grupo que não se cala. Que não se submete a superficialidade e a uma posição confortável de omissão. Há um grupo que ama a Palavra de Deus.
Ainda existem vozes que clamam no deserto de nossa geração.
Clamam pelo ensino e pregação da Verdade! Clamam pela fiel interpretação e exposição da Palavra de Deus!
Clamam pelo louvor e adoração vindos de um coração quebrantado e contrito.
Clamam pela adoração fruto da vida de um verdadeiro adorador!

Clamam para trazermos a memória o que Paulo ensinou a Igreja de Éfeso:

“Por isso deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros...”

Efésios 4: 25

Clamam para lembramos do que disse Salomão:

“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leias são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos...”

Provérbios 27: 5,6.

Clamam para cumprirmos o que afirmou o salmista:

“...o que vive com integridade e pratica a justiça, e de coração fala a verdade: o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo nem lança injúria contra o seu vizinho: o que aos seus olhos tem por desprezível ao réprobo, mas honra quem teme ao Senhor, o que jura com dano próprio mas não se retrata...”

Clamam para lembrarmo-nos do que profetizou o profeta Ezequiel:

Ver: 17-""Filho do homem", disse ele, "eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência."
Ver: 18-"Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer, e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniqüidade; mas para mim você será responsável pela morte dele."
Ver: 19-Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniqüidade, mas você estará livre dessa culpa.
Ver: 20-""Da mesma forma, quando um justo se desviar de sua justiça e fizer o mal, e eu puser uma pedra de tropeço diante dele, ele morrerá. Uma vez que você não o advertiu, ele morrerá pelo pecado que cometeu. As práticas justas dele não serão lembradas; para mim, porém, você será responsável pela morte dele."
Ver: 21-Se, porém, você advertir o justo e ele não pecar, certamente ele viverá porque aceitou a advertência, e você estará livre dessa culpa".

Ezequiel 3: 17-21.

Ver: 1-(Ezequiel, a Sentinela) Esta palavra do SENHOR veio a mim:
Ver: 2-"Filho do homem, fale com os seus compatriotas e diga-lhes: Quando eu trouxer a espada contra uma terra e o povo dessa terra escolher um homem para ser sentinela,
Ver: 3-e ele vir a espada vindo contra a terra e tocar a trombeta para advertir o povo,
Ver: 4-então, se alguém ouvir a trombeta mas não der atenção à advertência e a espada vier e tirar a sua vida, este será responsável por sua própria morte.
Ver: 5-Uma vez que ele ouviu o som da trombeta mas não deu atenção à advertência, será responsável por sua morte. Se ele desse atenção à advertência, se livraria.
Ver: 6-Mas, se a sentinela vir chegar a espada e não tocar a trombeta para advertir o povo e a espada vier e tirar a vida de um deles, aquele homem morrerá por causa de sua iniqüidade, mas considerarei a sentinela responsável pela morte daquele homem.
Ver: 7-""Filho do homem, eu fiz de você uma sentinela para a nação de Israel; por isso, ouça a minha palavra e advirta-os em meu nome."
Ver: 8-Quando eu disser ao ímpio que é certo que ele morrerá, e você não falar para dissuadi-lo de seus caminhos, aquele ímpio morrerá por [62] sua iniqüidade, mas eu considerarei você responsável pela morte dele.
Ver: 9-Entretanto, se você de fato advertir o ímpio para que se desvie dos seus caminhos e ele não se desviar, ele morrerá por sua iniqüidade, e você estará livre da sua responsabilidade.

Ezequiel 33: 1-9

Clamam para termos a postura de Moisés quando confrontado com o erro:
Ver: 9-Jetro alegrou-se ao ouvir todas as coisas boas que o SENHOR tinha feito a Israel, libertando-o das mãos dos egípcios.
Ver: 10-"Disse ele: "Bendito seja o SENHOR que libertou vocês das mãos dos egípcios e do faraó; que livrou o povo das mãos dos egípcios!"
Ver: 11-Agora sei que o SENHOR é maior do que todos os outros deuses, pois ele os superou exatamente naquilo de que se vangloriavam".
Ver: 12-Então Jetro, sogro de Moisés, ofereceu um holocausto e sacrifícios a Deus, e Arão veio com todas as autoridades de Israel para comerem com o sogro de Moisés na presença de Deus.
Ver: 13-(O Conselho de Jetro) No dia seguinte Moisés assentou-se para julgar as questões do povo, e este permaneceu em pé diante dele, desde a manhã até o cair da tarde.
Ver: 14-Quando o seu sogro viu tudo o que ele estava fazendo pelo povo, disse: "Que é que você está fazendo? Por que só você se assenta para julgar, e todo este povo o espera em pé, desde a manhã até o cair da tarde?"
Ver: 15-Moisés lhe respondeu: "O povo me procura para que eu consulte a Deus.
Ver: 16-Toda vez que alguém tem uma questão, esta me é trazida, e eu decido entre as partes, e ensino-lhes os decretos e leis de Deus".
Ver: 17-Respondeu o sogro de Moisés: "O que você está fazendo não é bom.
Ver: 18-Você e o seu povo ficarão esgotados, pois essa tarefa lhe é pesada demais. Você não pode executá-la sozinho.
Ver: 19-Agora, ouça-me! Eu lhe darei um conselho, e que Deus esteja com você! Seja você o representante do povo diante de Deus e leve a Deus as suas questões.
Ver: 20-Oriente-os quanto aos decretos e leis, mostrando-lhes como devem viver e o que devem fazer.
Ver: 21-Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez.
Ver: 22-"Eles estarão sempre à disposição do povo para julgar as questões. Trarão a você apenas as questões difíceis; as mais simples decidirão sozinhos. Isso tornará mais leve o seu fardo, porque eles o dividirão com você."
Ver: 23-Se você assim fizer, e se assim Deus ordenar, você será capaz de suportar as dificuldades, e todo este povo voltará para casa satisfeito".
Ver: 24-Moisés aceitou o conselho do sogro e fez tudo como ele tinha sugerido.

