quinta-feira, 1 de julho de 2010

A OMISSÃO DA VERDADE EM PROL DE UMA FALSA UNIDADE

Parte IV

A Omissão da Verdade na pregação da Palavra de Deus:

Antes de continuar a série de postagens sobre este assunto, ressalto que entendo que há raras e preciosas exceções ao que escrevo a seguir. Não sou pessimista em relação a Igreja Evangélica atual, sou realista. Ainda existem grupos e líderes fiéis ao seu chamado e vocação sagrados. O que escrevo não é para atacar os demais, mas adverti-los para o erro que cometem. Os que se identificam com práticas e atitudes que condeno baseado nos princípios e valores bíblicos devem refletir e mudar. Voltar para o que é bom e agradável aos olhos de Deus. Essa é a minha intenção.
Dito isso...
Há muito o púlpito vem perdendo o seu valor. A genuína pregação da Palavra de Deus que revela com fidelidade a vontade e os desígnios de nosso Senhor tem sido posta de lado e negligenciada por muitos grupos e líderes evangélicos. Alguns dizem que devemos consolar e confortar o povo, pois já sofrem muito e não desejam ouvir advertências e serem confrontados nas pregações. O sermão tem de ser “light” atrevem-se em acrescentar.

Crentes sem conhecimento são direcionados para usar os púlpitos para pregar simplesmente porque líderes desejam “segura-los” e torná-los membros de suas congregações ou porque é politicamente correto para suas pretensões e afirmação diante dos demais membros. Não há nenhum critério bíblico de preparação exigido ou um processo de observação para identificar se existe vocação e dons para exercer o ministério da Palavra. Ainda alguns simplesmente são chamados para “dar uma palavra” ou uma “saudação” como se o culto fosse um palanque político ou desfile de talentos.

E a congregação é obrigada a ouvir erros históricos, geográficos, culturais e pior do que isso, erros doutrinários e teológicos. E muitos que não percebem (e são muitos mesmo) tais equívocos são ensinados a obedecer ensinamentos e atitudes totalmente contrárias a orientação bíblica.

Ensinamentos como: confissão positiva, salvação por méritos próprios, a busca de Deus somente para satisfazer seus interesses, igreja como lugar "confortável" e não como casa de oração, busca sem medida por prosperidade material, a Bíblia como uma caixinha de promessas e um Deus que é obrigado a cumprir o que queremos, etc...

E novamente aqueles que percebem e identificam o erro se omitem em falar a verdade ao “pregador” por receio de que este se chateie e até deixe a denominação, ou ainda para não contrariar a vontade do povo que deseja mensagens que afaguem o ego, de motivação, de auto-ajuda, etc...

E desta forma, o pregador continua a pregar. E a congregação continua sem direção bíblica para viver neste mundo.

E cada dia mais as mensagens se tornam antropocêntricas, com o “eu” como centro das atenções e menos Cristocêntricas.

Deus nos ajude...

E a omissão da verdade não se concentra apenas no ensino e pregação da Palavra. Também esta disseminada nos momentos de adoração e louvor em muitas igrejas.
Veja mais sobre isso no próximo post.
Não deixe de ler e se quiser, comentar.

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