domingo, 25 de julho de 2010

PASTOR, QUAIS AS METAS PARA ESTE ANO?

Em uma reunião com líderes da igreja, esta pergunta me foi feita. Creio que muitos outros pastores se vêem nesta situação e foram também alvo desta mesma indagação ou outra similar.
Claro que eu tinha planejado antecipadamente os objetivos para o ano que se iniciaria e que já havia pensado em como alcançar estes alvos ou metas. Mas, essa pergunta ficou ecoando em minha mente após a referida reunião.
As responsabilidades que cercam e fazem parte do trabalho de alguém no exercício do ministério pastoral são imensas e das suas atitudes e decisões decorrem a vida de uma comunidade ou de um grupo de pessoas que esperam dele sempre as orientações corretas e pautadas na vontade de Deus.
O que se fala, como se age, quais suas atitudes e comportamento, sua postura e muito mais, sua vida são espelhos para muitas pessoas que desejam ser como ele é ou almejam ocupar no futuro uma posição como a dele. Outras, por questões diversas se tornam opositores ferrenhos e críticos contumazes. Mas, até estes consideram suas decisões relevantes, mesmo que geralmente não concordem com elas.
Uma grande parte do rebanho de Deus segue a risca suas orientações, seus conselhos e imitam até seus gestos e vícios de linguagem.
Uma vida, uma família, um ministério, um casamento, sonhos, etc., podem ser destruídos por uma orientação equivocada ou desvinculada da Palavra por parte do pastor. Uma concepção errada ou um princípio mal aplicado pode destruir famílias e planos de vida. A palavra de um homem de Deus tem um peso maior e influencia a congregação de forma decisiva.
Quais são seus planos? O que pensa sobre isso? O que devo fazer nesta situação?
São perguntas feitas com certa constância a um pastor.
Isso deve nos trazer grande temor, tremor e seriedade com o trabalho que realizamos. Vidas estão à mercê de nossos conselhos e com sinceridade acreditam que eles vêm de Deus.
Quando abrimos nossa boca, o fazemos em nome de Deus, para abençoar vidas em Cristo, sob o respaldo e autoridade vindos das Sagradas Escrituras.
Este temor e tremor me fez refletir sobre o que falo, prego, ensino e aconselho a congregação que me ouve semana após semana. As orientações que faço a casais prestes a se unir em matrimônio, a jovens e adolescentes que iniciam uma vida em uma perspectiva adulta. As mulheres que gemem em dores por seus maridos não-crentes e buscam um conforto e direção de Deus para suportar tal sofrimento. Aos pais que tem seus filhos afundados nas drogas e promiscuidade. Àqueles que sorvem cada palavra que pronunciamos, com atenção, admiração e profundo respeito.
Quando pensava sobre isso, veio-me uma conclusão que me fez analisar com mais profundidade meu ofício:

- Esperam de mim uma palavra vinda dos céus.

É verdade, é isso que eles precisam. É isso que necessitam. Precisam ser alimentados, servidos, bem cuidados e protegidos.
Eles não são meus, são de Deus. Sou apenas um mordomo. Sou apenas o garçom.
Esperam de nós, pastores, uma palavra que os libertem. Que comunique a salvação. As boas-novas.
Esperam de você, amigo pastor, que sirva uma alimentação que os levem a pastos verdejantes e águas tranqüilas. Uma palavra que os refrigere a alma e alivie suas dores. E que por fim, os faça crescer saudáveis e firmados na Rocha Eterna.
Muitas esperam de nós uma palavra firme de advertência, pois ninguém os ama a ponto de se preocupar com o perigo das atitudes pecaminosas que cometem 
Esperam que nós comuniquemos o amor de Deus que tanto já ouviram que existe, mas que ninguém lhes mostrou objetivamente.
Por isso, todo pastor deve sempre se preparar, planejar, orar... Tem que estar em constante comunhão com seu Deus. Buscar Nele a sabedoria, a força e a capacitação. Ele é a fonte, a origem de toda a sua ação. A inspiração de toda sua vida. A razão de seu ministério.
E assim sendo, pode responder as indagações com convicção e confiança.
Pode descansar, pois as respostas foram a ele comunicadas antecipadamente por aquele que nos ama, Deus, o Senhor da Igreja.

Pr. Magdiel G Anselmo.

2 comentários:

  1. De fato meu caro pastor, as demandas ministeriais e a responsabilidades inerentes são grandiosas, a incumbência santa e solene de encaminhar vidas segundo a vontade de Cristo é muito gloriosa. Mas eu recomendo sua perseverança. Eu recomendo sua persistência. Eu recomendo seu apego a Deus e à Sua Palavra. Tudo isto é o que Satanás não deseja. Que sejamos todos assim, oponentes da vontade da antiga serpente. Fomos chamados para abençoar e nada nem ninguém poderá nos impedir deste sagrado encargo. Que Deus o abençoe hoje e sempre.

    Cicero Ramos

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  2. Se o irmão ainda não é seguidor de nossos blogs, aproveite a oportunidade para conhecer-nos. Esteja a vontade para comentários igualmente. Será uma honra compartilhar de sua companhia. Um abraço!

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