quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Movimento G12 (visão celular) e sua vida longa no Brasil


Este tema e movimento não são novos em nosso país, mas mesmo com as advertências, continua crescendo tendo como marca principal, uma metodologia “recheada” de heresias e práticas sem fundamento bíblico. Podemos dizer que o movimento G12 é o pai do M12, MDA e coisas semelhantes propagadas em nosso país. Por isso, resolvi escrever novamente acerca deste movimento que se tornou uma verdadeira epidemia na Igreja Evangélica Brasileira e que, diferentemente do que pensam alguns, se perpetua e invade cada dia mais igrejas e mentes trazendo uma falsa e suposta “nova visão ministerial”.

UM POUCO DA HISTÓRIA DO MOVIMENTO
Uma das características de grande parte da Igreja Evangélica Brasileira é a sua avidez por novidades. Vários segmentos evangélicos não se contentam mais com a antiga doutrina pregada pelos apóstolos e Pais da Igreja — mais tarde defendida pelos Reformadores — e vivem numa busca constante de novidades e modismos doutrinários.
Nas últimas décadas (à partir dos idos dos anos 90), vimos vários ensinos e práticas controvertidos invadirem os púlpitos e infestarem a mídia evangélica, tais como: quebra de “maldições hereditárias”, “cura interior”, “confissão positiva”, “espíritos territoriais”, “mapeamento espiritual”, cultos de “libertação”, "cobertura espiritual", dentre muitos outros.
Uma destas novidades no final do século passado, a invadir o arraial evangélico brasileiro chegou da Colômbia. Denominado G 12 (Grupo 12), esse é um movimento que propõe o crescimento das igrejas através de células, com reuniões nas casas. O principal protagonista do G 12 é César Castellanos Domínguez, líder da Missão Carismática Internacional, com sede em Bogotá.
Entre 1989 e 1990, sua esposa Cláudia (com quem se casou em 1976) envolveu-se com a política, sendo candidata à presidência daquele país, ficando em quinto lugar no número de votos. Mais tarde, ela conseguiu eleger-se senadora. O casal tem quatro filhas: Joana, Lorena, Manuela e Sara Ximena.
Castellanos conta que depois de sua experiência com Cristo e de trabalhar como evangelista nas ruas de Bogotá, teve a oportunidade de pastorear pequenas igrejas, durante nove anos de ministério. A última delas só tinha 30 membros quando ali chegou, alcançando dentro de um ano, o número de 120 membros. Insatisfeito com os resultados conseguidos nessa igreja, ele renunciou ao pastorado.
Em fevereiro de 1983, enquanto passava férias numa praia colombiana, diz ter tido uma experiência com Deus, que o chamava para pastorear. No mês seguinte, iniciou na sala de sua casa a Missão Carismática Internacional, com apenas oito pessoas.
Traçou depois um alvo para atingir o número de 200 membros. O líder colombiano confessa que foi grandemente influenciado por David (Paul) Yonggi Cho, da Coréia, que já vinha adotando por várias décadas o sistema de crescimento de igreja em células (também chamado de grupos familiares).
Muitos milhares formaram a família da igreja na Colômbia. O alvo era no final de 1997, a meta de Castellanos era ter 30 mil células e 100 mil grupos. No ano 2000, seu alvo era ter um milhão de membros.
No Brasil várias pessoas e ministérios abraçaram a visão de César Castellanos. Os que mais se destacam são Valnice Milhomens, muito conhecida pelos seus programas de TV nos anos 90 e 2000, e Renê Terra Nova, líder da Primeira Igreja Batista da Restauração, em Manaus. A exemplo de Valnice, Renê já pertenceu também à Convenção Batista Brasileira. Valnice explica sua ligação com a Colômbia:
Tendo a convicção de que o modelo de Bogotá era a base para o modelo que Deus tem para nós, temos retornado às convenções para beber da fonte. Cremos que Deus deu ao Pr. César Castellanos o modelo dos doze que há de revolucionar a igreja do próximo milênio, pelo que o abraçamos inteiramente, colocando-nos sob sua cobertura espiritual dentro dessa visão revolucionária, fundada na Palavra de Deus. Tendo sido ungida como um de seus doze internacionais, estamos, como igreja, comprometidos em viver essa visão.


POR QUE G 12?
César Castellanos explica porquê:
Pedi a direção do Senhor, e Ele prometeu dar-me a capacidade de preparar a liderança em menos tempo. Pouco depois abriu um véu em minha mente, dando-me entendimento em algumas áreas das Escrituras, e perguntou-me: ‘Quantas pessoas Jesus treinou?’ Começou desta maneira a mostrar-me o revolucionário modelo da multiplicação através dos doze. Jesus não escolheu onze nem treze, mas sim doze.

Outros exemplos bíblicos são mencionados, como as 12 pedras no peitoral do sacerdote (Êx 28.29); também com 12 pessoas Jesus alimentou as multidões. Para reforçar o argumento de Castellanos, Valnice acrescenta:
Podemos notar que o número doze, nas Escrituras, é o número de autoridade e governo… O dia tem 24 horas, que são dois tempos de doze. Cada ano tem doze meses. O relógio não pode ser de 11 ou de 13 horas. Deve ser de doze horas, para que possamos administrar o tempo. Não foi um capricho de Jesus escolher doze homens. Ele sabia que estava ali a plenitude do ministério. Os fundamentos requeriam doze apóstolos.

Penso que não há necessidade de se criar uma aura mística ao redor do número doze, pois há outros números na Bíblia que também despertam a atenção (um bom estudo dos hebraísmos encontrados nas Escrituras é relevante neste ponto). Pense, por exemplo, no número três. Três é o número da Trindade. Três foram os presentes que os magos do Oriente ofertaram a Jesus. Três foram os principais patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó. Três foi o número dos discípulos mais íntimos de Jesus: Pedro, Tiago e João.
O número sete também é bastante sugestivo. Em sete dias Deus fez o mundo. Durante sete dias, o povo de Israel marchou em volta da cidade de Jericó, até conquistá-la. Instruído por Eliseu, Naamã mergulhou sete vezes no rio Jordão para ser curado de lepra. Sete foi o número dos diáconos escolhidos pelos apóstolos (Atos 6.5). Sete foram também as igrejas do Apocalipse. Agora, pense no número 40. Por 40 o povo de Israel peregrinou no deserto. Moisés esteve no monte durante 40 dias, jejuando e orando na presença de Deus. Jesus jejuou 40 dias no deserto, por ocasião de sua tentação. 
Portanto, se utilizar de um número somente porque ele é mencionado ou possivelmente escolhido nas Escrituras sem que se analise devidamente o porquê deste uso, seu contexto e aplicação, é no mínimo irresponsável e tendencioso e demonstra uma manipulação do texto bíblico para fins outros que não são a correta interpretação e aplicação das Escrituras Sagradas.

