quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Deus olhou para a Igreja e sorriu

Quando Deus olha para a Igreja, Ele não vê a sua incapacidade de entender sua missão e função. Ele nesse primeiro olhar não vê os erros, os defeitos e muitas vezes a imaturidade de Sua Igreja com relação a questões que deveriam já ter sido entendidas e vividas. Ele não vê os conflitos, as divisões, as contendas e os questionamentos que ela por vezes se envolve por razões banais ou simplesmente por caprichos e cuidados sem sentido. Ele não enxerga nesse primeiro olhar a negligência e a desobediência com a Sua Palavra que leva a formar cristãos superficiais e sem vida, ou ainda a teimosa prepotência e arrogância de uma Igreja que constantemente tem de ser lembrada de sua real essência, pois teima em ser deusa de si mesma.
Deus quando olha para a Sua Igreja, nesse seu primeiro olhar não vislumbra os desvios de sua chamada e de sua conduta e muito menos a implacável justiça que muitas vezes deseja exceder até a divina. Deus não vê sua impaciência em não se contentar com o que já alcançou em Cristo e a ansiedade desmedida por tesouros passageiros e temporários, trocando por aqueles que são eternos. Não enxerga sua incredulidade e falta de confiança naquilo que já foi prometido e a falta de compreensão com o que já foi revelado.
Deus quando olha para a Igreja não vê os critérios e regulamentos humanos que ela criou e que em sua maioria mais atrapalham do que abençoam. Não vê a falta de amor e de solidariedade entre irmãos que direcionam esta Igreja para uma estrada que leva a acusação, exclusão e não a restauração e reconciliação. Não enxerga a rebeldia com o sagrado e a cumplicidade e familiaridade com o profano. Ele não vê a maldade que permeia o coração humano nem a insatisfação com a “vida comum” de um cristão.
Deus quando olha para a Sua Igreja não enxerga as heresias que nascem dentro dela e se proliferam em suas reuniões e que são apoiadas por interesses escusos. Não vê o temor ser substituído pela falsa unidade. Não vê o respeito, a ordem e a decência serem postas como coisas do passado e mania de “gente atrasada e descontextualizada”. Deus não vê a adoração que Ele tanto ama que deveria ser Cristocêntrica se tornar em entretenimento e diversão.
Deus em seu primeiro olhar não vê tudo isso com relação a Igreja. Não que Deus não saiba disso tudo. Ele é Deus. Sua onisciência é um fato. Ele conhece toda essa realidade e isso não O alegra, muito menos o faz sorrir.
Mas, quando Deus olha para a Igreja, a princípio, em seu primeiro olhar, Ele não vê todas estas situações e fatos. Sabe o que Deus vê?
Deus vê Seu Filho. Deus vê Jesus Cristo.
Ele vê Jesus, Deus Filho se encarnando Homem e mesmo sendo Deus, vivendo neste mundo como tal. Ele vê Jesus nascendo milagrosamente, por obra do Espírito Santo, de uma mulher virgem. Ele vê Jesus pregando, ensinando, curando, fazendo milagres, orientando, aconselhando, evangelizando... Ele vê Jesus caminhando aqui nesse mundo. Ele vê Jesus tendo fome, sede, sono e cansaço. Ele vê Seu Filho Jesus separando pessoas para Si, discipulando-as, capacitando-as, enviando-as. Ele vê e escuta Seu filho orando a Ele e intercedendo por aqueles que preparou. Deus vê Seu Filho Jesus amando essa Igreja que se organizava. Ele vê Jesus perdoando... Ele vê Jesus sofrendo e morrendo na cruz por amor a esta Igreja. Ele vê o sangue de Seu filho derramado no Calvário. Ele vê seu Filho pagando o preço do pecado, sem merecer, no lugar do pecador.
Quando Deus olha para a Igreja, Ele vê Seu Filho Jesus ressuscitando dentre os mortos em glória e vitória. Deus vê Jesus restaurando o acesso do Homem a Deus. Ele vê seu Filho ao Seu lado ainda hoje intercedendo a Ele por essa Igreja. Deus vê o amor de Jesus por ela.
E mais, Deus vê o Seu próprio amor por essa Igreja expresso no amor de Seu Filho.
Quando Deus olha para Sua Igreja, mesmo sabendo dos problemas e imperfeições que ela possui, mesmo esta Igreja O entristecendo muitas vezes, Ele sabe que em todo este trajeto, o Espírito Santo a conduzirá em glória. Por isso, Ele vê em Cristo essa Igreja como a Noiva do Cordeiro, a menina dos Seus olhos, preciosa e amada. Ele sabe que no dia que Ele já escolheu, essa Igreja será arrebatada, transformada e estará para sempre sem dores e aflições. Toda lágrima será enxugada e todo pranto se findará. Estará livre para sempre do pecado e daquele que a incomoda. A vitória será total e eterna.
Quando Deus olha para a Igreja, Ele vê em Cristo essa Igreja, por isso seu coração se alegra e, então finalmente, Deus sorri.

Por isso, também sorria, Deus lhe ama.


Pr. Magdiel G Anselmo.


Um comentário:

  1. Deus olha para a Igreja com o olhar da Graça, do favor imerecido prestado à humanidade. O mesmo favor imerecido, cheio de amor perfeito, que o levou a dar Seu Único Filho a morrer por nós, sendo nós ainda pecadores.

    Graça que fez com que surgisse a Igreja, ekklesia, chamando homens para saírem do mundo em direção ao Reino de Deus.

    Graça, no derramamento do Espírito em Pentecostes.

    Graça na purificação da Igreja, que a levará a ser novamente sem mancha ou ruga alguma!

    Graça e Paz!

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