Êxodo 18: 1-24

Clamam para termos a coragem de nos indignar como nosso Mestre se indignou diante do erro:

Ver: 15-Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas
Ver: 16-e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo.
Ver: 17-E os ensinava, dizendo: "Não está escrito: " 'A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos' ? Mas vocês fizeram dela um 'covil de ladrões' ".

Marcos 11: 15-17.

Existem vozes que clamam no deserto de nossa geração.




Graças a Deus por isso!


Pr. Magdiel G. Anselmo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A OMISSÃO DA VERDADE EM PROL DE UMA FALSA UNIDADE

Parte IV

A Omissão da Verdade na pregação da Palavra de Deus:

Antes de continuar a série de postagens sobre este assunto, ressalto que entendo que há raras e preciosas exceções ao que escrevo a seguir. Não sou pessimista em relação a Igreja Evangélica atual, sou realista. Ainda existem grupos e líderes fiéis ao seu chamado e vocação sagrados. O que escrevo não é para atacar os demais, mas adverti-los para o erro que cometem. Os que se identificam com práticas e atitudes que condeno baseado nos princípios e valores bíblicos devem refletir e mudar. Voltar para o que é bom e agradável aos olhos de Deus. Essa é a minha intenção.
Dito isso...
Há muito o púlpito vem perdendo o seu valor. A genuína pregação da Palavra de Deus que revela com fidelidade a vontade e os desígnios de nosso Senhor tem sido posta de lado e negligenciada por muitos grupos e líderes evangélicos. Alguns dizem que devemos consolar e confortar o povo, pois já sofrem muito e não desejam ouvir advertências e serem confrontados nas pregações. O sermão tem de ser “light” atrevem-se em acrescentar.

Crentes sem conhecimento são direcionados para usar os púlpitos para pregar simplesmente porque líderes desejam “segura-los” e torná-los membros de suas congregações ou porque é politicamente correto para suas pretensões e afirmação diante dos demais membros. Não há nenhum critério bíblico de preparação exigido ou um processo de observação para identificar se existe vocação e dons para exercer o ministério da Palavra. Ainda alguns simplesmente são chamados para “dar uma palavra” ou uma “saudação” como se o culto fosse um palanque político ou desfile de talentos.

E a congregação é obrigada a ouvir erros históricos, geográficos, culturais e pior do que isso, erros doutrinários e teológicos. E muitos que não percebem (e são muitos mesmo) tais equívocos são ensinados a obedecer ensinamentos e atitudes totalmente contrárias a orientação bíblica.

Ensinamentos como: confissão positiva, salvação por méritos próprios, a busca de Deus somente para satisfazer seus interesses, igreja como lugar "confortável" e não como casa de oração, busca sem medida por prosperidade material, a Bíblia como uma caixinha de promessas e um Deus que é obrigado a cumprir o que queremos, etc...

E novamente aqueles que percebem e identificam o erro se omitem em falar a verdade ao “pregador” por receio de que este se chateie e até deixe a denominação, ou ainda para não contrariar a vontade do povo que deseja mensagens que afaguem o ego, de motivação, de auto-ajuda, etc...

E desta forma, o pregador continua a pregar. E a congregação continua sem direção bíblica para viver neste mundo.

E cada dia mais as mensagens se tornam antropocêntricas, com o “eu” como centro das atenções e menos Cristocêntricas.

Deus nos ajude...

E a omissão da verdade não se concentra apenas no ensino e pregação da Palavra. Também esta disseminada nos momentos de adoração e louvor em muitas igrejas.
Veja mais sobre isso no próximo post.
Não deixe de ler e se quiser, comentar.
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