COMO FUNCIONA O G 12
A igreja se divide em pequenos grupos denominados células. As pessoas são evangelizadas através das células, das reuniões na igreja ou de eventos evangelísticos. Depois de evangelizadas, começa o processo de consolidação. O novo adepto responderá um questionário chamado mapeamento espiritual, com uma grande variedade de perguntas sobre o passado da pessoa e de seus familiares. Algumas perguntas são bastante constrangedoras. Tal questionário vai dar ao líder da célula ou ao discipulador uma visão da jornada espiritual do novo discípulo. Em seguida, ele será levado a participar da célula, passando a construir novos relacionamentos.

Após esse processo inicial, a pessoa é estimulada (e muito) a passar pelos seguintes estágios:
1. Pré Encontro: Constituído de quatro palestras preparatórias para o encontro de três dias. Nessa fase, o discípulo recebe orientações sobre a Igreja, o senhorio de Cristo, mordomia e batismo.
2. Encontro: Um retiro espiritual de três dias, onde a pessoa receberá ministração nas áreas de arrependimento, perdão, quebra de maldições, libertação, cura interior, batismo no Espírito Santo e a visão da igreja. Cerca de 100 pessoas (jovens, mulheres, homens e crianças) são separadas um ou dois meses após a sua entrega na igreja e são levadas a um lugar distante do contexto familiar para serem ministradas. Para César Castellanos, o encontro equivale a todo um ano de assistência fiel à igreja.4
3. Pós Encontro: Quatro palestras para consolidação das vitórias alcançadas no Encontro.
4. Escola de Líderes: Formação em três estágios de três meses cada, para se tornar líder de célula e de grupo de doze.
5. Envio: Quando alguém começa uma célula de evangelismo a partir de três pessoas, tornando-se líder de célula. Depois de sua célula consolidada, ele começa a formação do seu grupo de doze para discipulado, tornando-se líder de doze. Consolidado seu grupo de 12, ele estimula a cada um a formar seu grupo de doze. Surge então o líder de 144, e assim por diante.

PRÁTICAS QUE PREOCUPAM
Não há nada de errado em dividir a igreja em células ou grupos familiares para reuniões nos lares ou outros locais. Muitas igrejas ao redor do mundo têm feito isso e até com bons resultados.
Dependendo da região ou da cultura onde se aplica o processo, pode ser uma boa idéia ou não. Creio que um dos fatores que muito contribuiu para o crescimento da Igreja no Brasil foi o culto doméstico e os grupos pequenos de estudos bíblicos. As reuniões nos lares eram usadas por todas as denominações para a evangelização dos perdidos e para a edificação dos crentes. Não haviam aberrações doutrinárias.
Um dos problemas em relação ao G 12 é a inserção de práticas, conceitos e ensinos nada bíblicos, tais como quebra de maldições hereditárias, cura interior, mapeamento espiritual, escrever os pecados em pedaços de papel e queimá-los na fogueira, revelações extra bíblicas e outros.
Outra coisa intrigante é a proibição taxativa de se relatar o que se passa nos encontros. Conversei com várias pessoas que participaram e elas me falaram que a única coisa que poderiam dizer do encontro é: “o encontro é tremendo”. Observe uma das normas do Encontro: “Não se pode mencionar muitas coisas sobre o Encontro, porque o mesmo tem muitas surpresas e todos os seus participantes comprometem-se a não revelar absolutamente nada do que receberam lá”.
Acho isso realmente muito estranho. Ora, quando alguém recebe bênçãos de Deus, quando Deus faz uma grande obra numa pessoa ou no meio de um povo, o mais natural e bíblico é dar testemunho, é contar o que Deus fez. Tal proibição não tem base bíblica. Ao contrário. Observe a declaração de Jesus diante do sumo sacerdote: “Respondeu-lhe Jesus: Eu falei abertamente ao mundo; sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada disse em segredo” (João 18.20).
Paulo escreveu a Timóteo: “E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros” (2 Timóteo 2.2). Portanto, não há por que ficar escondendo informações dos demais. Isso mais parece “maçonaria evangélica”.
O G 12 assume também uma postura exclusivista. Ele é apresentado como a única tábua de salvação para a igreja, o último movimento de Deus na terra, a única solução para a salvação das almas. É apresentado ainda como a restauração da Igreja segundo o seu modelo original no livro de Atos dos Apóstolos. David Kornfield, da Sepal, declarou:
Notamos que Deus está produzindo um novo mover do Seu Espírito no seio da Igreja brasileira, à medida que nos aproximamos de um novo milênio. Esse mover do Espírito é tão grande que algumas pessoas o entendem como uma Segunda Reforma. A primeira reforma, deflagrada por Martinho Lutero, tinha a ver com a justificação pela fé e com a salvação individual. A Segunda Reforma celebra e desenvolve a alegria de sermos salvos a nível coletivo; salvos para, reciprocamente, vivenciarmos a alegria da vida em Cristo.

César Castellanos confirma tal exclusivismo ao declarar:
A frutificação neste milênio será tão incalculável, que a colheita só poderá ser alcançada por aquelas igrejas que tenham entrado na visão celular. Não há alternativa: a igreja celular é a igreja do século XXI.

