quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lição Prática sobre Paciência

Em minha adolescência e juventude sempre fui muito "bravo", "briguento". Não admitia que ninguém me contestasse ou me afrontasse.
Era irredutível em minhas posições e até "ignorante" com os opositores.
A minha velha vida foi repleta de situações e circunstâncias onde "perdia a cabeça" e resolvia meus problemas e conflitos com aspereza e falta de compreensão com as pessoas.
Fui muito rebelde. Mesmo sendo filho de pais crentes, sai de casa. Não aceitava intromissão ou que alguém me dissesse o que fazer.
Meu lema era: "Pisou no meu calo, eu piso no pé todo!"
O tempo passou, fiquei adulto, me reconcilei com o Senhor, entendi o chamado e a vocação para o ministério pastoral, casei, tive filhos, ...
O meu jeito "durão" do passado havia mudado. Mas, ainda algumas coisas me irritava profundamente e por vezes me tirava a paz. Pedia a Deus com insistência para me transformar nessa área e me fazer mais paciente com as situações e as pessoas.
Buscando entender mais isso, passei a estudar biblicamente como ser paciente, sábio, etc...
E nesse contexto preparei, iluminado pelo Espírito Santo, sermão após sermão sobre essa questão. E é aí que um momento marcante de minha vida ocorreu.
Em um domingo desses após pregar um sermão que tinha como tema central "A paciência, irmã gêmea da sabedoria", caminhava pelo vão central da igreja rumo a porta de entrada para assim me posicionar para cumprimentar os irmãos. De repente, um homem veio apressadamente em minha direção com o dedo em riste e bradou:
- Quem você pensa que é pra falar daquele jeito? Você não passa de um moleque de recados de alguém que lhe falou sobre a minha vida particular.
Pego de surpresa com aquela atitude fiquei sem ação e não entendia o que aquele senhor queria de mim. Mas, ele continuava a gritar e me questionar sobre o que falei.
Em certo momento, e agora já mais no controle da situação, respondi que não sabia do que ele falava e se algo na mensagem o incomodou é porque certamente Deus o estava alertando para algo em sua vida que precisava mudar.
Foi a gota d'água para aquele homem ouvir isso e então veio de forma agressiva em minha direção, encostando o dedo em meu rosto e gritando palavras de baixo calão e ofensas de todo tipo, demonstrando que pretendia chegar "as vias de fato".
Por um instante, observei com mais clareza aquela figura: Era um homem pequeno, muito magro e que parecia-me adoentado e se movia com certa dificuldade. Não suportaria um confronto físico com qualquer pessoa. Certamente seria a parte derrotada.
Em minha velha vida, não suportaria metade das coisas que me falou e não ficaria me ofendendo por muito tempo sem que eu fechasse a sua boca de forma violenta. Como já disse, quando não conhecia o Senhor Jesus, eu me gabava em afirmar sempre que não levava desaforo pra casa e que não era simpatizante dos que "engolem sapos".
Em um instante, minha mão quase que obedeceu as ordens do passado. Como num relance lembrei de situações semelhantes da minha "velha vida". O temperamento explosivo, intempestivo desejou aflorar.  
Mas, mesmo em meio àquela situação, consegui submeter meu temperamento e desejos carnais ao controle do Espírito. Não foi fácil, mas consegui.
Me senti o próprio David Banner no filme do Incrível Hulk. Mas, consegui controlar a transformação para o monstro verde e sua fúria incontrolada.
O interessante e curioso é que continuo ainda hoje a ter o mesmo temperamento de antes, ainda a carne vez por outra, tenta sobrepujar o espírito. Mas, aprendi a contar agora com o controle do Espírito Santo, que me proporciona escapes nesses momentos de "fúria", antes incontida.
Foi justamente o que aconteceu neste episódio.
Usando a autoridade e sabedoria dadas por Deus pude discernir a situação e o espírito que agia naquele senhor. Após essa atitude e com mais calma, ele pode ouvir minhas palavras e apaziguado seu coração pelo poder convencedor do Espírito, dobrou-se aos pés de Cristo em oração sincera e lágrimas. 
Os que presenciaram tal acontecimento tiveram suas vidas renovadas e edificadas. Percebia-se nitidamente o mover do Espírito e o culto que havia acabado se prolongou por quase mais uma hora.
Aprendi muito. Após o susto, a surpresa, o constrangimento das ofensas dirigidas a mim, pude entender melhor o agir de Deus, nos possibilitando o discernimento espiritual para nos portarmos com sabedoria e unção.
Depois daqueles momentos abençoados e ao levar aquele, agora irmão, para sua casa, o próprio me confessou ainda no carro:
- Pastor, o senhor pregou primeiro na teoria sobre paciência e depois na prática.
Depois em minha casa e conversando com minha esposa sobre tudo que aconteceu, ela sabiamente comentou: Tomara que da próxima vez, Deus não seja tão duro e contundente contigo na prática do que você prega!
É verdade, Senhor. Já aprendi a ser paciente, viu? Aprendi a lição! Obrigado!
Já tá bom. Ufa...

Pr. Magdiel G Anselmo. 



3 comentários:

  1. É verdade, precisamos de paciência. Precisamos dar liberdade para que o Espírito Santo produza em nós o seu fruto. A paciência é uma das características do fruto do Espírito Santo.

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  2. Pr.Magdiel G Anselmo
    Em nosso passado antes de conhecermos o verdadeiro Deus que é Jesus Cristo; andavamos na Lei do Antigo Testamento onde temos a Lei do olho por olho dente por dente, Dt 19:21 O teu olho não terá piedade dele; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.
    e assim caminhavamos e ainda muitos caminham nesta longa disputa de poderesde que o maior sempre vence o mais sabio sempre esta a frente, mas Jesus cristo nos ensina que se alguem lhe bater em sua face de-lhe a outra, e se alguem quiser ser a maior seja servo se alguém é sábio seja touloser simpres como uma pomba mas prudente como a serpente, isto são ensinos de Jesus Cristo a aquele que o amam e guarda seu mandamentos, 1 Cor 13:4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
    5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
    6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
    7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
    8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
    hoje conhecendo a verdade que a lei nos levava a condenação por não conseguir cumpri-la, mas vindo Jesus Cristo na cruz aboliu a lei e nos deu um novo concerto uma nova lei a lei do Espirito e vida; 13 E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, para que os filhos de Isra desvanecia;
    14 mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido;
    2 Cor 3:15 sim, até o dia de hoje, sempre que Moisés é lido, um véu está posto sobre o coração deles. 16 Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu. bem amado é isto então a lei operava em nós a ira Romanos 4:15

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  3. O que dizer, senão: "Glórias te dou, Óh Meu Pai, porque não era o único a viver deste modo", rsrsrs.

    "Poxa pastor, tá vendo só, fica aí relatando a vida das pessoas..." é o preço de ser usado pelo Espírito de Deus. C´est la vie, frère Magdiel!

    Graças a Deus isso também é parte do meu passado. Chega de ficar verde! O único verde que me interessa é o da natureza, criação do Pai!

    Graça e Paz!

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