domingo, 27 de junho de 2010

A OMISSÃO DA VERDADE EM PROL DE UMA FALSA UNIDADE

Parte III

Continuando a escrever sobre o tema das últimas postagens, ouso agora mencionar alguns exemplos da realidade da existência da questão no quotidiano de muitas (não de todas, ressalvo) de nossas igrejas evangélicas atuais.

Faço isto porque estou preocupado e ao mesmo tempo indignado com o fato da omissão da verdade estar se multiplicando a cada dia e contaminando práticas litúrgicas e marcos antigos aprendidos na Bíblia e seguidos pela Igreja desde o tempo neotestamentário, deturpando a essência do que é na realidade a Igreja de Cristo em sua missão, função, objetivo e abrangência. Direciono minha preocupação e indignação para a realidade do ensino e exposição da Bíblia na igreja evangélica atual.

Quando abordo este ponto sei que serei incompreendido por muitos mas também tenho ciência que muitos outros entenderão minha urgência em comentar sobre a relevância do assunto.

Também não me limito a abordar o assunto no contexto do ensino apenas das aulas de EBD, ou de reuniões de estudo bíblico ou grupos pequenos. Estendo esse alcance também ao sermão, as pregações e aos momentos de louvor e adoração em nossos cultos.

Pelo menos três aspectos principais estão sendo atacados violentamente por esta omissão nas áreas mencionadas. Vejamos mais detalhadamente esta omissão:


1. A Omissão da verdade no ensino da Palavra de Deus:

É comum muitas pessoas que são crentes sinceros e até com “boas intenções” (como vimos nos posts anteriores) serem encaminhadas para ensinar na Igreja. São motivados a realizar tal ministério por líderes sem vocação e visão do Reino de Deus e apenas porque são bons comunicadores, carismáticos muitas vezes e dispostos a solucionar o problema de falta de pessoas ou de "mão-de-obra" para tal tarefa são postos em posição de ensinar irmãos sobre os princípios e valores de Deus revelados na Bíblia sem pelo menos conhece-los com alguma profundidade. Ainda são eleitos ou nomeados para tais cargos porque possuem a característica importante para muitos líderes cristãos, que é a de não trazer problemas para a liderança no que diz respeito a desagradar aos membros e freqüentadores.

Cumpridos estes critérios (nada bíblicos) de seleção são postos a ensinar e abordar todo tipo de assunto com a autoridade de quem sabe do que está falando. Porém, não possuem um conhecimento bíblico razoável, não se prepararam adequadamente e muito menos foram ensinados que isso é necessário.

O Espírito Santo falará por eles, afirmam.

E assim, ensinam o que não é pra ensinar e não ensinam o que é pra ensinar. Causam graves problemas eclesiásticos e desvios doutrinários e criam crentes superficiais sem direção bíblica para enfrentar os problemas e os dilemas da vida.

Alguns que possuem conhecimento secular em áreas que são interessantes e úteis não entendem que assim o são na Igreja se usadas adequadamente e sempre confrontando-as e alinhando-as com a autoridade bíblica que é inerrante e sempre atual. Sem levar isso em consideração, usam e abusam frequentemente e sem critérios ou ressalvas os conceitos e princípios da psicologia, da filosofia, do marketing e da administração empresarial como se tivessem a mesma autoridade da Bíblia e como se a Igreja fosse um grupo social, empresa ou instituição como as demais existentes na sociedade. 

Aí chega o momento dos líderes, aqueles que conhecem a Palavra de Deus advertir para o erro e confrontar o pecado para que a restauração venha a Igreja.

Mas, a omissão da verdade é maior que o desejo de restauração. E para que o irmão não fique contrariado e não afete a “unidade e comunhão da Igreja” não se fala a verdade e se esconde atrás da cortina da covardia e da superficialidade espiritual.

E mais e mais crentes são ensinados a seguir princípios não bíblicos, a viver segundo valores mundanos e como que levados pelo vento vivem a perambular pela vida sem a orientação e direção de Deus. Sofrem mais do que deveriam sofrer e dão a falsa impressão ao mundo que o Cristianismo é só mais uma religião dentre tantas e que o Evangelho não traz paz e muito menos tranquilidade permanentes.

Mas, infelizmente, a omissão da verdade não se restringe somente ao ensino da Palavra...

Na próxima parte deste artigo continuaremos a expor o segundo aspecto que se constitui na omissão da verdade agora na pregação da Palavra de Deus.

Não deixe de ler.

3 comentários:

  1. Muito bom pastor! Trata-se da triste realidade que a Igreja hodierna atravessa - da omissão da verdade, tudo em prol de uma "adequação" da Bíblia aos sentimentos carnais dos ouvintes. Infelizmente, devido a comichão dos ouvidos de muitos, tem sugido uma classe de falsos mestres, que ensinam aquilo que atende aos anseios dos ouvintes, mas não os anseios de Deus.

    Graça e Paz!

    Pr. Ricardo.

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  2. é verdade pastor. Que Deus nos ajude a enfrentar esta situação com maturidade. Um gde abraço.
    Graça e Paz.

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  3. Graça e Paz...

    A Grande obra de Deus são feitas por pouquíssimas pessoas.

    Pouquíssima pessoas conseguem nos alegrar num momento como este.

    Pr, Tu es verdadeiramente meu amigo....!!

    Sou grato a Deus por me conceder o privílegio de colocar pessoas como vc perto de mim.

    Lia seu comentario em meu blog, e lagrimas foram inevistaveis....

    Obrigado Deus pelo meu amigo existir, obrigado meu amigo por lembrar-me que não estou só.....

    Confesso que não li sua postagem aqui.... vou fazer agora, mas não quis perder o momento de grande alegria que me vc me proporcionou com doces palavras.....

    Deus seja louvado

    Marco

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