Nem certos movimentos e líderes de Deus no passado escapam dos ataques do G 12. Valnice Milhomens denomina a Igreja da época do imperador romano, Constantino, de “igreja política”, dizendo que Constantino relegou oficialmente o vinho novo aos odres velhos das catedrais. Sobre a Igreja Reformada, ela diz que Lutero reformou o vinho (teologia), mas o derramou novamente nos odres velhos.
Para ela, o movimento de avivamento procurou reavivar o vinho dentro dos odres velhos. Os pentecostais e os carismáticos derramaram o vinho do Espírito Santo dentro dos odres velhos. Quanto a Igreja em Células, sua opinião é de que Deus está recriando modelos de comunidade de odres novos que preservem o vinho novo em odres novos.
Estas opiniões e “visões” foram recebidas em sua íntegra por muitas outras igrejas já no século XXI, principalmente pelas igrejas denominadas de “comunidades” que enfatizavam e enfatizam uma vida sem tantas restrições ou normas como das antigas denominações. A pretensa liberdade e a libertação da opressão antiga deu lugar a novos ensinos e práticas desvinculadas das Escrituras e foi neste contexto que as idéias (visão) do movimento G12 encontraram um solo rico para crescer e multiplicar. E como não era pra ser surpresa pois onde a heresia é multiplicada, nascem outras, cresceram as igrejas neopentecostais que potencializaram os falsos ensinos do G12 e os usaram adicionando as suas técnicas de persuasão e manipulação visando o lucro, poder e controle sobre as pessoas que ali congregavam ou frequentavam suas reuniões.
Estava instalado o caos na Igreja Brasileira.
E ainda hoje crescem estas aberrações.
Entretanto, não é a primeira vez que surge um grupo ou movimento religioso dizendo ser a única e última solução de Deus para o mundo. Não vou mencionar aqui as diversas seitas que já fizeram isso desde os tempos da Igreja Primitiva. Mesmo dentro do mundo evangélico mais recente, já surgiram vários grupos agindo da mesma forma.

VENTOS DE DOUTRINA
O G 12 bem como seus seguidores, tem sido grandemente influenciado por vários líderes da Confissão Positiva (Teologia da Prosperidade) – entre eles, Kenneth Hagin. Um dos exemplos é o emprego do termo rhema. Na língua grega, há dois termos para o vocábulo “palavra”: logos e rhema. Como os pregadores da Confissão Positiva, vários líderes do G 12 (entre os quais César Castellanos e Valnice Milhomens) fazem um alarde sobre uma suposta diferença entre esses dois termos. Rhema, dizem eles, é a palavra que os crentes usam para decretar ou declarar. É o “abracadabra”. Já logos, é a palavra de revelação, mística, direta, que Deus fala aos iniciados. O termo pode referir-se também à Bíblia.
Quando analisamos exegeticamente vemos que o apóstolo Pedro não fez distinção entre esses dois termos quando escreveu 1 Pedro 1.23-25. Por favor, veja a seguir:
v. 23: pois fostes regenerados. Não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra (logos) de Deus, a qual vive e é permanente.
v. 24: Pois toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva: seca-se a erva, e cai a sua flor;
v. 25: a palavra (rhema) do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra (rhema) que vos foi evangelizada.
O G 12 deixa muito a desejar no que se refere ao discernimento doutrinário, pois tem sido grandemente influenciado pelos ensinos anômalos de Peter Wagner e de outros na área de batalha espiritual. Peter Wagner é professor da Escola de Missões do Seminário Fuller na Califórnia, Estados Unidos. Entretanto, seus escritos sobre guerra espiritual, como também os de Rebeca Brown, são inaceitáveis à luz da Bíblia.
Por fim, o G 12 não foi o último vento de doutrina a invadir o arraial evangélico mas, sem dúvida, foi e é um dos que mais prejudicam e atrapalham o verdadeiro serviço e obra de Deus. Seus líderes antigos e atuais já abraçaram outros modismos no passado, e certamente abraçarão outros que virão. Por esta razão, deixo aqui um alerta ao povo de Deus: Todo líder, Igreja ou ministério que se abre para um vento de doutrina, um modismo doutrinário, ou uma aberração teológica, estará sempre aberto para a próxima onda, quando aquela já arrefeceu. Fuja destes homens e destas denominações.

CONCLUSÃO
A questão não é se devemos ou não usarmos a estratégia e metodologia de "grupos pequenos" na Igreja pois, na verdade, eles já são usados desde o surgimento da Igreja Cristã. Uma igreja pode ter em suas atividades grupos pequenos nos lares de estudos bíblicos ou de evangelização, ou mesmo de comunhão. A Igreja com células é uma igreja bíblica. A questão central e fundamental é o que se está ensinando nestes grupos nascidos e surgidos à partir do movimento G12 e da tal visão celular que muitos adotaram e que desconstroem a visão de Igreja desprezando sua história e ação, bem como suas demais atividades tão relevantes quanto os grupos pequenos nos lares. A Igreja em células não é uma igreja bíblica pois traz como "exclusiva" esta metodologia, negando a direção do Espírito Santo durante toda a história da Igreja Cristã. 
Uma igreja com células, sim. Uma igreja somente em células, não. 
A importante constatação é que a análise e pesquisa nos mostraram e revelaram que heresias (falsos ensinos) estão sendo propagadas como se fossem a Palavra de Deus nas denominações que abraçaram esta "visão" e não podemos nos omitir quanto a isso. Devemos combater os falsos ensinos que se "mascaram e se disfarçam" de novas metodologias e "visões". Esta é a orientação bíblica para todos os cristãos que amam as Escrituras e o Deus das Escrituras.
Que Deus nos ajude a permanecermos constantes, firmes na Rocha!

Bibliografia pesquisada
Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, Palavra da Fé Produções, São Paulo 1999, p. 12. 
Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, Palavra da Fé Produções, São Paulo, 1999, p. 78.
Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, p. 107.
Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, p. 91.
Apostila de Igrejas em Células, p. 55.
Apostila de Igrejas em Células, p. 123.
Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, p. 143
Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, p. 60.

