segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Essa foi demais !


Poucas vezes insiro em meu blog artigos, postagens ou menções de outros autores. Somente o faço quando entendo a relevância do assunto e conheço a índole e intenção dos autores e das fontes.
O artigo postado a seguir segue nessa linha.
A intenção é alertar aos meus irmãos sobre pessoas que transtornam o ambiente evangélico trazendo perturbações e produzindo dúvida na mente de crentes desavisados.
Creio que ao lê-lo observará que não necessito escrever acréscimos.

A Água Branca e a Mesa Branca






por Pr. Marcos Granconato







No bairro da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de ornitorrinco teológico – o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que defendem o cristianismo histórico.
Até aí, nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?
Mesmo sendo somente mais um entre os tais teólogos sofisticados de hoje, o pastor a que me refiro chama a atenção com colocações cada vez mais ousadas e distantes dos pressupostos básicos do cristianismo. Por exemplo: ele ironiza qualquer noção sobre os juízos de Deus, questiona a ética cristã clássica baseada na Bíblia e apresenta aos seus ouvintes um deus novo, bem diferente do Deus de Abraão, de Moisés e de Paulo.
Recentemente, porém, o pastor do bairro da Água Branca se superou, ao fazer comentários que arrancaram aplausos efusivos dos espíritas! Sim, do famoso pessoal da “Mesa Branca”. De fato, num artigo que escreveu, sua visão se mostrou tão longe da Sã Doutrina que um site kardecista publicou o texto com plena aprovação e chamou seu autor de “pastor com ‘P’ maiúsculo”!
Por que esse elogio veio de pessoas tão distantes do evangelho? Bem, o que ocorreu foi o seguinte: conforme noticiado nos jornais, os jogadores evangélicos do time do Santos se recusaram a entrar numa entidade espírita de apoio a crianças com paralisia cerebral para distribuir ovos de Páscoa. Evidentemente, todos os incrédulos massacraram os jogadores. Nada de surpreendente… O que chocou muitos crentes, porém, foi a manifestação do pastor da Água Branca que, unindo-se aos inimigos da fé, escreveu o artigo acima aludido, condenando a atitude dos jogadores.
Entenda bem o problema: é claro que nenhum crente deve se opor ao belo trabalho de ajuda às pessoas deficientes. Aliás, nenhuma outra religião tem uma história tão rica em ações em prol dos que sofrem como o Cristianismo. Porém, o que os cristãos devem saber é que é errado realizar obras sociais de mãos dadas com os expoentes da mentira (2Jo 9-11). É também errado praticar a solidariedade fazendo isso de forma a promover o nome de uma instituição herética, cujos membros praticam boas obras não para a glória de Deus, nem por terem nascido de novo, mas sim visando a uma reencarnação melhor (2Co 6.14-17). Aliás, é bom lembrar que “práticas do bem” assim motivadas não valem nada, pois, para Deus, só conta a piedade procedente da verdade (Ef 4.24). Por isso, os crentes não devem se associar com os espíritas, nem mesmo para distribuir ovos de Páscoa! O mestre da Água Branca, porém, não levou nada disso em conta e criticou com vigor os atletas crentes, arranhando a imagem deles. O veneno do ornitorrinco está nas unhas!
Condenar a atitude dos atletas, contudo, não foi nada perto dos conceitos de espiritualidade que o pastor da Água Branca expôs naquele mesmo artigo. Longe de harmonizar-se com Paulo, para quem a base da espiritualidade é a habitação do Espírito Santo no homem que crê em Cristo (1Co 2.12-16), o mestre da Água Branca enalteceu as crenças em geral, apontando como válida a espiritualidade supostamente presente em todas as religiões, sem nenhuma exceção. Segundo ele “a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé”, ou seja, para o tal pastor, a legitimidade exclusiva da espiritualidade cristã (cf. At 4.12; Ef 4.4-5) é uma triste falácia!
Como se não bastasse esse chocante desvio, o pastor, na sequência de sua argumentação, condenou a discussão sobre temas como céu e inferno, autoridade exclusiva das Escrituras, homossexualismo, reencarnação, evolucionismo e outros assuntos tão importantes para a formação de uma mentalidade verdadeiramente cristã. Ele sugeriu que discutir esses temas é prática sem qualquer relevância, cujo resultado é somente a criação de divisões entre as pessoas. Portanto, segundo sua concepção, o dever pastoral e cristão de corrigir o erro, admoestar na verdade e condenar a mentira (2Co 10.4-5; 2Tm 4.1-5) não deve ser posto em prática, pois gera barreiras e ataques pessoais, o que é ruim para a sociedade como um todo (será que o pastor esqueceu o que Jesus disse em Lucas 12.51-53?).
Depois, para fechar com chave de ouro, o tal pastor concluiu seu texto defendendo a aproximação de todos os credos. Sim, budistas, muçulmanos, cristãos, hinduístas, enfim, todos os devotos de todas as tradições de fé, no entender do nosso amigo, devem dar as mãos e juntos lutar contra o sofrimento humano “que a todos nós humilha e iguala”.
Foi o máximo! O pessoal da Mesa Branca explodiu de alegria (fez lembrar 1Jo 4.5). Finalmente, os espíritas encontraram um pastor que, como eles, ataca a “visão radical e exclusivista” dos crentes e reconhece a validade do kardecismo. Mais do que isso: acharam alguém que se une a eles na afirmação de que todas as crenças são boas, posto que servem para desenvolver a espiritualidade dos homens!
Para nós, contudo, os crentes de verdade, ficou a tristeza de ver mais uma vez a água branca, cristalina na verdade, da doutrina bíblica, se tornar turva na boca de supostos pastores cristãos, enquanto os proponentes de antigas doutrinas do diabo acrescentam mais uma cadeira ao redor da sua mesa branca, a fim de brindar a chegada de um novo amigo. Ah, o maior predador do ornitorrinco é a serpente!

Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria



ps. Ainda que alguns tentem transformar isso, a Bíblia é e sempre será a nossa regra de fé e prática.
Fique atento. Vigie.
Leia a Bíblia.

Pr. Magdiel G Anselmo.

5 comentários:

  1. Pr. Magdiel, a paz e graça do Senhor Jesus,me solidarizo com o senhor, infelizmente tem pessoas que no lugar de levar multidões a cristo tem conduzido estas ao inferno, Jesus disse :Errais, não conhecendo as escrituras e nem o poder de Deus Mt 22:29, infelizmente pessoas com este pastor de Agua branca, quer adaptar as escrituras a ele , sendo que ele deveria adaptar-se a biblia e as doutrinas nela contida, parabens pela materia que Deus o ilunime a cada dia, te guardando e abençoando um abraço

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  2. Muito bom o assunto. Apesar que algumas coisas do referido pastor são ditas para pensar.

    Mas realmente ele tem feito um caminho de ecletismo e sincretismo muito estranho.

    Graça e paz, sempre.

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  3. Recebi, de parentes ímpios, o post desse pastor.
    Elogiando sua postura ante o fato já descrito.

    Após a leitura, não conhecia seu autor, mas o percebi apóstata como muitos outros, isto não representa surpresa.

    quando leio que pessoas "evangélicas" saem em defesa desta teologia, enche meu coração de alegria: estamos na plenitude da apostasia.
    É o prenúncio da vinda do Senhor.
    Maranata.
    Em Cristo.

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  4. Pr. Magdiel, infelizmente o caso citado pelo senhor é apenas mais um. Não podemos abrir mão de princípios eternos em prol de "suavizar a fé" para atrair as pessoas às nossas Igrejas. Nosso paradigma é Jesus de Nazaré: conseguia atrair as multidões sem deixar de ensinar-lhes à verdade, sem abrir mão da Palavra de Deus.

    Também não sou favorável a cultos engessados. Gosto de participar de cultos alegres e espontâneos, porém não sou favorável a cultos "sem pé e nem cabeça", desordenados e bagunçados, cheios de atropelos, sob a justificativa de torná-los mais modernos. Paulo nod diz que tudo deve ser feito com decência e ordem (I Co 14.40) e ambas devem prevalecer em tudo o que fazemos para Deus - inclusive nosso culto.

    Graça e Paz!

    Pr. Ricardo.

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  5. Meu irmão muita paz.
    Apenas quero dar meu parecer, quando se prega a Palavra ou se fala dEla, existe dois caminhos ou se vive e anda na Palavra ou é apenas hipócrisia, independentemente se a pessoa sabe muito de teologia, se é muito ou pouco instruida, "Muitos são chamados , mas poucos os escolhidos".e sabemos o qur diz a Palavra: "muitos me dirão naquele dia Senhor não fizemos isto ou aquilo?, palavras minhas. Não é só no Brasil em todo o mundo, se levantam pessoas dizendo-se pastores e nem ovelhas chegam a ser. O inportante é que sejamos fieis vivamos na Palavra e o conhecimento que Ela nos tráz é suficiente para vencermos.
    Que o Senhor o abençõe rica e poderosamente.
    Um abraço.

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