Magdiel G Anselmo. 
Com menções do artigo de Paulo Romeiro. http://www.cacp.org.br/o-movimento-g12/

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Criação (Criacionismo) e a Teoria da Evolução

Discorrendo sobre uma disciplina que lhe é familiar – a bioquímica – o professor Michael Behe, da Universidade Lehigh, Pensilvânia, EUA, demonstra em suas pesquisas que a teoria da evolução (que se propôs, no século XIX, a explicar a origem da vida por meio da seleção natural) não pôde resistir aos avanços científicos que desvendaram a complexidade do mundo celular.
Na obra A caixa-preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução, o autor afirma que o desenvolvimento do microscópio eletrônico, da cristalografia de raios x e da ressonância magnética nuclear revelaram os segredos da complexa estrutura molecular da vida que, na época de Darwin, não era ainda conhecida. Nas palavras de Behe: “talvez tenhamos de pagar um preço por este conhecimento. Quando escavamos alicerces, as estruturas que neles repousam são abaladas e, às vezes, desmoronam”.1
A partir de sistemas orgânicos irredutivelmente complexos – como o olho humano, a coagulação do sangue, o transporte celular – o autor revela que tais sistemas, descritos detalhadamente no livro, não podem ser produtos do acaso ou de mutações aleatórias, pois, se qualquer um dos seus componentes não existir, a função do sistema não seria alcançada, favorecendo sua extinção, e não uma suposta evolução, conforme os pressupostos evolucionistas.
De fato, existem inúmeros trabalhos científicos ressaltando o silêncio constrangedor da literatura científica sobre a origem dos mecanismos celulares e a inconsistência das tentativas de explicá-las. Indagamos: “Por que, então, a teoria da evolução ainda é a mais aceita e ensinada no meio acadêmico?”. As palavras do bioquímico podem nos nortear em busca desta resposta: “O dilema é que, enquanto um lado do elefante é etiquetado como planejamento inteligente, o outro poderia ser rotulado como Deus”.2
Na realidade, qualquer evolucionista que aceitar o planejamento da criação por um ser superior poderá sentir-se frustrado, pois os mecanismos usados na produção da vida estarão para sempre fora do seu alcance. Desde a publicação de A origem das espécies houve choque entre cientistas e teólogos, o que gerou uma lealdade à disciplina científica que a coloca acima do objetivo a que deveria servir. E corrobora para isso o fato de que muitos cientistas não querem que seus conhecimentos, fruto de anos de dedicação, sejam confrontados com um conhecimento além da natureza, isto é, não desejam que um ser sobrenatural afete a natureza.
Numa época em que as publicações científicas procuram cada vez mais desacreditar as Escrituras Sagradas, vemos, com satisfação, que o conhecimento científico chegou a um impasse sobre a origem da vida e que algumas pessoas começam a reconhecer que as respostas podem estar no âmbito da teologia.
Nesta matéria, analisaremos, com franqueza, os fundamentos históricos e científicos da chamada “teoria da evolução”. Será que resistem? 

A Teoria da Evolução
Em 1859, Charles Darwin publicou sua obra intitulada Sobre a origem das espécies. Em 1872, já na sexta edição, o título foi mudado para A origem das espécies. Com esta obra, a teoria da evolução saiu do anonimato e entrou no cenário das idéias brilhantes. Darwin defendia que as modificações adaptativas das espécies eram provenientes de um mecanismo de seleção natural, e que essa seleção natural, ocorrendo por muitas vezes, era capaz de gerar novas espécies e de extinguir outras.
Para os humanistas e naturalistas da época, este raciocínio permitia explicar a origem da imensa quantidade de espécies de organismos vivos observados em toda a terra. Assim, em apenas trinta anos, as idéias de Darwin foram aceitas e difundidas, mesmo sem haver provas científicas adequadas que as comprovassem. A “antiga serpente” está sempre seduzindo a mente humana, oferecendo-lhe “conhecimento” enganoso. As artimanhas para infiltrar na humanidade os conceitos evolutivos vêm desde a antiga Babilônia, Egito e Grécia. No tempo de Darwin, o palco estava montado. Os pensadores queriam mais do que nunca uma explicação, em termos naturais, para a origem da vida e sua variedade.
Darwin formou-se em Teologia, mas seu avô, Erasmo Darwin, era um evolucionista famoso, o que certamente contribuiu para que ele rumasse para o naturalismo. Também em 1809, um pouco antes das idéias de Darwin se tornarem conhecidas, Jean Baptiste Lamark tinha proposto que mudanças no meio ambiente eram capazes de modificar os organismos para que se adaptassem às novas condições, e que essas mudanças poderiam ser transmitidas às futuras gerações. Todavia, as idéias de Lamark não resistiram ao método científico e foram abandonadas.
A diferença entre Darwin e seus antecessores é que ele argumentava em cima da chamada seleção natural, a qual somente os mais aptos sobrevivem. A partir de 1930, conhecimentos acumulados sobre mutações reforçaram as idéias de Darwin e assim surgiu a Teoria Sintética da Evolução (neodarwinismo), que afirma que o processo evolutivo é regido, principalmente, por mutações e seleção natural.
Em 1936, o russo A. I. Opárin publicou o livro A origem da vida, que foi aceito pela comunidade científica por julgarem que nele havia pensamento claro e defensável sobre como se originou a vida na terra. Opárin sugeriu que a seleção natural, proposta por Darwin para explicar a evolução orgânica das espécies, começou atuar já no plano molecular no chamado caldo primordial de onde, supostamente, teria surgido a primeira vida. Os agregados coloidais, formados por aglomeração de moléculas do caldo, competiam entre si pelas moléculas livres do meio e os agregados mais aptos, em termos de arranjo interno e composição química, prevaleciam sobre os demais. Eis aí as bases da chamada evolução química.
Os pensamentos de Darwin e Opárin colocaram um ponto final no desconforto da comunidade científica por não ter uma resposta racional sobre a origem da vida e sua imensa variedade. A resposta dos mestres da ciência tem como base a obra do acaso. A criação sobrenatural passa a ser de domínio dos ignorantes do povo, dos sem imaginação, dos fracos e dos religiosos.

Existem provas confiáveis do processo evolutivo?
As provas de que dispõem os evolucionistas são baseadas em análises de fósseis e em estudos filogenéticos relacionados à anatomia e fatores bioquímicos das espécies. As provas, se é que podemos tratá-las assim, são frágeis e envoltas em contradições, equívocos e até fraudes. As provas bem intencionadas usadas para demonstrar que a evolução das espécies é verdadeira também são questionáveis em relação à sua validade.
O documentário fóssil comprova que no passado houve formas de vida bem diferentes dessas que são observadas no presente. Por conta deste fato, os evolucionistas buscam nos fósseis a descoberta de formas de vida que apresentem características transitórias entre uma espécie ancestral e outra que possa estar um passo evolutivo adiante. Mesmo com tantos esforços para comprovar a evolução das espécies com um achado fóssil de peso, até agora nada se tem que possa ser considerado “prova incontestável”. Como certa vez declarou G.K. Chesterton, “os evolucionistas parecem saber tudo acerca do elo perdido, a não ser o fato de que ele está perdido”. 
De fato, os elos perdidos, fósseis de criaturas apresentando características do ancestral e da forma evoluída, continuam perdidos. Aliás, se esses animais transitórios tivessem existido realmente, seriam verdadeiras fábulas vivas. É preciso muita fé para acreditar neles, uma vez que não se tem nenhum vestígio confiável desse tipo de vida.
Nos estudos de semelhanças anatômicas entre as diferentes espécies nada pode ser considerado conclusivo. Uma vez que para usar esses argumentos como evidências da evolução seria necessário que a própria evolução fosse comprovada ou, do contrário, é o mesmo que andar em círculos. A semelhança entre um homem e uma criança não serve como prova de paternidade, o que pode ocorrer, mediante tal observação e o depoimento da mãe, é que surja uma suspeita de paternidade. Essa suspeita tem de ser provada por meio de exame apropriado ou, do contrário, a semelhança não passa de semelhança.
Ainda dentro do conjunto de provas relacionadas à anatomia, os evolucionistas citam os chamados órgãos vestigiais que, para eles, são heranças de antepassados evolutivos. Classificam como vestigial os órgãos que aparentemente não possuem nenhuma função no organismo. O apêndice e o cóccix humano são considerados vestigiais pelos evolucionistas. O primeiro porque deixou de ser usado por não se comer mais carne crua e alimentos mais duros e o segundo, alegam, que é vestígio da cauda de antepassados que a possuíam. Entretanto, atualmente são atribuídas funções para esses dois órgãos, mas pouco se fala a esse respeito. O fato de não se entender muito bem o papel de um órgão não faz dele um órgão vestigial. Esse tipo de erro já foi observado antes na história da ciência. Quando todos os órgãos endócrinos e linfáticos foram considerados vestigiais.
As provas bioquímicas estão relacionadas à análise das proteínas presentes nos mais variados organismos. Duas espécies são consideradas parentes próximos quanto maior for a semelhança entre suas proteínas, isso porque uma proteína é um polímero de aminoácidos e a seqüência desses aminoácidos é determinada pela leitura do gene que a codifica. Um gene é um pedaço do DNA que possui a receita para que uma proteína seja feita ou expressa. No DNA de uma espécie existem muitos genes. Dizer que o conjunto de proteínas de dois organismos são semelhantes é o mesmo que dizer que seus DNA são semelhantes e, na visão evolucionista, isso é sinal de que houve um ancestral comum. O problema dessa classe de argumentos está no fato de que espécies que não deveriam mais apresentar semelhança protéica, devido à suposta distância evolutiva, as apresentam. Por exemplo, a hemoglobina da lampreia, que é um peixe, é muito parecida com a humana. O mesmo se observa em relação à clorofila de plantas e à nossa hemoglobina.
Como se vê, não há provas capazes de proteger a teoria da evolução de perguntas embaraçosas e críticas plausíveis por parte de opositores. Muitas vezes, os ataques e as críticas vêm do próprio meio evolucionista que não consegue concatenar a teoria com provas empíricas. Um exemplo relevante foi o que ocorreu no dia 5 de novembro de 1981 envolvendo o respeitado paleontólogo e evolucionista Collin Patterson, do Museu de História Natural de Londres. Patterson chocou os cientistas americanos reunidos no Museu Americano de História Natural ao perguntar para sua platéia: “Vocês podem me dizer alguma coisa sobre a evolução, qualquer coisa que seja verdade?”. Dizem que a platéia ficou muda, mas não ficou parada porque Patterson moderou seu discurso em relação à teoria da evolução. Para manter essa teoria viva, os evolucionistas precisam fazer vistas grossas para os próprios erros e reprimir opiniões divergentes até que se encontre “a prova”. O problema é que esta busca pode durar para sempre.

A história do homem e do macaco
Era uma vez um macaco muito sabido que de tão sabido virou “gente”, mudou sua aparência, seu modo de agir e esqueceu de seus antigos parentes macacos. Construiu uma família que se tornou numerosa e dominou toda a terra. Após ter passado muito tempo, os descendentes desse “macaco” querem saber como ele era, mas a tarefa tem sido árdua, pois tudo o que sabem dele é que era meio macaco meio homem. A partir daí, o que vale é a imaginação dos descendentes do “macaco”. Vejamos as mais famosas:
1. O Homem de Nebraska: teve sua imagem reconstituída a partir de um dente com idade estimada de um milhão de anos. Após quatro anos e meio, descobriu-se que aquele dente na verdade pertencia a uma espécie de porco já extinta.
2. O Homem de Java: foi imaginado a partir de um fêmur, uma caixa craniana e três dentes molares. O mais interessante é que esses itens não foram encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo. O fêmur foi encontrado a quinze metros da caixa craniana. Um dos dentes foi encontrado a três quilômetros do fêmur e do crânio. E, para completar o quadro, o dr. Dubois, que descobriu o material, esqueceu de mencionar em seu relatório que também encontrou restos mortais humanos na mesma camada de escavação. Ele se lembrou deste fato após ter passado trinta anos.
3. O Homem de Neanderthal: foi reconstituído a partir de um crânio quase completo descoberto em 1848 e um esqueleto parcial em 1856. Muitos estudiosos dizem que o Neanderthal era tão humano quanto qualquer um de nós. As diferenças do esqueleto são atribuídas ao fato de pertencer a um homem velho que sofria de raquitismo. Esse detalhe foi comprovado com novos achados fósseis, pois os Neanderthais sepultavam seus mortos.
4. O Homem de Cro-Magnon: segundo o dr. Duane T. Gish, professor de ciências naturais e apologética, o chamado Homem de Cro-Magnon passaria despercebido por nossas ruas se usasse a moda corrente, ou seja, nele não há nada de símil.
5. O Homem de Piltdown: foi uma fraude forjada por Charles Dawson a partir de um fragmento de maxilar, dois dentes e um fragmento de crânio. A fraude foi descoberta quarenta anos mais tarde.

Dificuldades que cercam a origem da vida na versão evolucionista
Stanley Miller ficou famoso ao publicar, em 1953, os resultados de sua experiência, realizada sob as condições da suposta atmosfera primitiva. A atmosfera primitiva, proposta no experimento de Miller, era composta por vapor d’água, metano, amônia e hidrogênio, na total ausência de oxigênio livre, pois ele sabia que o oxigênio impediria a formação das grandes moléculas orgânicas. Sob estas condições, Miller relatou que obteve formação de alguns aminoácidos. Entretanto, não existem provas de que a atmosfera primitiva fosse isenta de oxigênio livre.
Outra dificuldade para a formação da vida ao acaso está na matemática. A probabilidade estatística não é favorável à teoria da evolução. Segundo a Lei de Borel, um evento que tenha 1 chance entre mais que 1050 chances simplesmente não ocorre. Por exemplo, a probabilidade de que uma proteína de cinqüenta aminoácidos seja formada casualmente é de 1 chance entre 1065 chances, o que não é viável matematicamente. O que dizer então do complexo código genético que possui a probabilidade de ter sido formado ao acaso de uma chance em 101505 chances (o número 1 seguido de 1505 zeros)?
A Segunda Lei da Termodinâmica diz que tudo tende ao caos, à desordem e à deterioração. A teoria da evolução afirma justamente o contrário, ou seja, que moléculas simples foram gradativamente tornando-se estruturas cada vez mais complexas e ordenadas. O problema da tendência à desordem pode ser contornado se houver fornecimento de energia externa ao sistema. Em organismos vivos já estruturados, como os atuais, existem mecanismos que compensam essa tendência à desordem transformando a energia solar em energia química. As plantas convertem a luz solar em energia química, os animais comem as plantas e aproveitam sua energia armazenada. Esse ciclo de dependência energética é chamado de cadeia alimentar. Seres tão primitivos como a primeira vida não dispunham de mecanismo de captação e conversão de energia solar. Para contornar essa dificuldade, os evolucionistas apelam para o processo fermentativo, que é bem mais simples do que a captação de energia externa, mas mesmo a fermentação seria algo muito complexo para a primeira vida formada ao acaso.

Uma teoria com força de Lei
Apesar de a teoria da evolução apresentar tantas dificuldades e paradoxos, ela mantém o status de ser a teoria oficialmente aceita pela comunidade científica para explicar a origem da vida e sua diversidade. Todas as crianças, adolescentes e jovens são doutrinados nas escolas com essa teoria. Suas supostas evidências são ensinadas como se fossem provas estabelecidas e bem trabalhadas, o que muitas vezes confunde a fé da juventude cristã no Deus Criador. Diante disso, é importante ressaltar que, assim como o criacionismo, o evolucionismo também baseia suas conjecturas na fé. Fé no acaso, pois tudo o que defendem são suposições que, em circunstâncias primordiais ou normais, jamais poderiam ocorrer.
Se é racional pensar que dos peixes surgiram os anfíbios, dos anfíbios os répteis, dos répteis as aves e os mamíferos, por que não é racional pensar que Deus criou o homem do pó da terra? No mundo físico, nenhuma dessas posições pode ser provada, portanto, ambas são pontos de fé. Entretanto, ridicularizam o criacionismo e geram um sentimento de vergonha, principalmente nos estudantes cristãos, que passam a rejeitar “Adão e Eva” e a aceitar a idéia do homem-macaco. Não há nada de vergonhoso em acreditar no criacionismo, pelo contrário, é motivo de grande alegria. O criacionismo escolhe acreditar que Deus é o criador de todas as coisas, inclusive da vida. O evolucionismo acredita na obra do acaso que vai transformando uma forma de vida em outra, num processo cego e sem nenhum objetivo final. Ademais, a evolução das espécies é somente uma teoria.
Uma teoria é um conjunto de idéias estruturadas que interpretam fatos. Fatos são situações observadas em nosso mundo físico. Os evolucionistas argumentam que o processo evolutivo é um fato e que resta apenas estabelecer como se deu este fato. Mas a verdade é que não possuem fatos em si, o que possuem são interpretações usadas como fato. Para se afirmar algo usando a metodologia científica é preciso primeiro observar e registrar os fatos. Depois é preciso fazer uma generalização baseada nas observações. Em seguida, formula-se uma hipótese para predizer os fatos do mundo real. Após muitos experimentos, que confirmem os fatos preditos, surge uma teoria. Se a teoria resistir ao tempo e a novos experimentos, pode passar à lei científica. Entretanto, somente a evolução dentro de uma mesma espécie (microevolução) pode ser demonstrada pela metodologia científica. A evolução entre as diferentes espécies (macroevolução), proposta por Darwin e mantida por seus seguidores, não pode ser provada pelo método científico, no entanto, é chamada de teoria.

A Criação é obra de Deus
Deus criou toda a realidade existente com um ato de sua vontade a partir do nada (criação ex nihilo). Em Romanos 4.17 está escrito que Deus “chama à existência as coisas que não existem”. Muitas outras afirmações semelhantes a esta são encontradas no Novo Testamento. No momento da criação não havia matéria preexistente, nada foi adaptado ou moldado, tudo foi original. Deus planejou e executou seu plano e a obra criada agradava a Deus, pois tudo foi declarado por Ele como sendo bom (Gn 1.1-31). O propósito das passagens bíblicas a respeito da criação não é dizer como Deus executou seu projeto, mas sim que foi Ele o seu autor e executor. Este ponto de fé a ciência não tem como substituí-lo.
Para um criacionista existem a fé, a Bíblia e a grandiosidade da realidade física criada por Deus. Não há como demonstrar satisfatoriamente um ponto de fé com provas físicas, mas muitas vezes a realidade ampara a fé e é isto que vemos no caso da criação. A grandeza e a complexidade da vida podem ser vistas em toda a terra. O corpo humano esbanja detalhes. Como explicar a obra do acaso analisando a sofisticação de órgãos como o cérebro, o olho e o ouvido? O cérebro humano é tão complexo que mesmo com toda a tecnologia moderna, somente uma pequena parte de seu funcionamento é compreendida. E o que dizer das diferentes formas de vida com tanta variedade de estrutura? Não há espaço para a ação do acaso na origem da vida, tudo foi planejado nos mínimos detalhes por Deus, o Criador. A primeira afirmação da Bíblia está em Gênesis 1.1 e nela está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. No Salmo 148.5 a Bíblia ensina que Deus deve ser louvado como o Criador.
Para os cientistas evolucionistas esse tipo de argumentação não significa nada, entretanto, não usam, a rigor, o método científico ao tentar provar a evolução das espécies e a origem da vida. A ciência se apóia na realidade, nos fatos e nas provas físicas e, seguindo estes parâmetros, o bioquímico Behe e outros sérios cientistas já classificam a teoria da evolução como uma teoria ultrapassada. Os cientistas precisam provar o que pensam e ensinar como verdade somente o que provam, inclusive os evolucionistas. Se não há fatos físicos nem provas, tudo não passa de idéias, nós, portanto, seguimos o conselho do apóstolo Paulo a Timóteo, quando disse: “Guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror às oposições da falsamente chamada ciência, a qual, professando-a alguns, se desviaram da fé” (1Tm 6.20).

Treze perguntas para os evolucionistas responderem
Algumas pessoas sinceras, mas mal encaminhadas, pensam que a evolução é uma teoria razoável para explicar as questões do homem e do Universo. A evolução não é uma teoria, é um tipo de religião pagã disfarçada de ciência.
1. De onde veio o espaço para o Universo e a matéria?
2. De onde vieram as leis do Universo – lei da gravidade, inércia etc.?
3. Como pode a matéria estar tão perfeitamente organizada? De onde veio a energia para organizar tudo?
4. Quando, onde, por que e como a vida se originou de matéria morta?
5. Quando, onde, por que e como a vida aprendeu a reproduzir-se?
6. O que fez a primeira célula capaz de reprodução sexual reproduzir-se?
7. Como podem as mutações (recombinando o código genético) criar uma nova e melhorada variedade? (Recombinar letras inglesas nunca iria produzir um livro chinês).
8. Quando, onde, por que e como:
a. Anfíbios se transformaram em répteis?
b. Os répteis se transformaram em pássaros? (os pulmões, ossos, olhos, órgãos reprodutores, coração, método de locomoção e pele são todos diferentes!) Como viviam as formas intermediárias?
9. Quando, onde, por que e como:
a. Evoluíram as baleias, os cavalos-marinhos e os morcegos? 
b. Evoluíram os olhos e os ouvidos? 
c. Evoluíram os cabelos, pele, penas, escamas, unhas, garras etc?
10. O que evoluiu primeiro? Como e em quanto tempo funcionou sem os outros?
a. O impulso para reproduzir ou a habilidade para reprodução?
b. Os pulmões, a mucosidade que os protege, a garganta ou a perfeita mistura de gases respirada pelos pulmões?
c. As plantas ou os insetos que se mantiveram vivos e polinizaram as plantas?
d. Os ossos, ligaduras, tendões, circulação ou músculos para mover os ossos?
e. O sistema imunológico ou a necessidade dele?
11. Quando, onde, por que e como o homem desenvolveu sentimentos e pensamentos — amor, piedade, culpa etc? (estas capacidades jamais evoluiriam conforme a “teoria da evolução”).
12. Considerando que existem mais de uma dezena de correntes evolucionistas, a qual delas você pertence?
13. Você acredita honestamente que tudo veio do nada?

Após responder a estas treze perguntas, considere cuidadosamente as perguntas seguintes:

1. Você está seguro de que suas respostas são racionais, corretas e cientificamente comprováveis? Ou crê que simplesmente as coisas aconteceram como você acabou de responder? Estas respostas refletem sua religião ou a ciência?
2. Suas respostas dependem de uma fé semelhante à de uma pessoa que diz “Deus deve ter projetado isto”?
3. É possível que um Criador inadvertido desenhou este Universo? Se Deus é excluído do princípio da discussão por sua definição de ciência, como poderia ser mostrado que Ele criou o Universo considerando a suposta verdade cristã de que Ele realmente o criou?
4. É sábio e justo apresentar a evolução aos estudantes como fato?
5. As pessoas aceitam a evolução devido a quais destes fatores:
a. Foi o que elas aprenderam sem questionar durante toda a vida.
b. Elas gostam da liberdade de Deus, sem compromisso com qualquer espécie de moral absoluta.
c. Elas se unem para apoiar a teoria com medo de perder o seu trabalho ou status. 
d. Elas nutrem um orgulho intelectual que as impedem de admitir que estão equivocadas. 
6. Devemos continuar usando evidências antigas, desaprovadas, inconclusivas e incorretas para apoiar a teoria da evolução porque não temos um substituto convincente? (Homem de Piltdown, Homem de Java, Homem de Neanderthal etc).
7. Deve-se permitir aos pais exigir que a evolução não seja ensinada como fato no sistema escolar, a menos que se ensine ao lado de outras teorias de origens (como a criação divina)?
8. Você não se cansa de ter fé num sistema que não é verdadeiro? Não seria melhor conhecer a Deus que o fez e aceitar seu amor e perdão?
9. O que você está arriscando se você estiver errado? (um renomado opositor do criacionismo considerou: “Existe um Deus ou não? Ambas as possibilidades são assustadoras!”)

LAMARCK
As girafas ancestrais provavelmente tinham pescoços curtos. Para alcançar a folhagem das árvores, de que se alimentavam, tinham que esticar o pescoço.
Pelo fato de esticarem sempre o pescoço para atingir a folhagem das árvores, o pescoço alongou-se. Essa característica adquirida era transmitida aos seus descendentes.
Finalmente, o contínuo esticamento do pescoço deu origem às girafas atuais. Portanto, pelo uso ou desuso e pela transmissão das características adquiridas houve a evolução.

DARWIN
As girafas ancestrais provavelmente apresentavam pescoços de comprimentos variáveis. As variações eram hereditárias.
A competição e a seleção natural levaram à sobreviência dos descendentes de pescoços longos, uma vez que estes conseguiam alimentar-se melhor do que as girafas de pescoços curtos.
Finalmente, apenas as girafas de pescoços longos sobreviveram à competição. Portanto, pela seleção natural ocorreu a evolução.

Nove dicas para alunos cristãos em salas de aula
Por Paul S. Taylor, da Eden Communications
Tradução de Avelar Guedes Junior

1. Antes de fazer uma apresentação em sala de aula ou um relatório sobre a criação de Deus, informe-se ao máximo sobre o criacionismo e os problemas envolvidos com o evolucionismo.
2. Em muitas escolas públicas há um forte sentimento contra a expressão de crenças religiosas cristãs em sala de aula. Os alunos têm mais liberdade que os professores neste aspecto. Todavia, na sala de aula, os alunos são mais prudentes quando limitam os seus comentários a fatos científicos, ao invés de tratar de informações bíblicas ou de crenças religiosas. Mesmo porque a própria ciência não é capaz de amparar o evolucionismo.
3. Não se surpreenda se não for bem tratado numa escola pública quando discutir sobre criacionismo. Fique preparado para lidar com tal tratamento com uma atitude cristã apropriada. É uma triste realidade que muitos professores e administradores são muito preconceituosos e ignorantes neste assunto — o que é compreensível — já que, na maior parte dos casos, toda a sua educação (do ensino fundamental até o superior) foi totalmente parcial nesta matéria.
4. Lembre-se de que os alunos se encontram sob a autoridade do professor, mesmo que estes sejam contrários ao cristianismo. Alunos cristãos têm a responsabilidade de respeitar a autoridade do seu professor e ser sempre corteses e respeitadores, mesmo se eles não concordarem sobre o assunto evolução.
5. Para uma melhor relação aluno-professor, mantenha o bom humor nesta situação e seja objetivo. Fique “grudado” aos fatos. Uma atitude cristã deve ser de amor e sensibilidade para com todos, inclusive aos professores. Não recorra a discussões acaloradas ou ofensas verbais. Não menospreze a crença do professor. Faça comentários e perguntas de um modo sensível que despersonalize o assunto. É muito improvável que envergonhar o professor diante da sala traga os resultados desejados! As informações devem ser apresentadas com uma atitude de boa vontade e de sincero respeito. É mais fácil aos professores responderem favoravelmente a um aluno bom e estudioso que está simplesmente buscando respostas francas que a um aluno que parece hostil, despreparado, ou com ar de “sabe-tudo”.
6. Empreste ao seu professor um bom livro sobre o assunto, especialmente um que mantenha a objetividade cientifica. Vários livros críticos do evolucionismo escritos por evolucionistas também são de interesse. O uso destes evita fazer o assunto parecer uma guerra santa.
7. Lembre-se de que os professores, situações e salas de aula não são os mesmos. O que pode funcionar com um professor ou escola pode não dar certo com outros.
8. Tenha em mente que o principal propósito de um aluno ir à escola é aprender, e não testemunhar. Mas os alunos devem permanecer abertos à liderança do Espírito Santo. Há muitas histórias emocionantes de como alunos fizeram questionamentos ou deram informações que, no final, produziram grandes mudanças na vida dos professores.
9. A oração é o ingrediente mais importante nos feitos humanos. Certifique-se de que os esforços em sala de aula estão alicerçados em tempo gasto em oração. PAIS: Aproveitem esta oportunidade para orar com o seu filho pela sua carreira cristã, atitudes e fidelidade.

Quem disse que todo cientista crê no evolucionismo?
Algumas invenções e descobertas notáveis desenvolvidas por cientistas criacionistas: 
§ Francis Bacon (1561—1626) - Método científico
§ Blaise Pascal (1623—662) - Barômetro
§ Isaac Newton (1642—1727) - Lei da gravidade
§ David Brewster (1781—1868) - Caleidoscópio
§ Michael Faraday (1791—1867) - Gerador elétrico
§ Samuel F. B. Morse (1791—1872) – Telégrafo
§ Charles Babbage (1792—1871) - Calculadora
§ Joseph Henry (1797—1878) - Motor elétrico
§ James Simpson (1811—1870) - Clorofórmio
§ Louis Pasteur (1822—1895) - Lei da biogênese, controle de fermentação, pasteurização etc. 
§ Lord Kelvin (1824—1907) - Balança de temperatura absoluta
§ William Ramsay (1852—1916) - Gases inertes
Obs: Todos eles foram criacionistas.

Referências bibliográficas:
Bíblia de estudo de Genebra. Editora Cultura Cristã.
Bíblia Apologética. ICP – Instituto Cristão de Pesquisas
Introdução à Teologia Sistemática. Millard J. Erickson. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
A origem da vida. George Wald. Artigos do Scientific American.
A Base molecular da vida: uma introdução à biologia molecular. Editora da Universidade de São Paulo
Físico-Química. P. W. Atkins. LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora
Biologia molecular básica. Arnaldo Zaha (Coordenador). Editora Mercado Aberto
The emerging conceptual framework of evolutionary developmental biology. Nature. Wallace Arthur
Secret life of genes. Günter TheiBen: Nature
Site de consulta: http://ssilva777.tripod.com.br

Notas:
1 A caixa-preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução. Michael Behe. Ciência e Cultura, p.13.
2 Ibid. p. 235.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

Cura Interior??? Não, Jesus já me perdoou !!!

Que conversa é essa que um salvo em e por Cristo tem que fazer "cura interior"?
Quando Deus nos salva Ele cura nosso interior por completo.

Se você precisa depois de ser salvo, convertido, ainda se submeter a um processo de "cura interior" onde seus pecados do passado vão ser lembrados e então perdoados (e alguns ainda fazem um tipo de ritual, submetendo as pessoas a escrever os pecados e depois queimar numa fogueira...), infelizmente tenho que lhe informar que das duas uma, ou não é salvo ou estão lhe enganando.

Quer aprender a viver sem que o passado lhe incomode mais? Comece a aprender mais com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra. As Escrituras são nosso alimento, conforto, força e direção. Não precisa se submeter a nenhum processo de cura interior criado por pessoas ou grupos pseudo cristãos, e muito menos aprender acerca desse tal processo em cursos que "inventam" esta disciplina como se fosse parte de grades curriculares de cursos teológicos. Ora, faça-me o favor, criar disciplinas falsas somente para enganr as pessoas e ainda lucrar com isso, é no mínimo desonesto (pra não ser ofensivo demais).
Entenda de uma vez por todas que se você é um cristão salvo, regenerado e justificado por Deus, se a obra de Cristo na Cruz lhe alcançou, se a Graça de Deus lhe salvou, já está purificado de todo pecado do passado, está perdoado, teus pecados foram lavados no sangue de Cristo, está purificado de toda iniquidade. O teu passado já não interessa mais... "tudo se fez novo", é uma nova criatura. Siga adiante agora olhando firmemente para Cristo, autor e consumador da nossa fé.
Não se deixe enganar. Fuja dos farsantes e impostores da fé.
Fuja dos oportunistas que tentam deturpar a obra de Cristo, acrescentar algo mais a Cruz de Cristo e para isso se utilizam da boa fé alheia com a oculta intenção de defender e buscar interesses pessoais escusos e nada cristãos.
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça."
1 João 1:9-9
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."
2 Coríntios 5:17-17
"Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte."
Romanos 8:1,2





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